Capítulo 14 As origens de Vlad

- Pai, quanto te estranhei, levou sem ver-nos tanto tempo que temia não poder o fazer mais…

- Filho meu, não sabe quanto sofro por ter nesse lugar, após te ter encontrado se me faz muito difícil não te ter comigo todos os dias.

Flashback

Grindelwald Gellert tinha sido o grande amor de sua vida, quando foi a viver com sua tia avó Bathilda Bagshot, mudou sua vida para sempre se apaixonou perdidamente dele e este amor foi correspondido pelo outro, sua relação a cada vez que passavam os dias foi mais intensa, até que culminou com a espera de um filho de ambos, Albus nunca conheceu este fato até muitos anos depois.

Quando ele e seu grande amor Gellert se separaram inevitavelmente após que este lançasse a maldição cruciatus a Aberfoth após que lhe recriminasse que não podiam se marchar em busca das Relíquias da Morte e tentar criar uma Nova Ordem Mágica e levar a sua irmã Ariana a essa busca insensata, se envolveram em uma briga que acabou, por desgraça, com a morte acidental de Ariana por um feitiço mal dirigido.
Grindelwald fugiu ao dia seguinte de casa de sua tia e foi-se -ainda não sabia de seu estado- a cumprir seus loucos e insensatos planos que lhe levaram a converter em um mago tão malvado como Voldemort. O fato de sentir-se culpado pela morte da irmã de seu grande amor, só e grávido fez que a cada vez buscasse mais refúgio na magia escura.

Seu filho nasceu, era formoso e com uns bonitos olhos como o de seu outro pai, ele não podia o cuidar, não devia demasiado bem sentia que se estava convertendo a cada vez mais em um ser malvado, por esse motivo decidiu deixar ao cuidado dos Vasíliev, família de magos russos com boa posição social que se encarregaria da educação de seu filho. Prometeu-lhes que não lhe diriam quem eram seus pais até que este não fosse maior de idade e só se o estimava oportuno.

O garoto quando cumpriu a idade de ingressar na escola mágica foi levado ao Instituto Durmstrang, ali perigosamente se interessou muitíssimo pelas artes escuras, seu talento era excepcional, como era o de seus pais. Cedo começou a entrar em contato com filhos de comensais ou simpatizantes da causa de Voldemort. Quando teve a idade suficiente fez parte de suas filas, mas uma coisa era crer em uns ideais e outra muito diferente era o que para valer pretendia esse louco bastardo de Voldemort, exterminar a todo aquele que não estivesse a sua altura, para o Lord todos eram bastardos que não merecia sequer beijar por onde ele calcava.

Algo no interior de Vlad lhe indicava que tinha errado seu caminho, com essa angústia se dirigiu a seus pais adotivos e lhes expôs suas cotas. Estes se apiedaram dele, sua vida não estava indo por bom termo e deveria mudar. Seu pai contou-lhe toda a verdade sobre suas origens, quem tinham sido seus verdadeiros pais, o motivo da separação porque o pai que lhe levou dentro não disse nada de sua existência ao que o engendrou.
Vasili, pai adotivo de Vlad, recomendou-lhe que buscasse a seu outro pai, que lhe contasse sua situação e sua arrependimento. Vasili não conhecia em pessoa a Dumbledore, mas sabia de sua sabedoria e grandeza e por suposto o que tinha amado a seu outro pai, como não ia acolher a seu filho, se era o mais maravilhoso que uma pessoa pode desejar um filho nascido do verdadeiro amor.

Vlad dirigiu-se a Hogsmeade e solicitou uma cita secreta a Dumbledore, que melhor lugar para que ninguém lhes molestasse que Cabeça de Porco, a taberna executada por seu tio Aberfoth, que irônico, lhes ia facilitar seu encontro a pessoa que tinha separado a seus pais. Espero um par de dias até que Albus Dumbledore foi a cita, ao o ver ficou impactado, era a viva imagem de seu Gellert, mas com o cabelo escuro e os olhos como os dele. Não fez falta que Vlad lhe contasse quem era suas magias se reconheceu ao instante.

A partir desse instante pai e filho puseram-se a par de todas suas andanças, Vlad suplicou a seu pai ajuda, queria deixar a esse louco demente, mas também sabia que podia brindar uma ajuda inestimável à Ordem da Fênix que dirigia seu pai. Por este motivo seguiu trabalhando na sombra tentando pedir o maior número possível de informação, seguiu presenciadas mortes, torturas e as mil e uma barbaridades que ao tenebroso e a seus seguidores se lhe ocorriam, era necessário para que o bando da luz triunfasse que tivesse o maior número de espiões.

Vlad não conhecia a existência dos outros espiões era melhor para todos, por isso quando descobriu a Severus Snape trabalhando em Hogwarts se levou uma grande impressão e não pôde mais que lhe dizer a seu pai.

Fim do Flashback

- Pai encanta-me dizer esta palavra dirigida a ti, tenho que te comunicar algo importante, tenho visto que um dos comensais mais chegados a Voldemort trabalha aqui no castelo e isso pode ser muito perigoso.

- Meu rapaz, não se preocupe, se te refere à Severus Snape, tenho que te dizer que ele trabalha para a Ordem faz muitos anos, que lhe ocorreu o que a ti, se deu conta do louco e malvado que é Voldemort e ao se sentir traído em carne própria por ele decidiu, ao igual que você, me pedir perdão, ajuda e ingressar na Ordem.

- Apesar de seu caráter, em aparência, adusto e sua frialdade é uma pessoa da que te pode confiar se é capaz de atravessar seu coração e que dará a vida, se é preciso, pelas pessoas às que ama.

- Como a esse castanho de olhos de mel que ia com ele.

- Referes-te a seu companheiro Remus Lupin, que também é membro da Ordem e por desgraça também joga um papel como espião para a Ordem.

-Ja, imaginei-me que era seu companheiro, a verdade é que me assombrou que Snape pudesse estar com alguém, à maneira de me olhar quando me fixe em Remus Lupin tivesse congelado até o fogo, me demonstra que além de amar também pode chegar a ser sobre protetor.

- Assim é filho, eles têm passado muito e por fim têm encontrado um ao outro a paz necessária para seguir adiante neste mundo desapiedado que nos tocou viver por culpa de um louco.

- Bom, acho que já é hora que faça as apresentações formais ao claustro de Hogwarts antes que comecem as exéquias por nossa aluna. Imagino-me que você não saberá nada de qual de seus colegas comensais pôde fazer algo assim a uma menina inocente.

- Não pai, mas acho que deve ser alguém tão desapiedado como o próprio Lord, sem escrúpulos e com umas grandes ânsias de poder.

- Não é muito difícil nos imaginar quem tem podido ser, as possibilidades não são muitas e menos os que têm muito que ganhar com ter espiões dentro do colégio ainda que tenha tão pouca idade, esses são os mais válidos para ter vigiado a um de seus mais odiados inimigos, o outro se pode imaginar que sou eu, mas para isso o tem mais fácil, "conta" com Severus, mas ultimamente se lhe deve antojar que não cumpre demasiado bem seu papel e têm suspeitas de que faz um duplo jogo e por esse motivo te envia a ti.

- Em sua mente retorcida não entra a palavra amor e se imagina que você como o filho que nunca quis reconhecer, sim não me olhe assim, suspeito que quando matou a seu outro pai na prisão de Nurmengard e lhe arrebatou a varinha de saúco, tinha a mente tão debilitada pelos anos passados em prisão se arrependendo de seus maus atos, lhe fez legeremência e descobriu nossa relação, seu nascimento e o que foi de ti.

- Acho que este foi o motivo de que ascendesses tão rapidamente em suas filas e que te dissesse quem tinham sido teus pais, como eu mande a seu outro pai à prisão e tergiverso as coisas para que achasse que eu sempre tinha sabido de sua existência e que me tinha desentendido de ti porque não te queria, ainda bem que seu pai adotivo te tinha posto em antecedentes e sabia que tudo era uma treta mais de Voldemort para conseguir seus propósitos.

- Desta maneira pensou que ia ter dentro de Hogwarts o espião mais eficaz para seus planos, um filho rejeitado e sedento de vingança por um pai que nunca o quis, não fazia mais que projetar em ti o ódio que sentia por seu pai muggle, que esse sim que nunca o quis. Em sua mente doente trama que você poderia me matar como ele o fez com seu pai por pura vingança, mas não o que não se imagina é que você não é ele, você não está corrompido, não tem a alma rompida em pedaços e desde depois seu pai sim te ama, o que ocorre que não sabia de sua existência até que não te apresentaste ante ele e que jamais, me ouve, jamais te abandonarei.

- Pai jamais tem duvidado de seu amor desde o pouco tempo que nos conhecemos e nunca te vou a defraudar, espero que tudo isto acabe cedo e que a vida nos dê uma resposta justa a nossos atos.

Dito o qual pai e filho se abraçaram fraternalmente, as lágrimas de felicidade, amor e entendimento correram pelo rosto de ambos.

- Vamos Vlad já é hora de sua apresentação em sociedade neste Castelo, ah, se me esquecia, não enfureça a Severus com o tema de seu companheiro, não gostaria que se pudessem enfadar por de sua culpa.

- Descuida pai, não tenho o mais mínimo interesse em romper nenhuma relação, ademais já sabe que meu coração não está nestes momentos aberto a nenhum tipo de relação, que não lhe meramente familiar.

Na sala de professores do Castelo, os membros do claustro esperavam a chegada do Diretor para dirigirem-se todos juntos a oferecer as exéquias pela aluna falecida. Em muito pouco tempo a porta abriu-se deixando passo a Dumbledore acompanhado por um atraente homem que fez suspirar a mais de um dos professores do plantel.

- Tenho o gosto de apresentar-lhes a Vlad Vasíliev o novo professor de duelo, que em um princípio vinha para substituir a Aurora Sinistra professora de Astronomia, mas como felizmente já se encontra recuperada de sua doença e como, por desgraça todos sabemos que a guerra está próxima, tenho decidido incrementar os recursos para que nossos alunos se defendam dando de novo classes de duelo, das que Vlad será o titular da matéria.

- Terá que trabalhar muito estreitamente com o professor de DCAT Remus Lupin e com o professor de poções Severus Snape, são, e não por isso ninguém se vá sentir ofendidos, os melhores nas matérias de feitiços e contra feitiços que podem ter nossos alunos.

- Bem se não têm nada mais que dizer vamos até o Grande Salão para começar com as exéquias.

_ou_

- Albus, não sei que pretendes permitindo a entrada desse comensal no claustro de Hogwarts, já te disse que é um dos mais ferventes seguidores do tenebroso e um dos mais próximos a seu meio.

- Bom rapaz é melhor que Remus e você por fim tenha uma conversa esclarecedora sobre os motivos que me fizeram admitir a este "comensal" em nosso colégio. -Albus contou-lhes toda a história de Vlad, quem era como tinha conhecido de sua existência e do papel tão perigoso que jogava entre as filas do Lord, o mesmo que eles tinham jogado até faz muito pouco.

- Se já ficou claro de que nada tende que temer dele, é melhor que lhe faça passar e possa começar a formar uma estratégia para ajudar melhor a nossos alunos e, sobretudo que Harry Potter receba o treinamento mais exaustivo, não só em Defesa, senão também em Duelo e em Oclumência e Poções. Muito me temo que a última batalha a tenha que livrar ele sozinho em frente a esse desquiciado.

- Como me imagino que o Senhor Malfoy quererá estar sempre ajudando a Harry é melhor que essas classes especiais as recebam os dois. Você Severus tem o tempere e a experiência necessária para coordenar todas estas classes e te peço encarecidamente que se em algum momento te pudeste sentir molesto por Vlad não o tenha em conta. Seu coração está demasiado doído para tentar tirar-lhe o companheiro a ninguém.

- De acordo? Sem rancores.

- De acordo Albus, sempre tenho confiado em ti e em seu bom julgamento.

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Após as classes os alunos de quinto, sexto e sétimo dirigiram-se para a aula de duelos, ali o novo professor respaldado pelo de DCAT ia dar-lhes umas classes extras sobre feitiços e contra feitiços. Todos foram emocionados ante o reforço de seus conhecimentos e como não movidos pela curiosidade, o novo professor que lhes apresentou Dumbledore dantes do jantar da noite anterior se lhes antojava muito interessante e muito apetecível, tanto para garotos como para garotas.

A atuação de Vlad não defraudou a ninguém, todos os alunos sem exceção aproveitaram ao máximo o tempo da classe, Snape e Lupin ficaram assombrados da maestria que tinha e da elegância com a que dava as instruções a seus alunos. Apesar de seu aspecto imponente, nenhum aluno sentiu-se amedrontado com o novo professor. Seus movimentos eram muito precisos, demasiado para alguns alunos de Slytherin que descobriram tristemente que se assemelhavam demasiado aos métodos que seus pais utilizavam métodos que só se podiam ter aprendido desde as filas do inominável. O quarteto de prata lançava-se olhadas de entendimento, demasiadas vezes tinham visto os efeitos de determinados feitiços, tinham a cada vez mais claro que o novo professor era uma ameaça para os que estavam ali, não se imaginavam como Voldemort tinha podido colar este gol a Dumbledore.

Quando finalizou a classe e uma vez que o resto dos alunos tinha abandonado a sala Draco se acercou a seu padrinho, devia lhe contar suas suspeitas, ainda que se imaginasse que este já se tinha dado conta da procedência do novo professor.

-Padrinho posso falar contigo, é algo importante.

- Diga Draco que te sucede?

- Acho que já te terá dado conta, mas acho que o novo professor é parceiro de fadigas de meu pai.

Vlad tinha-se acercado ao casal e não tinha podido evitar a conversa que tinham esses dois, pelo que com um gesto de cinismo, muito típico nele após tantos anos de prepotência e de pertencer às filas de magos escuros, que não pôde evitar espetou a ambos:

- Severus acho que deveria fazer as apresentações formais com o jovem Malfoy.

Draco se sobressaltou um pouco, ainda que, como sempre, não deixou transluzir o mais mínimo de seus sentimentos e se voltou para o novo professor com uma mirada também carregada de cinismo marca Malfoy desafiando com a mirada a espera das apresentações.

-Draco apresento-te a Vlad Vasíliev, ou melhor, dito Vlad Dumbledore Grindelwald, a partir de agora e até nova ordem ele junto com Remus e comigo se encarregará de dá-los a ti e a Harry classes especiais de defesa e duelo combinadas com os ensinos de Remus e das minhas próprias.

Ao loiro quase se lhe desencaixa a mandíbula da surpresa, gesto ao que se lhe uniu Harry, pois nesse mesmo momento Remus lhe estava dizendo o mesmo. Albus Dumbledore apareceu na sala no mesmo instante que Draco ia replicar.

-Bom pelas caras de assombro do senhor Malfoy o senhor Potter suponho que o professor Snape e o professor Lupin já lhes comunicaram quem é Vlad. Espero que aproveitem muito bem estas classes tão especiais, pois sobre elas recaem uma parte do sucesso de vencer a Voldemort.

- Senhor, nunca nos tinha mencionado que tivesse um filho.

- É verdadeiro Harry, mas até faz muito pouco nem eu mesmo o sabia e como tende podido imaginar, ele é um espião ao igual que Severus e Remus entre as filas de Voldemort, por isso quanto menos gente o saiba melhor para todos. Não é necessário que os diga que esta informação tão valiosa a mantenha em segredo.

- Feita os esclarecimentos oportunos só tenho que os dizer uma coisa mais, me chegou uma carta via coruja de teu pai Draco me indicando que gostaria de ver-te amanhã a isso das cinco no colégio. Disse-me que se trata de um assunto familiar que não pode esperar às férias de natal.

- Senhor acho que já sei o que quer meu pai, que me una o quanto antes às filas do senhor tenebroso. - Draco disse isto com uma profunda tristeza, seu pai tinha muitos recursos e quiçá lhe sacasse pela força do castelo e lhe entregasse ao Lord lhe afastando definitivamente de Harry.

- Não tenha medo Draco, não estará só com ele em nenhum momento, não vou permitir que te leve ante o Lord, se isso é o que teme. Já me buscarei uma desculpa para estar presente.

Enquanto dizia isto Severus endurecia sua mirada tentando transmitir a Draco confiança, nunca consentiria que seu afilhado fosse convertido no brinquedo desses desquiciado.

Vlad sentiu como seu antebraço esquerdo lhe queimava o Lord lhe estava chamando, Severus se tocou seu antebraço, a ele também lhe chamava. Olhou a Remus para despedir-se dele, mas o castanho não permitiu que abandonasse o colégio, lhe tirou a varinha e com a mirada enfurecida lhe convidou a que ficasse.

-Ouve-me bem Severus Snape, por que não te vou a repetir mais vezes, não vai voltar à presença desses desquiciado. Faz-se a menor tentativa de marchar-te juro-te que te encadearei nas masmorras pelo resto de seus dias.

Severus ficou pálido nunca tinha visto a seu companheiro tão furioso como o estava neste momento, no fundo se sentiu lisonjeado, não lhe deixava que se marchasse lhe amava acima de todas as coisas e não queria que lhe passasse nada, uma vez mais Remus lhe demonstrava o muito que lhe queria.

- Severus, Remus tem razão, não pode voltar à guarida desses desquiciado, sabe que se vai ali não voltará com vida. Meu filho pode-te confirmar.

- Voldemort não perdoa no outro dia lhe defraudou com o garoto Zabini, me contou em um ataque de confidencialidade que teve comigo, me disse que no próximo dia que te chamasse seria para que tivesse com ele a diversão final, se cansou de ti e suspeita que não lhe seja muito fiel.

- Agora me está chamando pára que lhe informe sobre sua atividade. Tenho que lhe dizer toda a verdade e desde depois sua cabeça a partir deste momento correrá um grave perigo. É melhor que faça caso a seu companheiro e ao que meu pai te diz. Tenho-me que marchar já ou Voldemort suspeitará de que ocorre algo raro.

_ou_

-Por que te demorou tanto?

Com a cabeça abaixada e uma dos joelhos fincada no solo contestou ao tenebroso tentando transmitir um grande respeito e temor como é próprio de um escravo com seu amo.

- Meu senhor, se saía correndo a seu chamado poderia ter posto em perigo minha missão, estava dando classes ao odioso de Potter sobre feitiços e como se defender. Tal e como o estúpido de meu pai me tinha recomendado.

- Vejo que segue tendo em grande estima a seu progenitor, isso é bom para meus propósitos – Soltou uma gargalhada que gelou o sangue até ao mesmíssimo Malfoy que estava presenciado a cena.

- Vlad, amanhã Lucius se acercará a Hogwarts com a desculpa de ver a seu filho e tentará deixar uma armadilha que poderá abrir as portas do colégio a meus comensais para abrir uma frente desde o interior combinado com um desde o exterior no momento que eu considere adequado o ataque.

- Este artefato precisa um tempo para poder fazer-se o suficientemente poderosos para impedir que ninguém o destrua, por isso é muito importante que sua missão se mantenha em segredo e já que só nós três sabemos de sua existência, se chega a fracassar quererá dizer que ou bem Malfoy é um inútil ou algum de vocês dois são um traidor.

- Meu senhor, sabe que eu nunca te trairia que minha missão se cumprirá segundo o previsto e se posso trarei a meu filho a sua presença em seguida para te oferecer tal e como tinha prometido.

- Deixa-te já de palavras vãs e cumpre com o prometido, o rapaz Zabini não me satisfez e preciso carne jovem com a que saciar meus apetites, se é tão bom e dócil como seu pai terá uma boa recompensa, se mostra hostil a minha pessoa o castigo que receberá não o esquecerá na curta vida que o espera.

- Agora te marcha, tenho ainda assuntos que tratar a sós com Vlad.

- Como deseje meu senhor. -Ato seguido o loiro se marchou da sala lançando uma mirada de rancor ao moreno que lhe sorriu cinicamente.

-Vá, vejo que a Malfoy lhe come um pouco a inveja a se ver excluído desta conversa e bem que tem podido averiguar sobre Snape e Potter.

- Tal e como suspeitava Snape não é mais que um sujo espião de Dumbledore e protege ao encrenqueiro de Potter lhe tentando educar sua magia para que te vença em um duelo.

- Ja, sempre imaginei que Severus estava perturbado desde o momento em que me rogou que não acabasse com a vida da sangue suja da mãe de Potter. Que patético, é instinto paternal para cuidar a Potter ou é que lhe quer beneficiar.

- Não meu senhor, ele já tem a quem se beneficiar.

-Quem tem roubado o coração de meu patético comensal. Algum terno jovenzinho ou é algum colega seu.

- Não te imagina, alguém que não só um mago, senão também um sujo licantropo, Remus Lupin.

- É que vou estar sempre rodeado de sujos espiões, esse esteve campando a suas largas adiante do cretino de Greyback e nem sequer se deu conta de que estava espiando e portanto a mim. Esse estúpido homem lobo vai ter seu merecido. Não são mais que escoria, quando estabeleça minha ordem os exterminarei a todos.

- Farei muito bem meu senhor, não devem ficar nem sangue sujo nem engendros como licantropos, vampiros, ou demais seres inferiores se não são para servi-los como é devido.

- Não sei que faria sem Nagini e sem ti Vlad, a cada dia me demonstra sua lealdade trazendo informação muito importante para meus planos. Pode retirar-te e tenta que ninguém descubra seu segredo.

- Obrigado senhor, estarei sempre a sua disposição.

_oOo_

Uma vez no castelo e após ter informado a seu pai dirigiu-se a suas habitações, ali lhe esperava uma grata surpresa.

-Que faz aqui, não te esperava até dentro de um mês.

-Os planos têm mudado, permitiram-me ficar-me em uns dias na Inglaterra antes de incorporar a meu trabalho. Tenho pensado que talvez gostasse de compartilhar comigo umas horas antes que me marche de novo à Bulgária.

- Não estaria nada mau, mas como te permitiram chegar até aqui.

- É fácil, não tive mais que falar com o diretor e gostosamente me acompanhou até suas habitações.

- Velho fofoqueiro, vai escutar-me. - Vlad disse isto em um tom divertido, e agradecendo no fundo de que seu pai fosse um pouco intrometido nos assuntos de casal se com isso podia favorecer o encontro de duas pessoas que a seu julgamento se amavam.

Vlad, não o tinha ainda muito claro se o que sentia pelo outro era amor ou simplesmente atração física, sua vida era tão complicada que lhe assustava o poder chegar a se comprometer em sério com alguém. Mas este garoto acordava nele sensações que nunca antes tinha experimentado.

- Vêem aqui, vês-te muito apetecível esta noite, se dispões de pouco tempo é melhor que o aproveitemos o quanto antes.

Começou a despojar de roupa a seu amante e quando o tinha nu diante sua o tombou na cama de costas e lhe obrigou a que abrisse as pernas lhe deixando totalmente exposto a suas caricias. Com um feitiço silencio despojou-se das suas e situou-se em cima do outro beijando com paixão os lábios carnosos que convidavam a ser mordidos, resiguio a linha do pescoço e começou a lamber e chupar, provocando algum que outro hematoma.

Quando chegou aos mamilos do garoto as lambeu e sugou até as deixar totalmente eretas, soprou os mamilos provocando calafrios em seu companheiro, seguiu propinando beijos e pequenos mordiscos em seu ventre e se parou no umbigo penetrando com sua língua, quando notou que a ereção do que tinha embaixo começava a se inchar perigosamente agarrou a base do pene impedindo que pudesse se correr demasiado cedo.

Convocou um bote de lubrificante e untou generosamente o ânus do outro moreno e seu pene e de uma sozinha estocada introduziu-se no bilhete estreito, arrancando um grito mistura de prazer e dor. Voltou a sair bruscamente e volteou a seu companheiro até pô-lo a quatro patas sobre a cama, deu-lhe um par de tapas e voltou a fincar e com um ritmo desenfreado penetrou-lhe em um vaivém enquanto com uma mão lhe masturbava, cedo os gemidos de prazer de ambos retumbavam pela habitação até que uns últimos gritos ambos se vieram.

Tinha sido um ato rude, como eram eles, pouco dados a sentimentalismos, mas com uma entrega total, no fundo se amavam ainda que nunca se tivessem atrevido a lhe o dizer um ao outro. Só após ter culminado seu desejo se permitiram abraçar em um gesto de carinho. Beijaram-se ternamente, Vlad vestiu a seu companheiro e lhe sussurrou ao ouvido.
-Descansa, amanhã terá que partir para Bulgária e não nos poderemos ver em um tempo.

- Vlad quando amanhã me marche abre esta carta que quero que leia quando esteja sem mim. Façam-me esse favor e não a abra antes. Boa noite. – Dito isto fechou os olhos e se abraçou fortemente a seu companheiro esperando o sonho que lhe envolvia placidamente.

Vlad olhou-lhe ternamente e pensou na sorte que tinha por ter a alguém tão maravilhoso entre seus braços, mas também sentiu pena, sua vida era tão complicada que não podia lhe oferecer nada mais que esses momentos de prazer, se merecia algo mais, alguém que lhe dessa estabilidade, que não fora tão rude, que…

Não pôde seguir pensando ou se jogaria a chorar e isso não lhe podia permitir, não nesses momentos, tinha que ser forte. A guerra estava próxima e não podia deixar que seus sentimentos pudessem chegar a ser conhecidos pelo desquiciado do Lord. Fechou os olhos e acompanhado pela respiração de seu companheiro conciliou o sono.

Continuará…

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Nota tradutor:

Hummmm

Finalmente descobrimos as origens de Vlad!

Espero que vocês gostem do capitulo e comentem

Vejo vocês nos próximos capítulos

Ate breve