Nota: (1) Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling e a Warner Bros. Entertainment Inc. Essa fanfic não tem nenhum fim lucrativo, é pura diversão.
(2) Contém Slash (relação Homem x Homem) e Lemon (sexo explícito entre as personagens), portanto se você não gosta ou se sente incomodado com isso, é simples: Não Leia.
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Antes que Harry pudesse se dar conta, as impacientes mãos de Tom já se livravam de suas roupas sem nenhuma dificuldade. A bela calça negra e a camisa verde-esmeralda logo jaziam esquecidas no chão e o assustado menino encarava o docente protegido apenas pela ajustada cueca negra. É claro que Harry precisava dar o braço a torcer e admitir que as mãos do Lord sabiam muito bem o que estavam fazendo, passeando por todo o seu corpo de uma forma excitante e única, obrigando-o a soltar leves gemidos enquanto sua boca era devorada pelo maior. Ainda sim, o menino se debatia, tentava a todo custo escapar e não sucumbir aos seus mais profundos desejos e... Oh Merlin, como era difícil resistir.
- Solte-me seu desgraçado – murmura com a voz rouca, enquanto cerrava os olhos e sentia a boca de Tom saborear seu pescoço.
- Nunca.
- Quando eu sair daqui... Oh...
- Vai desejar voltar no mesmo instante.
O sorriso malicioso dançando nos lábios do Lord, e a expressão de puro prazer que adornava o rosto de Harry enquanto ele acariciava seu membro lentamente, indicavam a veracidade de suas palavras.
- Não resista, pequeno, você sabe que está louquinho de desejo pelo que vai acontecer.
- Em seus sonhos... Oh... Não...
- Isso não é um sonho – sorri com malicia – Não mais... – E após um simples movimento de sua mão direita, a última peça de roupa que protegia o menino desaparece diante dos seus olhos famintos. Logo Tom rodeou a ereção de Harry com uma mão e passou a estimulá-la sensualmente enquanto roçava sua própria ereção, ainda escondida pelas roupas, contra aquele cálido corpo que em breve seria seu por completo.
A mente de Harry, naquele momento, era uma nebulosa. Seus pensamentos coerentes lentamente o abandonavam para dar lugar ao prazer que a habilidosa mão de seu professor lhe proporcionava, sem contar é claro, com o excitante da situação. Céus! Ele estava trancado no quarto daquele filho-da-puda-com-porte-de-deus-grego sendo deliciosamente submetido como jamais fora na vida. O simples timbre da voz daquele homem, os olhos negros que há pouco ele jurara possuir rajadas vermelhas, o sorriso arrogante, a aura obscura que parecia rodeá-lo... Por Godric! Aquilo tudo o levava a loucura, como nenhum de seus amantes jamais fizera.
- Não...
As negações ficavam cada vez mais fracas.
- Pare com isso...
Seu corpo se contorcia em espasmos de prazer.
- Solte-me...
Suas mãos agarravam com força o lençol negro embaixo de si. E quando Harry abriu a boca para protestar novamente um grito que mesclava surpresa, dor e prazer, escapou dos seus lábios. Dois dedos acabavam de invadi-lo subitamente. Dedos que não demoraram a acariciar o seu interior, dilatando-o para algo bem maior que estava por vir.
- Tem certeza que deseja que eu o solte?
- Ah...
- Isso é um sim ou um não?
- D-desgraçado! – murmura com ódio e desejo. Seu quadril, inevitavelmente, acompanhava os movimentos daqueles dois dedos que logo ganharam a companhia de mais um.
Harry não sabia como sua entrada fora lubrificada – provavelmente por um feitiço não verbal do adulto –, pois a única sensação que captava os seus sentidos era o prazer daqueles excitantes movimentos, unidos à demandante boca que explorava a sua e ao corpo musculoso que o submetia, numa dança magistral. Era completamente excitante sentir-se nu e desprotegido baixo o corpo que ainda conservava as vestes, pois o roçar da túnica de seda que o professor usava enviava leves correntes elétricas por sua pele, incrementando ainda mais aquele mar de sensações.
Era uma batalha perdida.
Harry tinha plena noção disso.
E não estava nem um pouco desapontado.
Após intermináveis minutos, nos quais o Lord saboreou cada pedacinho daquela pele alva que há tempos desejara, explorando-o com seus dedos e deliciando-se ao ver-se causador de tais gemidos, o menino-que-sobreviveu se viu reduzido a uma massa corpórea trêmula e ofegante. Os olhos verdes brilhavam com pura luxúria. Seus lábios inchados não poupavam mais os gemidos. E todo o seu corpo clamava ansiosamente pela união com aquele ser que tão habilmente o manipulava e o subjugava a tamanhas sensações. Nunca sentira algo assim. Nunca... Com nenhum de seus amantes se viu tão absorvido logo nas preliminares da relação. Aquele homem, Tom Kinney, possuía algo que o diferenciava de todos, algo crucial para a vida de Harry, mas que ele não se importava nem um pouco em investigar agora.
O prazer imperava diante a precaução.
- Tom, por favor...
O jovem Gryffindor já não tinha a mínima noção do que gemia. Orgulho era apenas uma palavras esquecida. Uma palavra que fora substituída por outra muito mais importante: prazer... Um prazer que não encontra limites. E Tom deixou um sorriso malicioso adornar seus lábios diante daquilo. Finalmente o menino estava na posição que ele queria.
Assim, sem quebrar o contato visual com aquelas ardentes esmeraldas, Tom se afastou daquele delicioso corpo que se encontrava completamente abandonado em meio aos lençóis de seda e o encarou de cima. Afastou-se apenas alguns passos da cama e com movimentos felinos começou a desabotoar a bela túnica negra que o cobria.
Harry acompanhava cada movimento com olhos famintos.
E lentamente o Lord deixou aquela exuberante peça de roupa cair no chão, expondo um dorso musculoso, definido e convidativo. Apenas a calça de seda o cobria, pois os sapados haviam desaparecido graças à bela arte da magia. Não demorou muito e logo as pernas fortes e bem trabalhadas se deixaram ver, o que fez a boca de Harry secar, afinal, parecia contemplar a viva imagem de Zeus, que descera à Terra para encantá-lo. Não cabiam dúvidas, era um deus.
- Gosta do que vê?
- O que você acha? – replica com a voz rouca. Seu membro cada vez mais rígido era uma resposta clara àquela pergunta.
Um meio sorriso, destilando malícia e luxúria, foi o que Harry obteve como resposta. E diante das expectantes esmeraldas do jovem Gryffindor a última peça de roupa que cobria o Lord desapareceu. Na mesma hora um gemido ansioso deixou os lábios de Harry. Céus... Ele precisava daquilo. De tudo aquilo! Precisava daquele imponente pedaço de carne dentro dele. E precisava já.
- Tom... – seu corpo se contorcia num convite mudo e ele alçou os braços como uma criança expectante – Por favor... – E isso tudo, é claro, foi de mais para o Lord.
Sem conseguir conter seu próprio desejo ao contemplar aquela excitante imagem, Tom se posicionou mais uma vez em cima do suave corpo de Harry, que imediatamente rodeou sua cintura com as pernas. Mas ao invés de penetrá-lo de uma vez, como tantas vezes sonhara fazer, o Lord passou a roçar seu membro naquela úmida entrada enquanto acaricia a ereção do Gryffindor com uma das mãos. Este se sentia desfalecer. Aquilo não era o bastante. Precisava de mais... Muito mais.
- Está gostando, pequeno? – pergunta com a voz rouca, mordendo-lhe sensualmente o lóbulo da orelha.
- Ohh... Tom...
- Porque eu estou adorando ver você assim... Ter você assim... Completamente entregue, completamente meu.
- Tom... Ohhh... Sim... Por favor...
- Por favor, o que?
- Eu... Ahh... Eu quero você...
- Você me quer? – sorri de uma maneira quase obscura, que o menino não percebe por estar completamente entregue às sensações de prazer.
- Sim... Oh, Merlin! Sim!
- E até onde você está disposto a chegar esta noite, pequeno?
- Até as estrelas! O céu é o limite, Tom... Oh, sim... Eu quero tudo o que você me oferecer...
- O céu é o limite, então? – murmura consigo mesmo. O Lord das Trevas, é claro, não poderia estar mais satisfeito.
Sem pensar duas vezes, aproveitando aquela chance que parecia única, Tom posicionou seu membro naquela deliciosa entrada e sem nenhuma delicadeza preencheu o jovem Gryffindor de uma vez só. Imediatamente, um grito que mesclava dor e prazer invadiu a habitação. Inevitáveis lágrimas banhavam os olhos de Harry e aquilo pareceu excitar ainda mais o Lord, que naquele momento se deliciava com a sensação de ser esmagado por um lugarzinho tão pequeno e aconchegante.
Tom esperou poucos segundos, não para o Gryffindor se acostumar com a invasão, mas para ele próprio desfrutar de maneira egoísta daquela arrebatadora sensação. Assim, não demorou muito para ele dar início aos movimentos suaves que marcavam o balanço de seus quadris. Sentindo que o paraíso era ali ao observar as lágrimas que banhavam o belo rosto de Harry, os gemidos de prazer que escapavam dos lábios rosados e o movimento daquele pequeno corpo que se amoldava com perfeição ao seu.
Da mesma forma, Harry se encontrava perdido num oceano de sensações deliciosas que haviam aplacado rapidamente a dor inicial. Tom era enorme e com certeza o preenchia por completo, tocando em sua próstata de uma maneira profunda e certeira. O Édem fora descoberto. E era muito melhor do que ele chegou a imaginar.
- Tom... Ahhhh... Isso... Ohh...
Inevitavelmente, Harry não pôde deixar de comparar o Prof. de DCAO com seus outros amantes, chegando a assustadora conclusão de que Tom era muito melhor do que todos eles, pois era a mescla perfeita de cada um: possessivo, dominante, audacioso, imponente e outras inúmeras características que seus amantes possuíam espaçadamente, mas que em Tom Kinney estavam todas agrupadas e melhoradas. Era como se fossem feitos para aquele momento. Feitos para estarem nos braços um do outro. Feitos para seus corpos se acoplarem. E sem soar demasiado clichê, não cabiam dúvidas de que eram feitos um para o outro. À medida que o ritmo dos movimentos aumentava, suas auras se mesclavam, numa dança igualmente sensual que pairava sobre seus corpos. Os olhos nublados de prazer não conseguiam captar tal imagem, pois se o conseguissem permaneceriam maravilhados com tamanha demonstração de poder e sincronia, coisa que apenas àqueles que compartilham a alma chegam a possuir.
- Tom... Ahh...
- Oh, Harry... – murmura com desejo, devorando aqueles suaves lábios que lhes eram oferecidos docilmente.
Palavras já não precisavam ser ditas.
Apenas seus corpos se comunicavam. Apenas seus gemidos ressoavam na habitação, numa melodia excitante, em conjunto com o barulho dos dois corpos se chocando. Os movimentos agora eram demandantes, quase violentos, e suas magias interligadas faziam os objetos ao redor flutuarem, mas nem isso era captado pelos seus olhos.
Verde e Vermelho.
Um estava perdido no outro.
- Vermelhos... Ohhh... Seus olhos... – Harry divagou em meio a gemidos. Mas antes que pudesse chegar a uma conclusão mais clara, um profundo golpear em sua próstata o distraiu. Não existia mais nada.
O vai e vem frenético fazia seus corpos brilharem com gotas de suor. As respirações agitadas e, sobretudo os gemidos eróticos que deixavam ambos os lábios indicavam que aquele incrível momento estava chegando ao fim. As arrebatadoras correntes elétricas provenientes do orgasmo já viajavam livremente pelos seus corpos, mergulhando-os em êxtase, um êxtase tão profundo que nenhum dos dois jamais experimentara com outra pessoa.
- Ohhhh... Tom!... Ahhhh...
- Hummm... Harry! – com um gemido rouco, Tom chegou ao clímax, derramando-se abundantemente no interior de Harry. E no mesmo instante, o jovem Gryffindor também alcançou o orgasmo, o melhor orgasmo de sua vida que, no entanto, também se tornou o pior ao contemplar aqueles olhos escarlates que finalmente o remeteram à realidade da situação.
Não! Não era possível!
Aquilo só podia ser um pesadelo...
- Riddle... – Harry murmura com a voz rouca, ainda absorvido por aquela arrebatadora sensação que em poucos segundos o leva a inconsciência.
Harry Potter se encontrava desmaiado nos braços de Tom Riddle. Após ter o melhor orgasmo de sua vida com o mesmo... Como era cruel o jogo do destino.
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Um par de brilhantes olhos verdes se abriu, sonolento, para contemplar mais uma manhã. Sentia-se aconchegado em meio a musculosos braços que o envolviam, numa sensação de plenitude e satisfação que só era aplacada pela lembrança do estranho pesadelo que sonhara na noite passada. Por Godric, sonhar que havia se entregado a Lord Voldemort, ou melhor, Tom Riddle, era de mais até para ele. Assim, após se espreguiçar lentamente, como um adorável gatinho, Harry se acomodou mais contra aquele belo corpo que o rodeava de maneira possessiva e demandante. Com a visão levemente nublada pela claridade, o menino não conseguia distinguir com clareza quem era o seu acompanhante, mas imaginava que pelo porte adulto, provavelmente estava no quarto de Severus.
- Bom dia, pequeno, dormiu bem?
Aquela voz.
Aquele tom impregnado de cinismo e diversão.
Céus... Não podia ser verdade!
- Tom!
Rapidamente, Harry se afastou do adulto e se sentou na cama, o que levou uma leve careta de dor a sua face devido ao movimento tão repentino.
- Merda... – respirou fundo – O que está acontecendo aqui?
- A noite foi tão boa que você até perdeu a noção do tempo?
- Desgraçado – replicou com ódio. Aqueles olhos vermelhos-sangue o encaravam sem qualquer disfarce.
Tom Marvolo Riddle.
Lord Voldemort... O Terror do Mundo Mágico... Aquele-que-não-deve-ser-nomeado...
O assassino dos seus pais e o homem com o qual passara a mais excitante noite da sua vida, naquele momento, encarava-o com um brilho de maldade e satisfação em seus olhos.
- Sabe, pequeno Potter, você não deveria se meter na cama de qualquer estranho.
- Eu não tive muita escolha, digamos.
- Oh, não seja injusto, esqueceu que eu perguntei até onde você queria chegar?
- Eu... – desvia os olhos sentindo suas bochechas corarem – O que você quer afinal, Riddle? Porque se fosse me matar nós não estaríamos tendo essa agradável conversa, não é?
- De fato, pequeno, sua prematura morte já não me interessa nem um pouco.
- Sei...
- Seria muito talento desperdiçado – sorri com malícia, levantando-se e colocando o roupão negro que descansava na cômoda ao lado da cama – Na verdade, tenho uma proposta a fazer.
- Ótimo, a resposta é não.
- Gryffindors, sempre tão apressados – comenta divertido – Você ainda nem ouviu a tentadora oferta.
- Não estou interessado. Mas tenho certeza de que Dumbledore estará encantado em ouvir o que você tem a dizer, começando pelo fato de você estar em Hogwarts sem a permissão dele eu imagino – sorri falsamente, enrolando-se no lençol negro e descendo da cama para juntar suas roupas, ou o que restou delas.
- Esse velho senil não me reconheceria nem se eu lhe lançasse uma maldição no meio dos olhos. Como já ficou provado ao me dar o cargo de professor.
- Que seja – suspira irritado colocando a cueca e a calça sob o olhar predador do Lord – Diga logo o que quer, Riddle.
- Quero você. Oh, espere, isso eu já tive.
Harry apertou os punhos e encarou aquele sorrisinho irônico com fúria.
- A verdade é que eu quero você ao meu lado, Harry Potter, como meu aliado.
- É claro, onde eu assino? – sorri com puro sarcasmo.
- Não seja assim, Harry – sua varinha girava ameaçadoramente por entre os longos dedos – Você já percebeu na noite passada como nós podemos nos dar bem.
- Eu não sei você, Tom, mas não é minha ambição de vida me aliar ao assassino dos meus pais e muito menos apoiar um louco-megalomaníaco-com-tendências-homicidas.
- Você magoa meu pobre coração.
- Se você soubesse o que é ter um – replica por entre os dentes.
E antes que o maior pudesse dizer mais alguma coisa, Harry continua:
- Preste atenção Riddle, é melhor você sumir imediatamente porque Dumbledore estará aqui em alguns minutos.
- E o que te faz pensar que eu temo aquele velho maluco?
- O simples fado de você ainda não tê-lo matado. Agora é melhor você desaparecer porque eu mesmo vou relatar a ele o que houve.
- Será uma conversa interessante – sorri com maldade – Hey Dumby, você não imagina o que o Lord das Trevas fez comigo ontem à noite, cheguei a desmaiar depois do orgasmo.
Se não estivesse sem sua varinha, completamente exausto e dolorido depois da noite anterior, Harry com certeza lançaria uma maldição naquele maldito homem. Já não estava agüentando aquela situação. Era completamente inverossímil, Harry Potter e Lord Voldemort conversando tranquilamente após uma excitante noite de paixão. Céus... Estava enlouquecendo, só podia ser isso.
- Harry?
-...
- Potter?
-...
- Potter! – mas Harry estava perdido em seus pensamentos. E o que mais irritava o Lord era ser ignorado.
- Só pode ser um pesadelo.
- Crucio!
- Ahhh!... Hey! – o encara com fúria após o Lord suspender a maldição.
- Só para você notar que está bem acordado, pequeno.
- Desgraçado...
- E voltamos à etapa dos insultos – revira os olhos – Bom, o papo está ótimo, mas vamos aos negócios Potter.
- Já disse que não estou interessado.
- Neste exato momento há uma centena de Comensais da Morte a postos para atacar Hogwarts.
- Mas...
- Não se iluda, pequeno. Esta famosa barreira que protege a escola não duraria cinco minutos se eu quisesse de fato derrubá-la. É claro que além desta centena de Comensais há mais algumas dezenas apenas esperando para derrubar o Ministério da Magia e os demais pontos estratégicos tanto do mundo mágico quanto do mundo muggle.
- E por que você está me contando isso?
- Ora, para mostrar que você não possui muitas opções. A realidade é bem simples, ou você se une a mim e seus amigos vivem, ou você rejeita a oferta e seus amigos morrem em... Uma hora, ou menos.
- Ou eu posso matá-lo e fim do problema.
- Sem a sua varinha?
Merda.
Esquecera aquele detalhe.
- Sirius Black, Remus Lupin, os Weasley, a sangue-ruim-Granger... Todos mortos se você recusar minha oferta.
- Adoro quando me dão várias opções.
Com um perigoso sorriso em seus lábios, Tom puxa o menino para os seus braços, divertindo-se ao ver o rebelde Gryffindor se debatendo para tentar se soltar. Oh não, ele não o deixaria ir. Não o deixaria ir nunca mais.
- Como você pode ver Harry, sua escolha é bem simples.
- Eu devo ser mesmo muito bom de cama – sorri com desdém – para você fazer tudo isso por mim. Sinto-me lisonjeado, Tom.
- Oh sim, deve se sentir muito honrado, mas garanto que serei eu quem mais desfrutará no final.
- Seu filh... – contudo, as palavras se perderam nos lábios de Harry, pois um beijo ardente o silenciou.
- Você tem até as 14h00min para me dar sua resposta, Harry. Ah, e caso ela seja negativa ou o diretor apareça para me honrar com sua presença, comece a se despedir dos seus amiguinhos.
Harry apenas o encarou em silêncio. Os olhos verdes brilhando de fúria, seus lábios inchados devido à intensidade do beijo e o sangue correndo de maneira enlouquecida por suas veias, consagrando todo ódio e a impotência que o consumia.
Era melhor sumir dali.
Antes que se arrependesse...
Bom, se arrependesse ainda mais.
Assim, com um último olhar de desprezo, um desprezo que ele guardava especialmente para o Lord, Harry deixou a habitação batendo a porta atrás de si. Tom apenas contemplava a cena e sorria. Aquele menino seria seu em breve. Muito em breve...
Pois o relógio já marcava 10h30min.
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Harry se encontrava confortavelmente sentado sob a sombra de uma árvore, nos arredores do Bosque Proibido, pensando na loucura que tomara sua vida naquelas últimas horas. Ele havia se entregado ao Lord das Trevas e... Por Merlin, como se deliciara com isso! Agora era coagido a se juntar àquele monstro para não deixar seus entes queridos em perigos. Sem dúvida, aquele não era o seu dia de sorte, ou melhor, sua vida inteira não contava com nenhuma sorte.
- Preocupado, pequeno?
Aquela sibilante voz o sacou de seus pensamos e por um aterrador instante Harry pensou que poderia ser o Lord das Trevas. Mas não. Era apenas sua amiga Agni.
- Na verdade estou.
- Conte-me o que está havendo então, por favor.
- Não sei se você entenderia, Agni.
- Ora, tente.
- Muito bem... – suspira.
Com palavras sucintas, Harry explicou à serpente os detalhes do que estava acontecendo com sua vida, começando com a descoberta da profecia que o sentenciava a morte e concluindo com a proposta que recebera mais cedo do Lord. Aquilo o ajudou a desabafar, mas ainda não sabia o que fazer. Não podia trair seus amigos... Mas não queria vê-los morrer.
- Parece uma decisão bem simples de se tomar, na verdade.
- O que?
- Você não quer morrer e tão pouco quer que os seus amigos morram. É simples, una-se a ele.
- Agni, acho que você não entendeu muito bem, ELE MATOU OS MEUS PAIS!
- Sim, e daí?
- Agni!
- Harry!
- Não posso me unir a ele... – morde o lábio levemente, lembrando-se dos deliciosos momentos que vivera na noite anterior. Fora perfeito. Mas não podia continuar com aquilo, não com um assassino, não com o assassino dos seus pais.
- Certo, ele matou os seus pais e você não pôde fazer nada, mas agora você pode. Você pode salvar a vida dos seus amigos, e a sua própria, Harry.
- Humm...
- Pelo que você me contou não foi nada ruim a noite que passaram ontem.
- Sim, mas... – suas bochechas ganham uma linda cor rosada.
- Então não será um sacrifício muito grande, não é mesmo? – se as serpentes sorrissem com malícia, seria isso o que ela estaria fazendo.
- Mas ele...
- Uma chance como esta não aparece duas vezes, Harry. Você pode salvar a vida das pessoas que ama e pode mudar o seu destino, provar que essa profecia está errada.
O menino a encarou fixamente. E ela continuou:
- Afinal, o que você tem a perder? – pergunta com seriedade – Sua vida? Seus amigos? Você pode salvá-los. Pode ser um herói sem precisar sacrificar ninguém que você ama. Pode provar que faz o seu próprio destino.
Aquelas palavras ecoaram na mente do menino.
Eram cruéis...
E tão verdadeiras.
- Está na hora – murmura consigo. O relógio em seu pulso marcava 13h52min.
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Ele estava atrasado.
Aquele maldito pirralho estava dez minutos atrasado, Tom pensava com irritação enquanto caminhava de um lado para o outro em seu escritório, em cima da sala de DCAO. Não cabiam dúvidas, aquele rebelde Gryffindor sabia como impor sua indócil presença. Mas não era preciso se preocupar, Tom já estava ciente do que aconteceria a seguir. E com um sorriso satisfeito em seus lábios, observou a porta do escritório se abrir e o menino passar por ela. A bela face conservava o cenho franzido, mas uma expressão decidida.
- Aceito a proposta.
As palavras foram frias e cortantes.
Mas aquilo não aplacou o sorriso de vitoria do Lord das Trevas. Seus planos estavam apenas começando, mas a parte principal estava concluída. Harry Potter era seu. Inteiramente seu. E logo o mundo todo também seria.
Continua...
Próximo Capítulo: - Eu não sei do que você está falando, Prof. Snape.
- Não se faça de inocente, Harry...
Uma voz fria, contudo, interrompe o professor:
- Solte-o imediatamente Snape.
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N/A: Olá pessoas! Nossa, finalmente eu atualizei essa história, não é mesmo? xD Peço mil perdões pelo atraso, mas compreendam, duas faculdades não é fácil... Contudo, quem precisa dormir não é mesmo? xD Então, graças a essa necessidade banal a qual já superei, consigo por fim postar mais um capítulo de Prazer Sem Limites. Só faltam mais dois agora! E quem acha que já sabe o que acontecerá no final, cuidado, pois como diria o meu Prof. de Biologia: "nessa matéria tudo pode acontecer".
Bom, espero que vocês tenham gostado do capítulo no qual, finalmente, o lemon entre o Tom e o Harry saiu! xD Céus... Já era hora! No próximo capítulo vocês já poderão ver o plano do Tom entrando em ação e como ficou a relação do Harry com seus demais amantes, afinal, vocês não acham que o Lord engolirá isso numa boa, não é? xD Hihihihi... Nhya! Espero sinceramente que tenham gostado então, por favor, deixem suas REVIEWS para eu saber o que estão achando! – olhinhos brilhando – Assim, o próximo capítulo já sai rapidinho!
Qualquer comentário, críticas, elogios ou sugestões...
São sempre bem vindos!
Agradeço muitíssimo mesmo à:
Nanda Sophya... Umbreon-chan... Cristin X... aribh... Miss Black-Lupin Potter-Malfoy... Lilith Potter Malfoy... Sir Ezquisitoh... Rafaella Potter Malfoy... Gih Kitsunesspblm... E tsuzuki yami!
Obrigada mesmo pelas lindas Reviews de vocês! Com certeza, elas que me incentivaram a continuar com a história!
Um grande beijo!
E até a próxima atualização – O Pequeno Lord – Muito em breve!
