Nota da Autora: Oi! Obrigada a todas que comentaram no capítulo anterior. Amei cada review. Espero que gostem deste. Bjs :D
S.L.
Capítulo 14
Chegando às Bahamas
Nos dias que se antecederam á viagem, Katniss se organizou, comprando tudo o que necessitava. Ainda se lembrava do rosto de Peeta no jantar. Eles tinham ficado um ao lado do outro, mas não tinham trocado uma palavra. Ela tinha percebido que ele ainda estava magoado. Seu filho era o que mais tinha falado, feliz por viajar com seu melhor amigo e sua mãe, alheio às emoções de todos os outros.
Antecipou muitos processos, tal como reuniões, para que não tivesse trabalho acumulado quando regressasse.
Tinha realizado pesquisas sobre Bahamas e descobriu que, de fato, não era barato conhecer esse arquipélago formado por 700 ilhas e aproximadamente 2,5 mil ilhotas distribuídas entre o Oceano Atlântico e o Mar do Caribe, a cerca de uma hora de voo de Miami.
Durante esse tempo, Peeta lhe ligava uma vez por dia, á mesma hora, para conversarem sobre temas banais, mas quando Katniss queria aprofundar a conversa e falar sobre o jantar e sentimentos, ele se esquivava e desligava a chamada.
Ela, tirando o fato de Peeta a evitar, se sentia feliz.
No dia da viagem, Katniss acordou e se espreguiçou. Olhou para o outro lado da cama e viu que, como sempre, estava vazio. Afastou os lençóis, se levantou e caminhou para o banheiro. Retirou sua camisa de dormir e tomou uma ducha de água quente, se ensaboando de seguida. Estava ansiosa por ver Peeta. Se lavou rapidamente, se enrolou na toalha e voltou para o quarto. Se dirigiu para o armário e retirou roupa interior vermelha, umas jeans vermelhas e uma camiseta branca, com as palavas "Never Give Up", em cor negra.
Saiu do quarto, desceu as escadas e entrou na cozinha. Finnick estava sentado na cadeira, tomando o café da manhã.
– Bom dia, mãe. – Falou Finnick, enquanto se servia de café.
– Bom dia, meu amor. – Respondeu Katniss, se aproximando do filho e lhe dando um beijo na testa. – Pronto para a viagem?
– Claro que sim, e a senhora?
– Também. – Respondeu Katniss. Se sentou na cadeira, á frente de seu filho e se serviu de uma caneca de café preto e umas bolachas integrais. Finnick olhou para a mãe e falou daquilo que iria fazer nas Bahamas. Katniss sorria a abanava afirmativamente com a cabeça, escutando tudo com atenção, mas sentia seu estômago se revolvendo de nervos, como se tivesse pequenas borboletas voando. Estava ansiosa por reencontrar Peeta. Finnick acabou seu café, se levantou e colocou a loiça dentro da pia. Katniss abanou a cabeça, tentando controlar seus pensamentos e acabou o café da manhã. Colocou sua loiça também na pia e saiu da cozinha. Subiu as escadas e voltou para o quarto. Entrou no banheiro e tomou uma ducha rápida. Se enrolou na toalha, lavou os dentes e penteou os cabelos. Saiu do banheiro, se limpou e se vestiu. Rapidamente fez a cama, pegou na mala de viagem e saiu do quarto. Desceu as escadas e viu Finnick falando no celular. Seu filho desligou a chamada, se virou para ela e disse:
– Já chamei o táxi. Ele já vem.
– Ok. – Respondeu Katniss. Procurou o celular dentro da bolsa e o ligou. Decidiu dar uma volta pela casa, confirmando as portas estavam trancadas e as janelas fechadas, tal como as luzes desligadas. Ela não sabia se Gale iria voltar para casa, por isso, mais valia prevenir.
Meia hora depois, o táxi chegou. Um homem alto, perto de seus cinquenta anos, de cabelo grisalho e pele morena, saiu do táxi e os cumprimentou:
– Bom dia.
– Bom dia. – Responderam eles. O taxista colocou as malas dentro do porta bagagens, enquanto Katniss e Finnick entravam no táxi. Pouco depois, o homem entrou e perguntou:
– Para onde deseja ir?
– Para o aeroporto. – Respondeu Finnick. Katniss olhava pela janela e, de vez em quando, suspirava. Seu coração batia descompassadamente dentro de seu peito. Uma ansiedade que nunca tinha tido a atingiu. Estava quase vendo Peeta.
OoOoO
Chegaram ao parque de estacionamento do aeroporto. Saíram do táxi, pegaram em suas malas e Katniss olhou em volta, enquanto Finnick pagava a corrida. Mordeu seu lábio inferior, apreensiva. Era agora que o iria ver.
– Vamos, mãe? – Perguntou Finnick, a tirando de seus pensamentos.
– Sim. - Respondeu. Entraram no aeroporto, onde vozes nos microfones informavam os voos que iriam partir, algumas pessoas caminhavam apressadas de um lado para o outro, enquanto outras estavam sentadas e viam os noticiários nas televisões que estavam distribuídas por todo o local. Passaram por seguranças, detetores de metais, raios X e detetores de traços, que indicavam vestígios de explosivos e drogas no corpo e nas roupas dos passageiros. Realizaram o check-in e entregaram suas malas. Se dirigiram para o local combinado para se encontrem com Peeta e, quando lá chegaram, viram que ele já lá estava. O loiro se virou para eles e disse:
– Bom dia.
– Bom dia. – Responderam eles. Finnick perguntou:
– Ansioso? – Peetasorriu e respondeu, não olhando para Katniss, que sentiu uma dor profunda em seu peito. Se sentiu ignorada e ela não gostava dessa sensação.
– Um pouco. – Ouviram nos microfones o chamado para entrarem no avião e se dirigiram para a porta de embarque. Mostraram os bilhetes e se dirigiram para o avião.
Já no avião, Katniss tentou se sentar ao lado de Peeta, para resolverem todos os males entendidos que haviam entre eles, mas Finnick se sentou no meio deles. Peeta colocou auscultadores nos ouvidos e ela percebeu que ele queria se isolar do mundo. Finnick sorriu para a mãe e disse:
– Estou muito feliz por estarmos aqui os três.
– Eu também. – Respondeu ela. Seu filho sorriu e começou a conversar com ela sobre seu curso. Katniss o escutava mas, de vez em quanto olhava para Peeta, que tinha os vidrados no horizonte. Várias vezes, tentou obter a atenção de Peeta, mas não conseguia. Embora frustrada, prometeu a si mesma não desistir. Eles tinham de conversar.
OoOoO
O avião tinha acabado de aterrar. A viagem tinha sido terrível, não pelas condições climatéricas, mas mais por Katniss não ter sido capaz de trocar nem uma palavra com Peeta. Finnick se colocava sempre no meio deles, querendo as atenções para si. Saíram do avião e se dirigiram para o terminal, onde passaram novamente por toda aquela segurança, e foram buscar suas bagagens. Finnick, desconfiado, se foi colocar logo á saída das malas, enquanto comentava:
– Mais de metade da riqueza desses países é no mercado negro. Eu vou ver as bagagens, ou daqui a pouco minhas roupas estarão sendo vendidas nas ruas de Nassau…
Katniss e Peeta sorriram com seu comentário. A mulher parou de sorrir, se virou para Peeta e perguntou:
– E quando é que a gente pode conversar, Peeta? – Peeta não lhe respondeu.
– Fale comigo. Me escute. Você não sente meu coração, não vê meus olhos? - Peeta não disse nada. Não lhe dizia nada. Katniss suspirou, derrotada. Iria ser difícil falar com ele. Saíram do aeroporto e um vento úmido lhes tocou nos cabelos, os despenteando de leve. Estava um dia maravilhoso. As palmeiras, ao longe, se remexiam ao sabor do vento. Parecia que o mar estava em todo o lado, as pessoas se mexiam, com roupas muito coloridas. O sol, brilhando intensamente sobre o céu, preenchia tudo com seus raios luminosos. O cabelo de Peeta parecia ainda mais loiro, os olhos mais azuis, cristalinos.
– Que sítio deslumbrante! – Finnick estava felicíssimo. Apanharam um táxi e Finnick disse para irem para o hotel The Cove Atlantis. Katniss olhou pela janela, extasiada demais com as cores quentes e vibrantes que se transmitiam á sua frente. Bahamas era um sonho para qualquer pessoa, um paraíso.
OoOoO
O taxista, antes de os deixar no hotel, lhes aconselhou sítios para visitarem e bebidas para consumirem. Finnick tinha ficado interessado na bahama mama, o drinque típico da região a base de rum, coco, xarope de romã, suco de laranja e de abacaxi. Katniss percebeu que Bahamas sustenta a fama de ser um lugar caro para a maioria das pessoas.
Entraram no hotel e Katniss viu que o local ewra luminoso, cheio de luz. Suas paredes eram brancas, o chão brilhante e, perto das janelas, haviam sofás de cor negra e algumas plantas. Á frente deles estava o balcão de mármore negro, onde se encontrava o funcionário. Algumas pessoas, principalmente turistas, se dirigiam para o restaurante, que era mesmo ao lado.
Se dirigiram para o funcionário, deram suas informações pessoais, e pediram a chave dos quartos. O funcionário confirmou tudo no laptop e lhes deu as chaves. Dois funcionários se dirigiram para eles e pegaram em suas malas. Um dos funcionários pediu para Katniss o seguir.
Katniss caminhou atrás dele, olhando em redor, tentando absorver a beleza do local e entraram no elevador. Subiram até ao andar e saíram do elevador. Um enorme corredor, de cor branca, se estendia á frente deles e, cobrindo o chão, estava uma passadeira vermelha. Ela, ao pisar a passadeira, se sentiu por momentos como uma mulher famosa, rodeada por papparazzis, indo para uma festa com glamour.
O funcionário abriu a porta do quarto e Katniss entrou. Percebeu que seu quarto tinha vista direta para a praia. Tinha um hall de entrada com cortinas brancas de motivos marítimos, cheio de plantas enormes, viçosas, que davam a tudo um ar de enorme frescura. A cama, ao fundo, parecia grande demais para ela. Mas as janelas, enormes e muito largas, davam sobre o mar.
Ouviu as vozes de seu filho e Peeta e ficou á escuta. Percebeu, pelas movimentações, que eles ficariam no quarto ao lado. Durante aqueles dias, iria ver Peeta. E, apesar do silêncio, ela sabia, bem dentro de seu coração, que iriam conseguir se encontrar. Que finalmente iriam ser felizes.
– Tenha uma boa estadia. – Desejou o funcionário.
– Obrigada. – Respondeu ela, retirando a carteira de dentro da bolsa e lhe dando uma nota. O funcionário inclinou respeitosamente a cabeça para frente e saiu do quarto. Se dirigiu para a mala e retirou um biquini tomara que caia negro com uma fivela drapeada branca no sutiã, uma blusa de alça soltinha com estampados de flores, calções azuis turquesa e sandálias da mesma cor.
Retirou também sua roupa da viagem, uma bolsa, juntamente com uma toalha violeta, óculos de sol e protetor solar, e se vestiu com mais leveza. Se dirigiu para o banheiro e percebeu que os azulejos da parede eram brancos e o chão era negro. Ao fundo, havia uma box branca com uma janela de plástico azul em volta, vários armários, um deles com toalhas, enquanto outros, ou estavam vazios, ou tinham objetos decorativos, um vaso sanitário e uma lixeira de plástico.
A seu lado estava um espelho, que ocupava metade da parede, juntamente com uma pia branca.
Percebeu que o banheiro era muito bonito e moderno. Voltou para o quarto e pegou em sua bolsa. Saiu de seu quarto e fechou a porta. Se dirigiu para ao porta ao lado e bateu duas vezes.
Escutou movimentações no lado de dentro e a porta foi aberta, aparecendo Finnick, com uma sunga azul.
– Mãe, aconteceu alguma coisa?
– Não. – Respondeu ela – Só queria saber se vocês querem ir á praia?
– Por mim… – Começou Finnick, mas colocou o rosto atrás da porta e gritou – Peeta, você quer com a gente para a praia?
– Tá bom. – Respondeu ele. Finnick se virou para a mãe e disse:
– A gente não demora nada. – E fechou a porta. Katniss se encostou á parede e esperou. De vez em quando, saíam ou entravam pessoas de seus quartos ou funcionários passavam pelos corredores. Uns minutos depois, Finnick e Peeta saíram do quarto. Seu filho vestia umas bermudas vermelhas e uma camiseta branca, trazia debaixo do braço uma toalha azul escura, enquanto que Peeta tinha vestido uma camiseta também branca e umas bermudas laranjas. Também trazia uma toalha, ás riscas azul e brancas, debaixo do braço
Chamaram o elevador, que demorou alguns segundos para aparecer, e entraram. Peeta carregou no botão para descer. Katniss olhou para suas unhas, nervosa. Ela só queria uns minutos sozinha com Peeta, mas Finnick estava sempre no meio deles. As portas de metal se abriram e eles saíram. Caminharam calmamente pela recepção, Katniss confirmando se tinha trazido tudo e saíram do hotel. Viram uma passadeira que dava diretamente para o areal. Uma pequena esplanada, rodeada de coqueiros, tocava musica das Caraíbas. Jovens morenos, de troncos elegantes e firmes, e garotas vestidas com cores coloridas, que traziam as bebidas. A praia era imensa, enorme, com uma areia fina e branca e o mar era do mais profundo e maravilhoso azul, com uma suave tonalidade verde. No céu, de um azul limpo e sem nuvens, gaivotas voavam em círculos. Caminharam pela areia, a sentindo quente debaixo de seus pés e procuram um sítio para pousarem seus pertences e aproveitarem o local.
Quando o encontraram, estenderam suas toalhas e retiraram suas roupas, as dobrando e colocando em cima da areia. Katniss retirou o protetor solar de dentro da bolsa e colocou uma generosa quantidade na mão, passando por todo seu corpo. Estendeu o frasco para os garotos e os obrigou a colocarem o protetor. Se deitou na toalha e soltou um gemido baixo. Se sentia maravilhosamente bem. Mais descansada, exclamou, deliciada:
– Que maravilha! – Sua ideia tinha sido excelente. Olhou para Peeta e viu que ele tinha despido sua camiseta. Não pode conter um suspiro de prazer quando viu o peito largo, moreno, de abdominais muito definidos, á sua frente. Como em seus sonhos.
Continua…
Nota da Autora: Oi! Espero que tenham gostado desse capítulo. Reviews serão bem vindos. Bjs :D
