Pessoal, me desculpem a demora em atualizar... Mas é que foram umas semanas muito conturbadas. Primeiro o falecimento do meu querido e amado avô :( (que ficará eternamente na saudade!) e segundo porque estou em uma semana de provas finais na faculdade. Mas a boa notícia é que hoje foi minha última prova, então agora estou oficialmente de férias e com mais tempo para traduzir as fics. :)
Te amo
POV SANTANA
- "Vou sentir tantas saudades." – me disse meu namorado enquanto me abraçava na sala de espera do aeroporto.
- "E eu de você." – contestei antes de beijá-lo, me separei de Sam com dificuldade e me virei para me despedir de minhas amigas.
- "Não se preocupe, eu arranjo tudo daqui." – me assegurou Quinn.
- "Cuidarei do seu gatinho." – se apressou em dizer Brittany.
- "Britt, eu não tenho um gato." – respondi e ela riu suavemente olhando para Sam e eu concordei.
- "Cuide-se e dê os meus cumprimentos para Mercedes." – me pediu Rach com lágrimas nos olhos.
- "Eu farei Berry." – a abracei e voltei para os braços de Sam.
Pouco depois indicaram no autofalante que era hora de embarcar.
- "Te amo." – me disse Sammy e tratei de não chorar ao me separar dele, não queria que Rachel se sentisse mal, já se sentia o suficientemente culpada pelos dedos de Finn para que também agregue minha nostalgia.
Um pouco mais de 8 horas depois cheguei ao aeroporto de Nova York, saí da imigração e lá estava Mercedes e seu esposo me esperando.
- "Menina, como se vê bem!" – me assegurou e depois nos abraçamos.
- "Você também está genial."
- "Veja, te apresento a Bubba." – ele sorriu e pegou minha mão. "como está minha atriz favorita?" – me perguntou por Rachel enquanto caminhávamos para o estacionamento.
- "Afetada pela aparição de Jesse, muito apaixonada e a ponto de se casar." – contestei subindo no carro do casal.
- "Me alegra tanto saber de vocês." – disse feliz se virando para me olhar.
- "Sempre fala de vocês." – acrescentou seu esposo me olhando pelo retrovisor. "mais ainda de Rachel."
Chegamos na casa e Mercedes me mostrou qual seria meu quarto. Quando me deixaram sozinha liguei para meu namorado para dizer que estava tudo bem, não levávamos nem um dia separados e já estou sentindo muitíssima falta dele.
Fui muito cedo para a cama e na manhã seguinte saí cedo rumo ao juizado, conversei com vários colegas que estavam muito felizes de me ver ali e claro nenhum podia acreditar que Jesse apareceu na Espanha.
- "Olá senhorita Lopez." – me cumprimentou a juíza Stone no dia que finalmente consegui uma audiência com ela.
- "Bom dia senhora Juíza." – contestei ficando de pé.
- "Em que posso te ajudar?" – ela não prestava muita atenção em mim, já que se dedicava a buscar uns papeis em seu escritório.
- "Me informaram que você será a juíza encarregada do meu caso." – ela assentiu me dando um rápido olhar. "como sabe, estou aqui para lhe pedir sua assinatura na ordem de extradição de Jesse St James."
- "Muito bem senhorita Lopez." – disse se incorporando. "deixe os papeis com minha secretária e amanhã pela tarde posso olhar eles."
- "Obrigada." – disse ficando de pé.
Me retirei de seu escritório e como ela me disse entreguei os papeis para sua assistente. Quando cheguei em casa, nem Mercedes e nem Bubba havia chegado, então rapidamente liguei para meu namorado e conversamos por várias horas até que o casal chegou. Já eram umas 2 horas.
- "Olá, como foi hoje?" – perguntei para eles. Mer ainda continuava maquiando na Broadway e Bubba é diretor de iluminação e som em um dos teatros.
- "Muito bem." – contestaram em uníssono.
- "Preparei algo de comer." – enquanto conversava com Sam fui fazer um lanche.
- "Oh, que bom... porque estou faminto." – Bubba pegou seu lugar e Mercedes preparou a mesa, enquanto eu servia a comida.
Durante o jantar conversamos sobre nosso dia e ao terminar Bubba foi para a cama, enquanto Mercedes insistiu para ligarmos para Rachel. Ligamos para ela e Mer colocou no viva-voz do telefone para que nós duas pudéssemos escutar Rachel.
- "Olá Diva." – disse Mer ao escutar a voz de nossa amiga. "quando pensa em voltar?" – perguntou sem deixar ela responder.
- "Olá Mer." – a cumprimentou Rach. "pois Santy disse que em uns meses terei que ir." – contestou um pouco apagada.
- "Eu me referia aos palcos." – lhe esclareceu revirando os olhos.
- "Ahhhhh...ehhhhh..." – gaguejou Rachel. "quando voltarei para os palcos?" – repetiu a pergunta.
- "Eu pergunto o mesmo." – escutei Finn sussurrar.
- "Quem está com você?" – lhe perguntou Mercedes sem perder o detalhe.
- "Ahhh... espera." – pediu Rachel. "agora sim." – pelo som se notava que ela também havia colocado no viva-voz. "Mercedes Jones, te apresento meu namorado e futuro esposo Finn Hudson." – Mer cumprimentou com a mão como se ele a visse e eu revirei os olhos.
- "Muito prazer." – se apressou a dizer Finn.
- "Então você é o sexy noivo da minha Diva?" – lhe contestou Mercedes divertida. Ela falava assim de Finn depois que eu mostrei para ela algumas fotos.
- "Ele mesmo." – assegurou ele.
- "Convencido." – murmuramos Rach e eu ao mesmo tempo.
- "Aiiii..." – se queixou Finn. "Rach não me bata." – soou como um menino caprichoso.
- "Não volte a ser o idiota do posto de gasolina." – o recriminou e todos começamos a rir.
- "Bom, mas e então Rachel?" – Mercedes interrompeu a pequena briga que se formava do outro lado da linha.
- "Ainda não sei Mer, tenho várias coisas antes." – lhe explicou Rach. "o casamento, o juízo, não sei..." – repetiu.
- "E como vai a organização do casamento?" – perguntei.
- "Muito bem, já está quase tudo pronto, amanhã enviamos seus convites." – se apressou a responder Berry.
- "Perfeito." – lhe contestei.
- "Meninas..." – disse Finn reaparecendo na conversa. "Santy é um prazer te escutar e Mercedes é um prazer te conhecer..."
- "Igualmente." – respondemos juntas.
- "Não quero ser chato..." – Mercedes me olhou confusa. "mas a futura senhora Hudson e eu vamos ir tomar café da manhã juntos e está ficando um pouco tarde."
- "Ok, desfrutem." – disse para eles.
- "Tchau." – se despediu Mer.
- "Eu amo vocês." – nos disse Rach antes de desligar a chamada.
- "Bom menina, eu vou dormir." – se despediu Mercedes. "e você deveria fazer o mesmo." – me passou sermão.
- "Daqui a pouco eu vou, só ligarei para Quinn." – ela concordou e se foi.
Peguei o telefone e todos os papeis do juizado e fui me sentar na mesa, liguei para a casa da minha amiga.
- "Alô." – respondeu Puck com voz sonolenta.
- "Olá Puck." – cumprimentei. "sua mulher está por aí?"
- "Claro, já passo para ela." – disse entre um bocejo.
- "Olá Tana." – disse rapidamente Quinn. "como vai tudo? Já vai me enviar a ordem?" – soltou.
- "Estou bem, obrigada." – respondi ironicamente. "que bom que você, Puck e Beth também estão." – ela começou a rir.
- "Sinto muito, é que esse caso me deixa muito tensa." – se desculpou.
- "Bom, acho que a ordem me darão logo." – lhe expliquei. "e adivinha quem é nossa juíza?"
- "Quem?" – disse emocionada.
- "Nora Stone." – Quinn emitiu um grito abafado. Nora podia ser um pouco chata, mas era a melhor juíza do país, muito rigorosa com suas convicções e muito apegada a lei.
- "Oh Santy, isso é genial." – as duas estávamos felizes. "mas Santana..." – disse ficando séria. "necessito da ordem de extradição urgentemente, o imbecil do Luca já sabe que é um corrupto."
- "Jesse e seu advogadozinho são farinha do mesmo saco, par de lixo."
- "O que passa?" – perguntei preocupada.
- "Está falando com os meios daqui..." – eu abri os olhos surpreendida. "está dizendo para eles que Rachel provocou os golpes nela mesma e está utilizando as testemunhas do bar para passar Jesse como vitima da surra que Finn lhe deu." – bufei forte.
- "Tranquila Quinn, temos muitas provas e esse nosso AS embaixo da manga." – disse para acalmá-la. "amanhã estará pronta a ordem." – assegurei.
POV FINN
Minha Rach se via muito tensa esses dias. Jesse, o desgraçado de seu advogado fazendo falsas declarações, o casamento e meu maníaco irmão com todos os planos estavam levando ela ao limite. Eu tento ser detalhista e lhe envio flores, cartões e presentes quase todos os dias.
Além do mais no mínimo 3 vezes na semana, se Kurt me permite, a levo em algum restaurante ou ao cinema, qualquer coisa que a distraia e consiga tirar um de seus lindos sorrisos. Hoje tinha planejado um romântico café da manhã. Acordei cedo e preparei tudo.
Apenas acabei de subir as escadas para acordá-la (de vez em quando fico para dormir com Rachel) quando ia me aproximar para beijá-la o telefone tocou e Rach acordou assustada e me olhou. Quando o telefone voltou a tocar, me deu um rápido beijo e atendeu.
Passamos um tempo falando com Mercedes e Santana até que olhei o relógio e me dei conta que estava ficando tarde para o treinamento. Quando desligaram, peguei Rachel em meus braços e a levantei da cama.
- "Oi..." – disse com um amplo sorriso e depois me beijou. "Bom dia." – grudou suas mãos no meu pescoço e se aconchegou em meu peito.
- "Bom dia linda." – murmurei, a levei até seu assento na mesa e depois a servi com um copo de suco, torradas e a fruta.
- "Hum... que rico!" – disse comendo o primeiro pedaço. "está me consentindo muito." – esboçou um pequeno sorriso. "poderia me acostumar." – sorri.
- "Pois se acostume." – a beijei de novo e suspirei quando nossos lábios se separaram.
- "Finn..." – me virei para olha-la e ela tinha os olhos cravados em seu prato. "você quer se casar comigo de verdade?" – enruguei a testa surpreendido diante essa pergunta. "é que não te vejo interessado nos planos." – me olhou pelo canto do olho e eu sorri.
- "Não é que não esteja interessado, é só que as organizações e eu não fazemos parceria." – lhe expliquei.
- "Mas na festa de Britt você foi ótimo." – me assegurou e vi seus olhos tristes, que faziam com que meu coração apertasse.
- "Mas é que me dá medo me meter entre Kurt e você e arruinar tudo." – bufei e ela me olhou. "o único trabalho que Kurt me deu eu já fiz." – seus olhos brilharam.
- "Já tem sua roupa?" – disse e eu concordei. "e como é?" – a paciência não era uma das virtudes de Rach.
- "Já verá." – lhe assegurei e nesse momento o telefone voltou a tocar.
Rachel se levantou rapidamente, pegou ele e o voltar se sentou em meu colo.
- "Olá Kurt." – disse notoriamente mais contente. "o que tem?" – perguntou preocupada e depois ficou tensa em meus braços. "não se preocupe." – seu tom de voz era tranquilo, mas seu corpo dizia o contrário. "já solucionaremos, não passa nada." – se apoiou contra meu peito e fechou os olhos, visivelmente alterada. "muito bem, até logo." – se despediu e respirou fundo.
- "O que aconteceu?" – perguntei passando minha mão por suas costas.
- "Kurt se esqueceu de pagar a reserva do salão e perdemos." – Rache estava a beira das lágrimas. A abracei e ela grudou forte em mim.
- "Bom, então eu me encarregarei." – ela se incorporou para me olhar. "disse que queria que eu ajudasse e quem melhor do que eu para conseguir um lugar de última hora?" – ela sorriu e pegou meu rosto entre suas mãos para me beijar.
Ficamos um pouco mais abraçados e depois eu fui para o treino. No caminho não parei de pensar no lugar, mas não tinha nem ideia, devia ser um lugar pequeno porque seremos poucos, lindo e acolhedor. Bufei, estava perdido.
Entrei no vestiário e ali estavam os meninos se trocando. Perguntei por minha afilhada e contei para eles meu problema, todos propuseram lugares, mas nenhum me convencia. Pouco depois a treinadora chegou e nos mandou correr.
No caminho para casa minha cabeça não parava de dar voltas, não podia deixar de pensar nos lugares, necessitamos um que Rach ame e que Kurt aprove. De repente me topei com um desvio, abaixei a janela.
- "Desculpe, o que está acontecendo?" – perguntei para um dos trabalhadores.
- "Reparação no asfalto." – explicou. "deve pegar essa rota." – me apontou.
- "Obrigada." – lhe disse e peguei o caminho que me indicou.
Ia dirigindo lentamente já que por erro entrei em uma área residencial e uma placa indicava que poderia ter crianças. As casas era muito lindas e acolhedoras e o letreiro de 'vende-se' em uma delas me fez parar. Desci do carro e por inércia liguei para o número que indicava.
- "Alô." – disse uma mulher.
- "Sim..." – respondi nervoso. "estou em frente a uma casa que estão vendendo." – a mulher emitiu um som. "queria ver, pode vir agora?" – sei que parecia desesperado, mas melhor, eu estava interessado.
- "Claro, em dez minutos estarei aí." – disse antes de desligar.
Voltei a subir no carro e comecei a mover os dedos sobre o volante, depois de um tempo uma caminhonete cinza estacionou e desceu uma senhora muito mais baixa que Rach e de ums 60 anos.
Saí do carro e me aproximei dela.
- "Você me ligou?" – perguntou com um caloroso sorriso e eu concordei. "Meu nome é Rosa e ele é meu neto Felipe." – peguei a mão o rapaz que me olhava com os olhos super abertos.
- "Muito prazer." – disse para eles. "Finn Hudson."
- "Bom Finn, venha..." – Rosa me pegou pela mão e me guiou até a casa. Abriu a porta e uns passos depois chegamos na sala. "essa é a sala." Fechei os olhos por um segundo.
- "Finny, venha..." – me gritou Rach sentada no sofá grande com a lareira acesa e uma pequena coberta a cobrindo. "já vai começar o musical." – sorri e avancei até ela.
- "Outra vez um musical." – me queixei, enquanto passava minha mão sobre seu ombro e ela se aconchegava.
- "Faça por mim." – disse com a carinha de menina boa que eu não podia resistir. Bufei e ela apertou play.
- "Gostou?" – abri os olhos e o garoto me olhar. Eu apenas concordei.
- "Por aqui está a copa." – abriu a porta e eu passei.
- "Finn, está seguro que não quer que eu te ajude?" – perguntou Rach que estava sentada na mesa.
- "Não, eu me encarrego." – assegurei saindo com duas bandejas repletas de comida. "Te amo!" – a beijei e coloquei seu prato.
- "E eu você, meu Finny Bear." – sorri.
- "Senhor..." – disse Rosa na minha frente. "passemos para a cozinha."
- "'E muito grande." – acrescentou Felipe.
- "Rach, diga que meu nariz não se equivoca!" – exclamei entrando na cozinha. Aí estava Rachel com um avental rosado tirando uma das bandejas do forno. "biscoitos." – disse antes de pegar um e levar até minha boca.
- "Não." – gritou Rach. "se te caírem mal por comer quente não se queixe." – sorri e depois a beijei.
- "Não me queixarei." – lhe respondi com a boca cheia.
- "Finn." – disse a senhora com um tom um pouco alto. "está seguro de que gosta?" – me perguntou e eu assenti. "é que está muito distraído." – assegurou.
- "Estou bem." – lhe contestei. "mais do que bem." – não podia acreditar que cada vez que me mostravam uma parte da casa eu imaginava o que estaríamos fazendo, Rach e eu, ali.
Quando me levaram para a biblioteca e os banheiros aconteceu o mesmo.
- "Esse é o quarto principal." – aí estavam novamente as imagens. "tem banheiro com banheira e um closet gigantesco." – eu sorria e Rosa cada vez me falava mais entusiasmada.
- "Esse quarto tem uma porta que une com o principal." – me explicou Felipe antes de entrar. "será perfeito para seus futuros filhos." – entramos.
- "Rach, está bem?" – perguntei preocupado e ela começou a se mover em uma espécie de dança lenta pelo quarto e suavemente sussurrava uma música. Quando chegaram perto de mim eu abracei eles e continuamos dançando.
- "Linda, verdade?" – reconheceu Rosa e eu concordei com um grande sorriso.
Depois disso me guiou para o terraço da casa que estava decorado com um jardim e aí soube que definitivamente deveria comprá-la. Descemos pelas escadas de trás até o jardim traseiro. Peguei meu telefone e enviei uma mensagem para meu irmão com o endereço e depois liguei para ele.
- "Para que me enviou essa mensagem?" – me perguntou.
- "Necessito que venha nesse endereço." – disse rapidamente. "mas sozinho." – retifiquei. "ou pode trazer Blaine, mas não se atreva a vir com Rachel." – o ameacei.
- "Ok, acalme-se... já estou indo." – disse e depois desligou.
- "Por fim chegou!" – lhe disse quando desceu do carro. "eles são Rosa e Felipe." – Kurt meio que estendeu a mão para eles, já que eu o arrastava. "agora me siga." – disse puxando ele. Mostrei a casa toda. "o que acha?" – lhe perguntei ao terminar de percorrer o pátio.
- "O que quer dizer com seu estado de nervosismo?" – disse olhando a casa. "é que quer comprar a casa para Rachel?" – perguntou com um sorriso.
- "Para isso não pediria sua opinião e sim... vou comprar." – lhe afirmei. "é que posso nos imaginar juntos em cada canto dessa casa." – levantei os ombros e ele concordou.
- "Então para que insistiu para eu vir?" – interrogou um pouco bravo.
- "Pensei que o casamento poderia ser aqui." – disse temeroso e Kurt abriu os olhos. "No jardim de cima seria a cerimônia e aqui a festa." – comecei a explicar antes que recusasse minha ideia. "o que acha?" – perguntei olhando ele pelo canto do olho.
POV RACHEL
- "Finn Hudson." – disse para ele brava, ao chegar no apartamento e ele se sobressaltou ao me escutar. "estou cansada que me evite." – não ia permitir que Kurt continuasse dando desculpas por seu irmão.
- "Minha pequena, o que faz aqui?" – perguntou tratando de me beijar, mas eu me afastei.
- "Acabando com isso." – Finn me olhou com os olhos abertos. "se você não tem calça para fazer isso, eu sim." – gritei furiosa. "faltam apenas quinze dias para nosso casamento e você parece um fantasma, nem sequer conseguiu um lugar." – ele sorriu um pouco.
- "Não é o que pensa." – bufei cruzando os braços.
- "Não é o que? Que teme o casamento, que tem outra?" – soltei tudo, sentindo como meus olhos se enchiam de lágrimas.
- "Já chega." – disse se aproximando rapidamente, me pegando pela cintura e me colocando em seu ombro como um saco de batatas. "vou te mostrar o que me passa esses dias." – me levou até o elevador.
- "Me desça... não seja idiota." – gritei batendo nas costas dele. Ele não contestou nada e eu continuei fazendo o mesmo.
Quando chegamos no carro ele me fez entrar pelo seu lado e apertou a trava para crianças, para que eu não pudesse abrir a porta. Gritei mais forte para que alguém me tirasse, mas Finn ligou o som nas alturas. Então me dei por vencida e me abracei a minhas pernas escondendo minha cabeça entre elas.
Comecei a chorar, realmente não estava brava, só aterrorizada, tinha medo de perde-lo, mas tão pouco podia permitir que ele brincasse comigo. Quando o carro parou e o som acabou, levantei a cabeça e olhei Finn. Seu rosto estava coberto de lágrimas tal como o meu.
Quis abraça-lo, mas me reprimi.
- "É aqui." – disse com a voz quebrada. Desci do carro e ele também o fez. Vi ele limpando as lágrimas e depois começou a caminhar rumo a uma das casas. Entramos pelo jardim e havia um grande portão. "Já cheguei." – gritou Finn antes de abrir.
E se ele já tivesse uma família? Meu coração paralisou.
Kurt apareceu na nossa frente pulando feliz, mas ao me ver parou.
- "Finn, não se supunha que não iria trazer ela até amanhã?" – gritou e ele apenas encolheu o ombro. "Arrrghhh, já arruinou." – o recriminou.
- "Explique tudo para ela." – disse apontando para mim e subindo uma escada. Kurt enrugou a cara e me olhou.
- "O que fez?" – perguntou.
- "Agora se faz de vítima? A brava aqui sou eu." – Kurt revirou os olhos.
- "Imagino o que aconteceu." – sacudiu a cabeça. "e o que acha?" – perguntou levantando seus braços.
- "Que coisa?" – Kurt bufou. "o casamento será aqui!" – exclamei olhando toda a decoração e ele concordou. "devo falar com Finn." – saí correndo e subi as escadas. "é um idiota!" – gritei para ele e ele se virou para me ver. "poderia ter me dito, ao invés de ocultar."
- "Sim, eu sei... não deveria esperar tanto para fazer isso, mas as coisas não estavam prontas. Kurt com o casamento e eu com os móveis..." – disse apressadamente.
- "Que móveis?" – perguntei confusa e ele bufou.
- "Venha..." – disse me pegando pela mão. Me levou por toda a casa. Era linda, a decoração, a distribuição, o ambiente... "o que acha?" – perguntou se virando para me olhar.
- "É linda..." – reconheci.
- "É nossa..." – olhei para ele surpreendida. "me perdoe por ser um idiota." – abaixou a cabeça. "lamento que pensasse que não queria me casar ou que tinha outra. Sabe que te amo?" – perguntou me olhando nos olhos e eu concordei.
- "Perdão por te tratar mal." – pedi apenada.
- "Não tem porque se desculpar minha pequena." – me abraçou e me beijou na testa.
- "Mas te fiz sentir mal." – coloquei minha mão em seu peito.
- "E eu a você e por mais tempo." – sorriu ligeiramente. "diga que me ama e nos esquecemos de tudo isso." – eu sorri para ele.
- "Te amo!" – gritei.
- "E eu amo você!" – sussurrou contra meus lábios entes de me beijar.
As duas semanas seguintes passaram voando e por fim já era 30 de novembro. Britt, Quinn e Kurt corriam de um lado a outro. Desde ontem de manhã não via Finn e o nervosismo já estava me vencendo.
- "Rachel." – gritou Santy entrando em meu quarto.
Me levantei em um pulo da pequena cadeira em frente ao espelho e corri para abraça-la.
- "Oh Santy! Que bom que chegou, finalmente." – ela não podia voltar até que Jesse não fosse levado para a cadeia e durante a última semana pensamos em suspender o casamento.
Continuamos abraçadas quando escutei uma tosse. Me separei e ali estava Mercedes, a abracei com força até que ela se separou.
- "Muito bem Diva..." – disse enquanto saía e voltava com uma mala gigantesca. "É hora de se maquiar." – Mercedes colocou a mala sobre a cama e lá dentro estavam todos seus instrumentos de trabalho.
Me obrigou a sentar de volta da cadeira e rapidamente movia suas mãos de um lado para outro do meu rosto me dando explicações de como devia abrir e fechar os olhos.
- "Terminei!" – disse e eu bufei, sem deixar sequer que me levantasse, apareceu Britt já vestida.
- "Rach, está segura que quer um coque com tranças?" – eu afirmei e ela iniciou seu trabalho.
Uns minutos depois, Kurt e Mercedes me disseram que já iam, meu cunhado estava mais preocupado que eu pela roupa de Finn e queria ver ele antes, para saber se deveria executar seu plano B.
Quando Brittany terminou, Santy e Quinn trouxeram meu vestido e me ajudaram a colocar com cuidado para não estragar minha maquiagem e penteado.
Nós quatro subimos na limusine e nos dirigimos para meu futuro lar. Meu coração batia desesperado e meus dedos passavam constantemente pelo vestido para tratar de alisá-lo. Ao descer vi meus pais me esperando. Subi um pouco o vestido e corri até eles.
- "Carinho, nada de lágrimas." – disseram quando nos separamos.
- "Me perdei por ser uma filha tão má." – supliquei. Primeiro permiti que Jesse me separasse deles e depois não comentei sobre minha decisão de viajar e o pior é que ligo pouco para eles e até o dia do meu casamento não conheceram seu genro.
- "Não poderíamos pedir uma filha melhor, carinho." – disse meu papi.
- "E não esqueça do nosso encantador genro." – agregou o papai com um grande sorriso.
- "Conheceram ele?" – perguntei emocionada.
- "Sim, ele foi nos buscar no aeroporto. Jantamos juntos." – me explicou.
- "E nos deixou impressionados." – sorri amplamente. "até parece que te quer mais que nós." – começamos a rir.
- "Já é hora." – disse Kurt nos interrompendo.
Respirei fundo e meus pais me seguraram um em cada braço. Subi as escadas com a cabeça cravada no chão, quando vi o tapete vermelho levantei levemente o olhar, só para encontrar com o de Finn sorrindo para mim amplamente. Emiti um silencioso riso nervoso e Finny piscou o olho para mim.
Quando chegamos até ele, meus pais me entregaram, nos olhamos e novamente sorrimos. O padre iniciou a cerimônia e anunciou que era a hora dos votos, sorri amplamente. Finn e eu havíamos decidido cantar no lugar de escrever, então fiz um sinal para Noah e ele se aproximou com se violão. Peguei o microfone e respirei fundo enquanto Noah tocava as primeiras notas.
(Rachel)
Você e eu nos amamos de verdade
E fizemos de um lugar um lar.
Você e eu.
O melhor tempo de minha vida
Foram esses anos que passei junto a ti, meu coração.
Finn sorria para mim e eu segurei a mão dele, enquanto ele movia seus lábios formando um 'te amo'.
Quantas coisas vivemos
Quantas glórias e derrotas
Eu e você
Comecei a dançar ao redor de Finn e ele se movia, sorrindo, ao ritmo da música.
Unidos para sempre porque nos amamos
E necessitamos um ao outro.
Pelo amor de todos esses anos
Te quero dar essa canção
Você sabe que esse amor foi feito a mãos
Assim como os bons artesãos
Com muito pulso e com muito cuidado
E dedicação te digo...
... veja que bonita
Pode ser a vida agora
Aproveitemos o que nos dá
A sua companhia e a minha
Que nos amamos sem medida
Você e eu, que nos amamos
Você e eu, que nos desejamos
Você e eu, até a morte
Você e eu...
Ao terminar o abracei, porque segundo a tradição ainda ano podíamos nos beijar. Finn pegou o microfone e me olhou, depois fez um sinal e a melodia de sua música começou a tocar.
(Finn)
Amo toda sua figura, modelo do incrível
Beleza e virtude em uma, sua desenvoltura ao perdoar
Não deixa ninguém morrer e vai nos dando ilusões
Você não sabe o que causa, acho que ainda não se deu conta
Faz com que as pessoas agradeçam sua existência...
Finn estava me cantando ao ouvido e tinha um de seus braços grudados em minha barriga
Te amo mais do que isso...
Mais que nossa mágica noite de casamento
Mais ainda do que isso, te amo... te amo...
Te amo!
Voltamos a ocupar nossos lugares e finalmente chegou o momento de pronunciar as palavras que nos uniriam.
- "Sim aceito." – disse com a voz cortada e Finny apertou minhas mãos.
- "Claro que aceito." – disse feliz quando chegou sua vez.
- "Eu os declaro marido e mulher." – meu esposo sorriu para mim e se inclinou lentamente segurando meu rosto entre suas mãos.
- "Te amo!" – sussurrou antes de unir nossos lábios em um terno e cuidadoso beijo que me demonstrava o quanto me amava e cada célula do meu corpo gritava que eu era sua e que o amava da mesma forma.
OBS. 1: História original escrita por IRINA MONTEITH na fanfic EL JUEGO DEL AMOR ( s/6979169/1/El_Juego_del_Amor)
