Sobe a temperatura
POV RACHEL
Ver Quinn tão triste no dia que soube o que lhe fez o idiota do Sam me doeu como se Finn tivesse feito comigo, talvez um pouco menos, mas ainda assim dói. Pedi ao Senhor Schue que o tirasse do clube Glee mas Finn intercedeu por ele e nosso professor assegurou que necessitávamos dele.
Enquanto Sam cai na minha lista de amigos, Puck sobe rapidamente, ele esteve me ajudando a manter Quinn com o ânimo alto e estarei infinitamente agradecida a ele por isso, ele pode ser um machão, mas tem seu lado terno e carinhoso e se nota que quer a Quinn e isso me faz pensar que ela logo estará melhor.
Olhei para Finn brincando com Chuchi no tapete do meu quarto e sorri, as coisas com ele vão muito bem mesmo que os ciúmes dele quando Cory se aproxima de mim são quase insuportáveis e Chuchi nem se fala. Puck e Quinn dizem que são idênticos Finn e Cory como Finn e Chuchi, mas pelo menos eu acho que Cory e Finn não são.
Cory é uns 2 cm mais alto e menos corpulento, além do mais os olhos de Finn são de uma cor marrom mais intensa e Cory não tem as covinhas insuportavelmente belas que meu namorado tem, a voz de Finn é um pouco mais aguda e caminham muito diferente.
Isso fisicamente, mas no demais Cory é muito mais maduro e cavalheiroso , mas não me queixo, acho que por ser 5 anos mais velho é assim, além do mais com Cory posso conversar sobre musicais sem que ele durma. A verdade é que para mim eles são muito diferentes.
- "Eiii bebê, o que passa?" – não me dei conta em que momento ele havia se levantado e chegou ao meu lado.
- "Apenas pensava." – contestei levantando os ombros.
- "Em que?" – como eu disse, desde que Cory apareceu meu namorado está muito ciumento.
- "Em nada em particular." – disse enquanto colocava minha mão na bochecha dele. "é só que faltam menos de duas semanas para as regionais."
- "Vamos ser geniais." – me deu um terno beijo na testa.
- "E esse fim de semana? E a viagem para a praia?" – abri os olhos como pratos, havia me esquecido do passeio familiar dos Hummel.
- "Eu..." – não sabia o que dizer.
- "Não se preocupe." – Finn sorriu. "eu não perderei sua apresentação."
- "E o passeio?"
- "Tenho que ver a mulher que eu amo." – pulei em seus lábios e nos beijamos com paixão. Ele diminuiu mais a distancia que nos separava colocando sua mão em minha cintura me obrigando a subir em seus pés.
Imediatamente eu coloquei minhas mãos no pescoço dele, fazendo com que Finn tivesse que me carregar, provocando gemidos devido a proximidade. Continuamos nos beijando enquanto sentia Finn mover suas mãos incomodas em minhas coxas sem saber como me sustentar.
- "Faça!" – sussurrei no ouvido dele. Finn sorriu para mim timidamente e deslizou suas mãos nas minhas coxas até colocá-las na minha bunda. Essa era uma nova sensação para ambos e os dois estávamos desfrutando. A posição na que estávamos provocava que nossos centros se roçassem por cima da roupa fazendo com que me estremecesse.
Chuchi começou a latir como se estivesse vendo a um ladrão e Finn começou a se queixar, por isso deixei o caminho livre para meu pescoço e ele o preencheu de beijos, enquanto eu dava um olhar assassino para Chuchi, que parecia não me entender, um pouco cansada da interrupção.
- "Chuchi, seus pais tratam de te dar um irmãozinho." – gritei para ele e Finn automaticamente parou e se virou para me ver.
Eu sorri para ele e ele respondeu me beijando novamente um pouco mais frenético. Finn passou de forma brincalhona a língua pelos meus lábios e depois mordeu me fazendo molhar a calcinha.
- "Rachel carinho, Cory já chegou." – disse meu pai batendo na porta e eu pulei dos braços de Finn. Ele ficou paralisado.
- "Clro, diga que já desço papai." – gritei me olhando no espelho para arrumar meu cabelo e a roupa.
- "Vai sair com ele outra vez?" – me perguntou Finn incomodo, pegando Chuchu para colocar a coleira nele.
- "Sim." – contestei terminando de me pentear, para depois caminhar até a porta.
- "Estão saindo demais..." – me recriminou com tom seco.
- "É meu amigo." – quando falávamos de Cory o ambiente ficava hostil.
- "Não parece." – disse pegando sua jaqueta.
- "O que quer dizer?" – perguntei o encarando. "que sou infiel a você com Cory?"
- "Talvez." – disse levantando os ombros.
- "Não é possível que diga isso." – gritei para ele furiosa.
- "Sabe, é melhor ir desfrutar do Monte e depois conversamos." – ele se adiantou em sair do quarto. Chuchi apenas cheirou Cory e começou a latir. "Isso Chuchi, morda ele." – disse Finn para nosso filho e não pude evitar sorrir.
Seus ataques de ciúmes era desesperadores e se continuasse assim eu posso chegar a cansar, mas o amo e um pouco de ciúmes vai bem, parecia que tinha treinado a Chuchi para odiar Cory.
Quando chegamos na porta de entrada da minha casa meu filho se movia raivoso nos braços de seu pai que também parecia que ia espumar pela boca.
- "Olá Finn." – cumprimentou Coru amavelmente, mas o que lhe respondeu foi um latido ensurdecedor de Chuchi. "Rach, acho que é melhor irmos antes que seu mascote me morda." – Finn saiu no mesmo momento que nós e ficou parado na varanda de minha casa, nos observando de perto.
- "Tire essa cara agora." – pedi a Cory.
- "Não posso deixar de pensar que estou roubando algo deles." – disse sem afastar os olhos da rua. "os dois me odeiam."
- "Não rouba nada deles, seu bobo." – disse batendo no ombro. "ambos amamos loucamente a nosso primeiro amor."
- "Sim, mas Finn está muito ciumento e não se dá conta que apenas te vejo como amiga." – a amizade entre Cory e eu cresceu muitíssimo nesse tempo, ao ponto que ele me contou da garota que ama, que tem um namorado chamado Angel, de sua primeira vez com ela... A garota é 2 anos mais velha que ele e me contou várias coisas mais.
- "Somos apenas amigos, ele entenderá." – lhe assegurei.
- "Me diga algo..." – disse enquanto a garçonete nos servia nossos sucos. "...você e Finn não estavam praticando em seu quarto, verdade?" – senti como meu rosto tomava cor e as orelhas mostravam minha vergonha. "Vamos Rach..." – disse ao ver que dava um gole em meu suco.
- "Bom, na verdade não." – disse olhando para o menu. Cory é bem mais velho e tem mais experiência em muitas coisas, então seus conselhos me serviam muito.
- "Esteve quente?" – perguntou me fazendo sentir ainda mais envergonhada. "veja, só te digo que se protejam, se vocês se amam é mais do que normal que fazem, mas são muito jovens para terem filhos, ou pior, uma enfermidade, então se protejam."
- "Claro." – respondi descendo um pouco o menu.
- "Outra coisa, você deve estar sempre em primeiro lugar." – eu olhei para ele confusa. "o que digo é que para ele deve importar mais sua satisfação do que a dele." – eu concordei e depois nos trouxeram o jantar e a conversa continuou com minha preparação para a apresentação de ballet e as regionais.
Na sexta Finn me suplicou que o perdoasse por seus estúpidos ataques de ciúmes e o resto da semana passou muito tranquila, minha apresentação de ballet foi um êxito, o público me aplaudiu muito efusivamente e pude ver Finn, Puck, Quinn, meus pais e Cory entre o público.
Quando fiz minha reverencia final Cory se aproximou do palco e me entregou um buquê de cravos. Eu agradeci a ele e fui me trocar, quando saí todos estavam me esperando menos meu namorado.
- "E Finn, aonde está?" – perguntei a eles.
- "Não sei, se foi correndo." – me respondeu Quinn.
- "Parecia que tinha deixado o arroz no fogo e estava queimando." – afirmou Puck e todos riram.
Tratei de ligar para ele, mas o celular estava desligado, de repente vi as flores em minhas mãos e começou a me faltar o ar, seguramente Finn mal interpretou. Idealizei todo um plano para ir ver ele depois que meus pais dormissem para poder esclarecer as coisas.
POV QUINN
As palavras lascivas de Santana calaram o mais profundo do meu ser, meu coração se partiu em mil pedaços ao me inteirar da traição de Sam. Foi o pior que já vivi, uma mulher não se entrega a um homem pensando que será apenas mais um em sua lista, para mim não era assim, eu esperava estar sempre com Sam.
Chorei durante semanas, suas cartas, rosas, nada podia me fazer esquecer o que vivi. Vê-lo todos os dias na escola me fazia desejar não voltar, ir para o Polo Norte aonde nunca mais saberia dele, mas meu coração me faria recordar, porque a dor me recordava que ele era real e que eu o amo.
Puck e Rach foram minha fortaleza. Rach me apoia na escola, já que não faço meus deveres e ela chega cada dia com minhas tarefas e me ajuda a estudar, enquanto Puck me fazia rir e com o tempo ele começou a ocupar um lugar especial e agora estamos saindo.
Os dias com ele são belos e divertidos, me faz sorrir e esquecer de Sam pelo menos quando estou com ele, mas não vou me enganar, ainda ao "Ken", mas também estou segura de que poderei amar a Puck e ele me fará esquecer Sam.
Estivemos ensaiando com o clube e já está tudo pronto. Finn e Rach farão um dueto e Kurt terá um solo e depois fecharemos com uma música em grupo, se ganharmos já temos planejada a festa na casa de Finn e Kurt. Vai ser genial.
OBS. 1: História original escrita por IRINA MONTEITH na fanfic MI NIÑA (.net/s/6635199/1/Mi_Nina)
