Disclaimer: Os personagens da Saga pertecem a Stephenie Meyer.

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Esta é uma tradução autorizada da fic original em espanhol- Silent Love da Lanenisita, que proíbe qualquer reprodução total ou parcial sem autorização.


Primeiras tentativas

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Música do capítulo: Something's Triggered – Cecilia Krull

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"Amo como o amor porque eu não conheço outra razão para amar que amarte"

Fernando Pessoa


O constante tique-taque do relógio na sala da casa dos Swan contrastava com o lento caminhar do novo membro daquela família. Com lentidão assombrosa, digna de uma tartaruga, a pequena criatura tentava atravessar de um lado para outro a mesa de café. Levou 35 minutos para avançar dois passos, embora o outro lado da mesa nada tivesse do que uma tigela pequenina com água, aparentemente ela não se renderia até conseguir atravessá-la. Charlie, que observava atentamente os movimentos do animalzinho, sorriu ao notar que a resistência do réptil que agora tinham como bicho de estimação lhe lembrava muito outro membro de sua família. Sua filha Bella.

- Lenta, mas segura - sussurrou para a tartaruga antes de tomar um gole de sua última cerveja. Olhando novamente para o relógio viu que o príncipe encantado estava quinze minutos atrasado. Quis lhe enviar uma nova mensagem, mas quando pegou seu telefone um som de carro, para fins práticos, o ronco do Volvo foi ouvido fora da casa. Charlie suspirou aliviado e se levantou para abrir a porta.

Outro suspiro foi o que ouviu quando os dedos de Edward acariciaram lentamente a bochecha de Bella. Ela estava dormindo profundamente quando ele a colocou no Volvo, mas lhe foi suficiente aquele leve toque para abrir os olhos imediatamente. Edward sorriu tranquilo quando ela lhe olhou com seus eternos olhos chocolates. Ela sorriu timidamente em resposta.

- Chegamos em casa – disse lentamente. Bella olhou para a casa e viu a luz da sala acesa. - Charlie está nos esperando – falou desta vez sinalizando adiantando-se a ela.

- Me desculpe por ter adormecido, eu não... - ela moveu suas mãos rapidamente. Edward acariciou seu rosto novamente e negou com a cabeça. Bella se viu forçada a respirar diante da sensação avassaladora que causava a aproximação dele. Uma estranha corrente emanava do corpo de ambos quando se tocavam, embora sendo pouco frequente não era desconfortável... Era simplesmente especial... Como eles.

Desfrutaram do silêncio que os cercou alguns minutos depois. Para eles, aquela noite ainda parecia uma verdadeira fantasia, um sonho perfeito. Eles foram honestos um com o outro, tinham mostrado os seus sentimentos, tocado as portas do coração do outro encontrando uma bela resposta do outro lado. Um sincero eu te amo que mudaria a maneira de verem o mundo de ambos. Agora eles viam através da lente do amor.

O perfeito silêncio que os envolvia se dissipou segundos depois, quando do peito de Bella escapou um suspiro apaixonado. Os olhos verdes jade de Edward brilharam com mais intensidade quando dos lábios de Bella, novas palavras foram ouvidas.

- Obrigado por... essa noite – pronunciou timidamente.

- Você tem alguma ideia de como sua voz é linda Bells? – lhe disse sinalizando. - Você tem ideia de como eu desejei ouvi-la de novo desde aquele dia que você disse meu nome depois do acidente? Qualquer ideia de quantas vezes eu quis ouvir meu nome ser pronunciado por sua voz de anjo? Eu te amo, eu te amo Isabella... E eu acho que disso você nem tem ideia...

- Eu tenho ideia do quanto eu te amo - disse ela antes de mordiscar o lábio inferior. Edward aproximou seus lábios nos dela, a fim de liberá-los com um beijinho. Ele sorriu em seus lábios e antes de se afastar beijou o canto de sua boca.

- Eu adoraria fazer um milhão de perguntas Bells... Como? Por quê? Desde quando? Mas eu sei que não terei qualquer uma dessas respostas agora - ela assentiu vigorosamente, sem saber claramente se as perguntas foram relacionadas aos seus sentimentos ou a sua nova capacidade de falar. - Além disso, se eu te deter por mais um segundo no carro, o Chefe Swan vai querer me matar e eu não posso morrer agora, a não ser que seja de felicidade por estar ao seu lado. - Uma sombra apareceu quase que imediatamente na varanda. Charlie olho intrigado para o Volvo e Bella levantou a mão e cumprimentou-o. Charlie sorriu em resposta e suspirou aliviado.

- Vamos contar a Charlie que estamos juntos? – Perguntou falando Edward. Ele não queria sinalizar para que Charlie não conseguisse ver bem o que eles estavam conversando dentro do carro.

- Ainda... não - Bella respondeu com voz baixa e entrecortada. Ela se mostrava nervosa, agitando as mãos tremidas sobre seu vestido azul.

- Eu estarei com você quando isso acontecer, você sabe, né? - Perguntou desta vez com sinais. Ela assentiu. - É melhor sairmos do carro ou seu pai vai vim nos tirar e não será bonito.

- Vamos. – Assinalou uma senha rápida e ele concordou. Edward saiu do carro o mais rápido que pode e ajudou sua linda namorada que lhe deu um sorriso enorme. Naquele momento nossa tartaruga se sentia em um conto de fadas, onde a princesa sorria quando o príncipe lhe ajudava a sair de sua antiga carruagem. Ele se sentiu feliz,completo... se sentiu amado.

- A cinderela precisa de um novo relógio... - foram os primeiros sinais de Charlie quando os jovens se aproximaram da porta. A fim de não causar suspeitas mantiveram-se ligeiramente afastados um do outro.

- Desculpe pai... Eu adormeci no carro de Edward - Bella pediu desculpas enquanto eles entravam na casa.

- Bells você está bem? - Charlie perguntou preocupado. Ela balançou a cabeça rapidamente - Você se sente cansada ultimamente? - Ela balançou a cabeça novamente. Seu pai ficou aliviado ante suas respostas.

- Desculpe Chefe Swan, eu... Eu deveria ter lhe acordado - Edward sussurrou um pouco mais perto de Charlie. Charlie encolheu os ombros com a desculpa dele e em seguida olhou para a sua menina.

- Como tem sido? Como foi a festa? As crianças se divertiram? Estava tudo em ordem? Você dançou muito esta noite meu anjo? - Perguntou Charlie. Ela sorriu para a avalanche de perguntas, mas especialmente pela última. Ela olhou para Edward rapidamente que também sorria pela mesma razão. - Se ele soubesse que a última coisa que fizemos foi dançar. - pensou.

- Foi uma noite para recordar - foi sua resposta. Edward assentiu satisfeito.

- Então quer dizer que o Príncipe Encantado finalmente deixou de covardia? – A mandíbula de Edward despencou e os olhos de Bella se arregalaram. Charlie riu espontaneamente. - Um segundo... Vocês realmente acreditaram que eu não iria notar? Bom truque, a propósito Edward, te lembro que quem ensinou Bella a ler os lábios fui eu...

- Chefe... Chefe Swan - Edward gaguejou. Bella cobriu a boca ante o sorriso que em seus lábios se forçava a sair. - Eu não sei por quê... - Charlie ergueu a mão para interromper.

- Já era hora de você dizer garoto. Na verdade, você devia ter dito a mais de um ano - disse Charlie sinalizando para que todos pudessem entender a conversa. O rosto de Edward corou com um profundo vermelho púrpura quando Charlie lhe delatou na frente de sua amada. Bella, por causa de espanto só pode abrir a boca como se fosse um peixinho fora d'água. - Não precisam se envergonhar, entretanto. Já sabem que têm a minha bênção...

Um enorme sorriso tranquilo apareceu nos rostos dos jovens. Bella imediatamente correu para os braços de seu pai, que alegremente lhe recebeu.

- Você pode ter um namorado meu pequeno anjo. Você pode ter crescido, ser uma moça muito bonita e pode talvez em breve deixar o ninho do papai. Mas ele sempre te verá como a menina que iluminou a sua vida com um sorriso antes da partida de sua mãe - disse lhe sussurrando emocionado sabendo que ela não ouviria. Ela soluçava enquanto se agarrava ao corpo de seu pai, seu primeiro amor, ele que com paciência trocou suas fraldas e preparou suas mamadeiras, ele que lhe ensinou a usar as mãos para se comunicar e que agora se movia tão cavalheiresco, um pouco para a direita dentro de seu coração para dar espaço para outro amor, o segundo... Talvez o maior. O amor da sua vida... O seu Edward.

- Será melhor que a coisa com carapaça e eu irmos descansar. Tem sido uma longa noite – disse a Bella depois de separarem-se. Charlie viu sua menina com os olhos marejados e limpou seu rosto que tinha uma lágrima. – Não anjinho... Não chore. Estou feliz por vocês, eu sei que com Edward você vai estar em boas mãos.

- Eu te amo... Pai - Bella falou. Desta vez foi Charlie que deixou seu queixo cair no chão.

- Santo Deus! Bells! - Respondeu seu pai emocionado. - Você está falando de novo! Você está falando de novo! – Gritou para Edward que sorriu para o gesto emocionado do Chefe Swan. - Você sabia disso Edward? - Charlie rapidamente o repreendeu em questão.

- Não - negou rapidamente contrariado. - Eu tive a mesma reação que você algumas horas atrás. Não sabia que ela estava voltando a falar. - Bella conseguindo ler os lábios de Edward e corando ligeiramente falou de novo.

- Surpresa... - foi tudo que disse trazendo assim os olhares de ambos para ela.

- E que surpresa meu amor! – respondeu Charlie antes de abraçá-la novamente com firmeza. O som do relógio cuco marcou três horas da madrugada nesse momento. - Mais tarde, vai me dizer sobre esta surpresa, me prometer?- Charlie perguntou esperançoso quando recuava alguns passos em direção a escada, ela por sua vez assentiu. - Então é hora de ir para a cama.

Edward olhou suplicante para ele, implorando por alguns minutos extras com sua amada. Charlie negou sorrindo enquanto subia as escadas.

- Aproveitem os minutos de graça que têm para nomear o animalzinho. Não acho justo chamá-lo de tartaruga o tempo todo. - Charlie gritou de cima. Edward sorriu e, em seguida, interpretou para sua Bella o que seu pai havia dito.

- Não sabemos se é menino ou menina - Bella disse antes de olhar a mesa e ver o seu animal de estimação dar mais um passo aventurando-se a se aproximar da tigela de água. - Embora para mim seja uma tartaruga... Minha tartaruga.

- Eu fui substituído por um pequeno animal de passos lentos. Mas não importa Bells, eu não sou mais sua tartaruga. Eu sou seu namorado... – respondeu sinalizando antes de se aproximar dela e acariciar seu rosto. - Agora sou seu amor. – falou desta vez para ela ler seus lábios. Bella assentiu e encurtando a distância, dessa vez foi ela que beijou os lábios do seu amor.

Uma dança tranquila começou entre os dois enquanto eles se beijavam e aproveitaram aquele momento sublime na frente de sua testemunha, a coisa de carapaça. Durante o beijo não havia pressa, muito menos batalhas. Houve apenas desejo, desejo que o beijo que compartilhavam seus lábios e suas almas durasse para sempre.

- Boi - sussurrou Bella com sutil voz quanto seus lábios se separaram dos de Edward.

- Boi? - Edward soletrou com seus dedos, confuso com aquela palavra após o beijo com o seu amor.

- Que a tartaruga se chame Boi - respondeu desta vez sinalizando. - Não sabemos se é menino ou menina, assim que Boi é um nome neutro.

- Eu gosto com soa... Boi - Edward disse olhando para a tartaruga de longe. Finalmente parecia ter atingido o objetivo chegando a tigela de água depois de uma longa caminhada. Assim como a tartaruga que ele costumava ser. Uma longa espera para finalmente beber da fonte que era Bella em sua vida...

- Este pode ser o seu sinal - disse Bella fazendo com seus dedos o B para logo mover o dedo mindinho com o sinal de tartaruga.

- Boi Swan, bem-vindo à família - disse Edward, antes de fazer uma graciosa reverência. Bella sorriu e sem querer um bocejo escapou de seus lábios. - Eu sei, está tarde... Eu devo ir.

- Obrigado por uma noite especial - Bella confessou com as bochechas impossivelmente coradas.

- A primeira de muitas minha linda Cinderela. - respondeu antes de abraçá-la com força e encher seus pulmões com o aroma que emanava dos cabelos dela. Uma mistura de flores e chocolates, delicioso e viciante... Como ela.

Com carinho Edward beijou os lábios de Bella como um gesto de despedida, enquanto se separavam ela segurou seu braço e o deteve.

- O feitiço de Cinderela dura apenas até meia-noite, e é só uma vez... - lembrou-lhe a jovem ao seu amor. Ela conhecia muito bem aquele conto que seu pai lhe contava sinalizando todas as noites. Uma fada encantada lhe presenteava com uma noite maravilhosa, o encanto desaparecia com as doze badaladas e ela voltava a ser novamente a mesma.

- Você se lembra do fim da história? - Edward perguntou, acariciando seu rosto. Incapaz de falar ou sinalizar diante daquela caricia de seu amor, ela negou. Edward segurou seu rosto entre as mãos e forçando-a a olhá-lo sussurrou lentamente. -"E viveram felizes para sempre."

Ela sorriu e assentiu com essa frase. Seu conto de fadas, o seu favorito de todos os tempos, parecia ser depois de tudo não tão fantasioso.

Uma tossida foi ouvida do final da escada e um bigode curioso apareceu. Edward sorriu enquanto negava e deixou cair as mãos do rosto de sua princesa.

- É melhor eu ir ou o chefe Swan terminará me dando uma ordem de restrição e não queremos isso - disse sinalizando. Bella sorriu e negou. - Estarei de volta para você amanhã de manhã, ok? Há algo que eu quero fazer.

- Está bem. - disse Bella antes de caminhar até a mesa e pegar a tartaruga recém-nomeada de Boi em suas mãos. Em sua barriga ainda tinha pequenas marcas do coração que Edward desenhou, e no centro se lia vagamente o B. Ela voltou até a porta onde ele lhe esperava.

- Parece que o B lhe cai bem... - Bella assentiu e de pé na ponta dos pés beijou a bochecha da tartaruga maior.

- Eu te amo... - sussurrou a jovem. Edward concordou e envolveu com os braços sua frágil borboleta. Embora essa não fosse a primeira vez que ela lhe dizia que o amava naquela noite, cada vez se sentia como se fosse a primeira, a melhor, a única, a eterna...

- Eu também te amo muito mais do que você pode imaginar Isabella - respondeu com as mãos Edward. - Eu tenho feito há anos, e vou continuar fazendo por muitos mais.

Um último abraço e um beijo rápido de despedida foi o sinal de adeus para esses jovens apaixonados que no caminho para suas camas não pararam de suspirar segundo a segundo por aquela noite perfeita. Noite de dança, de música, de chocolates, de confissões, de beijos, de abraços, de carinho... Em fim, a primeira de muitas noites que os nossos jovens apaixonados viveriam a partir desse verão.

O escasso, mas agradável vento de verão fazia com que as margaridas e as demais flores silvestres que cresceram na campina se balançassem despreocupadas apesar da visita daquela manhã, após o baile. Uma dessas flores, inclusive, tinha se oferecido para passar as suas pétalas no rosto delicado de Isabella causando-lhe assim cócegas.

- O que está pensando? - Edward perguntou sinalizando alguns minutos após a sessão de cosquinhas terminar e Bella lhe observar atentamente, perdida em suas piscinas de cor esmeralda.

- Ontem à noite... – comentou insegura. – Ontem à noite você disse que havia me amado por muitos anos... Exatamente quantos Edward? - Ele acariciou o rosto de sua princesa e deu de ombros. Verdade seja dita?... Nem ele sabia desde quando!

- Não sei Bells - ele confessou. - Eu honestamente não sei. Talvez eu te ame desde que te vi agarrada nos braços de seu pai, naquela manhã no jardim de infância, ou amei quando coloquei minhas mãos em seu avental. Provavelmente eu te amei quando aprendemos a andar de bicicleta e com carinho você cuidava de minhas feridas, quando por correr, eu as machucava. Certamente foi quando eu te desenhei um céu em seu gesso, ou quando eu te vi sentada na aveleira chorando em uma tarde. Na melhor hipótese, eu te amei quando fazíamos os exercícios de casa e você dava o seu melhor para entender cada aula. E se eu te amei desde que seu corpo começou a mudar e a cada dia você se tornava uma mulher que chamava a minha atenção e meu coração apenas usando suas mãos para se comunicar comigo? Tenho certeza que eu já te amava quando te preparei a surpresa das pistas, e é verdade também que te amo mais um pouco hoje do que ontem... Quando me apaixonei por você? Desde o dia em que te vi pela primeira vez Bella... Naquele dia de abril o meu coração se prendeu em você.

Uma lágrima solitária desceu pelo rosto da jovem. Ela não estava triste... Claro que não! Estava emocionada, talvez em êxtase. A magia do amor havia lhe apanhado e lhe envolvido com suas cores mágicas. Não lhe deixando pensar claramente, fazendo ela sentir um enxame de borboletas no estômago, sua cabeça girava, sorria com a alma. Ela tinha aprendido o que era amor, porque amava a tartaruga do seu coração, e agora que sabia que ele a amava da mesmo maneira, aprendeu que o melhor amor é o recíproco, que te enche, que completa você... Que te faz feliz.

- Eu também não sei. – disse ela logo que Edward lhe fez, minutos depois, a mesma pergunta. - Apenas aconteceu...

- Por que nós nunca conversamos sobre isso antes? Por que se sentíamos o mesmo nunca dissemos uma só palavra? - Edward perguntou curioso.

- Por medo. Pelo menos da minha parte. - Bella confessou. - Medo da rejeição, porque nunca pensei que você poderia se apaixonar por mim. Medo de arruinar tudo... - Edward sorriu e negou lentamente ao processar a resposta dela. Ela franziu a testa. O que era tão engraçado?

- Sabia que eu pensava como você? Ficamos como gato e rato durante anos sem perceber! - Bella mordiscou o lábio inferior timidamente diante da resposta de Edward levando-o a saltar nela fazendo-a cair de costas na grama da campina.

- Sem mais beijos reprimidos minha princesa - disse lentamente, referindo-se as milhares de vezes que ele ficou tentado a beijar seus lábios quando ela fazia isso. Bella rapidamente liberou seu lábio e sorriu. Sem perder tempo Edward beijou-a, lentamente no início. Testado a maciez de sua boca, a doçura de sua respiração. Ela, por sua vez, se deleitou com o movimento dos lábios dele sobre os seus. Era uma dança ritmada, tranquila, mas que logo começou a ficar um pouco mais exigente. Ela abriu os lábios permitindo assim seu amor ter acesso a sua boca, para fazer o beijo mais profundo, mais livre.

A língua de Edward entrou na boca pequena de Bella quase imediatamente fazendo-os gemer com essa nova e estranha sensação. Logo que tocou a língua de sua princesa, o corpo de Edward estremeceu de paixão, havia desejado esse momento por tanto tempo que agora que estava vivendo-o, o que menos podia fazer era se reprimir.

Ela fechou as mãos nos cabelos de seu amor deslizando os dedos entre os fios rebeldes. Ele por sua vez, agarrou sua cintura lhe permitindo uma posição mais confortável. Suas línguas brincalhonas começaram a se tocar com mais frequência enquanto seus lábios se beijavam com um pouco mais de ímpeto. Bella se agarrava mais firmemente ao cabelo de Edward e ele acariciava sua cintura e a pouca pele mostrada pela camisa.

Os hormônios de Bella e de Edward estavam festejando, vestindo seus trajes e aplaudindo com entusiasmo as sensações que eles próprios estavam provocando nos jovens naquela manhã. E, apesar de terem se amado com um amor tímido durante anos, também haviam secretamente se desejado. E nesta aventura de viver e de ser jovem, a timidez entre eles devia ser deixada para trás com o medo, deixando- os ser livres no amor e no desejo... Finalmente.

- Ar - ela sussurrou quando o beijo começou a perder intensidade minutos depois. Ele sorriu espontaneamente e se afastou deixando-a respirar. Por um longo tempo apenas mantiveram-se abraçados e com os olhos fechados acariciando um ao outro. Ele beijava sua cabeça e tocava seu braço enquanto ela beijava o peito de sua tartaruga e se escondia nele para sentir as batidas do seu coração no mesmo ritmo dos seus batimentos cardíacos.

- Eu quero que em casa saibam que estamos juntos. - disse Edward depois de um tempo a sua princesa, ela leu seus lábios e lhe olhou com dúvida. Ela tinha entendido direito? - Que foi Bells? – lhe perguntou dessa vez sinalizando.

- Eu tenho medo da reação - ela confessou. Edward levantou-se imediatamente deixando Bella sentada no gramado.

- "Sem mais" beijos reprimidos, "sem mais" medos infundados. E este é apenas o começo da lista dos meus "não mais"... Vamos princesa, segure minha mão, como hoje de manhã na escola - disse ele antes de esticar a mão para convidá-la a ficar de pé. Diante da segurança nas palavras do seu amor, ela estendeu a mão e assentiu com um sorriso. De suas mãos tinha vindo à luz em sua vida, seguramente de suas mãos também viria à felicidade.

Pegando suas bicicletas percorreram a trilha e chegaram em poucos minutos na casa de Edward. As deixando próxima da BMW de Rosalie estacionada fora caminhando até ficarem de frente a varanda.

- Você está pronta? - Edward perguntou antes de segurar sua mão. Ela negou com medo e abaixou a cabeça. Ele levantou sua cabeça rapidamente e ela fixou seu olhar em sua tartaruga de emocionados olhos brilhantes -"Sem mais medos" lembra-se? - Ela assentiu compreendendo as palavras de Edward e suspirou profundamente. Sem mais medos... Sem mais.

Ele afirmou em resposta ao seu gesto, apertando sua mão com força lhe olhou encorajando-a. Não havia nada a temer de qualquer maneira... Por que temeriam a reação de uma notícia que eles estavam esperando há anos?

- Confie em mim... Eu amo você - ele repetiu lentamente para que ela lesse seus lábios. Bella acenou com a cabeça, apertando de volta a mão de seu amado, subindo os degraus da frente da casa dos Cullen.

Alguns risos foram ouvidos da porta. Alice e Rose pareciam que estavam na sala, e suas risadas contagiantes enchiam todos os espaços no andar térreo. Esme, que nesse momento saia da cozinha e atravessava a sala para acompanhar suas filhas, viu-os entrar de mãos dadas em casa.

- Edward! Bella! - Gritou animada a mãe de Edward. O riso de Rosalie imediatamente cessou após ouvir o nome de Isabella.

- Oi mãe - Edward respondeu baixinho. Bella, por sua vez, fez o sinal de bom dia com uma mão. A mão que segurava firme a de Edward tremeu um pouco. Para acalmá-la, seu amor desenhou círculos na parte de trás dela. Ela sorriu um pouco, em resposta, gesto que não passou despercebido por Esme, que, à distância, também sorriu.

- Olá amor - Esme disse se aproximando dela e lhe apertando em seus braços. - Como é possível que a cada dia você fique mais linda? - Bella respondeu ao seu abraço, ainda segurando a mão de Edward. Esme voltou a perceber isso e depois se afastou.

- Eu ouvi que Bella está em casa? - Alice perguntou saindo quase imediatamente pelo corredor. - Bella! - Gritou animadamente pulando nos braços de Isabella. Bella estava acostumada a essas amostras de afeto que toda a família Cullen tinha com ela. Bem, não todos...

Bella devolveu a saudação apenas acariciando suas costas com a mão direita. Alice franziu o cenho imediatamente já que para ela, não passou despercebido o pequeno detalhe que Edward não tivesse deixado a mão de Bella em nenhum momento. Um enorme sorriso atravessou o rosto da menor dos Cullen quando viu seu irmão entrelaçar com força os dedos nos de Bella.

- Mamãe... - soltou a mão de sua Bella ao mesmo tempo lhe sorrindo de forma adorável. Bella suspirou por dentro e deixou ir a mão que tão carinhosamente lhe sustentava, como ele tinha sempre feito, em seu mundo de sinais, todos esses anos. - Há algo... Há algo que queremos dizer. - Edward começou ao explicar também sinalizando seu monólogo curto.

Alice olhou animada para Esme, cujo instinto materno havia lhe sussurrado alguns segundos atrás, qual seria o curso da conversa. Antes de seu irmão dizer algo ela correu para seus braços pulando de alegria.

- Eu sabia que você faria! Eu sabia! Eu sabia! - Repetida uma e outra vez. Esme levou as mãos ao peito, enquanto algumas lágrimas de emoção deixavam seus olhos. Bella olhou para seu amor e espontaneamente sorriu para a imagem que via em sua frente. Edward abraçando a irmã com um sorriso enorme. Ele se via incrivelmente feliz, e ainda que já tivesse visto, em muitas ocasiões durante esses anos, um Edward muito feliz... Esta vez foi diferente, era mais do que isso... O rosto dele irradiava uma emoção que ela nunca antes tinha visto nele. Era uma alegria diferente, cheia de luz, cheia de sinceridade, cheia de amor...

- Desde ontem à noite Bella e eu estamos namorando - disse Edward animado, tanto em palavras quanto em sinais quando sua irmã o soltou. Um novo grito de emoção de Alice assustou Esme, que via o amor de seu filho sorrir feliz.

- Alice! Você me assustou! - repreendeu. Imediatamente se aproximando de Isabella lentamente lhe falou. - Estou feliz por você, amor... Estou feliz pelos dois. - Bella assentiu e abraçou Esme fortemente, com a mesma força de quando ela tinha 13 anos e disse-lhe o quão bonito era ser uma mulher.

- Estou tão feliz! Eu não posso acreditar! Até que enfim! - Alice disse sinalizando para Bella fazendo com que ela se separasse de Esme. Isabella olhou timidamente para Edward, que respondeu com um sorriso torto. Um daqueles sorrisos que deviam ser proibidos pela OMS por ameaçar a saúde cardíaca das jovens apaixonadas...

- Deus! Temos que comemorar gente! - Gritou Alice saltitando. Passos foram ouvidos no corredor.

- O que há para comemorar Alice? - Perguntou sua irmã Rosalie.

- Que Bella e eu somos namorados - Edward respondeu em tom desafiador. Em seguida, indo para o lado de Bella lhe segurando pela cintura. – Que ela me ama, e eu a amo. Isso é o que temos para comemorar Rosalie.

A cor da face de Rosalie imediatamente fugiu deixando-a impávida e sem reação. Seus piores temores estavam se tornando realidade através de uma esperada, mas ainda surpreendente noticia.

- Não vai nos felicitar Rosalie? - Perguntou Edward. Bella lhe olhava fixamente tentando ler seus lábios sem conseguir. Ele falava muito rápido e quase entre dentes. Rosalie estreitou os olhos para ele e caminhou próximo a eles em direção a porta.

- Rosalie Cullen! Você não vai felicitar Edward e Bella? - Alice perguntou com um tom desafiador. - Nós conversamos Rose... Lembre-se - murmurou, aproximando-se dela. Rosalie lhe deu uma olhada envenenada e depois andando, se colocou em frente a Edward e Bella. Fechando os olhos por um minuto e tomando um fôlego... Falou.

- Felicidades - disse quase num sussurro. Imediatamente se virando para sua mãe disse - Eu vou sair. Não voltarei rapidamente. - Em um passo rápido foi até a porta e tirou da bolsa as chaves do seu carro. Vendo sua reação imediatamente Alice a seguiu, sem precisar imaginar a direção que sua irmã tomaria, ela já sabia.

- Eu... Eu vou com ela - disse a sua mãe, que assentiu tristemente. Bella, que não entendia o que estava acontecendo naquele momento se virou e olhou nos olhos de Edward buscando uma resposta.

- Não lhe dê atenção, como eu faço - disse ele com gestos. Ela assentiu ainda em dúvida e fez uma nota mental para trazer à tona o assunto da reação de Rosalie. Ela sabia que seu amor não tinha uma boa relação com ela desde o que aconteceu naquele Dia dos Namorados, mas... Ainda não tinha cicatrizado as feridas entre eles? Ou eles que não se permitiam curar?

Edward imediatamente abraçou-a e lhe apertou firmemente o corpo. Lá fora, uma discussão começava e, apesar de Bella não ouvir, essa era sua maneira de protegê-la de qualquer palavra ofensiva que poderia sair da boca de sua irmã.

- Saia do meu carro Alice! Desta vez é sério! - Rosalie gritou ao ver a irmã sentada no banco do passageiro. Ela, sendo menor e esquiva conseguiu esgueirar-se para o carro quando Rosalie destravou o alarme.

- Eu já disse que não! - Ela respondeu, cruzando os braços sobre o peito. - Ou nós duas vamos ou ninguém irá.

- Deixe-me em paz! - Rosalie gritou novamente. Sua irmã negou. – Preciso ficar sozinha. - essas palavras vieram como um sussurro, enquanto Rose sentava-se no assento do motorista, quase esgotada pela insistência de Alice.

- Não penso em deixá-la sozinha. Eu sei para onde você vai, e não vê-lo só vai te deixar pior. - disse Alice desta vez com um tom de voz condescendente.

- Só me deixe em paz... Alice. - Rosalie sussurrou novamente, fechando a porta do carro e ligando-o.

- O que você ganha com isso Rosalie? O que você ganha usando essa máscara de menina durona? De mulher fria e insensível? O que você ganha ferindo Edward com suas reações?

- Eu não... Eu não acredito que eles... - balbuciou nervosamente enquanto levantava os olhos e confirmava que a estrada que tomava era a correta.

- Ele a ama Rosalie. O que você espera que acontecesse? Que fossem amigos por toda vida? - Alice censurou.

- Ele merece mais - resmungou com raiva.

- E você? Merece mais, também? - disse Alice levantando uma sobrancelha. Rosalie sabia muito bem qual era a situação de Emmett e era por isso que lembrava quando tinham discussões como essa.

- Isso é diferente, ele é diferente - Rosalie respondeu tentando reprimir um suspiro triste.

- Não é, e você sabe disso. Ambos sofrem de algo, em maior ou menor grau, mas eles sofrem. Ela não tem culpa do que lhe aconteceu quando nasceu assim como Emmett. Por que você julga suas deficiências, sem conhecer os seus corações?

- Emmett não é assim... Ele não é defi... - parou na palavra que ela não conseguia pronunciar.

- Emmett sofre de disfemia Rosalie, entenda-o. Ele não vai melhorar com uma cirurgia, nem tampouco com remédios milagrosos. - Uma lágrima desceu pela bochecha da loira. - Eu honestamente não sei por que você ainda vai a Port Angeles tentar vê-lo se depois de um ano, se você ainda não aceita sua condição... Sinceramente não te entendo Rosalie.

- Eu... Não sei. Eu só quero... Vê-lo. - sussurrou essa parte triste. Os nós dos dedos estavam brancos pela pressão que exercia sobre o volante.

- Quando você perceberá que o mundo é de um milhão de cores e não preto e branco como acredita? - Alice perguntou enquanto enxugava as lágrimas de sua irmã. - Talvez no dia em que você consiga dizer a palavra deficiência com liberdade, talvez nesse dia também consiga dizer a Emmett o que você sente por ele.

Rosalie concordou com esta declaração e deixou que mais lágrimas salgadas molhassem suas bochechas. Sua irmã estava certa. Um ano e quatro meses depois de ter visto o grande urso pela primeira vez, ainda não estava preparada para dizer o que sentia quando o visse. Após a formatura, suas visitas a Port Angeles tornou-se uma rotina, às vezes acompanhada por Alice, outras vezes sozinha. Mas em todas as tardes no marcar do relógio às 3 horas, ela se sentava no mesmo banco esperando um milagre... Um milagre que nunca aconteceu.

No final do verão do ano passado convenceu seus pais de que ela não se sentia ainda pronta para ir para a faculdade e lhes pediu para lhe matricularem na Escola de Línguas Estrangeiras de Port Angeles. Suas aulas eram de manhã e aos poucos percebeu que isso lhe agradava mais do que pensou a princípio. Ao deixar a escola voava em seu carro para o pequeno parque e sentava no banquinho até o triste final de tarde, levar com ela sua esperança de ver Emmett novamente.

Embora o ano estivesse cheio de altos e baixos, a realidade era que não foi tão ruim assim. Estar em Port Angeles lhe serviu para esclarecer suas ideias. Nesse ano ela aprendeu espanhol, francês e um pouco de italiano. Ela gostava de falar outras línguas e várias vezes se pegou falando para si de frente a um espelho em outro idioma segurando um pincel fingindo ser um microfone.

Decidiu que estudar jornalismo era a melhor opção, assim que se matriculou na Universidade de Seattle para seguir esta carreira. Suas aulas começavam em apenas três semanas, as mesmas três semanas que o grande urso que olhava pela janela tinha antes de voltar para a Universidade, em seu último ano de ensino. O destino tinha sido esquivo em encontrá-los naquele parque, mas quando o amor é destinado a acontecer, ocorre até mesmo nos lugares mais inesperados no mundo, por exemplo... um campus universitário.

- Ainda está aí? - perguntou Jasper a Emmett tirando-o de seu transe. Ele vinha olhando por horas pela janela e a voz de seu primo lhe trouxe à realidade.

- Que... Quem? - Emmett se virou e olhou para Jasper apreensivo.

- Rosalie. Você sabe que falo dela. - respondeu com naturalidade seu primo. Emmett arregalou os olhos e o cavalheiro sulista que agora tinha 18 anos, olhou para ele com intensos olhos castanhos.

- Eu... Não... - Jasper o interrompeu levantando a mão.

- Realmente não precisa dizer nada. Eu sei que é por ela. Eu sei há muito tempo, só que preferi lhe dar espaço, mas eu acho que isso não é mais saudável.

- Ela... Não... Não... É saudável - Emmett confessou com tristeza. Jasper se sentou ao lado dele na beira da janela e olhou para a rua onde um imponente carro vermelho era ostentando perto do parque. – Vo... Você vê... se...u ca...rro? - Ele perguntou e seu primo assentiu. Emmett respirou fundo e relaxou seu peito para falar com mais fluência.

- O que tem o seu carro Emmett? - Jasper perguntou-lhe incentivando-o a falar.

- Quando eu tinha se... sete anos, pedi a ma... mãe ... um ... ca...rro vermelho, um hot... wheels. Nesse Natal meu... meus pais morreram e eu... eu não tive o carro.

- Do onde vem essa história que você está me dizendo Emmett? Qual a relação com Rosalie? - Jasper perguntou intrigado.

- Por que... parece que meu pre... sente ... chegou. Só que mui...tos anos de...pois... e de forma estranha... - disse apontando o carro de Rosalie. A BMW tinha exatamente as mesmas características do carro que naquele dia Emmett pediu a sua mãe. Era vermelho, conversível, inacessível...

- Os meus pa... pais a enviaram para cuidar... cuidar de mim. Ou veio... do inferno... pra me leve com ela - foram as suas palavras antes de se levantar e sair do quarto.

O passado de Emmett sem dúvidas era uma contínua perseguição em sua vida. Eventos consecutivos não permitiam que ele se libertasse daquela parte de sua vida, lhe mantendo amarrado a uma memória dolorosa, que tinha vivido, que tentou superar, e que sem dúvida, não gostaria de repeti-la... e muito pior, se pelo anjo do carro vermelho.

O fato de que o sol se escondia depois das nove da noite e muito cedo já estivesse batendo nos rostos dos jovens apaixonados lhes faziam sentir como se seus dias fossem eternos nesse verão. Desde a noite do baile e depois que ambas as famílias, Kate e o esquadrão estiveram cientes da nova situação da tartaruga e de sua borboleta, os dois se tornaram inseparáveis, se é que isso era mesmo possível.

Caminhadas tranquilas pela trilha, mergulhos no rio que anos antes foi testemunha de certa situação embaraçosa de Edward, as manhãs de piano e sorvetes, tardes na campina e xadrez, noites de pizza, filmes e Scrabble*, seu novo passatempo favorito. Assim eram os dias dos jovens Edward e Bella uma vez que o amor do silêncio que tinham sentindo por anos gritava em viva voz EU TE AMO!

NT: *Scrabble(mais conhecido no Brasil com o nome depalavras cruzadas) é umjogo de tabuleiroem que dois a quatro jogadores procuram marcar pontos formandopalavrasinterligadas, usando pedras com letras num quadro dividido em 225 casas (15 x 15). O jogo foi inventado em1938pelo arquiteto Alfred Mosher Butts, com o nome deCriss Cross, depois recriado e rebatizado por James Brunot em1949, e a partir de então comercializado nosEstados Unidos, de onde se espalhou por todo o mundo. A fabricante de jogosEstrelachegou a produzir uma variante do tabuleiro em plástico e com ranhuras, com letras em peças plásticas encaixáveis em cima das ranhuras do tabuleiro e em outras peças. Atualmente (maio de 2011) o jogo é distribuído no Brasil pelaHasbro, com o seu nome internacional.

- Você só tem quatro letras Edward - Bella sinalizou em uma tarde no final de Setembro enquanto jogavam scrabble na sala de sua casa e Boi passeava tranquilamente perto da lareira.

- Quieta bebê... Eu sei exatamente o que fazer - ele respondeu presunçosamente. Ele estava perdendo e aquelas letras ou o salvava ou o afundava no jogo. Precisava de uma pontuação alta para ganhar ainda que a soma das letras não fosse o suficiente para isso, como ele havia dito: "Ele sabia exatamente o que fazer"

- Pronto sabe-tudo... Você tem o R, A, O e M*... Vença-me! - Isabella desafiou-o com um sorriso enorme. Edward assentiu e colocou as letras diante dela. Acariciando o rosto de sua Bella e tomando uma respiração foi falando à medida que se comunicava com ela sinalizando.

NT:* Manterei o M (mariposa) ao invés do B (borboleta). Abaixo vocês entenderão a razão.

- Hoje faz 18 anos, que ao mundo veio a ALEGRIA - disse enquanto colocava a primeira letra no painel. - Essa ALEGRIA veio a mim como uma bela BORBOLETA - fez o sinal de borboleta arrancando de Bella um suspiro espontâneo. - Muitos viram nela beleza, ainda que realmente o que se destacava fosse seu OTIMISMO. - colocou a terceira letra no painel e sorriu. Bella olhou para o painel e um sorriso foi esboçado em seu rosto. - Sim! RISOS... Esse foi o milagre que a borboleta trouxe na minha vida, minha principessa... Minha Bella.

Com lágrimas emocionadas Bella olhou uma última vez para o painel e viu que a palavra que foi escrita sobre ele era a união de apenas quatro letras. Letras como O de ódio, M de maldade, A de angústia, e R de rixa formavam uma palavra muito importante para ela: Amor...

Ela o tinha sentindo desde criança, o amor feito esperança que seu pai lhe mostrou. O amor feito bondade das mãos de Kate, do amor feito força das mãos de seus amigos, do amor feito eternidade das mãos de sua tartaruga. Ela o amava de uma forma que dificilmente poderia explicar em palavras, de uma maneira linda que se explicava com as mãos, ou melhor... Com o coração.

- Feliz aniversário, meu amor - Edward sussurrou lentamente enquanto enxugava as lágrimas que ela não sabia que tinha derramado. Ela acariciou seu rosto e sorriu. Naquela noite era seu aniversário, já tinha 18 anos. Dezoito anos de luta feroz, e batalha contra todos os que lhe disseram "você não pode fazer", de perseverança e esforço... Dezoito anos de luz.

- Amor - sussurrou suavemente Bella. Edward assentiu e beijou rapidamente o canto esquerdo de sua boca.

- Sim, amor. O que não acaba, e que brilha como uma tocha viva no meu coração. O que sinto por você... - Mais lágrimas correram pelo rosto de Bella quando a tartaruga fez sua declaração de amor mais pura de todos esses meses que estavam saindo. Ela sentiu que seu coração iria explodir de amor, e apaixonou-se ainda mais por ele. O amava um pouquinho mais que ontem e com certeza menos do que amanhã. O amava com seu coração silencioso, com o coração que ele havia roubado quando eram apenas crianças.

- Eu amo você Bella, minha princesa - foram as últimas palavras de Edward antes de beijar os lábios de sua amada. Ela respondeu ao seu beijo que com ternura lhe transmitia esses sentimentos que por anos haviam guardado. Seus lábios se moveram tranquilos como se desfrutassem de uma dança de salão, delicada e elegante, apaixonada e precisa. Assim eram os beijos desses dois jovens, carinhosos e despreocupados... Como eles.

- Amor - Bella sussurrou novamente quando eles se separaram.

- A melhor palavra desta noite. - Bella concordou com um sorriso e Edward lhe respondeu com outro. - Eu formei a melhor palavra, o que significa que eu ganhei.

- Não seja trapaceiro Edward! - Bella disse querendo mostrar seu lado sério - Eu ganhei na pontuação!

- Sim... Mas no amor. Esse eu ganhei! - Respondeu antes de tocar os lábios do seu amor. Ela sorriu e imediatamente se jogou nos braços de seu namorado, que a recebeu e firmemente lhe segurou enquanto sussurrava mais palavras de amor.

A noite caiu rapidamente e Charlie estava pra chegar com o jantar de aniversário de Bella. Como esperado Edward estava convidado para ele. Poderiam pensar que um aniversário tão importante fosse comemorado em uma grande festa com muitos convidados, mas não. Ela pediu simplicidade, algumas pizzas, e um bolo de chocolate. Não permitiu presentes esse ano, nada de coisas caras de Edward nem presentes estranhos de seu pai. Não precisava disso, tudo o que precisava para ser feliz estava com ela, compartilhando a mesma mesa naquela noite.

Um brinde simples com refrigerante e uma nova partida de scrabble entre os três foi parte das comemorações da noite. Ao marcar meia-noite e quando os olhos da princesa lutavam para não fechar, Edward decidiu partir. Alguns beijos rápidos de adeus e a promessa de vê-la cedo no dia seguinte para mais outra aventura, foi toda a sua despedida.

Em pé na porta e acenando em despedida, Bella deixou ir sua tartaruga que segundos antes de entrar no Volvo a distância lhe sinalizou.

- Boi... Boi tem algo para você - disse ele com um sorriso enorme. Bella inclinou a cabeça confusa e sua mente voltou ao dia que conheceu seu animal de estimação. Correndo de volta para a casa procurou Boi na sala. Quando encontrou o pequeno animalzinho imediatamente pegou-o e olhou para sua barriga. Um enorme sorriso apareceu em seus lábios quando leu:

Eu te amo principessa!

Essa era a forma carinhosa que seu amor se referia a ela ultimamente. Desde que tinham visto juntos o filme "A vida é Bella", não parava de dizer isso. Sua desculpa era dizer que por seu nome ser italiano, ela também devia ter um apelido italiano, e mesmo que fosse o mesmo sinal em espanhol, Edward adicionou um I antes de desenhar uma tiara em sua cabeça; ela sabia que o sinal não era princesa, mas principessa.

Animada Bella segurou Boi em suas mãos e dançou com ela uma divertida dança. A pobre tartaruga era como um mensageiro da guerra e ainda por cima, dançava. Pobre dela! Minutos depois ela deixava Boi em sua pequena caixa de vidro, pegando seu telefone e enviando uma mensagem de texto.

"Deveríamos deixar de usar Boi como quadro-negro"

Bella

Do outro lado do telefone, um sorriso cruzou os lábios do jovem apaixonado que em sua cama já descansava. Respondendo a mensagem em seguida...

"Enquanto Boi não reclamar, continuarei escrevendo e gritando ao mundo que eu te amo"

Edward

Edward fechou os olhos enquanto sorria deixando seu telefone em seu criado-mudo. O tic tac do relógio o embalou lentamente lhe mergulhando em um sono tranquilo, um sonho onde ele se via em pé no meio de uma grande praça abraçando Bella e fazendo o que a mensagem tinha dito a ela: gritando ao mundo como a amava.

Amor que se via refletido em pequenos e simples atos com o seu amor, e em outras complicações e desafios como, por exemplo, está com ela todas as tardes, três vezes por semana, quando Kate ia para sua casa dá suas aulas de fonoaudiologia. O fato de Edward a reter todos os dias para falar um pouco mais a cada vez, fazia com que sua língua se soltasse, embora ainda fosse difícil para ela, e fazê-lo com mais frequência fazia com que ela tivesse mais confiança em si mesma podendo pronunciar as palavras cada vez mais claramente.

Kate, Charlie e Edward estavam cada vez mais satisfeitos com o progresso de Bella, especialmente este último, que para comemorar, depois de cada aula a levava para a campina e logo depois de se sentarem olhando as nuvens por um bom tempo, lhe enchia o rosto de beijos e lhe parabenizava por tão bom trabalho. Agora que ela falava, suas futuras possibilidades eram ainda maiores e muito encorajadoras.

- Você sabe o que vai estudar quando sair da escola? - Bella perguntou sinalizando para Edward uma tarde na campina.

- Eu quero ser um médico, Bells... Salvar vidas, curar pessoas - respondeu sem dúvidas o jovem Cullen. Inspirado pela vida tão dedicada de seu pai a sua carreira, Edward decidiu seguir seus passos. Dois ramos lhe chamavam atenção. Pediatria e Otorrinolaringologia*, ambos relacionados com os médicos que em sua vida Bella teve que visitar.

NT:*Otorrinolaringologia(ORL) é considerada uma das mais completas especialidades médicas do mundo, com características clínicas e cirúrgicas. Seu campo de atuação envolve as doenças doouvido, donarizeseios paranasais,faringe, laringe, cabeçae pescoço.

- O grande Dr. Edward Cullen... Eu gosto! - Bella respondeu fazendo o sinal de alegria no final. Ele concordou e perguntou o mesmo. Ela pensou por alguns segundos e então respondeu - Quero ser pintora. Quero fazer Artes Plásticas e Modernas na Universidade de Seattle.

Seattle era o destino mais próximo para os jovens de Forks continuarem os seus estudos universitários. Edward também estava planejando estudar lá de modo que uma mudança iminente das tartarugas era prevista em seu futuro.

- A grande artista Isabella Swan... Eu gosto! - Edward respondeu sorrindo e Bella lhe bateu no ombro por ele ter usado suas palavras. Ele reclamou do golpe fraco pedindo que ela lhe desse outro. Olhando para ela de maneira impertinente Bella se levantou imediatamente para escapar, uma sessão de cócegas era o que lhe esperava e era melhor fugir antes de sofrer.

- Oh não! Desta vez você não me escapa. - disse ele quando ela seguia em vantagem. Bella escapuliu rapidamente pelo extremo norte da campina e correu em direção ao leste. Foi a primeira vez em que se aventuraram a ir além dos limites da campina, valendo a pena o risco.

Pelo mesmo caminho nordeste, cerca de 200 metros além da trilha que ligava uma das rodovias de Forks com a reserva de La Push, se achava uma pequena cabana quase no meio do nada. Era rústica, de pedra e madeira do lado de fora. Cercada por pinheiros e flores silvestres. Parecia abandonada e de uma de suas janelas se lia VENDE-SE em um letreiro desbotado.

- Te peguei! - Edward disse a Bella segurando-a de surpresa pela cintura. Ela não tinha percebido, mas tinha ficado alguns minutos olhando a casinha que lembrava a história de Hansel e Gretel*. – Perdeu principessa! - Edward sinalizou se colocado à sua frente. Ele não tinha percebido qual era a razão para o espanto de Bella e por que ela ficava olhando para o horizonte. – O que foi amor? O que você está olhando?

NT: *A historia de Hansel e Gretel é conhecida em nossa língua como João e Maria, é de tradição alemã e foi publicado pelos Irmãos Grimm em 1812. Originalmente, a história não tinha bruxa, e sim um casal de demônios vermelhos que atraiam as crianças para sua moradia a fim de escravizá-las e depois devorar as mesmas. Mas também passou por modificações, a versão que é conhecida depois do fato dos demônios é de outra Bruxa, que morava em uma casa feita de gengibre, os pais de Hansel e Gretel resolveram abandoná-los por serem muito pobres e não ter condições de alimentar a todos.

- Isso! – disse enquanto apontava para a casinha. Edward se virou olhando-a. À primeira vista lhe parecia um pouco desagradável de se ver pelo descuido externo em suas paredes e janelas. Mas não se convenceu por essa primeira impressão, porque essas são sempre erradas.

Segurando a mão de seu amor, juntos caminharam para examinar a pequena casa. Mais de perto, o lugar parecia realmente ter saído de um conto. Um ar místico a cercava e o calor de um lar era sentindo ao se aproximarem da varanda. A Edward não escapou o fato de que a casa estava à venda e que aquele palácio rústico poderia ser para eles muito mais que uma simples casa no futuro, aquele lugar poderia ser realmente seu lar.

- Você gosta? - Edward perguntou. Ela entendendo concordou. - Eu também... Eu também - Quase que imediatamente abraçando sua amada Edward sussurrou-lhe uma promessa. Essas confissões que ela nunca ouviria, mas que o destino manteria registrado em fogo por ser parte de uma história, de sua própria história de amor.

Naquela tarde, ao cair o pôr-do-sol e após a sessão respectiva de cócegas e claro, de beijos, Edward e Bella voltaram para casa dos Swan para encontrar uma surpresa não tão agradável.

- Bells... Você voltou. – foi a sinalização de boas-vindas de seu pai que, sentado na sala ao lado de um homem idoso e uma mulher que não podia ver porque estava de costas, a esperava preocupado.

- Oi Papai. O que aconteceu? - Bella sinalizou ao pai. Quando se aproximou mais um pouco da sala, imediatamente reconheceu a mulher. Aterrorizada deu dois passos para trás e levou as mãos ao peito. Edward notando o nervosismo dela percebeu quem era a visita e agarrou-lhe a cintura trazendo-a junto ao seu corpo.

- Olá pequena... - a voz rouca da avó de Bella reverberou pelas paredes da sala. Ela não conseguia ouvir, é claro, mas imaginou algo grave e pesado, com palavras de ódio e preconceito, como da última vez que a viu.

- Pai... O que... Faz esta senhora aqui? - Perguntou sinalizando. Edward tentava acalmá-la acariciando seus cabelos, mas era inútil, a jovem Isabella tremia mais do que uma folha no inverno.

- Ela... Ela veio falar comigo, anjinho. Precisa falar com você também. - respondeu seu pai. Ela negou veementemente.

- Eu não tenho nada que lhe dizer. Eu não quero saber o que ela tem a me dizer. - disse Bella com mostras de raiva em seus sinais.

- Charlie, por favor, eu não entendo nada do que minha neta está dizendo. Preciso de tradução simultânea. - Charlie deu um olhar venenoso a mãe de Renée e pensou consigo: Tradução simultânea? Onde ela pensa que está? Assistindo ao Oscar?

- Ela não quer falar com você, eu lhe disse. - disse Charlie a Marie Higginbotham.

- Ela não sabe por que eu vim. Você tem que dizer, a decisão está em suas mãos. - ela murmurou com raiva. O homem que estava na sala levantou esperando que Charlie começasse a explicar a situação a sua filha.

- Querida - seu pai começou temeroso. - Nós temos uma situação aqui. O senhor que está ao meu lado é o Dr. Price Zack, ele é chefe da otorrinolaringologia no Hospital de St. Joseph em Miami. É um amigo de sua avó e está aqui porque quer te fazer uma avaliação, um teste de audiometria para verificar se o diagnóstico que temos de sua surdez é correto. - O corpo de Bella tremeu ao ver o sinal de audiometria, que era o pior e o mais doloroso exame que um ser humano poderia se submeter, por anos ela havia sofrido com elas para sempre obter o mesmo resultado. Não aguentaria mais uma, só para confirmar sua surdez e lhe lembrar de sua condição. – Se der errado eles querem que você vá para a Flórida para fazer exames mais precisos e ver se há algum tratamento que possa te ajudar a restaurar a audição. - seu pai terminou com um suspiro.

O corpo de Bella não parava de tremer, não por causa do medo ou dos nervos, mas por causa da raiva que se apossou dela enquanto seu pai explicava tudo. Respirando fundo fechou os olhos. Seu amor a segurava firmemente pela cintura e acariciava seus cabelos, tentando lhe ajudar a se acalmar, enquanto ele próprio se forçava em se manter calmo. Porque para ser honesto, ele estava morto de medo, alguém veio para tirar seu amor do seu lado e isso era algo que ele não permitiria, nem agora... Nem nunca.

Alguns segundos após Bella ter se acalmado e recuperado a cor dos nós dos dedos, olhou para seu pai e sorriu.

- Poderia dizer uma mensagem à senhora aqui presente papai? - Charlie concordou em dúvida. – E o faça em "tradução simultânea", por favor. - disse em zombaria. Seu pai tentou suprimir um sorriso. Ela voltou a respirar e começou a contar a seu pai a mensagem que naquela tarde queria que desse claramente para a senhora que estava ali presente.

- Senhora, eu devo dizer através de meu pai algumas más notícias. A primeira delas é que você não é bem vinda em minha casa. Não depois do que disse há dois anos. Levou 16 anos para voltar e quando o fez foi para humilhar meu pai e desprezar minha condição. Desculpe, não posso recebê-la de braços abertos, mas você ganhou isso sozinha. A segunda notícia é que o diagnóstico que conta meu histórico clínico diz Deficiência Auditiva Severa. Disseram-me isso milhares de vezes e eu não acho que o seu médico da Flórida me diga algo diferente.

- Mas criança... Nessa cidadezinha podem ter se enganado... Você talvez... - Bella levantou a mão para parar sua avó.

- Eu não terminei - disse Charlie reproduzindo em palavras os sinais de sua filha. - Eu não vou passar por mais exames. Eu já fiz o suficiente deles. Eu aceitei que sou surda e com ela eu viverei toda a minha vida... Porque você não pode fazê-lo também? Ah sim! Eu me lembro agora... Porque não teve compaixão para entender a história de sua filha, e tampouco terá para compreender a minha. Eu quero que lhe fique claro uma coisa. Meu pai me criou sozinho... Sozinho! Você pretende vir quando a maior parte do trabalho está feito e levar o crédito por isso senhora? Está errada, muito errada. Essa não é a maneira de lavar sua consciência. Pode dizer ao Dr. Prince que eu não farei qualquer exame. Eu não pretendo ir a qualquer lugar, não pretendo ficar longe das pessoas que eu amo. - disse se agarrando com mais força ao corpo de Edward que lhe sustentava como se sua vida dependesse disso. O jovem amor de Isabella respirou aliviado ao ouvir a voz de Charlie dizendo o que Bella tinha comunicado com as mãos. Ela também não queria se separar dele, e apesar desse ser, um momento de tensão, foi também um momento de alívio... E de paz.

- Será que você não está interessada em sair da mediocridade Isabella? Será que você não quer ouvir? - A avó perguntou alguns minutos depois. Ela se recusou, quando seu pai lhe interpretou.

- Escutar para ouvir palavras dolorosas como a sua? Escutar para ouvir um mundo cheio de raiva e intolerância contra pessoas como eu? Não, senhora, nessas circunstâncias não, eu prefiro morrer em silêncio a viver uma vida de ruídos vazios e de vozes cruéis. Como a sua...

- Menina idiota... Isto não é... - desta vez foi Edward que interveio.

- Pode parar senhora! Eu não vou permitir mais um insulto à Isabella! Já foi suficiente!- murmurou raivoso o jovem.

- Edward - disse Charlie tentando acalmar os ânimos.

- Ninguém pediu sua opinião menino intrometido! - gritou a senhora.

- Apesar de ninguém ter pedido mesmo assim eu vou dizer. E sabe por quê? Porque é algo que está afetando a garota que eu amo e isso... É como se me afetasse também!

- Pfff... - a mulher gesticulou. - Amor... Você não sabe o que é isso!

- E, aparentemente, nem você. - Edward imediatamente cercou o corpo de sua princesa e falou lentamente. - Quer sair daqui? - Ela concordou. Sem perder tempo Edward pegou sua mão e juntos eles voltaram à campina. O único lugar onde ela se sentia verdadeiramente protegida.

- Esta não é a última vez que eu tentarei Charlie, certifique-se disso... - murmurou a mulher antes de sair de casa com seu amigo, o médico.

- E sempre que você tentar vamos esta aqui lhe dando batalhas Sra. Higginbotham... Não vão me separar dela. - Charlie finalizou. Essas palavras que o Chefe Swan disse em sua sala de estar, foram coincidentemente as mesmas que Bella diria depois de vários minutos de choro nos braços de seu amor, enquanto sentados na campina, ele tentava consolá-la.

- Ninguém vai me separar de você, Edward... Eu não quero nunca me afastar de você – disse soluçando com as mãos.

- Ninguém vai conseguir minha princesa. Ninguém... Me entendeu? Você é minha! Meu amor! Ninguém vai te tirar de mim. - Edward sinalizou.

- Me prometa Edward... - ela implorou.

- Com minha vida... Eu prometo com a minha vida, que também é sua... - ele sussurrou perto de seus lábios para que ela pudesse entender.

Um beijo urgente foi o que veio após essa promessa. Como se para deixar gravado na pele aquele juramento de ficarem juntos para sempre. Suas línguas lutaram ferozmente em suas bocas, chupando seus lábios em desespero. Um beijo carregado de muitos sentimentos e emoções, incluindo um conhecido para eles, mas ainda reprimido: o desejo.

Sem demorar, o beijo se tornou ainda mais exigente, ordenando deles mais paixão. Ela agarrava-se aos cabelos do seu amor como ele à sua cintura. Com um pouco de rudez Edward deitou Bella na grama tendo assim maior liberdade para beijá-la, senti-la. As mãos da borboleta lentamente começaram a deixar os cabelos rebeldes e acobreados para segurar em suas costas, costas fortes que devido a posição flexionada, mostrava os músculos que continham.

As mãos de Edward também seguiram uma trilha diferente, estas viajaram um pouco mais ao sul atingindo a bainha do vestido floral que Bella usava naquela tarde. Atrevido, ousado e perdido nas sensações do beijo dividido, decidiu tocar a pele que tinha por baixo. Muito macia, mais macia do que parecia à primeira vista. Suas pernas eram longas e tão cremosas de modo que pareciam um delicioso sorvete de baunilha. Um sorvete que sem dúvida, deveria experimentar alguma vez.

Quando um de seus dedos alcançou seu quadril tocando assim a calcinha de Bella, um alerta acendeu na cabeça da jovem que decidiu parar o beijo, empurrando lentamente Edward para longe dela.

Com um corar quase impossível Edward olhou para Bella e com seus olhos verdes jade, lhe implorou perdão por ter ido tão longe. Ela assentiu e baixou o vestido rapidamente. Edward cautelosamente se aproximou dela, segurando-a pela cintura e enterrando seu nariz em seu pescoço.

Enquanto isso, na cabeça de Bella uma revolução de pensamentos lhe espancava constantemente. Essa foi uma tarde estranha, uma tarde de primeira tentativas. As tentativas de sua avó em levá-la para longe de Edward e Charlie, tentativas de Edward em levar a relação um pouco mais além.

Para a primeira houve solução, manter-se firme e expor sua posição. Para a segunda? Logo não haveria solução, apesar de que nessa tarde tiveram uma acalorada sessão de beijos, não tinham como voltar atrás...

...O despertar de sua sexualidade inocente


Um capítulo muito fofo hum? Tirando a velha...