CAPITULO 14
Esta noite o céu acima
Lembra-me de você, amor
Andando através do inverno
Quando todas as estrelas brilham
O anjo na escada
Irá lhe dizer que eu estava lá
Sob o alpendre frente a luz
Em um mistério noite
Bree olhava fixamente para a mulher deitada na cama, ela sorria olhando Carlisle e nem parecia ter notado sua presença ali. Enfim seu pai quebrou o silencio que já estava ficando tedioso e as apresentou.
- Esme essa é a minha filha, Bree – Esme sorriu para a garota que a olhava com tédio, deixando claro que estava ali por que Carlisle exigira.
- Olá Bree, meu nome é Esme, seu pai me falou muito sobre você. - Bree forçou um sorriso e deu um aceno de cabeça, apostaria o seu final de semana que ela estava mentindo.
- Bom, eu vou deixar as duas conversando, preciso atender alguns pacientes. Te busco daqui há algumas horas Bree. - Carlisle disse virando-se para sair, Bree simplesmente ignorou o que ele havia dito.
Depois que Carlisle saiu, ela resolveu que teria de conversar com Esme, tinha o dia todo naquele hospital e seria um tédio ficar ali sem fazer nada.
- O que tem de legal pra fazer nesse lugar? - Bree perguntou se sentando numa poltrona ao lado do leito de Esme.
- Na verdade isso aqui é um tédio total, mas podemos conversar – Esme disse sentando-se na cama.
- Deve ser péssimo ficar aqui, tipo o hospital é extremamente entediante.
- Sim, e você o que faz pra se divertir? - Esme perguntou tentando falar de outra coisa que não fossem seus problemas.
- Costumo sair com Riley, mas Carlisle furou meu encontro de hoje.
- Por que não chama Carlisle de pai? Quer dizer ele realmente é seu pai não é? - Esme perguntou, ela não sabia se era uma boa ideia perguntar isso, mas a curiosidade falou mais alto.
- Ele não age como meu pai, então não merece esse titulo. - Isso deixou Esme surpreendida, era algo totalmente inesperado, Carlisle era tão bom pra ela que se tornava impossível acreditar que ele não fosse um bom pai.
- Não existe a possibilidade de ele não ser um bom pai Bree, Carlisle é... - Bree a interrompeu antes que continuasse.
- Sim ele é sempre presente, bem humorado e cheio de amor pra dar – Ela disse com ironia – Mas isso é aqui no hospital, onde ele fica o dia todo desde que minha mãe morreu, Carlisle sai de manhã e chega de madrugada todo santo dia... faz seis anos que eu não tenho um pai!
- Já tentou falar com ele ao invés de gritar como está fazendo agora? - Esme perguntou para uma Bree que agora tinha lagrimas nos olhos.
- Ele não vai me escutar, ele nunca escuta...
- Mas não custaria tentar, fala com ele Bree, mas sem gritar... ouça o que ele tem a dizer, quem sabe vocês não entram em um acordo? - Esme perguntou, ela sabia que Carlisle passava a maior parte do tempo no hospital, mas sempre imaginou que ele tirasse um tempo para a filha.
- Acho que talvez, não é uma má ideia, embora eu já tenha tentado.
- Tente novamente, aposto que dará certo dessa vez.
….
Carlisle entrou em casa com Bree já eram umas cinco da tarde, ele ficara feliz em vê-la se dar tão bem com Esme, afinal ele nutria grandes esperanças na recuperação dela e desejava pedi-la em casamento quando encontrasse vestígios de que a resposta seria sim.
- Pai, eu queria conversar com você – Bree disse rapidamente antes que ele subisse para o quarto.
- Filha eu estou cansado, outra hora a gente... - Ele não queria outra briga, deixara de iniciar conversas havia anos, mantinha-se longe dos problemas.
- Vai evitar isso até quando pai? Será que não podemos resolver os problemas ao invés de ignorá-los? - Bree perguntou se sentando em um dos sofás, Carlisle desceu as escadas novamente, teria que fazer isso então.
- Okay, sobre o que iremos conversar dessa vez? - Ele perguntou se sentando no sofá de frente a ela, pode ver Bree cruzar os dedos antes de começar a falar.
- Queria perguntar o por que passa tanto tempo no trabalho depois que a mamãe morreu? - Bree perguntou e Carlisle ficou sem resposta, como diria para a filha que se sentia culpado por não ter salvado a vida da esposa? Como diria a ela que não quer deixar mais ninguém morrer perto dele, que quer curar o máximo de pessoas possíveis para diminuir a sua culpa?
- Bree eu... eu preferiria não falar sobre isso, não...
- E vai fugir até quando? Quer continuar fingindo que eu não existo? Por que é isso que você faz! Simplesmente foge dos problemas, e no caso o problema sou eu. - Bree disse e sentiu as lagrimas acumularem nos olhos, embora ela houvesse prometido a si mesma não chorar.
- Bree eu nunca te considerei um problema, eu...
- Mas não é isso que parece, a gente só se vê no café da manhã, você chega em casa tarde todos os dias. Se eu tento conversar diz que está cansado. Eu passei os seis últimos natais sozinha, e os dias de ação de graças também.
Carlisle foi sentindo a ficha cair aos poucos enquanto Bree falava, ele simplesmente havia se tornado uma pedra de gelo nos últimos seis anos. Agia normalmente no hospital por que acreditava dever algo para aquelas pessoas, mas em casa ele sempre foi distante, não que não amasse a filha, ele a amava mais do que qualquer coisa no mundo, mas não se recordava do ultimo abraço que lhe dera, nem da ultima vez que passaram o dia juntos em harmonia.
Bree simplesmente havia crescido sozinha, atravessado sozinha as fases difíceis da adolescência, e a única coisa que ele havia feito tinha sido julgá-la, julgá-la pelos erros dele.
- Você tem razão eu fiz tudo errado, eu devia ter passado mais tempo com você, deveria ter sabido que não fui o único a sofrer com a morte da sua mãe, e só que... - As palavras passaram a sair, como se um nó fosse desatado em sua garganta junto com as lagrimas e os soluços – Foi dificil demais pra mim, só de pensar que eu podia ter mantido ela viva se houvesse percebido mais cedo, se eu... - Bree o interrompeu antes que terminasse.
- Pai, não foi culpa sua, não foi culpa de ninguém... eu pensei que era culpa nossa no começo, mas não! Apenas aconteceu o que tinha que acontecer, pai eu queria por tudo que a mamãe estivesse viva, queria ter podido compartilhar minhas coisas com ela, mas ela não está. Se culpar não vai mudar isso, apenas vai tornar pior.
- Eu vou tentar melhorar daqui pra frente, prometo que vou chegar mais cedo quando eu puder. Irei seguir em frente... - Ele começou, mas ela o interrompeu novamente.
- Já pediu Esme em casamento?
- O que? Não eu, ainda não sei se ela aceitaria. - Ele respondeu tentando dar um sorriso – Gosta dela?
- Bom, ela gosta de você, com certeza diria sim se você a pedisse, e eu gosto do jeito dela, ela entende das coisas.
- É eu acho que vou pedi-la em casamento – Carlisle disse pensativo, e de repente teve uma ideia, algo que ele poderia fazer junto com Bree, e que talvez ela fosse gostar – Quer me ajudar a encontrar um anel bem bonito?
….
Ela observou por um bom tempo, os olhos perdidos na escuridão da noite e o pensamento vagando livremente entre as lembranças que a lua cheia lhe trazia. Era como se ela pudesse ver o rosto dele refletido no grande globo brilhante que iluminava a noite.
Com o passar do tempo o vento decidiu soprar mais frio e Bella sentiu a pele arrepiar antes de fechar a janela, seria péssimo pegar uma gripe agora, pois prejudicaria o bebê, e foi pensando nele que aninhou o ventre já crescido entre as mãos.
Bella não saia de casa desde que tudo aconteceu, a descoberta da gravidez fora um choque, principalmente para a sociedade. Gravida de um criminoso... as pessoas comentavam quando a viam na janela, nem mesmo seus pais vinham vê-la mais, as coisas apenas pareciam piorar com o tempo ela pensava.
- Queria que você estivesse aqui, para calar a boca dessas pessoas – Bella disse fitando tristemente o retrato sobre o criado mudo, a imagem do homem de pele clara com cabelos acobreados trazia fortes lembranças a ela.
Sim já faziam sete meses desde o acidente, não, ela não fora visitá-lo ainda, na verdade ela não fizera nada mais do que chorar suas magoas e esperar que Edward acorde, Alice desistira de tentar fazê-la ir vê-lo. E depois que Esme ganhou alta e foi ficar por um tempo na casa de Carlisle, ela não encontrara motivos para sair de casa.
Ia por motivos óbvios, uma vez por mês no hospital. Nas ultrassonografias ela se negou a saber o sexo do bebê, ela ainda esperava que Edward acordasse e assim pudessem compartilhar esse momento juntos. Por esse motivo também não escolhera o nome, e só aprontara as roupas e o quartinho por que Alice insistiu que deixasse que ela participasse ao menos dessa parte.
Seu telefone tocou e assim despertou de seus pensamentos, como esperava era Alice, ela sempre ligava no meio da noite pra saber se ela estava bem e se havia jantado direito, quando a mesma não vinha verificar pessoalmente.
- Fale Alice. - Bella disse assim que atendeu, é logico que a baixinha iria querer um relatório inteiro sobre seu entediante dia.
- Bella eu preciso que você venha para o hospital em que Edward está, agora! - Alice tinha a voz estranha, como se estivesse prestes a chorar, Bella engoliu um nó que havia formado em sua garganta enquanto pressentia uma noticia ruim.
- O que aconteceu Alice? Edward está bem não está? Por favor Alice eu... - Bella perguntava desesperada ao telefone.
- Sim Bella, Edward está bem, mas preciso de você aqui agora. Então pare de chorar e vem logo pra essa porra de hospital! - Alice disse e desligou o telefone em sua cara.
Sim, ela encararia isso de uma vez por todas e iria ver Edward, e mesmo que ele estivesse em coma ela iria dizer a ele sobre o bebê, diziam que quando a pessoa está em coma, mesmo dormindo ela pode ouvir, quem sabe ele a ouvisse? Quem sabe ele não acordasse por ela? Só havia um meio de descobrir.
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Oi! Mesmo que eu não tenha recebido nenhuma review, eu já havia escrito o cap e decidi postar. Afinal só consigo escrever o próximo quando tiver postado esse, quase uma mania minha. Resolvi por a situação de Carlisle e cia a limpo nesse cap, assim posso me focar em Edward e Bella no próximo, que eu espero ser finalmente o final, já que eu estou sempre dizendo que o próximo acaba, mas nunca que consigo acabar.
Bom, é isso pessoal, eu espero que alguém aí me mande review, para que eu me inspire o suficiente para caprichar no fim.
bjs
any
v
