Cap. XIV – Explicações
Os dois aterraram na entrada do labirinto onde foram aplaudidos por todos.
- Bravo! Excelente! Uma vitoria honesta dos dois campeões de Hogwarts! Parabéns aos dois! – disse Dumbledore aproximando-se deles.
Harry e Cedric olharam para Dumbledore assustados.
- O que se passa? – perguntou este.
- Ele… ele voltou. Voldemort voltou! – disse Harry. Ainda sentia o suor a escorrer-lhe pelo corpo, a aflição, o medo, tudo misturado dentro dele. Sentia a sua cicatriz queimar-lhe a testa, assim como o corte que tinha no braço.
- A taça… era um botão de transporte, levou-nos até um cemitério – disse Cedric. Aparentava o mesmo ar que Harry, um tanto cansado também.
A expressão da cara de Dumbledore mudara.
- Vimos o Wormtail, quer dizer, o Peter Pettigrew e os devoradores da morte juntamente com ele.
Dumbledore virou-se para a professora McGonagall e perguntou:
- Onde está o Alastor Moody? Foi ele quem pôs a taça no labirinto! Onde está ele?
- Há algum tempo que não o vejo – disse.
Entretanto veio Snape, a multidão deixara de festejar e calara-se, estavam curiosos com o que se estaria a passar.
- Director – disse Snape – encontramos o Moody a fugir do castelo. OU poderia dizer o Barty Crouch Júnior?
- Mas como… começou McGonagall.
- Andou a tomar poção Polisuco o ano inteiro, agora sei quem andava a vasculhar a minha dispensa.
- Onde está o verdadeiro Moody? – perguntou a professora.
- O Filius e a Pomona deram-lhe Veritaserum para dizer a verdade.
- Onde estão? – perguntou Dumbledore.
- Acho que estavam a caminho do seu gabinete.
- Vocês os dois mantenham-se longe de todos, depois passem pela enfermaria. Severus e Minerva sigam-me – disse Dumbledore. E saíram do campo em direcção ao castelo.
Harry e Cedric saíram do campo e foram para a margem do lago, sentaram-se na enorme pedra e fitaram a lua que reflectia os seus raios brilhantes no lago.
- Isto parece mentira – disse Cedric passando a mão pelos cabelos, quebrando o silêncio – O retorno dele e o falso Moody.
- Foi tudo uma armadilha Ced – disse Harry – Eles queriam matar-me.
- Mas conseguiste safar-te. Isso é o que interessa!
- Graças a ti! Fiquei tão aliviado quando te vi vivo, pensei que te tinha perdido para sempre – disse Harry entrelaçando os seus dedos com os de Cedric – Mas, como é que tu… pensei que a maldição te tivesse acertado!
- Raspou-me pelo ombro – disse apontando para um pequeno corte no ombro – entretanto joguei-me para o chão e perdi os sentidos quando bati com a cabeça numa pedra. Devo ter para aqui um galo – disse sorrindo.
- Foi sorte teres aparecido no momento certo, pois não sei o que me iria acontecer se não fosses tu!
Cedric chegou Harry para junto dele e passou-lhe o braço pelos ombros.
- Amo-te tanto Harry, foste a melhor coisa que me aconteceu. Não te quero perder, és muito importante para mim.
Harry sorriu e beijou-o lentamente os lábios após olhar para aqueles lindos olhos cinzentos que brilhavam de honestidade. Saboreara o momento da vitória com Cedric até que foram para a enfermaria para tratarem das lesões.
Falara com Dumbledore mais tarde e este dissera-lhe que Barty Crouch Júnior fora responsável pela morte do pai e que mantera o verdadeiro Moody preso num baú mágico no seu gabinete.
Harry contara tudo a Ron e Hermione e estes pareceram estupefactos com toda a informação.
- Eu sabia que era algo desse género! – disse Ron.
- Harry tens de ter muito cuidado agora. Com o regresso do Quem-Nós-Sabemos as coisas já não serão tão facilitadas. Temos de nos unir e lutar contra a magia negra.
Harry concordara, essas também foram as palavras de Dumbledore. Todos juntos fariam uma boa equipa, uma equipa forte que, com esperança, seria capaz de derrotar a magia negra. Seria um longo caminho a percorrer até isso acontecer, mas estavam decididos.
