Capítulo 14
EPOV
Eu amava a minha família, realmente amava, mas eles poderiam ser sufocantes. O brunch foi o mesmo de sempre; Papai e Emmett falaram sobre negócios, enquanto Rosalie e minha mãe fofocavam. Eu tentei ficar na beira da atenção.
Fazia um tempo que eu não participava, estar do outro lado do país havia ajudado, mas não havia como escapar delas mais.
Quando a conversa foi redirecionada para mim e Bella, eu sabia que não tinha escapatória. Falei a minha mãe um pouco sobre ela - eu não tive escolha. Ela tinha saído para almoçar com Carmen Denali, e, claro, a velha bruxa lembrou que Tanya estava muito contente por eu estar de volta à cidade.
Era ideal aos olhos da minha mãe. Ela gostava de Tanya, e os Denali eram velhos amigos da família. Além disso, minha mãe só queria que eu sossegasse e Tanya estava mais do que disposta em ajudar. Só não era onde eu estava com a minha cabeça. Eu tinha planos... objetivos, e a minha carreira era o meu foco. Eu não estava nem perto de estar pronto para casar ou ter filhos. Eu queria fazer um nome, talvez trilhar o meu caminho por meio de erros e experiência de vida antes que eu jogasse a toalha.
Eu não tinha nada contra casamento, ou crianças, mas eu não era como o meu irmão.
Cordas e correntes não eram a minha coisa. Funcionou para eles, o que era ótimo. Eu queria ser jovem e viver um pouco mais.
Mas... então certa coisa minúscula em forma de garota totalmente me derrubou de bunda. Eu ainda não estava pronto para comprar um anel, hipotecar uma casa ou qualquer coisa assim, mas possibilidades estavam se formando na minha cabeça e se eu pensasse bem o suficiente, eu podia ver tudo isso, com ela.
Isso estava muito longe, no entanto. Não me incomodava que ela fosse tão jovem, de fato, isso funcionou a meu favor. Ela não estava nem perto de querer sossegar dessa forma também, então tínhamos todo o tempo do mundo para nos divertir e apreciar um ao outro antes que toda a merda pesada precisasse acontecer.
Não havia nenhuma maneira de eu amarrá-la assim. Eu me preocupava com ela, muito mais do que provavelmente seria normal, já que nós nos conhecíamos há menos de um mês, mas senti coisas por ela que eu nunca tinha sentido por ninguém, nunca.
Será que pirei quando ela me disse que me amava? Pode apostar. Meus instintos me disseram para dar no pé, porra, mas então eu coloquei as coisas em perspectiva.
A intensa atração era desconhecida para mim. Eu tive minha cota de mulheres, mas nada chegou perto de como era com Bella. Sexo nunca tinha sido tão satisfatório ou sexy como era só beijar Bella.
Foi quando eu soube que estava muito bem ferrado. Eu sabia que tinha que esfriar a merda da cabeça e relaxar. Levou cada grama de força de vontade que possuía para não jogá-la no chão e fazê-la minha, mas eu tive que abrandar. Se não, ela ia acabar se machucando e eu não queria magoá-la. Ela não estava pronta para isso... e honestamente, esperar por ela não era nada. Parecia que eu estava esperando por ela há anos. Ela era finalmente minha, e isso era tudo o que importava.
"Então, quando é que vamos conhecer essa garota, Edward? Eu esperava que você fosse convidá-la para vir hoje."
Eu olhei para Rosalie, e depois sorri para a minha mãe. "Rosalie chegou primeiro."
Rosalie riu. A cadela. Eu estava com vergonha de estar realmente lutando com a minha cunhada por causa de uma menina. Patético.
Apenas... errado.
"Ele está certo. Eu não queria trazer as crianças, então eu pedi a ela para ficar com eles. Desculpe, Edward."
Ela não estava arrependida, nem um pouco.
"Sim, bem..." Eu não podia dizer o que realmente queria na frente da minha mãe, então eu bebi o resto do meu Bloody Mary e mantive a minha boca fechada.
"Ela é ótima com as crianças", Rosalie jorrou. "Eu realmente não sei o que vou fazer quando ela se formar. Melhor babá de todos os tempos."
Eu ri. "Que terrível ser você."
Ela revirou os olhos. "Você é tão imaturo. Então, o que você vai fazer, garoto apaixonado? Terrível ser você, também."
Eu dei de ombros. "Há uma possibilidade de eu conseguir o emprego em Seattle e estarei na mesma cidade que ela. Se não, eu vou dirigir até lá todo fim de semana."
"Ahh", minha mãe disse, cobrindo o coração e olhando para mim com olhos sonhadores. "Você ama essa garota."
Eu revirei os olhos. "Eu gosto dela, mãe... muito. Mas é muito cedo para tudo isso."
Rosalie bufou. "Você ficou olhando para ela enquanto ela dormia por horas. Ou você é um maldito armário, ou está apaixonado."
Eu olhei para ela.
"Você está fazendo planos, Edward. Parece amor para mim."
Minha mãe... a romântica impossível.
"Olha, eu admito, eu amo coisas nela. O sorriso dela... o riso... os peitos dela... eu realmente amo os peitos dela."
Minha mãe me deu um tapa, Rosalie gemeu, e meu pai e Emmett riram baixinho.
Eles entenderam.
"O que? É verdade. Ela também tem uma bundinha perfeita. Eu amo quando ela usa calça jeans."
"Edward Anthony!" Minha mãe suspirou.
Eu me debrucei na minha cadeira e sorri. Era muito divertido irritá-la. "O que você quer de mim? Eu estou começando a conhecê-la, ok? Não comece a encomendar convites de casamento e essas merdas, é tudo o que eu estou dizendo. Além disso, ela tem apenas dezessete anos. É muito cedo."
Foi a vez do meu pai gemer.
"Realmente, Edward?"
Eu dei de ombros novamente. "Quase dezoito. O ponto é, não importa. Nós gostamos um do outro, nós nos damos bem e o fato de que ela é incrivelmente linda não machuca."
Meu pai balançou a cabeça.
"Pai, ela realmente é uma ótima garota. Ela é engraçada e inteligente e há algo especial nela. Você conhece Rosalie... ela não gosta de estranhos e ela praticamente adotou essa garota. Acho que ela vai ser boa para Edward. Eu não o vi assim... bem, nunca. Ele quase não é um idiota total desde que ela apareceu." Emmett disse.
Eu ergui o dedo do meio para ele e minha mãe me deu um tapa novamente.
Os olhos do meu pai encontraram os meus e ele apontou para mim. "Tenha cuidado e, pelo amor de Deus, seja respeitoso."
Eu dei a ele um olhar indignado. "Vamos lá. É claro que eu vou. Eu acabei de dizer que gosto desta menina. Não é realmente sobre sexo. Ela não é assim."
"Melhor não ser", Emmett se meteu. "Ou eu vou chutar o seu traseiro."
Passamos o restante da refeição falando sobre as minhas perspectivas de trabalho e o que eu iria fazer. Eu sempre soube o que queria fazer. Construir barcos. Navios. Grandes. Eu era fascinado pelo mar e por barcos desde que eu era velho o suficiente para andar. Meu avô tinha trabalhado para um estaleiro durante toda a vida, e quando eu era pequeno, ele me levava até as docas para ver os navios navegarem. Eu queria um da pior maneira. Quando chegou a hora de me decidir o que queria fazer com a minha vida, não houve dúvida. Eu queria ser como meu avô e desenhar navios.
Eu sempre tinha uma caneta ou um lápis na mão, debruçado sobre uma mesa de desenho ou um caderno, anotando ideias e projetos. Às vezes, o hábito me mantinha acordado durante a noite. Ser engenheiro era tudo o que eu sempre quis, e eu era bom nisso. Acho que meu pai queria que eu fosse arquiteto, ou algo assim, mas eu queria construir coisas. Fazê-las vir à vida. Ter minhas ideias no papel era uma coisa - ter a capacidade de construí-las era outra.
Eu tinha estreitado minha busca para duas empresas na área. Eram empresas que tinham um enorme prestígio na construção de iates, e uma delas estava realmente interessada em me contratar. Eu sempre planejei voltar a viver no Noroeste, para construir a minha carreira e vida, e felizmente vivíamos em uma área perto de um próspero porto.
Comecei a ficar animado com a possibilidade de estar na mesma cidade que Bella quando ela fosse para a faculdade. Os cenários eram infinitos. Até tarde da noite na minha cama... as manhãs até mais tarde na mesma cama, em seus braços, pele com pele... Eu realmente queria isso. Muito. Eu também queria que ela tivesse uma experiência normal na faculdade. Festas, boates e aulas... todas as coisas que eu tive. Queria que ela se divertisse e não ficasse amarrada a um cara que tinha que lidar com toda essa merda de nove às cinco. Eu era egoísta o suficiente para ficar com ela de qualquer maneira? Definitivamente. Eu apenas teria que me certificar de lhe dar confiança suficiente e espaço para ficar sozinha, também.
Finalmente, era hora de sair. Meu irmão tentou me convencer a ir com ele assistir ao jogo em algum bar de esportes, desde que Rosalie ia às compras depois com a minha mãe.
Nós mal tínhamos terminado as nossas cervejas, quando um sentimento engraçado começou a me incomodar na parte de trás da cabeça.
"Filha da puta", eu assobiei. "Elas não vão fazer compras! Eles vão ver Bella!"
Minha mãe sorrateira achava que era habilidosa.
Eu era lento, obviamente, mas eu não era estúpido. Se ela tivesse planejado ir às compras, ela teria surrupiado o American Express do meu pai, em primeiro lugar.
Não... ninguém tinha ido às compras.
Elas tinham ido bisbilhotar.
É claro que elas foram bisbilhotar, Edward! Então, aposto que ninguém acertou a profissão do nosso menino de suspensórios e botas; engenheiro naval!
Beijo
Nai.
