Notas da Autora

Enfim, Bardock e Gine...

Nisso, eles...

Yo!

Os comentários responderei amanhã, pois, estou ouvindo os trovões se aproximando e não quero arriscar o computador.

Tenham uma boa leitura ^ ^

Capítulo 14 - Rumo a Arians Parte 3 - Promessa

Após algumas horas, Gine despertou, mas, relutou em abrir os olhos, enquanto sentia que estava com a cabeça deitada em algo quente, assim como sendo abraçada e sentindo em volta de sua cintura algo macio.

Então, ao aspirar o odor másculo, enfim abre os olhos, lentamente e visivelmente confusa, até perceber em quem estava apoiando a cabeça e com o seu corpo praticamente apoiado nele, sendo que os braços fortes a abraçavam, retendo-a junto dele e a cauda acastanhada deste, macia, estava envolta em sua cintura, retendo-a também, como se temesse que ela se afastasse.

A saiya-jin fica extremamente corada, enquanto recordava-se da noite anterior, dele confortando-a após ter um pesadelo, como comumente tinha, enquanto estava no campo de treinamento, ficando surpresa também no fato deles dormirem juntos, dividindo o parco espaço existente na cama.

Nisso, ergue a face, levemente e observa os traços do rosto do guerreiro que ainda dormia, exibindo uma face inocente, deixando-a surpresa por Bardock ser capaz de ostentar tal face enquanto dormia, fazendo-a sorrir imensamente.

Gine suspira feliz, pois, sentia-se amparada e protegida pelos braços másculos e sorri ainda mais, ao recordar-se do quanto fora gentil e carinhoso com ela naquele momento, além de protetor em muitas outras situações, desde que se conheceram.

Então, leva a sua mão pequena e delicada para a face dele e a afaga em um caricia repleta de carinho e ternura, vendo este sorrir, enquanto o acarinhava, assim como percebera o mesmo suspirar feliz, como se estivesse deliciando-se com a carícia dela, embora ainda estivesse adormecido, enquanto Gine pensava em como fora sortuda de encontrar um saiya-jin poderoso como ele e que gostava dela do jeito que ela era, mesmo que fosse uma anormalidade dentre a raça deles e ao se recordar de suas conversas, percebera que Bardock também era diferente, de certa forma.

A diferença residia no fato de que para os demais, tal "diferencial" não era visto como algo ruim ou vergonhoso, como era no caso dela. Se importar com os saiya-jins, não somente companheiros, não era condenável. Agora, o coração dela, gentileza, amabilidade e o fato de detestar lutar, assim como o desgosto em matar um ser, isso sim era ruim e igualmente vexatório para a sua raça.

Nisso, não pôde deixar de se sentir triste e consequentemente, uma lágrima fugaz escorre de seus orbes, fazendo-a fechar os olhos para depois reabri-los ao sentir uma mão acariciando a sua face e secando a lágrima, fazendo-a olhar para o mesmo, que a observava com a face visivelmente preocupada, perguntando:

- O que houve Gine? Teve outro pesadelo?

- Não. Com você, não tive nenhum.

- Então, por que está triste? – pergunta ainda preocupado, enquanto acariciava a face dela, carinhosamente.

- Estava pensando em como sou estranha e queria saber o motivo de não ser como os outros.

Nisso, Bardock afaga o rosto dela e a faz olhar para ele, que sorria gentilmente, enquanto a apertava ainda mais contra o seu corpo.

- Você é única. A sua singularidade para mim só a faz mais bela e desejável. Não é como as outras. É uma joia rara que fico feliz em ter comigo e inclusive, a desejo, ardentemente. Além disso, somente este Bardock pode tê-la. Você é minha descoberta e garantirei que será somente minha. Mas, somos jovens, ainda. Quando chegar na idade fértil, adoraria fazê-la minha parceira de procriação. Quero... Não, desejo, que seja a mãe de minhas futuras crias, tendo a nossa continuação da linhagem, juntos.

Gine fica surpresa e cora imensamente, até que surge um sorriso discreto nele e ela pergunta um pouco ressabiada.

Afinal, sempre pensara que não conseguiria um parceiro de procriação por ser fraca demais e por ser muito diferente.

- Tem certeza? Não vai se arrepender? Não sou poderosa. Ao contrário, meu poder está abaixo do da terceira classe. Na verdade, por pouco não fui enviada a um planeta fraco quando bebê. É que a minha mãe, irmã de meu tio, comandante Kettuke, o fez prometer que não me enviaria, pois, já havia perdido dois filhos, que foram mortos pelos habitantes locais após serem torturados. Portanto, não queria morrer, sem deixar, ao menos, uma cria para a continuação de sua linhagem.

- Sim. Tenho certeza da minha decisão. Quero você ao meu lado e fico imensamente feliz que a sua mãe tenha feito o seu tio prometer isso.

- Como assim?

- Se tivesse sido enviada, não a teria conhecido e, portanto, nunca poderia conhecer a felicidade e a sensação de paz que tenho junto de você e que com certeza, não encontraria com mais ninguém. Além de ser única e igualmente especial, sendo praticamente uma joia rara, que também é muito linda e com um corpo harmonioso e igualmente distinto. Eu quero saber se você também me deseja. Se quer ser minha parceira de procriação. Sei que ainda é filhote e irei esperar o tempo que for preciso. Quanto a isso não se preocupe.

Ela olha para Bardock e se recorda de tudo o que vivenciaram, dos atos dele, da proteção, do carinho, da gentileza para com ela, preocupação e o fato de deseja-la, de querê-la como parceira, apesar de sua singularidade e fraqueza.

E mesmo que ele não se importasse de matar outros seres, algo que ela não gostava, ele era de certa forma, singular, no aspecto de cuidado e proteção com os de sua raça, sendo que isso era algo incomum demais e igualmente atraente a Gine, pois, só isso, já o distanciava dos demais.

Além disso, o achava lindo e adorava o fato dos cabelos dele desafiarem a gravidade, sendo algo bem chamativo, pois, isso os definia como sendo fios rebeldes, adorando a alusão que provocava, assim como o corpo dele, mesmo sendo jovem, mas, já demonstrando sinais que estava se tornando um macho adulto e fértil, além de que, provavelmente, teria um belíssimo corpo e altamente desejoso.

Ela leva as suas mãos, tímidas, novamente para o rosto dele, acarinhando-o carinhosamente e fala, sorrindo imensamente.

- Eu adoraria ser a sua parceira de procriação... O desejo também e adoro o fato de que você se preocupa com os de sua raça, mesmo não sendo companheiros de equipe. Além de você ser lindo.

Nisso, ela fica ruborizada, enquanto ele a observava com um olhar intenso, fazendo Gine corar, novamente, com Bardock apreciando o fato dela ficar enrubescida.

- Gostaria de poder marca-la... Mas, ainda somos filhotes. – ele fala amargurado.

Então, após alguns minutos, o rosto de Gine se ilumina e nisso, ela sai dos braços acolhedores e fortes de Bardock para a surpresa dele, que em seguida a vê indo até a espécie de mala que consistia em uma espécie de bolsa grande de mão.

- Gine? O quê...?

Então, após fuçar muito, enquanto ele passara a rir ao ver a cauda dela agitada, abanando de um lado para o outro, praticamente eufórica, sendo que achava lindo e igualmente aprazível a naturalidade que ela tinha em demonstrar as emoções, sendo que muitas vezes, parecia um filhote pequeno, de tão espontânea, sendo que mesmo dentre os bebês da raça deles, era algo raro.

Isso só a tornava ainda mais singular e única a seu ver, decidindo que seria somente dele e de mais ninguém, enquanto que esperaria ela ter a idade mínima para acasalamento, tornando-a assim completamente dele e mataria qualquer macho que ousasse tocar no que lhe pertencia.

Então, ela exclama, eufórica:

- Achei!

Bardock arqueia o cenho e nisso, ela volta correndo e se joga em seus braços o fazendo rir, pois, deveria esperar isso dela, ainda mais que haviam prometido um ao outro que seriam parceiros de procriação quando ela se tornasse adulta e confessava que adorava seus gestos espontâneos e igualmente sinceros.

- Poderia usar isso na sua testa e tipo, eu usaria as suas munhequeiras vermelhas compridas. Inclusive, a faixa combina com as suas tornozereiras e munhequeiras, além de ser de um material flexível que estica. Portanto, não se romperá, mesmo que se transforma em oozaru. Pertenceu a minha mã única coisa que tenho, sendo que isso é meu e você usaria. Suas munhequeiras, eu usaria, sendo que são suas. O que acha? Até podemos nos marcar quando eu me tornar adulta.

Ele olha para a faixa vermelha e depois para Gine, sorrindo, adorando a ideia, após analisa-la, sendo que seriam substitutos até ela se tornar uma adulta e assim, poderem marcar um ao outro, criando um vínculo e fazendo surgir uma ligação.

O que eles não sabiam é que possuíam a ligação verdadeira e, portanto, quando se marcassem, surgiria o vínculo, sendo que era consequência da ligação verdadeira, raríssima, que os unia em todos os níveis e de uma forma profunda.

Algo tão raro, que é considerado uma lenda, no mesmo patamar da do super saiya-jin.

- Gostaria de colocar em mim, Gine? O que acha? Fique a vontade - Bardock fala sorrindo.

- Posso? – ela pergunta com os olhos brilhantes.

O saiya-jin consente sorrindo e ela passa a pensar aonde amarraria, sendo que inicialmente pensara no braço. Mas, ela já usaria no antebraço as munhequeiras e nisso, ao ver o cabelo pontudo que desafiava a gravidade, sorri e decide que seria uma bandana, algo que dava a alusão de ser um rebelde ou algo assim, sendo que era a sensação que sentia ao imagina-lo com essa faixa.

Então, ela vai para as costas dele, sendo que ele estava sentado e amarra a faixa, deixando alguns fios por cima dela para depois perguntar, preocupada:

- Não está muito apertada, né?

- Não, está ótimo.

Nisso, sorrindo, ela torna a sentar na frente dele, que ajeita com os dedos a faixa na testa e depois sorri, confessando que adorou a faixa.

- Agora é a minha vez.

Nisso, retira as suas munhequeiras e coloca nos antebraços de Gine, enquanto esta sorria, não conseguindo conter por completo a animação de sua cauda, enquanto que ele passara a sentir certo prazer em fazer isso.

Para Bardock, estava mais para uma imensa satisfação do que qualquer outra coisa, pois ele estava colocando nela e eram dele. Logo, ela se tornara sua e de mais ninguém. Era sua garantiria que seria somente dele e nisso, sente uma imensa possessividade toma-lo, ainda mais fortemente do que antes.

Então, enrola sua cauda na cintura dela e ela faz o mesmo, sendo que fica surpresa quando ele a abraça com apenas um braço e a puxa, fazendo-a sentar sobre o colo dele, de frente para o mesmo, que leva a sua outra mão ao rosto dela, sendo que esta o abraça no pescoço enquanto estava intensamente ruborizada, sentindo o seu coração se aquecer e seus batimentos cardíacos acelerarem, assim como sentia um intenso calor tomando-a, sendo que Bardock sentia seus batimentos cardíacos acerelados e um calor intenso toma-lo, também, passando a desejar ardentemente tocar nos lábios da jovem, desde ontem e ao sentir Gine o abraçando timidamente, ele rosna baixinho, sendo que o rosnado não a assustara, pois notara o timbre carinhoso do mesmo.

Nisso, ergue a face e ambos os olhares ficam presos, novamente, enquanto que o rosto de ambos baixavam, perdidos na intensidade do olhar um do outro e nisso, a porta ameaça ser aberta, sendo que dois pares de mãos a seguravam, desencostando levemente a porta quebrada desde ontem, sendo que ainda estavam afastando-a da batente, lentamente, quando, sem deixar de olhar Gine, Bardock lança, discretamente, por trás da mesma, uma esfera de energia contra a porta assustando a outra pessoa.

Continua aproximando os seus lábios do dela, sendo que ambos sentem o calor da respiração se chocar um com o outro, fazendo surgir uma espécie de "descarga elétrica" em ambos e nisso, os lábios se tocam, intensificando essa "descarga".

Então, ambos são arrebatados por sensações desconcertantes e se abraçam ainda mais, enquanto sentiam-se cativos, passando a desejar os lábios um do outro, sendo que começara ternamente, para depois se tornar um beijo possessivo e igualmente desejoso com Bardock aprofundando o beijo, surpreendendo Gine e inclusive ele mesmo, ao sentir-se ainda mais inebriado, fazendo um gemido abafado escapar dela, assim como um rosnado, até que se separam para tomar ar e então, ambos tocam na testa um do outro, enquanto sorriam, com Bardock vendo os olhos de Gine brilharem, aquecendo o seu coração e desejando ver mais daquele brilho que somente seria destinado a ele e a mais ninguém.

Ambos estavam tão entregues, que não notaram uma pequena fresta aberta e cinco pares de olhos observando o casal, disputando os ínfimos espaços no vão da porta.

Para Kale, era uma cena linda e por isso, controlou um suspiro, Asparakus pensava em como Barock era sortudo, Toma e Panpukin ficavam felizes pelo amigo e Seripa, se retirava dali, enquanto rosnava pelo corredor, "soltando fogo pelas ventas" e espumando de ira, decidindo que faria alguma coisa, sem se importa com as consequências.

Porém, quando Pupkin ia se levantar, ele acaba apoiando o braço na porta e nisso, esta acaba caindo e todos caem um em cima do outro, com Kale "soterrada" pelos demais.

Afinal, Asparakus caiu em cima dela, Toma e Panpukin caíram em cima de Asparakus e de fato, tal cena era cômica, sendo que os quatro olhavam sem graça para o casal, que despertara da espécie de transe e os olhara inicialmente estarrecidos, para depois Gine ficar envergonhada e sair do colo de Bardock, se escondendo atrás dele, intensamente ruborizada, enquanto que o mesmo achara ruim a perda do calor dela, enquanto se levantava, rosnando para o grupo, irritado pelo corpo de sua companheira ser afastado dele pela mesma.

E antes que falasse algo, Kale exclama, com a face levemente corada:

- Tire a sua cauda daí! Pervertido! Só pode ser a sua cauda, pois você está grudado nas minhas costas!

- Não é culpa minha, Kale, estou sendo prensando contra você e a minha cauda não me obedece... – nisso, abre um imenso sorriso e fala, sonhador – Estou juntinho da minha Kale!

- Não sou sua... Desgraçado! – nisso, ela concentra seu poder e erguer-se, acabando por conseguir jogar todos de suas costas para o chão, sendo que muitos murmuravam descontentes, frente a queda súbita.

Então, se vira rosnando para Asparakus, que se encolhe, engolindo em seco.

- Como ousa? – ela fala em um sibilo perigoso – Quer voltar para a Medical Machine?

Nisso, Asparakus foge e Kale o persegue, gritando:

- Volte aqui!

- Nem morto!

Ele exclama, embora soasse mais para um tom divertido, do que por receio e põe-se a fugir da saiya-jin raivosa, sendo ambos inteligentes o suficiente para fazerem isso em silêncio para não acordarem Kabbage, ao contrário dos gêmeos que foram lesados o suficiente para fazerem uma intensa algazarra, enquanto se socavam fora da área de treino.