Ele levantou da cama e estendeu um lençol no chão, jogando umas almofadas também. Olhou para mim e piscou.
- Vem para cá, vem... para não dormirmos depois na cama molhada.
- Molhada?
- Vem, Kiki.
Fui até ele sem entender suas idéias. Ele me puxou pela cintura e me beijou devagar, com uma mão acariciando minha nuca. Rob me olhou e sorriu.
- Sabe o que combina perfeitamente com os morangos?
- O que?
- Champagne.
Ele pegou a garrafa de dentro do balde de gelo e abriu, fazendo a rolha estourar longe e o líquido transbordar e escorrer pela garrafa. Não sei por que, mas eu pensei no membro dele tendo a mesma reação. OMG. Ele colocou a champagne dentro do balde e voltou a me beijar, abaixando até ficar de joelhos, beijando meu corpo nu. Sua língua fez um caminho reto até meu umbigo e ali ele me beijou.
- Você é tão linda...
- Olha quem fala.
- Eu não tenho essas curvas...
- Mas tem uma bun...
Melhor parar. Mente pervertida em ação. Ele deu um beijo de leve "nela" e me puxou para baixo pela cintura. Eu ajoelhei também e aproveitei para beijar sua boca.
- Deite, amor.
Ele praticamente me empurrou e eu deitei. Estava com borboletas na barriga quando ele voltou a pegar a garrafa de champagne. Rob mordeu a boca e derramou o líquido pelo meu corpo. Dos seios até as coxas.
Rob chegou chupando e lambendo meus seios, rodeando com a língua em volta dos mamilos enquanto deslizava uma mão pela minha barriga e me tocava, quente e úmida, pedindo por ele. Me sentia com febre, doente, e tinha certeza que meu remédio se chamava Robert Pattinson.
- Ela está me chamando, Kiki.
Ele mexia um dedo dentro de mim enquanto mordiscava meus seios, um de cada vez. Eu tremi minhas pernas e abri mais, dando passagem a ele ou ao que ele quisesse.
- Hum, está piscando para mim...
- Rob...
- Quer mais?
- Quero você!
Ele sorriu e tirou o dedo, passando em seus lábios bem devagar.
- Isso você não terá. Por enquanto.
Surtei. Puxei-o pelo pescoço e beijei sua boca perfeita. Ele voltou com o dedo. Ui. Com os dedos. Rob abria espaço com dois dedos agora. OMG, que porra mais gostosa. Fechei os olhos e soltei seu pescoço, me concentrando apenas em sentir aquilo.
- Você gosta, né? Kiki safada...
- Não... sou... safada.
- Pode ser safada, amor! Mas só comigo.
Ele levantou e derramou mais champagne. Pegou o pote de morangos e mergulhou um no meu umbigo que tinha formado uma poça do líquido. Chupou o morango, me olhando com cara de fome e me deu para morder. Eu tirei um pedaço e ele colocou o resto na boca, mastigando lentamente. Até nisso ele era sexy.
- Morango bom... Ele pegou outro morango e a garrafa junto e se colocou no meio das minhas pernas, ajoelhado, me observando ali, totalmente entregue aos cuidados dele. Rob deixou o líquido entornar abaixo do meu umbigo, descendo pelo ventre e escorrendo até "ela". Ele afastou mais as minhas pernas e deitou de bruços, olhando para ela. Eu sentia seu hálito tão próximo, que acho que seria capaz de gozar só com ele suspirando.
Ele molhou o morango em mim, sem nem precisar do champagne e chupou a fruta. Depois bebeu o champagne em mim, como se eu fosse um copo, aberta ali para ele. Tive intensos arrepios com sua língua passeando pelo meu sexo em brasas. Ele brincou com meu clitóris e chupou, me olhando em seguida e comendo o morango bendito.
- Será... que você pode... deixar alguns... para mim?
- Para que você quer eles?
- Coisas minhas.
Ele riu e pegou um morango. Entornou champagne no seu próprio peito e passou o morango pelo corpo.
- Quer esse?
Eu babei.
- Muito.
- Vem buscar.
Nem precisava repetir. Eu já estava sentada agarrando-o pelos braços e pegando o morango com a boca. Ele beijou meus ombros, meu pescoço e veio me beijar, com sua língua apressada buscando a minha.
- Eu te amo.
Parei. Surtei. Congelei.
- Hein?
- Isso mesmo.
- Me ama?
- Parece que sim...
Sorri super feliz com o coração a mil por hora. Ele tinha dito primeiro! Ele disse!
- Eu também te amo! Muito!
Abracei ele e caímos, com ele por baixo de mim. Suas mãos passeavam pelas minhas costas e eu tive a idéia de aproveitar aquela situação. Eu também gostava de morangos, pô! Sentei em suas pernas e devorei cada pedaço dele com os olhos.
Ele sorriu. - Isso vai ser interessante! Puxei o pote de morangos e a garrafa para perto de mim e fiz o mesmo, entornado-a pelo corpo dele. Só que nele era bem mais interessante do que em mim. Tratei de lamber rápido a pele molhada, antes que secasse ou pingasse gotas preciosas pelo chão. Percebi que ele gostou da minha língua passeando por ele e fui mais além, beijei aquele peito perfeito, desci pelo seu abdômem, ora lambendo com vontade, ora chupando para deixar marcas. - Nossa... Kiki. Ele riu. - Você não seria louca... A quem eu quero enganar? Não sou louca MESMO em parar. Joguei três morangos em cima dele e peguei com a boca, comendo ali mesmo. Por fim, eu encarei seu membro latejante, com todas as suas veias em alto relevo. - Kiki, não precisa fazer o que não quer...
- Não me deixe nervosa...
- Vou ficar quietinho.
- O que? Não está gostando? Eu posso parar.
- Ok.
Mas quem foi que disse para ele que eu não queria? Só restava um pouquinho de champagne no fundo da garrafa, mas daria para o gasto. Primeiro eu me curvei e segurei-o com a mão, ainda meio sem jeito. Eu sentia ele pulsando. Rob soltou um gemido abafado e mordeu os lábios. Beijei a cabeçinha, de leve. Ele gemeu mais. Passei a língua em volta da glande. Ele gemeu alto e segurou meus cabelos. - Céus, Kiki! Por fim, derramei o que restara do líquido tão caro, apenas naquele membro perfeito e joguei a garrafa de qualquer jeito no chão. Lambi toda a sua extensão dura e coloquei devagar na boca, fazendo-o se contorcer.
Eu engolia devagar e chupava, intercalando um pouco, vendo-o gemer lindo por minha causa. - Chega! Rob se mexeu e levantou. Eu não entendi direito, mas então ele me pegou no colo e me levou para a cama. - Não aguento mais, quero você. Ele beijou meu pescoço e me deitou na cama, vindo por cima. Abri minhas pernas e ele se pôs entre elas. Rob se curvou e beijou meu ventre, minha barriga e veio subindo, deitando em mim e me penetrando em seguida. Ele deslizou fácil de tão untada que eu estava. - Você conseguiu me deixar louco... Nos movíamos devagar, sem pressa, em um ritmo perfeitamente marcado, como num balé. Suas costas suavam e minhas mãos deslizavam por elas. Sua barriga roçava na minha e seu membro me tocava fundo, com vigor. Sentia minhas pernas abrindo, como se estivessem pedindo por mais e mais. Ele rebolava em mim, ele dava estocadas curtas e depois tirava tudo, colocando de novo, sempre devagar. Suas mãos se embaralhavam nos meus cabelos já molhados de suor e sua boca buscava a minha em desespero. - Por que a senhorita demorou tanto para vir a Los Angeles? Ele riu. Eu ri. Tinha certeza que fiz bem em esperar tanto pelo homem certo. Ele era o cara. - Rob, fala... de novo...?
- Que bom!
- O que?
- Que me ama...
Ele sorriu e beijou minha testa. - Kristen, eu te amo. Goza para mim? Uma bomba atrás da outra que eu ouvia. Fechei meus olhos e me deixei levar pela sensação, pela fricção, pelos movimentos grudados um no outro. Rob brincava com a boca nos meus seios quando eu senti o orgasmo chegar. Mas antes de sofrer os espasmos, ele gozou, gemendo no meu pescoço. Aquilo foi excitante e me fez morrer logo depois, tremendo todos os poros do corpo e derretendo embaixo dele.
- Eu sempre ficava louca quando você aparecia com namorada nova...
- Isso tem tempo. Atualmente é bem difícil eu assumir um namoro.
- Fala a verdade, Rob. Você me via como a irmã pirralha do Tom?
Ele riu e puxou meu queixo para cima, me olhando sorridente.
- Te achava a irmã pirralha, porém gostosinha, do Tom. Serve?
- Mas você pensava em algo mais comigo?
- Naquela época não, Kiki. Você era criança ainda... mas quando você veio para cá, eu senti umas vontades sim.
Ponto para mim! Não foi só de minha parte então, menos mal. Eu me sentia menos atirada assim.
- Eu sempre achei que fosse insignificante para você.
- Mas eu sempre te tratei bem.
- Não exatamente como eu queria, Rob...
- Safadinha, Kiki, safadinha! Aquele tempo todo indo dormir na minha cama... tudo com péssimas intenções...
Ele me girou na cama e subiu em cima de mim, mordendo minha bochecha. Depois me olhou com cara de mau. Oh, me castiga, Rob.
- Sabe o que eu devia fazer? Te torturar, castigar, me vingar por isso.
- Ok.
Ele sorriu.
- Você adoraria, né?
- Aham.
Nos beijamos e eu puxei-o para colá-lo em mim. Ficamos calados, abraçados, até pegarmos no sono. Acordei com meu celular tocando insistentemente.
- Pô Kiki, desliga isso.
- Calma, não sei onde está... coloquei em algum lugar e não lembro.
O miserável continuava tocando e nós parecíamos dois idiotas andando curvados pelo quarto para achar o maldito aparelho. Quem achou foi Rob.
- O que é MCF?
- É particular, Rob!
Arranquei o celular da mão dele. Tinha uma mensagem da MCF.
"Nos encontraremos às 16:00 no mesmo lugar de ontem."
Aproveitei que ele foi no banheiro e respondi, confirmando.
"Ok"
- Quem é MCF, Kiki?
- É um grupo de amigas minhas.
- As que estavam contigo ontem?
- Boa memória.
Ele se jogou na cama que nem um peso morto. Ô morto bom... deitei do lado dele e beijei seu peito nu, brincando com os dedos pela pele dele.
- Vai fazer alguma coisa hoje?
- Tenho reunião para New Moon. Mas não sei a hora ainda.
- Hum. Sua vida vai ficar corrida quando começarem as filmagens, né?
- Bastante.
Fiquei pensando naquilo. Até então eu nem tinha me tocado que ainda tinham outros 3 filmes para ele fazer. Eu iria surtar quando ele fosse ter que viajar para gravar. Principalmente ao lado de Megan Vadia Fox.
- Kiki, pode ficar aqui no quarto se quiser...
- Eu vou sair hoje, Rob. Encontrar de novo com minhas amigas.
- Porra! Não fofocaram tudo que tinham para fofocar?
- Não é isso... nós vamos ter que ajudar uma amiga nossa com um problemão aí...
- Ah tá. Entendo.
Odiava ter que mentir para ele, mas provavelmente ele não concordaria com o que eu estava fazendo. Era melhor assim.
Voltamos a dormir mas logo depois tivemos que acordar por causa da reunião de Rob. Ele me deu carona até em casa, para eu poder trocar de roupa pelo menos. Quando entrei no prédio, Alfie estava chorando, com um lenço na mão. Eu detestava o cara, mas fiquei preocupada.
- Está tudo bem?
- Não!
Falou com a voz mais fina que a minha. Ai, santa.
- O que houve? Está passando mal?
- Meu coração está em pedaços!
- Quer que eu chame uma ambulância?
Ele me olhou com a cara vermelha de tanto chorar e assoou o nariz.
- Só se for para me levarem embora dessa vida amarga!
Ok, aí eu percebi que era coisa de moça mesmo. Não era nada grave. Respirei fundo e tentei ser simpática.
- Bem, seja lá o que for, vai ficar tudo bem, tenha fé.
- Vai? Não, não vai! É um desastre mundial! Robert se mudou de vez! Tenho certeza que ele nunca mais vai pisar aqui!
E então ele me olhou com ódio.
- Seu irmão é um demônio!
Ok, me afastei como quem não quer nada e apertei o botão do elevador. Alfie continuou falando, se queixando. Sozinho.
- Minha vida ficou tão mais florida quando ele se mudou para cá...
Ainda bem que o elevador chegou rápido. Eu tinha medo dessas pessoas.
Entrei em casa e fiquei feliz em ver que Tom não estava lá. Tomei banho, almoçei e me arrumei para encontrar as meninas. Estava nervosa. Parecia até que era eu quem estava caindo na armadilha. Aquilo ia ser ótimo.
- Eu quero morreeeeerrrr!Foi o que ouvi quando passei pela recepção e saí do prédio. Alfie ainda estava dando show. Cheguei no shopping uns 15 minutos antes do combinado e esperei. Meu celular vibrou.
"Vá para o estacionamento"
Fui até lá fora e fiquei olhando para ver se via alguma delas por lá. Me assustei com um barulho de pneu de carro cantando, e quando olhei para o lado, vi uma van toda negra vindo na minha direção super rápido. Morri, né? Não, não morri. A van freou bruscamente e a porta de correr se abriu. Duas meninas da MCF me puxaram para dentro e a van saiu rápido dali. Me senti sendo sequestrada pela máfia italiana.
- Deus, o que é isso?
- Não podemos deixar pistas.
- Certificou-se de não ter sido seguida, Kristen?
- Hein?
Foi quando eu notei que elas estavam todas vestidas de preto. OMG. Incorporam legal, né?
- Para que tudo isso?
- Eu hein, Kristen... você é meio leiga no assunto, né?
Parei. Fiquei só observando elas se comunicarem por rádios até pararmos na frente de um prédio com estilo de abandonado. Saltamos rápido da van e entramos por uma porta de ferro. Putz. Parecia filme de espionagem. Estávamos em um galpão cheio de aparelhagens de vídeo, áudio e toda a parafernalha necessária para o que íamos fazer. O restante das meninas estavam lá também, ocupadas em colocar as coisas para funcionarem.
- Oi Kristen!
- Ei!
- Senta aqui...
Sentei numa das cadeiras e fiquei boiando total.
Todas se sentaram e ligaram os aparelhos. Eu estava tensa para ver aquilo. O que vimos primeiro, foi o rosto de Silver, que falava com a gente, olhando para a mini-câmera que entregaram a ela.
- Alô. Estão me ouvindo? Me vendo?
- Estamos sim, perfeitamente, Silver. Tudo preparado?
- Estou apenas esperando as ordens.
- Já pode entrar em ação. Nós estamos começando com o No Donuts for yout Tom, Mode On.
Eu olhei para a que falava com Silver, curiosa.
- No Donuts for You Tom, Mode On?
- É o nome do plano.
- Precisa disso?
- Temos que falar com códifo, Kristen! Não podemos falar vingança contra Tom.
- Ok.
Deixei para lá. Era melhor. Silver sorriu.
- Ok, colocando o plano em ação então. Até mais tarde, pessoal. Desligando
A imagem saiu do rosto dela e pude ver que ela mexia com a câmera e por fim, colocou-a em algum lugar na altura do pescoço.
- Ele não vai notar a câmera?
- Claro que não! É um pingente.
James Bond que se cuide... MCF ia tomar seu lugar. Calei-me. Uma delas me deu um óculos escuros.
- Para que isso?- Coloque. Estamos iniciando.
Hein? Eu as vi colocarem óculos escuros e achei melhor fazer o mesmo. Não queria apanhar. Via a imagem se movendo, e Silver parecia estar entrando numa festa.
- Onde ela está?
- Descobrimos que Tom está numa vernissage de um pintor famoso.
- Ok.
Encostei na cadeira acolchoada e prestei atenção no "filme" que veio a seguir. Logo depois eu via meu irmão parado em frente a um quadro. Eu via Silver se dirigindo lentamente até ele.
- Ela está rebolando?
- Você acha que ela vai seduzí-lo como? Gargalhando?
- Ok. (A partir dessa parte, a Kristen não vai contar os fatos.) - Adorei esse.
Ela passou pela frente dele e deu uma volta. virando para olhá-lo. Eu via Tom babando.
- Linda mesmo.
- Oi? Falou comigo?
- E se eu tiver falado?
- Não falo com quem nunca vi na vida, desculpe.
Ui que fora. Ela passou para outro lado e deve ter jogado o cordão para trás, porque nós víamos Tom sem tirar os olhos, com cara de babaca. Ele odiava levar foras. Tom veio andando em nossa, ou melhor, na direção dela.
- Está me vendo agora, não está?
- Ainda está falando comigo, estranho?
Ele curvou-se sobre nós.
- Não sou estranho. Sou o homem que vai te levar para a cama.
Ela então virou de frente, trazendo o cordão junto. Nesse momento não dava para ver o rosto dele, que era mais alto que o ângulo da câmera.
- Muito confiante, não?
- Sim.
- Para onde vamos?
- Para onde você quiser.
- Tenho um ótimo lugar em mente.
Ela segurou na gola da camisa dele e foram se movendo até a porta de saída. (Kiki)
- OMG, não sabia que Tom era tão fácil.
- Ele não é fácil, ele é homem.
- Pois é, basta rebolar bem.
- Homens...
Eles saíram da galeria e entraram no carro do Tom.
(Sem Kiki Contar!) - Então, qual o lugar?- Conheço um hotel ótimo aqui por perto.
- Vamos para lá então!
Ele colocou uma mão na coxa nua dela, descoberta por causa de um vestido vermelho super curto.
- Qual sua idade?
- Tenho 21.
- Bom saber. Solteira?
- Totalmente.
O carro deu uma parada, provavelmente por causa do sinal, e ele se inclinou e a beijou. Bem, não dava para ver mais nada, né? (Kiki) - Vocês deviam ter pensado numa tiara, ou brincos...
- O pingente foi o que deu para conseguir em tão pouco tempo. Não reclama.
- Não estou.
Medo. (Sem Kiki Contar!) O carro parou de novo, mas dessa vez eles desceram. Se aproximavam da entrada de um hotel chique.
- Você é exigente, né?
- Meu bem, acha que eu aceito espeluncas? Nada disso.
- Claro que não...
Eles se registraram, pegaram uma chave e entraram no elevador. (Kiki) - Ok, eu não quero ver meu irmão pelado.
- Não verá.
- Sério, vou surtar se isso acontecer.
- Fique tranquila, Kristen. (Sem Kiki Contar!) O casal entrou num quarto e ela puxou ele pelo pescoço, dando algum beijão de língua. Eca. Meu irmão, ok? Eca.
- Gostoso.
- Te quero agora...
- Você terá! Por que não fica mais à vontade enquanto eu vou no banheiro?
Ela andou até o banheiro e fechou a porta. Ficamos vendo Silver diante do espelho, rindo. Ela piscou para nós. Quando ela saiu do banheiro, eu vi Tom sem camisa. OMG. Provavelmente sem cueca também, mas ela não se curvou. (Kiki) - Pedimos para que ela evitasse de mostrar coisas que você não fosse gostar de ver.
- Infelizmente. Porque eu adoraria ver.
- E eu.
Loucas. (Sem Kiki Contar!)
- Nossa...
- Vem cá, delícia. Não me disse seu nome...
- Angélica. E o seu?
- Tom.
Silver se aproximou dele e beijou seu pescoço.
- Eu tenho uma tara Tom... veste isso para mim?
- Ow. Isso? Pô... sou macho.
- Tão macho que tenho certeza que não vai ligar em vestir, não é?
Ele torceu a cara e foi até o banheiro. Quando ele saiu, ela deixou que nós víssemos.
(Kiki) - O.M.G.- Céus!
- Hahahahahahahaha.
Eu estava passando mal. Mijando quase. Tom vestia uma cuequinha minúscula vermelha de brilho. Ridículo! (Sem Kiki Contar!) - Não estou me sentindo bem com isso... tem certeza que é necessário?
- Tenho! Fico com muito tesão!
- Ok.
Eles se agarraram, se beijaram e ela o jogou na cama, subindo em cima dele e vendando seu rosto. Ele não gostou.
- Ei, isso não.
- Calma, relaxa... é gostoso assim...
- Não acho, não acho e não acho. Me sinto desconfortável.
- Tom, você quer me comer ou não, querido?
Ele ficou calado.
- Quero, claro. Bote logo essa merda.
Silver o vendou e deu um selinho nele.
- Vem comigo...
Ela levantou, puxando-o pela mão. Eu não acredito nisso. Eles estavam saindo do quarto. OMG. Ela trancou a porta por fora. Eu vi Silver indo para o elevador e Tom perto da porta do quarto, parado. (Voltando ao normal (Pov – Kristen)) - Plano concluído, garotas.
Silver falou com a gente quando entrou no elevador. OMG. Eu estava rolando no chão. Ok, eu não conseguia parar de rir. Elas levantaram e me olharam sorrindo, de óculos.
- Tarefa cumprida, Kristen.
- Valeu meninas.
- Não. Meninas não. MCF.
- Oh. Ok.
Os aparelhos foram desligados, as luzes apagadas e nós saímos do prédio. Elas andavam lado a lado, tomando conta da rua toda. Pareciam até que desfilavam. Levei um susto quando tiraram os óculos e jogaram para trás.
- Até a próxima, Kristen!
- Tchau, Kristen.
- Tchau... obri-obrigada.
Elas entraram nos carros e foram embora. Eu continuei a pé, humilde, e fui para o ponto de ônibus, ainda pensando na cara que o Tom devia estar fazendo, de cuequinha, preso do lado de fora do quarto, num hotel chique da cidade. Hilário. Deu até medo dele descobrir um dia... eu estaria morta! Peguei meu celular e liguei para Robert.
- Alô?
Aquela voz feminina não era dele. Era de...
- Megan?
- Quem é?
- Kristen, namorada do Rob.
- Ah sim, ele falou de você. Tudo bem?
- Sim. Posso falar com meu namorado?
- Ele foi ao banheiro, Kristen. Quer que eu dê recado?
Como assim ele foi ao banheiro? De onde? Do motel? Surtei.
- Não precisa, obrigada!
Desliguei a porra do telefone e fui para casa. Tinha um idiota me olhando dentro do ônibus e piscando para mim. Já estava irritada com aquilo. Ele teve a capacidade de levantar de onde estava e vir sentar do meu lado. Eu prendi a respiração com o cheiro de suor que emanava dele.
- Machucou?
- Oi?
- Quando você caiu do céu...
Ah, mentira que ele estava me cantando?
- Não. Machucou meu nariz quando você sentou aqui, isso sim.
- Hein?
Levantei e dei sinal. Eu ainda estava uns 3 quarteirões longe do prédio, mas preferia andar o resto do que aturar fedido dando em cima de mim. O celular tocou. Adivinha quem era?
- Me ligou, Kiki?
- Liguei.
- Estava no banheiro, pode falar.
- Nem sei mais o que ia falar...
Silêncio do outro lado da linha.
- O que houve?
- Me diga você.
- Kiki, não estou entendendo...
Minha língua não conseguia mesmo ficar dentro da boca. Ela estava coçando.
- Por que Megan atendeu seu celular, Rob?
- Ah. Entendi.
- Pois é.
- Eu cheguei a dizer que tinha ido ao banheiro?
- E ela tinha que atender? Eu não atendo nem o celular do meu irmão.
- Kiki... eu não sei por que ela atendeu. Mas a gente pode falar sobre isso quando eu sair daqui?
- Ok.
Fui seca e desliguei. Se a vadia atendia o telefone dele, era porque ele dava essa intimidade a ela. Cheguei no prédio e vi Alfie assoando o nariz.
- Infeliz. Infeliz... ô vida infeliz...
Ele ainda tinha lágrimas?
Entrei em casa e dei de cara com Tom na cozinha.
- Quem é vivo sempre aparece.
- É.
- Posso saber onde passou a noite, Kristen?
- Com meu namorado.
- Olha só... você pode ser maior, mas quando saiu da casa dos nossos pais, você veio para ficar sob a minha responsabilidade. Então ou me dá satisfações de onde está, com quem está e quando volta, ou vai morar com nossos pais de novo.
- Alguém vai me obrigar? Eu não preciso morar contigo, Tom. Eu posso muito bem arrumar um emprego e sair daqui, se você prefere assim!
Gritei na cara dele e fui para meu quarto. Não consegui bater a porta, porque ele vinha atrás e segurou-a.
- Você ja viu como está falando comigo? Acha que eu sou alguma amiga sua, Kristen?
- Você é quem perde a noção, Tom...
- Ok, o que pretende fazer? Sair daqui, ir morar no hotel com Rob e trabalhar em lanchonete? Você acha que o Rob vai amar ter você como mala?
- Não mete o Rob na história, ok? Isso é entre eu e você! E não vou sair daqui, a não ser que você prefira assim.
Ele sentou na cama e apoiou a cabeça nas mãos.
- Eu não prefiro, Kristen. Será que você não entende que eu só me preocupo com você?
- Tudo bem. Mas eu não dormirei todo dia em casa, já aviso.
- Onde ele está?
- Num hotel.
Tom levantou e foi até a porta. Antes de fechá-la, ele me olhou sério, como que arrependido.
- Avise-o para voltar. Não estou com raiva dele.
- Avisarei, embora não ache que ele volte.
Quando ele saiu do quarto, eu ri sozinha. Ele estava meio branco. Mais do que o normal. Fiquei lembrando da cena que vi na câmera de Silver. O que será que Tom tinha feito para sair da saia justa? Ou melhor... da cuequinha vermelha? Ok, chorei de rir. Juntei a minha roupa suja e fui colocar para lavar. Quando cheguei na máquina, vi que a bendita cueca estava no lixo. Segurei o riso e peguei-a pela ponta. Bati no quarto dele.
- Que f...
Ele ficou sério quando viu o que eu segurava.
- O que é isso, Tom?
- Ia perguntar para você. Apareceu aqui em casa.
- E eu uso cuecas desde quando?
- Se não é sua, é do Robert.
- Ele não é do tipo de cara que usa... isso.
Filho da mãe! Além de cínico ainda era mentiroso. Do Robert? Ah Tom... você mereceu mesmo.
- Bem Kristen, minha é que não é!
- Tem certeza, né? Posso jogar fora?
- Está perguntando para mim? Se livra desse lixo.
Ele fechou a porta com força. Que foi, ficou com raiva? Joguei a cueca de volta no lixo e ri. Como ele podia ser tão cínico? Se eu não tivesse visto, eu acreditaria plenamente nele. Homens...
Fui para o quarto e sentei na cama. Olhei a aranha no pote de vidro. Hum... saudades de Bené. Tive a idéia de beber um pouquinho para conversar com ela. Fui pegar uma Pepsi e misturei com um pouco (muito, tipo mei copo) de vodca. Bebi rápido e me joguei na cama, fechando os olhos e esperando o efeito vir.
- Kristennnnn! Saudades amiga!
Ah como eu adorava aquela voz fininha... sentei na cama e olhei-a sorrindo. Suas patinhas estavam grudadas no vidro e ela rebolava o quadril. Toda esquelética tadinha... se achava gostosa.
- Bené!
Corri até o pote e levei para a cama.
- Quer esticar um pouco as pernas, Bené?
- Por favor, né? Ficar morando nesse meio metro quadrado não dá! Isso é coisa de pobre!
- Desculpe amiga. Isso não te pertence mais... venha.
Inclinei o pote e ela saiu rápido, caminhando pela cama.
- Toca aqui, Kristen! o/
Toquei. o/\o
Bené andava para lá e para cá e eu olhava ela.
- Bené? Como estão as coisas?
Ela me olhou, piscou duas vezes, super séria, e virou a cara. Continuou andando, com as patas na cintura.
- Bené?
Bené, com seu único fio de cabelo, esticou uma pata para mim.
- Fala com a minha mão, Kristen. ó~
- Que isso, Bené... o que houve?
- Você me abandonou, sua vaca! Só porque o Robert é mais gostoso que eu! Ó, vida cruelll!
Ela estava com ciúmes de mim ou dele? Fiquei confusa. Curvei-me perto dela, que agora estava sentada na beira da cama, balançando as patinhas no ar.
- Benézinha... não te abandonei amor... só estava...
- Dando!
- Credo Bené... até é verdade, mas não fala assim que me magoa.
Ela me olhou com seus olhinhos esbugalhados e sorriu.
- Só perdôo se me levar contigo hoje!
- Ah Bené... não sei... Rob não vai entender...
- Quem não vai entender sou eu! Por que só eu não posso ver o Robert pelado? Óh vida cruelll!
Ela levou uma pata ao peito e se jogou de costas na cama.
Medo da Bené. Acho que ela estava ficando tarada.
- Ok amiga, eu te levo hoje para dar umas voltas por lá.
- Hotel 5 estrelas?
- Claro!
- Então tudo bem. Pois não boto minhas patinhas que mamãe passou talquinho, em chão de espelunca!
- Bené... você está ficando muito nojenta.
- Sou pop, Kristen... é diferente! Boninho me convidou para participar do BBB 10, na Casa de Vidro!
Hein? Como?
- Ok Bené... você está surtada.
Ela piscou os olhos e eu vi as lágrimas rolarem.
- Você não me ama mais, Kristen?
- Oh não, Benézinha... claro que amo!
Passei um dedo pela sua cabeça minúscula.
Fiquei fofocando com Bené e acho que perdi a noção do tempo. Ela se assustou quando o telefone tocou.
- Ui! Estou sentindo uma vibração!
- É o celular, Bené...
- Que pena. Podia ser outra coisa!
Que mente perva! Atendi a ligação de Robert.
- Kiki? Já estou indo para o hotel. Quer que te busque aí?
- Quero! Tenho coisas para levar, melhor ser de carro.
Coisas, leia-se: Bené. Ele pediu para eu ir descendo que ele estava perto já. Peguei o pote de vidro e chamei Bené.
- Vamos Benezinha?
- Não quero entrar nesse troço apertado de novo não.
- Ah Bené... não seja emo! Me ajude, ok? Não tenho tempo para procurar uma casa ampla.
Ela suspirou e veio se arrastando pela cama.
- Ô Bené, você deixou um pouco de teia na colcha...
- Está com nojo de mim, Kristen? Logo de mim?
- Nem é nojo Benezinha... eu sei que você é limpinha...
- Ah bom.
Ela fungou, quase chorando. Eu posso com isso? Peguei Bené e desci o elevador. Robert já estava parado lá na frente me esperando.
- Oi.
- Isso é... a aranha?
- Bené, Rob.
- Ok. É sério?
- O que que tem? Trouxe-a para dar umas voltas...
Bené acenava para ele dentro do pote. Tão educada essa menina...
