A/N: Esse capítulo me tomou mais tempo do que eu imaginava. Espero que tenha saído certo. Ainda mais porque depois que eu acabei de traduzir, e ia começar a dar a última lida a procura de erros, a autora resolve atualizar a fic original. Aí eu não agüentei e fui ler.
Mudando um pouco de assunto, alguém aqui está vendo American Idol? No youtube tem as performances de todos os Top 10… eu já tenho o meu favorito, e vocês? Para mim o melhor, desde o Top 24 é o David Cook, estou apaixonada pela voz dele…
A Cada Outra Meia-Noite
Capítulo 14: Morrendo, Duelando e se Afogando
Algumas horas depois, o alarme da Lily toca, e ela relutantemente sai de baixo das cobertas. Os pés dela estão congelado no chão de pedra. Depois de um banho rápido, (rápido porque a água estava amargamente gelada), ela se veste e sai para encontrar com o Hagrid e o Slughorn na entrada. Ela tinha esquecido completamente que o Potter estava dormindo no sofá dela até vê-lo lá, com uma perna completamente para fora do sofá, e ainda babando na almofada dela. Ela decide deixá-lo lá por enquanto. Ela vai lidar com ele quando retornar.
Colocando as anotações da poção que ela criou junto com uma amostra dentro da mochila dela, ela sai do quarto. O Hagrid já estava lá esperando por ela, mas o Slughorn ainda não apareceu, então, ela aproveita a oportunidade para avisar o Hagrid.
"O Slughorn pode vir a qualquer minuto, ele vai querer o sangue do Mercúrio que nós dois coletamos."
"Eu não tenho mais..."
"Não tem mais o que, Hagrid?" Diz o Slughorn, enquanto se aproxima.
"O sangue do Mercúrio. Eu dei para o Dumbledore..."
O Slughorn está com a aparência de quem foi derrotado. Não está com o olhar de cachorro perdido, mas de alguém que perdeu por apenas um ponto, alguém que estava tão próximo do que tanto almejava, e agora não tem absolutamente nada para mostrar. Um mau perdedor, em outras palavras.
"Eu sei que essa não pode ser a melhor hora para falar sobre isso, senhor, mas eu estou com a poção que eu te disse. Eu tenho todas as minhas anotações, e uma amostra dela… Eu não queria ter que te entregar durante a aula..."
"Você testou?"
"Duas vezes. Funciona como se fosse um feitiço." Ela diz, e então continua. "Eu quero dizer, funciona perfeitamente." Faz algum tempo que ela não tinha escorregado assim. No mundo trouxa está certo dizer coisas como essa, mas no castelo, dizer que uma poção funciona como se fosse um feitiço, faria que muitos bruxos ou bruxas coçassem a cabeça, pensando se eles precisariam dizer um feitiço...
Isso parece distrair o Slughorn momentaneamente do seu mau humor, e ele pega os itens que lhe foram oferecidos, e os inspeciona com interesse. "Nossa, Evans" Ele diz, enquanto lê a segunda página das anotações. "Você testou em si mesma?"
"É claro. Eu jamais deixaria outra pessoa testar, se eu não tivesse utilizado em mim mesma primeiro, para ter certeza que é seguro. Você pode ver que eu escrevi todos os efeitos dela..."
"Por que você colocou um ponto de interrogação ao lado de 'dedos dos pés latejando'?"
"Porque eu não tenho certeza se foi por causa da poção, ou simplesmente porque eu estava com frio..."
"Ah."
"Bom, como você sabe, eu tenho um unicórnio para alimentar, então eu vejo o senhor na aula, Professor."
"Sim… sim..." Ele diz, ainda lendo vagamente as anotações, enquanto caminha para longe.
"Me desculpa por isso, Hagrid."
"Não se preocupe. Ele é o Professor de Poções, certo? É isso que ele deve fazer..."
"Eu acho que sim, mas chega desse assunto, como você está?" Ela pergunta, enquanto eles caminham pela grama, na direção da cabana dele.
"Bem. Linda manhã..."
"É mesmo. Eu estava pensando se você está bem. Tem alguma coisa te incomodando?"
"Não, não… só fico preocupado com você de vez em quando, é só. A noite passada, quando você se juntou na Ordem eu fiquei pensando em como as coisas estão ruins. Eu nem consigo mais ler o Profeta. Têm tantos nomes familiares..."
"Eu sei, Hagrid."
"Se qualquer coisa acontecer com você, Lily, eu não sei o que eu faria..." A Lily fica aliviada, e ainda assim, um pouco enervada que o rosto dele está fixo, e não contorcido com as lágrimas habituais.
"Eu também, Hagrid. Mas não vamos pensar sobre isso até o dia chegar, o que pode demorar bastante. Mas eu te prometo, que tão cedo, eu não vou a lugar nenhum."
A alimentação da manhã foi mais desanimada do que o normal, e quando a Lily retorna para os aposentos dela, ela está pensativa e quieta, e novamente esquece que o Professor dela estava dormindo no sofá.
Ela checa o relógio dela. Ela tem 30 minutos, antes que parem de servir o café-da-manhã. Ela pega a varinha dela, pensando em alguma travessura que ela possa fazer com ele. Ela não quer fazer nada muito sério, nada que ele possa ficar legitimamente com raiva dela. Ela se acomoda em transformar o cabelo dele em azul. Rosa, ela acha que seria muito alarmante para ele, então ela conforma em azul, com faíscas.
"Potter, Potter, acorda." Ela diz, balançando ele. Ele nem se mexe. Ela tenta de novo, sem sucesso… Ela suspira, não querendo realmente ter que fazer isso, mas não vê como impedir.
"Rictusempra!"
Isso acorda ele. Ela só o deixa rir por 30 segundos, mais ou menos, antes de retirar o feitiço, ela não quer que ele fique zangado com ela, não por enquanto… não por esse motivo.
"Maldição, Evans..."
"Desculpa, você não estava acordando e vão parar de servir o café em pouco tempo..."
"Que horas são?" Ele diz, impedindo um bocejo, enquanto ele olha para o relógio do avô dele. "Já?"
A Lily já está na entrada, no retrato. "O corredor está livre… Eu já vou em um segundo."
"Você não vai agora?"
"É claro que não. Eu não consigo agüentar a sensação de ser vista em público com você..."
"Justo. Eu te vejo na aula."
Quando o James entra no salão principal, ele se sente um pouco estranho, como se as pessoas estivessem encarando ele mais do que o comum. Quando ele se senta na mesa do professores, o Professor Flitwick lhe dá um 'olá' tremido, mas ninguém mais diz nada, somente o encara. Ele tem alguma coisa no rosto?
"Sempre procurando atenção. Você não mudou muito desde os seus dias de aluno, Potter." Diz a McGonagall. "Mas, porque você decidiu mudar o seu cabelo para azul?"
"Meu… azul?" Ele pergunta, pegando uma colher, e olhando para o seu reflexo distorcida. Com certeza, o cabelo dele está azul…
"Você não sabia?" Ela pergunta, incrédula.
"Não, mas não deixe mais ninguém saber disso, ou a minha reputação vai ser arruinada. Se alguém perguntar, eu fiz isso comigo mesmo."
"Um pregador de peças deve ter feito isso no seu caminho para o café..."
"Ou enquanto eu dormia..." Ele sussurra, com raiva.
"Que besteira, um aluno jamais seria capaz de entrar no seu dormitório. É por isso que ele tem senha..."
"Ah, é, é óbvio..." Ele diz, amaldiçoando silenciosamente a Lily Evans. "Bom, eu vou ver se consigo me livrar disso. Bom dia, Professora." Ele diz, pegando um pedaço de torrada e saindo novamente. Ele espera encontrar com a Lily no caminho, mas não encontra, e ela também não está no aposento dela. Então ela está se escondendo… pelo menos ela sabe o que é bom para ela. Ele pára no banheiro masculino no segundo andar, e estuda o reflexo dele no espelho. Azul… bom, pelo menos não é rosa. Ela pelo menos escolheu um tipo de cor que combina com o tom de pele dele…
Dando um suspiro, ele pega a varinha dele. Sabendo que a Lily é um gênio em feitiços, ele realmente não tem esperanças de conseguir mudar, mas ele pelo menos tem que tentar.
Como ele suspeitava, continua azul e soltando faíscas, não importa o que ele faça. Agora que ele sabe que vai ter que aturar isso, ele decide que não importa. É o oposto de ressentimento. Se você está preso com alguma coisa, pode pelo menos se divertir com isso. Pelo menos é visualmente atrativo.
As garotas nas suas 2 turmas da manhã estavam mais risonhas do que o normal, mas, fora isso, tudo ocorreu perfeitamente bem… bom… ficou um pouco cansativo, ter as pessoas perguntando para ele sobre isso. Cada vez, ele dá uma resposta diferente, só para fazer isso mais divertido para ele.
Ele fica desapontado quando não vê a Lily no salão principal na hora do almoço… Ele vai vê-la na aula dessa tarde, de qualquer forma, então ele pode agüentar isso até lá.
O James geme quando vê o Slughorn entrar no salão principal. De alguma maneira, ele sabia que ele ia sentar do lado dele.
"Boa tarde, meu garoto!" Ele diz, enquanto se senta na cadeira a direita do James.
"Boa tarde, Professor Slughorn..." Ele diz, imparcialmente.
"Eu devo dizer, o seu cabelo está..."
"Azul, sim, eu sei. E como você está nessa tarde?" Ele pergunta, sem realmente se importar.
"Ah, bem, bem. Eu estou bem acordado, para falar a verdade! Acabei de dar 50 pontos para a Grifinória, porque a Lily Evans inventou uma nova poção!"
"Sério? Eu dei 30 pontos para ela por inventar um novo feitiço." Ele diz, soando completamente desinteressado na conversa, mas o Slughorn não percebe.
"Ela é uma bruxa extraordinária."
"Sim, bem, foi bom falar com o senhor, eu tenho que ir."
Ele se levanta da cadeira, e caminha para longe, ciente que essa foi a conversa menos interessante, e a saída menos cortês, que já existiu. As cabeças se viram enquanto ele sai do salão principal, seguindo a cabeça azul… Isso seria muito mais fácil de lidar se ele não estivesse tão exausto.
A Lily não estava no quarto dela, então ele sobe as escadas novamente, e se tranca no seu escritório.
"Sirius..." Ele diz para o espelho.
"Fala, Pontas." Ele diz, olhando o cabelo azul, e nem mesmo comentando nada. Vê, é por isso que o James ama o Sirius.
"Como você está?"
"Não tenho reclamações. Então, me diga o que acontece no próximo capítulo do drama da Lily e do James..."
"Eu estou muito cansado para gritar com você por esse comentário, então eu só vou dizer… o que eu queria dizer."
"E o que é isso?"
"Que você não precisa realmente utilizar uma memória para conjurar um patrono. A Lily não usou. Ela somente usou um pensamento feliz."
"Ela fez isso..." Diz o Sirius, virando uma sobrancelha. "Mas, é claro que ela não te disse qual foi o pensamento feliz."
"Eu não perguntei."
"Então, mesmo assim, você resolveu irritar ela sobre as coisas, eu imagino?"
"Não..." Ele mente.
O Sirius não comenta nada. O silêncio dele diz tudo.
"Ok, sim." Ele admite, finalmente. "Mas tudo acabou bem."
"Eu tenho certeza que sim." Ele diz, ceticamente.
"Por que você fica falando como se já soubesse de tudo?" Pergunta o James, mas o Sirius simplesmente o ignora.
"Então, a nossa flor Lily ficou chateada que o pensamento positivo dela não é uma memória legítima."
"Sim."
"E você não fez mais nada? Não interrogou ela para saber qual foi o pensamento positivo?"
"É."
"Então você a deixou em paz, e não continuou a incomodar ela sobre mais nada?"
"Bem..."
"Somente diga não, para que eu possa terminar o que eu tenho para dizer."
"Não." Ele diz, com um suspiro.
"Então você se impôs nela, ao ponto que ela foi obrigada a cometer uma vingança colorida no seu cabelo."
"Essa é a história..."
"Bem, eu espero que você tenha aprendido a lição."
"Eu certamente… Espera, que lição?"
O Sirius balança a cabeça. "Pontas… Pontas… Pontas, Pontas, Pontas… A sua falta de bom-senso é quase refrescante naquele 'Eu me sinto como se pudesse te bater, e não me sentir culpado de jeito nenhum por ter feito isso...'"
"O quê?"
"Nada. Eu só vou rir quando você finalmente entender isso, e vir correndo me dizer, como se fosse uma grande novidade..."
"Eu não estou acordado o suficiente para isso… Quando eu entender o quê? Quando o que é uma grande novidade, a minha lição?"
"Não, seu bobo."
"Então, qual é a lição?"
"A lição é que você deve parar de ser um burro o tempo todo, mas você não consegue impedir isso, e também não é importante. A coisa principal é que eu somente vou rir quando você acordar, e perceber o que você está fazendo."
"O que eu estou fazendo?"
"Para começar, você está conversando comigo pelo espelho, quando deveria estar dando aula..."
"Merda." O James guarda o espelho, e sai do seu escritório para a sala de aula, onde a turma toda estava esperando por ele. Ele olha para o relógio dele. Somente 5 minutos atrasado. Bom. Agora, que merda que ele deveria ensinar? Espera, que lição foi aquela que o Sirius estava falando? Por que parece que todo mundo sabe de alguma coisa que ele não sabe?
Depois da aula desastrosa, a turma do sétimo ano entra, e todos eles 15 minutos adiantados. Fora a Lily, naturalmente.
"Professor?" Começa a Victoria White, sem tirar os olhos dele… ou melhor, dos seus novos cachos coloridos.
"De alguma maneira, o meu cabelo se tornou azul." Ele diz, conversando.
"Com faíscas..." A Lily adiciona, ajudando. Quando que ela chegou? Ela está sorrindo tão genuinamente para ele, que ele esqueceu que era para ele estar zangado com ela. Agora que ele a viu, isso tudo é somente hilário…
"Com faíscas..." Ele concorda com uma gratidão falsa, e então inclui. "Mas talvez isso distraia um pouco vocês para o exame de hoje..." A Lily fica feliz em ver que ele não parece estar nenhum pouco chateado, na verdade, ele parece estar se divertindo.
Ele dá uma piscada tão rápida para a Lily, que ela mal a vê. O que significa? O que ele quer que ela faça?
"Vocês sabiam que eu sou 1/16 metamorfomago? Observem, eu vou mudar o meu cabelo de volta sem mesmo fazer um feitiço..." Ele contorce o rosto em uma concentração falsa. A Lily ri para si mesma, e decide entrar na brincadeira dele, e fazer a vontade dele. Sem varinha e silenciosamente, ela remove o feitiço que havia colocado nele naquela manhã, e o azul se desvanece para o preto usual.
A classe toda faz "Oh!" e "Ah!", e têm até uns aplausos espalhados. Ele dá à turma um sorriso deslumbrante, e faz uma saudação, amando a atenção. Quando todos se acalmam, um tempo depois, ele se vira para o assunto do exame prático.
"O primeiro exame vai começar em 10 minutos. Eu vou escolher os nomes aleatoriamente para determinar a ordem que vocês vão vir, todos os nomes estão nessa caixa, e vocês vão na ordem que eu for retirando. No momento que o seu exame tiver terminado, vocês estão livres para irem embora. Vocês podem achar um parceiro, e fazer uma última prática."
As pessoas agarram uma a outra, e começam a praticar imediatamente. A Lily pode ver o pânico no rosto de alguns.
"Então, como você acha que vai ser?" O Potter pergunta, baixinho.
"Eles parecem estar um pouco..."
"Ai! Meu olho!" Grita um aluno.
"Ai, Merlin, me desculpa! Me desculpa! Professor! Ala hospitalar!" O parceiro culpado grita. O Potter balança uma mão como se estivesse os mandando embora, e ambos saem, um segurando o rosto com as mãos.
"Horrorizados." Ela termina. "Estão com tanto medo que iriam simular um olho machucado para se livrar do exame..."
"O quê?"
"Ele não foi realmente atingido no olho… Ele simplesmente escondeu o olho e começou a gritar como se ele estivesse com dor, e então os dois saíram..."
"Evans, por que você não me disse isso." Ele diz, com um berro.
"Eu não te disse." Ela diz. "Eu vou ao banheiro, já volto." Ela pode muito bem ser a figura autoritária dessa vez, ela sabe como ele odeia ter que punir os alunos.
Ela corre para fora da sala de aula, atrás dos dois garotos. Ela os vê no final do corredor, e corre atrás deles.
Sabendo que, caso ela dissesse 'espera', eles somente iriam sair correndo, ela os pega de surpresa, assim como ela foi ensinada.
"Boa tarde, garotos." Ela diz, quando está atrás deles. Os dois se viram na mesma hora, assustados.
"Merda..." Um diz.
"Você está certo. Olha, eu não quero que vocês tenham problemas, eu realmente não quero. Mas eu não posso deixar vocês escapolirem dessa forma também. Se vocês voltarem para a aula, ninguém precisa receber detenções, ou perder pontos, e ninguém precisa saber disso."
"Exceto pelo o fato que eu deveria ter um olho machucado..."
"Eu vou dizer que eu vim atrás de vocês para ter certeza que você estava bem, e eu curei o seu olho. A história vai ser que você o atingiu com um feitiço conjunctivitis e que você não sabia o contra-feitiço… que tal assim?"
"Por que você está fazendo isso?"
"Eu te disse… Como Monitora Chefe eu não posso deixar você escapar assim, mas eu também não quero te ver em confusão. Justo?"
Eles olham para o chão, e murmuram algo que pelo menos rima com justo, então a Lily toma isso como uma resposta afirmativa.
"E não vai ser tão ruim. Eu prometo. Vai em ordem de dificuldade, então você meio que sabe o que esperar."
"Vai?"
"Aham. Vamos voltar então. Eles devem começar a dizer os nomes logo."
Os três voltam para a sala de aula, com os garotos em um humor um pouco melhor. Quando eles entram, o Potter diz, muito alto, "Como está o olho?"
"A Evans curou..."
"Ah, obrigada Srta. Evans. Dez pontos para a Grifinória. Vocês ainda tem aproximadamente 3 minutos se quiserem praticar mais um pouco..." Ele diz para os garotos.
"Eu não posso acreditar que você me deu pontos..." Ela diz com raiva, ou pelo menos ela espera que tenha soado com raiva. Na verdade, internamente, ela está se contorcendo de alegria.
"Eu não te dei, não na verdade. Eu só estou te devolvendo os pontos que eu tirei injustamente de você, na sexta."
"Ah… Então você ainda me deve os de hoje." Ela diz.
"Se você não tivesse me dito nada, eu jamais saberia..."
"Sim, mas você realmente quer que os seus alunos escapem ilesos de atitudes tão covardes?"
"Não… Você tirou pontos deles?"
"Não."
"Por que não?"
"Eu teria tirado caso eles tivessem se recusado a retornar para a sala de aula e prestar o exame… Mas eles estão aqui, e eles aprenderam a lição, então..."
"Então não tem necessidade da Grifinória perder nenhum ponto com isso, certo?" Ele diz, dando uma piscada conspiratória.
"Isso está me cheirando favoritismo."
Ele balança os ombros, de forma apática. "Eu te favoreço o tempo todo, e você nunca reclamou sobre favoritismo."
"Bom… isto é… porque..." Incapaz de dar a resposta verdadeira, que nem ela mesmo sabe, ela explica de modo não convincente, "porque não é como se você estivesse tirando os pontos de mim quando você deveria..."
"Isso não é verdade. Eu deixo de punir o tempo todo! Quantos alunos você acha que poderiam sair completamente impunes depois de transformarem o cabelo do professor deles azul?"
"Quantos professores que você conhece que podem sair impunes depois de dormirem no quarto dos alunos deles?"
"Touché… Mas eu não tirei nenhum ponto pela sua peça com os arquivos do Filch."
"Sim, mas mesmo assim eu estou fazendo essa detenção, de qualquer jeito, por te ajudar com a preparação das suas aulas..."
"Eu nunca te fiz ir na detenção pela aula de sexta..."
"Eu fui, mas você nunca apareceu, então a culpa é sua. E, além disso, você mesmo disse que estava errado, e que ia retirar a detenção..."
"Eu nunca disse isso!"
"Disse sim! Você disse para o Hagrid naquela tarde."
"Ele te contou?"
"É claro que não. Oi? Corça? Floresta? Mas ela é tão linda, vamos ver se podemos dizer oi..." Então ela muda a personificação da voz do Hagrid para a do Potter. "Para um veado?" Então de volta para o Hagrid, "É claro! Talvez ela deixe você acariciá-la." De volta para o Potter, "Por que não. Muito melhor estar aqui tentando domar uma corça, do que no Salão Principal..."
O Potter aparenta estar escandalizado. "10 pontos a menos para a Grifinória!"
"Pelo que… ser um animago ilegal? Ou por estar na floresta proibida?"
"Por… por… ouvir a conversa dos outros!" Ele quase grita.
"Olha quem fala, Sr. Rei da Plantação de Abóboras!" Mais uma vez, ela tem um ponto que ele é forçado a ceder. Desistindo dessa linha de pensamento da discussão, ele volta para o assunto de ser extremamente tolerante com ela.
"Eu não te puni por matar a minha aula."
"Bem… isso é verdade, eu acho. Mas..." Ela não consegue pensar em uma justificativa realmente apropriada. Com certeza foi por uma boa causa, mas matar aula é matar aula.
"E, em Outubro, você entregou a sua redação com um dia de atraso, e eu não tirei nenhum ponto por isso."
"Outubro?" Ela pergunta, genuinamente confusa. "Isso é muito longe para ser favoritismo. Talvez isso tenha sido somente um equívoco?" Ela pergunta. O Potter ri.
"Não foi equívoco, Evans, você sempre foi a minha favorita." Ele diz, bagunçando o cabelo dela. A Lily sente o rosto corar com alegria. "Minha, e de todos professores também. Bem, do Flitwick e do Slughorn, com certeza, da McGonagall também, mas ela jamais vai admitir isso. Mas você é monitora chefe, Grifinória, e faz parte da Ordem, e muita coisa que não preciso dizer… E eu ainda poderia apostar alguns galeões que o Dumbledore tem um ponto fraco por você também..."
"Será que você poderia tentar colocar o Binn no fã clube? Eu não recebo absolutamente simpatia nenhuma dele."
"Eu vou fazer o melhor que eu posso. Mas agora, eu tenho um exame para aplicar. Por falar nisso, você é a última."
"O quê? Eu achei que fosse por sorteio?"
"O seu nome não está na caixa. Então, você vai, involuntariamente, por último. Eu não posso deixar você ir primeiro, e intimidar o resto dos alunos, posso? Além disso, nós temos trabalho a fazer depois, de qualquer jeito..." Ele levanta o tom de voz, para um grito gentil, e continua. "Certo, acabou o tempo! Todos se sentem, exceto por..." Ele coloca a mão dentro da caixa, e retira um pedaço de pergaminho, "Anne Wilkes!"
Todo mundo se senta nas respectivas mesas, e observam com olhos nervosos enquanto a Anne caminha até a frente. Ser colocado na frente desse jeito, vai ser tortura para alguns alunos. Ela não observa a Anne enquanto ela começa o exame, ela observa o resto da turma, para ver as reações deles.
Como a Anne não foi nem muito bem, ou muito ruim, a turma não parece ter ficado muito intimidada ou nervosa. Em seguida vai o Rupert e, sem pensar, a Lily começa a bater palmas.
"Vai Roo!" Ela diz, encorajando-o. O resto da classe se une, torcendo por ele, e ele caminha para a plataforma na frente, com um pouco mais de confiança.
Um a um, os alunos vão fazer os exames, mas ninguém realmente sai da sala depois. Eles ficam para assistir e torcer pela próxima pessoa. Algumas pessoas não bloquearam todos os feitiços, mas não tiveram nenhum ferimento sério. Toda vez que alguém deixasse um feitiço passar pela defesa deles, a turma começava a torcer encorajando novamente. Quando o penúltimo nome foi chamado para se levantar, e se defender, a Alice olha para ela de forma significativa. A Lily não sabe o que isso deve significar, e ela não pergunta. Entretanto, durante o período, a Alice decide se explicar, e se inclina para ela, e sussurra, "é claro que você seria a última..."
"O que você quer dizer com isso?"
"Eu quero dizer que você é a melhor da turma, e vai ser o final grandioso!"
"Não vai ter final grandioso..." Diz a Lily, desaprovadamente, enquanto a turma aplaude, enquanto um garoto da Corvinal desce da plataforma, depois de ter passado no exame. Para a surpresa da Lily, o Potter coloca a varinha na garganta dele, e a voz dele aumenta tão alto que é quase ensurdecedora.
"E finalmente, e igualmente importante… a Amável… Lily… Evans!" Ele diz, de forma teatral. A Lily ouve o Rupert gritando, "Lily! Lily! Lily!" antes do resto da turma começar a se juntar a ele. Até mesmo os garotos dos "olhos" que ela teve que discutir mais cedo, para voltarem, estavam gritando o nome dela.
A Lily se levanta, e caminha até a frente da turma, com o som de assobios e gritos. Ela sorri com vergonha. Ok, então isso é suposto ser o final grandioso…
"Sem gracinhas, Evans, lembre-se, eu estou te atacando." Ele diz. A turma ri.
"Silenciosamente, e sem ordem." Ela sussurra.
"Por que fazer mais difícil em você?"
"Eles querem um show, então vamos dar um show para eles."
"Um duelo perfeito, então?" Ele diz, sorrindo com maldade.
"Claro."
"Eu sei alguns feitiços não autorizados também, Evans, lembre-se disso… Dessa vez eu não vou me conter."
"Bom."
"A Evans me insultou até a morte, então eu a desafiei para um duelo, o qual ela aceitou." Ele diz alto, para todo mundo ouvir.
Mais uma vez, a turma explode em aplausos.
"Agora, é claro, duelar não é exatamente permitido, então vamos manter isso no nível de DCAT do sétimo ano, certo? Afinal, a minha honra está em jogo."
"Então nós caminhamos, nos viramos, nos saudamos e atacamos?" Vem a voz da Lily.
"É assim que funciona… O primeiro a receber um golpe perde?"
"Eu diria que o primeiro a desistir, perde. Como um duelo verdadeiro."
"Muito bem, então. De costas." Ele diz. A Lily fica atrás dele, as costas de um contra o outro. Então, eles começam a caminhar, enquanto ele conta, 1,2,3...
Depois de 10 passos, eles se viram e o Potter dá uma extensa reverência de cavalheiro. "Srta. Evans..."
"Professor Potter." Ela diz, fazendo uma cortesia de madame igualmente boba. Então, por um momento, tem uma quietude e silêncio através da sala, onde parece que ninguém está respirando. A Lily esquece completamente que todo mundo está presente, ela fica completamente focalizada.
"Comece!" Ele grita, e tudo começa a acontecer. Ela pode sentir que ele estava atirando todos os feitiços iniciais, os do exame. Ela os bloqueou facilmente e com habilidade, enquanto atira outros de volta para ele.
Eles rapidamente caem no ritmo de ataque, defesa, ataque, defesa… os feitiços ficando mais e mais difíceis, e mais e mais perigosos. Todos eles mais difíceis do que o mais difícil do exame.
Ela atinge um bom golpe no estômago dele, ele se dobra de dor, mas isso não o para de gritar alguma coisa em retaliação.
Foi uma maldição inteligente, ela não ficou com medo dela porque ela já sabe o que é, então o campo de defesa natural dela não foi ativado. O feitiço escorrega pela defesa dela, e a atinge no rosto. Dói, e ela sente algo escorrer pela bochecha dela, enquanto a turma ofega. Mas ela não está prestando atenção neles, ela está revidando. Ela não se importa do duelo ficar violento. Ela quer desse jeito. Os Comensais da Morte não se importariam em mandar um feitiço do soluço, ou utilizar o feitiço dos bogies...
Ela tenta o petrificus totalus, mas ele o bloqueia facilmente, e manda um feitiço que ela não reconhece voando na direção dela. Esse ativa o campo dela, que parece explodir, mandando o Potter voando de costas, e a mesa dele escorregando para a parede, com os papéis que estavam em cima dela voando por todos os lugares. Alguns dos alunos gritam surpresos, mas nem a Lily, ou o James, tomam conhecimento deles. Em um instante ele está de pé novamente, e eles caem no ritmo de atacar e defender, mais uma vez.
Em um estranho impulso repentino, ela ponta a varinha dela e grita "Expeliarmus", enquanto que, ao mesmo tempo, na mente dela, ela está pensando e atirando o feitiço Rictusempra. Ela espera que, ao falar o feitiço em voz alta, ele ache que esse é realmente o feitiço que ela está utilizando e, portanto vá fazer o contra-feitiço errado para o que ela realmente utilizou.
Funciona. Ele cai no chão, se contorcendo em risadas.
"Desiste?" Ela pergunta.
"Nunca!" Ele consegue responder, entre as risadas.
"Ok, eu acho que vamos ficar aqui, e esperar o Remus chegar." Ela diz, inspecionando as pontas das unhas dela.
"Certo. Eu desisto! Pára, Evans! Eu não consigo respirar!"
Ela o libera do feitiço, e ele se levanta ofegante. A Lily se vira para a turma para fazer uma reverência, quando ela sente um SNAP nas nádegas dela. Ela solta um grito de dor, e fica reta na mesma hora, olhando de cara feia para quem fez a ofensa.
"Isso não vale, Potter!" Ela diz, esfregando a sua… hummm… parte machucada.
Ele balança os ombros, dizendo inocentemente, "O que foi que eu fiz?"
"Você sabe muito bem..." Mas ela se corta, quando vê as expressões nos rostos de seus colegas.
Eles não falam nada. Eles ainda estão assistindo tudo que ela e o Potter fazem, sem respirar.
"Então… eu passei, certo?" Ela pergunta. O Potter junta as sobrancelhas, em um olhar de profunda consideração.
"O que vocês acham, turma, eu devo aprovar a Evans?" Ele grita para a turma.
Isso parece acordá-los de seu silêncio estupefato. Uma cacofonia de aplausos, assobios, louvores, vaias, gritos, e o som de pulsos batendo nas mesas, preenchem a sala de aula. O Potter levanta as mãos para fazer com que eles fiquem quietos e se acalmem.
"Bom, Evans, o júri decidiu que mesmo como foi claramente um empate, e que só porque eu deixei você me atingir, que eu vou te dar um… P."
"BOOOOOOOO!" Vem a resposta unânime da turma.
"Ok, certo! Certo! Um O… e 20 pontos para a Grifinória."
Mais uma vez tudo mundo começa a aplaudir.
"Agora, juntem as suas coisas, e saiam daqui. Se vocês ainda não entregaram as suas redações, façam isso agora. Coloquem elas na mesa que a Evans gentilmente deslocou para lá."
A Lily volta para a mesa dela para pegar a redação dela, enquanto os outros alunos saem, e os poucos que ainda não entregaram as redações ficam em fila para colocá-las na mesa, e saírem.
"Lily, você é tão sortuda. Eu teria morrido se ele tivesse falado aquilo para mim." Diz a Alice.
"Falado o quê?" Ela pergunta. Poderia ser inúmeras coisas, e a Lily não tem certeza do que ela ouviu, talvez até por acaso.
"A amável Lily Evans..." Ela suspira.
"Só porque eu fui a última a ir, ele teria feito o mesmo se o seu nome fosse retirado por último."
"Mas é claro que você que tinha que ir por último. Algumas pessoas tem toda a sorte. Como a sortuda Lily Evans..."
Sortuda? As pessoas acham que ela é sortuda. Os pais dela foram assassinados, e comensais da morte já vieram atrás dela duas vezes… Ela tem sorte de estar viva, claro, mas fora isso, a Lily acha que a sorte dela é péssima. Mas é desse jeito que as pessoas a vêem, a amável Lily Evans, ou a sortuda Lily Evans… ninguém parece ver a perdida, ou solitária, Lily Evans…
"E quem mais na turma poderia ser capaz de vencer em um duelo contra o Professor? Ele é tão incrível, e tão engraçado." Ela diz, entusiasmada.
"Certo..." Ela diz, delicadamente, sentindo as bochechas dela. A mão dela volta manchada de sangue.
"Ah, a propósito, você está sangrando."
"Eu percebi. Eu tenho mais alguns ferimentos escondidos, também… Eu vou curar eles daqui a pouco. Eu falo com você mais tarde." Ela diz, limpando a mão dela no uniforme. Pobres elfos, sangue é algo terrivelmente difícil de lavar. Mas, talvez, os elfos domésticos tenham uma mágica especial para remover as manchas de sangue… ela vai ter que descobrir.
Ela foi a última na fila para entregar a redação dela, e então ela volta para a mesa dela. O Rupert está esperando por ela.
"Pode ir, eu tenho que limpar os meus ferimentos e essa bagunça, além disso, eu preciso perguntar sobre alguns feitiços que ele utilizou, especialmente esse. Eu quero saber como que ele conseguiu fazer esse feitiço escorregar através..."
"O quê?"
"Coisas técnicas teóricas..."
"Parece tedioso..."
"Pareceu tedioso para você?"
"Merda, não."
"Bem, sem a teoria técnica defensiva, não tem muito mais que você possa fazer, do que apontar a sua varinha e gritar para o seu oponente, e esperar que você ganhe. Duelar é muito mais do que isso… então eu espero que você tenha feito o seu melhor naquela redação. Eu acho que ela foi a melhor coisa que eu fiz para me preparar..."
"A redação?"
"Definitivamente. Duelar é sobre a tática mental e emocional..."
"Se você diz. Eu não vou discutir com você, porque você obviamente sabe o que está fazendo. Te vejo no jantar?"
"Talvez..."
"Ou você tem um encontro com o Michaels..."
"Eu não sei. Eu te vejo mais tarde." Ele sai, e ela retorna para a frente da sala, e começa a pegar os papéis do chão. Ela usa as mãos, sem se importar em fazer do jeito mágico. O Potter está encostado na mesa dele, desabotoando a camisa. Ele já tirou o casaco. Sem dúvida, para inspecionar o dano que ela causou a sua cintura, com o feitiço bowling ball. Ela mesmo o criou, e simplesmente o chama de bowling ball porque foi o que ele faz o que ela imaginou que seria sentir uma bola de boliche bater com força na sua cintura. Ela só havia tentado esse feitiço nela mesma, e somente uma vez. Na verdade, ela quebrou uma costela. Essa foi a segunda vez que ela o utilizou, e somente porque ela não conseguia pensar em nenhum outro no momento.
Ela vai até ele para inspecionar os ferimentos dele.
"Dói respirar?" Ela pergunta. Ele respira fundo.
"Um pouco."
"Aonde?"
"Lá… dentro." Ele diz, sem ter certeza. É difícil descrever a dor, mas ele não precisa, pois a Lily sabe. É como se o diafragma tivesse sido espremido no seu estômago e pulmões… de tal modo que respirar não dói realmente, só tem uma sensação… de compressão desconfortável.
Ela coloca as mãos dela gentilmente no peito dele, com os dedos testando cuidadosamente, tentando sentir qualquer fenda ou fratura nas costelas dele.
"Você sente alguma dor aqui? Ou aqui?" Ela pergunta, enquanto os seus delicados dedos exploram o peito dele.
"Não..."
"Ok, eu acho que você somente tem algumas costelas machucadas. Eu posso consertá-las em um segundo." Ela diz, entrando em ação.
"E como você está? Eu te acertei com alguma coisa?"
"Bom, fora isso?" Ela diz, apontando para a bochecha dela. Ele segura o queixo dela com a mão dele, para manter a cabeça dela parada, enquanto ele a cura. "Eu espero que não fique uma cicatriz..."
"Eu duvido."
"E que feitiço foi aquele que você usou que queimou tanto?" Ela pergunta, retirando o casaco e a blusa dela. Ela está usando a camiseta verde favorita dela por baixo. Ela mostra o bíceps dela para ele. Uma grande queimadura vermelha está brilhando lá, ardendo ainda.
Ele aponta a varinha para o machucado, e sussurra algo que parece esfriá-lo instantaneamente. Ela grava o feitiço na memória, caso precise dele no futuro. Ela tem mais dois, um na coxa, e outro nas nádegas. Ela vai cuidar desses ela mesmo, mais tarde.
"Como que você reverteu o cabelo azul? Eu tentei de tudo..."
"Você tentou dizer por favor?" Ela diz simplesmente. James olha incrédulo.
"Você está me zoando?"
"Não."
"Você quer dizer que tudo que eu tinha que fazer, era dizer por favor?"
"Essa é a palavra mágica, não é?"
"Eu juro por Merlin, Evans. Você é a mais..." Mas o que exatamente 'mais' ele não sabe. "Você quer saber, não importa. Vamos, coloca a sua camisa de volta, nós temos um trabalho a fazer."
Ele conjura dois tanques/gaiolas do escritório dele. Ele segura uma, e dá a outra para a Lily.
"O que nós vamos capturar?"
"Grindylows..."
"Você quer dizer… do lago?"
"Bem, eu com certeza não quero pescar eles dos vasos sanitários… Você tem uma roupa de banho?"
"Eu... uh..."
"É uma pergunta de sim, ou não, tem o mínimo de pensamento envolvido."
"Sim."
"Bom, porque você vai precisar dela."
Eles param no quarto dela para ela poder mudar de roupa. Ela não a veste desde o quinto ano, e não tem certeza se ainda vai caber nela, mas ela a veste de qualquer forma, com o material se esticando mais apertado do que ela gostaria, mas é o melhor que ela tem. Ela aproveita a oportunidade para utilizar os feitiços de resfriamento nas outras duas queimaduras dela. Eles ainda estão vermelhos, mas pelo menos a dor se foi. Colocando uma saia, casaco e o uniforme por cima, ela se junta ao Potter na sala comunal, e eles saem na direção do terreno. É um dia frio, então ninguém está do lado de fora. Um dia perfeito para nadar na água congelante, pensa a Lily.
"Bom, você é o especialista aqui, o que nós vamos fazer?"
"Eu recomendo usarmos o feitiço Cabeça-de-Bolha para respiramos embaixo d'água, e para nos mantermos aquecido, eu sugiro o feitiço thermilacorpus. E quanto a pegar os grindylows, você sabe tão bem quanto eu."
"Certo, então. Bom… saúde!" Ele diz, tirando a roupa, e ficando só de cueca samba canção, e colocando o feitiço thermilacorpus nele o mais rápido o possível. A Lily faz o mesmo, se sentindo aliviada quando sente o calor do feitiço, fazer efeito. Ao contrário de alguns feitiços menos complicados, ou mais fáceis, o thermilacorpus realmente mantém a sua temperatura corporal, em invés de fazer você se sentir mais quente do que está. Esses outros tipos de feitiços podem matar um bruxo, ou uma bruxa, se eles não forem cuidadosos. Se ignorarem os sinais de alerta de geladura, etc, e podem morrer de frio sem menos sentirem frio.
Depois de colocarem as bolhas nas cabeças deles, eles mergulham, com as varinhas em mãos, e acesas para poderem enxergar. Ela indica para o Potter seguir ela até uma seção do lago que é mais provável de ter Grindylows. Eles nadam baixo, no fundo do lago, perturbando as plantas aquáticas para provocar a saída das criaturas.
A Lily teve sucesso nos primeiros minutos. Ela o espeta para fora da alga marinha, e o captura no tanque dentro de um minuto. Ela entrega a gaiola para o Potter, apontando para cima, e pegando a vazia dele. Ele sobe para colocar no banco, enquanto ela pega o próximo. Utilizando o mesmo método, ela atira água quente em um conjunto de algas marinhas, atraindo outro grindylow. Com tanta facilidade como ela teve com o primeiro, ela o coloca na gaiola, e o joga para cima, para flutuar junto com o topo da cabeça dela. Ela ia subir, quando algo lindo chama a atenção dela, escondido nas plantar marítimas. É um colar… um colar lindo. Não é uma criação das sereias, e sim a habilidade artesanal mais fina dos humanos, ou talvez até tenha sido criado pelos duendes. Que desperdício ter uma jóia tão linda quanto essa perdida em um lago!
Ela vai na direção dele, rasgando as plantas que querem mantê-lo longe dela, mas finalmente ela o solta, segurando a corrente entre os dedos dela.
A próxima coisa que ela sente é dor. Uma dor excruciante, como se o coração e os pulmões dela estivessem querendo se contorcer dentro do peito dela. Ela não consegue enxergar. Ela não consegue respirar. Ela rejeita a dor com toda a força. Rejeita tudo. Sai! Sai!
Os feitiços de cabeça de bolha e de aquecimento dela somem, enquanto eles são liberados despropositalmente, e a água penetra os pulmões dolorosos dela. A Lily sabe que caso ela desmaiasse agora, ela ia morrer, mas ela não se importa. Ela só quer que isso chegue ao fim e, com esse pensamento, ela cai na profunda escuridão.
O James vê a gaiola flutuando para cima, mas ele não vê a Lily. Deixando a gaiola flutuar o caminho até a superfície, ele vai procurar pela Lily. Novamente, aquela sensação terrível de pânico toma conta do coração dele, fazendo-o parar de bater. A bolha dela se foi, e ela está flutuando no lago, de olhos fechados, sem se mover. O corpo dele começa a agir antes do cérebro dele, e ele está arrastando ela para fora do lago, antes que a mente dele esteja ciente da situação. Ele não tem tempo para ponderar o que aconteceu, ele só tem que fazer a Lily respirar de novo. De jeito nenhum ela está morta. Ela não pode estar morta. Ela não pode morrer. Não dessa vez, de novo. Não pode ser a culpa dele de novo… de novo não.
Ele bate no peito dela, e aperta o nariz dela, respirando na boca dela para encher os pulmões dela. Ele repete, e repete, e repete.
"Não, não, não..."
Ele não pode desistir. Ela ainda pode voltar… continua a bater, continua a respirar…
Ela ainda está em dor, o ar que está sendo forçado nos pulmões dela somente parecem enforcá-la mais ainda. Enquanto ela recupera a consciência, a dor também aumenta. Ela não está mais debaixo d'água, e o Potter está respirando na boca dela. Não, pára, você está piorando tudo! A mente dela grita, mas o corpo dela sabe que ela precisa do oxigênio, e os pulmões dela não conseguem trabalhar sozinho.
A corrente do colar ainda está presa nos dedos dela. Sai! Tira isso! Ela começa a se debater, tendo convulsões e se contorcendo, tentando soltar a coisa amaldiçoada, mas ela não tem controle suficiente sobre o próprio corpo para conseguir.
Ajuda! Alguém, qualquer um! Ajuda!
O Potter ainda está aqui, respirando por ela. Enfiando o oxigênio não desejado através dos brônquios retorcidos dela.
Ela sente a corrente escorregar de um dedo… então outro. Sim, quase… sai, sai! Quanto menos do colar ela esteja tocando, mais controle ela parece recuperar sobre o corpo dela.
Ela cospe a água para fora dos pulmões dela, e vomita para fora do estômago dela, quase que engasgando nela.
Ela inala profundamente, ar de verdade. A sensação é boa, mas mesmo assim arranha ao mesmo tempo enquanto entra, relutante. Ela grita em uma dor furiosa, e joga o colar o mais longe o possível dela. Ela sente a maldição ser liberada, e colapsa no chão, respirando profundamente, firmemente, quase sem dor.
"SIM! Boa garota. Ah, obrigado Merlin."
"Maldito… colar." Diz a Lily, ainda tremendo sem parar no abraço dele. "Não… toque… amaldiçoado."
Ele vai se importar com o que ela está dizendo mais tarde, porque agora ele precisa levá-la para algum lugar quente. A segurando em seus braços, ele corre para a cabana do Hagrid.
"Hagrid! Hagrid!" Ele grita, enquanto chuta a porta repetidamente, o mais forte que ele consegue.
"O que..."
"Me ajuda!" Ele chora, desesperado. O Hagrid dá uma olhada, e retira a Lily inconsciente dos braços do James, e a coloca na cama dele. Ele a envolve firmemente em vários cobertores tamanho gigante.
"Potter..." Começa o Hagrid, e o James fica horrorizado pelo tom excessivamente calmo na voz do Hagrid. O excessivamente é a parte assustadora… "O que você fez?"
"Eu… Eu não sei."
"O que aconteceu!" Ele rosna.
"Eu não sei! Ela estava dizendo algo sobre um colar amaldiçoado."
"Um o quê?"
"Ela tinha um colar na mão dela, e quando ela finalmente parou de ter convulsões, ela o jogou para longe, dizendo que estava amaldiçoado. E então, ela desmaiou."
"Eu vou buscar o Professor Dumbledore. Você. Fica. Aqui."
"É claro." E rapidamente o Hagrid sai pela porta, se movendo muito mais rápido do que o James jamais achou possível.
Quente, a Lily pensa quando acorda. Confortavelmente quente. Ela reconhece o lugar como a casa do Hagrid, e o embrulho magricela de pêlos ao lado dela como o Mercúrio. Ela começa a acariciar ele, automaticamente. Acariciar o Mercúrio acalma ela, relaxa ela, acalma o coração dela. Na verdade, ela tem certeza absoluta que não tem mais nada nesse mundo inteiro que ela gostaria mais de estar fazendo. Sentada confortavelmente, enrolada nas cobertas, na cabana do Hagrid, segura e quentinha, acariciando o Mercúrio.
"Por que ela não está falando?"
"Ela acabou de encontrar um objeto das trevas amaldiçoado, terrivelmente perigoso, ela está em choque."
Ela não sabe se deveria chamar isso de choque, somente muito… difícil para falar. Ela não se importa com o que eles dizem, quem quer que eles sejam, ela não quer responder as perguntas… ela só quer ficar repousando embaixo das cobertas, e não pensar em nada. Ela está em um lugar feliz agora. Um lugar adorável. Ela está quase que flutuando acima deles.
"Ela pode nos ouvir? Com certeza, ela precisa ir para a ala hospitalar, não, para o St. Mungus!"
"Lily..." Alguém chora… o Hagrid. Deve ser o Hagrid. O Hagrid gosta de chorar. Sim, ela pode vê-lo, ela percebe. Os olhos dela estão abertos, e ela está olhando para ele.
Ela gostaria de dizer que está tudo muito bem, e ficaria feliz em ficar aqui, mas ela não consegue juntar a energia para falar isso. Por que eles estão se angustiando tanto com isso? Eles não conseguem ver que o Mercúrio não está preocupado?
"Sim, ela deve ser movida imediatamente."
"Não!" Ela diz. Ela não quer se mover… ela quer ficar aqui.
"Lily!" Chora o Hagrid, com alegria.
"Hagrid..." Ela diz, sonhadora.
"Srta. Evans, nós vamos levar você para a Ala Hospitalar."
"Não." Ela diz de novo. Quem é essa mulher, e porque ela está arruinando a felicidade da Lily? "Hagrid?"
"Eu estou aqui, Lily." Ela sorri. Sim, isso está bom. Ela precisa da mamadeira para alimentar o Mercúrio. Alguém deveria entregar a mamadeira para ela...
"Com fome..." Ela diz.
"Se você me acompanhar até a Ala Hospitalar, nós podemos te dar um pouco de comida."
"Não para mim! Para ele..." Ela diz, colocando a cabeça dela no unicórnio. O Hagrid dá a mamadeira para ela. "Obrigada, Hagrid."
"Srta. Evans, por favor..."
"Quem são vocês!" Pergunta a Lily. Essa mulher está irritando ela. Ela não pertence na casa do Hagrid. O Mercúrio precisa comer.
"Oh não… ela não… perdeu a sanidade mental dela, perdeu?" Alguém pergunta. Quem é ele? Eles pertencem aqui?
"Com objetos das trevas como esse, isso certamente é uma possibilidade. Eu vou estudar esse colar para saber." O homem que está falando é velho. A voz dele soa velha. Ela percebe que ela tem olhos para ver, e procura um homem velho. Ele está parado ao lado da cama dela, olhando para ela.
"O que você está fazendo aqui?" Ela pergunta para ele. Porque tem tantas pessoas atrapalhando? Com certeza eles não pertencem a esse lugar. Eles deveriam ir embora. "Essa é a casa do Hagrid. Vá embora. Você também." Ela diz, apontando para a mulher.
"Albus… ela não pode ficar aqui..."
Porque as pessoas estão tirando o Mercúrio dela! Eles estão tirando ela da cama quente dela! Eles estão levando ela embora!
"Hagrid! Eles estão me levando! Pare eles, Hagrid! Não deixe eles me levarem! Hagrid!" Ela chora.
O Hagrid também chora...
Desculpa a demora, prometo que o próximo sai ainda hoje, ou amanhã mesmo! Não se esqueçam de deixarem reviews!! Temos dois capítulos com o recorde de 18 reviews, será que esse enorme consegue bater o recorde??
