Prontinhoo, mais um capítulo para vocês! =)

Boa leitura!


Capítulo 14

A dor de cabeça era tão forte e aguda que me acordou. Praguejei ao constatar que não conseguiria mais voltar a dormir naquela cama macia. Aliás, estava mais macia do que o normal. E o cheiro também era diferente e me lembrava alguma coisa importante, mas no momento minha dor era tanta que preferi esquecer e afundar ainda mais minha cabeça naquele delicioso travesseiro.

O meu azar era grande, tão logo estava conseguindo lidar com a dor, comecei a sentir um gosto horrível em minha garganta, além de uma tremenda sede.

Desisti de tentar aproveitar a cama e decidi me levantar. Abri meus olhos sonolenta e sensível a claridade que entrava pela janela. Janela esta que não era, definitivamente, a do meu quarto.

- Mas o que… ? – minha voz estava rouca e raspava minha garganta, mas isso pouco chamou minha atenção frente ao lugar que eu via. O quarto, para minha surpresa, era conhecido. Era o dele – Ah, merda… - praguejei baixinho, olhando algum vestígio denunciando o que teria ocorrido na noite anterior.

Eu ainda estava com meu vestido, o que era um bom sinal. Ou talvez não. Acredito que isso não impediria Itachi. Mas… onde ele estava? Meus esforços mentais dolorosos para lembrar o que havia acontecido começaram a surtir efeito. Alguns flashs se passavam pela minha cabeça como um filme.

O restaurante chique, a ruiva estranha, Itachi lindo como sempre, o vinho. Sim, o vinho, aquele que eu estava considerando como meu melhor amigo durante o jantar e que agora me dava esta baita dor de cabeça.

Lembrei-me então de trechos de conversa, do meu quase tombo ao entrar no carro na saída do restaurante, de Itachi me segurando e me colocando dentro do carro um pouco irritado. Eu havia sido um problema para ele. Que vergonha! E o pior, o álcool não fora em excesso o suficiente para pelo menos me poupar das lembranças constrangedoras.

É a verdade oras. Você sempre me deixa quente.

Hn, bom saber.

Ah, não Sakura… você não falou mesmo isso! Se bem que era verdade, ele me deixava assim. Mas ser sincero sobre o que pensamos não deve ser uma coisa boa, ou todos fariam isso mais frequentemente, não é?

- Mas você eu levaria para meu quarto.

Isso é algo bom?

Sim. Eu nunca faço isso

E cá eu estava, em seu quarto. Outra verdade. Eu queria isso. Mas meu eu racional pensaria naquela hora como estou pensando agora: suas palavras provavelmente seriam apenas formas de me levar para cama.

- Ei, você não vai comer ele todo, vai?

Gulosa.

Sorri ao lembrar daquele olhar divertido dele. Outra verdade é que ele realmente era divertido. Os momentos ao seu lado eram agradáveis e eu não podia negar que aquela noite tinha sido maravilhosa. Ok, tirando o fato do vinho e minha completa desinibição.

- Você me deve um beijo, lembra?

- Olha só como você está…

Oh! Meu Kami! Eu era a culpada. Eu o agarrei e o incitei como eu queria secretamente.

- Acho melhor não fazermos isso.

Lembrei-me com um espanto daquela fala e mais ainda de suas expressões. Ele estava desolado, arfando, com um brilho de puro desejo no olhar e parecia relutar, como se aquela atitude fosse algo muito difícil. Mas ele nos parou. Ele não deixou aquilo acontecer. Eu… céus! Que vergonha! Aonde já se vira, ele ter que manter o juízo enquanto eu era a devassa?

Levantei-me um pouco desnorteada, com o equilíbrio ainda abalado. Eu não conseguiria ficar mais naquela cama. O perfume dele estava impregnado nela, assim como as lembranças nada decentes da noite passada.

Entrei no banheiro me assustando com a imagem que aparecia no espelho. Eu estava horrível, com a maquiagem toda borrada e a cara amassada. Limpei meu rosto e escovei meus dentes com os dedos mesmo, apenas para tentar tirar aquele gosto horrível da boca.

Comecei então a andar pela casa, a procura de Itachi. O encontrei na sala deitado no sofá, ou melhor, jogado. Seus cabelos estavam soltos e bagunçados, com alguns fios caídos pelo seu rosto calmo.

Ele estava sem camisa, sem o cinto e sem meias, coberto apenas por uma pequena manta que estava enrolada pelo seu corpo. Os seus lábios abertos e a sua respiração calma formavam uma imagem simples, mas linda, próximo a algo angelical. Sorri ao perceber a vontade que eu sentia em apertá-lo, mas, felizmente, o álcool não fazia mais efeito em mim e pude agir racionalmente, ou seja, parei de encará-lo sonhadoramente e me dirigi descalça à cozinha.


xxxx Itachi xxxx

Ei, Itachi Kun! – uma voz calma o chamava. Uma que ele conhecia de longa data e que sempre lhe causava uma dor no peito.

A-ya – sua voz era fraca e espantada. Nunca esperava vê-la de novo, muito menos a queria por perto, mas aqueles olhos lindos o fascinaram como da primeira vez. Sua beleza era como um imã, sempre fora – o que…?

Shii – ela colocou delicadamente um dedo em seus lábios, impedindo-o de falar – você conseguiu, Itachi-kun…? Me esquecer?

Sim…

Então porque você não consegue amar?

Eu não quero.

Ela está grávida… - A garota de cabelos castanhos desapareceu e em seu lugar Itachi pode ouvir um choro de bebe em meio à escuridão. Uma porta apareceu e ele caminhou até ela, abrindo-a. A claridade o cegou por alguns instantes, antes de relevar um quarto de hospital.

Itachi-kun? Onde estava? – a garota de cabelos róseos olhou para ele, magoada, enquanto estendia-lhe um bebê – é seu filho.

Seu filho, Itachi-kun – a outra garota retornou, passando por Itachi e abraçando Sakura amigavelmente – Ele não é lindo, Sasuke-kun? Olhe só, que cabelos pretos azulados mais lindos! Lembram tanto o tio… – ela sorriu sarcasticamente encarando Itachi que olhava petrificado para o bebe em seus braços.

Vocês? Sasuke…? – ele encarou o irmão que agora estava sentado ao lado da cama de Sakura, segurando-lhe a mão.

Algum problema, Itachi-kun? – perguntou-lhe Sakura com um doce sorriso, enquanto acariciava a mão de Sasuke discretamente e Aya ria estrondosamente.

Tolo… tolo… mais uma vez enganado – A voz ia sumindo conforme aquelas palavras apunhalavam seu coração.

Itachi… - ouviu o chamado, enquanto a cena se dissipava e um cheiro gostoso surgia.

Pobre Itachi-kun… ninguém o quer, só ao seu dinheiro! – a risada desapareceu assim como a voz.

– Itachi? – ouvi novamente o chamado, mas agora mais firme e nítido – Acorda… - senti um cutucão no braço, o que me fez levantar em um pulo pronto para agredir quem estivesse invadindo meu espaço – Desculpe, não queria assustá-lo…

Levei alguns momentos para focar a imagem de Sakura à minha frente, ainda naquele vestido provocante.

– O que faz aqui? – perguntei ríspido, lançando-lhe um olhar irritado enquanto ajeitava meus cabelos soltos.

– Eu, bem… - ela me encarou constrangida e então eu me lembrei da noite passada, de como ela viera parar em minha casa. Me senti um idiota por alguns instantes, mas não o suficiente para tentar me desculpar.

– Que cheiro é esse? – a cortei, notando em como ela se afastava de mim, insegura com minha frieza matinal.

– Ah, eu fiz… - ela abriu um discreto sorriso, olhando em direção à cozinha – eu fiz um café para nós… mas, acho que vou indo…

– Não precisa – respondi, nitidamente incerto quanto a isso. Aquele sonho havia me abalado, mais do que eu gostaria e isso só me provava uma coisa: eu estava ficando vulnerável – vou tomar um banho.


xxxx Sakura xxxx

Em um momento, aquelas expressões eram tão serenas e em outro, ele parecia estar odiando me ver. Eu não conseguia compreendê-lo.

Frustrada, respirei profundamente, me largando no sofá que antes ele estivera dormindo. O que havia com ele para acordar tão irritado assim? A única conclusão que eu podia chegar era a de que eu não era mais bem vinda ali. Isso estava claro nas palavras dele, bem como a sua incerteza sobre se eu deveria ou não ficar.

Respirei fundo mais uma vez, enquanto tomava coragem para fazer algo que eu não queria, mas precisava. Relutante, peguei minhas sandálias que eu havia deixado na porta da sala e sem olhar para trás, sai daquela casa. Eu não ficaria onde não era bem vinda. Meu orgulho era grande demais para aceitar ser tratada de forma tão grosseira assim. Por mais que eu me sentisse atraída por ele, não podia deixá-lo me tratar assim.


xxxx Itachi xxxx

O banho frio ajudou a aliviar um pouco a tensão, mas mesmo assim, o sonho ainda funcionava como um alerta. Eu estava me aproximando demais daquela garota.

E isso seria fatal.

Ela era linda. Divertida. Tinha um sorriso que me fazia querer sorrir junto. Hipnotizante. Imprevisível e o pior de todos: sedutora. Fitei-me no espelho, encarando meu sorriso idiota.

Eu a queria.

Definitivamente.

Suspirei. Eu não costumava agir assim e isso estava me cansando. Eu estava me aproximando demais. Eu estava gostando dela mais do que o normal.

E isso estava errado.

Eu havia me prometido a não me aproximar mais de alguém e eu pretendia cumprir essa promessa. Estava na hora de eu acordar e me manter em uma distância segura daquela garota tentadora. Afinal, esta era uma das primeiras regras ao se jogar.

Sai do quarto vestindo minha máscara de simpatia para encontrá-la, mas, para minha surpresa, ela não estava mais na sala. Fui para a cozinha então, talvez ela ainda estivesse preparando algo, mas tampouco ela estava ali. Na cozinha vazia apenas pude reparar nos ovos mexidos, nos dois mistos-quentes feitos e no café. Ela havia ido embora. Bom, pelo menos sobraria mais comida para mim.

Suspirei, me sentando, e senti uma leve dor no peito, como aquela de meu sonho. A cara de decepção que Sakura fizera com minha grosseria parecia estar gravada em minha mente. Isso estava muito errado. Não era para eu sentir essa dor. Eu não queria voltar a sentir aquelas coisas.

Era melhor assim. Ela longe. Eu realmente estava ficando muito próximo a ponto de passar tanto tempo pensando nisso. O melhor que eu tinha a fazer era trabalhar e esquecê-la por um tempo. Precisava distrair. Precisava me ocupar. Peguei meu celular e disquei então um número tão bem conhecido.

– Alô? O que houve? Porque só esta ligando a essa hora? – ouvi a voz aflita do outro lado e só então percebi que já se passava da hora que eu costumava acordar.

– Perdi a hora – respondi ainda grosso. Essa manhã eu realmente estava mal humorado – Shisui, quero que procure por Sabaku no Temari e a ofereça um emprego na empresa. Diga para ela me ligar.

– Essa não é aquela moça estressada e mal humorada?

– Sim.

– Mas o que você quer com ela?

– Quero pessoas eficientes. E ela é uma. Quero que você também procure por Nara Shikamaru. Diga que cobrirei o quanto ele ganha atualmente.

– O Nara também?

– Hn – porque ele sempre fazia perguntas inúteis? Era por essas e outras que eu precisava de funcionários mais eficientes.

– Ok… mas o Nara ganha muito, se é que…

– Não interessa. Aquele cérebro vale muito.

– Posso saber porque esta tão irritadinho? Ontem você estava tão alegre. Não conseguiu traçar ninguém essa…?

– É só – O cortei irritado. Sempre querendo falar sobre futilidades e era o que eu menos queria fazer. Desliguei o telefone sem nem esperar uma resposta dele e comecei a comer o café da manhã que Sakura me preparara.

Era a primeira vez que alguém fazia algo para eu comer assim. E estava muito bom. Maldição! Parecia impossível tirá-la de meus pensamentos.


xxxx Sakura xxxx

Já havia se passado algumas horas desde que eu tinha saído da casa de Itachi e não, ele não viera me procurar. Grosso e insensível! Eu já devia imaginar que tudo estava muito bom para o meu gosto.

Quando cheguei na mansão, fui rapidamente para meu quarto e tomei um banho para tentar esfriar a cabeça. Isso não adiantou em nada, minha raiva ainda continuava a flor da pele e quanto mais tempo se passava, ela parecia aumentar. Eu precisava extravasar e a única coisa que passou pela minha cabeça era em encher minha barriga. Não restava muito mais para eu fazer naquele tedioso sábado.

– Sakura? – ouvi a voz de Mikoto e vi seu sorriso ao entrar na sala de jantar onde eu comia meu café da manhã quase almoço.

– Bom dia – respondi, esboçando um sorriso meio que sem vida ou repleto de raiva. Eu ainda não sabia qual dos dois estava mais forte em mim no momento.

– O que houve ontem? Você não chegou cedo – ela se sentou à minha frente, encarando-me séria.

– Não aconteceu nada demais. Eu só bebi um pouco e fiquei meio alterada.

– E Itachi?

– Me trouxe para casa.

– Ele não… tentou nada?

– Não! – eu falei rapidamente, um pouco constrangida e tentando não me lembrar das cenas da noite passada. Se eu o fizesse, com certeza coraria.

Mikoto pareceu relaxar, soltando um suspiro aliviado.

– Porque ficou tão preocupada? – perguntei sem me importar com a resposta, apenas queria manter uma conversa que me distraísse um pouco.

– Sakura, querida, você sabe da fama de Itachi… - ela começou a falar e eu me vi interessada por aquela resposta. O que a mãe achava de seu próprio filho? – e eu sei o que se passa com ele. Um pouco pelo menos. Meu filho não é alguém confiável nesse sentido, mas ontem ele me pareceu… tê-la bastante em consideração. Eu realmente espero que ele esteja melhorando.

– Uhm… - eu voltei a comer com a raiva renovada ao lembrar-me da grosseria dele – sim, ontem ele foi bem simpático, mas hoje, acordou todo grosseiro…

– Como assim acordou? – ela praticamente gritou, me fuzilando com o olhar e eu percebi que havia falado besteira. Muita. Merda. O que fazer? Mentir? Falar a verdade? Do jeito que ela me encarava eu não me atreveria a mentir. Além do que a verdade não era tão ruim assim, nada havia acontecido mesmo. Não é?

– Ahn… é que… eu cheguei mal e acabei dormindo na casa dele…

Mikoto ficou em silêncio por alguns segundos. Poucos segundos. E eu me vi prendendo a respiração.

– Eu vou MATÁ-LO! – cuspiu as palavras antes de se levantar furiosa marchando até a porta.

– Não, Mikoto, espere, não aconteceu nada! Eu dormi e ele foi dormir na sala, é sério – corri atrás dela, tentando a parar, mas ela continuava marchando enfezada.

– Não interessa, ele podia muito bem ter trazido você aqui, se ele levou você para lá… - ela parou um pouco para me encarar, antes de voltar a andar decidida – eu vou socá-lo até a morte.

– Mikoto, eu juro que não aconteceu nada! – eu falava enquanto ela me ignorava completamente. Eita mulher maluca! Fui tentando pará-la sem sucesso até a porta de Itachi, onde ela bateu com toda a força que tinha, me assustando mais ainda.

– ITACHI, SEU DESGRAÇADO, SAÍA DAÍ AGORA!

– Iniciando reconhecimento facial – começou a voz metálica da segurança da casa.

– SE ESSA COISA ARTIFICIAL NÃO ABRIR LOGO ESSA PORTA, EU JURO QUE TACO ARREBENTO ELA!

– Alerta! Nível de agressividade elevado!

– ITACHI!

Ai… Fudeu! Foi o que pensei antes de ver a Mikoto pegar uma vassoura que estava ali perto e mirar na câmera, pronta para arrebentá-la com um brilho sanguinário em seus olhos. Nesse mesmo instante em que ela desferia sedentamente o golpe, a porta se abriu e itachi, assustado, mas ainda com bons reflexos, segurou o cabo da vassoura pouco antes de ele mesmo ser atingido, evitando assim que sua cabeça fosse feita de bola de beisebol.

– O que esta havendo? – ele perguntou mal humorado e ainda um pouco assustado, encarando a mãe que quase o espancara e depois lançando um olhar intrigado para mim.

– Mikoto, por favor, não aconteceu nada… - tentei mais uma vez. Itachi provavelmente iria achar que eu fora correndo procurar por meu "cão protetor" e eu não queria que ele pensasse nisso.

– Sakura, volte para a mansão – ela mandou e eu olhei dela para Itachi um pouco insegura – agora! – ela falou mais alto e eu realmente fiquei com medo de ela me acertar com aquela vassoura, por isso, apenas por isso, eu fiz o que ela mandou.


xxxx Itachi xxxx

Ótimo. Agora eu tinha minha mãe louca na porta com uma cara assassina e uma Sakura assustada indo embora que provavelmente falara coisas a mais do que acontecera. Eu já devia imaginar que aquela garota não se passava de uma golpista.

Mikoto entrou em casa, batendo a porta com força atrás de si e colocando as mãos na cintura. Raramente eu a via brava, mas quando ficava ela fazia essa pose.

– O que você esta fazendo? – ela disparou, me encarando zangada. O que mais eu poderia estar fazendo?

– Eu estava trabalhando, até ser atrapalhado por você – respondi seco, sem me preocupar em ser educado.

– Você sabe muito bem que não me refiro a isso.

– Então porque não pergunta diretamente o que diabos você quer?

– Você gosta daquela garota?

– Sakura?

– Você gosta dela?

– O que isso tem a ver? – perguntei, sentando-me no sofá e ficando cada vez mais nervoso com as atitudes de minha mãe. Nunca a via zangada e quando ela ficava, era para defender aquela garota em frente ao próprio filho?

– Itachi! – ela grunhiu, irritada – se você não quer nada com a garota, não faça como faz com as demais, eu não vou permitir!

– Como você pode ver, não tem que permitir nada. Se ela quiser sair comigo, isso é problema dela.

– Isso era problema dela. Eu não vou deixar que você a machuque – ela andou de um lado para outro, quieta por alguns segundos – você a trouxe para cá. Ela dormiu aqui.

– Sim, e daí? Não fizemos nada…

– A última que você trouxe foi aquela… víbora. Você nunca traz alguém aqui. Porque você a trouxe?

– Eu bebi, não estava pensando direito.

– Não, você sempre pensa direito – Eu não estava pensando direito. Minhas emoções estavam me embriagando.

– Escuta, mãe, eu não quero nada com…

– Esse é o problema. Você nunca quer nada com ninguém. Você tem magoado uma atrás de outra como se isso te impulsionasse a viver! Chega, Itachi, chega! Você se machucou? E daí, qualquer um se machuca! Cresça e supere a Aya de uma vez por todas, antes que você se destrua…

– Não fale…

– Não quer que eu fale o nome dela? É isso? Porque você não para com essas idiotices? Já faz anos e você ainda está na fossa. Até quando você vai ser afetado por ela? Olha só, você tem uma garota maravilhosa ao seu lado, que parece gostar de você. Uma garota sincera, humilde, que sabe dar valor as coisas. Eu adoraria vê-los juntos, mas não com você nesse estado. Sakura já sofreu o bastante. Teve um pai ausente, perdeu uma mãe e agora você vai magoá-la. Eu não vou perdoá-lo Itachi. Não mesmo. Volte a ser meu filho maravilhoso de uma vez por todas que eu já cansei desse traste em quem você se tornou.

– O que houve para agora ser uma mãe que passa sermões? – era a pergunta que não se calava em minha mente. Minha mãe nunca fora alguém atenciosa, muito menos alguém que viesse a dar broncas.

Ela respirou longamente, já mais calma por ter colocado tudo o que pensava para fora.

– Sakura. Sakura aconteceu. Essa garota me fez perceber algumas coisas erradas em minha vida. Espero que você também perceba o que há de errado na sua.

– Agradeço a sua preocupação repentina de mãe, mas eu estou bem comigo mesmo – ela me olhou de uma forma estranha e me deu um sorriso discreto, um que me fez sentir estranho, incomodado.

– Você não esta. E sabe disso. Pare de brincar com as pessoas como aquela garota fazia. Você esta se tornando pior do que ela – disse antes de fechar a porta com tudo em um sonoro baque.

Eu me soltei no sofá, sentindo o silencio de minha casa retornar. Aquele silêncio que eu adorava, mas que agora parecia me sufocar.

...


Então, gostaram? =)

Muuuito obrigada para aqueles que deixaram reviews e também para aqueles que por algum motivo leram, mas não o fizeram xD

Chuva Linda: Obrigadaa pelo comentário, fiquei muito feliz! Aqui no ffnet são poucos em relação ao Nyah!, então fico sempre feliz quando me falam o que estão achando aqui também =) Tenha uma linda semana! E continue sempre por aqui \o/

susannn: Fiel leitora ahhaha, ta continuado! =) Tenha uma lindaaa semana! \o/

YokoNick-chan: heheh, que bom xD fico feliz que consigo fazer alguém rir! \o/ mas deve ser desesperador alguém na situação dele né. Espero que tenha gostado desse também, apesar de ser mais tenso =/ Muuuito obrigada pela review! Tenha uma linda semana e continue sempre por aqui! *-* o ffnet é anda mt solitário o.o

Grescia: Ahhh, o amanhã trouxe coisas inesperadas =/ mas quem sabe agora Itachi pense mais né xD Muitoo obrigada pelo comentário *-* Tenha uma linda semana e continue sempre por aqui!


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REVIEWS são sempre bem vindas e muito apreciadas *-*

Tenham uma maravilinda semana! \o/