Disclaimer: Essa história pertence a Cunning Angel, que me autorizou a tradução, os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer.
Nota da Autora: Isto é ficção, não tem nada a ver com a realidade dos personagens que pertencem a Stephenie Meyer, eu só brinco com eles, e os manipulo, e os faço sofrer, só as vezes...
Sinopse: Mesmo começo de Crepúsculo, mas Edward é um perfeito Incubus, aproveitando de suas habilidades vampiricas… Ele sabe que pode procriar, então se cuida, e se dedica a desfrutar de mulheres como Jéssica, Lauren, inclusive Ângela tem aquecido sua cama. Veremos o que acontecerá quando Bella chegar.
Capítulo 13 – Beirando a obsessão
— O que estou fazendo aqui? .. O que estou fazendo aqui? .. mmm .. se você me der um minuto. Deixe-me ver se entendi você me pergunta o que eu faço às onze da noite à na porta da casa da minha namorada, esperando para vê-la sair do carro de um outro menino, mas não só isso, mas também despedindo-se muito carinhosa. Quando ontem o namorado dela quase teve que roubar um beijo maldito. O que estou fazendo aqui? Eu vim para esperar te Bella, maldição, vim para ver como tinham chegado, porque eu senti sua falta cada segundo que passei bem longe, mas que eu parecia calmo o suficiente por vê-la. Eu vim porque precisava, mas pelo visto é uma qualquer – eu não terminei pois sua frágil mão se aproximava a toda a velocidade do meu rosto, mas a detive. Não queria que se machucasse. – Acho que é melhor eu ir.
Ela não respondeu, nem me virei para vê-la, precisava ficar afastado.
Necessitava… Não tinha idéia que era o que eu necessitava.
Então eu fiz a única coisa que em ocorreu que serviria para desabafar, corri.
Não parei para pensar, nem sequer para buscar uma presa, necessitava ficar sozinho e deixar de uma vez toda essa maldita mistura de emoções.
Minha mente optou por me trair e começou a recriar todos os momentos vividos com meu anjo.
Devia arrancar ela da minha mente. Pensar nela só conseguir me machucar mais. No entanto, eu tinha plena consciência de que, mesmo se quisesse, distrair com outra garota não me ajudaria em tudo.
Dentro de mim eu tinha a estranha certeza de que isso seria impossível. Por uma parte sabe que se tentasse não conseguiria mais do que mais luxúria, desejar que fosse meu anjo no lugar da outra, enquanto a outra não pudesse falhar.
Me doía imensamente imaginar que Bella não pensasse mais em mim e se entregassem aos braços de outro. Aquele pensamento que ela pudesse ser de qualquer outro que não fosse eu, mais do que me irritar ou me ofender, me doeu. Um vazio se fez presente, senti algo dentro de mim rasgar com lentidão tortuosa.
A única pessoa que me aproximava do céu e me fazia sentir vivo, não, simplesmente me aterrorizava perdê-la.
[link=.com/watch?v=63CjDklCEIU]Eres Tu – William Levy[/link]
"…Como explicar ao coração
Que ainda existe uma razão
Que apesar de mil derrotas
Conheci o amor..."
O mal estar em meu peito aumentava com o decorrer dos minutos, preso na agonia, desejei chorar e assim poder liberar de uma vez essa ira acumulada.
A dor era sanguinário. Se fosse humano isso seria o mais perto de agonizar.
Por que doía tanto essa área?
Por que decidia recobrar vida agora meu morto coração?
Sem força me agarrei a uma árvore e gritei. Eu amaldiçoei a Deus por permitir que um ser tão perverso e mal como eu existisse. Amaldiçoei-me por não ser mais corajoso e pôr fim ao meu repugnante caminho imortal, por machucar Bella, dizendo-a todos aqueles insultos. Com que cara ia e a acusava de ser uma qualquer, quando eu era o menos indicado de fazer julgamentos sobre o que era correto ou não.
Como fui capaz de tratar minha menina dessa forma. Sendo que ela era um anjo, ninguém sabia mais do que eu. Durante todo o mês me demonstrou sem sequer fazer esforço, fui o ladrão dos seus primeiros beijos, de suas tímidas caricias e inexperientes avances.
O que eu tinha feito!
Eu solucei sem lágrimas por horas, implorando por ter piedade de mim e ainda sim merecer que me dê uma chance. Meus gemidos eram audíveis a milhas de distância, sabia que quando eu chegasse em casa eu poderia esperar um interrogatório, mas isso não me interessa.
"... Chegou justo quando minha alma precisava
E deu tempo a minha esperança..."
Nesse segundo eu me sentia mais humano do que nunca, a dor do meu coração era a prova disso, senti como ele se rompia com cada segundo que passava era clara a manifestação de que Bella havia se tornado o mais importante para mim, a beira da obsessão. O tempo continuou passando e continuei chorando sem lágrimas, até que o sol decidiu fazer o ato de sua presença pondo fim ao meu desinibido desabafo. Mas não a minha dor…
"… E é você a mulher que reviveu minha fé
A que junto a mim sempre sonhei
A que com um beijo salva a vida…"
Havia enterrado a única oportunidade de ser feliz e sabia muito bem o que tinha que fazer…
Desesperado chamei a única pessoa que poderia me ajudar. Ela era a única que sabia o que fazer nessa situação.
Disquei o numero da minha irmã sem importar que minha voz soasse patética e quebrada.
— Alice… Preciso da sua ajuda.
— Eu sei. De verdade você é um idiota Edward. Sempre foi cinico, mas dessa vez você se superou.
— Alice, por favor… sei que não mereço sua ajuda. Maldição, se eu fosse menos egoísta iria para longe e a deixaria ter uma vida feliz, longe de mim.
— Mas…
— Mas não posso Alice… Eu… eu preciso dela Alice… não posso ficar longe dela.
— Isso eu já sabia.
— Como? – minha voz novamente me entregou como uma penosa mistura que se escutou, entre o desespero e o soluço.
— Você sim está cego irmão. Venha para casa, espero você para que organizemos tudo. Ela te perdoara. Você só precisa confiar em mim.
— Quem sabe tenha razão Alice…
— Eu tenho Edward. Eu sempre tenho – disse isso e desligou… eu por minha parte tinha um incomodo nó no estomago. A dor continuava presente, mas um raio de luz estava cada vez mais presente. Tinha todas as minhas esperanças postas no plano de Alice, levando em conta que eu não tinha a mínima idéia do que era.
.-.
— Tem certeza Alice?
— Claro que eu tenho Edward ela vai amar isso. Alem de você estar extremamente bonito. Bom isso não me surpreende se é obra minha.
Nunca na minha vida fiquei tão nervoso como agora. Me sentia como um adolescente em seu primeiro encontro com a garota que ama. Diabos isso era exatamente o que era. Por mais que me jactasse ter um século de vida, no fundo eu sabia que estaria para sempre preso no corpo de um garoto que dezessete anos. Com os mesmo temores e inseguranças de qualquer jovem da minha idade. Porque isso era o que havia feito Bella, despertar o homem que havia dentro de mim.
Durante anos deu por feito que ter uma vida sexual ativa minha parte humana estava viva. Experimentar a paixão e o desejo com humanas me fez acreditar que poderia ser tão humano como eles por sua vez, fazendo-me sentir superior. Vangloriando-me de meus dotes não me importo passar em cima de quem fosse para satisfazer meus desejos e necessidades, mas meu anjo havia demonstrado que estava errado e me fazria saber que estava disposto a mudar por ela. Ser uma pessoa melhor e se necessário renunciar os meus mais obscuros desejos.
E é você que me derrete com sua voz
A que me entrega todo o amor
A que com um beijo salva vida.
Poucos minutos depois Bella apareceu, tão linda como sempre. E não digo mais porque sempre teve uma beleza gloriosa.
Estava nervosa e ansiosa, não tinha rastro de raiva ou rancor. Aquilo foi estranho pois eu esperava encontrar com uma Bella com raiva ou pelo menos indiferente. Sem duvidas ela se mostrava tão doce e amável como sempre. Com esse toque de ingenuidade que beirava o angelical.
Aquilo só conseguiu me fazer sentir pior. Eu havia machucado essa perfeita, maravilhosa e sobre tudo frágil flor. Havia arrancado suas pétalas para depois jogar em sua cara que estava incompleta. Havia arrancado suas folhas para cuspir seus defeitos. Eu era um monstro.
"… Sei que ando como um louco e não é normal
É tão difícil explicar...
Preso em sua vida e não quero escapar..."
Por um instante pensei jogar tudo de lado. Renunciar a ela, mas encontrar com essas enormes orbes chocolate destilando amor foi tudo que precisei para me encher de coragem e enfrentá-la.
De verdade esperava que gostasse da surpresa. Alice me sugeriu trazê-la para o lugar que eu usava para meditar e escapar do mundo quando em ocasiões me via superado.
Minha irmã havia se encarregado de preparar o lugar e decorar de tal forma que parecesse um perfeito restaurante. Para qualquer outra pessoa isso parecia insólito, mas para mim era algo totalmente comum, digo é Alice…
Bella se aproximou da mesa decorada com velas flutuantes onde eu me encontrava esperando-a, caminhei até metade da campina para encurtar distancias e levaá-la até a mesa.
"... Não sabe o quanto pensei e quantas vezes eu te imaginei
E agora que te tenho não quero te perder..."
Minha irmã havia feito o favor de desaparecer sem que nenhum de nós notasse, porque a noite não só esperava que fosse perfeita, mas que também nos beneficiaria com privacidade. Ainda que com Alice tudo era relativo, com seu dom saberia de tudo antes de se quer acontecer.
Quando por fim ficamos de frente um ao outro na metade do caminho, justo no centro da campina meu anjo se jogou em meus braços. De forma efusiva e ansiosa envolveu meu pescoço com suas frágeis e pequenas mãos.
Havia tanta paixão nesse abraço que me preocupou, porque geralmente meu anjo não agia dessa forma.
— Te amo – sussurrou contra meu peito sem separar-se ainda do meu corpo, e com suas mãos presas em meu pescoço com o que acho que era o máximo de força que seu delicado corpo possuía.
— Te amo. Te amo. Te amo. Te amo. – repetia uma e outra vez, ja não era um sussurro, tão pouco era forte. Era o volume apropriado para meu anjo, baixo e equilibrado.
"… E é você a mulher que reviveu minha fé
A que junto a mim sempre sonhei
A que com um beijo salva a vida…"
Cuidadosamente me afastei dela, não muito para romper a frágil prisão de suas mais sobre meu pescoço, mas o suficiente para ainda manter o abraço eu poderia ver seu rosto, mas ela o tinha escondido ainda contra meu peito.
Levei com suavidade e cuidado minha mão até seu rosto levantando e obrigando-a a me olhar. Aquela imagem me destroçou a alma – ou o que seja que eu tivesse. – O rosto do meu anjo estava banhado em lagrimas, e com dificuldade respirava e eu era o único culpado disso, não tinha duvidas.
Queria pedir que me escutasse. Estava disposto a me ajoelhar e suplicar o seu perdão, mas Bella interrompeu minhas tentativas.
— Não me afaste – disse meu anjo. – Não me afaste da sua vida Edward. Eu sei que acha que é um monstro… eu, eu quero você como é. Te aceitei com seus defeitos e nunca pedi que mudasse. Sei que esses ataques de ciúmes não são próprios de você. Deveria estar de odiando por seu cinismo ao me chamar de qualquer uma. Sem duvidas te conheço e sei que me quer tanto como eu a você, Edward. Não me afaste da sua vida Edward, por mais que quer não me obrigue a te deixar.
"... E é você que me derrete com sua voz
A que entrega todo o amor
A que com um beijo salva a vida..."
Havia algo em suas palavras que me deixou um sabor agridoce nos lábios. Certa mistura de medo e esperança, mas dominados por um forte desespero. Necessitava mostrar que me importava de verdade, pensei muitas vezes o que ia dizer, necessitava repetir. Olhando-a nos olhos, frente a frente. Faze-la saber o quanto me fez falta, que essas horas sem elas pareceram o inferno. Bella tinha que saber muito que eu precisava dela.
"...É quem cura minhas feridas
É a essência dos meus dias
É minha ilusão
É toda essa fantasia
Que me enlouquece e me domina..."
Sem perder um segundo mais coloquei meus lábios sobre os dela. Aquele toque foi diferente dos outros, foi terno e delicado. Sem duvidas tentava que por meio daquele gesto transmitir tudo o que estava sentindo.
Pedi permissão para aprofundar o beijo e minha namorada concedeu sem por impedimentos. Namorada, essa palavra nunca me pareceu tão linda e significativa como agora. Seus doces lábios tinham sabor de mel. Minha língua desfrutou do tentador manjar que representava sua pele.
Com meus dentes cuidando sempre de não exercer muita pressão peguei o lábio inferior do meu anjo, o lambi e suguei uma e outra vez.
Me deleite delineando o contorno dos seus lábios com minha língua enquanto desfrutava de seus beijos de maneira gloriosa, nossos lábios entreabertos nessa mutua entrega, pele com pele. Fogo e gelo.
Nunca antes me pareceu tão perfeita a forma que nossos corpos sintonizavam.
Meu anjo… eu poderia querer… e de certa forma é verdade, mas aquilo não era nada em comparação a todo o amor que eu tinha contido por anos.
Esperando pela mulher certa para poder entregar… minha menina… este dia significava tanto para ambos, nesse momento, esse beijo que ambos seguíamos desfrutando.
Bella minha Bella se só soubesse que era o mais perto de tocar o céu era estar em seus braços. Seus lábios para mim eram a glória. Não havia experiência que pudesse comparar ao sublime que era o simples toque de sua suave pele sobre a minha. A bendita eletricidade que percorria meu corpo, cada vez que sentia seu toque, suas caricias, minha menina.
Nesse momento, esse beijo, o nosso, a relação que ambos mantemos tudo o que ambos formávamos.
Deus… Meu anjo.
Sei que jamais em sua vida poderá esquecer… em vez disso... O lembrarei para sempre.
