Santana bate na porta suavemente.
— Rachel?— ela sussurra. Eu abro a porta. Ela me olha e me abraça.
— O que aconteceu? O que aquela mera fez?
— Nada Santana -ela me leva pra cama e fica lá abraçada comigo .
— Você está como cabelo horrível. - Embora esteja desconsolada,rio-me.
— O sexo foi bom.
—Pelo menos isso né. Mas porque você está chorando?Você nunca chora.—Ela pega a minha escova na mesa em frente, Me faz sentar e fica atrás de mim, e muito devagar escova para tirar os nós.
—Eu só não acho que nosso relacionamento está indo a lugar nenhum.—Olho para os meus dedos.
— Mas vocês não iam se encontrar só quarta?
— Sim,foio que combinamos.
— E por que ela apareceu hoje por aqui? Só falta você me dizer que ela é uma ninfomaníaca e não conseguiu esperar até quarta.
— Não é por causa disso, foi porque lhe mandei ume-mail.
— Pedindo para que ela viesse? Meu Deus você é uma ninfomaníaca também e não consigo esperar até quarta?
— Não Santana, Meu Deus, eu não sou uma ninfomaníaca e nem ela, apenas mandei um email dizendo que não queria mais ve-la.
— E ela veio até aqui? Rach, você é genial.
— A verdade é que era uma brincadeira.
— Oh, agora sim não estou entendendo nada.
Pacientemente lhe explico porque eu mandei aquele email.
— Pensou que responderia por email.
— Sim.
— Mas isso fez com que ela viesse aqui.
— Sim.
— Eu diria que ela está completamente apaixonada por você.
Franzo o cenho. Quinn apaixonadopor mim? Dificilmente. Ela só está procurando um novo brinquedo, um novo e adequado brinquedo para deitar-se e lhe fazer coisas indescritíveis.
Meu coração se aperta.
Essa é a verdade.
— Ele veio só para foder-me, isso é tudo.
—Quem disse que o romantismo tinha morrido?—ela murmura horrorizada. Eu choquei a Santana. Não pensava que isso era possível. Encolhoos ombros,como desculpa.
— Ela utiliza o sexo como uma arma.
—Então você é praticamente uma submissa? –Ela sacode a cabeça com desaprovação. Eu pisco rapidamente para ela,e eu sinto o rubor se espalhando pelo meu rosto.Oh...namosca, Santana Lopez ganhadora do premio Pulitzer de jornalismo.
— Rachel, não entendo, e você faz amor com ela?
—Não, Sant, não fazemos amor...fodemos...como diz Quinn. Ela não está interessada em amor.
— Sabia que havia algo estranho problema em assumir compromisso.
Eu concordo, como se estivesse de acordo, mas por dentro ,Santana...eu gostaria de lhe contar tudo e gostaria que você pudesse me dizer para esquecê-la,para deixar de ser idiota.
—Eu acho que é uma situação bastante esmagadora,—murmuro. Porque eu não quero mais falar sobre Quinn, eu pergunto sobre Brittany. Só de mencionar o seu nome,a atitude de Santana muda radicalmente, seu rosto se ilumina, sorrindo para mim.
—Ela virá cedo no sábado para nos ajudar na mudança. -Abraça a escova com força contra seu peito, ela se deu bem, e sinto uma vaga e familiar pontada de inveja. Santana encontrou uma mulher normal e parece muito feliz, mas eu fico preocupada porque a Santana nunca soube qual a sua sexualidade, então eu tenho medo de que ela magoe Brittany e que ela se magoe.
-Você tem certeza sobre levar isso adiante com Brittany? Não querendo ser chata nem nada mas eu tenho medo que vocês duas se machuquem.
-Isso é tudo muito confuso Rach, mas seguir em frente com a Brittany é uma das únicas certezas que eu tenho, eu nunca senti algo assim por ninguém. Brittany é simplesmente especial. - ela fala isso com um sorriso sonhador e um brilho nos olhos.
-Eu espero que vocês duas sejam felizes.
Euviroparaelae aabraço.
—Ah, quase tinha me esquecimento. Seu pai ligou quando estava...bem,ocupada. Parece que Harry teve um pequeno acidente, entao, sua mãe e ele não poderão vir à entrega do diploma. Mas seus pais estarão aqui na quinta-feira. Eles querem que você ligue para eles.
— Oh... minha mãe nã ome ligaria para me dizer isso. O Harry está bem?
— Sim. Ligue para ela de manhã.Agora é tarde.
— Obrigada, Santana. Já estou bem,agora. Amanhã ligarei também para os meus pais. Acho que já vou dormir.— Ela sorri mas aperta seus olhos, em sinal de preocupação.
Quando ela saiu, me sento , volto a ler o contrato e vou tomando vez que terminei, ligo o computador disposta a lhe responder.
Em minha caixa de entrada há um e-mail de Quinn.
De:Quinn Fabray
Data: 23 de maio de2011 23:16
Para:Rachel Berry
Assunto:Esta noite
Senhorita Berry:
Espero impaciente por suas observações sobre o contrato. Enquanto isso,que durma bem, querida.
Quinn Fabray CEO,Fabray Participações e EmpreendimentosInc.
De:Rachel Berry
Data: 24 de maio de 2011 00:02
Para:Quinn Fabray
Assunto:Objeções
Querida senhorita Fabray
Aqui está minha lista de objeções. Espero que na quarta-feira possamos discutir com calma,durante o nosso jantar.
Os números remetem às cláusulas:
2:Não tenho certeza que sejae xclusivamente em MEU benefício, quer dizer, para que explore minha sensualidade e meus limites. Estou segura de que para isso, não necessitaria um contrato de dez pá é para SEU benefício.
4:Não tomo drogas e nunca fiz uma transfusão. Certamente estou mais que sã. E sobre você?
8:Posso rescindir o contratoa qualquer momento, se acreditar que não está cumprindo os limites , isso me parece muito bem.
9:Devo obedecer você em tudo? Aceitar sua disciplina sem duvidar? Temos que conversar sobre isso.
11:Período de prova de um mês, não de três.
12:Não posso me comprometer todos os fins de vida própria, e seguirei tendo. Possivelmente três de cada quatro?
15.2:Utilizar meu corpo da maneira que considere oportuna, no sexo ou em qualquer outro âmbito...Por favor, defina"em qual quer outro âmbito".
15.5: Toda a cláusula sobre a disciplina em geral. Não estou segura de que queira ser açoitada, surrada ou castigada fisicamente. Estou segura de que isto infringe as cláusulas2-5. E além disso"por qualquer outra razão" é simplesmente mesquinho...e me disse que não era uma sádica.
15.10:Como se me emprestar a alguém pudesse ser uma opçã me alegro de que o deixe bem claro.
15.14:Sobre as normas, comento mais adiante.
15.19:Que problema há em que me toque sem sua permissão?Em qualquer caso,sabe que não o faço.
15.21:Disciplina:veja-se acima cláusula15.5.
15.22:Não posso te olhar nos olhos?Por quê?
15.24:Por que não posso tocar em você?
Normas:
Dormir:aceitarei seis horas.
Comida:não vou comer oque puser em uma lista. Ou alista dos mantimentos se elimina,ou rompo o contrato.
Roupa:de acordo,contanto que só tenha que vestir a sua roupa quando estou com você...Ok.
Exercício:tínhamos ficado em três horas,mas segue pondo quatro.
Limitessuaves:
Temos que passar por tudo isto? Não quero fisting de nenhum tipo. Poderia me dizer quais são seus planos para quarta-feira?Eu trabalho até às cinco da tarde.
Boa noite. Rach
De:Quinn Fabray
Data: 24 demaio de2011 00:07
Para:Rachel Berry
Assunto:Objeções
Senhorita Berry:
É uma lista muito longa. Por que ainda está acordada?
Quinn Fabray CEO, Fabray Participações e Empreendimentos Inc.
De:Rachel Berry
Data: 24 demaiode2011 00:10
Para:Quinn Fabray
Assunto:Queimando o óleo da meia-noite
Senhora
Se não me falha a memória ,estava com esta lista quando sua obsessão por controle me interrompeu e me levou para acama.
Boa Noite. Rach.
De:Quinn Fabray
Data: 24 demaio de2011 00:12
Para:Rachel Berry
Assunto:CAMA
RACHEL,VÁ PARA CAMA.
Quinn Fabray CEO, Fabray Participações e Empreendimentos Inc.
Oh...em maiúsculas! Como se o computador. Como pode me intimidar estando a oito quilômetros de distância?
Eu sacudo a minha cabeça. Meu coração está disparado, eu subo na cama e imediatamente caio em um sonho profundo, embora intranquilo.
No dia seguinte, ao voltar para casa, depois do trabalho, lembro de minha mãe. No Schuester o dia foi relativamente tranquilo,tive muito tempo para pensar.
Eu estou inquieta,nervosa,porque amanhã terei que enfrentar A obcecada por controle, e no fundo, eu estou preocupada porque possivelmente fui muito negativa em minha resposta ao contrato. Talvez ela vá desistirda coisa toda.
Minha mãe está muito triste, sente muito por não poder vir à entrega do diploma. Harry torceu um ligamento e esta mancando. Honestamente, ele é tão propenso a acidentes como eu sou. Ele deverá se recuperar sem problemas, mas tem que fazer repouso,e minha mãe tem que atendê-lo o tempo todo.
— Rach, querida, sinto muitíssimo,— lamenta minha mãe ao telefone.
— Mãe, está tudo bem. Meus pais estarão aqui.
— Rach, parece distraída...você está bem, querida?
—Sim, mamãe.—Oh, se você soubesse...conheci uma mulher escandalosamente rica, que quer manter comigo uma espécie de estranha e perversa relação sexual, em que eu não tenho nem palavras nem opinião.
— Conheceu alguém?
— Não,mamãe.— Não me sinto confortável para fala rdo assunto.
—Bem, querida, na quinta-feira, eu pensarei em você. Amo você...você sabe disso, querida?— Fecho os olhos. Suas carinhosas palavras me reconfortavam.
— Eu também te amo, mamãe.Dê meu olá para que se recupere logo.
— Certo, .
— Adeus.
Enquanto falava com mamãe, entrei em meu meu computador infernale abro a caixa de correio. Tenho um e-mail da Quinn, da última hora de ontem à noite ou primeira hora desta manhã, dependendo de como você veja a coisa. Meu coração acelera instantaneamente, e ouço o sangue bombear em meus seja...talvez ela me diga que não...certo... talvez tenha cancelado o jantar. A ideia me parece dolorosa. Descarto-a rapidamente e a bro o email.
De:Quinn Fabray
Data: 24 demaiode2011 01:27
Para:Rachel Berry
Assunto:Suas objeções
Querida senhorita Berry:
Depois de revisar com mais detalhe suas objeções, permita-me lhe recordara definição de submisso.
Submisso- adjetivo
1. inclinado ou disposto a submeter-se; que obedece humildemente: servente submisso.
2. que indica submissão:uma resposta submissa.
Origem:1580-1590;submeter-se,submissão
Sinônimos:
1. obediente,complacente,humilde.
2. passivo,resignado,paciente,dócil,contido.
Antônimos:
rebelde,desobediente.
Por favor,tenha isso em mente quando nos reunirmos na quarta-feira.
Quinn Fabray CEO, Fabray Participações e Empreendimentos Inc.
Meu sentimento inicial foi de alívio. Ao menos está disposta a comentar minhas objeções e ainda quer me ver amanhã. Penso um pouco e lhe respondo.
De: Rachel Berry
Data: 24 demaiode2011 18:29
Para:Quinn Fabray
Assunto:Minhas objeções...O que acontece com as suas?
Senhorita:
Peço que observe a data de origem:1580-1590. Queria recordar a senhorita, com todo respeito, que estamos em 2011. Percorremos um longo caminho desde então.
Permita-me lhe oferecer uma definição para que a tenha em conta em nossa reunião:
Compromisso:essencial
chegar a um entendimento mediante concessões mútuas; alcançar um acordo ajustando exigências ou princípios em conflito ou oposição mediante a recíproca modificação das demandas.
2. O resultado de certo a cordo.
Algo intermediário entre duas coisas diferentes.A divisão de nível é um compromisso entre uma casa de fazenda e uma de muitos andares.
4. Um comprometimento,especialmente da reputação; expor em perigo, suspeita, etc.:
comprometer a integridade de alguém.
Rach
De:Quinn Fabray
Data: 24 demaiode2011 18:32
Para:Rachel Berry
Assunto:O que acontece com minhas objeções?
Bem entendido, como sempre, senhorita Berry. Passarei para pegá-la em sua casa às sete em ponto.
Quinn Fabray CEO, Fabray Participações e EmpreendimentosInc.
De: Rachel Berry
Data: 24 demaiode2011 18:40
Para:Quinn Fabray
Assunto: 2011 - Eu sei dirigir
Senhora
Tenho carro e sei dirigir.
Preferiria que nos encontrássemos em outro lugar.
Ondenos encontramos? Em seu hotel às sete?
Rach
De:Quinn Fabray
Data: 24 de maio de 2011 18:43
Para:Rachel Berry
Assunto:Jovenzinha teimosa
Querida senhorita Berry:
Remeto ao meu e-mail de 24 de maio de 2011, enviado a 01:27, e à definição que contém.
Acredita que será capaz de fazer o que lhe é pedido algum dia?
Quinn Fabray CEO, Fabray Participações e Empreendimentos Inc.
De:Rachel Berry
Data: 24 de maio de 2011 18:49
Para:Quinn Fabray
Assunto:Mulheri ntratável
Senhora Fabray,
Eu prefiro dirigir. Por favor.
Rach
De:Quinn Fabray
Data: 24 de maio de 2011 18:52
Para:Rachel Berry
Assunto:Mulher exasperada
Muito bem.
Em meu hotel às sete. Vemo-nos no Marble Bar.
Quinn Fabray CEO, Fabray Participações e Empreendimentos Inc.
Até por e-mail fica de mau humor. Não entende que posso precisar sair correndo? Não que minha lata-velha seja muito rápida...mas mesmo assim,necessito de uma via de escape.
De:Rachel Berry
Data: 24 de maio de 2011 18:55
Para:Quinn Fabray
Assunto:Mulher não tão intratável
Obrigada.
Rach
De:Quinn Fabray
Data: 24 de maio de 2011 18:59
Para:Rachel Berry
Assunto:Mulher exasperante
De nada.
Quinn Fabray CEO, Fabray Participações e EmpreendimentosInc.
Ligo para Leroy,que está pronto para ver um show da Barbra junto com o meu outro pai Hiram, felizmente, nossa conversa será breve.
Virá na quinta-feira para agraduação. Depois quer me levar para comer em algum lugar. Sinto uma grande ternura quando falo com meus país, isso me faz sentir um nó na garganta. Sempre estiveram ao meu lado diante dos devaneios amorosos de minha mã um vínculo especial, que é muito importante par eles não sejam os meus pais biológicos. Agora mesmo, preciso de suas forças e a falta dos dois.
Santana e eu nos dedicamos empacotar e compartilhamos uma garrafa de vinho barato, com o tantas vezes. Quando por fim quase terminei de empacotar minhas coisas do quarto vou para a cama, estou mais calma. A atividade física de colocar tudo em caixas foi uma boa distração, e estou -me na cama e em seguida durmo.
Brody retornou de Princeton antes de se mudar para Nova Iorque para fazer negócios em uma entidade financeira. Passa o dia me seguindo pela loja e me pedindo que fiquemos juntos. É um pesadelo.
— Brody,já lhe falei cem vezes, esta noite vou sair.
— Não, não isso para me dar o me dá o fora.
Sim...parece que ando me esquivando.
— Brody,eu sempre pensei que não era boa ideia sair com o filho do chefe.
— Deixará de trabalhar aqui na sexta-feira. E amanhã não trabalha.
—E apartir sábado estarei em Seattle,e você em Nova Iorque. Nem de propósito poderíamos estar mais longe. Além disso, é verdade que tenho um encontro esta noite.
— Com Finn?
— Não.
— Com quem?
—Brody...Oh.—Suspirou exasperada. Não ia se dar por vencido.— Com Quinn Fabray— Não pude evitar o tom de chateaçã funcionou. Brody ficou boquiaberto e mudo. Droga... Eu sempre fui muito clara quanto a minha sexualidade, mas ele continua insistindo.
— Você vai sair com Quinn Fabray?— perguntou quando se recuperou do tom de incredulidade é evidente, então ele não ficou surpreso pelo fato deu sair com uma mulher, ele ficou surpreso por essa mulher ser Quinn Fabray.
— Sim.
—Estou vendo.-Brody parecia abatido,mesmo atordoado,e uma pequena parte de mim se incomodava que lhe tenha surpreendido tanto.À deusa interior também. Ela faz um gesto muito vulgar e pouco atraente para ele comos dedos.
Depois disso,ele me ignorou,e as cinco em ponto saio correndo da loja.
Balançando a cabeça em e esforçando para acalmar os nervos,escolho um vestido cor de ameixa para estanoite.É discreto e parece adequado para uma entrevista de negócios,por que,depois de tudo,vou negociar um contrato.
Tomo um banho, depilo minhas pernas e as axilas, lavo os cabelos e passo uma boa meia hora secando-os, isso para que caia ondulado sobre meus seios e costas. Pego algumas mechas com um pente para retirá-lo do rosto,Faço uma maquiagem simples. Sinto-me intimidada.
Calço os sapatos de salto cor de ameixa, combinando com o vestido, e por volta das seis e meia,estou pronta.
— Como estou?— pergunto para Santana. Ela sorri.
— Minha nossa ,você vai arrasar,Rachel.— Ela acena com aprovação.—Você está linda e se eu não tivesse com a Brittany eu te pegava aqui nesse chão mesmo.
— Ok Santana! Pretendo ser discreta e parecer uma mulher de negócios, eu estou parecendo uma mulher de negócios?
—Também, mas sobretudo,está um escâ vestido fica muito bem com seu tom de pele. E marca tudo.— disse com uma risadinha.
— Santana— repreendo-a.
—As coisas são como são, Rach.A impressão geral é...muito esse vestido, terá ela comendo em sua mão.
Apertoos lábios.Oh, você não poderia estar mais errada.
— Deseje-me sorte.
—Você precisa de sorte para ficar com ela?—pergunta ela franzindo o cenho, confusa.
— Sim,Santana.
— Bem, pois então tenha sorte.— Ela me abraçou e eu sai pela porta da frente.
Tenho que tirar os sapatos para conduzir. Wanda, meu fusca azul marinho, não foi desenhado para ser conduzido por mulheres com salto altos. Estacionei em frente ao Heathman as sete, faltando dois minutos exatamente, dando as chaves ao manobrista, percebo que ele olha para meu fusca com cara feia, mas eu o ignoro. Respiro fundo, me preparo mentalmente para a batalha e me dirijo ao hotel.
Quinn está inclinada sobre o balcão, bebendo um copo de vinho branco. Ela esta vestindo um vestido os cabelos tão alvoroçados como sempre. uns segundos parada na entra dado bar, observando, admirando avista. Ela lança um olhar, acredito que nervosa,para a porta se esticando e fica imó um par de vezes e depois esboça lentamente um sorriso indolente e sexy que me deixa sem palavras e isso me derrete por dentro. Avanço para ela fazendo um e norme esforço para não morder meus lábios. Ela caminha graciosamente em cima dos seus saltos para me encontrar.
—Você está linda,—ela murmura, inclinando-se para me beijar rapidamente na bochecha.—Lindo vestido, senhorita Berry parece-me muito bem.—Agarra minha mão,e me leva a uma mesa reservada e faz um gesto ao garçom.
— O que quer tomar?
Esboço um ligeiro sorriso enquanto me sento na mesa. Bem, ao menos pergunta-me.
— Tomarei o mesmo que você, obrigado. — Viu? Sei fazer meu papel e me comportar.
Divertida, pede outro copo do Sancerre e se senta em frente a mim.
— Têm uma adega excelente aqui,— me diz, inclinando a cabeça para um lado.
Ela apoia os cotovelos na mesa e junta os dedos de ambas as mãos à altura da boca. Em seus olhos brilham uma incompreensível emoção.E aí está...uma descarga elétrica que conecta com o meu eu mais profundo. Remexo-me, incômoda diante de seu olhar com o coração pulsando que manter a calma.
— Está nervosa?— Ela pergunta amavelmente.
— Sim.
Ela inclina-se para frente.
—Eu também,—ela sussurra com meus olhos nos seus.
Ela? Nervosa?
Nunca.Eu pestanejo e ela me dá seu precioso sorriso meio de lado. Chega o garçom com meu vinho, um pratinho com frutas secas e outro com azeitonas.
— Então,como faremos isso?— Eu pergunto.— Revisamos meus pontos um a um?
— Sempre tão impaciente, senhorita Berry.
— Bem, eu poderia perguntar o que você achou do tempo hoje?
Ela sorriu e pega uma azeitona com seus longos dedos. Ela botou na boca e meus olhos se fixam na sua boca, que esteve sobre a minha...em todo meu corpo. Ruborizo.
— Acredito que o tempo hoje não teve nada de especial,— Ela riu.
— Está rindo de mim, senhora Fabray?
— Sim,senhorita Berry.
— Sabe que esse contrato não tem nenhum valor legal.
— Sou perfeitamente consciente disso,senhorita Berry.
— Pensou em me dizer isso,em algum momento?- ela franze o cenho.
—Você acredita que estou te coagindo para que faça algo que não quer fazer, e que além disso pretendo ter algum direito legal sobre você?
— Bem...sim.
— Não tem um bom conceito de mim, não é verdade?
— Não respondeu a minha pergunta.
—Rachel, não importa se é legal ou não. É um acordo que eu gostaria de ter com você...o que eu gostaria de ter de você e o que você pode esperar de mim. Se você não gostar, não o assinar e depois decidir que você não gosta, há suficientes cláusulas que lhe permitirão deixá-lo. Mesmo se você for legalmente vinculada, acredita que levaria você a julgamento se decidisse partir?
Tomo um comprido gole de vinho. Meu subconsciente me da um golpe no que estar atenta. Não beba muito.
—As relações deste tipo seapoiam na sinceridade e na confiança,—seguiu me dizendo.—Se não confiar em mim...tem que confiar em mim para que saiba em que medida estou te afetando, até onde posso ir contigo, até onde posso te levar...se não puder sersincera comigo, então, realmente,não podemos fazer isso.
Oh meu Deus, vádiretamente ao ponto. Até onde pode me levar. Caramba. Oque quer dizer?
—É muito simples, Rachel. Confia em mim ou não?—Ela perguntou com os olhos ardentes.— Você manteve este tipo de conversa com... bem,com as quinze?
— Não.
— Por que não?
—Porque elas já eram submissas. Sabiam o que queriam da relação comigo, e em geral, o que eu esperava. Com isso,era uma simples questão de afinar os limites possíveis, esses tipos de detalhes.
— Você as procura em alguma loja?
Ela ri.
— Não exatamente.
— Entã o como?
—É disso que quer falar? Ou passamos ao melhor da questão?Às objeções, como você diz.
Engulo em seco. Confio nela?É nisso que se resume tudo, à confiança? Sem dúvida deveria ser coisa mais importante para os dois. Lembro-me de sua raiva quando liguei para o Finn.
— Você está com fome?— Ela pergunta, e me distrai de meus pensamentos.
Oh, não... a comida.
— Não.
— Você comeu hoje?
Eu olho para ela. Honestamente...Caramba,não vai gostar da minha resposta.
— Não.— respondo em voz baixa. Ela me olhou com expressão muito séria.
—Tem que comer, Rachel. Podemos jantar aqui ou em minha suíte. O que você prefere?
— Acredito que é melhor ficarmos em terreno neutro. -Ela sorriu com ar zombador.
— Você acha que isso me deteria?— pergunta em voz baixa, como uma sensual advertência. Arregalo os olhos e volto a engolir a saliva.
— Eu espero.
—Vamos, reservei um jantar privado.—Ela sorriu enigmaticamente e saiu da mesa me estendendo a mão.
— Traga o seu vinho — murmura.
Agarro a sua mão, levanto e paro a seu lado. Solta a minha mão, põe no braço, cruzamos o bar e subimos uma grande escada até a sobre loja. Um rapaz com uniforme do Heathman se aproxima de nós.
— Senhorita Fabray,por aqui,por favor.
Nós o seguimos por uma luxuosa sala deso fás, até um refeitório privado, com uma só mesa. Era pequeno,mas suntuoso. Sob um candelabro cintilante, a mesa está coberta por linho engomado, taças de cristal, talheres de prata e um ramo com uma rosa branca. Um encanto antigo e sofisticado impregnava a sala,forrada com painéis de madeira. Ogarçom retira a cadeira e me sento. Eu coloco o guardanapo no coloca as taças na mesa. Quinn se senta em frente amim. Eu fico lhando para ela.
— Não morda o lábio,— ela sussurra.
Eu franzo o cenho. Caramba. Nem sequer me dei conta de que estava fazendo isso.
— Já pedi a comida. Espero que não se importe.
A verdade é que me parece um alívio. Não estou segura de que possa tomar mais decisões.
— Não, está tudobem,— eu respondo.
— Eu gosto de saber que pode ser dócil. Agora, onde estávamos?
—No x da questão.—Dou outro longo gole de á muito Fabray conhece bem os vinhos bons. Eu lembro do último gole que me ofereceu, em minha cama. O inoportuno pensamento me fez ruborizar.
—Sim, suas objeções.—Põe a mão no bolso do seu vestido e tira uma folha de papel.
Meu e-mail.
— Cláusula2. De acordo. É embenefício dos aredigi-lo.
Pestanejo. Caramba... vamos passar por cada um destes pontos, um de cada vez. Não me sinto tão valente estando com ela. Ela parece tão séria. Reforço-me com outro gole de vinho. Quinn continua.
—Minha saúde sexual. Bem, todas as minhas companheiras anteriores fizeram análise de sangue,e eu faço exames a cada seis meses, de todos estes riscos que existam. Meus últimos exames estavam perfeitos. Nunca usei drogas. Na realidade, sou totalmente contra as drogas, e minha empresa leva uma política antidrogas muito a sé em que se façam exames aleatórios e de surpresa nos meus empregados para detectar qualquer possível consumo de drogas.
Uau...A obsessão controladora leva à loucura. Eu a encaro perplexa.
— Nunca fiz uma transfusã responde a sua pergunta?
Concordo,impassível.
—Seu ponto seguinte eu já comentei ê pode sair a qualquer momento, Rachel. Não vou te deter. Mas se for... acaba que saiba.
—Ok,—eu respondo em voz baixa. Se eu for, acabou. A ideia me parece inesperadamente dolorosa.
O garçom chega com o primeiro prato. Como vou comer?Caramba...ela pediu ostra.
— Espero que você goste das ostras,— Quinn diz em tom amável.
— Nunca as provei.— Nunca.
—Sério? Bem. Pegue uma. A única coisa que tem que fazer é colocar isso na boca e engolir. Acredito que conseguirá.—Ela olha para mim e sei a que está se referindo. Sorrindo me diz que devo espremer suco de limão em uma ostra e colocá-la na boca.
—Mmm, deliciosa. Tem sabor de mar,—ela diz sorrindo.—Vamos,— ela me encoraja.
— Não tenho que mastigá-la?
—Não baby—Seus olhos brilham divertidos. Parece muito jovem. Eu aperto os lábios, e sua expressão muda instantaneamente. Ela me olha muito séria. Estico o braço e pego a primeira ostra. Ok...isto não vai sair bem. Jogo suco de limão e a coloco na boca. Ela desliza por minha garganta, todo o mar, sal, e a forte acidez do limão e sua textura carnuda... Oooh. Lambo os lábios, e ela me olha fixamente,com olhos impenetráveis.
— É bom?
— Comerei outra e lhe responderei.
— Boa garota,— me diz orgulhosa.
—Você pediu ostras de propósito?Não dizem que são afrodisíacas?
—Não, é só o primeiro prato do menu. Não Preciso de afrodisíacos com você.—ela diz tranquilamente. —Onde estávamos?—Ela dá uma olhada no meu e-mail,enquanto pego outra ostra.
Acontece o mesmo com a afeto...Uau.
—Obedecer-me em tudo. Sim, quero que faça. Necessito que o faç um papel difícil, Rachel?
— Mas me preocupa que me faça mal.
— Que te faça mal como?
— Fisicamente.— E emocionalmente.
—De verdade acredita que te faria mal? Que transpassaria os limites, ao ponto de não poder aguentar?
— Você disse que tinha feito mal a alguém antes.
— Sim, mas foi há muito tempo.
-O que aconteceu?
-Pendurei-a no teto do quarto de jogos. De fato, é um dos seus pontos. Suspensão... para isso são os mosquetõ cordas.E apertei muito uma corda.
Levanto uma mão lhe suplicando que pare.
— Não preciso saber mais. Então,você quer me suspender?
— Não, se realmente não quiser. Pode tirar da lista dos limites rígidos.
— Ok.
— Bom, crê que poderá me obedecer?
Lança-me um olhar segundos.
— Poderia tentar,— eu sussurro.
— Bom.— Ela sorri.— Novo termo. Um mês não é nada,especialmente se quiser um fim de semana livre de cada mês. Não acredito que eu possa aguentar ficar longe de você tanto tempo. Mal o consigo agora.— Ela pausa.
Não pode ficar longe de mim? O que?
- Que tal, um dia de um fim de semana por mês só para você. Mas ficará comigo uma noite no meio da semana.
— De acordo.
—E, por favor, tentamos por três meses. Se você não gostar,pode partir a qualquer momento.
—Três meses?—Sinto-me pressionada. Dou outro comprido gole de vinho em e concedo o gosto de outra ostra. Poderia aprender o que eu gosto.
—O tema da propriedade, é meramente terminologia e remete ao princípio da obediência. É para você entrar no estado de ânimo adequado, para que entenda de onde venho.
—E quero que saiba que, assim que cruzar a porta de minha casa, você é minha por inteiro, farei contigo o que me der vontade. Terá que aceitar de boa vontade. Por isso tem que confiar em mim.
—Vou foder você, quando quiser, como quiser e onde quiser. Vou disciplinar você, porque você vai estragar tudo. Adestrarei você para que me sei que tudo isto é novo para você.
—De inicio iremos com calma, e eu te ajudarei. Nós vamos atuar em vários cenários. Quero que confie em mim,mas sei que tenho que ganhar sua confiança, e o farei. O"em qualquer outro âmbito"...de novo, é para ajudar você a se colocar em uma situaçã que tudo está permitido.
Ela se mostra apaixonada, cativante. Está claro que é sua obsessão, sua maneira de ser...Não conseguia afastar os olhos dela. Quero-a de verdade. Ela para de falar e me olha.
—Continua comigo?—pergunta em um sussurro, com voz intensa, cálida e sedutora.
Ela toma um gole de vinho sem tirar seus penetrantes olhos de mim.
O garçom se aproxima da porta, e Quinn assente ligeiramente para lhe indicar que pode retirar os pratos.
— Quer mais vinho?
— Tenho que dirigir.
— Água,então?-Eu concordo.
— Normal ou com gás?
— Com gás,por favor. -O garçom parte.
— Está muito pensativa,— sussurra Quinn.
— Você está muito falante.-Ela sorri.
—Disciplina. A linha que separa o prazer da dor é muito fina, Rachel. São as duas caras de uma mesma moeda. E uma não existe sem a outra. Posso lhe ensinar quão prazerosa pode ser a dor. Haverá dor, mas nada que não possa suportar. Voltamos para o tema da confiança. Confia em mim, Rach?
Rach!
—Sim, confio em você,—respondo espontaneamente, sem pensar...por que é verdade... Eu confio nela.
— De acordo,— ela diz aliviada .— O resto,são apenas detalhes.
— Detalhes importantes.
— Ok, vamos falar sobre eles.
Minha cabeça dá voltas com tantas palavras. Devia ter trazido o gravador da Santana para poder voltar a ouvir depois o que ela disse. Muita informação, muitas coisas para processar.O garçom volta a aparecer com o segundo prato:bacalhau, aspargos e purê de batatas com molho holandês. Eu nunca me senti com menos fome por alimentos.
— Espero que você goste de pescado,— Quinn diz em tom amável.
Olho minha comida e bebo um longo gole de água com gá evidentemente gostaria que fosse vinho.
— As normas. Falemos das normas. Rompe o contrato pela comida?
— Sim.
— Posso mudar e dizer que comerá no mínimo três vezes ao dia?
—Não.—Eu não vou ceder neste tema. Ninguém vai dizer-me o que tenho que comer.
Como foder, sim, mas comer...não,de jeito nenhum.
Ela aperta os lábios.
— Preciso saber que não passa fome. - Franzoo cenho. Por quê?
— Tem que confiar em mim. -Ela me olha por um instante e relaxa.
—Touché, senhorita Berry,—diz em tom tranquilo. Aceito o da comida e o de dormir.
— Por que não posso te olhar?
— Isso é uma coisa de Dominante e Submissa. Você vai se acostumar com isso.
Eu vou?
— Por que não posso te tocar?
— Por que não.
Ela aperta os lábios.
— Mas eu já te toquei.
-Mas Foi uma situação diferente, vou me certificar de que isso não aconteça mais.
-Isso é por causa da senhora Robinson? Ela me olhou com curiosidade.
—Porque você pensa isso?—E imediatamente a entende.—Você acredita que ela me traumatizou?
Eu concordo.
— Não Rachel, não é por isso.
— Então não tem nada que ver com isso...
— Não. E tampouco quero que se toque.
O que?Ah, sim, acláusula de que não posso me masturbar.
— Só por curiosidade...por quê?
— Porque quero todo o seu prazer para mim, — diz em tom rouco, mas determinado.
Oh...Não sei o que responder. Por um lado, aí está com seu"Quero te morder os lábios"; pelo outro, é muito egoísta. Franzo o cenho e espeto um pedaço de bacalhau, tentando avaliar mentalmente o que me aconteceu. A comida e o sono. Eu posso olhar nos olhos dela. Ela vai levar devagar, e ainda não falamos nos limites suaves. Mas não estou segura de que posso confrontar enfrentar isso de comida.
— Terá muitas coisas para pensar, não é verdade?
— Sim.
— Quer que passemos já aos limites passíveis?
— Não, depois de comer. Ela sorriu.
— Delicado?
— Mais ou menos.
— Você não comeu muito.
— Comi o suficiente.
-Três ostras, quatro pedacinhos de bacalhau e um aspargo. Nem purê de batatas, nem frutas secas, nem azeitonas. E não comeste o dia todo. Você me disse que podia confiar.
vai fazer um sermão completo.
— Quinn, por favor, não estou acostumada a ter conversas deste tipo todos os dias.
— Preciso que esteja sadia e em forma, Rachel.
— Eu sei.
— E agora mesmo quero tirar esse vestido de seu corpo.
Engulo a saliva. Sinto um puxão no mais profundo de meu ventre. Alguns músculos que agora estou mais familiarizada, se contraem com suas palavras. Mas não posso aceitar. Volta autilizar contra mim sua arma mais potente. É fabulosa praticando sexo...Até eu me dei conta disso.
—Não acredito que seja uma boa ideia,—eu murmurei.—Ainda não comemos a sobremesa.
— Quer sobremesa?— ela pergunta baixinho.
— Sim.
— A sobremesa poderia ser você,— murmura sugestivamente.
— Não estou segura de que seja bastante doce.
— Rachel,você é deliciosamente doce. Eu sei.
— Quinn, você utiliza o sexo como arma. Não me parece justo, — sussurro olhando para minhas mãos, e logo a encaro nos olhos. Levanta as sobrancelhas, surpresa, e vejo que esta pesando minhas palavras. Segura o queixo, pensativa.
—Tem razão. Faço isso. Na vida, cada um utiliza o que sabe, não muda o fato que eu deseje muitíssimo você. Aqui. Agora.
Como é possível que me seduza somente com a voz? Já estou ofegando, com o sangue circulando a todo vapor pelas veias, e os nervos estremecendo.
— Eu gostaria de tentar algo, — ela respira.
Franzo o cenho. Acaba de me dar um montão de ideias que tenho que processar,e agora isto.
—Se você fosse minha sub, você não teria que pensar sobre isso. Seria fácil.—Sua voz é doce e sedutora.—Todas estas decisões... todo o desgastante processo de pensamento por trás delas. Coisas como,"Esta é a coisa certa a fazer?","Se isso poderia acontecer aqui?", "Poderia acontecer agora?".Não teria que se preocupar com esses detalhes. Seria eu, como sua Dom. E agora mesmo,eu sei que me deseja, Rachel.
Franzoo cenho ainda mais. Como ela pode dizer?
— Estou tão segura porque...
Maldita seja, responde às perguntas que não lhe faço. É também adivinho?
—...seu corpo á apertando as coxas,estás mais vermelha e sua respiração mudou.
Oh, sim é demais.
—Como sabe sobre minhas coxas?—pergunto em voz baixa, em tom incrédulo. Elas estão sob a mesa, pelo amor de Deus.
—Eu notei que a toalha se movia, e deduzi, me apoiando em anos de experiência. Estou certo, não é?
Ruborizo-me e encaro minhas mãos. Seu jogo de sedução me põe muito difícil. Ela é a única que conhece e entende as normas.
— Não terminei o bacalhau.
— Prefere o bacalhau frio a mim?
Levanto acabeça, de repente, e a encaro. Um desejo imperioso brilha em seus olhos ardentes, como prat afundida, com necessidade imperiosa.
— Pensei que você gostaria que comesse toda a comida do prato.
— Agora mesmo, senhorita Berry. pouco me importa Essa merda de comida.
— Quinn não joga limpo, de verdade.
— Eu sei. Nunca joguei limpo.
Minha deusa interior franze o cenho e tenta me convencer. Você pode. Jogue o seu ? De acordo.O que tenho que fazer?Minha inexperiência é um peso em torno do meu pescoço.
Espeto um aspargo, o encaro e mordo o lá ,muito devagar, coloco a ponta do aspargo na boca e o chupo.
Quinn abre os olhos de maneira imperceptível, mas eu a noto.
— Rachel, o que está fazendo? Mordo a ponta.
— Estou comendo um aspargo.
Quinn se remexe em sua cadeira.
— Acredito que está jogando comigo, senhorita Berry.- Finjo inocência.
— Só estou terminando a comida, senhorita Fabray.
Nesse preciso momento o garçom bate na porta e entra sem esperar resposta. Olho um segundo para Quinn, que faz cara feia, mas concorda em seguida, assim que o garçom recolhe os pratos. A chegada do garçom quebrou o feitiço, e me apego a esse instante de lucidez. Tenho que ir. Se ficar, nosso encontro só poderá terminar de uma maneira, e preciso pôr certas barreiras depois de uma conversa tão intensa. Minha cabeça se rebelatanto como meu corpo morre de desejo. Preciso de um tempo, uma distancia para pensar em tudo o que me fo idito. Ainda não tomei uma decisão,e seus atrativos e sua destreza sexual não é nada fácil paramim.
—Quer sobremesa? —pergunta Quinn, tão cavalheira como sempre,mas com os olhos ainda ardentes.
— Não, que tenho que ir.-digo olhando para minhas mãos.
— Já vai?— pergunta sem poder ocultar sua surpresa. O garçom sai às pressas.
— Sim.
É a decisão correta. Se ficar nesta mesa com ela,me entregarei. Levanto com determinação.
— Amanhã nos vemos as duas na cerimônia de graduação.
Quinn se levanta automaticamente, manifestando anos de arraigada urbanidade.
— Não quero que vá.
— Por favor...Tenho que ir.
— Por quê?
—Por que você me expôs muitas coisas, nas quais devo pensar...e preciso de uma certa distância.
— Poderia fazer você ficar,— ela ameaça.
— Sim, não seria difícil, mas não quero que faça. -Ela passa a mão pelos cabelos,me olhando atentamente.
—Olha, quando veio para minha entrevista e entrou em meu escritório, tudo era "Sim, senhora","Não, senhora". Pensei que fosse uma submissa nata. Mas, na verdade, Rachel, não estou segura de que seja totalmente submissa, -diz em tom tenso, se aproximando de mim.
— Talvez você tenha razão,— eu respondo.
—Quero ter a oportunidade de descobrir se é,—ela murmura,me um braço,acaricia meu rosto e passa o polegar pelo meu lábio inferior.-Não sei fazer de outra maneira, Rachel. Sou assim.
— Eu sei.
Ela inclina-se para me beijar, mas para antes de seus lábios tocar nos meus, seus olhos procuram os meus, como me pedindo permissão. Elevo os lábios para ela e me beija, e como não sei se voltarei a beijá-la mais,deixo-me levar. Minhas mãos se movem, deslizam por seu cabelo, atraindo-a para mim. Minha boca se abre e minha língua acaricia a sua. Me pega pela nuca para me beijar mais profundamente,respondendo ao meu ardor. Desliza a outra mão pelas minhas costas, e ao chegar ao final da coluna, para e me aperta contra seu corpo.
— Não posso te convencer de ficar?— pergunta sem deixar de me beijar.
— Não.
— Passe a noite comigo.
— Sem tocar em você? Não. Ela geme.
—Você é impossível, garota.—Queixa-se. Levanta a cabeça e me olha fixamente.
—Por que tenho a impressão de que está se despedindo de mim?
— Porque eu tenho que ir,agora.
— Não é isso o que quero dizer,e você sabe.
—Quinn ,eu tenho que pensar em tudo isto. Não sei se posso manter o tipo de relação que você quer.
Ela fecha os olhos e pressiona sua cabeça contra a minha, dando a ambos a oportunidade de relaxar ou respirar. Um momento depois me beija na testa, respira fundo, com o nariz afundado em meu cabelo, me solta e dá um passo atrás.
—Como quiser, senhorita Berry,—diz com rosto impassível. Acompanho você até o vestíbulo.
Estendo a mão. Inclino-me, pego a bolsa e lhe dou a mão.Maldita seja, isto poderia ser tudo. Eu a sigo pela grande escada até o vestíbulo, sinto coceira no couro cabeludo,e o sangue me bombeia ser o último adeus se eu não aceitar.
Meu coração se contrai dolorosamente no peito. Que reviravolta. Que diferença um momento de clareza pode fazer a uma menina.
— Tem o ticket do estacionamento?
Pego o ticket na bolsa e entrego. Quinn o entrega ao porteiro. O encaro enquanto esperamos.
— Obrigada pelo jantar,— eu murmuro.
—Foi um prazer como sempre,senhorita Berry,—ela responde educadamente, embora pareça distante em seus pensamentos, completamente distraída.
Observo atentamente e memorizo seu formoso perfil. Obcecada com a desagradável ideia de que poderia não voltar avê-la. Tudo isso é muito doloroso para mim,de repente,se vira e me olha com expressão intensa.
—Esta semana eu volto para Seattle. Se tomar a decisão correta, poderei ver você no domingo?— pergunta em tom inseguro.
—Bem,vou ver. Talvez.—Eu respiro. Momentaneamente, ela parece aliviada, mas em seguida franze o cenho.
— Agora faz frio. Você trouxe casaco?
— Não.
Ela sacode a cabeça com irritação
Chega o meu fica boquiaberta.
—Esse é seu carro?—Ela estava horrorizada. Agarra minha mão e sai comigo ao encalço. O manobrista sai, me entrega as chaves, e Quinn lhe dá uma gorjeta.
— Está em condições de circular?— pergunta,me fulminando com olhar.
— Sim.
— Chegará até Seattle?
— Claro que sim.
— Em segurança?
—Sim—respondo irritada. Veja, é velho, mas é meu e funciona. — Meu padrasto comprou pra mim.
— Oh, Rachel,acredito que podemos melhorar isso.
—O que você quer dizer?—de repente, entendo.—Nem pense em me comprar um . -Ela me olha com o cenho franzido e a mandíbula tensa.
— Logo veremos,— responde.
Faz uma careta enquanto abre a porta do condutor e me ajuda a entrar. Eu tiro os sapatos e abaixo o vidro. Ela me olha com expressão impenetrável e olhos turvos.
— Conduza com cuidado,— diz em voz baixa.
—Adeus,Quinn.—Eu digo com voz rouca, como se estivesse aponto de chorar... caramba, eu não vou chorar. Eu sorrio ligeiramente.
Enquanto me afasto, sinto uma pressão no peito, começam a aflorar as lágrimas e sufoco um soluço.
As lágrimas não demoram a rolar por minhas bochechas, embora, a verdade é que não entendo por que choro. Eu estava me segurando. Ela explicou tudo. Ela foi clara. Ela me quer, mas preciso demais. Preciso que ela me queira como eu a quero epreciso, e no fundo sei que não é possível. Estou triste.
Eu nem sei como classificá-la. Se aceitar...ela será Minha namorada? Poderei apresentá-la aos meus amigos?Ir com ela a bares, ao cinema ou jogar boliches? Acredito que não, naverdade. Ela não vai me deixar tocá-la, nem dormir com ela. Sei que não tenho feito estas coisas no passado, mas quero fazer no futuro. E não é este o futuro que ela tem pra mim.
E se eu disser que sim,e no prazo de três meses ela disser que não, que se cansou de tentar me moldar-me em algo que não sou. Como vou me sentir? Estarei comprometida emocionalmente? Edurante três meses terei feito coisas que não estou segura de que queira realmente fazer. E se depois me diz que não, que acabou o acordo, como vou sobreviver o abandono?Possivelmente o melhor seja desistir agora, quero manter minha auto-estima mais ou menos intacta.
Mas a ideia de não voltar mais a vê-la parece insuportá ela entrou em minha pele em tão pouco tempo?Não pode ser apenas sexo...pode?Passo as mãos pelos
olhos para secar as lágrimas. Não quero analisar o que sinto por ela. Assusta-me só de pensar o que poderia descobrir.O que vou fazer?
Estaciono em frente a nossa casa.Não vejo luzes acesas, assim acho que Santana deve ter saído. É um alívio. Não quero ter que responder perguntas. Enquanto me dispo, ligo meu computador infernal e encontro uma mensagem de Quinn na caixa de entrada.
De:Quinn Fabray
Data: 25 de maio de 2011 22:01
Para:Rachel Berry
Assunto:Esta noite
Não entendo porque saiu correndo esta noite. Espero sinceramente ter respondido todas as suas perguntas de forma satisfatória. Sei que tem que expor muitas coisas e espero fervorosamente que leve a sério minha proposta. Quero de verdade que isto funcione. Temos que levar com calma.
Confie em mim.
Quinn Fabray CEO, Fabray Participações e EmpreendimentosInc.
Este e-mail me fezc horar ainda mais. Não sou uma fusão empresarial. Não sou uma aquisição. Lendo este email, qualquer uma diria sim. Não lhe respondo. Não sei o que lhe dizer, essa é a verdade. Ponho o pijama e me meto na cama enrolada no lençol deitada na escuridão, penso em todas as vezes que me advertiu para que me mantivesse afastada dela.
"Rachel, deveria se manter afastada demim.Não sou uma mulher boa para você" "Eu não tenho namoradas."
"Não sou uma mulher deflores ecorações."
"Eu não faço amor."
"Não sei fazer de outra maneira."
Eu choro silenciosamente, abraçada em meu travesseiro, é nessa última ideia que me agarro. Tampouco eu sei fazer de outra maneira.
Talvez juntas possamos encontrar um outro caminho.
