Finalmente, quando arranjou coragem para o fazer, discou o número de Serena que, com a sua voz bela e suave lhe dera um "Alô, quem fala?"

Então respirou fundo.

- Serena… não aguento mais um segundo sem você… Preciso te ver.

Certas Coisas

By Beca & Dumpliing

Capítulo 13 – De olhos bem fechados

- O que mais você quer comigo Darien? – A angústia se notava na sua voz, ouvir aquele homem era um sofoco. – O que você quer?

- Preciso falar com você, ver você.... falar tudo o que eu acabei de saber. Preciso de estar com você logo!

- Darien, é tarde, amanhã tenho que acordar cedo para o trabalho, e eu tenho um filho pequeno para cuidar sozinha. – Sua voz parecia querer realçar essa última palavra. - Não posso me dar ao luxo de conversas inúteis no meio da madrugada

- Serena, é sério... eu preciso falar com você.... o que eu preciso dizer não deve ser feito pelo telefone. Lhe peço… como se for a última coisa que lhe peço neste Universo.

- Ok… Onde e quando?

- No restaurante do hotel onde ficamos na nossa lua de mel, esse sábado, às 19:00

Serena respirou fundo do outro lado da linha ao ouvir Endy começar chorando, depois de muito tempo tentando o adormecer.

- Espero que valha a pena perder uma noite ouvindo você. Adeus.

- Amo você. – Mas apenas ouvia os bips do celular.

O choro daquele menino o fazia sentir estranho, com seu coração batendo forte. Precisava de a ver e sentia ainda que precisava de ver aquele bebé. Sentia sua atitude fraca, sem coragem. Não querer saber do que tinha levado a tudo e agora abrira os olhos de uma maneira que jamais havia imaginado, como um abanão no seu Universo.

Olhos fechados
Prá te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...

Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...

Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta prá mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar
Lará! Larará!...

Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...

Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Aonde quer que eu vá
Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Lá! Larará! Larará!
Aonde quer que eu vá...

Acordou. Abrindo levemente seus olhos, que logo revelavam o tom azul-escuro, sorriu ao olhar o relógio a seu lado, que assinalava também o dia.

Sábado… finalmente. Ele pensava, com um sorriso nos lábios que nada naquele dia lhe poderia tirar.

O dia parecia ter passado voando e logo já eram 19.00. No restaurante do hotel piscando o nome "Atlantico", ele se sentia um sem jeito. Todos vestidos de maneira luxuosa, e ele apenas a esperando.

Mas olhando o relógio de pulso… 19.10

19.30

20.00

Por fim… 20.30

E não era costume…

Se algo caracterizava Serena, era o facto de cumprir um compromisso… mas ela não chegava.

Pensou o pior, seu coração se sentia apertado. Decidiu então dirigir para a cidade onde Serena e encontrava. No caminho, ligava à mãe, insistindo em que ela lhe desse o endereço certo.

E num ápice chegou ao local. Saiu do carro perto de uma moradia simples.

Tocou. Mas ninguém atendia…

E então começou ouvindo gritos vindos de dentro da casa.

- Seiya, já lhe disse… eu não te amo! – Ouvia a voz chorosa mas em tom alto de Serena. - Lamento mas não te amo. Agora me solta! Me larga!

- Mas aquele filho da mãe a deixou, também não a ama… Serena não jogue meu amor fora assim.

E então a ouviu chorar bem mais alto do que estava antes.

- Me deixa Seiya… Me deixe ir.

E esperou então ouvir algo mais. Mas apenas o silêncio veio.

Continua.