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CAPITULO

13

Isabella proibiu Emmett de contar ao restante da família sobre o incidente envolvendo Jacob Black antes da cerimônia de casamento.

– Depois do café da manhã, pode dizer a eles o que quiser – falou ela. – Mas, por mim, peço que até lá não comente nada. Não vou conseguir suportar todos aqueles rituais, o desjejum, o bolo de casamento, os brindes, se tiver que olhar para eles tendo consciência de que eles sabem.

Emmett parecia zangado.

– Não consigo entender por que você quer que eu a conduza ao altar e a entregue a Masen.

– Não precisa entender. Só peço que me ajude com isso.

– Não quero ajudá-la a se tornar a Sra. Edward Masen.

Mas, porque Bella havia pedido, Emmett desempenhou seu papel na elaborada cerimônia com dignidade, ainda que tivesse uma expressão amarga no rosto. Balançando a cabeça, ele lhe ofereceu o braço e os dois seguiram Angela até o altar, onde Edward Masen esperava. Felizmente, a cerimônia foi curta e sem nenhuma emoção. Houve apenas um momento em que Isabella sentiu uma ponta de desconforto, quando o celebrante disse:

–... se alguém aqui sabe de alguma coisa que possa impedir este matrimônio, fale agora ou cale-se para sempre.

Foi como se o mundo parasse durante dois ou três segundos depois do pronunciamento. O coração de Bella disparou. Ela percebeu que esperava, torcia para ouvir o protesto veemente de Jacob ecoando na igreja. Mas o silêncio se manteve. Jake fora embora. A cerimônia prosseguiu. A mão de Edward estava morna quando segurou a dela, fria. Ambos repetiram os votos e o sacerdote entregou a aliança a Edward, que a colocou no dedo de Isabella. A voz dele era firme, contida.

– Com esta aliança eu a desposo, com meu corpo eu a admiro e com todos os meus bens eu a favoreço.

Isabella evitava encará-lo; olhava para o círculo de ouro em seu dedo. Aliviada, ela constatou que não haveria o tradicional beijo. O costume de beijar a noiva era de mau gosto, uma prática plebeia que nunca seria permitida na St. George. Finalmente, ela levantou a cabeça e olhou para Edward, e se espantou com a satisfação que viu nos olhos dele. Depois aceitou seu braço e eles saíram juntos da igreja, caminhando para o futuro e para um destino que prometia ser tudo, menos promissor.

...

Edward sabia que Isabella o considerava um monstro. Reconhecia que empregara métodos condenáveis, egoístas, mas não havia outro jeito de fazer dela sua esposa. E não conseguia se arrepender nem por um segundo por tê-la tirado de Black. Talvez fosse amoral, mas essa era a única maneira que conhecia de agir. Isabella agora era dele, e ele não pouparia esforços para que ela não se arrependesse do casamento. Seria tão bom quanto ela permitisse. E, de acordo com sua experiência, as mulheres perdoavam qualquer coisa quando recebiam os incentivos adequados.

Ele passou o resto do dia relaxado e de bom humor. Uma procissão de belas carruagens com muitas janelas e decorações douradas ao estilo imperial compunham o cortejo nupcial que os levou ao hotel Masen, onde um desjejum farto e formal foi oferecido no salão de banquetes.

As janelas do hotel se encheram de curiosos, todos querendo espiar a cena deslumbrante. Arcadas e pilares gregos haviam sido colocados em torno do salão, revestidos em tule e enfeitados com flores. Um batalhão de criados carregava baixelas de prata e bandejas de champanhe, e os convidados se acomodavam em seus lugares para saborear a refeição. Foram servidas porções individuais de ganso ao creme de ervas com crosta dourada fumegante, salada de folhas verdes crocantes e frescas com ovos de codorna cozidos, cestos de muffins quentes, torradas e biscoitos, pilhas de bacon defumado frito, pratos de rosbife em fatias tão finas que eram tiras rosadas guarnecidas com fragrantes raspas de trufa, muitas porções de melão e uvas.

Havia três bolos de casamento, todos ricamente confeitados e recheados com frutas. Como era costume, Bella foi servida primeiro, e Edward bem pôde imaginar que esforço ela fazia para comer e sorrir. Se alguém notou que a noiva estava quieta demais, presumiu que o evento a emocionava e cansava ou que, como todas as noivas, ela estava nervosa com a aproximação da noite de núpcias. A família de Isabella a observava com preocupação protetora, sobretudo Alice, que parecia sentir algo errado no ar.

Edward estava fascinado com os Swan, com a misteriosa ligação entre eles; era como se compartilhassem um segredo coletivo. Quase se poderia enxergar o entendimento silencioso que se dava entre eles. Apesar de saber muito sobre as pessoas, Edward desconhecia o que era fazer parte de uma família. Depois que a mãe fugira com um dos amantes, o pai tentara se livrar de tudo o que lembrasse a existência da ex-mulher. E também não medira esforços para esquecer que tivera um filho com ela, deixando-o aos cuidados dos empregados do hotel e de uma sucessão de tutores.

Edward tinha poucas lembranças da mãe, apenas se recordava de que era bonita e tinha cabelos dourados. Era como se ela estivesse sempre fora, longe dele, sempre fugidia. Lembrava-se uma vez de ter chorado chamando por ela, agarrado à sua saia de veludo, e ela tentara fazê-lo soltá-la, apenas rindo de sua persistência. Abandonado pelos pais, Edward passara a fazer as refeições na cozinha com os empregados do hotel. Quando adoecia, alguma camareira cuidava dele.

Via famílias chegando e partindo, e aprendera a olhar para elas com o mesmo distanciamento da equipe do hotel. No fundo, Edward suspeitava de que a mãe havia partido e de que o pai nunca quisera se aproximar dele porque não era digno de amor. Portanto não desejava fazer parte de uma família. Mesmo que Isabella tivesse filhos, se ela os tivesse, Edward nunca permitiria que ninguém se aproximasse dele o suficiente para formar vínculos.

Jamais se deixaria prender desse jeito. Porém, às vezes sentia uma inveja passageira daqueles que eram capazes de amar e viver dessa maneira, como os Swan.

O desjejum continuava com brindes intermináveis. Quando Edward percebeu que os ombros de Bella caíram de maneira reveladora, deduziu que ela já havia suportado demais. Então se levantou, fez um discurso rápido e elegante e agradeceu a todos pela honra da presença em um dia tão especial. Era o sinal para a noiva se retirar com as damas de honra. Logo elas seriam seguidas por todos, e os convidados se dispersariam para se divertirem em entretenimentos variados durante o resto do dia. Isabella parou na porta do salão. Como se pudesse sentir o olhar de Edward em suas costas, ela se virou e olhou para o marido.

Um aviso cintilou em seus olhos, e isso o excitou de imediato. Isabella não seria uma noiva ansiosa por agradá-lo, nem ele esperava que fosse. Tentaria fazê-lo pagar pelo que havia feito, e ele aceitaria todas as penas... até certo ponto. Como reagiria quando ele a procurasse naquela noite?

Edward desviou o olhar da esposa ao ser abordado por Kev Eleazar, cunhado de Isabella, um homem que conseguia passar relativamente despercebido, apesar do tamanho e da aparência impressionantes. Ele era um cigano romani, alto e com cabelos negros abundantes, o exterior modesto encobrindo uma natureza de sombria intensidade.

– Eleazar – Edward o cumprimentou com simpatia. – Gostou do desjejum?

O romani não estava com disposição para trocar amenidades. Ele olhava para Edward como se o jurasse de morte.

– Tem alguma coisa errada – disse. – Se fez algum mal a Isabella, vou arrancar sua cabeça do...

– Eleazar!

A exclamação alegre o interrompeu. Emmett surgiu de repente ao lado deles. Edward percebeu Emmett dar uma cotovelada nas costelas do cigano, como se quisesse alertá-lo de algo.

– Suave e charmoso, como sempre. Devia cumprimentar o noivo, phral – comentou Emmett, chamando o cunhado de "irmão" –, não ameaçar decapitá-lo.

– Não é uma ameaça – resmungou o romani. – É uma promessa.

Edward o encarou sem hesitar.

– Aprecio sua preocupação com ela. Garanto que farei tudo o que estiver ao meu alcance para fazê-la feliz. Isabella terá tudo o que desejar.

– Creio que o divórcio esteja no topo dessa lista – pensou Emmett em voz alta.

Edward encarou Eleazar com frieza.

– Gostaria de lembrar que sua irmã se casou comigo voluntariamente. Jacob Black deveria ter tido a coragem de invadir a igreja e carregá-la à força, se necessário. Mas não teve. E se ele não se dispôs a lutar por ela, não a merecia.

Ao notar a piscada rápida de Eleazar, ele soube que havia atingido o objetivo.

– Além do mais, depois de todo o esforço que fiz para me casar com Isabella, a última coisa que pretendo é maltratá-la.

– Que esforço? – perguntou o romani, desconfiado, e Edward lembrou que ele ainda não sabia de toda a história.

– Não se incomode com isso – disse Emmett ao cunhado. – Se eu contar tudo agora, você vai acabar criando uma cena constrangedora no casamento de Isabella. E quem costuma fazer essa parte sou eu.

Os dois se entreolharam e Eleazar resmungou alguma coisa em romani. Emmett deu um leve sorriso.

– Não sei o que acabou de dizer. Mas desconfio que seja algo relacionada a espancar o marido de Isabella até transformá-lo em purê. – Uma pausa. – Mais tarde, velho amigo.

Os dois trocaram um olhar de entendimento. Eleazar assentiu rapidamente e saiu sem dizer mais nada a Edward.

– E ele está de bom humor – comentou Emmett, olhando de forma triste e afetuosa para o cunhado que se afastava.

Depois de um instante, voltou a prestar atenção em Edward. De repente seus olhos transbordavam um conhecimento, uma sabedoria de vida que só podia ser acumulada em eras.

– Imagino que nada poderá diminuir a preocupação de Eleazar. Ele vive com nossa família desde menino, e o bem-estar de minhas irmãs é tudo para ele.

– Vou cuidar bem dela – garantiu Edward.

– Tenho certeza de que vai tentar. E, mesmo que não acredite, torço para que consiga.

– Obrigado.

Emmett o encarou com tamanha perspicácia que teria incomodado um homem de consciência.

– A propósito, não vou acompanhar minha família na viagem a Hampshire amanhã.

– Negócios em Londres? – perguntou Edward de forma cortês.

– Sim, algumas obrigações parlamentares. E um interesse arquitetônico. É meu hobby. Mas, principalmente, vou ficar por Isabella. Veja bem, imagino que ela vá decidir deixá-lo em breve, e quero estar aqui para levá-la para casa.

Edward sorriu de forma despreocupada, como se a afronta do cunhado o divertisse. Emmett seria capaz de imaginar de quantas maneiras ele poderia arruiná-lo e com que facilidade?

– Tenha cuidado – disse ele, mantendo o tom calmo.

Emmett não se abalou, um sinal de ingenuidade ou de coragem. Ele até sorriu, embora sem qualquer sinal de humor.

– Tem algo que você parece não entender, Masen. Conseguiu ganhar Isabella, mas não tem o que é preciso para mantê-la a seu lado. Portanto, vou ficar por perto. Estarei aqui quando ela precisar de mim. E se a machucar, sua vida não vai valer nada. Nenhum homem é intocável. Nem mesmo você.

...

Uma criada do hotel ajudou Isabella a trocar o vestido de noiva por uma camisola simples, trouxe uma taça de champanhe gelada e partiu discretamente. Grata pelo silêncio de sua suíte particular, Bella se sentou à penteadeira e removeu lentamente os grampos do cabelo. Sua boca doía do esforço de sorrir e os músculos da testa estavam tensos. Ela bebeu o champanhe e se dedicou a escovar os cabelos com movimentos longos, cuidadosos, deixando-os cair sobre as costas em ondas brilhantes. Era bom sentir as cerdas da escova no couro cabeludo.

Edward ainda não chegara aos aposentos. Bella tentava imaginar o que diria quando ele aparecesse, mas nada lhe ocorria. Com a lentidão de um sonho, ela vagou pelos aposentos. Diferente da formalidade fria da área de recepção, o restante dos cômodos havia sido decorado com tecidos macios e cores quentes e havia muitos lugares para sentar, ler, relaxar. Tudo era impecável, as vidraças brilhavam, os tapetes turcos haviam sido varridos e aromatizados com folhas de chá. Havia lareiras com consoles de mármore ou madeira entalhada, outras com revestimento de cerâmica, e muitos abajures e luminárias para manter todos os ambientes bem iluminados à noite.

Haviam preparado um quarto extra para Isabella. Edward dissera que ela poderia ter quantos cômodos quisesse para seu uso pessoal, porque os aposentos haviam sido desenhados de forma que espaços contíguos pudessem ser facilmente abertos. A colcha da cama era azul como um céu de primavera, os lençóis de linho eram bordados com pequeninas flores cerúleas. Era um quarto lindo, feminino, e estar nele teria dado muito prazer a Bella se as circunstâncias fossem diferentes.

Ela tentou decidir se estava mais zangada com Edward, Jacob ou com ela mesma. Talvez em igual medida com todos. E estava cada vez mais nervosa, sabendo que Edward não demoraria a chegar. Os olhos encontraram a cama. Ela se tranquilizou pensando que Edward não a forçaria a nada. A vilania dele não se prestaria à violência pura.

Seu estômago deu um salto quando ela ouviu alguém entrar. Respirou fundo uma vez, outra, e esperou até ver a silhueta imponente de Edward ocupar a soleira. Ele parou para observá-la com uma expressão impassível. Havia removido a gravata, e a camisa aberta revelava a linha máscula do pescoço. Isabella se preparou para ser forte e não recuar enquanto ele se aproximava. Edward estendeu a mão para tocar seu cabelo brilhante, deixando-o escorregar por entre os dedos como fogo líquido.

– Nunca os vi soltos antes – disse.

Estava tão perto que ela sentia a fragrância da espuma de barbear e o hálito de champanhe. Os dedos roçaram sua face, detectando o tremor por trás da aparência firme.

– Está com medo? – perguntou ele com voz suave.

Bella se obrigou a sustentar seu olhar.

– Não.

– Talvez devesse estar. Sou muito mais bondoso com pessoas que sentem medo de mim.

– Duvido. Acho que a verdade é exatamente o contrário.

Um sorriso se formou nos lábios dele.

Isabella se sentia desorientada pela complexa mistura de emoções que ele lhe causava: antagonismo, atração, curiosidade, raiva. Afastando-se dele, caminhou até a cômoda e examinou uma pequena caixa de porcelana com tampa dourada.

– Por que levou o casamento adiante? – quis saber ele.

– Achei que seria o melhor para Jacob.

Sentiu uma pontada de satisfação ao perceber que a resposta o incomodara. Edward sentou-se na cama, adotando uma postura informal. Os olhos a seguiam sem se desviar nem por um instante.

– Se houvesse alternativa, eu teria feito tudo isso da maneira tradicional. Teria cortejado você abertamente, e a teria conquistado de maneira justa. Mas você já havia escolhido Black. Portanto, eu não tinha opção.

– Tinha, sim. Podia ter me deixado casar com Jacob.

– Duvido que ele a tivesse pedido em casamento. Black mentiu para você e para ele mesmo presumindo que poderia convencer o pai a aceitar essa união. Devia ter visto o velho quando mostrei a carta a ele. Ficou mortalmente ofendido com a ideia de que o filho poderia ter uma esposa tão abaixo de sua posição social.

Isso a magoou, como Edward provavelmente pretendia, e Isabella sentiu o corpo enrijecer.

– Então por que não deixou as coisas seguirem seu curso? Por que não esperou até que Jacob me abandonasse, para depois se aproximar para juntar meus pedaços?

– Porque havia uma chance de Black ousar fugir com você. Eu não podia correr esse risco. E sabia que, mais cedo ou mais tarde, você perceberia que o que sentia por Black era só uma paixão tola.

Isabella o encarou com o mais puro desprezo.

– O que sabe sobre o amor?

– Sei como as pessoas que se amam agem. E o que testemunhei esta manhã na sacristia não chegou nem perto desse comportamento. Se vocês realmente se amassem, nenhuma força no mundo teria impedido que saíssem juntos daquela igreja.

– Você não teria permitido! – retrucou ela, ultrajada.

– É verdade. Mas teria respeitado o esforço.

– Nós não nos importamos com o seu respeito.

O fato de ela estar falando por Jacob também... "nós"... causou uma imediata tensão que transpareceu no rosto de Edward.

– Sejam quais forem seus sentimentos por Black, agora você é minha esposa. E ele vai se casar com uma herdeira qualquer de sangue azul, como devia ter feito desde o início. Sendo assim, só nos resta decidir como você e eu vamos continuar.

– Prefiro um casamento de fachada.

– Entendo – respondeu ele calmamente. – Porém, um casamento não é legal até que tenha sido consumado. E, infelizmente, eu nunca deixo brechas para a lei.

Ele ia insistir em fazer valer seus direitos, então. Nada o dissuadiria de ter o que queria. Isabella sentiu os olhos e o nariz arderem, mas preferia morrer a chorar na frente dele. Olhando-o com ar de repulsa, ela sentiu o coração bater e reverberar nas têmporas, nos pulsos e nos tornozelos.

– Estou emocionada com essa declaração tão poética. Vamos cumprir o contrato, é claro – falou ela e começou a desabotoar a camisola com os dedos rígidos e trêmulos e a respiração como que presa na garganta. – Tudo que peço é que seja rápido.

Edward se levantou da cama e caminhou até ela sem pressa. Uma das mãos cobriu as dela, detendo-as.

– Isabella.

Ele esperou até a esposa ter forças para encará-lo. Havia humor cintilando em seus olhos.

– Você me faz sentir um vilão aproveitador – disse. – Quero que saiba que nunca forcei uma mulher a me aceitar. Uma simples recusa provavelmente seria o bastante para me deter.

Ele estava mentindo, Isabella sentia instintivamente. Mas... talvez não estivesse. Maldição, Edward brincava com ela como um gato brinca com um rato.

– Isso é verdade? – indagou ela, ofendida.

Edward a encarou de forma impassível.

– Rejeite-me e vamos descobrir.

O fato de um ser humano tão desprezível ser também tão bonito era a prova de que o Universo era injusto ou, pelo menos, muito mal organizado.

– Não vou rejeitá-lo – respondeu ela, empurrando as mãos do marido. – Não vou entretê-lo com encenações virginais – emendou, e voltou a desabotoar a camisola. – E gostaria de acabar logo com isso para não ter mais com o que me preocupar.

Edward despiu o casaco e o pendurou nas costas de uma cadeira. Bella deixou o penhoar escorregar pelos ombros e chutou os chinelos para longe. O vento frio passava por baixo da barra da camisola de cambraia fina e envolvia seus conseguia pensar, tamanha era a quantidade de receios e preocupações em sua cabeça. O futuro que um dia havia esperado não viria mais, e outro começava a ser criado, um futuro com infinitas complicações. Edward a conheceria de um jeito que ninguém mais conhecia nem chegaria a conhecer. Mas não seria um casamento como o de suas irmãs... seria um relacionamento sem uma base de amor e confiança.

As informações que sua irmã Carmen havia fornecido sobre a intimidade conjugal tinham sido envoltas em flores e raios de luar, com uma breve e superficial descrição do ato físico. O conselho de Carmen havia sido confiar no marido, relaxar e entender que a intimidade sexual era uma parte maravilhosa do amor. Nada disso tinha relevância na situação em que Isabella agora se encontrava.


Não me matem! Sei que sacaneei parando logo aí, quando está bem claro o que está por vir né... Desculpem-me!

Mas - mudando de assunto pra distrair vcs - vamos combinar gente, nada é mais irritante do que ver alguém em negação e Bella está em completa negação. Primeiro não admite que não amava o Jake tanto assim quanto pensava, e segundo não admite que se derrete pelo nosso Edward. (atração? Uma ova! É muito mais que isso né minha gente?) Mas ela logo logo sai dessa onda de negações e se depara com o mais óbvio.

Enfim, próximo capítulo, a coisa pega foooogo pessoal, como vocês podem ver nesse finalzinho, sim, não vão haver "encenações virginais", hahaha

Queria agradecer muito por cada review, também a quem favoritou e deu follow, e dar boas vindas às novas leitoras e pedir para que aqueles que ainda não se manifestaram, animem-se e manifestem-se! Abram suas asas e soltem suas feras minha gente! hahahahaha, estarei esperando, confio em vocês e sei que uma hora vocês aparecem um a um!

Sobre o numero de capítulos (que já foi questionado nas reviews e eu esqueci de responder anteriormente), bem, eu ainda não sei. Não adaptei tudo ainda e até agora tenho mais dois adaptados (ou seja, 15)... Vou fazer o máximo para não fica muito grande, por isso alguns capitulos sairão enormes (para a alegria de vocês!)

Sem mais delongas, um beijão pra cada um! s2