Mais um capitulo pra vcs!
Beijos e não esqueçam de comentar!
CAPITULO XII
-Bem, você já foi apresentada a sala e ao piano, aqui como pode ver fica a sala de jantar, usada para reuniões obviamente. – havia humor em sua voz. - E aqui a cozinha.
-É linda e toda equipada! Mas pra que ter uma cozinha assim se...
- Faz parte do disfarce, além do mais, eu e Esme gostamos de cozinhar! – Isabella o encarou com a sobrancelha arqueada. – Muito tempo ocioso, aprendemos com programas culinários que passa de madrugada, é bem divertido!
"Vampiro esquisito!" – Bella soltou mentalmente.
- Venha, vou lhe mostrar o segundo andar. – novamente Edward uniu suas mãos entrelaçando seus longos dedos aos dela. – Neste andar fica a sala de leitura e um dos quartos de hóspedes... – disse apontando as portas a direita do corredor. – Ali fica outro quarto de hóspedes e a aquela porta é do escritório de Carlisle. – a atenção da jovem foi para a enorme cruz de madeira que havia próximo ao escritório. Automaticamente sua mão foi para a cruz de madeira escura pouco acima de sua cabeça, um sinal quase imperceptível à fez sorrir. Irônico era uma ótima palavra para definir aquilo, se uma cruz na casa de vampiros era algo estranho, ter um pentagrama minúsculo na cruz, era no mínimo intrigante.
Isabella sorriu irônica tocando a estrela, reconheceu automaticamente o símbolo, a cruz havia sido marcada por um feitiço complexo que conseguia absorver toda a informação do dono da cruz, Carlisle. Deslizou o dedo pelo contorno das inscrições antigas e o feitiço passou todo o seu conteúdo para ela, exceto o nome do feiticeiro, toda a vida de Carlisle passou diante dos olhos de Bella, desde sua vida humana há mais de três séculos atrás, até os dias atuais.
Descobriu que Carlisle Cullen era filho de um pastor anglicano, o que explicava a cruz, nasceu em 1640 em Londres- Inglaterra durante um período religioso bem tenso. Viu que seu pai havia liderado a caçada aos lobisomens, as feiticeiras e bruxas assim como aos vampiros, dizia estar livrando o mundo do mal e do pecado em nome de Deus! Pode ver a injustiça e a fé cega matar inocentes, os confundindo com tais criaturas que procuravam alucinadamente.
Carlisle foi encarregado de tal tarefa por seu pai ser idoso demais, e não ficava nada a vontade com aquela matança desmedida, sempre fora mais lógico e paciente, averiguava muito bem antes de fazer acusações, diferente de seu pai. Ele fora inteligente o bastante para encontrar um grupo de vampiros que viviam nos esgotos de Londres, liderou o ataque, porém acabou sendo mordido pelo vampiro que atacou um homem e matou mais dois.
Viu sua fuga para as plantações de batatas onde suportou em silêncio todo o processo doloroso de sua transformação, lágrimas se formaram nos olhos da jovem ao imaginar que cada um deles passara por aquele processo.
Já como um vampiro, Carlisle ficara aterrorizado com o que havia se tornado e tentou se matar por diversas vezes... Isabella vivenciou cada uma delas. – Mas nada funcionava contra a força e o poder de um vampiro 'recém- criado', em seu desespero, atravessou o canal da mancha a nado e ao chegar do outro lado, alimentou-se de um rebanho de cervos, foi onde descobriu que era possível viver de sangue animal ao invés de humano. Isabella pode ver o quanto Carlisle lutou para manter em si o resquício de humanidade que lhe restara.
Por dois séculos o vampiro lutou contra sua própria natureza, aperfeiçoando-se, resistindo bravamente a luxuria causada pelo sangue humano. Passava as noites estudando e durante o dia colocava seu aprendizado em prática e como resultado de seus esforços foi capaz de se tornar um médico magnífico, somente com o intuito de salvar vidas ao invés de tirá-las.
Vivenciou a fase em que Carlisle vivera na Itália, onde conhecera os vampiros Aro, Marcus e Caius, que mesmo vivendo de sangue humano, eram muito civilizados e refinados, diferentes dos vampiros que conhecera. Mas com a insistência para que o médico provasse o sangue humano, ele afastou-se indo para outro continente, conhecido como 'mundo novo'.
Foi trabalhando em um hospital em Chicago durante uma epidemia de gripe espanhola que conheceu Elizabeth Masen, ela tinha a doença e muitas chances de sobreviver, mas dedicou-se inteiramente ao filho que estava morrendo. Em seu desespero implorou ao vampiro que salvasse seu filho, e foi assim que transformou Edward saindo de sua vida de solidão. Pouco tempo depois em Wisconsin, tratou de Esme, sentiu-se atraído pela mulher que tinha somente um sopro de vida, a transformou e se casaram algum tempo depois.
Em seguida veio Rosálie Hale, que quase fora morta depois de ser espancada e violentada por seu noivo e seus amigos que estavam bêbados. Dois anos depois ela encontrou Emmett e o levou a Carlisle, implorando que o transformasse. Ano depois se mudaram para Forks- Washington onde fizeram um pacto com a tribo Quileute, ambos viveram em paz até que os Cullen partiram, depois de sua estadia em Forks Alice e Jasper uniram-se a eles.
- Bella? Bella você está bem? – ela despertou de seu transe sacudindo levemente a cabeça. – O que foi? Estava te chamando, mas você parecia hipnotizada pela cruz.
- Por um momento fiquei. – disse simplesmente olhando para o vampiro a sua frente, era tão parecido com sua mãe humana, Elizabeth Masen... Perguntava-se se Edward sabia o quanto sua mãe se sacrificou por ele? Deus ele era tão lindo quando humano e ficou devastadoramente lindo como imortal.
- Porque está me olhando assim?
-Não é nada. – mentiu corando levemente.
- Tem certeza? – Isabella mordeu os lábios, era praticamente impossível mentir para ele.
- Prometo que depois te conto, está bem?
- Se você diz! – disse dando de ombros. - Ficou intrigada com o pentagrama?
- De certo modo, pensei que o pentagrama fosse um símbolo pagão? – o divertimento em sua voz o fez sorrir.
-E é, Carlisle acha que foi uma brincadeira contra ele, pelo fato de seu pai não ter sido uma pessoa muito sociável.
- Com certeza não! – afirmou recebendo um olhar confuso do vampiro. – Hm, você não vai me mostrar seu quarto? – mudou de assunto simplesmente.
-Estamos chegando lá, fica no ultimo andar! –Edward continuou lhe mostrando cada cômodo, a suíte de Alice e Jasper, a de Rosálie e Emmett, assim como a de Carlisle e Esme. As informações que absorvera ainda estavam vivas em sua mente, o que a deixou meio alienada.
-Você parece distraída. – Edward disse seguindo para o ultimo lance de escada.
- Você me distrai. – Bella o provocou, Edward sorriu se aproximando dela.
- Vou tentar não distraí-la mais. – sussurrou em seu ouvido.
- Pode até tentar, mas acho impossível! – o vampiro riu meneando a cabeça, pois era visível que aquilo saiu sem pensar. Já no terceiro andar, Edward parou diante de uma porta que ficava no final de um corredor.
- Este é o meu quarto! – disse abrindo a porta lhe dando passagem.
- Uau! – soltou ao ver o quarto amplo e bem iluminado, através das paredes de vidros que ostentavam uma vista linda para bosque. Havia um divã de couro preto, uma estante repleta de CDs e um aparelho de som de ultima geração. Ao contrário do resto da casa, as paredes eram escuras e também havia um tapete em um tom dourado e uma bela cama de dossel. - Pra que isso, se vampiros não dorme?
-Podemos não dormir, mas gostamos de conforto! – a jovem assentiu passando os olhos pelos títulos das pilhas de livro que havia espalhadas.
- Quanto livro!
- Diz isso porque não viu a biblioteca de Carlisle, gosto de ler, mas a grande maioria, são das universidades que cursei.
- Universidades?
-Muito tempo ocioso. – disse dando de ombros.
- Você tem um excelente gosto musical. - comentou passando os olhos nos títulos dos CDs. - Pode ligar para mim? – pediu apontando o microssistem. – Gostaria de ver o que estava ouvindo. - ele sorriu fazendo o que Bella havia pedido, uma melodia gostosa começou a tocar e os olhos de Bella saíram da estante voltando-se para Edward que tinha um sorriso travesso. – O que... Que está fazendo? – perguntou ao vê-lo pegar sua mão e levá-la aos lábios fazendo uma reverencia estilo século XVIII.
- Senhorita Swan, me daria à honra desta dança?
- Mas eu não sei dançar Edward! – disse paralisada.
- Eu te ensino, confie em mim Bella. – sussurrou próximo ao seu ouvido, a trazendo para junto de si, o som de (When You Say Nothing At All - Quando você não diz nada) inundou o quarto.
É incrível como você consegue falar direto com o meu coração
Sem dizer uma palavra, você pode iluminar a escuridão
Posso tentar quantas vezes quiser, mas não consigo explicar
O que eu ouço quando você não diz nada.
- Será um prazer, Sr. Cullen. – Bella ergueu os braços envolvendo seu pescoço, ele envolvia sua cintura, se movimentavam em passos pequenos. Edward colava cada vez mais seus corpos, era tentador, seu cheiro de mel, lilás, hortelã e sol, a invadiu, inebriando-a. Era uma combinação um tanto estranha, mesmo assim perfeita.
O sorriso em seu rosto permite-me saber que você precisa de mim
Tem uma verdade em seus olhos dizendo que nunca me deixará
O toque de sua mão diz que você vai me pegar sempre que eu cair
Você diz o melhor quando você diz nada
- Você cheira tão bem. – soltou corando em seguida, Edward sorriu com a ironia.
- É um tanto irônico que ache isso, porque eu terei que dizer que o seu cheiro não se compara a nada que já senti, Isabella. – disse ainda mais próximo dela, tanto que a jovem sentiu seu halito gelado contra sua pele.
Durante todo o dia eu posso ouvir pessoas falando em voz alta
Mas quando você me abraça forte, você afoga a multidão
(afoga a multidão)
Por mais que tentem, eles nunca poderiam definir
O que foi dito entre o seu coração e o meu.
Bella se perdeu naqueles olhos cor de âmbar enquanto ouvia a letra daquela musica que parecia expressar exatamente como se sentia com relação a Edward.
O sorriso em seu rosto permite-me saber que você precisa de mim
Tem uma verdade em seus olhos dizendo que nunca me deixará
O toque de sua mão diz que você vai me pegar sempre que eu cair
Você diz o melhor quando você diz nada
O que ela desconhecia, era o fato de que ele se sentia da mesma forma.
O sorriso em seu rosto permite-me saber que você precisa de mim
Tem uma verdade em seus olhos dizendo que nunca me deixará
O toque de sua mão diz que você vai me pegar sempre que eu cair
Você diz o melhor quando você diz nada
Você diz o melhor quando você diz nada
(Você diz o melhor quando você diz nada)
O sorriso no seu rosto
A verdade em seus olhos
O toque da sua mão
Me permite saber que você precisa de mim.
- Obrigada pela dança, sou um desastre não sou? – ele ainda a mantinha perto de si.
- Não, você é linda! – disse tocando o rosto dela. – Gostaria de ir comigo a um lugar?
- Que lugar?
-Faz tempo que não vamos à clareira e...
- Eu adoraria, mas prometi a Alice que conheceria o quarto dela.
- Eu sei e ela está te esperando! Se quiser, podemos ir depois, o que acha?
- Perfeito! Ah, será que poderia me emprestar um desses CDs depois? Eles são realmente muito bons.
- Pode pegar o que você quiser. – Edward respondeu prontamente, o sorriso da jovem não tinha como ficar maior, em um impulso o abraçou , abraço o qual o vampiro tratou logo de retribuir. – Vejo você depois então. – disse estalando um beijo no rosto dele, saindo em seguida, Edward sorriu abobalhado deixando-se cair sobre a cama, definitivamente aquela garota seria a sua perdição.
Bella entrou no quarto que Edward havia indicado como sendo o de Alice, assustou-se ao ver que ela estava em sua frente, inconscientemente deu um passo para trás.
- Desculpe se te assustei, mas estava ansiosa para te fazer uma proposta. - disparou a puxando para dentro.
-Proposta?Que proposta? – algo lhe dizia que não era boa coisa.
- Não é nada muito complicado. – o modo com disse aquilo a deixou mais relaxada, mas ela pensou um pouco e... "O que seria complicado para Alice?".
- Para de enrolar e me diga logo o que quer?
- Ouvi Edward dizendo que vai levá-la a clareira... – Isabella somente assentiu. - Terá que me dizer em detalhes tudo que acontecer quando você estiver com o Edward. – a jovem franziu o cenho.
- Alice! – a vampira ouvi o irmão a repreender em um tom inaudível para Bella é claro.
- Mas não é você quem vê- tudo e sabe de tudo? – Bella disparou divertida, a vampira a encarava com uma cara nada boa.
- Acontece que às vezes minhas visões ficam turvas e nubladas, e não consigo ver nenhum dos dois. – disse irritadiça.
- E por falar nisso Alice, eu tenho que te contar uma coisa importante e...
- Ta, ta, ta... Depois você me conta, e ai topa ou não?
- Não acredito que vá acontecer nada demais, Edward e eu somos amigos, Alice!
-Tá bom, repita isso a si mesma até acreditar! – a jovem bufou pensando seriamente em voltar para o outro quarto. – Olha pelo lado bom, eu estarei te devendo um favor.
- Por que ficar me devendo algo quando você pode tê-lo insistindo? -Bella sentia a curiosidade brilhando nos olhos da amiga, nem de longe aquilo era preocupação, disso tinha certeza absoluta.
- Tenho impressão que você não iria me contar, do mesmo jeito que você não conta algumas coisas sobre você. – depois daquilo Bella se calou.
- Feito. – Alice sorriu triunfante. – Mas temos mesmo que conversar, eu preciso te contar uma coisa e...
- Bem, agora vamos deixar as coisas um pouco mais divertidas. – a pequena vampira disse a cortando, ela tinha um sorriso assustador nos lábios. Bella não teve como resistir ao poder de persuasão de Alice Cullen, de novo! E acabou se tornando a Barbie Bella, fazendo com que a jovem experimentasse diversas roupas.
-Só quero ver como vai ficar em você. - insistia Alice depois que Bella perdera a conta de quantas vezes se trocou, e ainda tinha que aturar a vampira a analisando a cada troca.
Deu graças quando Edward apareceu na porta para tirá-la daquele tormento, já que Alice olhava de modo estranho para seu cabelo e agradeceu por deixá-la sair dali com a roupa que veio e não um vestido de grife.
- Vamos?- disse Edward recostado ao batente da porta, sorria como se de alguma forma, estivesse feliz em vê-la. Alice já havia guardado as milhares de roupas que jogou sobre a cama. Bella analisou a cena e sorriu de volta, Edward lhe estendeu a mão e ela a aceitou de bom grado.
- Claro. –eles entrelaçaram as mãos e saíram dali. - Você me salvou. – disse em um sussurro chegando às escadas, sabia que Alice a ouviria, mas era bom fingir que não.
- Mereço uma recompensa por salvar a donzela em perigo? "Merece tudo, tudo o que desejar!" – respondeu mentalmente.
- Vou pensar no seu caso. – ele riu algo tão graciosamente que Bella o olhava com certo fascínio. "Droga, esse vampiro vai ser a minha perdição, fato!" – dizia a si mesma, completamente abobalhada. - Porque quer ir a clareia?
- Porque gosta de lá tanto quanto eu! – algo lhe dizia que aquele não era o único motivo.
- Você não vai mesmo me dizer? – insistiu.
- Não. – Edward disse taxativo.
- Tudo bem, não pode culpar uma garota por tentar. – disse com seu melhor olhar inocente o fazendo sorrir novamente.
- E por que eu culparia você?
- Por ser muito insistente?- soou mais como uma pergunta.
- Não... – disse meneando a cabeça. - Isso é uma das coisas que eu gosto em você.
- Uma das? O que mais você gosta em mim, Edward?- Bella segurou o corrimão firme, sentindo seu estômago dar voltas, olhou pra ele como se fosse uma coisa realmente interessante.
- Porque não tenta descobrir? – seu rosto estava neutro, mas seus olhos sorriam, seu brilho dourado era intenso demais para por em simples palavras.
- Prefiro que você me diga. – não havia ninguém no caminho deles pela casa e Bella não deixou aquilo passar.
- Não tenho certeza se isso será bom para você – Bella bufou levemente, revirando os olhos.
- Se quisesse saber só coisas boas, teria ido para um convento. Nada que me disser pode me chocar, certo? Posso perfeitamente decidir o que é bom pra mim, Edward. – concluiu, enquanto ele meneava a cabeça segurando o riso.
- Na hora certa, descobrirá.
- Chato! – soltou em um tom quase inaudível, mas sabia que ele a ouviu, pelo sorriso sínico em seus lábios. Passaram pela frente da garagem e Bella parou para dar uma segunda olhada.
- Uau! – aquilo mais parecia uma exposição de carros com preços de mansões.
- Minha família tem um gosto singular para carros. - Edward disse orgulhoso.
- Se singular quer dizer caros, luxuosos e velozes, então vocês com certeza tem um gosto muito singular. – o sorriso dele dizia que concordava plenamente com ela, mas o sorriso de Bella se foi com um pequeno vislumbre de um cabelo loiro e uma gargalhada grotesca. Seria inevitável cruzar com ela, sendo que estava em sua própria casa.
- Hey Emmett! – acenou para o moreno, se um vampiro conseguia ser grande e fofo, com certeza seria Emmett, seu sorriso era contagiante e Bella lhe deu um sorriso animado.
- E aí, Bella? – fizeram um toque de mãos estranho, a jovem tinha certeza que ele a via como uma irmã mais nova do mesmo jeito que o via como um irmão mais velho. Rosalie não se virou, então a morena somente a ignorou, depois do que soube o que realmente havia acontecido com ela, a vampira não lhe era tão insuportável.
Como se tivesse ouvido o seu pensamento, a loira se virou, era a primeira vez que Bella a via sem ser na escola ou estar arrumada, não que Rose estivesse desarrumada, só mais relaxada, o cabelo loiro estava preso em um rabo de cavalo, ela vestia uma camiseta pólo preta, uma calça jeans azul escura e um tênis preto.
- Olá, Rosálie. – a cumprimentou educadamente.
- Ola, Isabella. – a loira notou que Bella a olhava de forma diferente.
- Qual o problema?
- Nada, este carro é seu? – Bella fez sinal mostrando o lindo carro vermelho, a loira deu um sorriso orgulhoso.
- Sim, gostou? – o olhar de Rose era desafiador, Bella poderia ter lhe dado uma boa resposta, mas Edward mantinha a mão em seu ombro, então optou pela forma mais educada.
- É um lindo carro e parece muito potente. – a loira sorriu amarelo. - Bom trabalho. – desejou verdadeiramente, podia não gostar dela e o sentimento era mútuo, mas Rose entendia de carros muito bem.
- Obrigada – respondeu à loira.
- Elas falaram um minuto sem brigar... Emmett disse colocando as mãos teatralmente na boca. - Estou chocado! – Rosalie e Bella trocaram um olhar significativo, claro que não eram amigas, mas tampouco inimigas.
- Cala a boca, Emmett - disseram juntas.
- Agora estão até concordando, quando vão começar com as festas do pijama? – Bella revirou os olhos encontrando o olhar de Edward que parecia se divertir com a situação.
- Vá à merda Emmett! – cuspiu puxando Edward.
"Manda ver garanhão, pega a gata de jeito!" – Edward lançou um olhar fulminante para o irmão.
- Não faça nada que eu não faria! – disse entre risos, Bella revirou os olhos entrando no carro, Edward acelerou em um segundo, uma música instrumental começou a tocar e Bella a cantarolava baixo.
- Emmett é mesmo uma figura! – a jovem disse com a cabeça recostada no banco.
- Vai mudar de opinião quando ele começar a te atormentar de verdade. – Edward retrucou.
- Mais?
- Acredite, isso não é nada! – a jovem sorriu meneando a cabeça. – Emmett é uma criança grande! – disse descontraído, mas ficou sério de repente a encarando em seguida. - O que Alice queria de você? - ela o olhou com a sobrancelha arqueada. – Desculpe, mas somos vampiros e privacidade é uma coisa inexistente naquela casa, acredite!
- E foi por isso que me tirou de lá? – ao se dar conta do que dissera, corou violentamente.
- Em partes sim, lembre-se que eles não sabem que é uma feiticeira.
- É verdade! Falando nisso... – Isabella mordeu os lábios, incerta se dizia ou não. - Sabe aquela cruz? – optou pela verdade.
- Você parece ter gostado mesmo dela.
- Não é isso! Sabe aquele símbolo? – Edward somente assentiu. – É um selo, o selo de um feitiço muito complexo.
- Mas quem enfeitiçaria aquela cruz? – perguntou tentando acompanhar seu raciocínio.
- Eu não pude ver quem a enfeitiçou, mas ao tocar o pentagrama pude ter acesso à vida do dono da cruz.
- O pai de Carlisle?
- Não, o próprio, quem fez o feitiço de certa forma protegia Carlisle!
- Como assim viu sua vida?
- Como em um filme, mas muito mais rápido, na realidade eram flashes e está tudo aqui Edward... – disse apontando para a própria cabeça. – Agora entendo muita coisa, Carlisle é mesmo um homem admirável! - Edward pode sentir em sua voz o respeito com que ela falava de seu pai. – As coisas que vivenciou... Quase quatro séculos de vida! O modo como lutou contra o que havia se tornado as tentativas de... Foram tantas.
- Como pode saber disto tudo? – perguntou perplexo, tentando processar a informação.
- Estou dizendo, eu vi, Edward. – de repente o carro parou, haviam chegado à trilha que levava a clareira. – Vi sua mãe... – os olhos do vampiro saltaram. – Ela era tão linda, e você se parece tanto com ela, vi o modo como cuidou de você. – disse tocando a mão dele. - Vi quando Carlisle o transformou, assim como quando o fez com Esme, Rosálie e Emmett.
- Então sabe o monstro em que me tornei quando me afastei dele.
- Não, mas vi a dor de Carlisle quando se afastou, sua preocupação, ele te ama Edward como a um filho de verdade.
-Eu sei! Então você a viu? Minha mãe.
- Sim, longos cabelos acobreados e lindos olhos verdes, como os seus eram. – ela tocou o rosto de Edward delicadamente, o vampiro fechou os olhos apreciando a carícia. – Vamos? –disse apontando com a cabeça para a trilha. – Edward assentiu saindo do carro, deu a volta para lhe abrir a porta.
- Me conta mais do que viu. – pediu estendendo a mão para ela, entrelaçando seus dedos em seguida. Isabella contava a ele tudo que vira ao tocar o pentagrama, estava entusiasmada com a nova descoberta.
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