N/A:
Olá, pessoal!
Hoje é um capítulo curtinho, só para vocês verem como estão as coisas com Jasper e com Alice.
Eu recebi pouquíssimas reviews no capítulo passado, o que me deixa muito triste e sem vontade nenhuma de escrever.
Espero que gostem!
X-X-X
Alice
Estocolmo, Suécia
Apesar de estarem em pleno verão na Suécia, ainda era muito frio e sair de casa requeria muita força de vontade.
Ela estava no País há três semana e tinha ido às aulas todos os dias.
Mesmo sendo inteligentíssima, nunca gostou de fazer muitas perguntas e participar ativamente das aulas, mas estava obrigando a si mesma a perguntar, comentar e participar a cada oportunidade que aparecesse, já que assim haveria menos tempo para pensar nele.
Ela chorava cada dia ao acordar e constatar que a dor em seu peito ainda não havia passado e se desesperava com a possibilidade de nunca conseguir esquecê-lo; A única alternativa que ela conseguia ver era colocar um sorriso no rosto e passar o dia estudando, fingindo que nada tinha acontecido e que ela não tinha perdido o amor de sua vida.
Jasper
Nova York, Estados Unidos
Seus dias eram monótonos. Ele agora se levantava meia hora mais cedo para poder ir ao cemitério visitar o túmulo da esposa e deixar uma peônia, a flor preferida de Maria.
Antes ele ansiava para que o dia terminasse logo e ele pudesse vê-la, mas agora, só esperava ter um dia bem desgastante e cansativo o suficiente para dormir assim que deitasse em sua cama.
Após o fim de namoros muitas pessoas decidem afogar as mágoas na bebida, mas não ele, que nunca vira a graça de encher a cara e fazer coisas das quais certamente se arrependeria depois. Decidiu fazer trabalho voluntário em um orfanato, onde os sorrisos das crianças ao vê-lo sempre melhorava o seu dia. Foi para essa instituição que ele doou o anel de noivado que comprara para Alice. Ele não via o sentido de continuar com aquilo, já que só causava dor a ele, enquanto o dinheiro da venda ajudaria muito a instituição.
A aliança de casamento que usou durante os anos de casado com Maria foi para uma corrente, junto com um crucifixo que havia ganhado dela no início do namoro dos dois, e que ele usava por dentro da roupa.
Era uma vida solitária, e a dor de perdê-la conseguia ser ainda maior do que a que sentiu quando ouviu que sua mulher havia falecido.
Alice
-Você precisa vir conosco a esse pub! – exclamava Claire, uma austríaca do curso de Alice.
-Não, eu estou cansada e nós temos prova em dois dias... – falou Alice, tentando esquivar-se.
-Ah, como se você não fosse tirar 10! E eu não aceito "não" como resposta! – insistiu a amiga.
-Tudo bem, tudo bem, eu vou! – rendeu-se Alice.
-Ótimo – comemorou Claire – Nós só vamos nos trocar e nos encontramos em meia hora.
-Nós? Nós quem? – perguntou Alice.
-Depois você descobre! – falou e deixou Alice sozinha.
Ela foi rapidamente até o apartamento e ainda considerou se deveria ou não ir, mas decidiu que precisava viver a vida, ou pelo menos, tentar vivê-la.
Ela colocou uma calça jeans justa, e uma blusa com alguns bordados, além de saltos altos.
Chegando ao pub, Alice encontrou Claire, além de Brigitte, uma alemã quietinha, e Peter, um belo inglês de olhos e cabelos castanhos, que ela achava muito parecido com Josh Duhamel, mas com um sotaque sexy, todos colegas de curso.
Ela cumprimentou cada um deles com um beijo na bochecha, demorando-se mais em Peter, que todos diziam ter uma quedinha por ela.
Eles divertiram-se até a meia-noite, quando Claire sugeriu que eles poderiam ir até uma balada, o que todos concordaram imediatamente.
Ir a uma festa era o que ela menos queria naquele momento, mas ela faria qualquer coisa para aplacar a dor que sentia.
Eles foram para a pista de dança, mas Alice disse que ficaria no bar.
Ela recusou quando o bartender ofereceu à ela uma bebida. Ela queria ficar sóbria.
Peter sentou-se ao lado dela e pediu um uísque e um cosmopolitan.
-Eu não vou beber, Peter, obrigada. – disse Alice.
-Você não tomou nada alcoólico a noite inteira. Um drink não fará mal. – falou ele.
-Tudo bem. – concordou ela e encostou os copos, o que arrancou um lindo sorriso dele.
"Um brinde ao esquecimento", pensou ela.
Ela decidiu testar a teoria de Claire e Brigitte de que Peter estava interessado nela, mas que era cavalheiro demais para agir de forma mais explícita.
Ela encostou a mão suavemente na coxa dele e sorriu, e ao ver que ele não tirou a mão dela, disse : -Você gostaria de ir a outro lugar?
-Claro. – respondeu ele.
Ele a conduziu até os fundos da boate, onde encostou-a contra a parede e beijou-a.
Ela não sentia nada, absolutamente nada. Nem uma faísca, nada que chegasse aos pés do que sentia só de olhar para Jasper.
Ela queria sentir algo e, desesperada, passou as mãos pelas costas torneadas dele, mas que nem se comparavam às de Jasper.
Ele colocou as mãos nos botões da blusa dela, e seu olhar pedia permissão para avançar.
Ela nunca tinha chegado a esse ponto com ninguém, nem com Jasper, pois gostaria de se guardar, mas autorizou-o a prosseguir.
Ele abriu os primeiros botões e passou a mão pela pele exposta.
Percebendo o que estava fazendo, pediu que ele parasse.
-Desculpe-me, Peter, mas eu não posso continuar. – falou abotoando a blusa.
-Não tem problema nenhum, Alice. – disse ele sinceramente.
-Eu vou indo para casa. – falou ela.
-Ei, eu não quero que isso estrague nossa amizade, ok? Você é uma amiga maravilhosa.
-Não vai estragar nada. – concordou – Vamos fingir que nada aconteceu.
E assim foi até o apartamento, percebendo que seria impossível esquecê-lo, já que não queria esquecê-lo.
Jasper
-Você está cada dia maior, Sophie! – disse Jasper com a linda sobrinha no colo, que completara um mês.
-Acho impossível existir um tio mais babão do que você. – comentou Rosalie, trazendo um copo de suco para ela e outro para Jasper.
Rosalie estava bem mais magra e quase de volta a sua antiga forma, mesmo sem dietas ou exercícios, já que sempre teve um metabolismo rápido e nunca engordava.
-Ela é perfeita, Rose! Ela é exatamente igual à você quando era bebê. – falou ele.
-Ela é linda, e obrigada pelo elogio. – os dois riram.
Rosalie sabia que o irmão estava sofrendo e sempre tinham sido confidentes, mas desde que o irmão desabafou sobre tudo que tinha acontecido, ela não tocou mais no assunto, sabendo que, se ele quisesse, ele mesmo contaria para ela.
E assim ele também vivia, dia após dia.
N/A:
Oi, de novo!
Eu sei que o capítulo é triste e que vocês querem que eu junte eles de novo, mas é necessário para a história que eles fiquem um pouquinho separados.
Por favor, gente, vamos deixar um recadinho para eu saber o que vocês estão achando, hein?
Beijos e espero que tenham gostado!
