Dia 32:
Com medo de serem reconhecidos, Han, Chewie e Leia desembarcaram da nave numa plantação isolada de Al`Share e caminharam a pé até a cidade.
Sabiam que toda a galáxia procurava por um wookie, uma moça e um homem da faixa dos trinta anos, no entanto como Leia usava suas roubas e tinha os cabelos presos e escondidos sob um chapéu, pensou que aquelas pessoas não seriam inteligentes o bastante para pensar que os três intrusos poderiam ser os procurados.
A primeira parada foi numa mercearia pois os mantimentos da nave estavam escassos, e Han reclamava o tempo inteiro dos preços e tentava pechinchar com o comerciante, que não era nada amigável enquanto alisava seu espesso bigode, a cada três segundos, mostrando-se indignado.
- Meu Deus, esse velho é muito abusado! Veja o preço dessas frutas, Chewie! É um absurdo! Han exclamava.
- "Pague logo o que precisamos e vamos embora. Se ficar discutindo vai chamar atenção." Chewie tentou lembrá-lo de sua situação, em vão.
- Não posso permitir que ele nos roube, Chewie! Já vamos gastar com o combust... A frase morrreu assim que viu Léia segurando uma sacola com roupas. – Onde conseguiu dinheiro para isso?
- Esqueceu que sou uma princesa? Ela apertou o queixo dele com um ar de sabedoria.
- Não esqueça que é uma princesa procurada, doçura. Ele esclareceu com um sorriso sensual no canto dos lábios que se apagou assim que viu Chewie comprando de uma vez o que precisavam. – Você nem me deixou pechinchar, eu estava quase conseguindo! Reclamou Han.
- "Não temos a tarde inteira." Disse Chewie pedindo ajuda para Léia com as sacolas.
Mesmo contrariado,Han parou de fazer cena e os dois retornaram a nave, afinal haviam perdido pelo menos umas duas horas ali e precisavam prosseguir logo se quisessem chegar em Bespin no tempo programado.
Mas a verdade é que Han não tinha pressa nenhuma em se livrar de Léia, muito pelo contrário, ele gostaria que as horas passassem bem devagar durante os dias que ainda tinham juntos.
- Você podia ser um pouco mais maleável com aquele vendedor. Leia disse com um sorriso enquanto o ajudava a guardar os alimentos.
- São uns ladrões, esses comerciantes. Ele bufou.
- Acho que você os assustou. Leia riu.
- Era mesmo a minha intenção. Disse ele com um ar maldoso.
- E quanto a mim? Tinha a mesma intenção quando gritava comigo? Ela girou o quadris sentando-se em cima da pia, ainda vestida como homem e os cabelos ainda ocultos sob o chapéu.
- Alguma vez você teve medo de mim? Perguntou ele interessado, se colocando entre as pernas dela e segurando-lhe o rosto com carinho.
- Sinceramente? Ela mordeu o lábio com um ar maroto.
- Claro. Ele incentivou.
- Nem por um instante. Léia riu provocativa.
- Eu tinha certeza disso. Disse ele acariciando sensualmente as coxas dela, fechando as mãos em sua virilha. Instantaneamente Léia sentiu seu corpo entrar em combustão.
- Han, estamos na cozinha. Ela o alertou meio encabulada.
- E daí? Ele deu de ombros beijando o pescoço dela.
- Com a porta aberta e...
Antes que ela terminasse, num salto ele travou a porta da cozinha e voltou a posição que estava.
- O que mais? Perguntou.
Léia surpresa ficou sem ação e apenas sorriu abaixando a cabeça, colocando a mão sobre a testa.
Han se aproximou fitando-a e tirou a mão dela do rosto, puxando-a para um beijo vigoroso, provocando sua língua com a dele, sugando os lábios dela devagar e descendo pelo pescoço até alcançar os seios já rígidos ansiosos por carícias.
Com um único movimento ele abriu a camisa dela sem arrancar nenhum botão, sugando cada um dos mamilos demoradamente. Beijando-os com reverência enquanto Léia arqueava as costas para atrás encostando-se na parede aos gemidos.
A calça que ela usava era dele, por isso estava tão larga que ele não teve dificuldade em adentrar a mesma e penetrar um dedo em sua intimidade já completamente úmida, deixando-o ainda mais excitado.
- Você é muito quente, minha altezissima. Disse ele no ouvido dela com um sussurro rouco.
- E será que você é? Ela provocou escorregando a mão até as calças dele e abrindo o zíper.
- Adoro quando você fica assanhada. Disse ele sentindo sua ereção crescer a cada estímulo que ela fazia com as mãos.
E vê-lo tão excitado fazia com que o desejo de Léia crescesse ainda mais por ver o poder que tinha sobre ele. Nunca pensou que fosse possível, mas a cada dia que passava sentia-se ainda mais apaixonada por aquele homem.
Não podia perdê-lo. Não iria perdê-lo.
Sem conseguir agüentar mais a espera Han puxou-a para frente e puxou as calças dela para baixo, penetrando-a sem demora. Quando os dois se uniram a sensação foi tão indescritível que não demoraram para chegar ao êxtase.
