Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim...
Rin ainda mantinha a mão no rosto do homem, e este também mantinha a própria mão por sobre a dela. A troca de olhares continuou, então ela retirou a mão do rosto dele, baixando lentamente. Ele por sua vez, acompanhou o gesto, segurando a mão dela e ficando assim, ambos de mãos dadas. O momento ali era como que tivesse parado no tempo. Rin estremeceu com o toque da mão dele.
- Bem-vindo... Sesshoumaru... quando voltou?
- Tem uns 2 dias...
Os 2 ainda se entreolhando.
- Cortou o cabelo...
- É...
- Não vai beijar a mamãe, papai?!
A conexão entre os 2 foi quebrada com a pergunta inocente da garotinha. Rin abriu a boca, fechou, abriu de novo, olhava para ele, olhava para a menina, até que soltou da mão do homem.
- Ahm...eu...er... – coçou a cabeça – Suyen, vem aqui! – Pegou a menina pela mão – Filha, que tal se você pegar a Kirara e mostrar pro papai como ela cresceu, hein?
- Tá bom, mamãe!
A menina sai em direção ao quarto dos gatos e Rin respira aliviada. Quando vira dá de cara com o peitoral do CEO.
- Eu devo mesmo beijá-la?! – ele inclina o corpo sobre ela, as mãos dentro no bolso da calça.
O rosto dele fica bem próximo ao dela. Rin encara aqueles orbes dourados, os lábios quase que tocando. Ele todo perfumado, faz ela ter imaginações e sentir sensações que não devia.
- Na-na-não...
- Então devo deixar nossa filha sem resposta?
- Não! Quer dizer... – ela meneia a cabeça e consegue sair da frente dele.
Suyen volta com a gatinha que ela tinha encontrado no evento da escolinha há um ano atrás. A gata tinha sido castrada, e cresceu bastante. A garotinha pega na mão do homem e o faz sentar no sofá, coloca o animal no colo do pai, que conversa com a filha sobre o quarto dos gatos, mas não para de lançar olhares para mãe da menina.
- Papai, vou pegar o Buyo!
Com a saída da menina da sala, ele aproveita a deixa para falar.
- A propósito, adorei o shortdoll! Te deixa sexy!
Rin fica ruborizada. Foi então que ela se tocou de como ainda estava vestida. Mesmo com o tempo chuvoso e o típico frio, ela estava aquecida debaixo da coberta assistindo tevê com a filha antes do CEO chegar e literalmente, causar um frisson* nela toda. Rapidamente ela correu cruzando com a filha no corredor e foi para o quarto colocar o robe. Voltou e não conseguia encarar o homem, que adorou vê-la vermelha de vergonha.
- Veio buscar a Suyen para ficar com você? – pergunta tentando disfarçar a situação enquanto arruma a bagunça de cobertas no sofá.
- Não. Mas vim conversar com você.
- Comigo?! Sobre o quê?
- O assunto que ficou pendente no último contato no celular.
Rin não estava gostando do rumo que a conversa tomaria. Era claro que Sesshoumaru estava querendo falar sobre ela se casar com Bankotsu.
- Para começo de conversa, o que eu faço da minha vida não é da sua conta, Sesshoumaru.
- A partir do momento que afeta a vida da minha filha, é sim!
- Não é não!
- É sim, principalmente em se tratando do sujeito com o qual você insiste em ter uma relação.
- Se for assim, então não quero que a Suyen fique perto da Kagura. E aí? Nem por isso fiz uma exigência dessas.
- Acontece que...
- Acontece – ela o encara – que essa sua implicância é por que é o Bankotsu. Se fosse qualquer outro, você não daria tanta importância!
- Engano seu. Acontece que não permitirei que qualquer um se aproxime da minha filha.
Os 2 ficam cara a cara.
- Você não tem o direito de se meter na minha vida. Agora que encontrei uma pessoa eu tenho que abrir mão só por que você não quer, senão fico sem minha filha. Não está certo isso!
- Tenho o dever de proteger a minha filha.
- Tirando-a de mim?! Isso é a coisa certa a se fazer?!
- Se for preciso.
- Eu não vou entregar a Suyen!
- Não se case com ele!
- Só por que é ele!
- Que seja outro, mas ele não!
- Não! É você quem não quer que eu me case seja com quem for! No fundo você não quer me ver com ninguém!
- Não seja petulante!
- Vou me casar com ele sim!
- Faça isso! – ele segura o braço dela puxando-a para ele – E eu tiro a Suyen de você! – altera o tom da voz nesta última que acaba por assustar a menina que assistiu a discussão dos dois.
Rin ia responder, mas ficou quieta diante da ameaça. Encarava o homem, que tinha nos olhos a determinação de quem cumpriria o que acabou de dizer. O clima entre os outros foi rompido pela voz da garotinha.
- Você voltou para tirar eu da mamãe... papai? – os 2 viram o rosto ao mesmo tempo para a garotinha que tinha a tristeza estampada no rosto - ... Não quero ficar longe da mamãe...
Vendo que a filha ia começar um choro Rin vai até ela.
- Não filha! O papai não vai tirar você de mim! – ela se ajoelha no chão e segura o rosto da menina com as mãos.
- Mamãe... não quero mais ficar longe de você... é muito ruim...
não quero...mmmm... – faz um beicinho querendo chorar.
- Não, Suyen... você não vai ficar longe de mim! O papai não vai fazer isso...
Vendo a tristeza da filha, Sesshoumaru se junta as 2 e acaricia os cabelos da pequena.
- Suyen...o papai não vai fazer isso... nunca!
- Por que tá brigando cá mamãe...?
- Oh meu anjo... - ele sente uma pontada de culpa no peito – me perdoe... eu fiquei um pouco nervoso...
- Filha... – Rin pega a menina no colo - ... não chora...
- Mamãe... – Suyen agarra o pescoço da mãe...
Sesshoumaru fica meio que desesperado, não queria ver a filha desse jeito. Rin leva a menina para o quarto e a deita na cama.
- Mamãe, fica comigo... – ela estende os bracinhos...
- Eu vou ficar, meu anjo...
Sesshoumaru entra no quarto e senta do outro lado da cama.
- Papai... desculpa... não tira eu da mamãe...- a garotinha acaricia o rosto do CEO.
- Você não tem do que me pedir desculpas, meu amor... – se inclina e beija a testa da criança e se emociona, - ...nunca filha... – abraça a menina... – nunca mais cometerei este erro de novo.
Rin assiste a cena emocionada. Enquanto permanece abraçado a filha, lhe afagando os cabelos, Sesshoumaru sorri para a mulher. Fica um tempo assim e percebe que o corpo da menina está quente além do normal.
- Rin... – ele coloca a mão na testa dela... – acho que ela está com febre...
- Será?! - coloca a mão na testa da criança – Vou pegar o termômetro! – vai até o banheiro e retira da gaveta e coloca debaixo do braço da criança. Não demora muito e se escuta um pequeno sinal.
- Está com 38,5º! – a mulher verifica a temperatura.
- É normal estes rompantes de febre?
- Só quando sofre algum estresse. Essa febre que ela tem é de fundo emocional! – Rin paga o remédio antifebril e dá para a menina.
- De... fundo emocional...?
- Sim! Ela teve essa febre na primeira vez quando a tirou de mim. Ao ouvir a menção de que que você quer leva-la para longe de mim é como um estopim. É como se ela estivesse revivendo o momento da separação... o medo de nunca mais me ver... isso causa essa febre. Ela não podia ter ouvido a conversa.
Sesshoumaru fica preocupado. Não podia imaginar que poderia ter causado tamanho sofrimento para a própria filha, sendo ela tão pequena. Sentiu uma pontada no coração, como também se sentia culpado. A menina acabou adormecendo e Rin a cobriu, apagou a luz e fechou a porta do quarto. O CEO tinha ido para a na sala.
- Eu nunca pensei que tinha feito tanto mal para a minha filha... - ele tinha a voz embargada - ... eu... sou um monstro...
- Não fique assim. A febre passando ela vai melhorar.
- Posso? – ele aponta o quarto de hóspedes.
- Ah...tá... a vontade... – ela percebeu que ele queria ficar sozinho.
O homem entra no quarto e senta na cama com as mãos na cabeça, pensando no que ocorreu com a filha. Sentiu-se culpado ao lembrar-se dos momentos de choro e de todas as vezes que Rin suplicou que não lhe tirasse a menina. Não tinha voltado para causar sofrimentos as 2, muito pelo contrário, suas intenções agora são outras e bem melhores. Ouviu batidas na porta, era Rin.
- Tudo bem?
- Tudo... eu... só queria...
- Vem tomar um cafézinho, enquanto esperamos ela acordar para ver se a febre cedeu...
- Eu já vou...
A mulher fecha a porta e ele ainda permanece um tempo ali. Depois sai indo até a cozinha. Rin prepara um expresso na cafeteira e oferece ao homem, que senta na cadeira, mas não bebe o café, fica olhando para a xícara, em total silêncio, arrependido da situação que criou.
Rin senta na outra cadeira de frente para ele, estende a mão e coloca sobre a dele.
- Não precisa ficar assim...
- Eu causei mal para a nossa filha...isso é inaceitável... eu mesmo não conheço os meus limites...
- A gente... precisa parar de brigar na frente dela. Melhor, não brigar mesmo seja por qual motivo for.
- Me desculpe, Rin... – segura a mão dela, olhando nos olhos - ... eu vim aqui com outro propósito...
Rin sente o corpo o todo corresponder ao delicado toque. Não tirou o olhar do dele. Então Sesshoumaru levantou da cadeira e foi até ela, segurando o rosto dela com as mãos pronto para beijá-la...
- Mamaãããããeeee!
E teve que parar. Rin tira as mãos do homem devagar, e se afasta indo para o quarto.
- Eu... tenho que ir ver... a Suyen...
O CEO fecha os olhos e se dá conta do que ia fazer.
- Sesshoumaru, seu idiota...
[...]
No quarto, Rin atende a filha, ao mesmo tempo que fica pensando na atitude do homem que ficou na cozinha. Ele ia beijá-la. Seu coração que estava fora do compasso assim que o viu agora queria sair do peito.
- Mamãe...
- Oi meu amor... deixa eu ver se sua febre baixou... ah, que bom... - ela senta na cama e coloca a menina no colo.
- Como ela está? – Sesshoumaru surge na porta.
- Bem melhor.
Ele se aproxima e coloca a mão na testa da criança.
- Papai... você vai tirar eu da mamãe? – a menina olha para ele com um olhar de súplica
Ele senta na cama do outro lado e abraça a filha.
- Não filha! Papai não vai fazer isso! Eu só estava nervoso! Me desculpe...
- Não briga mais cá mamãe... depois ela chora...
- Eu prometo meu amor, não vou fazer mais isso. – olha para Rin - Nunca mais! - agora ele tinha lágrimas nos olhos e apertava a filha no abraço.
Rin se emocionou com a cena e pôde constatar que Sesshoumaru se arrependeu profundamente de ter discutido com ela e ainda ser, mesmo não intencionalmente, o causador da febre da filha. Sorriu para os dois.
- Me desculpe, Suyen...
- Papai, você não beijou a mamãe?
Os 2 se entreolham.
- Ah, filha... é que...
- Hum hum! – a pequena balança a cabeça em negativo - Não fez! – e olhava do pai para a mãe esperando.
Sesshoumaru tinha a respiração um pouco ofegante e Rin, por sua vez, tinha o seu coração que já havia lhe traído uns minutos antes, nem batia mais. Olhos nos olhos. Então O CEO se inclina, mantendo a criança entre ele e a mulher, coloca a mão na nuca dela e a puxa para os seus lábios e o beijo acontece. Rin fecha os olhos, mas não abre a boca, então o homem segura seu rosto com as mãos, e desliza os lábios de leve nos dela, abrindo caminho com a língua, exigindo mais. Rin encaixou seus lábios nos dele, que deslizou a língua lentamente num movimento suave buscando a dela, e depois ousou, inserindo mais a língua e sugando a dela. Beijou intensa e demoradamente, deixando o romantismo tomar conta, provocando-a. Finalizou o ato dando um selinho, mas ainda segurando o rosto da mulher, ele abriu os olhos e viu que ela mantinha os dela ainda fechados. Os lábios femininos inchados pelo beijo intenso dado por ele. Rin abriu os olhos e encarou o homem, e tira a respiração um pouco ofegante. Tinham até mesmo esquecido a filha que assistira a cena toda feliz. Rin se afastou tirando as mãos do CEO.
- Eu vou preparar o banho dela... – levantou com a mão sobre os lábios - ... cuida dela um pouquinho ...
- Tá... – ele a seguiu com os olhos até que saiu do quarto.
- Agora sim, papai.
A garotinha sorria feliz para o homem.
- Agora... sim... filha... agora sim... - e sorriu satisfeito.
[...]
Aproveitar a deixa e sair pela porta e desaparecer não era uma opção. Rin ficou no banheiro enquanto preparava o banho da menina. Como que terminaram se beijando depois da discussão?
Simplesmente atenderam ao pedido da filha. E agora ela estava ali trancada no banheiro querendo fugir. Não era mais uma adolescente, era uma mulher feita e tinha que encarar seus fantasmas. Tomar uma atitude, sim faria isso. Saiu determinada a conversar seriamente com o pai de sua filha. Só por que ele voltou da viagem de um ano ia não ficar brincando com ela. Não ia rolar. Voltou para o quarto e pegou a menina do colo dele.
- Eu vou banhá-la e ... depois conversaremos.
- Tudo bem. Eu vou pedir uma pizza para nós!
Ele saiu tranquilamente deixando-a ali.
- Vai pedir... uma pizza?! Então o beijo vai acabar em pizza?! Deus!
Rin deu um banho na filha e logo os 3 lanchavam reunidos na mesa com uma família feliz. Já era início de noite e ainda chovia. Sesshoumaru brincou e se divertiu muito com a filha, queria tirar o clima ruim que tinha ficado. A menina já sorria e tinha esquecido o que aconteceu. Rin tinha tomado seu banho e arrumou o quarto da filha, pois a pequena acabou por dormir no colo do pai. Ele a levou até a cama e a deitou, dando-lhe um beijo de boa noite. Saiu fechando a porta com cuidado. Rin o esperava na sala e estava séria.
- O beijo... – ela nem conseguia encará-la, seu corpo todo tremia de desejo pelo homem.
- Rin...
- Deixa eu terminar! Se você voltou com a intenção de brincar comigo, já vou avisando que eu não vou permitir. Eu sofri demais e eu não quero isso para a minha vida, Sesshoumaru!
Ele ficou sério.
- Eu não voltei com essa intenção. Como disse anteriormente, voltei com um propósito.
- E que propósito seria esse?
Ele aproximou-se dela, olhando firme em seus olhos.
- Eu quero ficar com você, Rin!
A declaração a deixou imóvel. Rin ouviu sinos tocando e fadas cantando, pois há tempos desejou ouvir isso desse mesmo homem, mas ao mesmo tempo também ouviu a voz da razão gritando para ela acordar para a realidade.
- Sesshoumaru, isso não...
- Desde que surgiu na minha vida dizendo que eu era o pai da sua filha eu não parei de pensar em você. Sua atitude, sua força, sua determinação em lutar pela Suyen me fascinou. Você despertou sentimentos os quais que eu mesmo havia enterrado dentro de mim.
Ela deu 2 passos para trás e sentou no sofá. Ele continuou.
- Depois da desilusão que tive com a Sarah prometi a mim mesmo que não teria sentimentos por mulher alguma nessa vida. Mesmo que tivesse uma relação seria somente para minha satisfação sexual. Eu me tornei frio e fiz isso em defesa própria. Depois que ficou comprovado que a Suyen é mesmo a minha filha, novos sentimentos surgiram. Tive vontade de conhecê-la, de estar com ela, de saber como ela... ser o pai dela... desejei ter uma vida de verdade que já não tinha antes...– ele sentou do lado dela com os olhos cheios de lágrimas - ... então você disse que ela não faria a menor diferença na minha vida e eu quis te provar o contrário. Só que fiz isso da pior maneira tirando-a de você e eu juro, Rin... que me arrependo amargamente dessa atitude que, se pudesse voltar no tempo, eu jamais teria feito isso...
- Eu... agora ela que secava as lágrimas - ... sofri tanto... chorei tanto...
- Eu sei...
- ... eu nunca tinha me separado da minha filha nessa vida...
- Me perdoa por isso...
- Você está perdoado, Sesshoumaru... – ela se recompõe e anda pela sala – Agora nossas vidas tomaram rumos e ...
- Não! Não tomaram! Eu voltei por que quero ficar com você e com a nossa filha!
- Como pode dizer isso? Está noivo e vai se casar com a Kagura!
- Ela não significa nada para mim! – ele enfatizou a frase
- Você está confuso...só pode... – a vontade de chorar era grande agora.
- Tenho plena consciência do que digo e sinto.
- ... e não sabe o que diz...
- É VOCÊ QUEM EU AMO!
Ela parou de súbito com a declaração dita pelo homem. O encarava, e uma sensação lhe invadiu, sentia o corpo fraquejar e o coração batia acelerado.
Meu coração, sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
- Tem ideia de ... – lágrimas escorriam pela face - ... como é importante isso que você está me dizendo?
- Eu não diria se não soubesse...
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar
- Eu passei uma... vida inteira te esperando... – ela leva a mão a boca para conter o choro.
- Eu sei, Rin...- ele anda em direção a ela, segura o rosto com as mas e a beija.
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Rin sente a pressão nos lábios, fecha os olhos e mais lágrimas caem. Seu antigo amor do passado lhe confessa um sentimento genuíno que ela um dia tanto desejou ouvir.
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Sesshoumaru continuou segurando o rosto dela, os olhos fechados, a testa encostada na dela.
Hoje eu sei, eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais, muito além
Do tempo do vendaval
Ele afasta o rosto para vê-la, enxuga as lágrimas que teimam em cair.
- Amo você com toda a força do meu coração, Rin! – ela olha firme dentro dos olhos dela – E vou te amar, mesmo que não me queira, até o fim da minha vida! – voltou a beijá-la.
Nos desejos
Num beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal
- Está... falando sério? Não está brincando comigo?!
- Não. Mesmo que não acredite, eu voltei para ficar com você, para sempre...
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
- Devo acreditar em você... então, Sesshoumaru?
- Sim, deve acreditar, sempre...- ela diz olhando dentro dos olhos dela, aproximando o rosto e beijando-a novamente.
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Sesshoumaru envolveu a mulher nos braços, intensificando o beijo, exigindo mais, apertando-a contra o próprio corpo. Entregue ao toque do homem amado redescobriu o significado do amor. Ele terminou o beijo, mas manteve-se abraçado a ela. Ela não ousava olhar para ele, que segurou o queixo dela fazendo com que ela o encare.
- Quero que me diga...
O rosto molhado pelas lágrimas deixou um rastro na pele delicada. Rin olhava para os olhos de Sesshoumaru e o homem que a segurava aguardava a resposta ansioso.
- Que quer que eu diga...? – a voz chorosa.
- A verdade, Rin... diga a verdade...
- EU AMO VOCÊ!
Com a declaração feita ele sorriu satisfeito e a beijou, enlaçando os braços em volta do corpo feminino puxando para junto do seu, despertando desejos em ambos. Ele deixa os lábios dela para poder respirar.
- Eu sabia Rin, aliás, eu sempre soube...
- Eu sempre te amei, Sesshoumaru, eu nunca te esqueci...
- Minha Rin...
Ele a puxou devagar para junto de si, abraçando-a. Depois as soltou e segurou o rosto entre as mãos com sublime delicadeza e pousou os lábios nos dela.
Rin ansiou por este momento, sonhou e acordou inúmeras vezes com Sesshoumaru desde a primeira vez em que estiveram juntos.
- Só que desta vez, eu quero registrar este momento. – ele olha nos olhos dela – Quero ter lembranças de cada detalhe, da feição do seu rosto quando eu a possuir. Não quero perder nada, quero me lembrar de cada som, de cada gemido, de tudo... Rin... por que da primeira vez em que foi minha não tenho recordo algum, mas agora tudo será diferente, por que será especial... como se fosse a primeira vez...
[...]
Entre beijos e abraços, foram para o quarto. Ele tirou o robe que ela usava e a deitou na cama, ficando por cima. Beijando-o, Rin começou a desabotoar a camisa social. Ele por sua vez, ficou de joelhos e tirou a camisa que usava, revelando um tórax definido trabalho no músculo.
Sesshoumaru ergueu o corpo, se exibindo, mostrando sua beleza viril e Rin atentou para cada detalhe.
Um homem alto, e magnificamente torneado, e seu corpo recoberto de músculos fortes, um homem elegante. Tinha a força e o calor das mãos
E Rin o desejava, e muito
Ao ter o vislumbre da musculatura, Rin abriu e fechou a boca, e engoliu em seco, mas ainda assim não disse nada. Ele olhou-a fixamente, sem falar nada também, apenas com um sorriso de canto de boca, agarrou a mão da mulher com força suficiente para que tocasse a pele dele. Rin respirou fundo e gemeu, sentindo o corpo queimar com o toque, olhando ele guiar a mão dela que passeava pelo peitoral masculino, pela barriga toda indo além da cintura e terminando próximo, bem próximo do membro rijo. Ela colocou a mão na boca e engoliu em seco, olhando para ele.
- Ainda não... – disse ele num sussurro.
Então ela o puxou com força para ela, que deitou e segurou a beira da blusa que ela usava e puxou, tirando a peça, revelando seios que tinham os mamilos intumescidos. Ele passou a tocá-los com a ponta da língua, chupando e sugando em seguida, a mão acariciava o outro seio, onde o dedo indicador e o polegar segurava o mamilo, estimulando. Rin gemeu com a tortura, olhando o homem fazer aquilo com ela e desejou que não parasse nunca.
- Eu quero... mais...
- Te darei muito mais ...
Lenta e experimentalmente, ele retirou o shortdoll deslizando pelas pernas dela, que se estremeceu toda. Gostou de vê-la agora totalmente nua dando um risinho de aprovação. Ele levantou-se da cama e tirou a calça e a cueca boxer preta. Se exibindo, mostrando sua beleza viril e Rin atentou para cada detalhe. Ele é alto, com um corpo magnificamente torneado, de músculos fortes, um homem elegante. Rin olhou o conjunto da obra toda e mordeu um lábio, excitada, o desejava, e muito. Na verdade, a visão do corpo nu dele tirou todo o fôlego dela.
Ele voltou para acama e deitou-se lentamente sobre ela. Agora tocando-a, buscaria o caminho da união, começando por acariciar o rosto feminino suavemente, e descendo a mão direita, sentindo a pele delicada do corpo todo. Seus lábios se moveram, beijando a faces e os olhos dela. Rin o abraçou, acariciando as costas delicadamente, sentindo-o tremer com o toque dela.
- Eu a desejei muito, Rin... desde o instante que a vi... – ele diz com voz sussurrante no ouvido dela.
- Eu também... sempre quis estar assim com você... – ela revela a vontade, e desliza mão suavemente pelo rosto do homem, leva a mão à sua nuca, puxando-o para um beijo.
Sesshoumaru a beija com volúpia, sentindo uma mistura de excitação e desejo, que o deixava sem ar. Ele a puxa delicadamente para ele, se pondo entre suas pernas, a beija com ternura, depois uma vez em cada seio, saboreando um e depois o outro. Agora, ele passeava as mãos pelo corpo todo, devagar pelas curvas suaves da cintura e do quadril, a subida e a descida das nádegas para a coxa.
- Você é inegavelmente bela! - ergueu a cabeça e plantou um beijo sobre o coração, deixando a ponta dos dedos flutuar, tocando de leve os lábios femininos.
Afastou as pernas dela, e aconchegou seu corpo no dela, excitado, colocando o membro rijo em sua feminilidade, introduzindo lentamente. Rin curvou o corpo ao sentir o contato, e segurando os ombros do homem, gemeu alto ao senti-lo ir bem fundo dentro dela. A força e o calor do corpo dele eram extraordinários, que se disseminou-se pela pele feminina, da cabeça aos dedos dos pés, fazendo a mulher se surpreender ligeiramente.
Sesshoumaru entrelaçou os dedos de sua mãe esquerda nos dela, enterrou a cabeça no ombro feminino enquanto se movimentava dentro dela. Rin gemia sentindo ir ele bem fundo dentro dela, gemia baixo no ouvido dele e conforme a força das investidas do membro duro dele nela, cravava as unhas da mão esquerda nas costas do homem tamanho o prazer e excitação que sentia.
Mesmo estando ali na cama com ele, Rin o desejava sexualmente e havia a ânsia de simplesmente ser possuída e ser dominada por ele, que fosse de forma delicada ou selvagem para ela não importava, que apenas ele a tomasse como sua. Algo que ela esperou e quis por muito tempo.
Sesshoumaru levantou a cabeça e passou a observar a reação da feição do rosto da mulher enquanto entrava e saia de dentro dela Queria ver, e como havia dito, registrar cada detalhe, viu o desejo em seu rosto. Sabia que estava dando prazer a ela, que mantinha os olhos fechados, mordiscava o lábio, gemia seu nome e isso o excitava ainda mais.
Instintivamente atraída para ela, acelerou o contato num rítmo mais forte, pois o ápice* chegaria logo para ambos. Ergueu o tronco se apoiando nas mãos e investiu com força, aumentando as estocadas. Rin segurou em seus braços e sentiu que corpo explodiria com a onda de prazer que veio com as investidas do homem em seu centro úmido.
- Ah... ah...ah...
Tentou formar alguma frase, mas seus gemidos saiam entrecortados devido aos impulsos que recebia do corpo másculo. Sesshoumaru ergueu as pernas dela, colocando em volta de sua cintura, para ter mais acesso a sua entrada apertada e investiu mais. Agora a beijava, sentindo todo o corpo queimar, como se recebesse uma descarga elétrica.
Em seguida, respirou fundo, estendeu o braço e segurou os pulsos da mulher em uma única mão, puxando-os acima da cabeça e prendendo o corpo dela, arqueado sob ele. Mais estocadas precisas e fortes. Em seguida o orgasmo veio, e ele se derramou, bem fundo dentro dela, sentindo um tremor percorrer todo o corpo, ao ponto de estremecer seus braços. Enquanto ele se derramava, dentro dela, sentiu a contração das pernas da mulher que envolviam sua cintura, e gemeu no ouvido dela. Ela por sua, gemeu alto quando sentiu a estocada final, e cravou com vontade os dentes em seu ombro para suportar a dor e o prazer que sentiu. A seguir, ele soltou os pulsos da mulher e tombou sobre ela, onda de prazer percorreu os corpos de ambos, algo incrível demais para se falar, só mesmo sentindo, vivendo o momento.
Após descansar por um átimo, virou o rosto para ver a mulher, que respirava com dificuldade e beijou delicadamente a testa dela, acarinhando os cabelos. Ele a tomou a força, a bem dizer, e devia a ela uns minutos para se refazer do ato que exigiu muito. Rin abriu os olhos, devagar, mal respirando e viu que era observada por ele, sorriu. Ele se retirou de dentro de seu centro úmido, e os 2 permaneceram uns minutos em silêncio. Seus braços a envolveram, docemente, sua mão acariciando a pele dela, enquanto que Rin fechava os olhos, e aos poucos os 2 foram se se acalmando depois do tsunami de prazer.
[...]
Após uns instantes, Rin levantou o rosto e viu o homem deitado com os olhos fechados. Ainda sentia espasmos pelo corpo todo e também desejo, acabou subindo no corpo masculino ficando debruçada, admirando-o. Mesmo de olhos fechados, Sesshoumaru ergueu a mãos, e passou a ponta os dedos na face delicada, depois nos lábios dela. Rin segurou a mão dele e beijou a ponta dos dedos, a o sentir o toque singelo, o homem sorriu, e abriu os olhos e tomou a boca da mulher num beijo lento, segurando o rosto dela com as mãos. Rin pressionava o corpo cheio de desejo contra o dele, o queria muito, e de novo. Sesshoumaru passou a mão direita pelas costas dela, apertou a nádega, e introduziu a mão por baixo, indo para o centro dela, enfiou 2 dedos e sentiu a umidade da excitação, molhada entre as pernas. Rin gemeu com o toque dele, enquanto continuava a excitá-la com os dedos, masturbando-a, passou a ver sua reação.
- Vejo que gosta do meu toque... é bom vê-la assim, totalmente entregue a mim...
Retirou os dedos de dentro dela e a virou na cama, deixando a deitada. Ficou de joelhos, e abriu as pernas dela lentamente. Rin mordeu os lábios de excitação, olhando para ver o que ele faria em seguida, seu corpo tendo espasmos. Ele se inclinou, segurando as coxas e começou a trabalhar a língua no sexo dela. Quando sentiu o toque da língua dele invadi-la, Rin ofegou profundamente e arqueou o corpo e gemeu alto. Tocou o clitóris delicadamente, lambendo-o devagar e foi aumentado a pressão e a velocidade de forma progressiva.
- Aaaah!
Continuou a explorar delicadamente a região, passando a língua suavemente por toda a extensão vaginal, segurando firme as pernas dela com os braços, pois com o toque, ela sentiu espasmos e queria escapar dele. Ela gemia mais ainda. O CEO lambeu a virilha, a parte interna das coxas, depois meteu a língua por dentro ainda mais e, então, começou a chupar toda a área, fazendo círculos com a ponta da língua de forma bem lenta. Penetrou a língua indo bem fundo dentro dela, sugando e sorvendo o gozo. Rin reagiu aos estímulos de prazer, se ergueu e puxava os cabelos, na ânsia de detê-lo, mas ele enfiava a língua com mais vontade ao ver a luta que ela travou em vão.
- Ah! Pára Sesshoumaruuu! Aaah!
Segurou os pulsos dela e continuou a tortura. Rin gemia mais ainda e implorava para ele parar.
- Por favor! Pare! Aaah!
O CEO continuou o processo, agora com os lábios, sugando tudo de forma gentil e suave. Satisfeito, continuou com movimentos suaves e ritmados, aumentando a velocidade das chupadas e a pressão sobre o clitóris, alternando sempre entre um ritmo mais lento ou um mais rápido. O homem estava gostando de saborear o centro úmido da mulher. Então aos poucos, foi parando o ritmo e finalizou o ato. Sentou na cama e observou a reação da mulher ali deitada, entregue, sem forças alguma, ofegante. Passou os dedos nos lábios, chupando a ponta, degustando do gozo absorvido do sexo dela, satisfeito.
- Ah! Você...uf... quase me mata...uf...
Ele cai em cima dela, dominando-a novamente.
- Ainda não acabamos!
- Tem mais?!
- Tem!
Agora, delicadamente ele roçou os lábios nos dela, depois pressionou, quente, a língua buscando a dela. Rin abriu os lábios e o beijou, deslizou as mãos pelas costas dele, pressionando os quadris contra ele, agarrando as nádegas do homem com força.
Enquanto a beijava, moveu os quadris contra o corpo dela, lhe abriu as pernas, a penetrou com o membro duro e começou a mover-se dentro dela, muito devagar, quase superficialmente. Rin continuou movimentando o quadril acompanhando o ritmo dele, e seus gemidos e a respiração se intensificaram.
Os corpos entraram em uma sintonia, numa mesma linguagem, apertando meus pulsos com mais força, enquanto ele mergulhava dentro dela, a força do ato atingindo-a bem fundo a cada estocada.
Rin gemeu e se contorcionou sob o corpo do CEO, que enquanto a possuía, mantinha o corpo pressionado contra o dela, sentia os espasmos do orgasmo convidando-o a unir-se a mulher. Para ela, a reação foi imediata. Seu corpo agitou-se em resposta ao prazer que sentia ao ser penetrada de forma lenta, e era possível para ela sentir as batidas descompassadas do coração dele.
Fizeram um amor devagar, com uma ternura sem igual, e a liberação do prazer veio, ele entrando bem fundo dentro dela, fazendo um tremor percorrer pelo corpo feminino, enquanto se derramava, podia sentir cada contração e cada pulsação de sua carne entre as pernas dela.
Ele ergueu o corpo arqueado, a cabeça atirada para trás, os olhos fechados, respirando com dificuldade. Depois, muito lentamente, se retirou de dentro dela e abriu os olhos, se mantendo sobre ela. Olhou para a mulher com carinho, que lhe sorriu extasiada, lhe afagando os cabelos, e acariciando o rosto dela com as costas da mão.
Rin sentiu a contração do corpo musculoso e o abraçou, passando os dedos nos cabelos agora curtos, encarando o homem com ternura, ouvindo sua respiração, sentindo-se realizada, e sabia que ele se sentia da mesma forma.
- Eu amo você, Sesshoumaru...
Ele sorriu com a declaração, beijou a mulher.
- Eu... amo... você... Rin...
Algum tempo depois, ficaram abraçados, conscientes demais um do outro, ouvindo o som da chuva que caía sem parar. Foi uma noite agitada. Rin estava feliz e abraçada ao homem, adormeceu profundamente.
[...]
Ainda era uma manhã chuvosa, Rin despertou, abrindo um olho, depois o outro. Negou-se veemente a pensar na tórrida noite de amor que teve com o CEO que estava ali do lado dela, nu, e ainda dormia. Ele havia regressado da europa por causa dela, e declarou todo o seu amor. agora sua vida e da filha mudariam drasticame. Mesmo tendo ido para a cama com ele, teriam que ter uma conversa. Teriam que dar explicações, principalmente para uma garotinha que dormia no quarto ao lado.
- Bom dia... – era o CEO que despertara e se inclina para beijá-la.
- Bom dia... – que corresponde ao carinho
- Como foi a sua noite? – ele tinha um sorriso estampado na cara.
- Não dormir nada. Você foi o causador da minha insônia... – ela o atiça - ... terei que tomar providências...
- É mesmo? – ele a puxa pelo braço e a faz cair na cama, deita sobre ela e já se encaixando, todo excitado. – Podemos resolver isso agora!
- Sesshoumaruuu... nãmmmmm...
Ela a beija intensamente, prendendo o corpo dela com o dele, deslizando a mão pela perna, acariciando e pele, estimulando-a para o sexo e Rin pôde sentir sua excitação,.
- Sess...mmm...
Ela o empurrava e ele a segurou pelos pulsos, pressionando na cama. Afastou as pernas dela e já ia penetrá-la quando teve que parar pois a porta do quarto abre e Suyen surge.
- Mamaãe?
- Suyen!
Rin leva o maio susto e rapidamente puxa o lençol para esconder a nudez dela e do CEO. Os 2 são observados pelos olhos inocentes da garotinha.
- Mamãe, o papai dormiu aqui?
- Sim, filha... – ela diz toda sem graça, morrendo de vergonha - ... papai dormiu...
Sesshoumaru passa as mão nos cabelos e sorri amarelo para a a menina, se escondendo atrás da mulher.
- Bom dia, filha...
- Papai, você vai morar aqui em casa?
Ele olha para Rin, como se ela tivesse a resposta.
- Eu...
- Mamãe, agoraa gente vai ser uma fmiliade verdade?
Os 2 se entreolham.
- Assim eu não vou ser a única na minha sala que tem os pais separados.
Sueyn sorri para seus pais e Rin abraça a filha.
- Oh meu amor! – ela beija o rosto da pequena – Nós... ela olha para o CEO... vamos conversar e explicar tudo para você
- Mas o papai dormiu com você!
Sesshoumaru não aguenta e ri da situação. Rin dá um cutucão nele.
- É para você me ajudar, pode ser?
- Descukpe... – ele esclarece a garganta - ... acontece que a nossa filha é muito inteligente, Rin! – ele acaricia o rosto da mulher e depois da filha – Não é, meu amor?
- É sim, papai!
- Mesmo assim! – a mulher se irrita.
- Está bem. – ele coloca a filha no colo – Suyen, eu e a mamãe vamos conversar seriamentye com você e...
- Pode falar papai. Já sou uma mocinha, tô ouvindo
Agora foi a vez de Rin rir diante da simplicidade e inocência da garotinha, que agiu tão verdadeiramente sendo direta na resposta.
- É Rin... não vai dar para esconder a verdade dela...
- Tá bom..
- Filha, eu e a mamãe estamos juntos e...
- EEEEEEEEH! - a menina pula no pescoço do homem toda feliz – Eu sabia que o papai voltou pra ficar comigo e com a mamãe!
Se Rin tinha planos de revelar algo sobre o relacionamento dela com o CEOpara sua criança, agora não surtiria efeito algum. Tiveram que revelar logo de cara, pois a menina mesmo tão pequena já entendia perfeitamente o que significava a presença do pai ali na cama de sua mãe.
Mesmo não sendo da conta de ninguém, sendo adultos o suficiente para assumirem seus atos, Rin e Sesshoumaru teriam que dar explicações para muita gente sobre a relação deles a partir daquele momento. E não seria nada fácil. Decidiram juntos que, quando fossem enfrentar uma situação difícil, e sentirem que já não podem mais, confiariam um no outro e não desanimariam. Um será a força do outro para não deixar que ninguém destrua seus sonhos, ainda que as coisas pareçam muito complicadas.
Acreditariam que a força do amor é a base para vencer e ouviriam o coração, que certamente é a chave que mostrará o caminho a se seguir.
