Feliz Ano Novo, galera! Desejo que 2015 seja repleto de sonhos, realizações, lutas e aprendizagem. Vamos tentar fazer melhor.
E, uma notícia não tão boa, vou para a praia nesse domingo, então, acho que não vai ter postagem na semana que vem. Em compensação, vou buscar escrever por lá, daí quando voltar, posto dois capítulos com um ou dois dias de diferença. Vamos ao cap então ;)
Avisando que agora as memórias do começo não seguem mais nenhuma ordem. Elas estarão espalhadas, terá Lily criança, depois adulta e, então, criança.
Boa leitura! Vocês vão gostar desse *-*
Xxxxx
Lily Evans não queria brincar. Seus grandes olhos verdes estavam fixos no céu, lágrimas manchavam seu rosto. O nariz, com a ponta vermelha, não parava de escorrer. Sua blusa de manga comprida estava completamente suja de ranho. Ao seu lado, Emme a abraçava. A loira não queria ver a amiga assim, principalmente por causa de um sapo. Eles eram gosmentos.
_Está tudo bem, Lily. Frodo está em um lugar melhor agora – era o que seus pais sempre diziam.
Onde Frodo estava? Era o que Lily gostaria de perguntar.
Após aquele jantar catastrófico, no qual o pobre sapo tinha apanhado, o estado frágil do bichinho de estimação da ruiva piorou. Dois dias depois ele estava morto. Lily o segurava agora, enrolado em uma manta, sem saber o que fazer. O mundo era um lugar mais sombrio sem Frodo ali.
_Eu... Eu... – ela não sabia como explicar o que sentia. Sentia-se imensamente triste.
Frodo esteve ali desde sempre. Ele ouvia suas reclamações, seu choro, suas esperanças. Ela queria que ele ficasse para sempre, mas não era possível.
_Por que você está chorando, foguinho?
Lily olhou para James Potter. E voltou a olhar para baixo. Tudo o que ela menos queria numa hora daquelas era encontrar um de seus inimigos.
_Vá embora, James. Lily não está bem – Emme rosnou, apertando a amiga com mais força em seus braços.
Lily resmungou. A ruiva não queria piedade. Não queria que aquilo se espalhasse. Piedade não era atraente, sua mãe vivia dizendo. Não sinta pena de si mesma.
Mas James não pareceu escutar as palavras da loira, seus olhos estavam fixos na ruiva e no pacote que ela segurava com tanta emoção.
Os três ficaram algum tempo ali, sem dizer nada ou esboçar qualquer reação. Estranhamente, Lily aceitou a presença de James. Não o mandou embora ou pediu que ficasse, apenas o aceitou. No entanto, mais uma pessoa apareceu naquela parte do bosque. Era Eliza Potter, com uma expressão de zanga.
_James, o que você pensa estar fazendo...?
Seus olhos se fixaram nas duas meninas ali, sentadas, uma delas parecendo inconsolável.
_Lily não está bem – o rapazinho repetiu, olhando suplicante para sua mãe.
Eliza suspirou, agachando-se até ficar à altura da ruiva. Sorrindo, a morena estendeu a mão para o pacote, mas Lily o abraçou ainda mais apertado ao peito.
_É Frodo – Emme informou – ele morreu.
Eliza assentiu, compreensão inundado suas feições. Ela tocou no braço da ruiva, muito delicadamente.
_Acho que Frodo precisa de um final decente, o que você acha?
Os olhos de Lily se fixaram nela, ansiosos, como se a mulher tivesse todas as respostas para as perguntas que havia em sua cabeça. Ela assentiu em resposta. Eliza estendeu a mão novamente para o embrulho e, dessa vez, Lily o entregou. Após mandar James cavar um buraco, Eliza depositou o embrulho nele, cobrindo-o de terra e colocando uma pequena flor ali.
Estavam todos de pé, ao redor do túmulo improvisado, quando a ruiva puxou o braço de sua professora.
_Você não vai dizer nada?
Eliza suspirou, pensando em quais palavras proferir.
_Nós agradecemos pela vida de Frodo. Ele foi um amigo valoroso e um excelente ouvinte. Desejamos que ele esteja num lugar melhor e conforto para aqueles que sentem sua falta. Descanse em paz, Frodo Bolseiro.
Lily apertou a mão da mulher com um pouco de força, sentindo-se grata. Eram palavras maravilhosas. Só gostaria de saber como era o tal lugar em que Frodo se encontrava agora.
Eliza deu um beijo gentil nos cabelos da ruiva, puxando-a para sair daquela parte do bosque. As outras duas crianças a acompanharam.
_Eu só queria saber onde ele está agora.
As palavras da caçula Evans deixaram Eliza pensando mais uma vez no que dizer.
_Ele está no céu – James informou, parecendo orgulhoso de si mesmo.
_No céu? Junto com minha avó?
Será que ela ainda encontraria Frodo um dia então? Mas James estava balançando a cabeça, uma negação enfática.
_Ele está no céu dos animais.
As palavras do garoto despertaram a curiosidade de Lily. Esquecendo-se que eram inimigos declarados naquele momento, a ruiva soltou a mão de Eliza, postando-se ao lado de James.
_E como é lá?
O moreno respirou fundo, aparentemente tentando se lembrar.
_Bem, tem outros animais também. E tem muita coisa pra fazer. Acho que é como aqui, só que sem morte ou tristeza. E todos eles falam.
Lily arregalou os olhos. Ela estava levemente incrédula. Sua mente racional negava as palavras de James, mas aquilo não importava. Não quando seu coração parecia mais leve.
_Frodo vai falar de mim – saiu como um pequeno guincho – tomara que ele diga coisas boas.
Eliza levantou as sobrancelhas para a interação que ocorria ali. Emmeline escutava os outros dois com um pouco de atenção, mas seus olhos estavam presos na sorveteria do outro lado da rua. Lily parecia maravilhada enquanto seu filho – Eliza teve que segurar uma risada conhecedora –, com as bochechas vermelhas, sorria.
_Tenho certeza que ele vai. Você é a melhor dona que ele poderia querer.
Os lábios de Lily se abriram em um enorme, gigantesco, sorriso. Era a primeira vez no dia que ela se sentia alegre.
_Aposto que ele está conversando com a Jenny, minha cachorra. Ela morreu no ano passado, foi atropelada – James coçou o queixo, pensativo – eles devem estar cuidando da gente, como faziam quando estavam aqui.
Lily agiu de forma instintiva. Ela negaria esse dia depois, diria que era fruto da imaginação dos demais e que ela nunca – nunca! – faria algo assim. Mas ela fez. Inclinando-se um pouco, a ruiva depositou seus lábios na bochecha de James. Era o seu agradecimento. Ela estava grata por ele fazê-la se sentir melhor.
_Obrigada.
Eliza tapou a boca, tossindo levemente para esconder sua diversão. Lily estava muito vermelha, mas James também. No entanto, nos olhos do rapaz, havia um brilho inconfundível. A senhora Potter não sabia se ficava com ciúmes por seu filho já estar apaixonado ou se divertia.
~~O~~
Meus olhos estavam presos na figura de Tonks. Ela era prima de Sirius Black. Como eu não descobri isso antes?
Tonks, de cabelo rosa, usava um vestido branco rendado e uma sandália preta. Ela acabou puxando uma cadeira e se sentando ao lado de Sirius, com Regulus do outro lado. A disposição dos lugares ficou assim: Harry, Emma, James, eu, Marlene, Sirius, Tonks e Regulus.
Marlene acabou dispensando Jimmy apenas com um aceno. Claramente, ela confundia as ocupações de um assistente. Eles não deveriam ser obrigados a fazer o que ele tinha feito. Mas com Lene era assim. Era realmente difícil ela não conseguir o que desejava.
_Você sabe? Tirando o cabelo rosa, Nymphadora, você é idêntica à sua mãe.
Sirius sorriu, ajustando a gravata amarela. Vi o modo como Marlene seguiu o movimento, sua expressão evidenciando seu desejo. Pobre Lene, não era nem um pouco discreta...
_Não me chame de Nymphadora – Tonks resmungou, mas sorriu em minha direção – você não está surpresa?
Bem, definitivamente.
_É claro que estou surpresa! – joguei as mãos para cima – nunca imaginei que você pudesse ser prima do Black.
_Eu acho que isso foi um insulto, Sirius – James comentou divertido. Seu sorriso era contagiante e eu só queria puxá-lo pelo suspensório.
Senti quando Marlene me deu uma cotovelada. Aparentemente, eu também não era nem um pouco discreta.
_Eu gosto do seu cabelo – Sophie cantarolou, sorrindo – você parece uma roqueira.
Harry bufou, seus dedos esfregando o prato vazio à sua frente.
_Você nem sabe o que é uma roqueira.
_Claro que eu sei! – Emma colocou as mãos na cintura, visivelmente irritada – é uma mulher que canta rock.
Ao meu lado, James revirava os olhos, mas sua expressão era de divertimento.
_Eu vou ser uma roqueira quando crescer. Não é, papai?
Sirius, saindo da conversa que se desenrolava do outro lado, sorriu para Emma.
_Você vai ser freira, querida.
Ri diante da reação da pequena. Ela estreitou os olhos, os lábios formando um bico.
_Mas freiras não podem namorar.
Antes que Sirius pudesse dizer mais alguma coisa, James levantou o queixo da filha, beliscando-a.
_Você só vai poder namorar o tio Remus. É o nosso acordo, se lembra?
Emma sorriu, parecia ser exatamente o que ela gostaria.
_Mas eu não posso ter dois namorados?
A pergunta, feita num tom completamente inocente, provocou diversas reações. Eu engasguei com o riso, Marlene tapou a boca, divertida. Sirius e James, por outro lado, estavam em choque.
_É claro que – Regulus apenas começou, mais divertido do que deveria.
_Não! – James exclamou, horrorizado. Sua expressão de pânico era hilária – de onde você tirou essa ideia absurda?
Emma, sem se importar com o que havia dito, deu de ombros.
_Você tem duas namoradas.
Arregalei meus olhos, compreendendo. Aquela maldita tarde na cozinha. Foi o suficiente para a menina pensar que Potter também estava me namorando? Senti minhas bochechas queimarem de vergonha ao me lembrar daquele dia.
_Que... Mas o - James! – Sirius estava quase atônito – desde quando...? Oh.
Sim. Oh.
_Papai não tem duas namoradas, Sophie. Isso é bigamia. É proibido.
Bigamia. Como Harry tinha adquirido esse vocabulário?
_Mas...
Acho que foi tempo suficiente para que James saísse de seu estupor, finalmente. Ele se endireitou, puxando uma alça do suspensório.
_Sophie, querida, papai não tem duas namoradas – sua mão estava em seu cabelo, desarrumando-o completamente – venha, vamos procurar o tio Remus.
James me pareceu muito ansioso para sair dali. Emma foi, muito feliz por encontrar seu "namorado" provavelmente.
Ignorando os olhares maliciosos de Lene e Tonks para cima de mim – sim, meu rubor me denunciava – voltei-me para os dois convidados inesperados.
_Então, por que você não me avisou que vinha?
Tonks sorriu, consciente da minha tentativa em esquecer o assunto anterior.
_Achei que seria uma surpresa. Quero dizer, eu fiquei surpresa quando descobri que a festa de noivado era da sua irmã. Meu objetivo era apenas vir como acompanhante do Regulus.
_Nossos pais deixaram você vir? Como? – a pergunta de Sirius era claramente dirigida ao seu irmão. Os dois formavam um conjunto e tanto.
_Se eles soubessem que estou aqui... – o rapaz deu de ombros – vamos conversar, irmão.
Antes de sair, no entanto, Sirius se voltou para Marlene.
_Não pense que terá perdão, Marley. Você terá que me recompensar por isso.
Marlene sorriu, inclinando-se na direção de Black, expondo seu decote ainda mais.
_Posso pensar em algumas formas de pagamento.
Arqueei uma sobrancelha. Eles realmente precisavam fazer isso o tempo inteiro? E na frente de um público?
Os olhos de Black se estreitaram, tornando-se quase animalescos.
_Ah, mas eu só estou interessado em apenas uma forma.
Ele piscou para ela antes de sair com Regulus.
Felizmente, Harry tinha saído da mesa antes, indo ao encontro de um grupo de meninos. Deus sabe que a inocência daquelas crianças precisava ser preservada.
_Uau, ele é quente – Tonks assoviou, seus olhos arregalados – isso foi quente.
Marlene sorriu.
_Obrigada.
Revirei meus olhos.
_Corte essa porcaria – resmunguei – quem é esse irmão do Sirius que eu nunca ouvi falar?
Tonks nos contou o pouco que sabia. Regulus, cinco anos mais novo que Sirius, tinha ido com os pais morar em Londres. Sirius, por outro lado, ficou em Hogsmead morando com sua tia, Eliza. Eu já sabia que a mãe de Potter era uma Black antes de se casar, então, não foi surpresa quando – anos atrás – Black ficou morando com ela.
Regulus morava com os pais e, embora se desse bem com eles, não concordava com tudo o que diziam. Como sobre a questão do casamento dos pais de Tonks. Andrômeda Black se casou com um comerciante, apenas mais um cara comum, quando deveria unir-se em matrimônio com um Malfoy. O pai de Tonks poderia ter menos dinheiro e prestígio, mas pelo menos não era um patife.
Enfim, aparentemente, mesmo que não se vissem com freqüência, Regulus e Sirius mantinham contato, o que sempre provocava uma onda de injúrias vindas dos pais deles. Sirius era o deserdado da família, aquele que deu as costas para os negócios familiares e suas tradições.
Sirius Black tinha algo que eu invejava. Coragem. Não era todo mundo que, adolescente, saia de casa, enfrentando os pais por um motivo bom o suficiente.
Nós conversamos sobre mais alguns assuntos, incluindo a notícia de que Tonks não estava mais vendo o senhor Delícia. Algum tempo depois, quando algumas luzes se apagaram, Sirius e Regulus voltaram para a mesa. Depois, James apareceu, arrastando Emma e Harry junto. Os olhos de Emma brilhavam de excitação e ela não conseguia parar de me encarar. Foi um pouco assustador, na verdade. Potter se inclinou na minha direção, percebendo o mesmo que eu.
_Desculpe por isso. Sophie recebeu uma notícia agradável.
Afastando-me um pouco, voltei minha atenção para James e seus malditos tentadores suspensórios.
_E essa notícia tem a ver comigo?
Qual era o meu problema? Eu realmente tinha de forçar o tom de flerte? Envergonhada, endireitei meu corpo para o palco, o qual mamãe já ocupava, estampando um sorriso gigantesco. James tinha uma namorada. E não era eu. James não era James. Ele era Potter. O cara que namorou Emmeline Vance. Precisava me lembrar disso, seria meu novo mantra.
Ao lado de mamãe estavam as damas de honra... Merda. Levantei-me de um pulo, andando apressadamente até o palco. Ignorando o olhar reprovador de Andrea, postei-me ao lado de Peyton. Perto dela estavam Jane e... Fleur. A loira usava um vestido dourado, seu cabelo preso em um coque. Ela parecia uma rainha. Isso me deixou ainda mais autoconsciente. Cruzei minhas mãos na frente, forçando-me a ouvir as palavras de mamãe.
_... As mães nunca esperam que seus filhos cresçam. Elas os educam, amam, repreendem. Sem pensar que, um dia, estarão no casamento deles. Sem pensar que verão o dia em que eles terão sua própria vida. Isso não é um lamento – algumas pessoas riram – é um fato. Lembro-me de como Petúnia dançava pela sala, ela sempre foi uma excelente bailarina e houve esse dia em que...
E ela se emaranhou em histórias antigas e quase enterradas. Andrea realmente amava Petúnia, ela não estava atuando como fazia comigo. Isso me fez sorrir cínica. Era tão difícil assim me amar, afinal? Eu não precisava mais de uma mãe. Havia duas amigas incríveis logo ali, por mim. Ok, talvez não exatamente por mim, mas eu também fazia parte do motivo. Se minha própria mãe não me queria, no entanto, qual era a chance de James me querer? Ele que sabia dos meus erros e tinha alguém tão incrível quanto Fleur?
De onde esses pensamentos estavam surgindo afinal? Eu não costumo pensar tão pouco de mim mesma já faz um bom tempo. Ver Fleur em seu vestido deslumbrante fez minha autoestima descer até o tártaro.
Meus olhos vagaram pelos convidados. O que eles diriam se soubessem? Se soubessem que Andrea nunca me quis? As coisas que ela fez... Estremeci. Nunca encostara um dedo em mim, mas essa não é a única forma de castigo ou violência. O que eles pensariam de sua tão perfeita senhora Evans?
Marlene passava a mão pelo cabelo com impaciência. Aquilo chamou minha atenção. Ela havia pegado a mania de Potter ou o quê? Quando meus olhos pousaram nela, no entanto, ela gesticulou discreta em minha direção. Eu sabia o que ela estava dizendo. Eu deveria estar expressando minhas emoções muito bem. Meu rosto era um livro aberto aparentemente. Forcei um sorriso, concentrando-me no final do discurso de mamãe.
_E antes das fotos, a dama de honra e irmã da noiva gostaria de dizer algumas palavras.
Eu gostaria? Tentei mascarar o terror que meu rosto devia extar expondo. Ninguém tinha me dito nada sobre discurso, tinha? Ah, merda, tinha sim. Com um sorriso colado no rosto, aproximei-me do microfone, sem a menor ideia do que diria.
Respirei fundo, percebendo pela visão periférica as minhas companheiras descerem. Molhei os lábios com minha língua, sentindo minha garganta se fechar.
_Bem, boa noite – um murmúrio. Ainda nervosa – eu já ouvi diversas vezes as pessoas dizerem o quão diferentes eu e Tuney somos. Que Petúnia tem um coração completamente disposto a amar e perdoar – senti um sorriso sincero se formando. Uma onda de alívio – eu concordo com essa afirmação. Desde pequena, Tuney tem sido alguém cheia de fé e sentimentos. Ela nunca deixou de acreditar em nenhum de seus amigos ou família. Ela é honesta e gentil. Por isso – meus olhos estavam fixos em minha irmã e no seu rosto tão legível quanto o meu – é bom que o seu futuro marido cuide bem de você, irmã. Ele não poderia estar levando nada mais precioso.
Engoli em seco, lembrando-me do dia em que Tuney confortou Emme. Eu havia dito com todas as letras que não havia fada do dente e que minha melhor amiga era muito boba por acreditar naquilo. Petúnia me lançou um olhar de repreensão e acariciou o cabelo de Emmeline, garantindo a ela que já havia visto a fada do dente com seus próprios olhos. Sorri, sentindo um bolo se formar em minha garganta novamente.
_É claro. Se ele não cuidar bem dela, tenho certeza de que Tuney é capaz de colocá-lo nos eixos.
Alguns risos.
_Como não sou eu quem vai fazer o discurso na festa de casamento, devo dizer que desejo aos noivos um casamento repleto de amor e algumas brigas também. E, Válter, por favor, não deixe Petúnia perto de nenhum tipo de sorvete porque ela enlouquece. É isso então. Felicidades...?
Graças a Deus eu não era a pessoa que iria discursar no casamento. Tinha sido uma droga. Esfreguei minha testa, descendo daquele palco traumatizante. Assim que me sentei à mesa, virei minha taça de champanhe.
_Acalme-se aí, Red. – a voz de Marlene chegou aos meus ouvidos, mas tudo o que eu queria naquele momento era estar sozinha. As fotos apareceram no telão. As primeiras eram do noivo e, devo dizer, ele sempre foi estranho, as imagens revelavam.
_Quão ruim foi? Diga a verdade, Lene.
Minha amiga riu suavemente. Retiro o que disse, não sei se tinha boas amigas não.
Potter se inclinou, ao meu lado, para mais perto da mesa.
_Aquilo era Woodstock? Quantos anos esse cara tem?
Algumas risadas. Era como se eu sentisse os olhos de mamãe em mim. E o que eu estava fazendo aqui, no óbvio lugar de Fleur? Peguei a taça que estava mais perto de mim e a virei. De novo. Ignorei o aperto de Lene em meu braço.
_Olhe, James, vocês dois têm a mesma tatuagem. Vocês são almas gêmeas.
_Pelo menos eu não tenho um namorado chamado Jimmy.
_Essa foi excelente, James. Eu também não sabia de suas tendências homossexuais, irmão.
Você vai fazer alguma coisa nessas férias? A gente podia brincar na minha casinha.
Pelo amor de Deus, Lily! Você poderia agir como uma garota normal?
A culpa é toda do estúpido do Potter, professora!
Pessoal, Evans tem ferrugem!
Não há perdão... Não há.
Não há perdão. Não há.
O que eu estava tentando fazer? O que eu queria provar e a quem? Eu não deveria estar ali no meio daquelas pessoas, no meio de quem não me queria bem. Qual era o meu problema afinal? Por que estava aqui ressuscitando o passado e um sentimento que deveria estar morto? Porque eu não era como Tuney. Não havia nada de gentil e compaixão em mim. Nem perdão. Não havia perdão.
Com o maior cuidado empurrei a cadeira para trás, ignorando o olhar surpreso de Marlene. Precisava sair dali. Eu precisava sair dali. Ir embora. De novo. Eu precisava ir embora.
_Eu... – parei porque não havia nada que eu realmente pudesse ou quisesse dizer.
_Vamos ao banheiro. Tonks, venha.
Não protestei quando Marlene puxou meu braço e me arrastou até o banheiro. Assim que cheguei ao dito banheiro, Tonks trancou a porta. Encostei-me na parede, respirando finalmente com facilidade.
_O que está acontecendo aqui? – Tonks parecia realmente perdida. Mas seus olhos estavam cheios de preocupação.
_Nada – murmurei. Não havia nada acontecendo mesmo.
Marlene andava pelo cubículo, algo impressionante dado que o lugar era realmente pequeno. Ao ouvir minha resposta, ela se virou em minha direção, seu dedo apontado em riste na minha direção.
_Não ouse fugir, Lily Evans! Eu não sei que merda está acontecendo com você agora, mas pare. Por favor, pare.
_Eu... – minha boca estava seca.
_Não. Não diga nada. Se for pra se afundar em auto piedade, eu sugiro que você realmente vá embora. Vá embora, Lily. Fuja mais uma vez.
Deixando-me sem resposta, Marlene abriu a porta e acabou trombando em Harry.
_Mas que merd – desculpe, Harry.
Tonks tinha uma expressão de surpresa que poderia ser cômica em qualquer outra situação. Não naquela, no entanto.
_Lily está bem? – a voz de Harry chegou até meus ouvidos. Marlene não estava mais ali.
Tonks não sabia o que responder obviamente e, felizmente, encontrei minha voz.
_Estou sim, Harry. Você quer dançar? – a pergunta foi feita de supetão.
Minha mente começou a clarear enquanto eu observava o rosto do pequeno Potter se avermelhar.
_Eu não sou muito bom nisso.
Finalmente sorri.
_Não tem problema – engoli em seco – eu também não sou.
Comecei a acompanhá-lo até a pista, mas Tonks me deteve.
_Você não está bem, está?
Senti meus olhos marejarem. Abanei a cabeça, embora ainda sorrisse.
_Vou ficar.
Eu só não sabia se era uma promessa para ela ou para mim mesma.
~~ James ~~
_Jura? Estão tocando Justin Bieber? Eu preciso ir até lá conversar com o DJ – Regulus sorriu então – deixem alguma moça bonita para mim.
Revirei meus olhos, procurando pela minha prole. Sophie estava dançando junto com Remus e Dorcas. Ela estava radiante. Não, radiante ainda era pouco. A felicidade da minha filha era tanta que parecia não caber naquele salão.
Harry... Deus sabe onde estava Harry. Contanto que ele não aprontasse nada, eu estava tranquilo.
_Eu sugiro a de rosa – Sirius apontou para Peyton.
Estrangulei uma risada. O modo como ele tentava se livrar dela chegava a ser cômico.
_Ela é... – Regulus parou, estreitando os olhos – não quero as suas sobras, irmão. Vou querer a de dourado.
_As sobras do James.
Bem, lá estava Harry. Conseguindo fazer o que eu planejava desde o início da festa. Dançar com Lily. Só que eu estaria com uma das mãos em suas costas nuas. Ela até poderia cortá-la depois... Okay, não, eu gostaria de manter minhas mãos ilesas, obrigado.
O DJ – quem contratou essa criatura? – passou a tocar alguma batida irreconhecível no início. Depois de uns dois minutos que eu fui reconhecer a música. Era Under Pressure. Ou deveria ser porque tocada daquele jeito... Parecia mais Taylor Swift. Nada contra.
_Você ficaria muito chateado se eu ficasse com as suas sobras, James?
Sorri ao ver Harry pisar nos pés dela. Ele era um dançarino lamentável e eu realmente não sabia para quem ele havia puxado. Nunca houve um "perna de pau" na família. Lily forçou um sorriso, mas acabou rindo em seguida. Ela ficava ainda mais bonita daquele jeito. Os lábios vermelhos esticados num sorriso, o modo como os olhos brilhavam.
Gemi. Porra, desde quando eu era tão sensível? Sim, sim, eu sei. Sempre. Quando se tratava de Lily Evans pelo menos. Mas hoje, hoje eu tinha um plano. Ou o começo de um.
_O que você acha? Ele está tão ocupado olhando para o seu grande amor que nem o escutou. Acho que Harry foi mais rápido que você, Prongs.
Muito a contragosto olhei para Pads e seu irmão. O divertimento deles era visível. Bufei, dando um soco mais forte do que pretendia – intencionalmente – em Sirius.
_Vocês são uns idiotas fodidos. E saiam da frente que eu vou dançar.
Era o que eu pretendia fazer. Isso até a música acabar e Lily não estar mais dançando com Harry. E sim com Edgar Bones.
Que porra era aquela? Ela estava interessada nele ou o quê?
Harry veio até onde eu estava, muito vermelho, os olhos arregalados por algum motivo. Forcei minha mente a se fixar ali e segui o trajeto dos olhos de Harry. Ele estava atento em Sirius e Marlene. Por q... Foda-se. Isso eu teria que ver. Segui-o rapidamente, empurrando Remus para cima de Dorcas no processo. Ela me fuzilou com os olhos. Desnecessário dizer que ela não gostava muito de mim no momento. Eu estava sendo visto como, Jesus, sei lá, o pai carrasco que afasta o casal apaixonado. Deus, eu vou vomitar. Mas apenas depois de bater no Bones. O que ele queria com aquelas mãos pegajosas nela?
_Padrinho, você sabe que eu gosto muito de você, mas pelo amor, não há ramos familiares que me impedirão de matá-lo.
Era isso, mamãe estava deixando meus filhos verem novelas mexicanas. Sirius me lançou um olhar questionador e divertido, mas eu apenas dei de ombros.
Marlene, por outro lado, tinha um sorriso enorme nos lábios e com eles plantou um beijo estatelado na bochecha do meu filho. Um sorriso se formou nos meuslábios depois dessa cena.
_Hey, o q – Ah! – Pads compreendeu então, tentando reprimir uma risada – o que sugere então? Precisamos decidir quem irá ficar com a moça.
_E por que a moça não pode decidir por si mesma?
_Não, Marlene. Essa é uma luta necessária. Fique com meu pai, ele irá protegê-la.
Ah, não. Eu já tinha uma ideia de como aquilo iria acabar. Exatamente como eu pensava, Harry puxou um pequeno sabre de luz das suas calças. Gemi, vendo os olhos de Pads arregalarem.
Puxei Harry pelo braço, tirando o brinquedo de suas mãos.
_Tenho certeza que vocês podem lutar depois, okay? Você não quer que o salão fique sujo de sangue, quer, Harry?
Meu filho não pareceu se importar muito com minha observação, mas me obedeceu mesmo assim.
_Terminaremos isso depois, padrinho – ele ajeitou os óculos antes de se voltar para Marlene – e não se preocupe, minha bela dama, eu não o deixarei vencer.
Cocei minha sobrancelha, divido entre a irritação e o divertimento. Não estava irritado com Harry, é claro. Mas o modo como Bones puxava Lily para mais perto estava começando a me irritar. Mas Harry... Era diferente vê-lo assim. Ele normalmente era tímido perto de mulheres, mas quando interpretava um personagem, toda a sua timidez sumia.
_Vamos, pai. Parece que Lily também precisa ser resgatada.
_Você está certo sobre isso, Harry. É sua missão agora.
Talvez eu estivesse usando meu filho com propósitos não muito nobres, mas não era como se eu o tivesse mandando para drogas ou algo assim, então tudo bem.
Voltei-me para Sirius e Marlene, esfregando minhas mãos. Eu tinha um plano.
~~ Lily ~~
Deus que me perdoasse, mas eu realmente considerei matar Edgar com um garfo. O homem estava me seguindo desde que dançamos. Será que ele não percebia que eu estava fugindo dele e não para ele?
Harry até que conseguiu afastá-lo por um tempo, mas não o suficiente. Eu seria muito grata ao pequeno Potter por aqueles minutos de paz no entanto.
_E quando um paciente meu não tratou corretamente do herpes genital, você acredita que...
Não, eu não conseguia acreditar que ele estava conversando comigo sobre DST! Esfreguei minhas têmporas, indecisa.
Marlene não estava mais ali. Eu era grata por isso, entretanto. Depois do que aconteceu no banheiro, não sei se eu gostaria de vê-la logo. E Tonks... Onde, diabos, estava Tonks?
_Com licença, Bones, eu vou procurar minha amiga.
_Eu posso ir...
_Não! – tossi – digo, não é necessário. Fique e se divirta. Eu já estou com sono mesmo.
Ele sorriu como se eu tivesse acabado de elogiá-lo. Ignorei isso e comecei minha busca por Tonks. Eu iria embora. Aquela noite já tinha dado tudo que podia e se eu tivesse que ficar mais um instante perto de Edgar, iria me matar com um canapé.
Vislumbrei um tufo de cabelos rosa perto do jardim. Chegando lá e não encontrando ninguém, sentei em um banco, fechando os olhos. Onde estava todo mundo? Até Potter havia sumido. Um farfalhar de folhas me fez ficar atenta. Por favor, que não seja Edgar vindo atrás de mim. Mas não era. Era Remus.
_Está perdida?
_Escondida – respondi antes que pudesse pensar.
Senti minhas bochechas esquentarem quando Remus me lançou um olhar de compreensão.
_E você?
Remus sorriu, embora o gesto não alcançasse seus olhos.
_Pensando.
Eu queria perguntar onde Dorcas estava, mas achei que talvez sua reação não pudesse ser muito boa.
_Marlene me pediu para avisá-la de que já foi para sua casa. Tonks também... – ele parou então – para uma garota de cabelo rosa, ela é muito sábia.
Ri de sua piada fraca. Então Tonks já tinha lhe "analisado".
_Ela é formada em psicologia. Tome cuidado.
Ele sorriu, mas se levantou.
_Vou procurar por Dorcas... Eu – então seus olhos conhecedores se fixaram em mim – preciso resolver isso.
Tonks não era a única que vinha com conselhos analisadores.
Limitei-me a sorrir, observando-o se afastar. Suspirei, levantando-me também e andando até uma árvore. Encostei-me nela, meus olhos passando pelas flores, mas minha mente bem longe dali.
Daqui eu conseguia ver as luzes do salão. A última vez em que estivera ali foi para a festa de noivado de Shelly Vance. Eu estava tão feliz que o sentimento chegava a ser palpável. Benjy, a quem eu tanto admirava, iria se casar com a irmã da minha melhor amiga. E Emme e eu... Nós estávamos tão sintonizadas. Tão próximas... Tão longe da bagunça que nos atingiu depois daquele verão. Ou será que apenas eu estava tão longe? Será que eu tinha sido cega?
Talvez Lene tivesse razão. Fugir era tentador, no entanto. E mais fácil. Mais fácil do que olhar para as pessoas a ver a vida que eu desejava levar. Mais fácil do que perceber que eu era uma desempregada, longe do lugar onde gostaria de estar.
Começava a ventar. E provavelmente choveria mais tarde. Talvez chuva fosse bom. Eu não tomava um banho de chuva há um bom tempo. Meus lábios se esticaram em um pequeno sorriso. Ali parecia haver paz. Tanta paz. Gostaria de poder ficar, sem me preocupar com segredos, segredos e segredos. Sem me preocupar se James Potter iria dormir com sua namorada. Sem me preocupar com minha falta de emprego ou com o motivo da aflição de Petúnia. Sem me lembrar da minha infância e adolescência.
A música tocada agora deveria ser da Katy Perry. Ou Demi Lovato. Verdade seja dita, minha irmã deveria exigir reembolso desse DJ. As músicas todas foram uma desgraça.
Mãos taparam meus olhos enquanto sentia alguém se aproximar das minhas costas. Coloquei minhas mãos em cima daquelas que bloqueavam minha visão, pensando que Remus estava de volta.
_Eu achei que...
_O que você está fazendo, Lily?
Aquela voz não era de Remus. Senti os pelos do meu braço e nuca se arrepiarem, enquanto meu coração acelerava e um frio na barriga me fizesse perceber que além de nervosa, eu me sentia excitada. Tirei suas mãos do meu rosto, virando-me para ele e recuando um pouco mais, sem saída, presa entre ele e a árvore.
_O que você está fazendo?
Ele sorriu, embora fosse um pouco difícil de ver devido a pouca claridade. Ele não estava mais de suspensórios. Felizmente.
_Eu sei bem o que estou fazendo, mas parece que você não – sua voz se tornou ríspida, surpreendendo-me – você e o Bones? Jura?
Arqueei uma sobrancelha, surpresa pelo ciúme que detectei em seu tom. Cruzei meus braços, sentindo-me levemente irritada. Quem ele pensava que era?
_Não acho que isso seja da sua conta, Potter.
Sua atitude me surpreendeu. Como se ignorasse minhas palavras, James pegou uma mecha do meu cabelo, enrolando-a em seu dedo. Revoltada, puxei-a de sua mão, empurrando-o no processo. Ainda que minhas mãos gostaram muito de tocar em seu abdome, eu as trouxe para junto de mim.
_Não se aproxime, Potter.
Ele ainda estava sorrindo. E se aproximando. E chegou tão perto, mas tão perto que eu conseguia sentir seu cheiro e ver os pontos esverdeados que havia em seus olhos castanhos. Por que ele estava chegando tão perto?
_Sinto... Sinto muito por ter ficado na sua mesa, não era minha intenção – as palavras jorraram como diarreia verbal, eu não tinha mais nenhum controle. Por que ele não se afastava? – eu sei que era Fleur quem deveria se sentar lá, mas não faço a menor ideia de quem fez a disposição dos assentos porque, francamente, quem iria nos pôr juntos...
Calei-me quando seu indicador entrou em contato com meus lábios. Diferente da outra vez, porém, eu não o lambi. Mas meu rosto esquentou consideravelmente. Ele talvez tenha lido minha mente, pois estava me olhando com uma expressão de desafio.
_Você sabe, na última vez em que estivemos no mesmo baile, você pegou algo meu.
Suas palavras me surpreenderam, menos do que sua ação seguinte, no entanto. Com muito cuidado, como se eu fosse uma peça frágil, ele passou os dedos pelo meu rosto, acariciando-o. Quando percebi, estava suspirando. Tirei sua mão do meu rosto.
_Sobre o que... Sobre o que você está falando?
Não tinha como ele saber. Era impossível.
Ou não.
Ele se aproximou ainda mais, nossos narizes se tocando agora. Se eu fosse sincera, diria que não queria afastá-lo. O fato de eu ainda estar segurando sua mão poderia reforçar esse desejo. Estávamos tão próximos que nossas respirações se misturavam.
Eu sabia o que ele faria.
_Não faça isso – gemi – você tem uma namorada e...
_Shhh... Eu não tenho mais uma namorada.
E antes de poder formular outro pensamento, seus lábios estavam nos meus.
Ele tinha gosto de champanhe e hortelã. Enquanto seus lábios moldavam-se aos meus com perfeição, abracei-o com fervor. Minha mão encontrou seu caminho até o cabelo irritante dele enquanto a outra se apoiou em sua nuca. James, por outro lado, segurava minha cintura com força, movendo seus polegares em pequenos círculos.
Era mais do que eu me lembrava. Era melhor. Muito, muito melhor. Era vivo e real. Tão logo sua boca se soltou da minha, ele voltou mais algumas vezes, depositando beijos suaves e castos em meus lábios. Meus olhos ainda estavam fechados e meus dedos apertavam seu cabelo com força. Sua mão agora se arrastava pelos meus braços, numa carícia mais que bem vinda.
_Não seria de bom tom sairmos agora – sua voz soou rouca antes dele pigarrear – então eu sugiro semana que vem. No sábado, para ser preciso.
Minha mente ainda estava nublada, fixa no beijo que trocamos.
_O quê?
Sua risada ressoou em mim. Foi maravilhoso.
_Um encontro, Lily.
Afastei-me dele ligeiramente.
_Eu não vou sair com você! – a resposta foi mais automática do que verdadeira. Era quase como uma resposta padrão.
James, contudo, riu mais uma vez.
_Ah, você vai. Não temos mais quinze anos, Lily – seus lábios pousaram novamente nos meus – e você vai ver que não desisto com tanta facilidade.
Ele se afastou finalmente.
_Vejo você na segunda – antes de sair, ele se voltou, andando de costas e sorrindo para mim – sonhe comigo.
Assim que Potter desapareceu, passei a língua pelos meus lábios e depois os toquei com minha mão, em choque e incrédula. Eu não conseguia raciocinar, um sorriso esticando meu rosto. O que eu ainda não sabia era que James planejava mais do que me levar para sair. Ele pretendia me seduzir pouco a pouco. Como se eu já não estivesse completamente seduzida.
Xxxx
E esse foi ou não um presente de Ano Novo?
Quem esperava por essa? Eu não! Kkkkkkk
Como será esse encontro, hem? E, preparem-se, a "rixa" de Sirius e Harry ainda não acabou! *-*
E vamos aos reviews:
Kagome Weasley: Heey, obrigada! *-* É um pouco estranho no começo, mas você acaba se acostumando com o Harry não sendo prole da Lily. Kkkk Eu sei, foram tantas coisas q poderiam ser diferentes, né? Falando em Doc, vai ter um remake do Doctor Who, não vai? Bem, bem, obrigada mesmo! :D Beeejos*
Marina: Eu não tenho essa intenção não, viu? Eu entendo. Tem uma história – não está em hiatos – mas a autora demora meses para postar os capítulos e, dessa vez, ela me decepcionou com um cap bônus. Chorei o dia inteiro :( A Lene foi a que chegou no bar. A Tonks chegou e, embora ela não tenha agido muito nesse, vai aparecer mais no próximo. Sim, ele terminou, esse menino de atitude! Kkkkkkkkk A Andrea? Mistério... O.o Beeejs*
Caarolgregol: kkkkkkkk Acontece. Eu acho. ;) Eu gostei dele, ta? lol Beeejs*
Sra. Black: Lene arrasa! Kkkkkkkkkkk Então, chegou o que você queria? Agora vai desenrolar esse rolo deles! #AtéqueEnfim ;) Beeejs*
LaahB: kkkkkkkkkkkkk Parte2 agora. Beeejão*
Guest: MeuDeus! É isso mesmo! Kkkkkkkkkkk Sim, sim, mas tem algo ainda pior. Você vai ver. Graças a Deus é um drama que não envolve a Lily diretamente (mas ainda envolve). Kkkkkkkkkkk Harry já queria resolver na luta. Mas, calma, que a rixa dos dois ainda não acabou ;) Beeejs*
Ada: Jura? E as pessoas dizem: Oh, não acredito que você tem essa idade, parece ser tão novinha! Eu sei como é, acontece com a minha irmã. Um porre. Kkkkkkkkkkkkk Olha o decoro, menina, como assim ir lambendo os outros no meio do salão? Okay, não é os outros, é o James, então tudo bem ;) Beeejs*
Liz Paz: Obrigada :D Olhaa, é algo bem sério e que vai afetar a Lily de uma maneira inesperada (não diretamente, mas ainda vai). Beeejs*
L –P Almofadinhas: E esse? Não foi tão curto assim, né? Harry é meu xodozinho. Quero ele pra mim *-* kkkkkkkkkkkk Lily é. Deixa ela e James ficarem juntos. Ela vai fazer ele usá-lo. Nu. HOHOHO *QueMentePervertida* Marlene está pedindo para levar um castigo. Kkkkkkkkkkk (droga, pensei em outra coisa pervertida: ela sentirá a fúria de Poseidon ¬¬) Beeejs*
Ly Anne Black: kkkkkkkkkkkkkkk Marlene não brinca em serviço, não! Okay, você já sabe da gravidez (O.o). Deus, eu sou louca por suspensórios. E imaginar James neles... Muito bem colocado, srta Black. Não há nada de errado com uma gravata amarela se ela está em Sirius Black! *-* Então, não coloquei ele e a Tonks como um casal. Na verdade, ele vai dar uns pegas na Fleur (que mulher sortuda). Eu sou uma excelente ajudante do Santa Claus, então, seu pedido chegará em breve kkkkkkkkk Oooh, não sei. Vou deixar que você escolha o nome ;) Hagrid foi o mais difícil, então pensei naquele tamanho todo e saiu educação física... kkkkkkkkk O calor foi muito! Você sabe, é uma hipótese bem possível. Você adivinhou – sabres de luz têm que estar envolvidos! Jesus! Boa sorte! É um dos cursos menosprezados pelo mundo o que você escolheu? Bibliotecária? Turismo? Okay, não tenho o que comentar sobre esse diálogo entre você e seu primo. Me dá vontade de chorar. Sério. ¬¬ Beeejs*
