Pois então... No reviews no capítulo anterior... Então não postei domingo como prometido... Mas tá aí e eu não posto outro até ter reviews, hehehe


Um grito corta a noite movimentada em LA.

Juro que não ouvi, juro que não ouvi, isso não aconteceu, não, não aconteceu, Lee, acorde... Acorde.. Eu estou aqui Lee, volte pra mim... Dizia em meu pensamento enquanto me abaixava para a garota inconsciente ao chão. Eu não conseguia acreditar no que acabara de acontecer, foi tudo tão rápido... e aquele... e aquele motorista... foi tudo tão rápido! Felizmente o velho homem já ligara para a ambulância, enquanto Tom - que ouvira meus gritos de dentro restaurante - tentava em vão me puxar para longe de onde Lea estava

"Tom, por favor, me deixa ficar perto dela, por favor! Eu te imploro, se você tiver alguma consideração por mim, me deixa ficar perto dela!" dizia, entre soluços

"Senhorita Agron, chantagem emocional não lhe fará nenhuma vantagem agora. Adoraria deixá-la perto de Lea, nesse momento em que ela precisa tanto. Mas temo que você possa machucá-la. No entanto assim que ela tiver em um estado melhor você poderá passar o tempo que quiser com ela."

Ouvimos um barulho alto, vindo da sirene da ambulância, que já estava chegando. Tom soltou-me do aperto, mas ainda me segurando por um braço, chamou uma mulher que não reconhecia no momento. Me soltei, correndo em direção à ambulância quando Lea foi colocada na maca. Tom demorou alguns segundos para perceber o descuido, o que me deu uma dianteira. Tentei limpar as lágrimas e esconder o nervosismo que se instalou em mim. Estava tudo tão.. confuso... tudo parecia um borrão para mim. E então lá estava eu, conversando com uma das enfermeiras, tentando manter minha expressão calma.

"Eu.. eu gostaria de acompanhá-la até o hospital..Eu poderia?"

"O que você é dela?" a moça em branco perguntou.

"Eu sou a.." a namorada dela, pensei. Mas antes de assumirmos assim, deveríamos contar para Ryan, então me deti e apenas respondi "colega de... de quarto. Por favor, me deixe ir, ela é minha melhor amiga.." disse, com uma lágrima nos olhos.

"Sim, sim, mas se acalme, senão quem vai ter de ser anestesiada é você." Tentei me acalmar, mas essa calmaria toda fora em vão, e comecei a chorar descontroladamente na frente da enfermeira. "Foi tudo minha culpa, minha culpa... Por favor faça ela voltar para mim, eu quis ir embora, eu a puxei pela rua, por favor, por favor.." a enfermeira, desentendida, ficou sem ação. Logo quando Tom apareceu atrás de mim.

"Você é muito fujona. Não disse para ficar lá comigo? Daqui a pouco eles deixam Lea aqui e te levam no lugar dela." ele disse, tentando me fazer parar de chorar. "Não, princesinha, não chora, ela vai ficar boa, espera só.." Tom se virou para a enfermeira, que parecia desconcertada. "Acho que essa moça não está em condições de acompanhar ninguém.."

"Não,não, por favor, me deixem acompanhá-la.."

"Ela ainda está em estado de choque. Ela será necessária, para o registro da ocorrência, entrada no hospital da outra garota... Mas não nesse estado.. O que o senhor é das duas garotas?" a enfermeira perguntou

"Um amigo. Sou dono desse restaurante, e elas me fizeram uma visitinha hoje. Já o fechei, e deixei o caixa em mãos de minha confiança. Poderia acompanhar as duas garotas ao hospital? Eu poderia ser útil, apesar de infelizmente não ser testemunha ocular do acidente."

"Se conseguir fazê-la parar de chorar um pouco" ela disse, com um sorriso de canto. "Um calmante e uma noite de sono é tudo o que ela precisa."

"Sentirei-me honrado" Tom respondeu. A enfermeira então se virou, comandando toda a equipe novamente, com sua prancheta em mãos. "Lady Di... Lea ficará boa logo, e então você poderá enchê-la de beijos, como eu sei que você fará. Ela acordará logo, eu sei disso, não se preocupe."

"Como... como você sabe?" disse, soluçando

"Eu sei. Dianna, tenha fé nisso. Quando você acordar ela estará olhando para você, com aquele sorriso que você tanto descreve."

O sorriso dela... Me lembrei, começando a soluçar mais e mais.

"Diaaaanna, pelo amor! Quanto mais eu falo mais você chora? Vou passar a falar menos e te encher de cócegas. Você não pode chorar tão descontroladamente assim na ambulância e no hospital. Vamos! Cadê a garotinha linda que eu conheço?"

"Ela está sendo amarrada naquela maca..." eu disse, e Tom me abraçou, me deixando chorar em seu terno. "Ai... estou molhando todo seu terno. Deve ter custado uma fortuna.. Me desculpe." disse, limpando as lágrimas e me afastando

"Depois de toda essa insistência e você vai parar de chorar por causa de um terno? Dianna, você não existe. Vamos, eles já colocaram Lea lá dentro. e vê se não chora tanto assim mais."

Pedido em vão. Quando vi Lea na maca, não consegui segurar o choro, e desabei de novo.

Chegando ao hospital, colocaram-me num leito, ligada à um soro, em um quarto diferente do que Lea estava. Em um momento Tom estava ao meu lado, e no outro, eu conseguia ver apenas um espectro de Lea, minhas pálpebras foram ficando pesadas, e o espectro me dizia:

"Eu.. eu te amo muito. Eu prometo que vou estar esperando por você quando você acordar. Não foi nada grave. E não foi sua culpa. Estou aqui quando você dorme, e estarei quando acordar." E chegando mais perto, colocou uma mão em minha testa, que surpreendentemente não era gelada como eu esperava.

"Eu também te amo, Lee." respondi, finalmente me rendendo ao sonho.

Em um misto de realidade e sonho, minha mãe brincava com uma garotinha de três anos, morena dos olhos verdes e o sorriso enorme, enquanto um outro garotinho que parecia ter a mesma idade a puxava, tentando chamar atenção dela. Ele segurava uma rosa vermelha, e quando mamãe se virou para ele, ele a entregou.

"Você é linda, vovó." ele disse, com todas as letras. Um sorriso surgiu em seus lábios, e em fundo pude ver outro sorriso em destaque. Um sorriso que nem em milhões de anos eu poderia esquecer. A morena surgiu em primeiro plano, segurou o garotinho no colo, e o beijou na bochecha esquerda.

"Mamãe vai viajar." ela disse

"Pa onde?" ele respondeu

"Mamãe precisa fazer uma viagem longa dessa vez. Mas quando eu voltar vou trazer muitos presentes pra vocês dois."

"Mamãe vai tazer pesente?" a garotinha perguntou

"Só quando mamãe voltar." ela respondeu

"E quando mamãe volta?" o garotinho perguntou

"Daqui a um tempo. Posso te pedir uma coisa?"

"Pede, mamãe"

"Eu quero que você cuide da mamãe Di pra mim. Os dois. Encham ela de carinho, e de tudo que ela precisa, até mamãe voltar."

"De tudo, mamãe." o garotinho começou a chorar, quando Lea começou a desaparecer, como em uma nuvem de fumaça, na frente dos dois. A garotinha começou a sacudir-se no colo da avó, que agora também entrara em primeiro plano, chorando silenciosamente. Enquanto Lea desaparecia, a garotinha, que descera do colo da avó tentava pegá-la com as mãozinhas pequenas. O garotinho pegou em sua mão, e parecia saber o que estava acontecendo.

"Vamos, mamae vai voltá, e vai tazer pesente para nós dois, se a gente cuidá da mamãe Di" ele a pegou pela mão, se virando novamente para minha mãe, e a chamando para sussurrar algo em seu ouvido. Ela se abaixou, e ele perguntou, de uma maneira que a irmã não ouvisse:

"Vovó, quando mamãe Lea volta?" sussurou, com uma lágrima no rosto. A loira logo tentou camuflar as lágrimas que ocupavam todo seu rosto.

"Eu não sei se ela vai voltar." ela disse. O garotinho saiu, escondendo as lágrimas da irmã, que estava sentada à um canto. A imagem logo se difundiu. Outras imagens logo apareceram em primeiro plano, mas o peso em meu coração não diminuía, muito pelo contrário. Permanecia ao mesmo nível, mas as vezes ficava mais clara. Imagens como as histórias de meu avô. Os presentes que ele me dava quando eu era pequena. As reuniões de família e os dias que eu passava em sua fazenda. E minha mãe chorando, chorando muito. Minha avó em seu lado, a confortando, quando era claro que ela precisava de um abraço também. O cheiro das duas quando estava abraçando-as, com os braços em suas pernas. E tudo ficando nublado... Logo eu também estava chorando. Depois o dia em que perdi meu primeiro animal de estimação... Mas essas memórias... Por que somente agora? Devem ser esses calmantes... Eu não devia ter mais que 5 anos...

Me levantei bruscamente da cama, e Lea não estava lá.

"Lea?" perguntei, sem nenhuma resposta. Fui até o corredor.

"Você prometeu." e, sentando em uma das cadeiras de espera no corredor, comecei a chorar novamente.


"Eu quero vê-la! Eu preciso vê-la! Vocês não entendem! Não entendem! Onde está Tom? Ele entenderia, eu preciso vê-la, eu a prometi!" a voz estridente e quase familiar entrou pelos corredores, e chegando aos meus ouvidos, fazendo me sorrir de orelha a orelha, levantando a cabeça de meus joelhos. "Não podem fazer isso comigo, deixem-me vê-la!" A morena entrou em meu campo de visão, do outro lado do corredor, com duas mulheres vestidas de branco a segurando pelos braços. Lea parou, observando-me sentada, ainda segurando meus próprios joelhos no corredor de espera.

"Dianna... Dianna!" ela se soltou das enfermeiras, e correu graciosamente até mim. Poderia ter sido uma alucinação, então me levantei, enquanto ela já estava pulando em cima de mim.

"Você.. você está.." antes de terminar a frase, Lea atacou meus lábios, em frente à todos os que estavam presentes. Fiquei em um primeiro momento surpresa, mas depois me permiti aproveitar o momento. Lea beijava-me como nunca havia feito em toda a sua vida, enquanto todos olhavam surpresos pela reação dela. Ainda me encontrava meio tímida frente ao inerente ataque de Lee, mas logo ela aprofundou o beijo, segurando em meu pescoço e arranhando-o levemente. Só paramos quando eu finalmente precisei de ar, minhas pernas estavam completamente bambas.

"Você é doida, Lee" disse, enquanto me agarrava em seu pescoço, abraçando-a firmemente. "Eu... tive tanto medo.."

"Não foi absolutamente nada. Foi como se.. eu estivesse só dormindo..." ela disse, olhando em meus olhos. "Você não tinha de se preocupar tanto.. A batida nem foi tão forte, aliás."

"Quando você acordou?" perguntei

"Há alguns minutos..." ela respondeu

"E por qual motivo você não está sendo devidamente tratada e medicada?!" alterei o tom de voz "Isso aqui não é um hospital? Como essa garota frágil pode ficar por aí perambulando quando acabou de acordar?!"

"Dianna, se acalme..." ela respondeu

"Primeiro a senhorita vai voltar pro seu quarto, e dormir até se sentir melhor de verdade. Vai verificar os exames, e ver se realmente nada aconteceu, e depois" novamente Lea me calou, mas agora com uma sequencia de beijos rápidos, que logo me fizeram querê-la mais.

"Acalmou?" ela perguntou.

"Como você pôde sair sabendo que você estava mal? Céus, você foi atropelada Lea!"

"Eu... precisava ver se você estava bem... Eu não vi nada depois de ser atropelada.. Eu caí e.. apaguei. E só. Ninguém quis me dizer como você estava, e Tom tinha saído pra buscar algo... foi só o que me disseram..."

"Me diga."

"O quê?"

"Onde doi?" perguntei, quando ela tentou esconder uma careta ao alongar seus braços.

"Não está doendo nada... é só que eu fiquei muito tempo deitada..." ela respondeu. Abracei-a protetoramente, e descansei sua cabeça em mim

"Vamos voltar, aquelas enfermeiras devem estar realmente bravas com você." disse, olhando para as duas mulheres de branco acompanhadas de um homem também em branco, que andava a passos firmes em direção às duas.

"Ai, merda merda merda merda" Lea repetia

"O que você fez, Lea?" perguntei

"Eu? Nada... talvez eu tenha enganado... um pouquinho... as duas..."

"você...?"

"Na verdade... eu pedi para usar o banheiro.. e quando elas me largaram.. eu saí correndo. Desculpe, mas eu precisava ver você." ela disse, fazendo biquinho "Mas agora não podemos ficar aqui, acho que esse cara não seria muito amigável..." Lea disse, correndo para a primeira porta que ela encontrou, a do quarto onde me anestesiaram.

"Deixa que eu cuido disso, Lee. Medrosa." disse, rindo e a seguindo para dentro do quarto. "Com licença... vocês estão procurando alguém?"

"Na verdade, viemos buscar essa senhorita... que fugiu de nós... Ela precisa voltar para o quarto imediatamente, para que os devidos curativos sejam feitos, trocados.. que seja."

"Concordo completamente. Podem levá-la até seu andar, que é o... ?"

"Ela está no 5º andar. E já tem acompanhante. Sem visitas." o homem respondeu, secamente.

"Você concorda?'' Lea sussurrou, me olhando severamente

"Não se preocupe, eu tenho um plano" disse em seu ouvido, sorrindo de canto. Selei nossos lábios rapidamente, e a levei até a porta. "Até mais, amor. Se Tom aparecer em seu quarto, avise-o que preciso dele aqui." ela sorriu ao ouvir-me a chamando de amor, e meu coração derreteu completamente

"Pra quê?" ela perguntou

"Ai, que curiosa" selei nossos lábios novamente, segurando seu rosto de frente ao meu "por enquanto você só precisa saber disso. Agora vá" depositei um beijo em sua testa "com esse agradável" outro beijo em suas bochechas "enfermeiro, tudo bem pra você?" selei nossos lábios mais uma vez.

"Claro. Tudo bem..." ela parecia seriamente desnorteada, apenas ri enquanto a encaminhava para os enfermeiros, que a levaram para o 5º andar.

XXX

"A senhorita queria me ver?" Tom disse, entrando na sala onde me encontrava.

"Eu procurei a enfermeira responsável pelo andar onde eu fiquei... Ela me disse que eu precisava de alguém pra assinar as papeis pra alta aqui do hospital... Como você entrou comigo e com Lea, eu achei que eu poderia pedi-lo..."

"A enfermeira disse se você está bem mesmo?" ele disse em um tom preocupado

"Depois de alguns exames sim, mas como eu disse, ainda preciso de alguém pra assinar os papeis por mim..." respondi.

"Que maravilha! Onde é a linha pontilhada?" ri, dando-lhe um tapa no ombro. "Mas essa notícia é ótima, estão todos muito preocupados com você. Na verdade eu tive de dar meu celular pessoal para seus colegas de elenco, que não davam descanso à minha recepcionista no restaurante.. Não sabia que você tinha tantos amigos agora, Dianna..." ele disse, debochado.

"Haha, muito engraçado Tom. Mas ainda que eu receba alta, não vou pro set. Vou te liberar de ter de ficar aqui com Lea, que ainda tem de fazer alguns exames e toda a burocracia... Você tem seu restaurante pra cuidar, coisas pra fazer... Não posso ficar monopolizando seu tempo, sabe." abaixei minha voz "e ela é minha namorada, eu tenho de cuidar dela!"

"Mas claro que não! Ficar aqui com Lea tem sido realmente bom, às vezes. Ela realmente gosta de conversar, não acha?" ele perguntou, e afirmei com a cabeça, rindo "Acho que já a conheço melhor que você, Di." ele abaixou a voz ''e acho que não tem pessoa melhor pra você do que ela."

"Ainda assim eu prefiro ficar aqui cuidando dela, afinal, já faço isso há muito tempo. A partir de hoje pode voltar a cuidar de seus negócios" respondi

"Se você insiste..."

XXX

"Senhorita Lea! Olhe quem veio te visitar..." Tom anunciou-me, entrando no recinto onde Lea já estava há três dias.

"Dianna! Finalmente! Já estava planejando minha próxima fuga..."

"Nem pense nisso senhorita, imagine se aquele enfermeiro resolve te buscar de novo" disse, me aproximando da cadeira onde ela estava e selando nossos lábios.

"Ah, o amor... Deixarei vocês duas sozinhas, claro. Dianna dirá a devida situação. Te vejo em uma próxima oportunidade, Lea. Espero receber meu convite de noivado" ele disse, rindo e se retirando do quarto.

"Que novidade, Dianna? Do que ele tava falando?" Lea perguntou.

"Tudo em seu devido tempo, Lee." disse, com um sorriso "agora me deixe matar saudades de você..." beijei seus lábios, pegando seu rosto em minhas mãos "ou você não sentiu saudade de mim?" perguntei, inocentemente.

Imediatamente ela se levantou da cadeira, se colocando em minha frente e puxando minha nuca para mais perto, aprofundando o beijo. Gemeu quando nossas línguas se tocaram novamente depois de todo esse tempo, me fazendo lembrar que não estávamos sozinhas no quarto. Tentei pará-la, mas só consegui que arranhasse minha nuca levemente antes de apoiar um braço em meu ombro e outro em minha cintura, me puxando mais pra perto. Espalmou sua mão pelas minhas costas, arranhando-a levemente por baixo da minha blusa, também não pude conter um gemido de satisfação.

Ela então também se lembrou que não estávamos sozinhas, e rapidamente se soltou de mim, voltando pra sua cadeira, vermelha como um pimentão.

"Esse show todo pra depois ficar envergonhada?" perguntei

"Você viu? Todos olhando pra gente! Como não ficar? Mas depois desse seu ataque..."

"Ei, foi você que me atacou!"

"E você me provocou! O que eu podia fazer?" perguntou

"Ser mais boazinha e não mostrar tudo isso frente a eles..eles podem ficar com ciúmes..." respondi

"Como eles saberão que você tem dona se eu não fizer isso?" ela comentou. "e você é minha, só falta o mundo saber... não é?"

"Claro.. claro lindinha.." disse, a beijando na testa. Gostava do jeito que isso soava. Eu pertencia à Lea e a mais ninguém. E ela era minha. "Vou buscar algo pra você comer, você está muito branca..."

"Ah não.. de novo? Desse jeito vou engordar tanto que terão de aumentar minhas roupas de Rachel Berry. São essas luzes.. há quatro dias eu não saio ao sol! Quatro dias!" – ela respondeu

"Ah... claro.. mas ainda sim vou pegar algo, tudo bem?"

"Ah. Qualquer coisa por você, Dianna..." ela disse, com um biquinho.

"Quase ia me esquecendo! Você fará alguns testes hoje e estamos livres pra ir embora. Aí você poderá pegar quanto sol quiser. E comer o quanto o Ryan deixar" comentei

"Ahhhh não! Merda!"

"O que foi?"

"Ryan ainda não sabe... de nós..." e de novo sorri com a menção. "Tecnicamente... Ninguém ainda sabe... só o pessoal do hospital, e os visitantes, e os acompanhantes... e os pacientes... Estamos ferradas" concluí, séria.

"Eu tenho de receber alta logo... Ou quando saírmos, a FOX terá duas atrizes a menos..." ela respondeu

XXXX

E assim ocorreu. Lea fez alguns testes rápidos, por dois enfermeiros, e logo estava liberada. Amber foi nos buscar no hospital, na maior alegria, e em segredo, pois não queríamos que meio mundo ficasse sabendo da nossa saída.

Chegamos rapidamente em casa (em parte graças à direção segura e certa de Amber). Lea logo fora tomar um banho e dormir, quando, passando pelo telefone, me lembrei das inúmeras mensagens de amigos que deviam estar preocupados. E realmente ali estavam: amigos meus, amigos de Lea, amigos nossos, amigos de L.A, de San Francisco, de N.Y, amigos de nossos pais... e uma de Ryan Murphy. Era seca, e objetiva.

Espero que vocês estejam se recuperando bem. Assim que puderem voltar ao trabalho, estarei esperando vocês no set. Algumas coisas precisam estar esclarecidas.

''Estamos ferradas'' pensei


Tem esse e outro capítulo aqui. Mas vocês preferem que a fic acabe em 2 ou 3 capítulos ou que continue? Review please!