Fruto Proibido
Obs1: Saint Seiya não me pertence, como todos devem saber. Por ser um fic de Universo Alternativo os personagens deverão sofrer algumas alterações em suas personalidades.
Obs 2: : O nome Carlo foi dado ao personagem Máscara da Morte pela escritora Pipe. Portanto, todos os créditos à ela.
Obs 3: Esse é um fic Kamus e Milo. Há muito tempo não escrevo um fic com esse casal, mas gosto dos dois juntos. Na verdade, como devem saber, gosto de todos com todos D.
Obs 4: Esse é um fic de presente de aniversário para a Shiryuforever94. (Dia: 29/04). Fofa, Parabéns pelo seu dia. Tu sabes que te adollo né? Beijinhos e espero sinceramente que curta o seu fic.
14
O rosto de Aldebaran transformou-se numa máscara rígida ao observar os destroços do avião. O avião que Kamus estivera viajando. O local do acidente estava cheio de oficiais mexicanos, que haviam sido chamados assim que os destroços foram avistados do alto por um dos aviões de resgate contratados por seu secretário, Seiya. Vasculhando a área em grupos de dois ou três homens, os oficiais mexicanos faziam Aldebaran pensar em abelhas esvoaçando ao redor de uma colméia queimada.
Os destroços tinham sido localizados no dia anterior, pouco antes do anoitecer. Quando Aldebaran chegara ao local, minutos atrás, foi informado de que os oficiais mexicanos já estavam ali há horas, medindo a extensão da área queimada, vasculhando os destroços. Como aldebaran, os oficiais deviam ter partido para o local assim que as primeiras luzes do amanhecer surgiram no céu. O problema é que Aldebaran ficara preso num engarrafamento na Cidade do México quando se dirigia do hotel para o heliporto, onde Seiya alugara um helicóptero particular, e agora já eram quase dez horas da manhã.
Talvez tenha sido até melhor eu só chegar agora, refletiu Aldebaran. Não havia nada a fazer ali a não ser esperar. E ele já estava sem paciência para esperar, depois de ter esperado durante três dias que os aviões de resgate encontrassem o local do acidente. Ainda iria demorar algumas horas antes que os oficiais mexicanos chegassem a alguma conclusão em relação a "identificação dos corpos e a possibilidade da existência de sobreviventes".
Como se alguém pudesse ter sobrevivido a um acidente tão grave, pensou Aldebaran, cheio de pesar. Kamus... meu irmãozinho... Não consigo acreditar que você morreu!
Mas Aldebaran era obrigado a acreditar nisso, enquanto observava a cena da tragédia. Os oficiais já haviam localizado fragmentos que confirmavam que o jato era o mesmo jato particular de don Kamie Aquarius. E o homenzinho gordo, que dissera ser médico legista, já havia confirmado a existência de três corpos no meio dos destroços.
Três corpos: um era do piloro, é claro; o outro devia ser do guarda-costas que don Kamie contratara para proteger Kamus; o terceiro...
Aldebaran sentiu uma pontinha de esperança ao pensar que talvez...
Ele balançou a cabeça, recriminando-se por ser tão tolo. O quarto corpo poderia estar em qualquer lugar, jogado para longe da fuselagem pela força da explosão que destruíra o jato.
Mesmo assim...
- Deba!
O ruivo virou-se ao escutar o seu nome. Ao perceber uma nota de ansiedade na voz de Seiya, sentiu que as suas esperanças renasciam.
- Sim, Seiya, o que foi?
O otimismo de Aldebaran aumentou ao ver que Seiya sorria, enquanto se aproximava acompanhado por um dos oficiais mexicanos.
- Eles encontraram algumas pegadas humanas e marcas de cascos de cavalos! Parece que duas pessoas conseguiram sobreviver. Eles se afastaram do local do acidente montados em cavalos que o seu pai deve ter...
- Isso é verdade? – indagou Aldebaran, interrompendo Seiya e dirigindo-se ao oficial mexicano.
Ele não fora informado antes de que havia cavalos no jato. Mas o avião tinha, realmente, duas baias especiais para o transporte de animais e... Era fácil visualizar Kamus se recusando a deixar os cavalos para trás...
- Dois passageiros afastaram-se do local do acidente, a cavalo? – insistiu Aldebaran.
- Si señor – confirmou o oficial mexicano.
O homem explicou a seguir que as chuvas haviam transformado o solo da floresta em barro, e havia várias pegadas dos dois homens no chão. De acordo com a análise feita, um dos homens estava usando sapatos de sola de metal.
Um homem usando sapatos de sola de metal.
Aldebaran procurou conter as lágrimas de alegria e alívio que lhe subiram aos olhos. Tio Shion, já de idade, não montava a cavalo e não usava sapatos de salto de metal, preferindo modelos mais confortáveis. Certamente, a única pessoa que poderia estar usando um modelo tão luxuoso era...
Kamus era um excelente cavaleiro, e tinha uma coleção de sapatos de sola de metal nos mais variados modelos!
- Quero ver as pegadas! – disse Aldebaran ao oficial mexicano. Virando-se para Seiya, ordenou. – Peça aos outros homens que se juntem a nós. Vamos examinar as pegadas e descobrir em que direção elas seguem. Parece que meu irmão ainda está vivo, e temos de encontrá-lo!
* * *
Kamus espreguiçou-se ao sol, o corpo nu coberto por uma fina camada de protetor solar, pensando em Milo.
Milo, que lhe passara o protetor solar em cada centímetro da pele, ao mesmo tempo em que lhe fazia carícias enlouquecedoras... Milo, que parecia jamais se cansar de lhe dar prazer...
E, por incrível que parecesse, finalmente o teimoso Milo aceitara o fato de que ele o amava. Kamus ainda mal conseguida acreditar nisso. Era bom demais para ser verdade!
Os sinais de tal aceitação eram óbvios. Em primeiro lugar, as carícias de Milo eram diferentes, agora: mais ternas, e ao mesmo tempo mais exigentes, possessivas. Era como se ele...
Um som distante interrompeu os devaneios de Kamus. Ele levantou a cabeça e prestou atenção. Milo tinha ido verificar as armadilhas, e ele ficara tomando conta do acampamento e dos cavalos. Ao olhar para Fuego e Flama, Kamus percebem que eles também haviam escutado algo, pois estavam com as orelhas em pé, parecendo assustados.
A princípio Kamus conseguiu identificar apenas os sons da floresta, aos quais já se habituara: o canto dos pássaros, o murmurejar das águas do riacho, a brisa agitando de leve as folhas das árvores. Mas logo o outro som ficou mais forte e...
Parecia o barulho de um helicóptero...
Mon Dieu! Era mesmo um helicóptero!
Kamus vasculhou o céu com o olhar. Precisou proteger os olhos com as mãos por causa do sol, enquanto vasculhava o céu com o olhar. Não conseguia enxergar nada, mas...
De repente, ele se lembrou que estava nu. Céus! Se uma equipe de resgate estava chegando, era melhor vestir-se e rápido!
Correu para perto da fogueira, ao lado da qual estava sua maleta. Para economizar tempo, não vestiu nem a cueca. Limitou-se a colocar a camisa branca e o conjunto creme.
Céus, e Milo? Onde estava Milo? Será que ele...
Calçando os sapatos, que também já haviam sido de cor creme mas que agora estavam marrons de tanta sujeira, Kamus ordenou a si mesmo que parasse de bancar o tolo. Afinal, Milo também devia ter escutado o ruído do motor do helicóptero, e na certa já devia estar voltando para o acampamento.
Mas enquanto Milo não aparecia, era ele o responsável pelo acampamento, e isso significava fazer sinais de fumaça!
Correu para junto da fogueira, ao lado da qual Milo deixara uma pilha de galhos e folhas meio verdes. No entanto, antes de pegar o primeiro punhado de folhas para jogá-las no fogo, Kamus ficou paralisado.
Havia uma equipe de resgate por perto. Mas o que isso representava, realmente? A resposta, que procurava ignorar durante os últimos dias, veio-lhe à mente com assustadora clareza. A chegada da equipe de resgate representa o fim do meu idílio com Milo... O fim...
No entanto, o que mais podia fazer além de jogar folhas verdes na fogueira para provocar uma coluna de fumaça esbranquiçada, que poderia ser vista mesmo de longe? Ao contrário dele, Milo não deixara de pensar no que acabaria acontecendo inevitavelmente. Desde o começo ele planejara o que deveria ser feito para facilitar o salvamento de ambos.
Sentindo um nó na garganta, Kamus olhou ao redor. Fora tão feliz ao lado de Milo nesse acampamento! Lá estava o riacho, onde haviam tomado banho, brincado e feito amor... Lá estava o local onde ele havia colhido as cerejas silvestres... Um pouco mais perto, estava a saliência de pedra na encosta da ravina; à sombra da saliência rochosa Milo o havia...
Controlando-se para não chorar, Kamus recordou o momento em que Milo havia declarado que aceitava o seu amor. Ao mesmo tempo, lembrou que ele não dissera também que o amava. Milo não lhe fizera nenhuma declaração de amor, não assumira nenhum compromisso.
O barulho do motor do helicóptero estava cada vez mais próximo, mais alto.
Com gestos lentos, com as mãos que pareciam pesar feito chumbo, Kamus jogou um punhado de folhas verdes na fogueira.
* * *
Milo terminou de limpar o coelho que ficara preso numa das armadilhas. Em seguida, lavou o canivete e as mãos nas águas do pequeno regato que, logo mais abaixo, juntava-se ao riacho que passava perto do acampamento. Enxugou as mãos na calça jeans e voltou a montar a armadilha. Trabalhava de modo automático, sem prestar muita atenção no que fazia.
Estava pensando em Kamus. No seu Kamus, que na verdade não era seu e logo iria casar-se com outro homem...
Milo sentiu vontade de gritar de raiva e frustração. Só não gritou porque teve medo de que Kamus escutasse o grito e ficasse assustado.
Ah, Zeus, como o amava! Ele, que nunca se permitira sentir afeto por mais ninguém depois da morte do padre Tomás, estava agora perdidamente apaixonado pelo jovem e belo ruivo. Que ironia! Depois de passar tanto tempo fugindo, finalmente fira enredado pela teia do amor...
Milo praguejou alto ao perceber que cortara um dedo com a lâmina do canivete enquanto afiava a ponta de um galho que seria colocado na armadilha. Bem feito, quem me mandou não prestar atenção no que estava fazendo?, pensou, em seguida.
Como que para confirmar o quanto estivera distraído, um barulho chegou-lhe aos ouvidos. Um barulho bastante familiar.
Um helicóptero! Um helicóptero estava chegando, e Kamus encontrava-se sozinho no acampamento!
Esquecendo o coelho e a armadilha, Milo fechou o canivete, enfiou-o no bolso e saiu correndo. Enquanto corria, tirou a pistola do coldre.
Havia procurado não se afastar muito do acampamento sem a companhia de Kamus. A distância lhe parecia pequena no momento em que localizara as pegadas de um coelho seguindo na direção da armadilha. Agora, porém, a distância lhe parecia enorme, como se existisse um continente inteiro entre Kamus e ele.
Amaldiçoando-se por ter sido tão imprudente, Milo continuou a correr, afastando com violência os falhos dos arbustos que se interpunham em seu caminho. Procurou se convencer de que a chegada de um helicóptero não significava perigo, necessariamente; o aparelho podia muito bem ter sido enviado por don Kamie ou pelas autoridades mexicanas. A razão lhe dizia, contudo, que o helicóptero também podia ser de Radamanthys Wyvern.
Assim que começou a andar mais devagar e sem fazer barulho, para que ninguém no acampamento percebesse a sua aproximação, Milo experimentou um momento de agonia: o motor no helicóptero havia parado de funcionar e um grito de Kamus ecoou no ar.
* * *
- Quem... quem são vocês? – balbuciou Kamus, assustado, ao ver os três homens saírem do helicóptero.
Todos estavam armados, e o mantinham sob a mira de suas armas.
- Grite mais uma vez e nunca saberá a resposta – retrucou um homem loiro que estava à frente dos outros dois.
Kamus assentiu com um gesto de cabeça, sem entender direito o que acontecia. Há poucos minutos fizera sinais para o helicóptero, tentando parecer entusiasmado para não desapontar os seus salvadores; no instante seguinte, fora invadido por uma onde de terror e não conseguira conter um grito ao ver a expressão cruel nos rostos dos três homens.
Por quê? Por que alguém teria vindo atrás dele para fazer-lhe mal?
As palavras seguintes, ditas por um sujeito magro que usava óculos escuros, sugeriu uma resposta.
- O garoto não está sozinho, Wyvern. Veja, os dois cavalos tem rédeas.
Wyvern. Kamus lembrou-se de ter encontrado esse nome várias vezes enquanto investigava as atividades do pai. Wyvern era um gangster poderoso, rival dos Aquarius e...
De repente, a explicação que Aldebaran lhe dera tantos anos atrás voltou-lhe à mente: Nosso pai é um executivo internacional, com muitos rivais no mundo dos negócios. Alguns desses rivais não hesitariam em usar membros inocentes da nossa família para chantagear papai e obrigá-lo a fazer o que eles querem...
Mon Dieu, estou perdido, pensou Kamus em desespero.
Wyvern, o homem loiro, ordenou aos outros dois que vasculhassem a área do acampamento. A seguir, virou-se para Kamus e disse, com um sorriso maldoso:
- Entre no helicóptero, senhor Aquarius. Depressa, antes que eu perca a paciência!
Kamus hesitou, observando os capangas de Wyvern começarem a contornar o helicóptero, cada um indo para um lado; eles estavam preparados para atirar, procurando por... Milo! Onde estava Milo?
- Vamos, garoto, mexa-se! – esbravejou Wyvern – Você pode ser esperto o bastante para imaginar que não me interessa vê-lo morto, mas saiba que não hesitarei em atirar em seus joelhos para ensiná-lo a me obedecer!
Um dos homens que estava atrás do helicóptero avisou, em voz alta:
- É melhor andar logo, rapaz. Wyvern sempre cumpre o que promete!
Kamus engoliu em seco, obrigando-se a começar a andar. Mal havia dado o primeiro passo, porém, quando ouviu tiros além do helicóptero. Os tiros foram seguidos por um grito.
Mon Dieu, será que foi Milo que.. Kamus levou as mãos à boca, lutando contra uma onde de náusea.
Wyvern virou-se na direção dos tiros e chamou os capangas, mas nenhum dos dois respondeu. Olhou para Kamus, que permanecia paralisado de horror.
Assim que o mafioso fez menção de agarrá-lo pelo pescoço, Kamus viu uma pedra passar voando ao lado do helicóptero e cair no meio de alguns arbustos. Wyvern virou-se na direção do barulho provocado pela queda da pedra e começou a atirar.
O som dos disparos feriu os ouvidos de Kamus. Então, com o canto dos olhos, ele avistou um movimento furtivo à sua esquerda. Virou-se e soltou uma abafada exclamação de espanto. Milo estava lá, de pé, apontando a pistola na direção de Wyvern.
O mafioso ouviu a exclamação de Kamus e virou-se na direção dele.
- Abaixe-se, Kâ.
Antes que Milo terminasse de dar a ordem Kamus jogou-se no chão. Menos de um segundo depois, novos tiros soaram, e o ruivo desmaiou de pavor.
* * *
- Kâ? Está tudo bem agora, querido. Eles estão mortos e não podem mais lhe fazer mal. Kâ, por favor...
Kamus voltou a si, confuso. Ao vê-lo abrir os olhos, Milo suspirou de alívio.
- Ah, graças a Zeus você está bem! Tive tanto medo por você, Kâ... Mas agora está tudo bem, pode acreditar.
O ruivo olhou ao redor, aturdido. Corpos jogados no chão... Sangue... Muito sangue...
De repente, não pôde mais suportar aquele terrível cenário. Afastando-se de Milo, pôs-se de pé e começou a correr, sem rumo. Mon Dieu, o sangue!
- Kâ, espere!
Milo saiu correndo atrás dele. Alcançou-o sem dificuldade e abraçou-o, murmurando palavras carinhosas na tentativa de acalmá-lo.
Ao sentir o calor familiar e reconfortante do corpo de Milo, Kamus abraçou-o de volta, tremendo ao mesmo tempo de horror e alívio.
Ele está vivo! Nós dois estamos vivos!, repetia em pensamentos, enquanto lágrimas quentes escorriam-lhe pelo rosto.
- Calma, Kâ, está tudo bem agora – disse Milo abraçando-o com mais força. – O pior já passou... Meu querido, eu te amo tanto... Graças a Zeus você está bem!
- Ah, Milo, eu senti tanto medo! Aqueles homens queriam... – Ele parou de falar de repente, ao se dar conta do que Milo dissera. Céus, será que escutara mal? Encarando-o, perguntou. – O que foi que você falou? Milo, por acaso você disse que...
- Sim, querido, eu disse que te amo – murmurou ele, emocionado. Depois do que acabara de acontecer, não podia mais esconder a verdade.
- Ah... Eu pensava que nunca o ouviria dizer isso...
- E eu nunca pensei que fosse dizer isso, querido, mas é verdade. – Milo enxugou-lhe as lágrimas, acrescentando. – Eu te amo mais que tudo nessa vida, Kâ. Não importa o que aconteça, jamais se esqueça disso. Eu te amo.
- Eu também te amo muito, mon ange. – declarou Kamus, subitamente feliz.
Milo e ele haviam escapado da morte por um triz, e o loiro confessara que também o amava.
Uma forte onde de excitação mesclou-se à felicidade que invadira Kamus.
- Milo... – gemeu o ruivo, beijando-o no pescoço, abraçando-o com força. – Milo, por favor...
- Calma, querido – murmurou Milo, reconhecendo a violência da paixão da Kamus como sinal da afirmação da vida contra a morte.
Kamus, porém, não queria saber de calma. Ofegante, começou a desabotoar a camisa de Milo.
O loiro começou a esboçar um protesto, querendo dizer que agora não era hora nem lugar de se amarem; afinal, estavam perto de um campo de batalha onde havia três homens mortos. Ao ver a expressão no rosto de Kamus, porém, permaneceu calado.
Vencido pelo desejo, beijou na boca de Milo. Suas línguas se encontraram, ávidas e sedentas. Instantes depois ambos se deitaram sobre a relva, ainda trocando beijos ardentes.
Em seguida, Kamus recomeçou a desabotoar a camisa de Milo, soltando um gemido de triunfo ao soltar o último botão da última casa. Ao terminar de abrir a camisa, arranhou as costas de Milo ao mesmo tempo em que lhe beijava e mordiscava o peito. Segundos depois, rolou com ele pelo chão até ficar por cima.
Milo tentou falar, avisar que estava prestes a perder o autocontrole, mas Kamus o calou com um beijo. Ansioso, continuou a enlouquecê-lo com beijos enquanto suas mãos abriam o botão e o zíper da calça jeans para libertar o membro viril, rijo de excitação. Sem perder tempo, tirou sua própria calça também deixando que o apenas e a camisa tampassem suas partes íntimas.
- Kâ, por favor... Não podemos fazer isso, não desse jeito... – murmurou Milo com voz rouca, quando o ruivo finalmente parou de beijá-lo.
Mas foi inútil. Kamus não queria, não podia mais pensar de modo racional. Num gesto ditado pelo desejo incontrolável que o consumia, o ruivo tirou os sapatos e a calça de Milo. Em seguida, beijou-lhe o sexo pulsante.
Milo gemeu de prazer, e de espanto também. Durante as horas de paixão que haviam partilhado, nunca pedira a Kamus que fizesse isso. Até então ele era o professor, e Kamus o aluno virginal. Era assim que as coisas deveriam ter continuado a acontecer, mas agora Kamus parecia disposto a inverter os papéis.
- Pare, Kâ! Pare, por favor, senão...
Segurando-o pelos braços, Milo tornou a rolar com ele pelo chão, mas dessa vez ele ficou por cima, sentindo Kamus se contorcer de excitação sob seu corpo. Dizendo a si mesmo que o ruivo ainda estava praticamente vestido, e que as roupas serviriam como uma barreira contra loucuras maiores, Milo pressionou seus quadris contra os de Kamus. O seu sexo pulsante roçou contra o tecido do casaco, que subira quase até a cintura de Kamus.
- Ah, Oui, mon ange, oui! – gemeu Kamus, entreabrindo as pernas e arqueando os quadris.
Atendendo ao apelo contido na voz de Kamus, vagamente consciente de que estava confiando apenas na segurança da barreira proporcionada pela cueca, Milo tornou a investir e...
Percebeu tarde demais que não havia cueca alguma. Mas como..?!?
Kamus não lhe deu chance de formular a pergunta em voz alta. Arqueou mais os quadris, para que Milo terminasse de penetrá-lo, soltando um leve gemido.
- Não... assim não... – sussurrou no ouvido do outro.
Mas antes que Milo pudesse fazer qualquer coisa, Kamus envolveu a cintura do outro e soltou um gemido de dor quando o puxou contra seu corpo, sentindo o membro de Milo todo dentro de si. No mesmo instante Milo ficou imóvel, murmurando:
- Ah... Kamus... – mordeu os lábios. Não era hora de discutir com ele, então acabou apenas dizendo. – Sinto muito, amor... Eu não queria que... Está doendo muito?
O ruivo balançou a cabeça, num gesto de negação ao sentir a mão do outro em seu membro, a dor logo começando a ser substituída por um prazer jamais experimentado antes. Com a voz rouca de desejo, pediu:
- Faça amor comigo, mon ange. Faça amor comigo de verdade dessa vez...
Após um segundo de hesitação, Milo atendeu ao pedido. Começou a mover-se devagar, para não machucar Kamus, manipulando o membro dele enquanto controlava a excitação alucinante que o invadira. Kamus era seu, finalmente, pelo menos por enquanto...
Por puro instinto, Kamus começou a acompanhar os movimentos de Milo, até sentir-se a ponto de desmaiar de prazer.
- Milo! – gritou, implorante. – Ah, Milo, eu quero... eu preciso...
- Eu sei, meu querido, eu sei...
Ele foi aumentando aos poucos o ritmo com que movia os quadris, murmurando palavras de amor, até que ambos alcançaram quase ao mesmo tempo o êxtase infinito dos amantes.
Continua...
Oi pessoal. Demorei um pouco para atualizar esse cap né? Apesar de que já tem uns dias que ele tava pronto! *se esconde* Mas tomara que a espera tenha valido a pena. Obrigada a todos que tem mantido meus dedinhos felizes durante esses dias, e valeu aos que me cobram atualizações também hihihi. Se não fosse por vocês talvez eu ainda não tivesse atualizado né? Então, beijos da Muk-chan \o/
