Ice-chan, we're almost there! =D
Galera, dá pra acreditar que "Em Nove Dias" foi plagiada?
Tosco né.
Uma leitora me avisou na hora e eu, juntamente com outras leitoras, denunciamos a tal fulana e o plágio foi banido do nyah. (mas quem quiser conferir os links do plágio e plagiadora, cliquem no meu perfil nyah que deixei tudinho lá para 'maiores informações')
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E tipo. ninguém merece òó
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Bom, lindas, aproveito o ensejo para pedir um favor a voces:
Encontrou alguém que postou alguma coisa da Hime, seja tradução ou um escrito de minha autoria, em outro lugar que não seja em minha página pessoal?
ONEGAI,
DENUNCIEM.
Como já disse anteriormente:
EU NÃO PERMITO REPRODUÇÃO DE NENHUM DOS MEUS ESCRITOS/TRADUÇÕES
Nem adaptações nem, aquelas coisas que as pessoas consideram como 'parecidas' (que normalmente são cópias muito das descaradas òó).
Plágio é uma prática asquerosa.
E se você estiver copiando uma tradução minha, pior ainda, porque além de estar me
lesando, estará lesando também o autor do original.
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Portanto, meninas, ajudem a acabar com esse tipo de 'sanguessuguismo'.
DENUNCIEM.
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Bom, agora sim,
Cá estamos com mais um capítulo de "Em nove dias".
Oh Deus, já estamos na reta final (afinal: já são 14 de 18!)
Confesso que já sinto saudade da fic mesmo antes dela ter terminado hehehe
E claro, como meus dedinhos coçam e eu fico cheia de 'foguinho' de postar coisas novas (ah sim, não me matem!), postei o primeiro cpt da fic que ficará no lugar dessa (afinal, Frozen tmb terminará muito em breve...). O titulo é: Laying Claim. (check it out ;D)
E SIM, vocês irão amaaar a escolha de fic =D
(já autorizada pela autora e 10% traduzida - essa será relativamente mais extensa que Em nove dias)
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Mas agora amores, deixo as senhoritas com mais um cpt de Em Nove Dias
(e agora sim, a fic é explicitamente M-rated.)
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Bjitos e aproveitem ;)
Para Bela
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Oitavo Dia
Passion
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Sonhos que sempre o atormentavam. Eles nunca paravam. Tinha sido sempre assim, vivia na fronteira com pesadelos do tipo que lhe trazia nada além de suor frio e raiva e um coração vazio extremamente dolorido. Por ter matado seu irmão. Por querer enterrar as lembranças.
Por querer ter sua família de volta.
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Eram pesadelos, nada mais. Eventualmente, havia aprendido a não ser afetado e a colocar um muro entre si e o medo e as emoções, porque essas coisas não tinham lugar em sua vida. Ele era um shinobi altamente qualificado, com uma reputação a manter e metas a atingir. Emoções eram inúteis e apenas um obstáculo.
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Às três horas da manhã, com o céu ainda escuro e a lua brilhando quase serenamente, ele sonhava. Mas não sobre coisas terríveis.
Sonhava com olhos encantadores. Cabelos claros e sedosos. Lábios fundidos aos seus, dando-lhe algo que nunca tivera sentido durante um longo, longo tempo.
E dedos tocando-lhe tão suavemente, nos mais sensíveis lugares de seu corpo e uma voz, uma voz linda e familiar que gemia seu nome e o gemia em puro prazer.
Uma pele suave e macia.
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Ele sonhava com suas mãos acarinhando aquela pele, deslizando pela superfície, reivindicando-a. Tocando-a. Sonhava com sua boca arrastando-se por toda aquela pele, beijando-a e provando e sentindo algo maravilhosamente delicioso, indubitavelmente obscuro e inegavelmente proibido.
As mãos dela cerradas em seu cabelo negro, seus gritos ficando cada vez mais altos indicando para ele deveria ir mais fundo. Ele iria sentir o gosto dela, toda ela e iria descobrir que isso era algo que lhe fazia falta em sua vida durante muito, muito tempo.
Algo que estava querendo.
Algo que estava precisando.
Sonhava com seu sabor maravilhoso.
Sonhava com seu cheiro irresistível.
Sonhava que, quando a tomasse e a preenchesse completamente mergulhando-a em todo um mar de luxúria e desejo e necessidade, nesse momento ela o iria completá-lo da mesma maneira, a ponto de ambos perderem completamente o controle e chegarem às portas da insânia.
Sasuke sonhava.
E nesse sonho, tudo o que podia ver, além de todos os borrões de imagens fragmentadas era o cabelo cor de rosa.
E verdes, olhos de puro verde.
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Já eram onze horas da manhã e, pela primeira vez em um longo tempo (ok, isso foi um pouco exagerado), ela ficou surpresa.
Desde quando Uchiha Sasuke dorme até tão tarde?
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Normalmente, o cara já estava treinando desde o amanhecer ou meditando, ou seja lá o que fizesse com seu tempo. Era fascinante, porque na verdade, Sakura não era o tipo de pessoa que madrugava, ela só acordava mais cedo por causa de uma eventual missão ou de suas tarefas no hospital. Ou para treinar, se fosse realmente necessário.
Sasuke, entretanto, levava essa coisa de tarefas matinais como se fosse algum tipo de obsessão.
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Com exceção de hoje, ao que parece.
E logo quando ele prometeu que iria acordar cedo para fazer algumas coisas.
Como limpar sua casa, por exemplo. Sua casa de verdade.
Aquela no Distrito Uchiha, para ser exata.
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Tinha sido realmente uma coisa de improviso, para ser honesta.
Lá estava ela ontem, preparando o jantar para os dois e batendo papo nonsense com sua Inner, enquanto cortava alguns legumes em movimentos precisos. No jantar, a kunoichi sorria muito, principalmente porque vinha se sentindo muito alegre e renovada, depois de tanto tempo com o sono atrasado, pode tirar uma soneca à tarde e isso era algo muito revigorante.
Ela havia tentado conversar com ele e não fora intimidada por suas respostas habituais como "hn" e "che" e ... bem, "hn". Geralmente, depois de muito tempo, acabava ficando na sua.
Até que...
Ele trouxe à tona uma conversa bastante significativa.
- Sakura?
- Sim, Sasuke-kun?
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Ela estava esperando um sermão do tipo "você-fala-demais". Ou, considerando como ele estava muito calado, presumiu que o sermão pudesse ser algo do tipo "cale-a-boca" ou qualquer outro tipo de repreensão. E Sakura já estava preparada para retaliar, é claro, afinal, ela era Haruno Sakura e Haruno Sakura nunca desiste de lutar (bem... ao menos tentava até o fim).
Mas o que ele disse em seguida a deixou sem palavras.
– Amanhã, às seis horas da manhã. Depois que eu treinar.
- Como?
- ... Vou limpar o Distrito Uchiha.
Os olhos verdes arregalaram.
- O quê...?
- Venha se quiser.
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A kunoichi não iria negar que, mesmo depois dele ter partido, ela ainda estava congelada ao balcão da cozinha (onde havia insistido que eles comessem juntos pela primeira vez), sua boca aberta e os olhos verdes arregalados em pura e total incredulidade. E então, não podia evitar e começar a sorrir como uma idiota em seguida e ir lavar a louça em total bom humor e alegria.
O que levara cerca de dez minutos.
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Ela havia dormido cedo pois estava muito animada para ajudá-lo, mas determinada a dormir também, porque precisava de energia para limpar todo o Distrito.
Sakura tinha acordado mais cedo do que o despertador estava previsto para tocar, na hora em que o sol ainda nem tinha nascido e o apartamento ainda estava muito escuro. Ela havia tomado banho (sim, naquele frio), e se vestido e tinha começado a preparar o café. Então, não sabendo mais o que fazer, pos-se a esperar.
E esperou.
... E esperou.
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E havia esperado até por volta das oito horas da manhã, antes de ir até ele e incomodá-lo, apenas para descobrir uma coisa.
Que a porta do quarto dele estava trancada.
Desde quando ele tranca a porta do quarto, quando nem ao menos se importa em trancar a porta da frente?
Isso era no mínimo intrigante.
E irritante.
Mas Sakura queria ser respeitosa e assim, com muita calma, voltou-se para a cozinha para esperar.
E esperar.
... E esperar.
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Suspirando exasperada, Sakura largou-se sobre a cadeira da cozinha, dedos batendo ritmicamente sobre o balcão. Já havia terminado sua terceira xícara de café e sua segunda maçã e já era quase a hora do almoço. E não podia acreditar que tinha acordado tão cedo só para ter de esperar e esperar e não dar em nada. Onde estava a consideração dele? Onde estavam seus modos?
Droga! O que é que poderia tê-lo mantido na cama esse tempo inteiro?
Um pouco incomodada com o pensamento, ela mordeu o lábio. Na verdade ... essa pergunta tinha uma série de variáveis. Por mais que ele fosse um cretino, o Uchiha era também uma coisa e disso ela não poderia reclamar: ele sempre fora pontual.
O que será que aconteceu com ele, sem que ela tivesse percebido?
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Um tanto preocupada, Sakura se levantou, e praticamente voou pelas escadas.
E parou em frente a porta do quarto dele e tentou abri-la mais uma vez, e é claro, ainda estava trancada. Ela realmente não queria estragar tudo, porque sabia que ele não iria querer isso (diabos, ele ficaria muito irritado!), E ...
Seus olhos fixaram na porta ao lado da qual fitava no momento.
O banheiro, Sakura. Dããã.
Certo.
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Sem pensar duas vezes, Sakura foi até a porta do banheiro e entrou.
O banheiro dele não estava trancado. Então ela começou a girar a maçaneta o mais silenciosamente que pôde. Pegou uma kunai e segurou-a firme para uma possível eventualidade. Se algo tivesse acontecido com ele e ela tivesse estado tão perto e não feito nada para ajudar e passado a manhã inteira somente esperando como uma idiota o tempo todo, ela nunca se perdoaria por isso.
A porta abriu-se plenamente agora e Sakura entrou furtivamente com sua kunai em mãos e olhos atentos a qualquer movimento estranho que pudesse...
Então a kunoichi olhou.
O quê?
Ele estava ... bem.
Na cama. Debaixo das cobertas.
Dormindo.
Ela largou a kunai, aliviada com a visão que teve. Em seguida, o alívio desapareceu, sendo substituído por nada menos que pura irritação.
Ele estava bem.
Na cama.
... Dormindo?
- Sasuke! – disse entre dentes.
Ele se mexeu, mas não acordou.
Ela começou a invejar sua tranqüilidade.
Praguejando baixinho, Sakura chegou mais perto, não se preocupando em camuflar seus passos pesados. Ela parou ao lado da cama e cruzou os braços, batendo o pé direito no chão, bem forte.
Sakura esperou, esperando que ele fosse ouvi-la, esperando que ele se sentisse culpado e, finalmente, acordasse.
Mas ele não acordou.
Carrancuda agora, Sakura colocou as mãos nos quadris.
- Sasuke-kun? - resmungou.
Silêncio.
A kunoichi jogou as duas mãos no ar. Então, colocou-as bem na frente dele, pronta para retirar as cobertas.
Ah, ele iria acordar de uma forma muito aprazível, se assim o fizesse.
Ela começou a sorrir irônica.
- Sasuke-kun, se você não acordar neste momento, eu vou te fazer sofrer. - disse.
Ela agarrou as cobertas. E as puxou. - Porque eu acordei cedo e…!
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Seu sorriso de canto instantaneamente se tornou uma exclamação de surpresa, pois, logo após puxar tal coberta, uma reação apareceu no rapaz.
E, com certeza, Sakura não estava preparada para a mão que de repente surgiu e imediatamente agarrou seu pulso, antes que ela pudesse sequer retaliar.
E também não estava preparada que tal mão fosse puxá-la tão forte e que ela fosse perder o equilíbrio em menos de um segundo e que sua respiração fosse engatar e que agora, seu corpo estaria deitado sobre a cama (junto ao dele) e que dedos calejados estariam segurando firmemente em pontos vitais para atribuir pressão o suficiente e deixá-la inconsciente, se necessário.
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Ela não estava preparada para ser presa nesse enlace e ficar completamente à mercê de um corpo rígido e quente, sem ter para onde ir e nada sobre a pele dele exceto um pedaço de lençol cobrindo logo abaixo da cintura e ... nada mais.
Ele estava nu.
E estava quente.
E excitado.
E estava pressionando seu corpo firmemente em cada contorno de seu ser. Cada curva.
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Sakura também não estava preparada para a traição de seu próprio corpo.
Seus olhos de jade nublaram. A respiração calma, engatou. E antes que ela soubesse o que estava fazendo, começou a mover seus quadris, arqueando em direção a ele, ao o calor que estava centrado logo abaixo, ao calor que estava viajando em ondas e ...
- Sakura.
A boca masculina já estava perto de seu ouvido enviando som vibrante ao mencionar apenas uma palavra, com aquela sua voz de barítono.
Ela queria gemer em reposta, queria se afogar naquele sentimento, em seu calor, seu cheiro. Tão masculino. E obscuro. Maravilhoso ...
- Pare.
– O-o quê? - Ela não conseguia falar corretamente. Não conseguia respirar corretamente.
- Pare de se contorcer.
Ela congelou.
E demorou apenas aquele momento para perceber exatamente o que estava fazendo. Enquanto presa, debaixo de um homem nu- um homem completamente excitado, todo musculoso o totalmente nu.
O corpo da kunoichi havia reagido.
Como o de uma puta maldita.
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Em um instante, sentindo-se horrorizada, Sakura começou a fazer o que deveria ter feito desde o inicio.
Começou a lutar.
- Sakura…
Para se livrar do enlace dele.
- Sinto muito...
E continuou.
- Sakura...
Mais.
- Eu não queria...
Ela devia ter sabido que aquele fora o movimento errado a se fazer.
- Droga, Sakura, pare de se mover.
Lutar e assim intensificar o contato entre as peles.
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O calor acumulou-se em forma de uma gloriosa dor em seu ventre, enquanto as mãos dele pressionavam-se contra sua pele e sua excitação crescia e se tornava ainda mais evidente. Antes que ela percebesse, uma faísca responsiva explodiu dentro de si, fazendo seus olhos se fecharem e quase, quase deixou um gemido escapar por seu lábios.
Ele acalmou-se imediatamente.
... E ela também.
– Só não se mova. - respondeu asperamente , com os dentes cerrados.
Ela obedeceu e tentou arduamente acalmar sua respiração irregular. Seus coração batia tão forte.
Silêncio.
.
Lentamente, Sakura podia sentir a respiração dele voltar ao normal, agora muito longe dos apelos ofegantes que ouvira há minutos atrás.
Ela abriu os olhos, sua visão ainda embaçada ainda tentando se concentrar em algo, tentando agarrar-se a algo.
Luxuria. Isso era apenas luxúria. Nada mais.
.
Os sonhos dele são sobre outra pessoa. Provavelmente Saori. Ou Karin. A reação dele não era para ela.
Não é você, Sakura.
Não seja estúpida.
- O que você está fazendo no meu quarto? - Sua voz ainda estava próxima ao lóbulo de sua orelha, mas seus lábios não a tocavam agora. Seu tom era notoriamente estóico.
- Eu estava preocupada. Você, você não acordou cedo. - respondeu, com a voz suave.
- Eu tranquei a porta.
- E-eu... vim pelo banheiro.
.
Silêncio.
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- É quase hora do almoço. - disse ela, sua voz agora um mero murmúrio.
Seu interior ainda se contorcia, sua pele ainda mais suave e macia por causa da presença dele. Cedendo.
Incapaz de evitar suas reações, ela virou a cabeça para aproximar-se dele, sua boca perto da orelha masculina. Ela podia ver o cabelo dele, tão escuro e caindo sobre seu rosto. A kunoichi podia ver sua pele pálida tão próxima de si.
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Ele não se moveu.
- E-eu Sasuke-kun? - Sua voz agora um sussurro, apenas um sussurro.
Ela queria beijá-lo. Beijá-lo e simplesmente ceder aos instintos. Ao anseio. Ao sentimento.
Os dedos dele se moveram, oh tão sutilmente.
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... Em seguida, antes que percebesse, o peso do corpo masculino havia partido e ela não estava mais sendo encurralada na cama. O calor se fora e assim seu cheiro e sua presença.
- Eu descerei em breve. - disse ele.
- Eu…
- Você devia bater na próxima vez.
E então, a porta do banheiro foi fechada. Trancada.
E ela ficou sozinha no quarto dele.
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Lentamente, Sakura sentou-se e olhou para a porta, com a visão ainda nublada. Lentamente, colocou a palma da mão em seu coração, para acalmá-lo. Para acalmar a si mesma.
Não era preciso ser um gênio para saber o que estava se passando dentro de si, apesar de nunca admitir em palavras. No entanto, isso tinha que ser ignorado, porque não devia ter acontecido. E isso não significava nada.
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Ela pediu para ele não beijá-la mais, não pediu?
Isso tudo é apenas luxúria.
É apenas luxúria, Sakura.
Apenas luxúria.
Nada mais.
Então, por que seu coração começou a doer tanto?
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.
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- Sakura-chan! O que esse cara de tubarão está fazendo aqui na cozinha com a gente?
- Ei, moça bonita! O que esse Aspirante-a-Hokage está fazendo aqui na cozinha com a gente?
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Naruto estreitou os olhos ao suposto insulto. Aspirante-a-Hokage? Isso foi, no mínimo patético, porque não tinha base alguma (ao contrário do apelido de cara de tubarão, que tinha tudo a ver com ele). E, é claro que Naruto seria Hokage um dia. Isso era evidente!
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No entanto, loiro decidiu não comentar mais nada, porque tinha outras coisas importantes em mente no momento. Como o fato de que Sakura estava lá, de pé bem na frente deles e qualquer insulto que ficassem trocando agora só iria aumentar as chances da kunoichi arrebentar a cabeça deles com aqueles seus socos assustadoramente super potentes.
Além disso, os olhares fuminates que lhe lançara ontem ainda permaneciam em sua mente, assim como as ameaças de lhe quebrar a cabeça na próxima vez ele ousasse acidentalmente deixar escapar algum segredo seu novamente.
E também havia o fato de que ela estava cozinhando o almoço (claro, não era ramen, mas de qualquer forma sua comida estava cheirando muito, muito bem). E o fato de que ela simplesmente podia não querer compartilhar com ele se não se comportasse bem.
... E o fato de que ela estava triste e estranhamente silenciosa.
Desde quando sua Sakura-chan era silênciosa?
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Intrigado, Naruto optou por manter a boca fechada e simplesmente observar.
Ela estava de costas para eles e cortava tomates em fatias bem finas. Seus olhos pareciam absorvidos na tarefa em questão, mas a moça mordia o lábio, como se estivesse pensando em uma outra coisa qualquer.
- Sakura-chan?
Silêncio.
- Ei moça bonita!
Ela piscou.
Em seguida, seus olhos pareciam perder aquele tom nublado assim que se virara para olhar para eles.
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Naruto arqueou a sobrancelha para o ex-ninja-renegado de cabelos brancos.
Uma sobrancelha levantada, antes de virar em direção a para sua companheira de cabelo rosa com um sorriso largo no rosto.
- Você não vai cozinhar ramen? - Exclamou alegremente.
Lábios róseos se curvaram. Revirando os olhos, ela lhe deu um olhar bem-humorado, e virou-se para o que estava fazendo.
- Cale a boca, Naruto. - disse suavemente. - Meu cozido é muito melhor que ramen.
- Eu acho que qualquer coisa que você cozinhe será muito melhor que ramen. - Suigetsu pontuou fazendo charme.
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Naruto olhou feio para ele e ridicularizou.
- Ah sim, olha quem fala, o pedaço de carne ambulante. - zombou.
Suigetsu revirou os olhos. - O quê? Isso é delicioso, ao contrário do seu ramen fedorento...
- HEY!
- Meninos! Comportem-se!
E foi então que eles calaram a boca de uma vez.
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Suspirando, Naruto deu a Suigetsu um ultimo olhar feio (que foi entusiasticamente devolvido), antes de voltar sua atenção para a garota cujo o estado de espírito estava tentando desvendar.
Sim, ela estava agindo muito estranhamente hoje, se não tivesse já teria chutado os dois para fora do apartamento.
Sakura permaneceu em silêncio e, surpreendentemente, o cara de tubarão também.
Naruto ponderou calmamente enquanto observava Sakura, enquanto ela se movimentava em torno da cozinha como uma dona de casa o faria. E fatiava mais vegetais. Lavava-os com precisão e cuidado, antes de despejá-los sobre o cozido em fogo brando. Colocava algumas tigelas para fora, e em seguida, algumas colheres. Procurava coisas nos armários. Franzia o cenho.
Suspirava.
Em seguida, de costas para eles, ela ficou na ponta dos pés, e foi tentar pegar algo em armários.
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Bom, hoje em dia, Naruto poderia ter Hinata, mas ainda assim continuava sendo homem e, como tal, não poderia negar que apreciava uma mulher vista por esse ângulo (de uma forma completamente platônica-e-não-fisica).
A visão de Sakura por trás era realmente uma coisa bela de se ver, seu bumbum parecia firme e bem arredondado, envolto naquele short curto de algodão que movimentava-se toda vez que ela mudava de posição e tentava alcançar algo num lugar mais alto e acabava mostrando um pouco (bastante) de suas pernas bem delineadas e tonificadas.
Belas, oh belas pernas...
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E...
Foi nesse exato momento que um certo Uchiha decidiu aparecer.
Naruto fez uma careta imediatamente.
Prontamente, voltou sua atenção para o Teme de cabelos negros, pronto para perseguir o cara, pedindo explicações sobre sua ausência no treino (pois deveriam ter treinado esta manhã, não é mesmo?).
Mas ele parou quando viu para onde o cara estava olhando. Piscou. E a carranca tão logo deixou seu rosto.
Naruto não conseguia desviar o olhar do Teme.
Porque o Teme estava olhando para Sakura.
Não, espere. Apaga isso.
Ele estava olhando para Sakura ... para o bumbum da Sakura.
E ele estava fazendo isso muito, muito intensamente.
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Sendo o Uchiha, é claro, ele estava fazendo isso de sua própria maneira, bastante sutilmente, o olhar praticamente estóico e não apresentando qualquer tipo de emoção.
Mas Naruto conhecia Sasuke - conhecia o cara quase como a palma de sua mão.
E oh inferno, conhecia tanto, quase como todos os diferentes (e deliciosos ) sabores de ramen no Ichiraku (e outros restaurantes, para ser exato).
Sendo um cara perspicaz e maravilhoso que era, o loiro não deixou passar a forma como o olhar do Uchiha percorreu lentamente (e sutilmente), a partir dos pés descalços da kunoichi e subindo até algum lugar próximo a seu pescoço. E permaneceu naquele ponto especifico.
Ele também não deixou de notar a forma como aquele olhar cintilou quando passou pelos seus shorts e como o tecido repuxava um pouco para o interior toda vez que ela mudava de lugar e tentava alcançar algo mais alto que sua altura.
Naruto também não deixou de notar o brilho de irritação nos olhos de Sasuke, misturado com algo mais profundo, algo novo, antes que a máscara do Sr-não-tenho-emoções voltasse novamente.
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Acima de tudo, ele não deixou de notar os dedos do Uchiha um tanto esbranquiçados por ter mantido os punhos cerrados durante todo esse tempo.
Antes que ele pudesse observar mais daquela cena tão significativa, Sakura soltou um huff impaciente.
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- Alguém poderia me ajudar a pegar esse açúcar estúpido ?
Suigetsu, sorrindo e a fitando com admiração (sim, o cara estava, obviamente, olhando para seu bumbum, também), levantou-se e começou a abrir a boca para se voluntariar.
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Em um instante, os olhos vermelhos Sharingan viraram para ele em um olhar perigoso.
Suigetsu relutantemente voltou a se sentar, seu sorriso maroto tornou-se tímido agora.
Naruto simplesmente permanecera em silêncio e manteve-se observando a cena.
Enquanto Sasuke deixara esvaecer o Sharingan e fora até onde Sakura estava. Quando estava exatamente atrás dela e, estendeu a mão e sem esforço, pegou o pote de açúcar.
Os ombros dele ficaram tensos, quando seus corpos fizeram um leve contato.
Naruto observou.
Então é isso que está errado.
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Ele continuou a olhar fixamente, enquanto Sasuke silenciosamente entregava o pote para Sakura. Ela piscou e pegou-o sibilando num leve sussurro um 'obrigada'.
Havia um pequeno e doce resplendor róseo em suas bochechas.
Ainda em silêncio (exceto por algumas represálias às brincadeiras inofensivas de Suigetsu), ela continuou a cozinhar. Ainda em silêncio, Sasuke pegou alguns copos e colocou-os na frente dos dois assim auto-intitulados: convidados (tradução: penetras).
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- O que vocês estão fazendo aqui?- Perguntou-lhes, sem rodeios.
– Visitando a Sakura-chan, - Naruto respondeu automaticamente.
- Visitando a moça bonita - disse Suigetsu, ao mesmo tempo.
Ambos olharam um para o outro. Sasuke olhou feio para os dois.
Suspirando, Naruto voltou sua atenção para Sasuke e sorriu.
- Bem, e para derrotar você no treino! - gritou em puro entusiasmo. - Você acabou comigo da outra vez, Teme, agora sou eu quem vai chutar esse seu traseiro feio!
Suigetsu zombou.
Os lábios de Sakura tremeram.
Sasuke continuou carrancudo.
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Em seguida, o Uchiha resmungou e saiu para pegar algumas armas em seu quarto, murmurando que iria acabar com a raça de um certo Dobe (ele não era um dobe!) no treino após o almoço.
Naruto sorriu um sorriso mais largo, olhos azuis agora vibrando em expectativa. Porque além de acabar com o Teme no treino havia também mais uma coisa que estava planejando (muito determinado) em fazer.
Ah, essa seria uma tarde interessante.
.
.
.
- Você está se apaixonando por ele.
Sakura olhou-a, surpresa escrita em seus olhos.
Olhos azuis olharam de volta numa expressão contemplativa.
Após um segundo ou algo assim de silêncio, antes que Sakura finalmente percebesse qual seria a reação mais apropriada.
Ela zombou.
- Eita, Porca ... você está tão desesperada por fofocas que realmente quer inventar uma?
.
Normalmente, o comentário sarcástico teria sido suficiente para fazer a língua afiada da loira deitar e rolar produzindo novos comentários sarcásticos, aquilo era rotina entre as duas. Ela iria jogar o cabelo de lado, revirar os olhos azuis e sua língua ficaria ainda mais ácida expelindo todos os comentários espirituosos que podia e Sakura, naturalmente, faria o mesmo.
.
Mas Ino não seguiu essa rotina agora.
Em vez disso, continuou olhando para a amiga, a boca estranhamente silenciosa. O olhar se estreitou.
Plim.
.
Sakura quase suspirou em alívio, quando o sino na porta da Floricultura Yamanaka tilintou e alguns clientes entraram imediatamente.
Evitando o olhar irritado de Ino (mais para os clientes do que para ela, na verdade), Sakura pulou rapidamente do balcão e foi para o canto da loja, para ficar sozinha com algumas das lindas flores exóticas que jaziam artisticamente dispostas em algumas prateleiras.
Chegando lá, inclinou-se sobre a parede lateral e permaneceu simplesmente observando uma flor roxa que estava em sua frente. E inalou, amando o aroma quase inebriante.
E suspirou.
Não. Ela não estava se apaixonando por ele. Ela não estava.
... Ela não podia.
.
Não ajudava, contudo, o fato de que seu coração estava batendo muito descontroladamente nesse momento. Que seu pulso estava acelerado e as imagens que passavam por sua mente eram somente sobre ele (tudo por causa da simples menção de seu nome). Como cuidara dela naquela noite, quando ela não queria nada a não ser distância. Como ele agira como um idiota, mas lá no fundo, bem no fundo, valorizava a amizade que tinha por ela, apesar de negar isso grande parte do tempo. Como ele ainda estava ferido, muito ferido por toda aquela dor do passado que persistia em tingir seu coração. Como ele tentou esconder a dor, as emoções. Tentou teimosamente ser forte.
Como ele a beijou.
Como a protegeu .
Como se sentiu quando o calor do corpo dele e seus toques lhe inflavam a pele…
- Oh. Meu. Kami.
.
Sakura fora arrancada de seus pensamentos ao som repentino de uma voz estridente ao seu lado. Ino. Imediatamente, ela começou a perceber (pelo toque da sineta da porta) que os clientes haviam ido embora.
Imediatamente, começou a perceber que sua mão estava fechada num punho bem apertado esmigalhando o pequeno e delicado botão de flor arroxeada. Estava praticamente despedaçada agora, suas pétalas e caule e tudo.
Seus dentes rangeram. As bochechas completamente rosadas.
E então ela começou a gaguejar.
.
- Oh! Porca, eu sinto muito! Isso foi tão estúpido da minha parte...
Mas foi cortada quando Ino acenou com a mão, impaciente.
- Tanto faz, Testão. Esqueça aquela flor estúpida.
.
Então, sem mais delongas, a loira tomou o pulso de Sakura, e rapidamente começou a arrastá-la de volta para o balcão. No momento em que chegaram, Ino virou-se para encarar a moça de cabelos róseos, suas mãos nos quadris.
- Eu estava errada. Você não está se apaixonado por ele. - declarou Ino.
Sakura piscou. Suspirou Interiormente. Limpou a garganta.
E concordou.
- Bem, como eu já mencionei, eu não estou apaix...
- Você já está apaixonada.
.
Bem ... aquilo certamente fez seu pequeno discurso descer pelo ralo.
Sakura parou de falar ao mesmo tempo e tentou elaborar algo brilhante ou dedutivo ou persuasivo para dizer. Algo verdadeiramente genial, que ninguém sequer teria dúvidas de que estava dizendo a verdade, e nada, absolutamente nada, além da verdade.
Mas nada surgiu.
Ino sorriu.
- Você está caidinha por ele!
.
Sakura corou, quando a voz de Ino ficou mais alta, algo que praticamente parecia com um megafone em alto volume.
Cruzando os braços, Sakura começou a sibilar e, para seu total horror, as palavras vieram numa completa gagueira. - Eu não estou ... d-de onde você tirou ... i-sso não faz o m-menor… e por que diabos você está sorrindo?
- Porque eu vou ganhar a aposta e você é quem vai correr nua por Konoha, testão!
Com isso, a loira começou a praticamente cacarejar em contentamento. Sakura olhou feio.
– Isso não vai acontecer, Porca - insistiu teimosamente.
Ino continuou sorrindo.
– Pare de sorrir - Sakura resmungou. Para seu espanto, o sorriso da loira só cresceu mais e mais, seus olhos azuis piscando em puro deleite. Rapidamente desembaraçando-se dos braços cruzados com os de Sakura, ela bateu palmas e perguntou.
- Então, como você se sentiu? – Ino estava muito curiosa.
- Hein?
- Você sabe, fazendo sexo com aquele pedaço de mau cam...
- Porca! - Sakura advertiu. Ino ignorou.
- Não me diga que vocês não fizeram isso ainda, porque do jeito que vocês estavam lá no campo de treinamento há alguns dias atrás...
- Porca! Você estava espionando?
-É natural que… - As palavras dela pararam, não por causa do que Sakura disse (a coisa da espionagem), mas devido a uma súbita percepção.
Bem, pela forma como as mãos de Sakura estavam rígidas, para ser mais precisa.
Ino arregalou os olhos.
- Ah. Meu. Kami.
- E agora?
- Sua pudica! Você ainda não deu um trato nele, não é?
.
Silêncio. Completo e absoluto.
.
Ignorando as bochechas hiper ruborizadas de Sakura e seus murmúrios de repreensão sobre aquela linguagem ser inapropriada, Ino continuou. - Eu não posso acreditar nisso! Querida, você não quer? Quero dizer, apenas os prazeres da carne... Oh você deveria ver como Shikamaru consegue fazer maravilhas com sua líng...
Ela foi prontamente calada pela a mão rápida de Sakura sufocando sua boca.
- Eu não quero ouvir isso. - Sakura interrompeu, mortificada.
A loira revirou os olhos.
E murmurou sob a mão de Sakura. – Sua pudica!
- E eu vou terminar com ele amanhã. - Sakura disse com firmeza.
A loira arqueou as sobrancelhas.
Sakura hesitou.
- ... E eu não estou apaixonada por ele.
Uma pausa.
- E nem ele por mim.
Outra pausa.
Retirando sua mão da boca da amiga, Sakura fitou-a, sua expressão muito segura.
-... Isso é impossível, de qualquer maneira.
.
Por um momento, ninguém falou nada. Apenas se olharam por um tempo como se num desafio silencioso, uma completamente teimosa e a outra parecia entristecida.
Por fim, a loira suspirou e jogou as mãos para o ar.
- Ok, tudo bem. Certo. - E sorriu. Em seguida, sorriu mais largamente. - Mas não esteja tão certa disso.
- E por que não?
Uma pausa.
- Porque 24 horas ainda é tempo de sobra para ser tentada pelo Uchiha, Testão.
De fato.
Sakura zombou.
- Oh, por favor. Tenho mais força de vontade do que isso.
Tomara que sim.
Realmente, realmente, realmente espero que sim.
Você é uma grande mentirosa, sabia?
.
- Cale-se. - Sakura murmurou interiormente. Sacudindo a cabeça (sua Inner estava chorosa, chata e louca por sexo) começou a seguir para a frente da loja, para limpar sua mente e observar as flores de um vermelho brilhante que realmente pareciam que mereciam um espaço em uma cozinha de um certo Uchiha ( oh sim, ela só precisava comprar um vaso e pronto).
E realmente, ela só queria dar um tempo longe de sua melhor amiga muito-espalhafatosa .
Ela parou. E olhou.
Então orbes verdes estreitaram-se, embora não fossem para as flores.
Mas sim para a imagem de três garotas familiares, que passavam do lado de fora das portas de vidro, do outro lado da rua ... rindo umas com as outras.
Meninas muito familiares.
- Porca?
- Hmm? Que foi, testão,?
- Feche a loja por um tempo? Por mim?
Ino levantou as sobrancelhas. -... Por quê?
- Eu preciso da sua ... er... ajuda por um momento.
-... Pra quê?
Lentamente, Sakura sorriu. Docemente.
- Para ensinar algumas cadelas uma lição que elas nunca mais vão esquecer.
Ino olhou a amiga.
- Elas tentaram me manipular. - acrescentou Sakura, realmente não querendo se aprofundar no assunto. Parecia que realmente não precisava, porque em um instante, Ino parou e começou a sorrir, lentamente.
Maldosamente.
- Ooh, aventura! Intriga! Claro, testão!
Sem mais delongas, a loira bateu palmas uma vez e imediatamente começou a fechar as portas.
E Sakura começou a conspirar. Nervosamente.
Isto é pra você, pela sua família.
.
Ela realmente esperava que estivesse fazendo a coisa certa.
.
.
.
- Você a quer?
Kunais se chocando. Metais titilando.
- Hn.
- Teme, eu não tenho idéia do que hn quer dizer, mas sei de uma coisa. Você a quer.
Nenhuma resposta.
- Caramba, você pode até gostar dela.
Ainda sem resposta.
- Na verdade, quanto mais penso nisso, mais estou inclinado a acreditar que você vai ficar louco se não...
A sentença foi interrompida, como uma seqüência de grandes bolas de fogo que foram repentinamente lançadas em seu caminho.
.
Naruto sorriu e desapareceu rapidamente com um poof.
.
A luta era a longa distância a partir de então, até que duas horas depois, voltaram ao combate com kunais novamente.
- Você a quer.
- Cale-se, Dobe.
Ah. Ah. Uma resposta.
Os dentes cerrados do Uchiha deram ao loiro imensa satisfação.
- Só admita, Teme.
- Não há nada para admitir.
- Mentiroso. Eu vejo como você olha pra ela. Ou como toca nel...
Bam !
Mais jutsus de fogo, que Naruto evitou. Ele gritou de seu esconderijo no galho de uma árvore no qual havia pousado.
- Não se preocupe! Eu não vou te dar um soco se você admitir logo!
- ... Como se você pudesse, Dobe.
- HEY! EU SOU CAPAZ SIM!
- Hn.
- CRETINO!
.
E a luta continuou.
Duas horas mais tarde, os dois finalmente cairam no chão exaustos (não que estivessem dispostos a admitir isso, é claro).
Naruto olhou para o céu escuro, sua expressão pensativa. Então, inclinou a cabeça e olhou para seu companheiro.
- Ela gosta de você também, você sabe disso né?
Silêncio.
Naruto zombou. - Ela tem mau gosto, eu sempre soube disso.
- Ninguém te perguntou.
- Eu não me importo. Só estou falando.
Naruto sorriu ao ver a expressão irritada no rosto do amigo.
- Teme?
-... Hn.
O sorriso tornou-se desagradável.
- Só não vá machucá-la. Ou eu terei que matar você.
Silêncio.
Em seguida, o olhar triste se tornou de repente um sorriso largo.
- Agora vá e mostre a ela as coisas prazerosas que um Uchiha-Teme pode fazer com o seu... OW! TEME!
- Pare de falar.
.
Naruto coçou a cabeça e fez uma careta. Em seguida, olhou feio.
Sasuke simplesmente pegou sua katana do chão da floresta e começou a partir.
Então de repente, pingos de chuva começaram a cair. Um trovão foi ouvido.
- Ei! Onde diabos você está indo?
- Hn.
- Teme! - Naruto gemia alto. - Onde você ind...
- Pra casa.
- Mas e a coisa do bar mais tarde, com o pessoal? Você...
- Estarei lá.
Naruto fez beicinho. - Mas e o Ichiraku? Você deveria ser legal e me convidar para...- Ele parou quando observou seu amigo. Se afastando. E notou que...
Os ombros do Teme estavam tensos. Como a frustração era evidente em seu rosto (que, naturalmente, apenas uma pessoa brilhante como ele poderia identificar, sob a máscara do Não-tenho-sentimentos). Como as juntas do Teme estavam tão brancas novamente, assim como na cozinha, quando ... oh.
Oh.
Realização alvoreceu em sua mente e o loiro arregalou os olhos.
Ele fitou para o caminho onde amigo de cabelos escuros desaparecia na chuva agora crescente. Suas sobrancelhas loiras praticamente desapareceram sob a Hitai-ate.
E lentamente, ele sorriu.
.
Então, rindo para si mesmo, Naruto levantou-se também, e, no melhor dos humores, decidiu ir encontrar sua própria garota, linda e de olhos pálidos, para beijá-la até o fim dos tempos (se tivesse sorte, ela estaria na chuva nesse momento pois aí tornaria tudo mais ... digamos, romântico).
Ele realmente esperava que a sua Sakura-chan estivesse preparada para o que o Teme tinha em mente.
.
.
.
Sakura estava com muito bom humor.
Sorrindo para si mesma, a kunoichi sentou-se em sua cama, relembrando o evento que tinha acontecido anteriormente. Enfrentando aquelas estúpidas (e maliciosas!) fangirls. E dizendo tudo o que ficara entalado em sua garganta.
Botando moral.
Simplificando, ela e Ino foram inestimáveis. Uma dupla maravilhosa.
E ahha! Temos certeza que chutamos alguns traseiros femininos!
A melhor coisa foi, ela não estava se sentindo nem um pouco culpada por isso.
Porque, nossa, como elas mereciam! Oh, sim!
Inner Sakura estava praticamente rolando de alegria, que Inner má: m.u.i.t.o m.á.
Não podendo evitar o sorriso esboçando em seu rosto, Sakura ficou de pé e preparou-se para tomar um merecido banho quente.
Prontamente, tirou a roupa, e ficou só de calcinha e com a toalha na mão.
Já estava chovendo muito lá fora, obviamente, a pequena viagem até o complexo Uchiha que Sasuke tinha planejado, devia estar cancelada a esse momento.
Sasuke.
Ao simples pensamento, Inner Sakura calava a boca e punha-se em silêncio novamente. Ela ficava em um canto, enquanto apenas uma pequena dor tomava lugar em seu coração. Em vista ao turbilhão de emoções que estava sua vida recentemente. E à aposta e ao fingimento.
Ao que aconteceu esta manhã.
Com quem você estava sonhando, Sasuke...?
Não era da sua conta. Não mesmo.
Inner Sakura concordou e tentou deixar isso no fundo de sua mente. Sakura fechou os olhos e disse a si mesma que nada disso importava.
Afinal, ela romperia com ele amanhã.
Afinal ... tudo isso não significara nada.
.
Recusando-se a pensar em mais nada, Sakura manteve o sorriso no rosto e recomeçou a cantarolar, amando como a o barulho da chuva estava se tornando cada vez mais alto e como os pingos tamborilavam nas janelas fechadas e sobre o telhado. Cantarolou um pouco mais, seus sentidos aguçando com cada som.
Razão pela qual ela foi capaz de ouvir, muito claramente, a porta de seu quarto abrindo.
Num click nada sutil.
.
Em um instante, uma de suas mãos cobriu seu corpo (muito mal) com a toalha e outra segurando uma kunai.
No entanto, seu enlace sobre a kunai afrouxou ao olhar para aquela presença.
Enquanto ela congelava ao perceber quem era. Sakura engoliu em seco, abrindo e fechando a boca em espanto. Como uma idiota.
E então começou a ficar vermelha como um tomate bem maduro.
- Sasuke-kun, o- q-que ... e-eu não es-tou vestida ... o que você…
Ele se aproximou.
.
Seus ônix mostravam algo que ela não podia compreender.
Sakura queria ficar com raiva, ela realmente queria, mas havia uma aura perigosa que os rodeavam, uma tensão que não conseguia entender. O que estava errado? O que estava acontecendo?
... Por que ele estava olhando para ela desse jeito?
- Sasuke- S-saia, deixe-me sozi...
- Não significou nada.
Sua voz perigosa. Obscura.
Sensual.
Levou um momento para registrar o que ele estava dizendo e quando finalmente o fez, algo em seu interior ficou abalado. Algo em seu coração gritou. Batendo com tanta força, as batidas aumentavam e aumentavam.
- Não significou nada, Sakura.
O beijo.
Tudo.
Seu pulso acelerou. A boca ficou seca. Seus lábios se partiram para dizer algo, qualquer coisa para quebrar essa atmosfera, para acabar logo com esse momento, porque ele tinha que estar fingindo e ela achava que não agüentaria mais se ele não estivesse...
Ele chegou mais perto.
Sua respiração engatou.
E de repente, tudo começou a acontecer muito rápido.
Antes que ela pudesse se mover ou falar, ou reagir, ele de repente estava em sua frente, tão perto que a fez dar um passo para trás e suas costas pressionarem contra parede, o calor do corpo dele irradiava para o seu.
Calor através da umidade e do frio.
Sua respiração tão, tão próxima.
Ela só poderia ficar ali e olhá-lo, e sentir, enquanto as mãos masculinas tocavam em seu cotovelo, seus braços, sua pele, e tudo dentro de si borbulhava em vista aquele simples contato.
Sentia a necessidade aumentando. E seu ventre tremer.
- E-eu-Sasuke-kun.
Ela não terminou, porque no momento seguinte, a boca do shinobi estava contra a sua. Num contato passional. Quente. Firme. Faminto.
.
Sakura não correspondeu, apenas congelou mais uma vez.
Permaneceu lá congelada, enquanto ele a beijava e beijava e beijava ... E tocava.
Isso a fez perceber algo que tinha negado durante todo esse tempo. A fez perceber que não ... ela não conseguiria negar mais.
E nesse momento de realização...
A toalha e a kunai caíram no chão.
Tudo parecia com um borrão insignificante para ele, tudo o que já ocorrera em seu passado, todo contato mais intimo, os beijos involuntários e finalmente o clímax.
Com Saori, tudo havia sido primitivo, necessidades básicas que qualquer homem teria de vez em quando, que só poderiam ser sufocadas por uma noite de paixão rápida ou duas. Ela sempre tentava agrada-lo e ele não podia reclamar. Afinal, nunca houve nenhuma emoção, nenhuma vontade real de se afogar em qualquer sentimento para com ela. Ele acabaria por esquecer e continuar com seu treinos e afazeres. Com sua vida normal.
Mas agora, não era como se fosse um borrão.
Não.
Não quando ele podia sentir e ouvir tudo tão claramente.
Como a respiração dela estava engatada e tornava-se impotente engolida por sua própria. Não quando sentira o corpo feminino congelar e tentar segurar-se firme, e lutar contra a agressão que ele a infringia em sua atitude faminta, com beijos necessitados, tomando-a possessivo somente para si.
Não quando, pouco a pouco, numa ação agridoce a pequena feminina mão veio hesitante à tona e cegamente pousou sobre seu peito forte, sobre a camisa úmida.
Quando seu corpo sucumbiu e lentamente se fundiu ao toque insistente das mãos dele.
... E ela, finalmente, deu o braço a torcer e cedeu.
.
Sua respiração ainda estava engatada, algo semelhante a pânico e confusão irradiando de si. Mas ela estava cedendo. Começando, devagar e timidamente, a corresponder.
E ele estava se afogando.
Inegavelmente, rapidamente e completamente impotente, inacreditavelmente impotente se afogando.
- S-Sasuke ...
E desta vez, ele queria se afogar nesse sentimento mais do que tudo no mundo.
- S-Sasuke ... Eu. ..
.
Ele a acalmou aprofundamento seus beijos.
Suas mãos continuaram e continuaram tocando aquela pele. Macia, tão macia. Quente. E ela tinha um gosto delicioso e maravilhoso, e muito mais gostoso do que qualquer sonho erótico poderia ter.
Tinha o sabor de Sakura.
.
Negligentemente, sua boca deixou a dela, o que lhe rendeu um gemido, um gemido muito suave e maravilhoso, enquanto tal boca aprofundou as caricias para provar a pele de seu pescoço e lóbulo do ouvido, suas bochechas rosadas e queixo e garganta. Sua pele incrivelmente sedosa.
Mordiscava e provava, deixando-se saborear de todo aquele sabor inacreditavelmente delicioso.
Ela enfiou os dedos nos cabelos negros e o permitiu continuar a lhe dar o que por tanto tempo se negara.
Eventualmente, ele encontrou seu caminho de volta para sua boca mais uma vez. E a beijou novamente. Desta vez, a resposta foi mais quente, ela o beijou de volta, sua língua procurando a dele, lutando numa dança sensual.
As mãos do shinobi percorriam por seu corpo. Uma mão arrastou-se de sua cintura até seu estômago. Para cima, até a beira do sutian rendado, agora quase transparente.
Ele viu seus olhos verdes e brilhantes abrirem depressa, enquanto seu polegar manipulava-a por cima do tecido, brincava com aquele bico cor-de-rosa que a essa altura já estava pra lá de eriçado.
Ele observou, esfregando, viu nitidamente como os olhos verdes nublavam a seu toque.
Como ela arqueava-se para mais perto, desejando que suas mãos continuassem a fazer aquela mágica maravilhosa em seu corpo. Arqueava-se para ele.
E dizia seu nome repetidas vezes.
Seu interior gritava. Seu sangue martelava.
Todo o seu ser vibrava chamando:
Sakura ...
.
Talvez estivesse se tornando um borrão agora, mas tudo ainda era tão diferente.
Tão incrível.
Um contraste de cores, da mesma forma como ambos eram. Suas respostas ... seus toques ... a necessidade dele. Não havia como negar isso agora. Ele a queria. Só a ela.
Ninguém mais.
Bam. Bam. Bam.
Um som rugiu em algum lugar de sua cabeça, mas ele não prestou atenção, pois não queria parar com os beijos, os toques.
Ele a queria. A necessitava. Tanto. Como precisava de ar para sobreviver.
Ele queria sentir o coração dela bater rápido, seu pulso acelerar, sua respiração engatar, e saber que tudo isso era por sua causa.
Ele a queria nua junto de seu corpo nu e ambos encharcados em seu próprio desejo que estava prestes a explodir. Isso era apenas desejo, não era? Isto tinha de ser apenas luxúria.
Mas se é apenas desejo, por que me sinto tão diferente?
Ring. Ring. Ring.
Ela gemeu, enquanto as mãos masculinas desciam e pousaram em sua pélvis. E começaram a friccionar. E seus dedos lentamente acharam o caminho certo pelas laterais de sua calcinha, preparando-se para tirá-la e tocá-la bem no lugar onde ela mais necessitava, no local onde o calor e uma energia emanava quase que de forma explosiva.
Ela estava tremendo e vibrando, pressionando-se tão, tão próximo a ele.
E foi então que ele começou a perceber que ... isto não era apenas luxúria.
- Sasuke-kun ... - Sua voz agora rouca e desesperadamente necessitada.
Me chame de Sasuke.
Apenas Sasuke.
As roupas íntimas desceram um centímetro.
Bam. Bam. Bam. Bam. Bam. Bam.
Outro centímetro.
Os dedos dela se agitavam sob sua camisa. Acariciando, tocando.
O que o fez quase enlouquecer.
Beijou-a mais forte e com um movimento incontrolável, pressionando-se ainda mais contra ela, de modo que o calor entre os corpos aumentava mais e mais, intensificando as sensações.
Ela tremeu e gritou suavemente, os olhos abertos completamente nublados de desejo ou talvez em choque, por causa da necessidade que sentia de ter seu corpo contra o dele. Ele deixou suas mãos tomarem as pernas femininas, pronto para traze-las para cima e levá-la até o colchão macio onde poderia finalmente, finalmente, provar toda ela. Tome-a.
Reivindique.
BAM BAM BAM! BAM BAM BAM!
No meio daquele momento inebriante, ele parou, tão logo seu cérebro finalmente conseguiu registrar o som.
BAM! BAM! BAM! BAM! BAM! BAM!
Era a porta.
Eles não estavam sozinhos.
E Kami, caramba! Ele não poderia fazer isso desse jeito.
Porque não queria que isso fosse rápido e sem significado.
E com todo seu auto-controle que ainda restara em seu corpo, Sasuke fez a coisa mais difícil no momento.
Ele tentou parar a si mesmo e obter sua sanidade de volta.
E se afastou.
Distintamente, sentiu as mãos dela o puxando de volta, num puxão suave, mas o suficiente para ele sentir.
E Sasuke teve de ranger os dentes em vista a necessidade que crescia dentro de si, aumentada pelo gesto dela.
Mas ele resistiu.
.
- Tem, tem alguém à porta. - ele sussurrou, através de sua respiração descompassada, descansando sua testa sobre a dela.
Suas mãos afrouxaram.
Por um momento, deixou-se olhar para a moça, tomando nota de como ela ficava linda enquanto o encarava nesse momento, sua expressão atordoada, seu cabelo despenteado. A face corada. Sua boca inchada. Tão tentadora.
Ele não queria nada mais do que continuar e tomá-la de todas as formas possíveis. Bem aqui e agora.
... Mas ele resistiu.
Lentamente se inclinou e pegou a toalha do chão.
Lentamente, colocou-a nas mãos dela e tentou ignorar a maneira como ela ainda estava olhando para si assim, com essa expressão tão inocente.
Ele sucumbiu mais uma vez e colocou os lábios no lóbulo da orelha feminina, oh tão macia. E então, disse:
- Vista-se. É o Dobe. Nós temos que ir a um lugar.
.
Então, antes que ele pudesse perder o controle totalmente, pois já estava à beira disso, e ele sabia que se a olhasse mais uma vez isso aconteceria, aqueles toques iriam levá-lo à beira do precipício de onde não haveria mais volta, foi então que ele se afastou e não olhou para trás.
Deixou-se sair do banheiro e fechou a porta do quarto com um click, suave e calmo.
Haveria tempo mais tarde.
Hoje à noite.
.
.
.
- Shizune?
- Sim, Hokage-sama?
- ... Porque estou vendo três garotas histéricas penduradas pelos pés na montanha dos Kage?
.
.
Continua.
.
.
C.A.R.A.C.A
Tipooooo
tipoo
tipo
Cerca de10 mil palavras nesse capítulo!
Palavras essas que valeram muitooo a pena, ne ;D
. . .
Digam pra Hime, se deliciaram?
Sasuke é PURA tentação, vamos combinar hehehe
Meninas, preciso dizer que o próximo capítulo vai estar de lamber os lábios?
Oh sim, teremos muitos, mas muitoooos eventos tentadores *apanha*
. . .
Agora, lindonas, Hime se despede,
nos vemos em breve com coisitas novas,
Bjitos e não se esqueçam daqueles coments lindões que deixam a Hime super motivada ;D
Ps:
- Deem uma checada na nova long-fic que irá ficar no lugar de Em Nove Dias. Ela já está no meu perfil e se chama: Laying Claim (de January Eclipses)
- Gatinhas, Hime já respondeu reviews essa semana.
- No entanto, na outra semana (e na outra), como estarei em provas, eu devo demorar um pouco pra responder contatos/reviews/pms/etc. Então, meninas, estejam avisadas. Hime demora, mas vem =D (deixa só passar essas semanas punk na faculdade ...)
- Eu tmb to passando por um problema de internet. Aqui em casa tá tenso (o velox tá ruim e a Oi é uma 'beleza' no atendimento ao cliente ... ai ai
- Como disse, vou demorar a responder Pms/reviews, MAS os cpts continuarão sendo postados aos finais de semana (se, é claro, meu irmão me emprestar o 3G dele OU se o velox voltar ao normal até lá.)
