A Força do Destino
Capítulo 14
Ainda era muito cedo quando Jeffrey Padalecki apareceu na porta da cabana de Jared, trazendo consigo três cavalos, todos devidamente selados.
Colocaram sobre eles os suprimentos médicos, poucas roupas e objetos pessoais de Jensen e Jared, e alguns sacos de grãos, pois teriam que comer durante sua estadia por lá, e Jared não queria dar nenhum prejuízo à aldeia vizinha.
Estava quase na hora de saírem quando Jensen olhou para Jared, e depois para o cavalo, percebendo, talvez tarde demais, que aquilo tudo era uma loucura.
- Jared - Jensen tocou no ombro do moreno, numa última esperança de convencê-lo a ficar. - Não tem como você subir no cavalo sem se machucar. Jay, por favor.
- A não ser que - Jeffrey caminhou até os fundos da cabana e trouxe consigo uma escada de madeira. - Eu aposto que vocês não tinham pensado nisso - O irmão de Jared se gabou, ao ver o olhar espantado de Jensen.
- Na verdade a minha ideia era convencê-lo a não ir - Jensen fez uma cara feia, enquanto Jared subia pela escada e Jeffrey o ajudava a montar no cavalo.
- Oh - Jeffrey se amaldiçoou por ter sido tão estúpido e não pensado nisso.
- Jared, você está bem? - Jensen se aproximou, percebendo que o moreno estava com o corpo inclinado para a frente, num nítido sinal de que mesmo com a escada, o esforço tinha sido demais.
- Sim. Eu só preciso de um minuto - Jared sentiu seu ferimento queimando de dor e uma leve tontura, mas se dissesse aquilo em voz alta, Jensen o mandaria de volta para a cama, e aquilo estava fora de cogitação.
Jensen o olhou desconfiado, mas montou em seu cavalo e Jeffrey fez o mesmo.
- É bom que você tenha uma casa grande lá na sua terra, doutor. Porque se nós formos expulsos ao voltarmos, é lá que iremos morar - Jeffrey brincou, e saiu cavalgando na frente.
- Bom, você não estava nos meus planos, mas o Jared eu levaria comigo com prazer - Jensen sorriu e viu Jared sorrir de volta, então ambos saíram cavalgando devagar, seguindo Jeffrey.
Foram quase duas horas de viagem e Jensen sentia dor em todo o seu corpo, principalmente em seu traseiro, pois não estava acostumado a montar. Pelo menos não em um cavalo - O loiro riu com o próprio pensamento.
Desviaram do posto de guarda, pois não queriam ser vistos, e mais à frente atravessaram um riacho, sinal que já estavam quase chegando.
Avistaram um portão grande de madeira, com dois homens de guarda na frente, então Jeffrey levantou uma bandeira branca, sinalizando que vieram em paz. O irmão de Jared foi na frente e conversou com os homens.
Jared deitou o corpo para a frente e deixou-se escorregar para descer do cavalo. Jensen o amparou, senão o moreno teria ido direto para o chão.
- Assim que chegarmos lá, não importa o que estiver acontecendo, você vai se deitar e descansar, entendeu? - Jensen falou com autoridade.
- Sim, senhor - Jared brincou, mas sua vontade era de se deitar ali mesmo, na neve. Não se sentia capaz de dar um passo sequer, então se apoiou em Jensen por um minuto, até sentir-se mais estável.
- Acho melhor eu ir com vocês - Jeffrey de repente falou, preocupado.
- Jeff, nós precisamos de você pra negociar a troca pelos prisioneiros na nossa volta, se for necessário. Nós vamos ficar bem, eu prometo. Se não voltarmos depois de duas semanas, aí você pode começar a se preocupar - Jared falou, tentando tranquilizar seu irmão.
- Certo - Jeffrey concordou, contrariado. - Eu não sei se o louco sou eu, ou são vocês - O irmão de Jared o abraçou, demoradamente. - Cuide-se. E não faça nenhuma bobagem. Ou mais bobagens - Segurou Jared pela nuca, e depois se separaram.
- Eu não vou pedir pra você cuidar dele, porque eu sei que vai cuidar, mas… Só cuide bem dele, ok? - Jeffrey forçou um sorriso e deu dois tapinhas no ombro de Jensen, se despedindo.
- Jeff? - Jensen o chamou de volta, se lembrando de algo. - Eu deixei uma caixa sobre a mesa, lá na cabana. Dentro dela tem vacinas e seringas. Não vai dar para todos, mas eu quero que você as entregue ao senhor Pileggi. Ele pode falar com o curandeiro, e… Peça para darem prioridade aos idosos e às crianças com baixa imunidade, por favor.
- Certo - Jeffrey suspirou. - Só mais uma coisa: Você está levando o meu irmão, praticamente moribundo, para o meio de um monte de pessoas doentes. É bom que você o traga vivo de volta.
- Ele foi vacinado - Jensen respondeu prontamente.
- Eu fui o quê? - Jared perguntou, espantado.
- Eu sei que eu perdi a aposta, mas eu não consegui deixar de pensar que essa gripe podia chegar até aqui, e… Me desculpe, mas por fim foi uma boa coisa, não? - Jensen olhou para o moreno, esperando que ele compreendesse.
- Quando?
- Logo depois de perder a aposta, enquanto você dormia - Jensen confessou, um tanto envergonhado.
- Isso é traição - Jared o encarou, de cara feia.
- Você pode chamar do que quiser, mas eu chamo isso de cuidado, Jared. E não me arrependo, principalmente agora.
- Dessa vez eu preciso concordar com ele - Jeffrey deu de ombros, olhando para o seu irmão.
Jared balançou a cabeça, indignado, mas não tinha nada que pudesse fazer, e não era hora de discutirem por causa daquilo.
- Okay. Vamos - Bufou.
Jensen o seguiu e antes de entrarem, ambos foram revistados à procura de armas, então foram escoltados por dois homens, enquanto outro levou os cavalos para beberem água.
Caminhavam devagar, quando alguns homens se aproximaram; um homem negro de meia idade vinha sempre à frente, e pelas suas roupas, Jared deduziu ser um dos chefes da aldeia.
- Quem são vocês? - O homem parou com as mãos na cintura, olhando de Jensen para Jared, desconfiado.
- Eu sou Jared... Padalecki. E este é o doutor Jen… Jensen Ackles - Jared mal terminou de falar, e sentiu seu corpo cambalear. Primeiro caiu de joelhos e então todo o seu corpo tombou para a frente, caindo de cara na neve.
- Jared! Jared! - Jensen se ajoelhou ao seu lado e o virou de frente, checando seus sinais vitais.
- Essa é toda a ajuda que eles puderam enviar? - O homem com quem conversavam forçou uma risada.
- Considerando que foi um dos seus homens quem o atacou e o deixou nesse estado, acho que a ajuda é até demais - Jensen respondeu, furioso. - Eu preciso de uma maca, ou…
Mas Jensen não precisou completar a frase. Um jovem loiro e outro senhor de meia idade apareceram trazendo uma espécie de maca, feita com bambus e tecido, e o ajudaram a colocar Jared com cuidado sobre ela.
O levaram até uma tenda, onde estavam os doentes, mas o colocaram deitado em uma cama improvisada, em um local mais isolado, contra a parede.
Jensen o examinou, mediu sua pressão e tirou sua temperatura, ficando aliviado ao ver que estava tudo bem. Deveria ser somente a fadiga. Jared era teimoso demais e não tinha descansado direito desde que se ferira.
O loiro trocou o curativo e constatou que os pontos estavam infeccionados, provavelmente Jared deveria estar sentindo muita dor. Deu-lhe antibióticos e analgésicos e deixou que dormisse.
- Eu sinto muito pelo que disse lá fora. Eu sou Williams. Steven Williams - O homem estendeu a mão para Jensen, cumprimentando-o. - É um prazer recebê-los aqui, doutor Ackles. Eu espero que o seu marido fique bem e vou deixar o senhor Murray aos seus serviços, para que ele receba todo o cuidado que precisar - Steven apresentou o jovem loiro que ajudara a carregar a maca, como sendo Chad Michael Murray.
- Obrigado - Jensen desfez a carranca, aceitando a ajuda. - Só, por favor, me chamem de Jensen. E Chad - O cara era mais novo que ele , Jensen achou estranho chamá-lo de senhor Murray -, se você puder ficar de olho nele e me avisar assim que ele acordar, eu agradeço muito. Jared está bem, mas ele está um pouco debilitado ainda, além de exausto, e costuma ser um tanto teimoso, sabe? Nem deveria estar aqui, na verdade.
- Eu entendo - Chad sorriu, consentindo. - Estarei aqui o tempo todo, doutor. Pode ir fazer o seu trabalho tranquilo.
- Certo - Jensen deu um beijo na testa de Jared e se afastou, seguindo o senhor Williams.
Fez uma análise geral e separou os pacientes por gravidade, separando também as crianças dos adultos, com cortinas e biombos improvisados.
Uma senhora chamada Samantha Ferris, que era uma espécie de enfermeira da aldeia, também veio auxiliá-lo, assim como um velho curandeiro. Começou a examinar e tratar os casos mais graves primeiro.
Samantha foi incumbida de fazer uma ficha para cada paciente, registrando e controlando os horários das medicações.
Pela primeira vez, Jensen realmente percebeu as dificuldades que teria. Sem um computador, aparelhos, e sem energia elétrica, teria que se virar com o que tinham. As inalações tinham que ser feitas com vapor gerado por água quente, se alguém ficasse sem oxigênio, teria que usar uma bomba manual; não haviam aparelhos para monitorar os sinais vitais, era tudo muito precário, mas por sorte tinham voluntários, dispostos a ajudar.
Um senhor de idade muito avançada estava com os pulmões comprometidos, e embora o estivesse tratando e dando o melhor de si, Jensen duvidava que ele sobreviveria por mais 24 horas. Era uma constatação cruel, mas que fazia parte do seu trabalho. Era impossível salvar a todos, algo que vivia dizendo a si mesmo, embora isso não tornasse as coisas mais fáceis.
- x -
Quando Jared despertou, havia um homem loiro o encarando muito de perto, e por um momento pensou que fosse Jensen, mas pulou na cama, assustado, ao perceber que não era.
- Jensen? - Jared olhou ao redor, procurando pelo loiro.
- Hey, fique calmo. O doutor está logo ali, examinando os pacientes.
- Quem é você? - Jared o olhou de cima a baixo, o avaliando.
- Chad Michael Murray - O homem loiro estendeu a mão, que Jared apertou, desconfiado. - O doutor me incumbiu de tomar conta de você enquanto ele está atendendo os outros.
- Eu não preciso de babá - Jared fez uma cara feia, bufando.
Chad deu risadas e foi chamar Jensen.
- Hey - O loiro se ajoelhou ao lado da cama em que Jared estava deitado. - Como está se sentindo? - Tocou a testa do moreno, constatando que não tinha febre e ele parecia mais corado. Era um bom sinal.
- Jen, eu - Jared olhou para o lado e apertou os lábios, sem conseguir encarar os olhos do loiro. - Eu não quis te envergonhar, me desculpe - Falou com a voz baixa.
- Envergonhar? - Jensen franziu o cenho.
- Eu caí no chão feito um saco de batatas - Falou, constrangido. - Não devo ter causado nenhuma boa impressão.
- Jared, você fez um esforço desgraçado pra conseguir chegar até aqui. Eu só consigo sentir orgulho de você - Segurou a mão do moreno e a beijou, com carinho.
- Mesmo? - Jared finalmente o olhou.
- Com certeza - Jensen sorriu. - E então? Como está se sentindo?
- Ainda dói, mas já me sinto bem melhor - Jared falou com sinceridade.
- Você dormiu por quase 8 horas, acho que conseguiu descansar um pouco.
- O quê? Por que não me acordou?
- Você precisava descansar, Jay.
- Mas e você?
- Eu ainda tenho trabalho a fazer. A maioria dos pacientes está estável, só precisamos esperar pra ver como reagem aos antibióticos, mas tem dois casos bastante graves - Jensen ajudou Jared a se sentar e Chad lhe trouxe uma caneca de canja de galinha.
Jared trocou um olhar com Jensen ao aceitar a caneca de sopa e ambos riram por um momento.
- O que é engraçado? - Murray perguntou.
- Nada. Obrigado pela sopa - Jared respondeu.
- Eu vou continuar meu trabalho - Jensen se levantou. - Você fique aqui deitado, ou sentado quietinho e Chad… Fique de olho nele.
- Pode deixar, doutor - Murray concordou e Jared bufou, enquanto Jensen se afastava.
- São muitos doentes - Jared comentou olhando ao redor. - Você não tem medo de acabar pegando a gripe também?
- Todos estão com medo. Já tivemos duas mortes, desde que a doença surgiu. Então muitos começaram a adoecer e já não tínhamos mais esperanças.
Uma senhora de idade teve um acesso de tosse e Chad e Jared foram ajuda-la a se sentar, ajeitando travesseiros em suas costas.
- Você não é daqui - A mulher comentou, assim que conseguiu se recompor.
- Eu vim com o doutor Ackles - Jared confirmou.
- Com o doutor bonitão? - A mulher sorriu. - Mas você parece tão abatido. Ficou doente também?
- Não, eu… - Jared ponderou. - Eu me feri antes de vir pra cá, mas já estou bem. A senhora precisa de alguma coisa?
- Oh, por favor, me chame de Mary - A mulher segurou a mão de Jared. - Eu estou bem agora, querido. Como é mesmo o seu nome?
- Jared. A senhora… Mary, você pode me chamar se precisar de alguma coisa - O moreno a deixou e foi até a ala onde estavam as crianças, sempre com Chad o seguindo.
- Você vai ficar mesmo atrás de mim feito uma sombra? - Perguntou, aborrecido.
- Foram ordens do doutor.
- Não tem mais necessidade, Chad. É sério.
- Tudo bem, mas eu estarei por aqui, de qualquer maneira - Murray deu de ombros. - Como é lá na aldeia de vocês? - Perguntou, curioso.
- Não muito diferente daqui, eu acho - Jared caminhava entre as crianças - Exceto que nós não saímos por aí atacando a aldeia dos outros.
- Talvez porque vocês nunca passaram por necessidades - Chad respondeu, visivelmente chateado. - O inverno é longo, nós não temos comida suficiente, nem terras férteis para plantar. Eu aposto que se a situação fosse contrária, vocês fariam a mesma coisa.
Jared não disse nada, mas internamente sabia que Chad tinha razão. Se ajoelhou ao lado de uma garotinha, ao perceber que ela parecia respirar com dificuldade.
- Hey, como é que você está?
- Meu peito dói - A garotinha choramingou.
- E o doutor já examinou você? - Jared tirou os cabelos dela da testa, percebendo que estava com febre.
- Já. Ele me deu remédios. Tem um gosto muito ruim - A menina respondeu, ofegante.
- É mesmo? - Jared sorriu, tentando não demonstrar sua preocupação. - E qual é o seu nome?
- Amy.
- Amy… é um nome muito bonito. Você já vai melhorar, Amy. Chad, você pode chamar o Jensen aqui, por favor?
- Sim, eu já volto - Murray saiu praticamente correndo.
Quando Jensen chegou, logo percebeu que Amy tinha piorado. Trocou um olhar preocupado com Jared e se sentou na beirada da cama, colocando o estetoscópio no peito da menina, para escutar sua repiração.
- Os antibióticos não estão fazendo efeito, eu vou ter que lhe dar uma injeção de penicilina.
- Injeção? - Amy arregalou os olhos e se agarrou no braço de Jared, que estava do seu outro lado.
- Vai ficar tudo bem, Amy - Jared segurou a mão da menina, tentando acalmá-la. - Você não precisa ter medo, ok? Eu já tomei muitas injeções quando fiquei doente, e não doeu nada - Jared mentiu, com a intenção de encorajá-la.
- Tá bom - A menina concordou, com os olhos cheios de lágrimas.
Jensen aplicou a injeção, e ela se agarrou ainda com mais força em Jared, que a consolou.
Como a respiração dela não melhorava, o loiro usou uma bomba manual de oxigênio.
- Jen… você pode ir cuidar dos outros pacientes, eu posso fazer isso - Jared se ofereceu. - Podia ver que o loiro estava exausto, mas sabia que ele não iria descansar até ter todos os seus pacientes fora de perigo.
- Certo - Jensen o olhou por um instante. - Use a bomba sempre que a respiração dela ficar difícil, e qualquer coisa me chame, que eu venho imediatamente. Só não se esforce demais, está bem?
- Sim, doutor - Jared sorriu, tentando tranquilizar o loiro.
Depois que Jensen voltou para os demais pacientes, Jared continuou tomando conta de Amy, ao mesmo tempo em que conversava com as outras crianças que estavam por perto. Brincou e contou histórias, fazendo-as rirem.
- Eu não me lembro dos três porquinhos terem feito isso, na história original - Jensen comentou quando voltou ali e presenciou a cena, algumas horas depois.
- A história original não tem a menor graça - Jared justificou, fazendo o loiro rir.
- É, eu devo concordar. E como vai a nossa princesa? - Jensen voltou a se ajoelhar ao lado de Amy, ficando aliviado ao ver que sua respiração já estava um pouquinho melhor. Sinal que a medicação começara a fazer efeito. - Obrigado por cuidar dela - Falou, olhando nos olhos de Jared.
- Ei, eu não vim até aqui só pra ficar com o Chad na minha cola, não é mesmo?
Jensen gargalhou. - Okay… Chad, acho que ele já pode se cuidar sozinho, agora.
- Não é nenhum problema - Murray deu de ombros. - Eu estava até me divertindo com suas histórias.
- Jen… você não quer ir descansar um pouco? - Jared estava realmente preocupado com o loiro.
- Tem um senhor em estado crítico, Jay. A pneumonia tomou conta dos dois pulmões, eu não posso deixá-lo sem assistência.
- x -
Quando Jeffrey Padalecki retornou para a aldeia, não sabia pelo que esperar. Tudo o que podia fazer era rezar para que o seu irmão estivesse a salvo; quanto ao resto, poderiam dar um jeito. Rezou também por Jensen, pois sabia que se algo acontecesse com o loiro, Jared jamais se perdoaria.
Fez o que Jensen lhe pedira e levou a caixa com as vacinas para o senhor Pileggi que, depois de muito esforço, conseguiu convencer os demais conselheiros e incumbiu o curandeiro da aldeia de fazer a aplicação das vacinas.
- Eu fui até a cabana de Jared, e ele não estava lá - Gerald entrou no local, furioso. - Me diga que ele não fez a loucura de ir com o doutor Ackles, porque senão…
- Senão o quê? O senhor vai expulsá-lo da aldeia? - Jeffrey o enfrentou.
- Você não entende… Eles podem usá-lo para se vingar, e…
- Vingar o quê? Do que o senhor está falando? - Jeffrey não estava entendendo onde seu pai queria chegar.
- Eu acho que Jared é um homem adulto, e sabe o que está fazendo - Mitch Pileggi tentou apaziguar. - E ele não colocou a vida de ninguém mais em risco, a não ser a sua própria, então eu não vejo porque julgá-lo. Em seu lugar, eu provavelmente teria feito o mesmo.
- Ele estava ferido, onde você estava com a cabeça pra consentir isso? - Gerald acusou Jeffrey, indignado.
- Até parece que o senhor não conhece o seu filho mais novo. Desde quando adianta tentar impedir Jared de fazer alguma coisa, quando ele realmente quer? - Jeffrey sorriu, balançando a cabeça. Sempre fora cabeça-dura, mas Jared podia ser dez vezes pior.
- Se ele não voltar até o final desta semana, nós vamos atrás dele - Gerald andava de um lado para o outro, preocupado.
- Ele disse pra eu me preocupar somente se eles não voltarem dentro de duas semanas. É preciso tempo para conter a doença. E nós ainda temos os prisioneiros para negociar, eles não fariam algo estúpido - Jeffrey queria acreditar naquilo. Precisava acreditar.
- Teremos que aguardar, senhores. E Gerald, você precisa se acalmar agora. Tenho certeza que Jared e Jensen saberão lidar com quaisquer problemas que tiverem por lá. Você deveria confiar mais nos seus filhos - Pileggi colocou a mão em seu ombro, tentando confortá-lo.
Continua…
Resposta às reviews sem login:
Crisro: Como assim, sem textão? Nem pra me xingar? rs. Você e mais alguns leitores falaram em novas aventuras, e me lembrei que estava pensando esses dias, que quando esta fanfic terminar, talvez depois de algum tempo eu poste alguma nova aventura com os dois. Se eles ficarem juntos, é claro. Kkk. Acho que estou me apegando demais aos personagens. Isso não é saudável. Obrigada por aparecer, mesmo que seja rapidinho! Bjos!
Evysmin: Sim, Jared disse que é homem e não precisa disso, se referindo ao fato de não querer ser passivo. E ele realmente tem seus motivos pra ser assim, ainda que não tenha feito por mal. Mas com jeitinho, acho que Jensen pode contornar a situação, se tiver um pouquinho de paciência… rs. Mais uma esperando por coisas ruins na outra aldeia… rs. Tive que rir do seu trauma com Amell e Justin. Kkkk. Acho que não vai rolar, eles se amam demais pra permitir que uma terceira pessoa interfira. Pode ficar tranquila… rs. Bjos! Obrigada por comentar.
Clara Padackles: Sim, com certeza Gerald é o maior culpado pelo lado machista de Jared. Mas não é nada tão grave que Jensen não possa contornar, se tiver paciência… rs. Bom, teimoso como é, Jared jamais deixaria Jensen seguir nessa missão sozinho, né? Vamos ver no que essa aventura vai dar...rs. Obrigada por comentar! Bjos!
Ana: Por que todo mundo sempre pensa que algo ruim vai acontecer? õ.O kkkk. É só mais uma aventura dos nossos lindinhos, fique calma que tudo tem o seu propósito. Gerald é um idiota mesmo. Mas no fundo, como todo pai, ele tem medo que algo possa acontecer com o filho. Não pense na separação. Não ainda. A praga funcionou, né? Mas nem vou reclamar...rs. Obrigada por comentar. Bjos!
Luluzinha: Calma, não entre em pânico! Rs. No final, tudo sempre acaba bem. Kkk. Essa empreitada na outra aldeia é só mais uma aventura dos dois. Jared ama Jensen demais e seu instinto protetor sempre fala mais alto, mesmo quando ele não está em condições de ajudar. Tadinho! Rs. Obrigada por comentar. Bjos!
Apom1: Ele é mesmo teimoso, não? Mas confesso que amo escrevê-lo assim, principalmente quando as coisas não saem como ele quer… kkk. Eu me divirto. E sim, ele tem motivos pra ser um tanto machista, mas não é nada que Jensen não possa contornar, não é? Confesso que deu uma vontadezinha de fazer o Jensen se estabacar na cena do telhado, mas com os dois feridos, a missão teria que ser cancelada. Obrigada por comentar! Bjos!
