Declaração: Eu declaro q GW não me pertence, mas agora eu vou me formar e ficarei oficialmente desempregada, o q resultará em tempo livre para novos fics. E como eu vou estar irritada por estar trancada em casa sem emprego, sinto uma certa onda de explosões vindo...

Tati-kamikaze: Parabéns pela defesa! Deus sabe qto TCC é estressante, hahaha! Aliás, eu percebi q o Trabalho de Conclusão de Curso tem exatamente a mesma abreviatura de Trauma Crânio-Cerebral... Isso não pode ser só mera coincidência... heheheh! A criançada vai participar hj tb, espero q vc goste do cap! Bjos, vlw o review e desculpa a demora pra atualizar...

Fujisaki: Oi! Ah, 1xR pra mim nunca é mto fácil escrever, mas eu gosto deles juntos! Q bom q vc gostou do momento família deles! Os extras eu gostei mto de escrever, q bom q vc tb gostou de ler! Seu PC sofreu um derrame? Eu sei como é... O meu volta e meia tem esses problemas, hehehe! Desculpa a demora na atualização, eu tento postar o próximo mais cedo. Bjos e vlw o review!!


Capítulo 14 - Isca

Acordaram no outro dia cedo e foram trabalhar nos suits. Os pilotos mais velhos faziam ainda alguns ajustes necessários em seus gundans e Heero finalmente saíra do hospital da base e se juntara a eles. Os mais novos aproveitavam para tirar dúvidas relativas a algumas diferenças em seus gundams.

- Qual é o problema? – perguntou o Trowa mais velho, vindo ajudar a versão adolescente de Heero.

O rapaz perguntou alguma coisa sobre a ausência de determinada peça em um dos motores. O homem coçou a cabeça em dúvida.

- Heero! Vem dar uma olhada aqui! – gritou, para a versão mais velha do japonês.

O Heero mais velho desceu de seu suit com alguma dificuldade e foi até eles. Mal resolveu um problema e era o Duo mais velho quem pedia ajuda.

- Ô, engenheiro! O Quatre está tendo problemas no Sandrock!

- Engenheiro? – perguntou a versão mais jovem de Wufei.

Os mais velhos se encararam um segundo. O Heero mais velho, de fato, havia se formado em engenharia, mas aquele era um detalhe que o próprio pedira para que não contassem, por medo que influenciasse o Heero mais novo.

- É só brincadeira nossa. Ele quem bolou algumas alterações e isso virou piada. – respondeu o Quatre mais velho.

- E vocês não sabem lidar com essas diferenças? – perguntou o Heero mais novo.

- Eu fiz alterações nos de vocês pra melhorar o desempenho e acho que não expliquei pra eles ainda. Qualquer coisa o Rashid sabe o que eu fiz de diferente. – respondeu sua versão mais velha.

Os mais novos não perceberam o olhar mortífero que o Heero mais velho dirigiu ao Duo da mesma era antes de ir ver qual era o problema para poder voltar a trabalhar no Zero. Era perto da hora do almoço quando Middie entrou no hangar, parecendo nervosa.

- Trowa!

O homem desceu agilmente do Heavyarms.

- O que foi?

- As crianças foram brincar de se esconder e o Henry sumiu!

- Sumiu?

- Eu disse pra que não fossem longe, mas ele deve ter se perdido...

- Ele tem que estar na base, não pode ter ido longe. – respondeu o Duo adolescente.

- Droga. – falou Trowa, ignorando o comentário e saindo atrás da esposa.

- Tem lugares perigosos aqui. Os Maguanacs estão sempre fazendo manutenção em alguma das salas de máquinas e se alguma porta ficar aberta pode ser muito perigoso. – falou o Quatre mais velho.

- Vamos ajudar a procurar, não deve ser tão difícil encontrar um menino de três anos. – falou o Wufei do tempo passado.

O grupo rapidamente se esqueceu dos suits e se espalhou pela base, procurando o menino. Os mais novos estavam dando uma segunda volta pelos corredores em torno do hangar, quando encontraram os gêmeos.

- Vocês não estavam trabalhando? – perguntou Arthur.

- Nós estamos procurando o Henry. – respondeu Trowa.

- Por quê?

- Ele sumiu brincando pela base.

- Não sumiu... – Lawrence falou, com voz de tédio. – Ele tava brincando com a gente por aqui e tropeçou num buraco no chão e se sujou todo de alguma coisa preta. O Joshua levou ele no banheiro pra tomar banho antes que a mãe dele descobrisse.

- O quê? Tá todo mundo feito doido procurando o menino! – falou Duo.

- Mas ele tava com a gente... – disse Arthur.

Os pilotos foram procurar os outros para avisá-los, mas quando chegaram ao refeitório encontraram Henry ainda de cabelos molhados e Joshua tentando se explicar para Hilde. Os pais do garotinho chegaram aliviados e Joshua se levantou da cadeira onde estivera sentado.

- Desculpa... Ele foi brincar com a gente e se sujou e... Eu levei ele pra tomar banho...

- Desculpa por isso... – Hilde falou aos dois.

- Ah, tudo bem... Foi só um mal-entendido... – Middie respondeu.

Henry se agarrou na perna do pai sorrindo e Trowa o pegou no colo.

- Seu cabelo tá com cheiro de xampu?

- Eu tive de lavar o cabelo dele porque ele passou a mão e sujou tudo... – Joshua se explicou. – Mas ele tomou banho sozinho fora isso.

- Sozinho? Mas ele sempre faz um escândalo pra tomar banho. – Middie falou, admirada.

- Eu disse pra ele tomar banho sozinho porque ele já é grande e ele se lavou sozinho.

- Então você já tá grande, é? – Trowa falou sorrindo para o garoto, que se derreteu em risos.

- Eu sou "gandi", papai!

Como estavam todos no refeitório, acabaram aproveitando para almoçarem. Os pilotos mais novos ocuparam uma mesa, enquanto Joshua e os gêmeos foram se sentar em outro canto, trocando piadas, comentários e muitas risadas; Akemi recusou o convite dos meninos de se juntar a eles para ir se sentar ao lado dos pais e de Aya, que falava sem párar como de costume; e Henry e Kathleen sentaram com seus pais também.

- Onde você vai? – Perguntou Middie, quando Henry levantou com seu prato na mão.

- Vou "sentá" com os meus amigos. – o menino respondeu.

- Deixe eles agora. – Trowa falou.

- Não tem problema se ele quiser ficar aqui. – falou Arthur.

- Tá, pode ir. – Trowa cedeu.

O garotinho foi sentar com os meninos mais velhos, rindo de suas piadas.

- Era só uma questão de tempo até ele começar a se enturmar mais. – falou o Quatre mais velho para Trowa e Middie.

- Acho que ele puxou o pai... – Middie falou.

- Nem diga isso... – Trowa respondeu. – Ele só é tímido.

- Quando que você vai viajar de novo, pai? – perguntou Kathleen.

- Provavelmente amanhã.

- Eu não quero que você viaje...

- Eu sei, mas eu preciso.

A menina começou a remexer a comida com o garfo, sem comer.

- Papai não gosta da gente...

- Como assim? – o homem perguntou. – É claro que gosto de vocês. Amo vocês, está bem?

Ele abraçou a menina, que ainda estava de cara meio emburrada.

- Conta uma história pra eu dormir hoje à noite?

- História? Eu não conheço boas histórias. A sua mãe é quem sabe contar histórias.

- Mas eu quero que você conte...

- Tá, tudo bem. Mas vai ser a história mais estranha que você vai escutar na vida.

A menina riu.

- Quando a gente voltar pra casa eu posso ter um gato? – ela perguntou.

- Gato?

Os pilotos mais novos já tinham percebido que a menina tinha uma linha de raciocínio misteriosa que ligava assuntos completamente diferentes. Ela mudava constantemente o tópico da conversa como se fosse a coisa mais normal do mundo.

- Ou um hamster. A minha amiga da escola tem um hamster.

- Vamos pensar nisso.

- Ela disse que o hamster fica correndo na roda e quando ele não consegue parar de correr fica rodando junto com a roda.

Aya e Akemi, no outro lado da mesa, riram do comentário imaginando a cena.

- Podemos ter um hamster, pai? – Aya perguntou a Heero.

- Se vocês limparem a gaiola... – o homem respondeu.

Na outra mesa, Henry se levantou e veio correndo mostrar o prato vazio para os pais.

- Eu comi tudo!

- Caramba.

O menino sorriu com os elogios dos pais e voltou a se juntar a Joshua e os gêmeos, dizendo que ficaria forte porque tinha comido tudo. A bagunça foi diminuindo e os adultos voltaram a seus afazeres, enquanto a criançada ia brincar. Nem todos os adultos, no entanto, conseguiram ficar livres para trabalhar.

- Pai, é verdade que você vai embora de novo amanhã? – Akemi perguntou a Heero.

O homem respondeu que provavelmente sim e Akemi fechou a cara, enquanto Aya começou a chorar. Os outros foram na frente trabalhar no hangar, mas depois de alguns minutos o homem veio acompanhado das duas meninas, que deixou em uma mesa, com lápis e papel. As duas ficariam desenhando enquanto ele trabalhava. Na verdade, Aya desenhou montes de coisas, enquanto Akemi observava aborrecida, reclamando que desenhar era coisa de criança. Passaram boa parte da tarde ali, até o pai levá-las de volta para o refeitório, onde Aya foi brincar com Kathleen e Akemi se juntou aos meninos em alguma brincadeira doida qualquer.

Mais tarde, quando os pilotos vieram jantar, Akemi e Joshua estavam juntos preparando alguma sobremesa. A menina dava instruções, enquanto Joshua as seguia, sorridente.

- Cara... – falou o Duo mais novo, puxando o Heero de sua época. – Aqueles dois se dão bem, hein.

- O que quer dizer com isso? – o japonês falou aborrecido.

- Que se eles fossem um pouquinho mais velhos eu ia achar que estão se dando REALMENTE muito bem.

- O Joshua é mais velho que a Akemi.

- Daqui a alguns anos não vai fazer muita diferença.

Heero lhe dirigiu um olhar excessivamente assassino.

- Ou talvez faça diferença... Quem sou eu pra dizer alguma coisa. – corrigiu Duo, tentando se segurar para não explodir em risadas.

Terminado o jantar os pilotos mais velhos resolveram ir dormir cedo. Partiriam no outro dia às 3 da manhã, horário em que o céu ainda estava escuro.

- Devo acordar as meninas? – perguntou Relena ao marido.

- Não sei. Pergunte a elas. – respondeu o Heero mais velho.

- Pai, eu quero dar tchau pra você amanhã... – falou Arthur.

Outras crianças começaram a se manifestar e então decidiram que o melhor a fazer seria que todos acordassem cedo. Afinal, por mais que ninguém quisesse tocar no assunto, aquela poderia ser a última vez que os pilotos veriam suas famílias. A missão era perigosa. Seriam cinco mobile suits e eles esperavam que conseguissem todos chegar sãos e salvos. No entanto, não sabiam quantos mobile suits enfrentariam. A base que planejavam atacar poderia tanto ter apenas 10 mobile suits guardando-a, como poderia muito bem ter 50. Tinham poucas informações sobre ela, mas esta se localizava numa rota mais segura.

Naquela noite todos foram dormir cedo. Os adultos levantaram às duas da manhã, se preparando para a partida. Os pilotos do tempo futuro tomaram café rapidamente e foram verificar os cargueiros uma última vez, em um anexo da base. Os Maguanacs haviam embarcado os suits na noite anterior e eles estavam prontos para decolar. A pista estava pronta. Todos estavam prontos.

- Vou acordar as crianças. – Hilde falou, quando todos se reuniram uma última vez, no refeitório, localizado bem no centro da base.

Os pilotos mais novos se sentaram ou se apoiaram nas paredes, esperando, preocupados. Queriam poder lutar, mas teriam de ficar, por enquanto. Em alguns momentos, as crianças vieram, com caras de sono.

Joshua apressou-se e abraçou o pai apertado.

- Promete que volta?

- Você sabe que vou lutar com unhas e dentes pra voltar pra casa. – respondeu Duo. – Cuida da tua mãe, tá?

- Boa sorte, pai. – falou Arthur com voz de sono, abraçando o homem.

Lawrence o imitou, sem falar nada. Parecia fazer esforço para não chorar. Akemi e Aya se despediam de seu pai também, as duas chorando. O Heero mais velho sempre tivera uma expressão séria e impassível, mas era possível ver que aquilo o afetava.

- Sejam fortes. Quando tudo isso acabar voltaremos todos juntos pra casa em Sanc.

As duas concordaram em silêncio. Ao lado delas, Kathleen conversava com o pai, entre sorrisos meio forçados.

- Quando papai voltar vamos no cinema, né?

- Vamos sim, querida. – ele respondeu, ajoelhado no chão para ficar da altura da filha.

- E eu e a mamãe podemos cozinhar juntas hoje...

- Que bom, vocês vão se divertir.

O homem se pôs em pé e de repente a menina o abraçou, irrompendo em choro. O pai a pegou no colo um minuto, tentando acalmá-la.

- Não consegui acordar o Henry. – Middie falou.

- Tudo bem. Ele não entende direito o que está acontecendo. – respondeu Trowa.

Por fim os cinco despediram-se das esposas também e seguiram pelo corredor que levava aos cargueiros, prontos para partir. Estava tudo silencioso. Todos os outros haviam ficado na outra parte da base. Entraram no hangar dos cargueiros e os Maguanacs já os esperavam.

Os homens de Rashid pilotariam os cargueiros até certo ponto, onde os gundams desembarcariam e seguiriam sozinhos. A missão basicamente consistia em destruir os suits da base, roubar os cargueiros deles, e desaparecer. A Organização desenvolvera um sistema que impedia que os cargueiros fossem rastreados, para poder transportar seus suits sem risco de serem detectados e atacados. Aquilo seria uma cartada importante. Depois de roubar os cargueiros que não poderiam ser rastreados, seguiriam para a base de Zechs e Noin.

- Boa sorte, cara. Pega leve que você ainda tá machucado. – disse Duo para Heero.

Os outros já embarcavam, mas o japonês estava parado no lugar, encarando o corredor vazio. Duo reparou que ele tamborilava os dedos de uma das mãos repetidamente contra a perna da própria calça. Para um homem como ele, aquele era o equivalente a uma pessoa normal a beira de um colapso nervoso.

- O que foi?

- O que foi o quê? – o japonês perguntou de volta.

- Você parece muito nervoso. – disse Duo, apoiando boa parte de seu peso na bengala para poupar o joelho dolorido.

O japonês suspirou.

- Quando estávamos no carro dirigindo para a base, no dia em que levei um tiro...

- Dois tiros.

- Tanto faz. Realmente pensei que fosse morrer.

- Sei como é. Também pensei que fosse morrer quando bombardearam a base em Maiduguri.

- O que me preocupa é que não quero morrer.

Duo gastou um momento tentando entender. Desistiu.

- O que quer dizer com isso?

- Não gosto disso. Um soldado deve ir para uma batalha sem temer nada. Emoções atrapalham suas decisões, seus reflexos, tudo.

- Você está passando pela coisa mais humana que poderia passar. Está com medo. – Duo falou, sem poder deixar de sorrir levemente, ouvindo o amigo de longa data que nunca manifestara emoções em voz alta conversando assim, espontaneamente.

- Droga.

- Sim, é um saco. Mas antes de sermos soldados ou o que quer que nos chamem, somos seres humanos. Você não pode fugir disso.

- Seria mais fácil se pudesse.

- Seria. Seria muito mais fácil.

Os dois entraram cada um em seu gundam e finalmente os cargueiros partiram. Uma mistura de esperança e medo corroia as entranhas de cada um, mas a coragem para se levantar e lutar era grande. Coragem não é a ausência de medo, e sim a capacidade de encará-lo.


Histórias do Pós-Guerra – Parte 17

02 de Abril de 203 d.c.

Reino Sanc, Planeta Terra

- Realmente, Heero. – comentou Duo. – Ela se parece mesmo com você, que pena.

Heero não respondeu à piada. Não esperava nada diferente de um amigo como Duo, portanto nem se incomodou.

- Segura ela um minuto. – ele falou, largando a neném no colo de Duo e indo até o quarto.

Duo pegou Akemi no colo com naturalidade. Ela tinha apenas um mês e meio. Joshua já estava grande, mas ele se lembrava bem de quando seu próprio filho era ainda daquele tamanho.

- Que cara de sono, hein? – começou a conversar com a menina. – Que foi? Tá querendo saber onde tá o seu pai, é?

Heero voltou com um cobertor leve para enrolar a menina e a pegou no colo de novo.

- Acho que ela tá com sono. – comentou Duo.

- Tá mesmo na hora de ela dormir. Mas se eu não leio pra ela, ela não dorme.

- Você lê sempre pra ela? Cara, eu preciso fotografar vocês dois... Até porque lá na Preventers ninguém acredita que você é pai...

Heero se levantou para pegar um livro na estante. Escolheu um de capa dura e tornou a sentar no sofá com o livro em uma mão, aberto, e a filha acomodada sobre o outro braço. Ignorou Duo, que estava em silêncio, mas travando uma batalha interior para não rir, e começou a ler com a voz mais serena do mundo.

- "Antes de expressar a segunda lei da termodinâmica em termos de variação de entropia, temos de...

- O que é isso? – perguntou Duo descrente.

- Física.

- Você lê livros da faculdade pra fazer ela dormir?

- Ela não entende nada, que diferença faz?

- Cara, quando ela for um pouco maior você vai ter de ler histórias de verdade, pra estimular ela a prender a falar e tal.

- Eu sei, mas aqueles livros de histórias de princesas, sapos mágicos e reinos encantados fazem EU dormir. – reclamou Heero.

- Continue lendo esse livro de física e eu que vou dormir aqui.

Heero ignorou suas reclamações e continuou a ler. A menina adormeceu tão rápido com o som de sua voz que poderia-se pensar que entendera a segunda lei da termodinâmica, mas simplesmente a achara muito tediosa. O homem a colocou no berço com cuidado e voltou para a sala, ao mesmo tempo em que um som de chave na porta se fez ouvir e Relena entrou. Ela cumprimentou Duo e se sentou ao lado de Heero.

- A Akemi está dormindo? – Relena perguntou.

- Está.

- Quando ela acordar eu vou dar banho nela.

- Eu já dei de manhã.

- Já? Ah, que bom.

- O quê? – Heero perguntou, vendo a expressão divertida de Duo.

- Nada. Só achei engraçado. – o ex-piloto do Deathscythe respondeu.

- O que é engraçado?

- Faz pouco tempo que você disse que não queria filhos e agora você taí, o paizão experiente.

- Eu também fiquei surpresa. – falou Relena. – Não achei que ele fosse se sair tão bem. Quando a enfermeira colocou a Akemi no colo dele pela primeira vez, juro que ele parecia segurar uma bomba que se tremesse um pouco explodiria. O rosto dele estava até branco.

Duo riu imaginando a cena, enquanto Heero fechou a cara.

- Se você não tivesse insistido nessa coisa de parto normal eu não estaria tão nervoso. – respondeu, incomodado.

- Não fique zangado, não tem nada demais. – falou Relena.

- Cara, quando o meu nasceu eu tinha medo de segurar ele no colo, de tudo. – falou Duo, tentando ser justo. – E agora ele já vai fazer 3 anos. O tempo voa...

- É verdade, parece que foi ontem que ele nasceu. Deve ter crescido, você não tem uma foto dele?

Heero resistiu à tentação de dar um tapa na própria testa, enquanto o amigo tirava a carteira do bolso, recheada de pequenas fotos do menino. Toda vez que alguém perguntava de Joshua, ele tinha assunto para falar durante horas se quisesse. Relena, no entanto, não se incomodava. Assim como outras pessoas que também já tinham filhos e passavam horas discutindo as peripécias deles. Heero ainda lembrava de quando Quatre reunira os amigos no final do ano anterior e ele e Duo tinham ficado umas duas horas só falando de seus filhos. Agora era Relena quem falava da filha, alternando-se com as histórias de Duo.

- Ela até que fica quietinha no berço, não chora muito. – Relena falou a certo ponto.

- Mas ela já fica virando a cabeça e procurando a gente pelo quarto. – Heero acrescentou.

- Bem pouco.

- Experimente falar com ela de algum lugar do quarto. Você vai ver como ela vira a cabeça e fica tentando te localizar.

- Verdade?

- Ela tá ficando bem mais esperta.

Droga. Isso realmente era contagioso, Heero pensou, ao se dar conta que acabara de ceder e aderir à nova mania. Nem Duo nem Relena pareceram notar o que ele considerava um deslize. Relaxou um pouco. Talvez pelo menos pudesse se vingar de Duo por tê-lo importunado com histórias de criança na mesma moeda.


N/A: Yay, mais um cap online, atrasado, pra variar, mas eu tou num período meio turbulento agora... Estou na dependência de algumas coisas acontecerem e jah pra fazer promessa, se o q eu quero q aconteça, acontecer, vou comemorar aqui d alguma forma. Talvez eu poste mais cedo, ou talvez poste um cap extra só com extras... ou alguma zueira... vamos ver. Então façam pensamento positivo pra mim! Hehehehe! Bjos a todos e até a próxima atualização!