Meninas! Finalmente tive paciência de terminar de att Blackmail por aqui. Atualmente ela está quase no 30º capítulo, e como quero coincidir com Monrovia Town, estou postando um pouco mais rápido! ;)
Muito obrigada pelas reviews imediatas, fico muito feliz de saber que estão gostando! Ela tava tão paradinha, que achei que não tinham gostado!
Um grande beijo! Dany S2
Capítulo XIV – All Messed Up
Isabella PoV
The XX – Heart Skipped a Beat
Assim que Edward me deixou em casa, subi o elevador tendo verdadeiras crises internas. Minha cabeça era pura bagunça e eu não sabia se ria ou se chorava. A noite tinha sido perfeita, ele tinha despertado sensações em mim que eu nunca havia sentido com homem nenhum.
Bom, tirando James, eu nunca tinha passado por isso, eu nunca tinha transado por puro desejo e não sabia como era ser realmente desejada até então. Edward conseguiu me deixar com falta de ar, com as pernas bambas, e ao lembrar disso eu só conseguia sentir felicidade, cumplicidade e principalmente segurança. E eu sei que eu era idiota de sentir essas coisas, afinal ele não passava de um mulherengo. Eu sabia o que ele e Victoria fizeram no escritório, e sinceramente esperava nem vê-los conversando mais, pois minha insegurança iria gritar. E meu ciúme também.
Já sentia medo de segunda feira. Eu não saberia como agir, por mais que ele tenha pedido no carro que as coisas continuassem normais. Depois do que passei com James, eu sabia como eu agia diante desse tipo de acontecimento. Eu não conseguia nem olhar na cara de James e tinha medo que acontecesse a mesma coisa com Edward.
Bom, mas no fundo não ia acontecer. Afinal era Edward. E James tinha sido um erro maior. Eu acho.
Enquanto estive no hotel com ele, Rosalie não me deixava em paz uma hora sequer, sempre fazendo questão de me lembrar que aquilo ali era um jogo, pelo qual eu não devia cair, e sim me focar. Mas era praticamente impossível não "cair" por Edward Cullen. Assim que Edward saiu da cama e foi ao banheiro, escutei meu celular apitando, com um sms, perguntando como tinha sido a noite, e se o plano tinha dado certo. Respondi que sim, que tudo tinha dado certo, e que ele estava de quatro por mim. E eu acreditava fielmente nisso. Pelo menos eu conseguia sentir e torcia para não estar errada.
Ao olhar bem nos olhos de Edward eu conseguia enxergar outra pessoa. Um cara calmo, atencioso, e um pouco solitário, querendo uma companhia. O que era completamente diferente do Edward do escritório, que era egocêntrico e mal educado.
Apesar de falar a Rosalie que a história estava formada, eu sabia que tinha escondido a principal parte: Eu também estava de quatro por ele.
Idiota. Eu sei. Mas no momento em que ele sorriu daquela forma safada pra mim, cheio de luxúria, e disse que meu corpo era lindo, parecia que tudo que ele já tinha falado sobre mim havia sumido para sempre de minha cabeça. Como se a mordida que ele tinha dado quando eu era mais nova, havia sido assoprada da forma mais perfeita, sexy e encantadora possível.
Acordar ao lado dele não tinha sido diferente. Ele dormia como um anjo. Todas as vezes em que eu deitava na cama imaginando como seria Edward dormindo, nem se comparavam ao que eu estava vendo na minha frente. Era real, e estava acontecendo comigo.
Eu tinha mania de acordar cedo. Sempre acordava para fazer ginástica ou para correr com Tyler, então Cinco e meia da manhã já estava de pé. Assim que abri meus olhos e vi Edward ao meu lado, sereno, e com o rosto enfiado no travesseiro de forma encantadora, me senti feliz e finalmente realizada. Tudo que eu sempre havia sonhado pra mim, tudo que eu sempre quis na minha vida, e principalmente tudo que causou as minhas noites sem dormir, estava simplesmente ali, na minha frente, vulnerável, lindo, frágil, e totalmente entregue a mim e a tudo que eu tinha pra dar a ele. Parecia coisa de filme, ou até meio cafona de se falar, mas era simplesmente o que eu sentia.
Respirei fundo sentindo o aroma de sua pele, o aroma único dele, e meu coração firmava disparado no peito. Era uma sensação inexplicável. Era querer ficar ali e não ir mais embora. E isso no fundo causava uma frustração imensa em mim, porque eu não sabia como agiríamos a partir de agora e nem sequer tínhamos um compromisso. Eu estava aqui para me vingar! Céus! Com a maior facilidade, tudo havia mudado de lugar.
Eu não queria mais me meter nessa merda de vingança, mas eu sabia que tinha que tomar cuidado, porque da mesma forma que eu podia estar armando pra ele, ele podia estar armando pra mim, apesar de achar que as probabilidades eram muito pequenas. Não havia motivo senão trabalho para ele me odiar de verdade, eu nunca tinha feito mal a ele.. a única coisa que fiz foi dar a cola toda errada nos exames finais, o que causou sua reprovação, mas acho que ele nem se lembrava disso, pois quando mencionou de colégio, não comentou nada. O que ele fez a mim foi mil vezes pior e eu já estava de coração aberto. Sinceramente esperava que ele não lembrasse. Eu sentiria uma vergonha fora do comum.
Nossa conversa pela manhã foi completamente... inesperada. Eu nunca imaginaria que isso aconteceria. Conversamos sobre tudo, e eu estava tão extasiada que ele acabou falando mais de sua vida do que eu da minha. Eu não conseguia falar, de tão boba que estava. Eu ria por dentro, me sentindo a ganhadora de um milhão de dólares e louca para aproveitar os frutos que isso ia me oferecer. Olhava todas as suas ações, como sua boca mexia enquanto ele falava, como seu peitoral subia e descia enquanto respirava, o calor de seus dedos que faziam carinho em minhas bochechas e meus cabelos, o brilho de seus olhos verdes e as ruguinhas que fazia ao lado deles quando ele sorria. Ai. O sorriso. Bem aberto e verdadeiro. Era suspirante. Era um sonho.
Meu deus, como eu era uma retardada.
Subi as escadas e fui até meu quarto, jogando minha bolsa pequena na cama. Sentei e tirei as sandálias devagar, não querendo esquecer da noite anterior, muito menos perder o cheiro de Edward em meu corpo.
Suspirei olhando pro nada enquanto joguei as sandálias no chão. Estava mais confusa do que de costume. Coisas boas e ruins passavam pela minha cabeça e eu não conseguia simplesmente me focar em um acontecimento sequer. Tinha medo, receio, e estava feliz ao mesmo tempo. Como pode? Ri sozinha de mim mesma.
Me levantei abaixando o zíper do vestido e tirei devagar. Percebi que ele estava ficando apertado um pouco acima de minha cintura e entrei em pânico. Isso era coisa da minha cabeça, não era? Comecei a tentar lembrar o que tinha tomado no café da manhã, e não tinha nada diferente do que eu comia normalmente. Foi aí que lembrei que tinha bebido algumas doses na noite anterior, e isso não era nada bom. Iria malhar nesse exato momento.
Coloquei um top e vesti minha calça de ginástica, ligando rapidamente para Tyler. Chamei ele para caminhar, mas como estava chovendo ele disse que faríamos alguns exercícios em casa. Eu precisava fazer ginástica, desde que Edward tinha voltado a aparecer na minha vida tudo havia mudado tão drasticamente, que eu não cuidava mais de mim. Eu não estava malhando com frequência, minha personalidade estava mudando, e isso me revoltava. Era como se ele estivesse silenciosamente me danificando. Novamente.
Argh! Será que eu podia ter uma opinião formada, pelo amor de Deus?
Sacudi minha cabeça desses pensamentos imbecis e abri meu armário, pegando meu tênis. Carmela bateu na porta e veio com um suco de laranja na mão.
- Laranja engorda, Carmela. – revirei os olhos.
- Pare de ser neurótica, niña. Laranja não engorda.
- É a fruta mais calórica. – agachei para amarrar o cadarço.
- E você está indo fazer ginástica, precisa de energia. Isso aqui é pura vitamina C. – ela falou ainda me mostrando o copo.
- Não quero, Carmela.
- Tome, querida. Por favor. Por mim. Você não pode ficar fraca.
- Eu não posso engordar.
- Eu vou ficar preocupada com você. Não faça isso comigo. – ela me olhou piedosamente e fiquei com pena. Ela não tinha culpa de eu estar sentindo meu corpo engordar, a culpa era minha. Então apenas peguei o copo de sua mão e bebi o suco, mesmo contra minha vontade. Carmela agradeceu e reuniu meu vestido de cima da cama, pegando minhas sandálias e indo em direção ao meu closet.
- Deixa isso Carmela, não quero que você fiquei arrumando as bagunças que faço.
- É pra isso que eu sirvo, niña. Não se preocupe.
- Não é pra isso que você serve. Você é minha companheira, você é minha família, eu não quero. Pode deixar que eu mesma guardo.
Carmela sorriu e me ignorou, entrando no meu closet e guardando o vestido e as sandálias. Assim que ela voltou pro meu quarto, abracei-a apertado e dei um beijo em suas bochechas, fazendo-a gargalhar.
- Amo você, Carmela.
- Eu também ti amo, niña Bella. – ela bateu em meu braço. – Só quero seu bem. Por favor, não se estrague. Você está com um corpo lindo, não quero que fique doente.
- Não vou ficar. – sorri.
- Tenho certeza que o moço que permanece em seu coração durante anos, te ama do jeito que você é. Por mais que não pareça.
- Ai Carmela, você faz as coisas serem tão fáceis... – ri. – Queria viver no seu mundo. No meu mundo, tudo é difícil.
- As coisas difíceis são um amontoado de coisas fáceis, pequeña. – ela me olhou.
- Sei lá. – fiz um rabo de cavalo e bufei ao me olhar no espelho.
- Ele é bonito, viu. – ela sorriu. – Vocês formam um casal lindo.
Revirei meus olhos e rimos juntas. Carmela tinha uma positividade tão grande que me fascinava. Eu tinha sorte. Era justamente isso que eu precisava em minha vida, principalmente agora.
Pouco tempo se passou, Carmela voltou para sua novela, e Tyler chegou, todo molhado de chuva.
Fomos para minha sala de ginástica. Tyler pegou um livro e se encostou no espelho, esperando eu terminar de correr na esteira. Não trocamos uma palavra, eu realmente estava nervosa em começar a contar sobre o coquetel, e sobre nossa noite. Ele reprovava tanto Rosalie quanto eu. Ele não queria que eu me envolvesse com Edward e achava errado a vingança. A única coisa certa pra ele era eu me afastar de tudo isso, e conhecer uma pessoa melhor.
Mas eu era teimosa. Eu não queria outro homem. Eu queria o único com quem sempre sonhei.
- Acabou a meia hora. – ele disse sério. – Pode sair, vai pro supino agora.
- Ok. – respondi saindo da esteira.
- Quando é que você vai me contar da noite de ontem? Ou vai ficar calada eternamente escondendo que você transou com Edward?
- Eu não transei com Edward. – falei rápido tentando me defender. Inútil, eu sei.
- Tá bom Isabella. – ele revirou os olhos e tirou o livro de seu rosto por um momento.
Suspirei antes de deitar no aparelho, e lutei para não sorrir. Tyler bufou e revirou os olhos.
- Sabia, já está apaixonada de novo. – ele tacou o livro no chão. – Vou cancelar todos os meus clientes, você vai entrar em depressão novamente.
- Porra, Tyler! – falei ao sentir meus nervos aflorando. – Será possível que eu não consigo encontrar nenhum apoio em ninguém?
- E você acha que o que eu te dou não é apoio? – ele rebateu. – Bella, eu te conheço desde nova, e fui a ÚNICA pessoa que esteve ao seu lado quando você chorava por ele, mesmo ele nem existindo mais em sua vida. Pff, que patético.
- É patético porque você nunca se apaixonou! – gritei, me levantando.
- Quem disse que eu nunca me apaixonei? – ele me olhou com a sobrancelha levantada. – Bella, cai na real. Você tem noção de como seu tombo pode ser pior do que já foi?
- Mas e se não for? E se ele for a pessoa certa pra mim?
- Você já parou pra pensar se ele só se interessou por você porque seu corpo está bonito? Se você ainda fosse gorda, ele gostaria de você?
Foi aí que Tyler despejou um balde de água fria em cima de mim. Senti meu coração doendo e se petrificando com o receio de ele estar falando a coisa certa. E se Edward estivesse comigo só pelo meu corpo? Se eu ainda fosse a mesma menina de Atlanta High, ele estaria se entregando a mim desse jeito?
Isso me deixou mais tonta do que de costume. Minhas pernas falharam e senti uma fraqueza me consumindo. Estrelinhas tomaram conta da minha visão. O suor frio cobria minhas têmporas. Coloquei a mão na testa suspirando fundo e Tyler me olhou estranho.
- O que foi? – ele disse segurando meu braço.
- Estou tonta.
- Sua pressão deve estar baixa. Você se alimentou hoje? – ele abaixou sua cabeça, fazendo contato visual comigo.
- Só tomei café de manhã, e um suco de laranja.
- Sem açúcar nos dois, não é? – ele estalou a língua.
- É. – respondi rápido.
- Não é a pressão, é o açúcar. – ele me pegou no colo. – Você vive com isso Bella, você tem que se cuidar – ele falou enquanto saímos da sala de ginástica e íamos em direção ao meu quarto. – Você vive sentindo dor de cabeça, tontura... isso não é legal.
- Só preciso descansar um pouco. – senti o colchão em minhas costas no momento em que falei as palavras.
- Fica aqui, vou pedir para Carmela fazer alguma coisa.
- Não precisa, não quero. Ontem eu já fiz besteira demais, bebendo. Sinto pneus crescendo. – ajeitei minha cabeça no travesseiro.
- Bella, pelo amor de Deus não é! – ele colocou a mão na cintura. – A única besteira que você fez não foi a bebida, foi Edward.
- Ai que saco. – bufei.
- Você tem que parar com isso. – ele sentou na minha cama. – Você não pode deixar isso continuar, segunda feira você vai terminar tudo o que vocês têm, antes que comece algo e piore. Eu tenho medo de você cair mais do que antes, Bella. – ele falou me olhando com piedade. Me senti uma inútil, ridícula, que não era capaz de fazer um homem gostar de verdade de mim.
- Então quer dizer que ele só pode gostar de mim por causa do meu corpo, não é? – meus olhos encheram-se de lágrimas. – Você tem noção do que você está me falando, Tyler? – olhei bem em seus olhos. – Você está dizendo que Edward não tem capacidade de mudar, de gostar de mim, pelo que sou. Apenas pelo que aparento ser, por fora.
- Não estou falando isso, é só que... – ele começou a gaguejar e achei melhor terminar essa história por enquanto.
- Tyler, vai pra casa.
- Bella..
- Vai pra casa Tyler, eu não estou a fim de brigar com você, e sinceramente estou com muita coisa na cabeça agora para que a gente entre nessa discussão. Depois conversamos.
- Também acho melhor. – ele falou ríspido. – Me ligue quando melhorar e quando finalmente colocar juízo em sua cabeça. – ele suspirou fundo. – Espero que você não se machuque, de verdade. Vou odiar ter que te falar que te avisei.
- Tchau, Tyler. – coloquei o braço em meu rosto, tampando meus olhos da luz. A chuva tinha cessado e o sol de duas da tarde adentrava meu quarto sem nem pedir licença. Eu estava me sentindo sozinha.
Tirando Carmela, ninguém parecia me dar força. Ninguém acreditava ou dava crédito a Edward. Parecia um jogo vencido. No fundo até eu não deveria estar acreditando, mas tudo que sinto e já senti por ele me faziam continuar essa loucura.
Eu precisava de alguém que me apoiasse, e que me falasse que tudo ia ficar bem. Tyler e Rosalie agüentaram comigo a pior de minhas fases, e Edward tinha sido o principal causador de tudo isso. Por isso, o filme dele estava mais do que queimado com os dois, e eu não sabia como reverter essa história. Era uma merda você ter que escolher entre a pessoa que você ama, sempre amou e os amigos que mais te deram força quando você precisou.
Ouvi um barulho e fui até minha bolsa que ainda estava jogada na cama. Peguei meu celular e tinha uma mensagem dele. Não contive o sorriso em ver a reafirmação de que nossa noite tinha sido especial. Eu sentia que ele estava sendo sincero, mas porque as coisas pareciam tão difíceis pra mim? Porque tudo não podia ser mais fácil e tranqüilo?
Foi aí que pensei na frase que Carmela tinha me dito mais cedo: "O difícil, é um amontoado de coisas fáceis."
Era isso. Eu tinha que ir resolvendo uma coisa de cada vez, aos poucos, para que tudo no final desse certo. Não é? Um passo de cada vez.
Me cobri e dormi praticamente a tarde inteira. Acordei oito horas da noite, olhando para a janela e vendo a chuva que caía forte novamente lá fora. Peguei o controle da televisão e vi que estava passando o Superbowl. Edward era aficcionado pelos Atlanta Falcons desde a época do colégio, e senti uma súbita vontade de falar com ele.
Olhei para meu celular, mas tudo que me falavam vinha gritando em minha cabeça, me forçando a não ligar. Peguei o aparelho e vi sua mensagem novamente. Quando fui responder tomei um susto, pois o celular vibrou com uma ligação de Rosalie.
- Oi amiga. – diminuí o volume da televisão e joguei o controle do meu lado, na cama.
- Você é completamente louca, Isabella Swan! – ela gritou. Estava num lugar super cheio e pessoas falavam ao seu lado, por isso a altura de sua voz. – Quem você pensa que é para passar o que passou ontem a noite e não me ligar até agora para contar?
- Achei que te contaria tudo amanhã, no nosso almoço. – falei bocejando. Quanto eu mais dormia, mais sono eu tinha. Apesar de que eu odiava ver que perdi o dia inteiro na cama. Me dava angústia.
- Existem coisas que merecem urgência para serem contadas. – ela falou mais alto. – Conte-me, como foi?
- Nada demais. Como já esperávamos, ele está louquinho por mim. – falei sem o mínimo de segurança na voz.
- Ótimo! Amanhã te explico a segunda parte do plano! – ela gritou novamente. – Não posso falar agora porque estou num restaurante com algumas modelos. Meio dia estarei aí. – ela desligou sem nem ao menos me dar a chance de me despedir. Odiava quando Rosalie fazia isso.
Que porra de segunda parte do plano era essa? O que ela estava tramando? Eu não queria nem continuar com a primeira, quanto mais segunda parte.
Aumentei novamente o volume da televisão e continuei a ver o jogo, onde os Falcons estavam ganhando de lavada. Edward devia estar acompanhando, e provavelmente estava muito feliz. Ao imaginar seu sorriso e como ele ria enquanto fazia cócegas em mim hoje cedo, senti meu coração inflar de alegria. Por isso achei que o mais sensato a fazer era responder a mensagem que ele tinha mandado. Seria o meu primeiro passo.
"Também adorei. E também quero repetir. Ah, parabéns pelos Falcons, estou vendo o jogo e parece que estamos com sorte hoje. Bella."
Digitei Bella porque não agüentava mais ouvir Edward me chamando de Isabella. Eu sei que ele continuaria me chamando assim, afinal ele era meu funcionário, mas eu queria mostrar a ele que algumas portas estavam se abrindo.
Mas tinha vezes que eu parava pra pensar que podia estar fazendo besteiras.
E tinha vezes que não. Que tudo parecia que estava certo.
Argh, minha vida era uma verdadeira confusão! E ele só estava piorando. Eu também piorava, não sabendo como agir.
Levantei para ir ao banheiro e congelei quando meu celular começou a tocar. Corri para minha cama novamente e vi o nome de Edward piscando na tela. Deixei o som da televisão bem alto para que ele pudesse identificar que eu também estava vendo o jogo. Isso seria ponto positivo pra mim, porque ele realmente era aficcionado pelo time.
- Alô? – falei na minha voz mais normal e calma possível, apesar de estar em pleno ano novo por dentro.
- Oi Bel...Isabella. – ele falou com uma voz que parecia que estava sorrindo. – Acabei de receber sua mensagem. Não sabia que você gostava de futebol americano! – ele riu com surpresa.
- Er... Não sou muito fã. – achei melhor ser sincera. Mais cedo ou mais tarde ele descobriria que eu era uma negação para entender aquilo. – Acompanhava mais na época do... colégio. – Ótimo. Tinha acabado de confirmar que eu acompanhava quando ele jogava no colégio. Imbecil.
- Ah, sim... – ele riu novamente. – Falando nisso, eu queria marcar um almoço com você. Queria falar de algumas coisas, se você não se importa. Fora do trabalho, claro.
- Edward, não sei... – algo dentro de mim gritava comigo mesma. Que coisas eram essas que ele queria falar comigo? Será que ele queria terminar? Mas nem tínhamos começado! Mas ele falou em colégio. Será que ele tinha lembrado das coisas do colégio e agora queria falar sobre isso comigo? Meu deus, eram tantas coisas que vinham em minha cabeça que tudo que eu queria era fugir. Fugir e não ter que encarar essa conversa com ele.
- Não é nada demais, só tem alguns pingos que quero colocar em certos "is". Poderia ser amanhã? Ficaria satisfeito de acertar essas coisas antes que voltássemos a trabalhar.
- Uh... amanhã eu já tenho compromisso no almoço. – falei. – Tem certeza que não pode ser segunda feira, no nosso intervalo?
- Quando você sai pra almoçar eu não posso sair, senão o escritório fica vazio. – ele falou constatando. – Mas posso pedir para Victoria..
- Eu pedirei a Mike para ficar no seu lugar no almoço. – cortei e senti que Edward soltou um riso abafado. Ok, eu estava sendo patética e ele estava percebendo. – Direi que temos uma reunião-almoço com um cliente.
- Tudo bem então. – ele riu. Eu não podia ser mais idiota. – Er.. tenho que ir. Nos vemos segunda.
- Nos vemos segunda. – repeti.
Antes que eu pudesse desligar o telefone, fiquei que nem uma panaca ouvindo para ver se ele ainda ia falar alguma coisa. Mas a única coisa que ouvi foi uma voz feminina. Senti um calafrio no meu corpo inteiro. Como eu já podia estar com ciúmes desse jeito? Eu era doente.
Então eu ouvi sua voz falando novamente: "O que é, Alice?" e ele finalmente desligou o telefone, me deixando mais aliviada. Era Alice Brandon, a amiga que ajudei a tirar da delegacia. A mesma menina simpática que disse que ele se esforçava para se aproximar de mim e eu não dava abertura. Fiquei imaginando se eles já tinham conversado sobre o acontecido e se ela estava feliz por isso.
Dei mais um sorriso ao ver que o jogo tinha entrado no comercial e meu estômago roncou forte. Pela primeira vez em muito tempo eu estava sentindo fome. Será que Edward tinha algo a ver com isso?
