Disclaimer: Harry Potter não me pertence, e sim a J.K. Rowling, Warner Bros e qualquer outro que tenha direito sobre os amáveis - ou não - bruxinhos. Não há qualquer intenção em obter lucros por parte da autora, é apenas diversão.
Fanfic feita para o projeto Pandora do fórum 6v. Tom/Ginny.
Fear of the Dark (that's growing inside of me)
por Chibi
Do mesmo modo como uma planta não se desenvolve em um solo que não lhe é propício, não surgem em uma pessoa sentimentos que não encontram um solo fértil. Não existe manipulação, existe apenas o fazer desabrochar algo que já existe, as ações seguem seu curso natural a partir daí.
Não, não fui eu.
Eu não era apenas uma adolescente tola e apaixonada. Eu era um turbilhão de pensamentos e sentimentos que eu não entendia e tampouco ousava confessá-los em voz alta. Ninguém poderia me entender, exceto ele, o compreensivo rapaz do Diário. Ele estava lá, ele me entendia, ele havia visto em mim mais do que os outros; ele não via a menina Ginny com seus doze anos, ele via a mulher Ginevra. Ginevra era um nome forte, ele dizia. Eu era uma mulher forte.
Eu nunca quis, eu juro.
Com o tempo veio o medo. Não o medo dele, o medo de mim. O medo da mulher que ele me fazia revelar ser, e tentei jogar o Diário fora para me afastar de mim. Tom não estava dentro de mim me corrompendo, ele só fez regar a semente da qual nasceria a mulher que havia descoberto ser e temia. Mas eu tinha um álibi.
Foi o Tom, ele me obrigou.
Tal qual todo antídoto é feito do veneno, achei em Tom o mais perto que cheguei da cura para mim. E me cobri daquela desculpa, como um manto para me esconder de mim mesma e dos outros.
Não, não fui eu.
Mas não importava o quanto vestisse aquele manto de mentiras, eu estava nua diante de mim e dele. Não havia como esconder de nós dois quem eu realmente era. E Tom sabia que eu nunca poderia me tornar diferente, porque eu poderia me livrar dele, mas nunca de mim. E em mim sempre haveria o que ele me ensinou acerca de quem eu era, ele sabia porque o era também. Éramos iguais.
Eu nunca quis, eu juro.
Ele se foi e eu permaneci, mas ele ainda seria meu manto para sempre, porque eu precisava mentir para mim mesma e tentar me fazer acreditar que não havia sido eu. Ele se foi e eu permaneci. Éramos iguais, mas eu era mais forte.
E Tom jamais poderia me obrigar a fazer nada que eu não quisesse.
