Músicas para o capítulo:
"Open Heart Surgery", de Brian Jonestown Massacre
"Without You", de Motley Cru
Capítulo 13
Tradução: Ju Martinhão
~ Edward ~
"Bem, você não está bonito?" Victoria disse com um sorriso quando me encontrou na porta.
"Obrigado." Eu resmunguei. "Você está linda, Vicky." Eu disse a ela, porque ela estava. Ela era notavelmente bonita. Meu irmão era um homem de sorte.
"Claro que eu estou, menino bobo." Ela brincou. "Venha, eu vou pegar os sapatos para Bella. Emmett está na sala".
Fechei a porta atrás de mim e entrei na sala para encontrar meu irmão. Ele estava sentado no sofá com Masen, alimentando-o com uma mamadeira e assistindo ao noticiário.
"Ei." Eu disse baixinho enquanto entrava na sala. Eu não tinha certeza se ele estava tentando fazer Masen dormir ou não, então eu não queria incomodar.
"Você está bacana aí, irmãozinho. Então, você está pronto para hoje à noite?" Ele perguntou.
"Sim, eu acho. Eu preferia ficar em casa. Eu odeio essas coisas estúpidas." Eu reclamei.
"Não é tão ruim assim. Nós conseguimos levar nossas damas para fora, vê-las todas arrumadas... será legal".
Revirei meus olhos. Eu não estava ansioso para ter todos aqueles filhos da puta velhos olhando para a minha mulher toda arrumada. Dei um olhar rápido no vestido que ela estava planejando usar, e seria uma longa noite. Ela ficaria linda em um saco de serrapilheira, o vestido dourado brilhante pendurado no armário criaria um motim.
"Eu não preciso vê-la arrumada. Ela é sempre linda para mim." Eu disse.
"Bem, ela gosta de se vestir bem, e você está agindo como um velho de 80 anos. Você só está casado por alguns meses, Edward, e você nem sequer a levou para jantar fora. Ela merece uma noite fora." Victoria disse enquanto entrava na sala, jogando as sandálias de tiras no meu colo.
"Nós não tivemos muito tempo, Vicky. Eu tenho trabalhado sem parar! Eu tirei muita folga no ano passado e tenho um monte de tempo para compensar." Eu respondi.
"Eu entendo isso, mas você tem que ter tempo para a sua família também." Ela disse em tom de desculpa.
Suspirei e passei minhas mãos sobre o meu rosto, em seguida, olhei para Emmett e Masen. Ele já estava ficando tão grande, e eu percebi que ainda não tinha passado muito tempo com ele. Antes que eu percebesse, ele estaria crescido. Eu não queria que ele se perguntasse quem diabos era eu.
"Eu tentarei mais forte." Eu prometi.
"Bom. Esta noite é um bom começo. Você pode varrê-la dos seus pés e dançar a noite toda. Apenas se divertir, e não tente agir como um idiota." Ela me deu um olhar severo antes de pegar Masen do colo de Emmett.
"Então, quem cuidará de Masen hoje à noite? Por que Rosalie não cuidará dele?" Eu perguntei.
"Oh, a pequena senhora ao lado virá. Achei que seria mais fácil do que carregar todas as coisas dele para a sua casa. Ela está sempre pedindo para tomar conta e ela é muito doce." Ela disse.
"Nós poderíamos ter trazido Carlie para cá, você sabe. Você deveria ter dito algo a Bella sobre isso." Eu disse a ela. Eu sabia que Carlie teria amado passar mais tempo com seu primo, e Rosalie adorava Masen.
"Isso funciona bem, Edward. Não se preocupe. A Sra. Crowley é uma doçura, eu odeio dispensá-la o tempo todo. Ela não tem família, e eu acho que ela gosta de se sentir necessária".
Eu dei de ombros, sem saber o que dizer. Não importava muito, de qualquer maneira. "Bem, é melhor eu voltar com esses malditos sapatos. Vejo vocês daqui a pouco." Eu disse enquanto estava para sair.
Assim que cheguei à porta, meu telefone soou do bolso do meu paletó. Eu o puxei para fora e vi o número do meu anjo aparecer na tela. Eu sorri, imaginando o que ela estava fazendo me ligando. Ela amava aquele telefone, e eu amava quando ela me ligava dele. Sua vozinha era tão fofa por telefone.
"Sim, Carlie." Eu respondi com um sorriso na minha voz.
"Paa... Paaa... papai?" Ela gaguejou. Sua voz era apenas um sussurro e todos os pelos do meu corpo se arrepiaram.
"Anjo, o que está errado? Onde está a mamãe?" Eu perguntei. Emmett e Victoria estavam atrás de mim em um instante quando ouviram o tom da minha voz.
"Eles bateram nela, papai. Ela gritou e então eles a levaram no carro." Ela disse, sua voz cheia de lágrimas.
"Que porra!" Eu gritei antes que pudesse parar. "Desculpe, querida. Papai sente muito por ter gritado. Eu não estou bravo com você." Eu assegurei a ela quando a ouvi gemer na outra linha. "Onde você está, anjo?" Eu perguntei, percebendo que ela estava na casa sozinha. Era quase impossível naquele momento manter minha voz calma.
"Na minha fortaleza. Mamãe disse para ficar até que você chegasse aqui, então eu estou me escondendo. Estou com medo, papai." Ela sussurrou.
Eu podia ouvi-la fungando e isso quebrou meu coração. Todo o meu corpo começou a tremer, e de repente eu deixei cair o telefone. Emmett abaixou-se, pegou-o e o segurou ao seu ouvido.
"Carlie, aqui é o tio Em. Você pode me dizer o que aconteceu, querida? Onde está a mamãe?" Ele perguntou em um tom calmo. Fiquei grato pela sua capacidade de ficar controlado, quando eu estava obviamente perdendo o meu controle.
Victoria se segurou em mim, e eu percebi que tinha caído no chão. Lágrimas quentes derramavam dos meus olhos e eu não podia me mover. Eu estava paralisado, fodidamente com medo, e irritado como o inferno. Quem diabos teve a coragem de tocar no que era meu? Quem no seu juízo perfeito levaria a minha Menininha?
Eu não conseguia ouvir nada do que estava sendo dito enquanto balançava para frente e para trás. Finalmente, Emmett se agachou na minha frente e puxou meu rosto para olhar em seus olhos.
"Levante-se, homem. Alguém entrou e levou Bella. Eu não consigo encontrar G, e Carlie está naquela casa sozinha. Nós temos que nos mover, porra." Ele disse com firmeza.
No momento em que ele me lembrou que o meu anjo estava lá sozinha, e possivelmente em perigo, eu me levantei. Corri para fora da porta da frente e escancarei a porta do meu carro. As mãos de Emmett sobre meus ombros me pararam, e eu me virei para sair do seu alcance.
"Que porra é essa!" Eu cuspi. "Precisamos voltar lá, minha filha está fodidamente em perigo!" Eu gritei.
"Você está certo, mas você não vai dirigir. Você acabou de apagar, cara. Vá em frente, entre no banco de trás. Eu dirijo." Ele ordenou.
Fiz o que me foi dito porque eu não conseguia pensar sozinho naquele momento. Uma e outra vez, visões da minha Menininha apanhando e sendo arrastada da casa atormentavam minha mente. Eu não poderia sequer considerar que algo estivesse errado com ela.
Victoria saiu correndo para o carro assim que nós estávamos saindo e bateu na janela para sinalizar para Emmett abaixar o vidro.
"Tenham cuidado, por favor." Ela disse enquanto beijava sua testa. "Eu liguei para sua mãe e pai, eles estão em seu caminho para cá agora. Eu disse a eles para não ir para a casa, como você me disse para dizer... seu pai não está muito feliz com isso, mas eu disse a ele que era o melhor até descobrirmos o que está acontecendo. Liguei para Charlie, e ele está a caminho. Por favor, traga-a de volta, Emmett. Eu tenho que saber que ela está segura." Ela chorou.
Ele estendeu a mão pela janela e, com uma mão na sua nuca, ele a puxou pela janela e beijou seus lábios. "Eu não pararei até que eu a encontre, querida. Eu não deixarei nada acontecer com ela, eu prometo. Agora, fique no telefone com a pequena. Ela ficará com medo até chegarmos lá".
Victoria segurou seu celular em seu ouvido e sorriu. "Você ainda está aí, menina?" Ela perguntou para Carlie através do telefone. Ela nos deu um grande sorriso triste e assentiu. "Ela está bem." Ela murmurou antes de responder para Carlie.
Com mais um beijo entre eles, ela se afastou do carro e Emmett saiu da garagem e correu pela rua em direção à auto-estrada. Eu nunca fiquei mais agradecido que meu irmão era um policial. O risco de ser parado por excesso de velocidade era alto, mas com uma ligação para o departamento, nós estávamos livres.
Só nos levou menos de 20 minutos para chegar à casa, e assim que o carro desacelerou, eu estava fora antes mesmo que ele parasse. Eu corri para dentro de casa, e o que encontrei me deixou de joelhos.
Havia sangue... em toda parte. Havia um rastro de sangue que escorria no chão na direção da porta, e perto da pequena mesa, havia uma poça de sangue fresco derramado perto do canto. Meu estômago revirou violentamente e eu dobrei na cintura para expulsar o conteúdo do meu estômago no chão. Coloquei minhas mãos no piso frio e deixei minha testa descansar contra ele. Eu podia sentir todo o meu corpo tremer com soluços quando ouvi Emmett entrar na sala atrás de mim.
"Filho da puta." Ele silvou. Ele passou por mim para a sala e, quando eu o ouvi amaldiçoar em voz alta novamente, eu pulei e corri para o hall de entrada.
Lá, nós encontramos Garrett deitado em uma poça de sangue e cercado por um vaso de cristal quebrado. Um pequeno gemido do andar de cima atirou através do meu coração e olhei para cima para ver o meu pequeno anjo espreitando através das balaustradas. Corri pelo cômodo rapidamente e marchei até as escadas, subindo dois degraus de cada vez. Ela parou impotente no último degrau e levantou seus braços para eu pegá-la.
Eu trouxe seu pequeno corpo contra o meu, esmagando-a com os meus braços. Eu a beijei repetidas vezes, e os soluços quebrados que estavam escapando do meu corpo pareciam estranhos e aterradores. Seus dedos cravaram em meu couro cabeludo enquanto ela pendurava no meu cabelo e chorava no meu pescoço. Eu não tinha ideia do que dizer a ela. Eu queria dizer a ela que estava tudo bem, mas como eu poderia? Eu não tinha ideia de onde minha esposa estava, ou se ela estaca machucada... com medo... morta. Eu não conseguia nem permitir que esse pensamento entrasse na minha mente.
Caminhei lentamente em direção ao meu quarto, deitando cuidadosamente com Carlie, e a segurei no meu peito e chorei. Eu não conseguia fazer outra coisa. De maneira nenhuma eu ainda queria tentar pensar. Havia muitos 'se' e culpa demais assolando minha mente.
Enquanto ouvia os gemidos e soluços baixos da minha filha, eu senti meu corpo inteiro ficar tenso e meu sangue correr frio. Eles poderiam ter colocado suas mãos no meu anjo. Eles poderiam tê-la levado de mim... machucado. Se eles tivessem fugido com Carlie... eu não conseguia nem pensar. Apenas saber que ela existia era essencial para a minha sobrevivência. Eu não poderia começar o meu dia sem os meus lábios tocando sua pele doce. Eu não poderia terminar meu dia sem sentir sua respiração suave me dominando quando eu me inclinava para beijá-la de boa noite. Nunca houve uma criatura mais perfeita no planeta do que ela. Ela era um milagre... um presente, e se aqueles filhos da puta tivessem colocado uma maldita mão nela, eu os desmembraria membro a membro. Eu os deixaria se banhar em seu próprio sangue e vê-los tomar o seu último suspiro. Não – se eles tivessem tocado em um cacho da sua doce cabecinha... eu iria para a câmara de gás.
Eu tentei tão duro quanto podia afastar a dor excruciante quando pensei sobre Bella e onde ela poderia estar. Eu podia ver que ela lutou... e eu simplesmente tinha que me agarrar à esperança de que ela estava bem. Só Deus sabia em que tipo de situação fodida ela estava. Ela tinha que estar bem, não havia alternativa. Eu não poderia viver sem ela, e eu me recusava a acreditar que ela se foi. Eu sentiria isso. Meu coração me diria se ela tivesse ido embora... ele saberia, e eu morreria. Eu sabia a mesma coisa quando ela tinha desaparecido anos atrás. Eu ainda a sentia. Lá no fundo, eu podia sentir que sua alma ainda estava puxando em mim. Essa conexão não seria cortada até um de nós deixar de existir.
Eu não tenho certeza de quanto tempo nós ficamos deitados na cama, o conceito de tempo me escapou. Eu podia ouvir vozes, portas de carro batendo, rádios chilreando, e gritos... oh, Deus, os gritos. Várias vezes alguém tentou entrar pela porta, mas, cada vez, Emmett os orientou para longe. Eu estava tão grato por isso. Eu não queria lidar com qualquer coisa. Eu fodidamente não conseguia.
Eventualmente, Emmett entrou para conversar. Eu sabia que isso viria, mas não estava ansioso por isso. Eu estava com muito medo do que ele tinha a dizer. Na minha cabeça, eu tinha começado a pensar sobre Bella ter ido. Eu me convenci de que ela estava apenas na loja... fazendo compras com a minha mãe, uma viagem para o banco. Era impossível eu colocar todas as peças juntas. Havia sangue. Era o sangue dela... eu podia sentir o cheiro. Ele estava em toda parte... vermelho. Vermelho, molhado, e encharcando o chão...
"Edward, eu preciso falar com Carlie. Eu não vou aborrecê-la, eu prometo. Eles terminaram lá em baixo e Garrett foi levado para Harborview. Ele ficará bem... precisará de muitos pontos, mas ele ficará bem." Ele respirou fundo, e eu podia senti-lo afundar no colchão perto de mim.
Sua mão levemente acariciou o cabelo de Carlie, e ele se inclinou para beijar sua testa. Eu a puxei para mais perto de mim e joguei minha perna por cima dela. Eu não estava necessariamente a protegendo de Emmett, mas eu sabia o que estava por vir e não queria que ela tivesse que passar por isso. Ela tinha visto e ouvido demais. Ela ainda não tinha acordado, e eu acho que foi a maneira da sua mente bloquear tudo para que ela pudesse lidar com isso.
"Ela está dormindo." Eu disse simplesmente.
"Edward, eu tenho que falar com ela. Ela pode ter ouvido ou visto algo substancial. Eu preciso da ajuda dela para encontrar Bella. Ela ainda está lá fora... Porra! Você precisa sair dessa! Eu sei que essa merda é difícil, mas ela está lá fora, e eles podem estar a machucando! Nós não temos tempo para brincadeiras, Edward. Você precisa parar de chafurdar e acordar!" Sua voz levantou várias oitavas e assustou Carlie. Um pequeno gemido de cortar o coração escapou dos seus lábios e ela se agarrou a mim com mais força do que antes.
Um soluço quebrado fez o seu caminho da minha garganta e eu senti meu corpo tremer com a força dele. Minha Isabella... ela estava desaparecida... aqueles pedaços de merda levaram a minha vida para longe de mim... Emmett estava certo. Eu não tinha certeza de como encontraria a força para me afastar da minha filha, mas eu sabia que tinha que fazer isso. Se apenas o meu corpo e minha mente pudessem trabalhar juntos.
Carlie se contorceu do meu abraço esmagador e olhou para Emmett. "Tio Em, você pegou os bandidos?" Ela perguntou sonolenta.
Eu a puxei contra mim novamente quando minhas lágrimas encharcaram minhas bochechas. Eu nunca quis que ela tivesse que passar por algo assim. Eu era a porra do seu pai, eu deveria protegê-la dessa merda! Ela não deveria saber nada sobre 'bandidos', ou fodidos sequestros, ou sua mãe sendo espancada. Eu falhei com ela, e eu fodidamente falhei com a minha esposa.
A voz calma de Emmett me tirou dos meus pensamentos enquanto ele falava com Carlie. "Não, bebê. Ainda não. Tio Em precisa da sua ajuda para pegá-los. Você pode me ajudar?" Ele perguntou baixinho, esfregando o dedo contra seu pequeno braço gordinho.
"Eu posso ir pegá-los com você?" Ela perguntou. A curiosidade em seus olhos quebrou meu alcance já cortado na realidade. Ela não tinha ideia do quanto a situação era grave, e eu estava quase aliviado. Pelo menos ela não entendia que sua mãe provavelmente estava machucada, e possivelmente morta.
"De jeito nenhum, José." Ele disse em um tom divertido. "Eu te disse que você tem que ser uma garota crescida antes de caçar os bandidos com o tio Em. Neste momento, eu só preciso te perguntar algumas coisas. Você pode me ajudar?" Ele perguntou.
"Ok." Ela disse hesitantemente.
"Tudo bem, você se lembra como era o carro que os bandidos dirigiam?" Ele perguntou.
Ela assentiu bruscamente e sentou-se sobre os joelhos. "Era pequeno, como o da tia Rose, e era brilhante".
"Você quer dizer que era novo? Como brilhante e novo?" Ele perguntou.
Ela balançou a cabeça e usou os dedos para conversar. "Era tudo brilhante, como glitter e brilhante. Eles colocaram minha mamãe na parte de trás e fecharam a porta." Ela disse, enquanto seus olhos começaram a lacrimejar. "Ela estava gritando 'pare, por favor, pare', mas eles não pararam e a mulher gritou com ela e eu queria que o papai batesse naquela mulher de novo." Ela disse com uma bufada de raiva.
Assim que as palavras saíram da sua boca, eu me sentei em pânico e olhei para Emmett com os olhos arregalados. "Jessica fodida." Eu silvei. "Foi a porra da Jessica!"
O queixo de Emmett apertou e apertou enquanto ele estreitou os olhos para mim. "Filha da puta." Ele amaldiçoou. "Quem diabos estava com ela?" Ele perguntou a ninguém em particular.
"Eu não tenho a fodida ideia." Eu respondi. Caí para trás contra o travesseiro e coloquei meu braço em meus olhos. "Isso é tudo a porra da minha culpa! No que diabos eu nos meti?"
"Carlie." Emmett começou. "Querida, você se lembra o que eles disseram um ao outro? Ouviu quaisquer nomes ou qualquer coisa assim?"
Ela balançou a cabeça. "Eu só ouvi minha mamãe chorando e ela gritou e disse 'ow' e eu ouvi ruídos. Eu me escondi na minha fortaleza, porque a mamãe me disse para se esconder. A mulher veio no meu quarto, mas ela não sabia que eu tinha um esconderijo e eu sou inteligente, porque eu fiquei tão quieta como um rato." Ela disse orgulhosa.
"Que boa menina, Carlie. Estou muito orgulhoso de você. Tio Em vai encontrar os bandidos e trazer a mamãe de volta, ok? A vovó vai prepará-la para dormir, e depois você vai ver Masen. Eu preciso da ajuda do papai, então a vovó vai ficar com você, ok?"
Eu a agarrei pela cintura e a puxei para baixo contra o meu peito de novo. Não havia nenhuma fodida maneira que eu a deixasse fora da minha vista. Eu sabia muito bem que minha mãe cuidaria dela, mas eu precisava mantê-la comigo. Eu estava com muito medo de deixá-la ir. Ela era a única coisa que me mantinha controlado.
Emmett a agarrou de mim e a segurou contra o seu quadril. "Vou levá-la para o quarto dela, ela ficará bem. Mamãe e papai estão aqui, e Charlie e Lilly acabaram de chegar. Victoria ainda está no hospital com Garrett, mas ela estará de volta em cerca de uma hora. Rosalie e Alice estão com Masen, e eu a nossa mãe levará Carlie para lá, uma vez que ela tiver suas coisas prontas. Ela não precisa estar aqui agora, Edward. Ela estará segura lá. Eu tenho Alice, Jasper e Felix dirigindo por aí procurando por ela, e agora que temos um pouco mais de informação, isso ajudará. Nós estamos todos aqui, nada pode acontecer com ela. Eu só quero deixá-la segura para que possamos focar em trazer Bella de volta. Você precisa me deixar administrar essa merda... eu sei o que estou fazendo." Sua voz não deixou espaço para discussão, então eu estava conformado.
Caí para trás contra o colchão e solucei. "Apenas me deixe segurá-la um pouco mais. Eu preciso dela." Eu implorei.
"Dê-lhe um beijo, e então eu vou deixá-lo para se recompor. Voltarei para pegá-lo em poucos minutos. Como eu disse, nós não temos tempo do nosso lado, Edward".
Ele se inclinou para que eu pudesse beijar Carlie, em seguida, saiu do quarto. Eu me virei para o meu estômago e chorei no travesseiro. Eu não podia acreditar que aquilo tudo estava acontecendo. Onde diabos ela teria levado a minha Isabella? O que diabos ela estava pensando em fazer com ela? Os pensamentos me deixaram enjoado. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo dentro da cabeça de Jessica. Eu não podia sequer começar a imaginar. Ela sempre foi um pouco... fora, mas eu nunca pensei que ela seria capaz de sequestro. Como eu tinha sido tão fodidamente estúpido?
Eu deveria ter sido mais cuidadoso após a briga no restaurante. Eu deveria ter sabido que ela não esqueceria. Só alguém muito doente seguiria alguém para o outro lado do país. Depois de todos estes anos, porra! Ela teve anos para planejar e esquematizar enquanto eu estava cegamente sob a impressão de que ela estava muito longe. Minhas defesas foram atiradas para a puta que pariu.
Eu devo ter desmaiado, porque quando Emmett voltou para o quarto, ele me puxou da cama e eu aterrissei no chão com força.
"Que porra!" Eu gritei.
"Eu disse que não estava brincando, Edward. Nós temos que sair e encontrá-la. Ficar sentado esperando não está fazendo merda nenhuma! Qualquer coisa pode acontecer a ela. Você percebe que, se eles foram capazes de derrubar um homem do tamanho de Garrett, eles são capazes de fazer algum dano grave para alguém tão frágil como Bella? Eu não tenho nenhuma dúvida de que eles a estão machucando... é isso que você precisa ouvir? Eles derramaram o sangue dela lá embaixo, e só Deus sabe que outra coisa eles fizeram bem aqui na sua casa. Agora que eles a têm escondida em algum lugar, eles poderiam fazer qualquer coisa! Você quer que eles a estuprem? Torturem? Matem? Tire sua bunda dessa maldita cama! Você pode chorar como uma putinha mais tarde. Agora, eu preciso trazer aquela menina de volta antes que todos lamentemos não nos mover mais rápido!" Ele rugiu.
Ele me pegou pela gola da minha camisa e me arrastou até o banheiro sem outra palavra. Ele me jogou lá dentro, estendeu a mão para ligar o chuveiro e bateu a porta atrás de si. Eu me agarrei ao lado da banheira e tentei me recompor. Ele estava certo. Eu tinha que sair dessa, sair e encontrá-la. Isto era inútil, e eu estava atrasando as coisas. Eu parei, rapidamente sem roupa, e entrei debaixo do spray. Deixei a água quente me lavar. Eu me lavei o mais rápido que pude, limpando as lágrimas do meu rosto e as dores do meu corpo, e desliguei a água antes de sair. Eu me sequei e enrolei uma toalha em torno de mim antes de entrar na frente do grande espelho acima da pia.
Movi minha mão sobre o vidro para limpar a neblina e estendi a mão para pegar uma toalha para enxugar meus olhos novamente. Eles estavam muito inchados e fechados, e não me faria nenhum bem para tentar dirigir se eu não pudesse ver. Quando estendi a mão, algo chamou minha atenção e, efetivamente, meu coração parou.
Minha mão tremia quando a estendi para ele, e uma vez que estava na minha mão, eu não poderia me fazer olhar para ele. Quando ela tinha feito isso? Nós tínhamos feito isso inúmeras vezes ao longo dos últimos dois meses, mas sempre tínhamos feito juntos. Eu sei que tinha dado a ela a indicação de que achava que era hora de fazer outro, mas ela descartou isso... algo sobre o seu período menstrual.
Eu lentamente virei o pequeno bastão branco de plástico na minha mão e o trouxe ao meu rosto para que eu pudesse lê-lo. Grávida. Cristo.
Meu ritmo cardíaco acelerou até uma velocidade dolorosa e eu senti meu corpo inteiro desligar. Eu não conseguia respirar, pensar ou me mover. Eu me senti caindo, mas não tive vontade de parar. A parte de trás da banheira amorteceu a minha queda quando minhas costas bateram com um poderoso baque. Eu podia ouvir meu coração batendo em meus ouvidos, e os zumbidos estavam me deixando louco. Não podia ser. Era uma piada de mau gosto que a vida estava jogando em mim mais uma vez. Ela estava grávida... meu filho estava crescendo dentro dela, e, mais uma vez eu falhei com ela e ela desapareceu.
Apenas o pensamento de alguma coisa acontecendo com ela foi o suficiente para esvaziar o ar dos meus pulmões, mas sabendo que nosso filho estava em risco também foi demais para suportar. Ela nunca me perdoaria... eu nunca me perdoaria.
Eu podia ouvir os passos pesados do meu irmão subindo as escadas, mas eu não conseguia sair do lugar onde eu caí. Eu ainda tinha o teste na minha mão e estava o segurando com tanta força que eu estava com medo que rachasse sob a pressão.
A porta se abriu e a raiva que eu estava esperando ver em seu rosto foi, em vez disso, substituída por pânico. Imaginei que ele deve ter me ouvido cair.
"O que diabos aconteceu?"
Balancei minha cabeça furiosamente e senti as lágrimas molhando meu rosto até que revestiram meu pescoço. Eu não conseguia me fazer dizer as palavras em voz alta, então eu segurei o bastão para ele ver. O olhar em seu rosto refletiu o meu. Ele viu o que eu vi... pura e absoluta raiva.
"Isto não pode estar fodidamente acontecendo." Ele disse através dos dentes cerrados. "Nós precisamos nos mover... agora." Ele se inclinou para me levantar da banheira e me ajudou a entrar no meu quarto.
Vesti um par de calças de corrida e um moletom com capuz enquanto Emmett pegou um par de tênis no armário e os jogou na cama ao meu lado. Eu os coloquei rapidamente, enquanto ele andava de um lado a outro na minha frente, ansiosamente abrindo e fechando seus punhos ao seu lado. Quando eu estava completamente vestido, ele me olhou nos olhos - como se dissesse 'o jogo começou', e nós saímos pela porta.
Tudo era um borrão enquanto eu andava pela casa. Eu não reconheci ninguém enquanto fiz o meu caminho através da casa. Não foi até que meus olhos pousaram na cena do crime que eu finalmente perdi a compostura.
Tudo no meu caminho se tornou um peão para a minha raiva. Eu chutei, joguei, bati, soquei, e arremessei toda e qualquer coisa com a qual me deparei. Tudo me deixou enjoado. Era sem sentido e inútil, e eu queria dar o fora de lá.
"Edward, por favor... você tem que se acalmar, filho. Você não pode destruir a sua casa, esta é a sua casa!"
"CASA? Eu vou queimar esse lugar filho da puta até o chão! Não é a porra de uma casa sem ela; é uma concha, uma estrutura. Está vazia e oca, assim como eu. Eu não dou a mínima para este lugar. Eu preciso... eu estou saindo daqui!"
Irrompi através da sala de estar, derrubando mesas e virando o sofá quando passei. Cavei minhas chaves do meu bolso e, com uma mão trêmula, pressionei o botão para destravar minha caminhonete. Uma vez que eu estava lá dentro, coloquei a chave na ignição e o carro em marcha ré, acelerando para fora da garagem. Eu bati no portão de aço – ele era um filho da puta inútil - e amaldiçoei o objeto inanimado que estraguei tão miseravelmente. Tanta coisa pela porra da segurança.
"Filho da puta!" Eu amaldiçoei, batendo o punho contra o volante enquanto dirigia de forma irregular pelas ruas da cidade. Eu não tinha ideia do que diabos eu pensei que faria, mas eu tinha que fazer algo. Minha Menininha estava lá fora em algum lugar, sozinha, e, possivelmente, ferida pra caralho. Eu tinha que encontrar meu bebê, eu procuraria até os confins da terra.
Emmett me ligou com uma marca e modelo do veículo que foi registado no nome de Jessica, mas era como encontrar uma agulha num palheiro. Deve haver oito fodidos milhões de Honda Civic prata na porra de Seattle. Isso não me impediu, no entanto. Eu segui cada um que vi enquanto dirigia sem rumo.
Dirigi para cima e para baixo em ruas de bairros suburbanos, através de becos miseráveis e ruas movimentadas do centro da cidade à procura de algo. Eu estava à beira de literalmente perder minha maldita mente com a tristeza. Onde diabos ela estava? Uma coisa que eu sabia era que se eu encontrasse Jessica, eu a mataria com as minhas próprias mãos. Não haveria nada dela para identificar quando eu tivesse terminado com ela. Imagens doentes passaram pela minha mente já perturbada... visões doentias e distorcidas da doce tortura que eu derramaria sobre aquela vadia estúpida. Não haveria fim para o sofrimento que eu derramaria em seu mundo. Ninguém fodia com a minha Menininha, fodidamente NINGUÉM.
Dirigi até que eu não conseguia segurar meus olhos abertos, mas continuei. Eu finalmente voltei para a casa quando recebi um telefonema de Emmett. Ele tinha algumas novidades, então eu acelerei pelas ruas de Seattle para chegar em casa.
Minha casa parecia uma zona de guerra. Havia meia dúzia de viaturas e os carros pretos sem placas indicadoras pertencentes aos detetives. Eu era grato à minha mãe por ter levado Carlie. Ela já era uma bagunça do caralho. Esta situação certamente deixaria cicatrizes nela para a vida. Depois de assistir sua mãe ser arrastada e seu pai tendo um colapso nervoso, fiquei surpreso que ela não havia se partido sob a pressão.
Emmett me encontrou na porta com Victoria ao seu lado. "Estou enviando você e Vicky para o clube. Eu quero que vocês falem com todas as pessoas com quem ela trabalhava, para ver se alguma delas sabe onde ela está morando. O endereço que veio com o carro é fracasso. O lugar está vazio e o proprietário disse que ela não viveu lá durante seis meses. Precisamos descobrir onde ela está ficando." Ele disse.
"Espere, para onde você vai?" Eu perguntei a ele.
"Eu tenho uma pista sobre um apartamento, então vou verificar isso. Deixe-me saber se vocês encontrarem qualquer coisa, e nós seguiremos a partir daí".
Sem outra palavra, ele beijou Victoria na testa e me deu um tapinha no ombro. Victoria acenou suas chaves na minha cara e foi para o seu carro. Levantei minha sobrancelha em questão, mas o olhar que ela me deu foi a única resposta que eu precisava. Ela estava dirigindo.
Eu não achava que alguém dirigisse tão imprudentemente como eu, mas ela me provou o contrário. Nós entramos em uma vaga de estacionamento na frente do Casa de Bonecas menos de 20 minutos depois e corremos para o clube.
Sendo um sábado à noite, o lugar estava lotado. Victoria se moveu no meio da multidão sem esforço e marchou em direção à parte dos fundos do clube para os escritórios. Ela imediatamente começou a abrir gavetas do armário de arquivos e puxar os arquivos para fora. Ela parecia saber o que estava procurando, mas eu me senti um pouco fora do circuito, então perguntei a ela.
"Eu quero revisar alguns dos cartões de ponto e ver quem mais trabalhou com ela. A primeira pessoa que eu quero questionar é A.J., mas ela não está trabalhando hoje à noite, então eu preciso obter o seu número e endereço. Eu as contratei juntas, e sei que elas eram amigas. Ela saberá de alguma coisa, tenho certeza disso." Ela respondeu.
"A.J." Eu disse, expressando meus pensamentos em voz alta. "A.J. é uma garota?" Eu perguntei.
"Sim, seu nome de batismo é Ângela Webber. Por quê?" Ela perguntou.
"Filha da puta." Eu silvei. "Elas eram amigas em Dartmouth. Por que eu nunca vi essas duas quando eu estava aqui? Eu estive aqui meia dúzia de vezes e nunca esbarrei em nenhuma delas." Eu disse, incrédulo.
"Eu realmente não sei, Edward. Elas obviamente sabiam que você estaria ao redor e... eu não sei, talvez elas o viram e ficaram longe. Eu não tenho nenhuma ideia do que diabos essas cadelas estavam pensando. Eu não posso acreditar que eu as tinha bem debaixo do meu nariz!"
Eu podia ver as lágrimas em seus olhos e sua mão tremer sob o envelope pardo que ela estava segurando. Não havia nenhuma maneira que ela pudesse ter sabido sobre elas, e eu precisava que ela soubesse disso.
"Vicky, você não poderia ter sabido. Bella nem sabia sobre Jessica até a noite no restaurante. Como você deveria saber? Não se culpe. Isso não fará nenhum bem, e nós temos coisas mais importantes para tratar, como conseguir chegar a Ângela".
Ela assentiu, e casualmente enxugou uma lágrima do seu olho. "Deixe-me ligar para essa vadia. Por que você não vai falar com algumas das garçonetes e ver se pode encontrar qualquer coisa. Eu sairei daqui a pouco." Ela disse enquanto pegava o telefone.
Eu realmente queria ficar por perto e ouvir o que Ângela tinha a dizer... eu realmente queria passar pela porra do receptor e matá-la, mas eu tinha coisas com as quais lidar, então fiz o meu caminho de volta para a salão principal.
Eu nem sabia por onde começar. Havia garotas em todos os lugares, e todas eles pareciam mais burras do que a outra. Não é de admirar que Jessica voou sob o radar neste lugar. Eu não podia acreditar que minha Menininha tinha trabalhado com elas. Ela era muito mais adequada onde ela estava... como minha esposa. Eu nunca queria que ela trabalhasse em um trabalho de merda novamente enquanto ela vivesse. Deixou-me enjoado que eu não estivesse ali para cuidar dela todos esses anos. Eu estava vivendo como um rei com nada para me preocupar, e ela estava se esforçando e cuidando da minha filha sozinha. Eu me senti um idiota.
Decidi começar com os bartenders, já que eles interagiam com todos no clube. Eles pareciam ser a escolha óbvia para cutucar para obter informações.
Aproximei-me de um cara chamado Embry e perguntei se ele sabia alguma coisa sobre Jessica.
"Eu sei que ela é uma aberração." Ele disse com uma risada. "Meio que uma cabeça oca... mas, não realmente. Eu não sei, ela sempre me pareceu um pouco superficial." Ele disse enquanto esfregava a mão contra a sua nuca. "Olha, cara, eu ouvi o que aconteceu com Bella. Eu sinto muito, isso é fodido. Ela é uma boa garota; eu estou realmente preocupado com ela. Espero que você a encontre." Ele disse sinceramente.
"Obrigado. Eu a encontrarei, não se preocupe com isso. Eu simplesmente não posso acreditar que essa merda está acontecendo." Eu rosnei.
"Com certeza... então, como está Garrett?"
"Ele ficará bem. Deram-lhe um corte bastante desagradável em sua cabeça, mas ele está bem. Eles vão liberá-lo de manhã. Eles só estão o mantendo durante a noite para observação, uma vez que foi um ferimento na cabeça bastante profundo." Eu disse a ele.
"Ele é um bastardo durão. Eu não tinha dúvida de que ele estaria bem".
"Isso é certo. Ouça, Embry... você se lembra de Jessica sair com alguém fora do trabalho, como se alguém a visitasse, um namorado, talvez?" Eu perguntei, tentando mantê-lo na tarefa. Eu realmente não tinha tempo para papo furado e besteira.
"A.J. foi sua colega de quarto por um tempo, e ela saía muito com Riley." Ele disse com um encolher de ombros.
"Riley? Ele trabalha aqui?" Eu perguntei.
"Sim, ele é um dos porteiros. Ele deveria trabalhar esta noite. Ele deveria estar aqui." Ele disse.
"Faça-me um favor, Embry. Quando você o vir, venha me avisar imediatamente. Vou falar com mais algumas pessoas e avisarei Victoria para manter seu olho nele".
"Entendi, não há problema".
Saí do bar e voltei ao escritório para falar a Victoria sobre Riley. Eu não podia esperar pelo filho da puta aparecer. Ele tinha que saber alguma coisa... qualquer coisa. Eu tinha um pressentimento de que ele poderia ser o cara que a esteve ajudando, e, possivelmente, poderia ter sido a outra pessoa em minha casa.
Quando cheguei ao escritório, ela já tinha desaparecido, então eu corri de volta para a frente para encontrá-la. Não demorou muito tempo. Havia uma comoção no bar, e quando olhei para cima para ver o que estava acontecendo, o ar foi extraído diretamente dos meus pulmões.
Victoria estava pairando sobre um homem, aproximadamente da minha altura e constituição física, e ela tinha uma arma apontada para sua cabeça. O olhar em seu rosto me pegou de surpresa. Era assombrado e possuído, ela tinha 'assassinato' na ponta da sua língua.
O desgraçado merecia morrer, mas não em suas mãos. Eu não permitiria isso. Ela se arrependeria disso um dia... ou não, mas eu não podia deixá-la ter isso na sua consciência. Eu, no entanto, estava pronto para conseguir algumas malditas respostas.
"Victoria." Eu disse suavemente atrás dela. Coloquei minha mão em seu ombro e gentilmente a puxei para trás em direção a mim. "Vamos lá, querida... abaixe a arma".
Ela obedeceu e se moveu para atrás de mim nos membros trêmulos. Eu podia ouvi-la respirando pesadamente, e me matou que ela estivesse tão chateada. Tomei o controle da situação e decidi obter algumas respostas do imbecil.
Eu o agarrei pelo pescoço e o segurei contra o bar onde Vicky o deixou e rosnei na cara dele. "Onde diabos está Jessica?"
Ele engasgou enquanto tentava recuperar o fôlego, e eu apertei um pouco mais forte antes de soltar para permitir que ele falasse.
"Fale agora, filho da puta, e eu não vou deixá-la explodir sua cabeça. Continue brincando e ela vai matá-lo. Equação simples. Eu quero a porra da minha esposa, e você quer viver. Você tem dois segundos".
"Eu não sei do que você está falando!" Ele cuspiu entre os suspiros que estava tomando.
"Besteira! Nós sabemos que você falou com ela, agora, diga-me onde ela mora! Ela tem a minha esposa!" Eu gritei. Peguei um punhado de cabelo em sua testa e bati sua cabeça contra o azulejo com toda a força que meu corpo poderia reunir.
Ficou claro que ele não cooperaria, porque ou ele realmente não sabia de nada, ou ele era um bom mentiroso. O que quer que fosse, eu não tinha tempo para esperar e descobrir. Eu disse a uma das garçonetes para correr para o depósito para pegar uma corda e fita adesiva para que eu pudesse ter certeza que ele não fugisse até que eu estivesse convencido de que ele estava limpo.
Eu tinha acabado de amarrá-lo quando o telefone de Vicky soou ao meu lado. Ela o agarrou ansiosamente e o levantou ao seu ouvido.
"Olá." Ela respirou ao telefone com voz trêmula.
Sua mão foi imediatamente para a sua boca e ela passou o telefone para mim.
"Aqui é Edward." Eu respondi.
"Edward! Eu a encontrei! Nós recebemos uma ligação anônima há cerca de 15 minutos de um vizinho em um apartamento na zona leste. Estou indo para lá agora. Enviarei o endereço para você por mensagem e você pode me encontrar lá." Ele disse apressadamente.
"Filha da puta." Eu silvei. "Tudo bem... nós estamos no nosso caminho." Eu disse rapidamente.
"Não, apenas venha sozinho. Eu não sei qual é a situação. Deixe Vicky no clube e eu terei Jasper a buscando. Apresse-se, eu estarei lá em dez minutos." Ouvi o telefone desligar e o enfiei no meu bolso antes de virar para encarar Vicky.
"Eles a encontraram! Ele a encontrou! Espere aqui... ele está enviando Jasper para buscá-la. Eu o encontrarei lá".
Ela balançou a cabeça, pronta para discutir, mas eu levantei minha mão para fazê-la parar.
"Sem discussões, Vic. Ele quer você segura. Bella já está em perigo, não há nenhuma maneira que você vá comigo." Eu disse com firmeza.
Seus lábios pressionaram em uma linha firme e ela me deu um aceno severo. "Tudo bem. Traga-a de volta em segurança, Edward".
Dei-lhe um beijo na testa e corri para fora do clube para o carro. Eu estava no carro e na estrada em questão de segundos, no meu caminho em direção ao endereço que Emmett enviou.
Eu podia ouvir as sirenes atrás de mim quando parei na rua onde era o apartamento. Estacionei no gramado e saí correndo do carro em direção ao prédio. Eu podia ouvir gritos e batidas e me esforcei tanto quanto podia para chegar lá o mais rápido possível. Se alguma vez houve um tempo em que eu gostaria de ter algum tipo de força sobre-humana, teria sido naquele momento.
Eu irrompi pelas escadas e atravessei a porta para encontrar Emmett cara a cara com Jessica. Ela estava parada em uma porta em frente a ele, usando o vestido de cetim dourado que Bella comprou para o jantar beneficente. Meu estômago imediatamente revirou com náuseas. A cadela era oficialmente louca.
Quando ela me viu atrás de Emmett, seu rosto se iluminou como se tivesse acabado de encontrar a segunda vida. Foi horrível ver o olhar em seus olhos. Ela parecia possuída.
"Edward." Ela ronronou.
"Não se mexa, cadela." Emmett disse. Sua voz era fria e calma, mas eu podia sentir o ódio e raiva saindo do seu corpo em ondas.
"Ninguém vai me manter longe dele agora, nem mesmo você. Diga a ele, Edward. Diga a ele que você veio por mim." Ela disse em uma voz desesperada. "Eu fiz isso. Eu limpei o caminho para que possamos ficar juntos. Você não vê? Nós podemos ficar juntos agora, nada está no nosso caminho".
Meu coração estava batendo contra as minhas costelas enquanto minha mente absorvia suas palavras. Eu não queria nem acolher o fato de que ela estava insinuando que ela tinha feito algo para Bella. Isso me deixou enjoado e eu senti como se minhas pernas estivessem cedendo.
"Jessica." Eu disse lentamente. Eu sabia que precisava andar levemente. Ela estava no limite, e não havia nenhuma maneira que eu quisesse vê-la saltar. "Onde está Bella? Nós precisamos saber que ela está bem".
"Se eu te disser onde ela está, você vai embora comigo? Nós temos que sair daqui, Edward. Eles não vão nos deixar ficar juntos." Ela disse, de repente em pânico.
"Jessica, a polícia está a caminho. Você precisa nos dizer onde ela está".
"NÃO!" Ela gritou. "Eu vou matá-la, eu juro por Deus! Eu não vou deixá-la ter você." Ela chorou.
Ela de repente se moveu para a frente para lançar-se para mim, e tudo aconteceu muito rápido. Um tiro ecoou por toda a sala e eu vi como o corpo de Jessica cambaleou para trás e voou contra a parede com a força da bala. Ela atravessou seu peito e o sangue espirrou contra a parede ao seu redor. Seus olhos estavam arregalados de surpresa, mas começaram a ficar opacos rapidamente diante dos meus olhos.
Foi tudo muito surreal de assistir, e quando me virei para o meu irmão, eu vi quando ele segurou a arma até os lábios e soprou no barril como um fora da lei no Velho Oeste. Ele tinha um sorriso torcido de satisfação, sabendo que ele cuidou da ameaça à sua família. Ele tinha feito o que veio fazer... acabar com ela, não importava as consequências.
"Auto-defesa, cadela. Devia ter ficado fodidamente imóvel." Ele disse em um tom estranhamente calmo. Ele era como um Dirty Harry* dos tempos modernos, e oficialmente a porra do meu herói.
*Dirty Harry: filme de 1971 (Perseguidor Implacável), com Clint Eastwood no papel do detetive Harry Callahan.
Respirei fundo e passei correndo por ele e Jessica para a parte de trás da casa. Procurei nos dois quartos, sem encontrar Bella, até que eu finalmente abri a última porta no corredor... o banheiro. Empurrei a porta aberta e minha respiração ficou presa na minha garganta... minha Menininha...
Emmett, deixa eu soprar o cano da arma também?
Beijos,
Nai.
