Mais um cap!!! Espero que apreciem...

Jack & Lizzie não me pertencem!!!

Ah, AVISO AOS NAVEGANTES: Contém cenas HOTs, portanto, cuidado ao ler!!!

Cap. 14

Elizabeth estava esperando o nascer do sol, vestida com suas roupas de pirata, estava feliz e não sabia o porquê. Um sorriso espontâneo estava estampado em sua face. Ela estava em cima de um monte, sentada, cabelos ao vento, parecia que a aurora traria algo que ela esperava há anos, quando de repente um lindo menino vestido como ela apareceu, sentou-se e a abraçou. Ela lhe deu um longo beijo estralado na bochecha! Era como se sempre se conhecessem, toda a situação era estranha, mas algo a fazia ficar sem indagações. O menino riu. Ele lhe lembrava um famoso pirata...

O sol lançou seus primeiros raios, eles se levantaram. O menino começou a cantarolar "Yo Ho, Yo Ho, A pirate's life for me!" e de repente ela sentiu uma forte dor no peito que piorou quando ela viu um clarão verde nos céus. Ela caiu de joelhos. O menino se assustou:

- Mamãe! O que há com você amor? – ele perguntou com carinho a amparando.

- Mamãe?! – ela ficou atônita olhando o menino.

Seu peito doeu terrivelmente e quando ela olhou para o mar...

- Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!

Ela acordou assustada. Abriu os olhos e viu Jack que a observava assustado da mesma forma. Ela estivera sonhando.

- O que há com você amor? – ele perguntou do mesmo jeito que o menino que a chamara de Mamãe. Agora ela sabia quem o menino lembrava! O menino era a cara dele.

Ela arregalou os olhos. Que sonho confuso.

- Eu só... só... – ela tentou começar e de repente olhou ao redor e percebeu onde estavam. Em alto mar.

- Meu Deus! – ela suspirou e abaixou a cabeça.

Ele pôs os remos de lado e foi para perto dela.

- O que houve Lizzie?! – ele perguntou carinhoso. Ela levantou a cabeça e esbravejou:

- O que estamos fazendo aqui Jack Sparrow?!

- O quê?! – ele não entendeu a mudança repentina dela e foi mais para trás.

- Estamos no meio do mar! Nem vejo a ilha em lugar algum!

- Zarpamos ao nascer do sol! Já estamos bem longe graças aos céus e ao mar! – ele forçou um sorriso, mas ela parecia realmente brava.

- Não! – ela suspirou. – Isso está errado! Que porcaria Jack!

- O quê que é porcaria?

- E agora?! – ela estava se desesperando.

- E agora o quê?!

- Temos que voltar! – ela pediu.

- Voltar pra onde?!

- Para a minha ilha seu pirata tonto! – ela disse como se ele fosse idiota.

- Não volto lá nem que o mar seque ou o que Kraken ressuscite! – ele disse resoluto.

- Mas... Temos que voltar... Precisamos...

- Me diga um bom motivo! Aquela ilha tem algo de muito errado Lizzie, pode acreditar, eu ouvi as tais vozes que você falou e vi umas coisas lá também!

- O que você viu?

- Uns... – ele não queria falar disso. – Vultos.

- Vultos?!

- É! Assombrações, daquelas que puxam seu pé à noite! – ele queria mudar de assunto.

- Não me importa! Precisamos voltar, por causa do baú!

- Você não o escondeu?!

- Escondi!

- Então?! – ele se ajeitou no Perolinha. – Não tem porque voltar! Garanto que ninguém vai achar aquela sua bela ilha, eu nem sei como cheguei lá!

- Mas... – ela não sabia como discordar dele.

- Mas... Nada! Eu prometo voltar com você daqui a dez anos! – ele viu que ela pareceu se conformar e voltou a remar.

- Espere! – ela gritou.

- O que foi dessa vez minha rainha?! – ele já estava sem paciência.

- Como vamos voltar, ou melhor, como eu irei voltar se ninguém sabe onde a ilha fica?! – ela disse algo certo que o desconsertou. Mas ele pensou rápido e respondeu com um largo sorriso dourado:

- É só você olhar na minha bússola especial, lembra?! – ele disse e piscou um olho pra ela. Ela teve que sorrir. Ele tinha planejado tudo! Que cachorro!

Ambos ficaram se olhando sorrindo.

Então percebendo o clima que estava se instalando entre eles Elizabeth ficou séria e disse com altivez:

- Continue a remar Capitão! Temos muita água para cruzar na sua majestosa jangada, não é? – ela riu e se deitou no barquinho.

- Ha ha ha. – ele desdenhou. – Muito engraçado. – ele recomeçou a remar, mas nem sabia que direção tomar.

- Pra que lado fica Tortuga, Jack? – ela perguntou marota.

- Eu sei lá! – ele disse sem paciência.

- Meu Deus do céu Jack! Você nem sabe pra onde estamos indo?

- É claro que eu sei meu bem, eu só estou sem paciência de responder suas perguntinhas chatas!

- Ah! É assim né?!

- É! É assim sim! - ele disse debochado. – Aliás, é sua vez de remar queridinha!

- Como, se estou com as mãos e os pés amarrados queridinho?! – ela desdenhou.

- Isso é fácil de resolver! – ele disse e puxou uma faca. Cortou os cintos de tecido das mãos dela. Ela suspirou de alívio e ele acariciou os pulsos dela. O clima esquentou. Ela gemeu de alívio e apontou pros pés.

Ele segurou os pés dela e devagar cortou as amarras. Mas ao invés dele largar os pés dela ele largou a faca e começou a acariciar as pernas dela. Isso era loucura, mas eles nem sequer desviaram o olhar hipnotizador que lançavam um ao outro. O barco balançava devagar, parecia que os embalava, enquanto deslizava sobre o mar e os levava pra longe sem que eles percebessem. Toda situação era mágica.

Jack foi subindo vagarosamente, aproveitava cada toque na pele dela e nem passou pela cabeça dele o sonho, ou melhor, o pesadelo, que tivera com Calypso.

Elizabeth estava extasiada. Como era bom ser tocada por ele, nem lembrou que Will também tinha acariciado suas pernas, na verdade, nem lembrou de Will, do baú, qualquer coisa que existisse podia esperar. Jack já não podia mais esperar, tentou se posicionar melhor para beijá-la. Ela facilitou as coisas e em poucos segundos ele estava quase todo em cima dela. Era incômodo no barco, mas eles nem se importavam com detalhes. Ele ficou com o rosto parado a poucos centímetros do dela, a olhando como se quisesse guardar as expressões de prazer que estavam estampadas no rosto dela. Nesses momentos eles esqueciam de todo o resto do mundo, só eles existiam.

Ela não agüentou esperar e o puxou num longo, profundo e apaixonado beijo.

O Perolinha balançava e junto com ele iam Elizabeth e Jack, desajeitados num minúsculo barco à deriva no Mar do Caribe.

Os beijos iam se intensificando cada vez mais, e Elizabeth percebeu algo estranho no corpo dele em contato com o seu. Ela nunca havia sentido isso.

Ela sentiu uma vontade voraz de rasgar suas roupas e as dele:

- Então é assim que se fazem os bebês! – ela pensou alegre.

Ele parecia outro, totalmente hipnotizado, sexy, com um olhar de predador. Nenhum centímetro do corpo dela escapava das mãos experientes dele. Ambos gemiam e o barco balançava.

- Ahhhhhhh! – Elizabeth gritou assustada quebrando o beijo.

- O que foi amor?! – ele disse decepcionado e preocupado.

- Um bicho me mordeu! No meu pé! – ela disse e ele, relutante, saiu de cima dela. O barco quase virou.

Quando ele olhou para os pés dela, ele quis gritar como ela.

Era um maldito siri.

Tia Dalma!

Calypso!

- Oh Bugger! – ele fez uma careta assustada. – É só um siri Lizzie! Não tenha medo! – quem estava com medo era ele.

- Eu não tenho medo de siris Jack! – ela riu, mas viu a cara de espanto que ele fez e falou. – Você é quem parece estar com medo! – deu um pequeno sorriso.

- Eu não estou com medo! – ele disse chateado, aquele maldito siri estragou tudo, ou salvou. Ele agora estava lembrando de cada palavra que Tia Dalma tinha dito a ele no sonho. Se ele fizesse amor com ela, seria a morte, ele não podia fazer isso.

- Você tem que se segurar Jack! – ele pensou olhando para uma Elizabeth divertida na sua frente. – Mas ela é tão linda...

- Pensando em siris Jack? – ela riu.

- Olha, é melhor você começar a remar logo. – ele disse e passou os remos a ela.

- Ótimo! – ela disse e pareceu desapontada, pois ele não queria brincar.

- Ótimo! – ele repetiu e saiu de seu lugar para que ela remasse.

Ela se sentou e começou a remar. Ele sentou e pôs seu chapéu na cabeça dela.

- Pra te proteger. – ele disse meio encabulado.

- Obrigada Jack! – ela sorriu, estava adorando toda a coisa, desde os beijos loucos e ele a agarrando, até as discussões e farpas que trocavam. Esquecia até que era casada. Definitivamente ele era seu salvador. Quando ela estivera sozinha naquela maldita ilha, ela pensou que enlouqueceria de tanta solidão, mas eis que surge ele, o pirata sujo, fedorento e encharcado de rum que ela mais ama no mundo.

Que burrice foi casar com Will, mas agora já era tarde demais.

Ela remou até escurecer, ele tinha caído no sono, e ela mal olhava o mar, ele preenchia toda a sua visão. Ele era tão lindo...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Poucas horas depois ela recolheu os remos e se deitou no barco, toda encolhida.

Pretendia dormir um pouco, mas quando estava quase caindo no sono o barco bateu em algo.

Ela se levantou e cutucou Jack com os pés.

- Acorda bela adormecida! – ela disse em voz baixa. – Você não vai acreditar nisso!

Jack abriu os olhos e imediatamente os arregalou.

- O Pérola! – ele gritou.