Eles haviam parado no caminho apenas uma vez, a fim de mudar a bagagem para o compartimento do passageiro para que ela pudesse trocar de roupa.
Rin examinava no Baú os vestidos que Sesshoumaru tirara de seu armário.
-#Não há nada aqui que não seja traje para um baile. Penso que você escolheu cada vestido de madame Costanza que havia no meu armário, e nada mais.
-#Pode me culpar por isso, minha querida?
-#Mas o que vou usar quando for tomar o café da manhã? Espera que eu use isto?
-#Não precisa usar nada, no que me diz respeito
-#Estou certa de que todos os criados da hospedaria iriam adorar isso.
-#Eu gostaria, e é o que me importa. Também não vamos nos expor muito por aí, por isso não se preocupe.
-#Tem medo que eu mude de idéia? - Se o casamento não fosse do gosto de Bankotsu, o irmão poderia mandá-la para fora de Londres, ela nunca mais voltaria à cidade e tampouco se casaria. Sesshoumaru tinha diminuído consideravelmente suas chances, mas nem mesmo assim conseguia se zangar com ele. Encontrava-se em uma situação complicada graças ao marquês. Por outro lado, era uma aventura que podia ser desfrutada. Pelo menos uma coisa que Sesshoumaru tinha dito era verdade: ninguém a fazia se sentir assim tão livre, tão esperançosa. E ela o amava. E ela o amava. E até que essa realidade chegasse a proporções desastrosas, deixaria o destino seguir por sua conta e risco.
-#Temo que seus irmãos estejam nos caçando. E não quero matar nenhum de seus parentes antes do nosso casamento.
Rin olhou para Sesshoumaru para ver se ele falava sério. Sentiu um arrepio. Exausta ou não , ela se sentia mais viva do que nunca. Ele a exitava e a surpreendia e a saciava plenamente. E estava certo quando afirmava que seus irmãos seriam contra o que haviam feito. Não desejariam Sesshoumaru como membro da família, apesar de aceitarem-no como amigo.
-#Melhor não pararmos pelo caminho – sugeriu ela.
Sesshoumaru a puxou para junto de seu corpo.
-#Creio que podemos dar uma parada rápida para tomarmos café da manhã e trocarmos de cavalos. Melbourne deve ter acordado há uma hora.
-#E ainda não descobriu para onde fui.
-#Pode ter uma idéia.
-#Como assim?
-#Deixei um bilhete sobre a sua cama.
Rin sentiu um frio na espinha.
-#Por que fez isso?
-#Por que não queria que ele pensasse que você tivesse sido levada por algum estranho. Pareceu-me a atitude certa a tomar.
-#Entendo..... - Rin
respondeu vagamente, com os olhos perdidos no
horizonte.
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Eles pararam na Hospedaria Greenbriar para tomar o café da manhã e trocar os cavalos. A estalagem ficava na principal via que levava a Londres, desse modo, Sesshoumaru não se surpreendeu ao ver muitos hóspedes ali. Significava que poderiam encontrar algum conhecido que se tornaria uma eventual testemunha da indiscrição que seria atribuída maldosamente a Rin. Apesar de ela ter ficado nervosa ao saber que Sesshoumaru deixara um bilhete aos irmãos dela, informando para onde estavam indo, o marquês ainda acreditava que tinha tomado a melhor atitude.
Surpreendia-se, inclusive, com essa nova faceta de sua personalidade. Cada vez mais procurava fazer o que era adequando para um cavalheiro.
-#As pessoas estão olhando para nós – Rin comentou baixinho.
-#Deixem que olhem. Estão só de passagem, logo partirão. - Percebendo-a preocupada, ele teve uma idéia. - Vou alugar uma sala de jantar particular para nós.
O estalajadeiro mostrou uma saleta bem discreta com uma mesa e uma lareira.
-#Estarei de volta num instante com a refeição, milorde – anunciou. - Muito dos hóspedes estão partindo e devo acompanhá-los às suas carruagens.
-#Apenas nos mande chá para começar – o marquês pediu. - E depois nos trago um substancial café da manhã.
-#Sim milorde.
Quando o estalajadeiro deixou o aposento, Rin mostrou toda a sua apreensão.
-#Ele me olhou de forma estranha – ela desabafou assim que a porta se fechou.
-#Claro que sim. Você está usando um traje de noite.
Rin deu um sorriso.
-#Você informou nossos verdadeiros nomes? Não está nem mesmo tentando escapar de Bankotsu?
-#Não tenho certeza de que nos distanciamos bem de seus irmãos. Meu melhor cenário é que, quando a sua criada decidiu acordá-la e não a encontrou no quarto, levou o bilhete a Bankotsu, por volta de umas onze horas. O duque reuniu-se com Miroku e Hashi e os três elaboraram um plano. Sendo assim, Devem ter saído a cavalo por volta do meio-dia. - Sesshoumaru consultou o relógio. - O que nós dá quatro horas de vantagem.
-#Pois prefiro que coloque umas dez horas na frente. Isso nos permitirá chegar à Escócia?
-#Se forçarmos os cavalos, sim.
Rin não parecia em nada tranqüilizada.
-#E qual é o seu pior cenário?
-#Eles estarão aqui em dez minutos – Sesshoumaru respondeu rindo. - Mas vamos ser otimistas. Esta é a minha nova filosofia.
Rin não resistiu e acabou rindo.
-#Deus do céu. Se este for um desastre, pelo menos será espetacular.
A palavra desastre perturbou Sesshoumaru, que deu uma olhadinha pela janela para se certificar de que os outros hóspedes haviam partido.
Uma criada entrou na sala trazendo chá, fez uma reverência enquanto servia a mesa e depois se apressou em sair. Sem dizer palavra alguma, Rin os serviu, acrescentando um torrão de açúcar em sua xícara e dois na de Sesshoumaru.
-#Você se lembrou – ele murmurou, apontando para o açúcar.
-#Sempre observei tudo a seu respeito, Sesshoumaru, desde criança... - ela confessou.
Ele se levantou e a abraçou carinhosamente.
-#E continua atraída ainda? - perguntou suavemente, beijando-a no pescoço.
-#Quando eu tinha quinze anos, você me parecia fascinante.
Tais palavras apenas fizeram com que Sesshoumaru intensificasse o beijo.
-#Era por isso que costumava me dar biscoitos de limão com bastante açúcar em cima? - Deverill indagou, enquanto trançava os cabelos de Rin que estavam soltos.
-#Você notou que eu fazia isso?
Rin voltou-se e Sesshoumaru prendeu-lhe os lábios, primeiro em um beijo suave, depois ardente.
-#Sou muito observador.
O estalajadeiro entrou na sala na quele momento.
-#Tomei a liberdade de trazer mais chá e pão quente.
-#Obrigado – o marquês disse, um pouco irritado pela entrada inesperada do homem.
Rin afastou-se para o lado, bastante embaraçada.
Sesshoumaru pediu que fosse servido presunto, ovos e pêssegos frescos para os dois
-#Vai continuar aí parada? - questionou assim que o estalajadeiro saiu.
Ela agora estava sentada ao lado da lareira. Parecia entretida em pensamentos.
-#Acho que sim. Tenho algumas perguntas a fazer antes de concordar em me tornar sua esposa.
-#Ah, tem ainda mais perguntas? - Sesshoumaru procurou parecer descontraído, mas sentia um estranho mal estar.
-#Muito bem. - Ela respirou fundo, um pouco nervosa. - Filhos. Você quer tê-los?
-#Um mês ou dois atrás, eu teria dito que queria um filho, que herdasse o meu título. Agora a idéia de vida em família me agrada. Quero envelhecer ao seu lado, meu amor. E gostaria de ter filhos com você. - Ele hesitou antes de continuar, desejando não parecer um idiota. - Não sei que tipo de pai posso a vir ser, mas eu gostaria de me sair melhor do que o meu.
-#Disse que quer envelhecer ao meu lado. Mas não se esqueça de que não serei mais bonita, e meus cabelos ficarão grisalhos. Mesmo assim..... - ela quis saber, embora também lhe parecesse uma preocupação fugaz.
-#Você se esquece que também não serei mais tão bem apessoado – ele a interrompeu. - Posso até ter engordado.
-#Mas....
-#Nunca vou querer outra mulher além de você. Agora vejo as coisas de forma diferente. Não sei explicar ao certo o que sinto, creio que palavras para exprimir o que sinto ainda não foram inventadas.
-#Oh...... - murmurou emocionada.
A porta voltou a se abrir.
-#Coloque e comida sobre a mesa – Sesshoumaru disse, sem olhar para ver quem havia entrado, julgando ser o estalajadeiro.
Alguém se moveu rapidamente atrás dele e meteu-lhe um pesado prato na cabeça. Sesshoumaru caiu no chão, desacordado.
Rin gritou ao reconhecer Naraku.
-#Está tendo uma aventura e tanto, não é? - Naraku indagou.
Rin pegou um pedaço de madeira que estava na lareira e avançou contra ele.
-#Vá embora daqui! Saia!
Ele agarrou-a pelo braço e a fez soltar a amadeira. De repente tudo ficou confuso. O assunto com Naraku estava encerrado! Seu irmão havia recusado o proposta indecente que ele fizera. Sesshoumaru o expulsara do país. Como podia estar ali ameaçando-a?
-#Socorro! - ela gritou.
Naraku a agarrou e a sacudiu ferozmente.
-#Pare com isso – ele exigiu, jogando-a no chão.
Rin caiu ao lado de Sesshoumaru, que estava desacordado.
-#Oh, não, não – ela murmurava, procurando ver se o marquês ainda respirava.
Um homem desconhecido entrou na sala naquele momento. Pelo olhar percebeu que estavam juntos. E haviam planejado aquele novo golpe. Ela começou a gritar, fazendo Naraku perder a paciência.
-#Cale a boca! Não quero bater em você.
-#Então o que deseja?
-#Vou fazer uma simples proposta de negócios – ele comunicou. - Se você se acalmar e quiser me ouvir.
-#Como vou me acalmar. Atacou Sesshoumaru pelas costas, seu covarde.
-#Fique feliz que eu não o tenha matado. Isso me livraria de uma dívida bastante alta e do embaraço de ter de me mudar de país.
Oh, Deus, ela havia se esquecido disso.
-#Eu não....
-#Tentei explicar ao seu irmão que eu estava em uma situação insustentável. Infelizmente, você é a minha única solução.
Ela pulou sobre Naraku e o chutou, mas ele reagiu e a atirou contra a lareira. Um terceiro homem entrou na sala, e Rin o reconheceu de imediato.
-#Sei quem é você! - brandou. - É Hojo Burnsey. Joga cartas com Hashi.
-#Perdi no jogo para seu irmão – o neto do marquês de Sneldon acrescentou. - Também perdi outras coisas para Bankotsu. Até agora é claro.
-#Deve estar desesperado, para se unir a esse idiota. - Rin desejou que a voz estivesse mais firme.
Deu uma olhada em direção a Sesshoumaru, mas ele não se movia.
-#Corro certo risco em troca de uma recompensa – Hojo explicou. - A carruagem está pronta. Vamos tomá-la ou vai esperar que chegue o próximo correio do Norte?
Naraku fez uma careta.
-#Poderia se vestir de forma menos provocante, Rin. Assim vai chamar a atenção por onde passarmos.
-#Não vou a parte alguma com você. Vá embora e me deixe em paz.
-#Não é você quem dá as ordens aqui, milady. Além do quê, apenas estaremos continuando a sua viagem. Sesshoumaru pretendia levá-la a Gretna Green, não é?
Rin sentiu um frio tomá-la de súbito.
-#Pare com isso.
-#Oh, não. Preciso de vinte e cinco mil libras para poder me livrar da dívida que tenho com este crápula. A não ser que eu o mate, a dívida continua. Prefiro não matá-lo, o que me obrigaria a sair da Inglaterra, que é o que venho tentando evitar. Dei a seu irmão a oportunidade de me ajudar e de manter a sua reputação a salvo. Ele recusou.
-#Você queria abusar de mim! - ela gritou. - Tentou......
-#Tentei garantir o nosso casamento. E agora o vejo mais necessário do que antes. Assim, nos casaremos, com Burnsey e Hojo como testemunhas, e Bankotsu terá de pagar as minhas dívidas.
Burnsey caiu na risada.
-#E talvez também as minhas.
-#Nessa caso – Naraku continuou - , eu me livrarei de Sesshoumaru, e farei parte do clã Griffin. Vê algum aspecto negativo nesse meu plano? Porque francamente não vejo nenhum.
-#Eu vejo.
Sesshoumaru atingiu o peito de Naraku , que caiu sobre a mesa de madeira. Burnsey deu um passo atrás quando o pão e o chá voaram pelo ar. Naraku tentou sair do raio de ação do marquês. Mas este voltou a atingi-lo com um soco no peito.
Rin correu para ajudar, porém não conseguiu ir longe sem pisar na saia e cair. Sesshoumaru precisava de ajuda, ou pelo menos que ela distraísse os outros. Conseguiu ficar em pé, contudo Burnsey veio em sua direção com as piores intenções.
-#Não! - ela exclamou, atingindo-o na cabeça e no ombro com o bule de chá.
Burnsey recuou, gritando, quando o chá quente atingiu seu rosto, queimando-o. Hojo entrou na sala naquele momento, disposto a ajudar os amigos.
-#Sesshoumaru cuidado, atrás de você! - Rin brandou, jogando agora a bandeja de pão em cima de Burnsey.
Sesshoumaru enfrentou Hojo e os dois rolaram pelo chão no mesmo instante em que Naraku, que se refizera dos socos recebidos, agarrava Rin por trás.
-#Você vem comigo! - ele exclamou. Mesmo com o nariz sangrando e um corte profundo na cabeça, o rapaz conseguira se manter de pé. - Deixo Deverill entregue aos meus amigos. Mas tarde você poderá lhes perguntar o destino que deram ao marquês. Claro que, se você cooperar, este episódio pode terminar um pouco menos desagradável para ele.
-#Pare com isso e deixe-me ir – ela pediu. - Nunca vou concordar em me casar com você.
-#Vai, sim. Se não o fizer, sua reputação estará completamente arruinada.
-#Não, se me raptar.
-#Apenas estou seguindo o plano de Sesshoumaru. Não fui eu quem a raptou, fui? O marquês a terá arruinado, não eu. Eu estou apenas terminando o negócio. - Naraku riu e fez uma careta porque seu lábio doía. - Deveria me agradecer, isso sim.
-#Não me importo de passar o resto da vida em um convento – ela constatou, dando um soco no rosto do raptor. - Não vou me casar com você!
-#Rin! - Sesshoumaru berrou, em meio aos outros dois homens.
-#Acabem com ele – Naraku berrou. - Minha paciência se esgotou.
Oh, Deus, eles vão matar Sesshoumaru. Ela arriscava agora mais do que a reputação. E não poderia levar Deverill a perder a vida.
-#Esperem. - Rin se voltou a Naraku. - Irei com você.
-#E por quê?
-#Deixem Sesshoumaru em paz. Amarrem-no, tranquem-no em um quarto, e não me rebelarei mais.
-#Concorda em se casar comigo?
Uma lágrima escorreu pelo rosto de Rin.
-#Se não machucar Sesshoumaru, farei isso.
Naraku virou-se para o marquês com um ar de triunfo.
-#Ouviu o que ela disse, Sesshoumaru?! Rin vai se casar comigo. Você perdeu.
Sesshoumaru levantou-se com Hojo segurando-o de uma lado e Burnsey do outro. O rosto do marquês estava coberto de sangue.
-#Rin, não!
-#Para com isso, Sesshoumaru – ela ordenou, outra lágrima unindo-se à primeira. - Não lute mais. Vou embora com Naraku.
-#Está desistindo?
-#Não. Ela está escolhendo a mim. Amarrem-no.
Sesshoumaru livrou o braço que Burnsey segurava.
-#Não precisa. Pensei que era uma lutadora, Rin. Se é isso o que a liberdade significa para você, tudo bem. É demais para mim.
Rin olhou, surpresa, para Sesshoumaru. Naraku era mais cético.
-#Está querendo que eu acredite que está abandonando Rin, Sesshoumaru?
Ao contrário do esperado, o marquês jogou o casaco sobre os ombros dizendo:
-#Eu pretendia me divertir um pouco à custa dos poderosos Griffin. Mas agora esta história não está mais me agradando.
Finja, Rin, ela disse a sí mesma, percebendo que Sesshoumaru queria confundir os patifes.
-#Como posso ter me enganado tanto a seu respeito, Sesshoumaru?
-#Não me olhe desse jeito! - o marquês exclamou, o sangue lhe escorrendo pelo rosto. - Você fez um acordo, eu não.
-#Mas.....
Movendo rapidamente o braço, Sesshoumaru pegou Burnsey distraído, atingindo-o no queixo. O homem caiu no chão com um ruído seco. Hojo procurou reagir, mas o joelho de Sesshoumaru o atingiu no rosto, e ele também caiu para trás.
-#Agora – o marquês disse, esfregando as mãos - , está bem melhor.
-#Mas você concordou... - Naraku começou a falar.
-#Rin concordou, não eu. E infelizmente ela mentiu. - constatou o marquês, abrindo um sorriso de triunfo.
Naraku segurou o braço de Rin com mais força.
-#Ela vai comigo. Fique onde está. Não quero machucar a moça, mas o farei se não me der escolha.
-#Uma escolha – Sesshoumaru repetiu. Sua voz soou calma, mas o olhar era assustador.
Rin sentiu-se feliz por não estar na pele de Naraku naquele momento.
-#Eu lhe dou uma escolha então – o marquês continuou. - Largue Rin ou vou tirar sua pele enquanto vivo e dar a carcaça aos cachorros.
-#Não! Não vai vencer este jogo. Pode ter qualquer mulher. Não precisa desta, mas eu sim.
-#Está errado, Naraku. - Sesshoumaru agarrou uma das cadeiras da sala. - Rin, abaixe-se.
No momento em que ela se jogou no chão, a cadeira atingiu Naraku no ombro e o derrubou.
-#Quebrou meu braço! - Naraku urrou de dor.
-#É essa a sua reclamação? Deite-se e vire de cara para o chão. - Sesshoumaru olhou para Rin. - Arranje cordas ou qualquer coisa com que eu possa amarrá-lo.
Ela correu para a porta, abriu-a e deu com o dono da hospedaria e a esposa à escuta.
-#Ouviram o que ele disse – gritou. - Quero uma corda!
-#Esses homens nos ameaçaram – o homem disse apavorado.
-#Não me interessa. Encontre uma corda imediatamente. Rin logo deduziu que os estalajadeiros haviam sido subornados porque no mesmo instante lhe entregaram uma corda.
-#Deseja que eu chame a polícia? - o homem perguntou.
Ela quase concordou, mas antes tinha de conversar com Sesshoumaru.
-#Eu o informarei em um momento – respondeu, voltando à sala.
Sesshoumaru e Rin amarraram os três homens. Deverill apertou tanto as pernas de Naraku que ela não se surpreendia se o filho do conde acabasse com gangrena.
-#Agora estes cretinos não vão a parte alguma – vociferou Sesshoumaru.
-#Você está bem? - ela perguntou.
O marquês lhe estendeu a mão em um gesto de carinho.
-#Está com sangue no queixo – ele murmurou, tocando no rosto de Rin.
-#Não creio que seja meu. Deve ser daquele que rachou o crânio. - Ela percebeu que suas mãos tremiam. - Você me assustou.
-#Eu sei. Precisei deixar que eles pensassem que eu estava fora de combate. Nunca quis.... - Ele parou, pigarreando. - Nunca deixaria que alguém a machucasse, Rin. Eu deveria ter percebido que Naraku não ia desistir tão facilmente. Coloquei-a em perigo. Isso....
-#Shhh. Não estou ferida.
-#Oh, sim, está. - Sesshoumaru se inclinou para beijá-la. - Não sou o tipo de homem em que uma mulher possa confiar.
-#Entrego minha vida a você, Sesshoumaru.
Ele sorriu.
-#Você tem me feito pensar muito, sabia?
-#Tenho?
-#Oh, sim.
A porta se abriu e o marquês, sem pensar, colocou-se na frente de Rin, protegendo-a.
-#Oh, não – Rin murmurou.
Os irmãos
Griffin os haviam
alcançado.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Maldição!, Sesshoumaru pensou enquanto lutava para controlar tanto o temperamento quanto a tontura que sentia por causa dos golpes recebidos.
-#Bankotsu! - Rin exclamou, agarrando a mão de Sesshoumaru.
O duque ficou parado na porta, um irmão de cada lado. Depois de alguns segundos, porém a atenção de Melbourne se dirigiu para a mobília quebrada, a louça em cacos e os três hoemens amarrados.
-#Hashi, reúna todos que possam ter ouvido o que aconteceu aqui – disse, puxando a carteira do bolso e a estendendo ao irmão. - Faça com que se esqueçam do que escutaram.
Hakudoushi concordou, pegou a carteira e se afastou. Considerando que não estava em seu melhor estado físico naquele momento, Sesshoumaru aguardou os acontecimentos. Mas ninguém ia impedi-lo de se casar com Rin.
-#Que diabos ocorreu aqui? - Miroku perguntou, olhando a bagunça na sala.
-#Um desentendimento.
-#Uma bela pancadaria, eu diria – Miroku opinou, com os olhos fulminando de raiva. - Sesshoumaru, você raptou minha irmã!
-#Penso que devemos nos acalmar agora – Rin interveio, apertando ainda mais a mão de Sesshoumaru.
-#E acho que o marquês deveria se afastar de você, a não ser que queira mais um pouco do que acabou de receber – Miroku disse, com os punho cerrados.
-#Espero que mantenha a boca fechada, rapaz – falou Sesshoumaru, procurando aparentar calma. - E é melhor que não se aproxime.
-#Não ouse....
-#Miroku – o duque interrompeu o irmão. - Vamos tentar resolver isto de forma civilizada. Perguntas e respostas, se acusações.
-#E se eu não gostar das respostas? - o irmão mais novo dos Griffin perguntou.
-#Ainda assim deveremos agir como pessoas civilizadas. - Bankotsu ergueu uma cadeira que estava intacta. - Por que não nos sentamos?
Sesshoumaru teria recusado, mas podia sentir que Rin tremia ao seu lado. Fora isso, a cabeça do marquês doía e ele sentia que estava prestes a cair inconsciente. Concordando, Sesshoumaru levou Rin até o banco que havia ao lado da mesa, e então se sentou bem devagar ao seu lado. Manteve-se a uma distância tal que podia segurar-lhe a mão, e caso um dos irmãos tentasse atacá-lo.
-# Posso explicar – ela disse inesperadamente.
O duque arqueou a sobrancelha.
-#Por favor, faça-o então, tendo em mente o que está escrito aqui. - Ele tirou um papel do bolso. - Duvido que o tenha lido. Este bilhete diz que foi raptada por Sesshoumaru e que ele a estava levando para Gretna Green com idéia de se casarem para mantê-la longe de minha....- Bankotsu voltou os olhos para o papel. - Oh, sim, de minha falta de conhecimento de suas necessidades.
-#Saí de casa porque quis – ela mentiu, ruborizando.
-#Então o bilhete mente, e decidiram fugir juntos?
-#Eu a raptei – Sesshoumaru afirmou. - Eu não podia ficar sentado o observando a forçá-la a ....
-# ...... uma vida infeliz? - Bankotsu terminou a frase. - Dramático demais, eu diria. Especialmente partindo de você, Sesshoumaru, é pragmático e cínico.
-#Eu pretendia dizer "uma vida comum" - corrigiu o marquês.
-#Mas pedi ajuda a Sesshoumaru – Rin o interrompeu. - O que aconteceu foi culpa minha. Ele me salvou. - Apontou para Naraku.
-#Oh, pare com isso Rin – o duque protestou. - O marquês de Deverill não precisa de ninguém se sacrificando por ele. Todos sabem disso.
Hakudoushi entrou na sala e entregou a carteira a Bankotsu.
-#O que eu perdi desta conversa?
-#Nada ainda, Bankotsu estava para explicar por que ele escolheria alguém inaceitável para vigiar a irmã – respondeu Sesshoumaru.
-#Não fiz isso – Bankotsu se defendeu com extrema calma.
-#Bankotsu, ele raptou nossa irmã, tirando-a do próprio quarto no meio da noite – Miroku disse. - E ainda o considera seu amigo? Sugiro que chamemos a polícia e que leve os quatro presos e exilados para Austrália.
Sesshoumaru ignorou o insulto, preferiu encarar o duque por um longo momento. Centenas de conversas, uma dúzia de cenários passaram por sua cabeça. Ele conhecia Bankotsu havia um longo tempo e nunca o tinha visto dar um passo errado, interpretar mal uma proposta de negócios ou um sócio. Não, por Deus, o duque sabia o que estava fazendo quando o havia chantageado para participar daquela farsa.
-#Estava querendo nos unir?! - Rin indagou no auge do espanto. O marquês e ela chegaram à mesma conclusão no mesmo segundo. - Pretendia que Sesshoumaru e eu nos interessássemos um pelo outro?
-#O quê? - Hashi arregalou os olhos. - Não seja ridícula! Por que Bankotsu pensaria que Sesshoumaru se comprometeria a .......
-#Mas ele se comprometeu – Bankotsu interrompeu o irmão.
Rin levantou-se, pálida e estarrecida.
-#Não está querendo dizer que planejou tudo isso? - Ela olhou para o marquês, sentindo uma profunda dor no peito. - Sesshoumaru, não.....
-#Eu não sabia de nada. - sesshoumaru subitamente ficou apavorado. Não podia correr o risco de perder Rin. - Na verdade, não me importo com o que tenha acontecido para nos trazer até aqui.
-#Sesshoumaru, estou cansada de ser manipulada. Não vou tolerar esta situação. Como.....
Em vez de se perder com palavras, Sesshoumaru a beijou. Era a única forma que conhecia de calar aquela linda boca. Aos poucos, Rin parou de protestar e correspondeu ao beijo.
-#Realmente não me importo com as circunstâncias que nos uniu, Rin. Descobri o meu amor por você. Este sentimento sempre deve ter existido, desde quando a vi pela primeira vez.
-#Está dizendo que me ama, Sesshoumaru?
-#Estamos sendo solenemente ignorados – Miroku reclamou. - Fugiram e.....
-#Cale a boca, Miroku – Sesshoumaru interrompeu o rapaz, pegando a mão de Rin. - Querida, quer dar uma volta comigo?
-#Não permitiremos que fique fora de nossas vistas. - Hakudoushi começou a atravessar a sala para impedir que alguém saísse dali.
-#Deixe-os ir – por fim o duque falou, antes que começassem a discutir. - Eles sabem que não podem se livrar de nós facilmente.
Sesshoumaru levou Rin para o jardim que havia nos arredores da hospedaria.
-#Acredita mesmo que Bankotsu arquitetou tudo isso? - Rin perguntou, olhando para o marquês. - Que ele deu um jeito de nos unir?
Sesshoumaru meneou a cabeça, assentindo.
-#Penso que Bankotsu achou que eu teria um boa influência sobre você e vice-versa. Quanto ao resto, ele não podia ter idéia alguma.
-#Exerço uma boa influência sobre você? - Rin observava atentamente o rosto do marquês.
De alguma forma, ele parecia até mais bonito, com o cabelo despenteado e o rosto ensangüentado.
-#Transformou-me em outro homem.
Rin envolveu o rosto de Sesshoumaru com as mãos e o beijou. Não conseguia resistir, esquecendo-se da presença dos irmãos. Ele havia dito a verdade e tinha lhe confessado o seu amor.
-#Fui nadar nua no lago, no meio do Hyde Park – ela murmurou. - Fiz passeios sem acompanhantes e falei de meus interesses com as pessoas sem me preocupar com o que elas pudessem pensar.
-#E pode fazer tudo de novo, Rin. Não precisa se contentar com uma vida comum.
-#Não acredito que conseguiria, estando com você.
-#Sim, estará sempre comigo. - Sesshoumaru lhe acariciou o rosto. - Pense um pouco. Viver com o marquês de Deverill não é uma verdadeira aventura?
-#Oh, meu querido, eu sempre soube que tipo de aventura desejava, o que queria para minha vida, desde a noite em que me salvou de Naraku na Soirée de Belmont. Eu apenas não sabia se seria sensato.
-#E agora?
-#Sei que pode não ser convencional, mas é bondoso e honrado. - Ela sorriu. - E quero ser como você, Sesshoumaru.
-#Acho que já somos iguais desde sempre. Levando-se em conta apenas meu lado bom, é claro. Por que não seguimos logo com nossa viagem e nos casamos?
Ela concordou, as lágrimas escorrendo pelo rosto.
-#Isso é tudo o que eu mais quero na vida.
Ele a beijou devagar, carinhosamente.
-#Muito bem. Agora vamos escapar de meus irmãos.
-#Vamos a Gretna Green?
-#Bankotsu pensa que sabe de tudo. Mas aposto que não espera que prossigamos com nossa aventura. Vai querer um casamento em uma catedral, com mil e um convidados e tudo mais.
Rin cobriu a boca com as mãos. Agora que os irmãos estavam ali, que ela sabia o que desejava da vida, simplesmente não podia esperar um casamento convencional. No que dizia respeito a Sesshoumaru Taisho, a vida só lha reservaria surpresas. E, para ela, isso era iberdade.
-#Sim – Concordou. - Vamos embora, meu amor.
Fim
Olá como prometido
está ai o último capítulo!!!!!
Espero que tenham gostado, e
agradeço a todos os incentivos........
E podem esperar pois estou
preparando um pelo presente de natal........
O próximo capitulo
de A Bela e a Fera deve sair logo logo.....
Bom agradeço á:
Individua do mal: Dessa
vez eu não esqueci, hahahahaha, espero te ver mais vezes....
Daniii: Valeu pela força, e pode deixar que o presente já está a caminho, provavelmente o primeiro sai ainda esta semana.
Ray: Pode deixa que não vou parar de escrever.
Ana M: pode ficar
sucegada fui facinada contra este tipo de gente, espero que tenha
gostado do ultimo capitulo.
Cycy: que bom que tenha gostado......
Ana spizziolli:
Finalmente o amor declarado, o Sesshi tomo um rumo na
vida.....hahahah, más ninguém esperava que o Bankotsu estivesse
planejado tudo né?
Paty saori: Uau ganhei
uma leitora do japão!!!!! Isto e uma honra..... e a sua Review, foi
uma das maiores que já recebi, valeu pelo incentivo, e espero que
tenha gostado do final.
Rukia Hime: pra você
ver, lembra que no começo da finc o Sesshi disse que não
sequestrava moças???? Eu cai na risada quando ele sequestro a
Rin......
Espero que tenha gostado do final.
Naia chan: Acho que eu
não vou poder fazer a finc da Sango e do Miroku pois eu não sei
onde eu coloquei o outro livro, ele simplesmente evaporo!!!!
Bom
já fui vacinada contra esse tipo de gente, aff ninguem
merece!!!!
Sua review, foi a maior que já recebi em toda minha
vida, meu queixo caiu na hora que eu vi!!!
Agora imagina minha
felicidade!!!!!
Bom espero que tenha gostado do final...
Bom gente se esqueci de alguém não me sacrifiquem por favor!!!
Beijão pra todas!!!!
