O que será do amanhã?

Betas: Ana Ackles e Mary SPN. Muito, muito obrigadinha pelo carinho de vocês! Mil beijos.


Capítulo 14

Onde você está?

"...No brilho dos olhos/Na luz da visão/No peito dos homens/No meu coração/Vou te encontrar..."

Vou te encontrar – Nando Reis

Alice estava sentada num velho balanço, movendo-se lentamente e olhando para o nada. Estava sendo muito bem tratada, mas sentia-se só. Seus pensamentos se revezavam entre seus irmãos em fuga e Jared, que ela nem sequer sabia se havia ou não se recuperado totalmente.

"Tomara que eles tenham ido até o ponto de encontro e estejam juntos."

Alice era uma menina quieta e tímida, mas tinha amadurecimento e sensatez acima da média para seus 12 anos. Jared sempre dizia que ela era a mais equilibrada da família. Apesar de seu jeito calado, tinha uma alma alegre e esperançosa. Ela e Jared dividiam o amor pelo conhecimento e pelo estudo e, por vezes, liam por horas, sentados lado a lado, nos confortáveis sofás da biblioteca pública ou sob a luz dos postes de iluminação, próximos aos locais onde se abrigavam.

Naquele momento, a menina duvidava um pouco de seu bom senso, pois lhe parecia que, depois do que fizera, estava ainda mais longe de reencontrar sua família.

Sua mente trouxe de volta os acontecimentos daquela manhã de segunda-feira quando, através de uma fresta na cerca que não conseguira pular, viu seus irmãos fugirem.

O policial que os perseguiu, havia se aproximado dela e a encaminhado até o carro de polícia. Deixando a menina aos cuidados do policial que lá se encontrava, voltou para verificar se as outras crianças realmente não estavam mais por perto. Alice foi levada ao local do antigo acampamento, aonde uma assistente social veio recebê-la. A mulher havia feito várias perguntas na tentativa de preencher um papel que tinha em mãos, mas Alice simplesmente as ignorou. Estava angustiada e nervosa demais para responder a qualquer coisa que fosse. Só queria estar junto dos seus.

A assistente social resolveu então conduzi-la a um abrigo. Sentou-se a seu lado no banco de trás do carro de polícia e disse um endereço ao policial que iria dirigir. Alice tentou prestar atenção ao que a mulher dizia, mas sentia-se um pouco tonta. Fechou olhos e respirou fundo, porém ao abri-los a tontura havia piorado, então os fechou novamente.

O carro começou a andar e conforme iam se deslocando, um enjoo forte tomou conta do estômago da menina e por mais que ela respirasse fundo repetidas vezes, ele só aumentava. Durante alguns minutos, enquanto avançavam em direção ao abrigo, Alice tentou bravamente se acalmar para ver se sentia melhor, entretanto, não foi possível evitar que seu corpo colocasse para fora todo mal que aquela situação estava lhe causando.

A assistente social a seu lado, recebeu um jato de vômito inesperado sobre si, sujando-a completamente e também a todos os papéis que estava lendo distraída, sem perceber o estado da menina.

O susto fez com que a mulher gritasse e o policial vendo a situação pelo retrovisor, resolveu parar o carro no acostamento. Alice a olhava assustada, enquanto ela dizia palavras nada simpáticas, encarando-a irritada e com cara de nojo.

Tentando, em vão, se limpar de alguma forma, a mulher abriu a porta do carro passando as mãos pela roupa e pedindo ajuda ao policial, que desceu também e abriu a mala do carro procurando algo que pudesse ajudá-la.

Nenhum dos dois perguntou como Alice estava. Nenhum dos dois preocupou-se com a menina e também nenhum dos dois viu, quando Alice abriu a porta do lado em que estava sentada e fugiu, andando a passos largos e rápidos.

Atravessou a avenida principal e entrou em uma rua secundária. Nem olhou para trás. Parou um instante apenas para recuperar o fôlego e continuou a andar rápido. Não tinha forças para correr e também não queria chamar atenção das pessoas que passavam. Continuou andando até não poder mais. Encontrou um comércio de produtos orgânicos com muitas pessoas circulando pelo lugar e resolveu ficar por ali para descansar um pouco e se misturar àquela gente toda, dificultando assim, a missão de quem estivesse à sua procura.

Alguns minutos depois a assistente social e o policial deram falta da menina e saíram a procurá-la, mas já não conseguiram mais encontrar.

Depois do breve descanso, Alice voltou a andar. Foi entrando em uma rua após a outra, procurando um lugar seguro onde pudesse se esconder e com isso, perdeu a referência de onde estava. As horas passaram e ela então resolveu comer uma maçã, que havia ganhado da dona de uma barraca no mercado de orgânicos, onde esteve. Tinha poupado a fruta para a hora em que a fome apertasse mais. Comeu devagar para demorar a terminar e assim se sentir mais saciada, mas não adiantou muito. Tinha gasto muita energia e estava realmente com faminta.

Sentou-se no banco de uma praça, pensando no que faria. Nem sequer sabia onde estava. Seus pés, calçados apenas com meias, doíam, pelo tanto que caminhou. Seu estômago reclamava por uma refeição. A tarde de fim de outono caia rápido e a noite se aproximava trazendo o frio. A menina teve medo de ficar sozinha na rua.

Reparando ao redor, viu que estava em um bairro residencial, até bastante agradável. Havia umas casas que pareciam antigas, perto de outras mais modernas. Era uma rua sem prédios altos. Estranhou, pois não conhecia lugares assim em NY. Sabia que precisa de um lugar para passar a noite, então começou a observar o local a fim de encontrar onde se abrigar.

Foi então que viu quando um senhor entrou com um velho jipe na garagem de uma casa antiga, e a esqueceu aberta. Caminhou até lá sorrateiramente e esgueirou-se para dentro, escondendo-se embaixo do jipe.

Alguns minutos depois, o homem voltou e fechou a porta da garagem.

Ficou ali, quieta. Ainda sentia fome e frio, mas pelo menos não estava na rua. Não era muito tarde, entretanto com tudo que lhe acontecera naquele dia, estava exausta. Acabou por adormecer.

Ainda era noite, quando acordou com um cachorro lambendo seu rosto e com um homem e uma mulher discutindo sobre como tirá-la de debaixo do carro. Como não perceberam que ela havia acordado, ficou escutando a discussão dos dois por um instante. Eles eram engraçados. Pareciam dois velhos turrões.

O cachorro começou a latir, indo e vindo entre seus donos e Alice, tentando mostrar que a menina estava acordada. A mulher curvou-se e olhou novamente embaixo do jipe.

- Jim, ela está acordada! – Estendeu a mão para Alice – Venha querida. Não tenha medo. Eu te ajudo a sair daí.

Alice observou o tom amigável e gentil que aquela mulher usou com ela. Sentiu-se um pouco mais tranquila e então se arrastou até sair de debaixo do carro. Ficou em pé, esperando o que fariam. E surpreendeu-se com o jeito carinhoso e preocupado do casal.

- Você está bem? Como veio parar aqui? E como se chama, meu bem? – A mulher segurava sua mão e a olhava gentilmente.

- Alice. – Foi a única coisa que a menina falou. Não respondeu mais nada, pois não sabia com quem estava lidando.

- De onde você é? Por que entrou aqui? Você está sozinha? Onde estão seus pais, menina? – O homem tinha uma voz preocupada, porém Alice nada falou.

- Jim, ela deve estar assustada. – Abaixou-se na altura de Alice. – Você está com fome? Quer comer alguma coisa, meu bem?

A menina, que estava faminta, balançou a cabeça afirmativamente. Então Samantha a levou para a cozinha e lhe serviu um lanche. Enquanto Alice comia, o casal conversava baixinho sobre o que fazer com a criança.

Jim Beaver e Samantha Ferris estavam juntos há 15 anos. Quando eles se conheceram, ela era viúva e tinha uma filha de 5 anos. Gostaram-se de imediato e, em menos de três meses já moravam juntos.

A filha de Sam era adotada, pois ela não podia engravidar. Para Jim era como se fosse sua, tamanho o amor que tinha pela menina. Sempre quiseram adotar mais filhos, contudo a saúde de sua filha era delicada e tiveram que se dedicar a ela. Porém agora, ela estava bem e até já iria para a universidade. Os dois, então, sempre conversavam em adotar mais uma criança. A chegada de Alice fez o coração de Sam ansiar por ser mãe novamente. E ela, imediatamente, quis ficar com a menina.

- Nós nem sabemos de onde ela veio. Não é que eu não queira, mas não podemos simplesmente ficar com ela, Sam.

- Eu sei querido, mas também não podemos mandá-la embora. Deixá-la desprotegida por aí. Temos que fazer algo para ajudar e se ela não tiver ninguém podemos tentar adotá-la. Acho que ela pode ser a resposta para as minhas preces...

- Sam, você não tem culpa do que aconteceu no passado. Foi seu marido que não permitiu que você trouxesse o menino também. Nós tentamos encontrá-lo, fizemos tudo que estava ao nosso alcance. Pare de se culpar, querida.

- Não é isso. É claro que eu nunca vou me perdoar por tê-los separado, mas a verdade é que ela tem uns olhinhos lindos e eu já me apaixonei. – Sam olhava encantada para Alice.

Samantha já estava derretida por aquela menina tão calada. Seu coração estava pronto para amar aquela criança. Então, Jim que era um pouco mais comedido, mas não menos amoroso, começou a pensar num jeito de ajudar a menina e também a sua mulher.

Não tinha, exatamente, conhecimento do que fazer quando se encontrava uma criança perdida. Imaginava que, se ela tivesse família, estariam à sua procura. Mas e se não tivesse? Não queria deixá-la sozinha, afinal era só uma menina. E, com certeza, se a levasse direto a um juizado de menores, não a deixariam ficar com ela.

O fato dela não responder a nenhuma pergunta, dificultava muito as coisas. Então, uma ideia lhe veio à mente: ia procurar seu amigo policial. Talvez ele pudesse lhe dar alguma orientação.

- Amanhã pela manhã vamos resolver isso. Agora temos que acomodar a menina e dormir para estarmos bem amanhã, pois será um dia cheio.

E assim, estava Alice, naquela manhã, sentada ao balanço nos fundos da casa daquelas pessoas, pensando no que fazer. Sentia-se cada vez mais distante de seus irmãos e achava que, provavelmente, nunca mais iria encontrá-los ou ser encontrada por eles.

J2

Já que Loretta disse que voltaria, Jensen decidiu permanecer na delegacia, pelo menos na parte da manhã. Pensou em ligar para alguns conhecidos a fim de se informar como poderia ajudar Jared com relação às crianças. Não bastava só encontrá-lo, queria regularizar a situação de seus irmãos para que ele pudesse ter uma vida melhor, mais tranquila. Todos eles, enfim. Mesmo que ele e o moreno não ficassem juntos, faria tudo que estivesse ao seu alcance para que Jared pudesse ficar com sua família, mas desconfiava que isso não fosse uma tarefa fácil.

Assim que sentou, o ramal de sua mesa tocou e a policial da recepção avisou que um homem chamado Jim Beaver queria vê-lo.

- Mande-o entrar, por favor.

Jensen caminhou até a porta e recepcionou o amigo com um abraço.

Se conheciam desde que o loiro se mudara para NY. Gostava de fazer compras no mercado de produtos orgânicos e Jim tinha uma grande barraca de frutas e legumes fresquinhos. Vindos diretamente de um sítio que tinha fora da cidade. Ele e Samantha trabalhavam três dias por semana no mercado e nos outros, cuidavam do sítio.

Jensen virou seu freguês e logo os dois ficaram amigos.

- Que bom encontrar você aqui. Desculpe não ter ligado antes, mas estou com a cabeça fervilhando.

- Não tem problema. Mas você deu sorte de me encontrar aqui, eu também estou com a cabeça a mil tentando resolver umas coisas bem complicadas e o pior é que nem sei direito por onde começar. Mas me diga, qual é a questão? Se eu puder ajudar...

- Acho que pode sim.

Jim contou, em detalhes, a Jensen, sobre o aparecimento de Alice em sua casa.

- E você sabe como Samantha é, já caiu de amores pela menina e quer muito ficar com ela. Por isso não procurei o juizado de menores diretamente. Nós temos medo deles a levarem e não termos chance de ficar com ela, caso não haja uma família para quem voltar.

- Ela não falou mais nada?

- Não. Só mesmo o nome. Parece estar com medo de nós.

- Eu posso ir até sua casa e conversar com ela, mas esse não é o procedimento correto. Nós vamos ter que encaminhá-la ao juizado, porque pode ter alguém procurando por essa menina. E fique tranquilo que eu falo com a Sam também, e explico porque não é possível ficar com uma criança sem autorização da justiça, mesmo que se tenha as melhores intenções.

- Obrigado, Jensen.

O detetive deixou todos avisados, que se Loretta aparecesse na delegacia, não a deixassem sair, antes que ele chegasse, de jeito nenhum. Prometeu não demorar e saiu com Jim.

J2

Tahmoh foi à academia naquela manhã e malhou por duas horas seguidas, jogando toda sua frustração nos exercícios. Cansou seu corpo na tentativa de aliviar sua mente.

Era uma pessoa que não fazia muitas amizades, aliás, nenhuma era mais exato. Tinha aliados que, quando lhe convinha, chamava de amigos.

Desde que conhecera Jared, vivia irritado, insatisfeito. E, por mais que tentasse evitar, seus pensamentos sempre voltavam a ele.

Não era dado a paixões, mas tinha que admitir, estava meio fixado em Jared. A princípio era só desejo por aquele rapaz deliciosamente alto, de corpo esguio e cabelos revoltos. Apenas tesão mesmo. Contudo sentia que agora queria vê-lo por perto, meio que à mão. Queria ele livre de todos os entraves que atrapalhassem a possibilidade de ficarem juntos. Talvez só para dispensá-lo e colocá-lo de volta em seu lugar insignificante.

Mas agora ele desaparecera. Não tinha nenhuma ideia de como encontrá-lo. Porém a vontade de tê-lo em sua cama não havia sumido e a ideia fixa de devorar aquele rapaz de sorriso bonito não o deixava em paz.

"Que se dane se parece loucura, eu o quero e pronto. E ninguém tem porra nenhuma a ver com isso! Vou contratar novamente o detetive e mandar procurá-lo. Depois penso em como trazê-lo pra mim."

Tão absorto em seus pensamentos estava Tahmoh, que nem percebeu que estava sendo observado há um bom tempo, enquanto fazia seus exercícios com exagerado empenho.

- Está pegando pesado hoje, hein? – Jake Abel aproximou-se e falou de um jeito debochado exibindo um sorriso cafajeste. – Você já está malhando há horas! O que está descontando nesses aparelhos?

- Nada que te interesse, Jake. – Na voz de Tahmoh, certo mal humor.

- Já sei! Fez uma armadilha para algum franguinho que queria pegar e ele escapou! – Jake falava provocando o outro e ria, sabendo que estava conseguindo irritá-lo.

- O que você quer, Jake? Ser demitido desse seu empreguinho vagabundo?

- Calma! Não precisa ficar nervoso. – Jake não largava o ar de deboche. – Você sabe que pode contar comigo. Afinal, lobo mal, em várias vezes já te ajudei a capturar seus porquinhos.

Tahmoh direcionou um olhar fuzilante à Jake.

- Não adianta me olhar assim! Eu não tenho culpa de nada. – Jake levantou as mãos, mas não deixou o jeito implicante de lado.

A verdade era que ele se ressentia por ter sido descartado. Há uns dois anos, Jake caíra na lábia de Tahmoh e deixara o namorado de quem gostava e todos os planos que tinham para trás, acreditando nas promessas que o mais velho lhe fizera, de se divertirem muito viajando juntos pela Europa e da grande oportunidade de terminar sua graduação por lá.

Sim, ele tinha sido ambicioso e idiota por se deixar levar por promessas tão vazias e nunca se perdoaria por isso, mas precisava de grana para terminar a faculdade de medicina, então, quando Tahmoh o procurou novamente oferecendo dinheiro para que ele ajudasse a enrolar outro desavisado ambicioso, como ele próprio fora, a cair na sua rede, ele aceitou sem nenhuma dor na consciência. Não era mesmo nenhum santo.

Não entendia muito bem qual era o lance de Tahmoh, pois não se tornaram amigos nem nada, apenas interesse mútuo: idiotas na teia dele, dinheiro no seu bolso.

Contudo era possível perceber que, além de seu caráter duvidoso e obsessivo, ele também apresentava um comportamento compulsivo em relação ao sexo. Era como se nunca estivesse satisfeito. E quando alguém se tornava objeto de seu desejo, ele não desistia enquanto não arrastasse o infeliz para sua cama, para depois de pouco tempo, enjoar e descartá-lo como um algo sem qualquer importância.

Quando o alvo era difícil de atingir, ele passava a se comportar como um animal caçando. Concentrava-se totalmente em como conseguir realizar seu intento de capturar a caça. E como um animal, ele também caçava para se alimentar, ele também tinha fome, só que de sexo e de poder sobre o escolhido.

Socialmente era alguém agradável e simpático, mas quando se interessava por alguém e a criatura em questão não aceitava sua cantada de primeira, usava métodos agressivos e nada ortodoxos para ter o que queria. Ele, Jake, colaborava pela grana e nunca tinha visto ninguém, resistir por muito tempo. Jamais soubera de que aquele professor houvesse recebido um não definitivo. "Seria interessante assistir." Pensou com leve sorriso vingativo.

- E então, toda essa carga de exercícios é só por causa de uma bundinha bonita que não se rendeu a você? – Jake seguiu provocando com o deboche de sempre. – Ah, qual é? Tem um monte de bonitinhos dando mole por aí e você não teria nenhum problema em conseguir um. O que aconteceu? Ele disse não? – Jake sorria provocativamente, pois percebera o estado alterado de Tahmoh.

- Isso não é da sua conta! Saia daqui. – A irritação do professor era gritante.

- Aha! Ele disse não! Você ganhou um não bem redondo! – Jake falava pausadamente e debochava do outro rindo e batendo palmas. – Quando você me chutou eu te disse que isso um dia iria acontecer! Eu sabia que em algum momento alguém ia te dizer um não enorme! – Jake continuava rindo enquanto Tahmoh o olhava com cara de poucos amigos.

- Pronto. Já se divertiu? Agora cale a boca e faça seu trabalho. Traga-me algo para beber.

Jake se afastou, ainda rindo, e foi pegar um suco gelado para Tahmoh. Trabalhava em meio período na academia, atendendo aos usuários.

- Aqui está meu querido professor Pennikett. – Entregou-lhe a garrafa de suco. - Se precisar da minha ajuda para faturar esse rapaz de ouro, já sabe onde me encontrar. – Deu um largo sorriso. – Se bem que eu não sei devo te ajudar desta vez. Nem sei quem é o cara, mas já estou gostando dele, só por ter te deixado nesse estado de tesão suspenso, já é quase meu herói. – Jake continuava a se divertir com a cara de Tahmoh e não dava sinais de que iria parar tão cedo. Era sua pequena vingança.

Tahmoh o olhou sério.

- Fique tranquilo. Se eu precisar de você, te jogo umas moedas. – Virou as costas e foi tomar um banho.

J2

Jared havia contado o dinheiro que estava com Devin e tentado pensar num jeito para fazê-lo durar o maior tempo possível, já que não sabia como seria dali para frente.

Depois de se organizar junto com as crianças, começou o caminho até a casa do professor Pennikett, decidido a lhe contar toda sua historia e pedir ajuda. Ele estava cansado de peregrinar pelas ruas e não queria mais expor sua família a isso. O despejo do acampamento e seus irmãos tendo que se virar sozinhos, no perigo da ruas, tinha sido a gota d'água. Não dava mais para viver assim.

O professor conhecia muita gente e Jared torcia para que ele tivesse como indicar alguém que pudesse lhe ajudar. Já havia decidido que faria de tudo para deixar as crianças em segurança. E era isso que faria. Mesmo que tivesse que aceitar a proposta de ir trabalhar longe deles. Acreditava que o professor era um homem decente, compreenderia sua situação e o ajudaria em nome da amizade que tinham.

Ao chegar à casa de Tahmoh, tocou a campainha e esperou. Ninguém veio atender, então ele e as crianças sentaram-se na calçada e ficaram esperando.

Algum tempo depois, Tahmoh teve a melhor surpresa de sua vida ao descer do carro e ver o seu lindo objeto de desejo, sentado bem em frente ao portão de sua casa. Sorriu sem acreditar em tamanha sorte.

J2

Jim voltou para casa acompanhado de Jensen onde Samantha os esperava ansiosa. Veio recebê-los e abraçou o detetive carinhosamente.

- Que saudades, meu bem! Por que está há tanto tempo sem aparecer por aqui?

- Desculpe, Sam. É falta de tempo misturada com falta de vergonha na cara. – Jensen sorriu para mulher que o olhava sorrindo também.

- Sam, onde está a menina? – Jim quis saber para poder apresentá-la a Jensen. – Ela falou mais alguma coisa?

- Não, querido. Apenas sorriu, quando eu lhe trouxe algumas roupas para que ela pudesse tomar um banho. Não acho mais que ela esteja assustada. Acho que está somente sendo cautelosa. Agora ela está no quintal, sentada ao balanço. Não tirei os olhos dela com medo de que pudesse fugir.

- Venha Jensen. Vamos ver se você consegue fazê-la falar mais alguma coisa.

O detetive acompanhou seu amigo até os fundos da casa. Logo avistou a menina sentada de costas. Caminhou até ela devagar, enquanto o casal os olhava apreensivo.

- Olá! Podemos conversar um pouquinho? – Jensen usou uma voz suave.

Quando a menina se virou para olhá-lo, ficou estampada no rosto dos dois a surpresa.

- Detetive Ackles!

- Alice?

Continua...

Resposta a reviews não logados:

Luanna

Olá!

Desculpe a demora na atualização. A vida complicou um pouco e foi difícil me dedicar a escrever. Mas aqui estou, voltando aos pouquinhos.

Você tem razão em gostar das histórias da Mary. São mesmo fanfics maravilhosas e eu também sempre viajei lendo-as. Me sinto prestigiada em tê-la como beta.

Quanto ao capítulo, adorei escrever o reencontro dos irmãos, acho que juntos eles são mais fortes, né? Fique na torcida para o que Jensen também possa encontrá-los, tá?

Obrigada pelo carinho e por você sempre comentar. Isso me alegra de verdade. Beijos

G 1970

Olá!

Seja bem vinda a essa fanfic cheia de angust, rs. Que bom que você gostou da história. Dessa vez eu demorei um pouco a atualizar, mas vou tentar diminuir o tempo entre um capítulo e outro, oK? Não conte pra ninguém, mas sou Padackles de carteirinha e também prefiro meus lindinhos juntos. rs Porém nem sempre é possível, às vezes, aparecem pessoas para atrapalhar e acontecem coisas que os separam, então temos que ver o que o amanhã reserva para os dois.

Obrigada por comentar e espero vê-la mais vezes por aqui. Beijos