Born To Try

Kagome parou do lado de fora do estúdio sem saber se deveria ou não entrar. Ela podia ouvir os acordes da música, sinal de que eles estavam ocupados. A garota suspirou e deu meia volta para voltar para sua sala.

Algum problema, Kagome-sama? – Jimenji, um dos técnicos de som abriu a porta do estúdio e olhou para a garota amigavelmente.

Eu só pensei em ver como eles estão se saindo - Ela olhou para a outra porta antes de forçar um sorriso – Mas, parece que eles estão ocupados...

Na verdade, eles estão fazendo os últimos arranjos antes de gravar essa música... – o rapaz sorriu timidamente – Não seria bom entrar lá agora, mas a senhora pode assistir o ensaio da cabine se quiser.

Não quero atrapalhar seu trabalho, Jimenji – Kagome falou começando a se afastar – Falo com... – Ela parou de falar ao sentir a mão do rapaz em seu braço, olhou para ele espantada. Jimenji sempre evitava sequer falar com as pessoas quanto mais tocá-las.

A senhorita já fez isso antes e InuYasha disse que eu deveria... – Ele parou de falar e afastou a mão do braço dela corando – Sumimasen, Kagome-sama. Eu não tinha a intenção de tocá-la.

Não tem importância, Jimenji – Ela sorriu encorajadora – O que InuYasha disse?

Ele disse que não deveria deixar a senhorita fugir de novo... – O rapaz sorriu sem graça para ela – Só estou repetindo o que ele disse.

Eu sei, Jimenji. – Ela sorriu e olhou para o rapaz esperando que ele lhe desse passagem, o rapaz sorriu mais confiante e deu um passo para o lado. Ele apontou uma das cadeiras vagas para que ela sentasse antes de fechar a porta. – Eu não reconheço essa música...

Doing everything that I believe in
Going by the rules that I've been taught
More understanding of what's around me
And protected from the walls of love

(Fazendo tudo em que acredito

Ir pelas regras, é o que fui ensinada

Mais entendimento do que me cerca

E protegida das paredes do amor)

Sangô-sama a compôs. – O rapaz falou sentando em sua cadeira habitual – Estão trabalhando nela há três dias.

InuYasha aceitou ajuda para compor as músicas? – A garota falou um pouco espantada e sentiu-se corar ao ouvir o rapaz rir baixinho.

Ele disse que se fosse bom o bastante não se importaria com quem tinha composto.

Entendo. – Kagome sorriu e olhou através do vidro para o rapaz no estúdio, sentiu seu coração bater mais depressa ao ver a expressão dele enquanto cantava um trecho da música para demonstrar a Sangô como queria que ficasse.

Ela fechou os olhos deixando-se embalar pela voz dele e todo o sentimento que passava mesmo quando não era o autor das palavras. Essa havia sido a razão para que ela o tivesse escolhido daquela primeira vez em que fora ouvir a banda a pedido de Sangô. Ela abriu os olhos quando a música acabou e sentiu o rosto aquecer quando encontrou os olhos dourados fixos nela.

InuYasha sorriu para ela até que o irmão chamou sua atenção perguntando sobre um dos arranjos. Kagome suspirou aliviada, quando ele a olhava daquele modo todas suas reservas desapareciam e ela realmente acreditava que tinham uma chance juntos.

InuYasha conversou com os outros integrantes por mais alguns minutos antes de fazer um sinal para Jimenji para que gravasse daquela vez.

Kagome sorriu com os primeiros acordes antes que a voz de Sangô fosse ouvida, mesmo sem que ele cantasse, ela ainda podia sentir toda sua paixão em cada nota. 'Sim, ele é especial...' Ela já tinha perdido a conta de quantas pessoas ouvira cantar, mas eram muito poucas que conseguiam se conectar com a música daquele modo.

Kagome sorriu quando os olhos dourados fixaram-se nos seus novamente, era quase como sentir seus braços a envolverem quando ele a fitava desse modo. Ela o viu desviar os olhos com um sorriso nos lábios quando seu rosto aqueceu, ela baixou a cabeça sentindo-se como uma garotinha quando estavam juntos.

Eles estavam juntos há quase uma semana agora e ela ainda se sentia como da primeira vez. Talvez, nunca se acostumasse com aquilo ou talvez fosse um sentimento de culpa por estar indo contra o que o avô sempre lhe dizia "Não se envolva com os empregados". Kagome suspirou baixinho, levantou do banco e fez um sinal para InuYasha dizendo que voltaria ao trabalho. Ele sorriu concordando e a garota saiu para o corredor ' Dane-se o que Jii-chan diz, ao menos uma vez eu vou pensar primeiro em mim...'

All that you see is me
And all I truly believe

(Tudo o que você vê sou eu

E tudo em que realmente acredito)

InuYasha bateu na porta levemente antes de entrar na sala e sorriu ao ver a garota girar os olhos. Ignorou o sinal dela para que sentasse no sofá e caminhou até a mesa sentando-se em uma das cadeiras a sua frente.

Eu já entendi, Bankotsu... – Ela estreitou os olhos para o rapaz que apenas sorriu e continuou olhando diretamente em sua direção – Sim, eu sei que isso atrasará a divulgação do cd... não sou completamente estúpida.

Não é? – InuYasha murmurou o que fez com que a grota jogasse o bloco de anotações em sua direção. – Ah, sim... você é apenas violenta. – Ele pegou o bloco antes de ser atingido por ele e sorriu quando ela fingiu ignorá-lo.

Cuide dos seus que eu sei como cuidar dos meus. – Ela falou irritada o que fez com que InuYasha parasse de sorrir – Ao contrário de você eu penso que existem coisas mais importantes do que ganhar dinheiro e se um dos meus pede para adiar uma maldita turnê porque quer estar perto quando o filho nascer, é isso o que vou fazer! – Ela fez uma pausa para respirar e o rapaz pode ouvir a voz masculina falando alto antes que ela o interrompesse – Não estou pedindo sua opinião, Bankotsu...estou apenas informando que vou passar Yura e... – Ela fez uma pausa e olhou para InuYasha antes de continuar – seu novo contratado na frente, para os shows que o Shikon no Tama deveria fazer.

Não pode fazer o que quiser apenas para agradar os empregados, Kagome. – A voz de Bankotsu soou irritada ao telefone.

E você não pode me dizer o que fazer. – Ela respirou fundo tentando se acalmar, era sempre tão difícil falar com o primo. Bankotsu parecia pensar que mulheres não serviam para os negócios, "São sentimentais demais" 'Grande tolo' – Já refiz o roteiro e vou mandar Kaede passá-lo para você.

Nos temos um negócio, Kagome. – Ele falou demonstrando a irritação por ela não lhe dar escolha – Não pode mudar as coisas apenas porque tem vontade.

Pois foi o que acabei de fazer. – Ela falou antes de desligar o telefone sem esperar resposta. A garota baixou a cabeça sobre os braços dobrados em cima da mesa e falou baixo sem olhar para InuYasha – Não é uma boa hora para brincadeiras...

Surpreendente.

Poupe-me de seus comentários, InuYasha... – Ela levantou a cabeça e abriu a primeira gaveta à procura do frasco de analgésicos – Só posso lidar com um idiota por vez.

Eu só achei diferente, nunca vi você falar assim com ninguém antes – Ele levantou e caminhou até as costas da cadeira dela – Sesshoumaru está causando problemas com suas exigências? – Ele tirou o frasco das mãos dela e o colocou no bolso da camisa antes de colocar as mãos nos ombros dela e começar a massageá-los.

Bankotsu está me causando problemas com seu machismo. – Ela suspirou com o toque em seus ombros – Eu sei o que estou fazendo e ele não deveria duvidar da minha capacidade de saber o que pode ou não ser feito.

Eu confio no seu julgamento é bom o bastante para você?

O que você quer, InuYasha? – Ela colocou as mãos sobre as dele fazendo com que parasse a massagem em seus ombros.

Por que acha que quero algo?

Porque você está sendo gentil comigo e isso não é uma coisa normal.

Não sou grosso com você...- Ele se afastou fingindo estar magoado quando ela se virou e completou em voz baixa – Não o tempo todo pelo menos.

Sim, claro... – Ela deu um pequeno sorriso – Você é gentil quando quer algo.

Bom saber que me tem em tão alta conta. – InuYasha suspirou e voltou a sentar na cadeira.

O que você quer dessa vez?

Eu não fico com você apenas quando quero algo. – Ele falou indignado.

Ok, sinto muito... – Ela suspirou e olhou para ele séria – Pode devolver meu remédio?

Não, você tem tomado muito remédio e isso vai acabar lhe fazendo mal.

InuYasha, estou com dor de cabeça e tenho um monte de coisas para terminar até o fim do dia. – Ela levantou e se aproximou dele – Me dê o remédio ou juro que, com o humor que estou agora, vou bater em você para pegá-lo de volta.

Tem outras maneiras de acabar com sua dor de cabeça... - Ele levantou da cadeira e a fitou intensamente – Posso pensar em pelo menos duas no momento...

InuYasha, eu não... – Ela parou a alguns passos dele e piscou confusa quando o viu se inclinar sobre a mesa e apertar um botão do telefone.

Oi, velha. – InuYasha sorriu ao ouvir a velha secretária murmurar um xingamento e continuou sem desviar os olhos da garota – Faça algo útil e traga um chá para Kagome.

Você ainda vai me pegar em um mau dia, InuYasha..

Também adoro você, velha. – Ele parou de apertar o botão e endireitou o corpo – Algum problema, Kagome?

Eu pensei que você ia... Esqueça. – Ela fechou os olhos suspirando – Que declaração de amor foi essa com Kaede?

Você disse que eu devia tratá-la melhor. – Ele deu de ombros e voltou a sentar – E usarei o outro método caso o chá não dê resultado.

Nani? – Ela se arrependeu da pergunta no mesmo momento que ouviu sua voz ressoar na sala e o olhar divertido nas orbes douradas.

Precisa mesmo que eu explique?

Eu... – Kagome suspirou aliviada ao ouvir batidas na porta antes que Kaede entrasse na sala e depositasse a xícara na sua frente. – Arigatou, Kaede.

InuYasha girou os olhos enquanto levantava ao ver o olhar reprovador que a secretária lançou em sua direção.

Volto mais tarde, Kagome.

Você não me disse o que queria.

Ah, isso... – Ele parou na porta e esperou Kaede sair antes de se virar para a garota com um pequeno sorriso – Estou lhe devendo um jantar.

E achou que seria uma boa hora de me pagar?

Sua burrice às vezes me surpreende...

InuYasha! – Ela estreitou os olhos e começou a tomar o chá lentamente tentando ignorá-lo.

Fiz reserva para nós hoje à noite, mas preciso ter certeza de que não vai esquecer da hora trabalhando novamente.

Gentil de sua parte me comunicar isso. – Ela falou sarcástica.

Mas, eu não vim avisá-la por gentileza e sim para não correr o risco de você dar uma desculpa na hora. – Ele saiu da sala ainda sorrindo e fechou a porta depressa ao ver um peso de papel voando em sua direção. Voltou a abri-la ao ouvir o barulho do objeto caindo no chão e sorriu enquanto dizia calmamente – Vejo você às seis.

Não posso sair às seis... – Ela levantou da mesa depressa – E ainda será muito cedo para—

Você precisa ir até sua casa para trocar de roupa. – ele falou começando a fechar a porta – Não quero ser visto com uma maluca desarrumada.

Ora, seu grande idiota... – Ela correu até a porta e girou a maçaneta sem conseguir abri-la – Eu nunca estou desarrumada. – Ela olhou para baixo e viu os pés descalços e suspirou ao lembrar que tinha tirado os sapatos de saltos enquanto falava com o primo. A garota levantou a cabeça de repente e tentou abrir a porta novamente – InuYasha no baka, devolva meu remédio!

Posso saber o que está fazendo? – Kaede perguntou incrédula olhando para o rapaz que segurava a maçaneta da porta enquanto Kagome batia do lado de dentro.

Apenas fazendo com que ela não me mate, Kaede. – Ele sorriu para a velha secretária que apenas girou os olhos voltando sua atenção para a tela do computador enquanto digitava um contrato.

Pare com isso antes que ela se machuque.

Não se preocupe... – Ele continuou segurando a porta sem nenhum esforço com apenas uma das mãos – Ela já vai desistir.

Kaede apenas suspirou ignorando o rapaz e as batidas na porta enquanto tentava se concentrar no contrato. Ela parou de repente e olhou para a porta quando o barulho cessou.

Eu disse que ela ia desistir – InuYasha sorriu ao ouvir os passos da garota se afastando da porta - Agora vou voltar ao meu trabalho. – Ele tirou o frasco de remédios de dentro do bolso e jogou para Kaede – Só de o remédio se ela realmente estiver mal.

A secretária apenas concordou com um aceno observando o rapaz se afastar calmamente antes de abrir a gaveta e esconder o frasco de remédio com um pequeno sorriso.

Acho que ao modo dele... – ela fechou a gaveta e voltou sua atenção ao contrato – O idiota está realmente cuidando de Kagome.

That I was born to try
I've learned to love
Be understanding
And believe in life
But you've got to make choices
Be wrong or right
Sometimes you've got to sacrifice the things you like
But I was born to try

(Que eu nasci para tentar

Eu aprendi a amar

Ser compreensiva

E acreditar na vida

Mas, você tem que fazer escolhas

Sejam certas ou erradas

Algumas vezes você tem que sacrificar as coisas que gosta

Mas, eu nasci para tentar)

Devagar, Sangô. – Miroku gemeu de dor e tentou se afastar – Ta doendo.

Haja como homem, Miroku. – Sangô girou os olhos e puxou o rapaz para mais perto.

Mas, dói quando você faz assim, Sangô...

Miroku... – Ela estreitou os olhos e viu o rapaz estremecer antes de tentar se afastar novamente – Não me faça ter que—

Vocês dois me irritam. – Sesshoumaru levantou e caminhou até o casal, lançando um olhar ameaçador ao rapaz moreno. – Fique quieto e deixe-a fazer o curativo em você de uma vez...

Mas, ela é muito—

Ou não vai sentir nada porque eu vou deixá-lo desacordado. – Sesshoumaru sorriu ao ver o olhar assustado do rapaz – Novamente.

Mas, eu não fiz nada dessa vez...

Está me irritando... – Sesshoumaru se virou para sair do estúdio – É motivo suficiente para mim.

Não se empolgue, Sesshoumaru – Sangô falou estreitando os olhos para o rapaz que continuava a se afastar sem se importar com o que ela dizia – Deixei que batesse nele semana passada e agora...

E agora estou me arrependendo por não ter batido mais. – Sesshoumaru abriu a porta e se virou com um sorriso – Mas, ainda não é tarde para consertar esse erro...

Por que eu sou o único a apanhar?

Ele não vai bater em você. – Sangô se ajeitou no sofá e pegou o remédio novamente – E se você não tivesse tentado fugir pela escada não teria se machucado tanto.

Mas, ele queria me bater. – Ele fechou os olhos ao sentir o remédio em contato com o ferimento na testa.

Só estava se divertindo assustando você. – Ela terminou de limpar o corte que estava começando a fechar e se virou para pegar um curativo. – Se ele quisesse mesmo feri-lo não teria ajudado a socorrê-lo.

Se ele não quisesse me ferir não teria corrido atrás de mim. – Ele esperou que ela colocasse o pequeno curativo em sua testa antes de sentar direito.

Ele não correu atrás de você... – A garota suspirou fechando a caixa de remédios – Estava apenas tentando impedi-lo de se matar nas escadas.

Você não estava lá.

Sim, estava.

Nani?

Ouvi seus gritos e fui para a recepção quando você passou por mim quase me derrubando a caminho da escada. – Ela falou calmamente e colocou a caixa sobre a mesinha ao lado do sofá – E vi que Sesshoumaru não estava correndo atrás de voc

Você não me salvou? – Miroku olhou para ela chocado.

Eu estava tentando quando passou por mim e me empurrou. – Sangô desviou os olhos dos dele magoada com suas palavras e o casal permaneceu em silencio por alguns minutos.

Estamos discutindo por uma bobagem novamente... – ele suspirou antes de encostar a cabeça no sofá e fechar os olhos. – Por que estamos sempre fazendo isso?

Talvez porque sempre cometa erros idiotas e tente, de alguma forma estranha, me culpar por eles. – Ela falou irritada levantando do sofá.

Sangô, juro que não faço isso de propósito... – Miroku abriu os olhos levantando lentamente. – Temos mesmo que discutir sobre isso?

Você começou e—

Miroku! – O casal se virou na direção da porta. Miroku fechou os olhos desejando que aquilo fosse um pesadelo enquanto Sangô estreitava os olhos ao reconhecer a garota – Acredita que ninguém queria me deixar entrar?

Talvez porque você não devesse estar aqui. – Sangô falou em voz baixa e se afastou dos dois.

Querido! – A recém-chegada pulou no pescoço do rapaz que apenas olhou chocado para ela antes de colocar as mãos em sua cintura e tentar afastá-la – Eu vim aqui só para ver você.

Será que pode me soltar, Yura?

Só porque temos testemunhas? – Yura o abraçou mais forte e aproximou os lábios dos dele – Ela não vai se importar.

Yura... – Miroku começou tentando se livrar do abraço.

ELA se importa. – Sangô falou irritada e se virou para os dois – Tire suas mãos imundas do meu namorado antes que eu resolva fazer isso por você.

Seu namorado? – Yura perguntou sarcástica sem se afastar do rapaz – Não sabia que Miroku tinha dona.

Não tente testar minha paciência, Yura.

Por que isso a tornaria perigosa? – Yura sorriu olhando desafiadoramente para a outra garota.

Já chega, Yura. – Miroku segurou os braços da garota e a afastou de si – Pare de irritar, Sangô.

Mas, eu só estava cumprimentando você. – Yura falou com um falso tom inocente – Ela me ameaçou sem motivo.

Vou jogar você para bem longe daqui e não mais precisará se preocupar com minhas ameaças.

Acha que tenho medo de você, garotinha?

Deveria ter se sabe o que é bom. – Sangô deu um passo em direção à outra garota e olhou zangada para Miroku ao sentir seus braços segurarem-na pela cintura. – Eu não vou deixar essa—

Fora! – Miroku falou seco o que fez Sangô olhar para ele magoada e Yura sorrir até que ele aumentou a pressão do abraço e olhou sério para a garota de cabelos curtos – Fora daqui, Yura.

Voc está falando que eu devo sair? – Ela olhou para ele chocada – Prefere ficar com essa garota sem graça do que comigo?

Essa garota é a que escolhi – Ele sorriu calmamente e olhou para a garota em seus braços – Eu não a acho sem graça e como ela mesmo disse sou seu namorado.

Pensei tê-lo ouvido dizer que compromissos era coisa para os tolos. – Yura estreitou os olhos e quase gritou de frustração ao perceber que estava sendo ignorada - E que você nunca se sujeitaria a isso.

As coisas mudam. – Ele sorriu mais quando viu a expressão de Sangô ficar mais calma e um inicio de sorriso em seus lábios – E eu encontrei alguém por quem vale a pena ser tolo.

Yura virou de costas contendo um comentário irritado por ser desprezada enquanto se afastava ao ver os dois se beijarem ignorando sua presença.

Sangô sorriu quando se afastaram em busca de ar e continuou a abraçá-lo.

Você não precisa de ninguém para ser tolo, Miroku.

Então, talvez eu precise de você para deixar de ser um.

No point in talking what you should have been
And regretting the things that went on
Life's full of mistakes, destinies and fate
Remove the clouds look at the bigger picture

(Não há porque falar no que deveria ter sido

E arrepender-se das coisas passadas

A vida é cheia de enganos, caminhos e destino

Remova as nuvens e olhe para o resto da figura)

Kagome olhou para o rapaz caminhando calmamente para o elevador e respirou fundo contando mentalmente até cem 'Até dez seria pouco e eu ainda teria vontade de estrangulá-lo' Ela respirou fundo antes de perguntar.

Aonde pensa que vai, Sesshoumaru?

Pensei que parecesse bastante óbvio que estou saindo. – Ele respondeu sem olhar para ela.

No meio do dia? – Ela estreitou os olhos e se aproximou. – Não pode sair no meio do dia!

Tenho um compromisso e meu querido irmão parece estar muito ocupado falando ao telefone para pensar que temos mais coisas para fazer.

Seu compromisso é Aqui. Comigo. – Ela parou na frente dele impedindo-o de entrar no elevador – Volte para o maldito estúdio.

Meu compromisso é com Rin no hospital daqui a meia hora. – Ele a empurrou para o lado gentilmente e entrou no elevador – Devo dizer que tem passado tempo demais com meu adorável irmão.

Não entendi seu comentário. – Ela falou desanimada ao ver as portas começarem a fechar.

Seu vocabulário está ficando tão 'colorido' quanto o dele. – Ele sorriu ao vê-la abrir a boca para retrucar no mesmo momento em que as portas se fecharam. 'Quase fico triste por não ouvir o que ela disse' Ele parou de sorrir ao ouvir o celular vibrar no bolso da camisa e o pegou - Estou a caminho, Rin.

Aconteceu alguma coisa com Rin?

Eu pensei que tinha me livrado de você quando o elevador fechou, Kagome.

Responda a minha pergunta e se livrará de mim novamente.

Apenas uma consulta de rotina. – Ele suspirou olhando para os números enquanto o elevador continuava a descer. – Já me mantive longe por tempo suficiente não acha?

Sim, claro. – Ela respondeu com um pequeno sorriso – Só fiquei preocupada que pudesse ter acontecido alguma coisa.

Não aconteceu nada.

Ok, vejo você amanhã. – Ela sorriu ao ouvi-lo suspirar e acrescentou antes de desligar – Boa sorte, papai.

Sesshoumaru desligou o telefone com força pensando nas últimas palavras de Kagome "Boa sorte, Papai.", guardou o aparelho no bolso enquanto saia do elevador e caminhava para seu carro pensando em todas as vezes que acusara o pai por não apóia-lo em sua carreira e em que lhe dissera que nunca estava presente. 'E eu estava fazendo o mesmo'.

O rapaz entrou no carro e colocou a chave na ignição dando a partida. Tinha jurado a si mesmo que seria diferente, que não se deixaria envolver por nada. Ao menos se ficasse longe de todos não poderia magoar ninguém. Ele fechou os olhos antes de acelerar saindo da garagem. Não podia mudar os sete meses que havia perdido, mas faria tudo para não perder mais nada daquele momento em diante.

Flashback

Uma semana atrás

Rin abriu a porta e olhou para o rapaz com uma sobrancelha levantada.

Está atrasado.

Miroku teve um pequeno acidente na escada de emergência. – Ele levantou o pacote com a comida – Vai me deixar entrar ou devemos comer em pé e na porta mesmo?

O que você trouxe? – Ela perguntou com um pequeno sorriso.

Preciso passar em algum teste antes de poder entrar? – Ele levantou uma sobrancelha e empurrou o pacote para ela – Frutos do mar, você disse que era sua comida favorita.

E você ainda se lembra depois de todo esse tempo? – Ela sorriu e soltou a porta para segurar o pacote melhor – Que gentil da sua parte.

Acho que passei no teste... – Ele entrou fechando a porta atrás de si com um sorriso – Seu assistente intrometido vai se juntar a nós?

Kohaku foi para casa a duas horas atrás. – Ela falou distraidamente a caminho da cozinha – O que aconteceu com Miroku?

Ao menos ele não mora aqui. – Ele murmurou antes de entrar na cozinha atrás dela – Ele caiu na escada fugindo... Ele tentou descer a escada correndo e acabou caindo.

Do que exatamente ele estava fugindo? – Ela pegou dois pratos do armário e colocou sobre a mesa antes de sentar.

Acho que de mim. – Ele deu de ombros sentando na cadeira indicada por ela.

Por que ele achou que tinha que fugir de você? – Ela pegou o prato dele colocando um pouco de comida - Tem algo a ver com a música que Sangô estava cantando?

Hai. – Ele respondeu observando-a colocar comida no próprio prato com um pequeno sorriso. – Você não almoçou porque sabia que eu traria comida?

A garota corou parando de colocar comida no prato no mesmo momento e dar um pequeno sorriso.

Sumimasen, mas seu filho me deixa com fome o tempo todo. – Ela olhou preocupada ao ver o sorriso sumir do rosto dele - Eu disse algo errado?

Nada. – Ele falou olhando com interesse especial para a comida em seu prato – Coma antes que esfrie.

Diga o que fez você ficar assim. – Ela estendeu a mão sobre a mesa e a colocou sobre a dele – Ainda tem duvidas que o bebê seja seu?

Não, não é isso. – Ele suspirou afastando a mão da dela – Eu só não me sinto pai desse bebê. – Rin olhou confusa para o rapaz que suspirou antes de completar – Tenho certeza de que o filho é meu, só não me sinto pai... Eu deveria ter ficado com você desde o início.

Você não sabia da existência dele... – Ela levantou da cadeira e se aproximou dele – Está se culpando por algo que nem sabia existir?

Deixei você sozinha sem saber quais seriam as conseqüências.

Eu disse a você para me deixar.

Eu deveria saber – Ele levantou da cadeira e se afastou, falando mais para si mesmo do que para ela – Deveria ter ligado.

E por que não ligou? – Ela perguntou sem tentar se aproximar novamente.

Eu queria, mas todas as vezes em que pensava em ligar me lembrava do seu bilhete e como você tinha pedido para não procurá-la.

Eu pensei que não sentia o mesmo por mim. – Ela baixou a cabeça antes de continuar – Tudo aconteceu tão rápido... Eu pensei que se nos mantivéssemos afastados isso passaria.

E passou?

Não. – Ela levantou a cabeça com um pequeno sorriso nos lábios e os olhos brilhando com algumas lágrimas – Principalmente porque você me deixou algo para que eu não esquecesse.

Você preferia ter esquecido? – Ele perguntou em voz baixa enquanto se aproximava lentamente dela.

Não. – ela enxugou uma lágrima que escapou de seus olhos e respirou fundo antes de completar – Eu daria tudo para poder voltar até aquela manhã e não deixar você... não escrever aquele bilhete. – Ela deixou que ele segurasse sua mão e sorriu – Eu daria tudo para não ter desperdiçado esses meses longe de você.

Não podemos voltar no tempo. – Ele parou na frente dela e deslizou um dedo por seu rosto enxugando uma lágrima – Mas, podemos recomeçar.

Faremos diferente dessa vez? – Ela perguntou com um pequeno sorriso.

Eu não vou embora dessa vez. – Ele sorriu de volta depositando um beijo em sua testa.

É bom o suficiente para mim. – Ela o abraçou pela cintura e piscou afastando as lágrimas antes de falar com um sorriso – Meu nome é Kaiyou Rin.

Muito prazer, Kaiyou Rin – Ele sorriu de volta e baixou e murmurou contra seus lábios – Eu sou Sesshoumaru Akuma.

Fim do Flasback

Sesshoumaru piscou ao sentir o celular vibrar novamente e o atendeu com um suspiro.

O que você quer, Kagome?

Eu quero saber se você está a caminho ou se esqueceu do horário que preciso estar no hospital. – Rin perguntou divertida.

Sumimasen, Rin. – Ele diminuiu a velocidade ao se aproximar do prédio da garota. - Kagome ficou fazendo perguntas quando eu estava saindo.

Está a caminho, então? – Ela fechou a bolsa e se virou procurando a chave.

Estou tentando achar um lugar para estacionar.

Não é necessário. – Ela colocou a bolsa no ombro e pegou a chave com um sorriso – Pare aqui na frente, estou descendo.

Ok, estou esperando. – Ele desligou e parou com o carro na vaga em frente ao prédio. Talvez as coisas não tivessem acontecido como sempre planejara, mas ainda havia tempo para fazer as coisas como queria. O rapaz sorriu ao ver Rin sair do prédio e caminhar para o carro. ' As coisas podem não ter acontecido como eu queria, mas nunca é tarde para recomeçar'

Você chegou na hora dessa vez. – Ela entrou no carro e fechou a porta antes de se virar e dar um beijo rápido nos lábios dele – Vamos logo antes que seja multado.

Sesshoumaru concordou com um aceno enquanto colocava o carro em movimento com um pequeno sorriso 'Sim, sempre há tempo para recomeçar'

And all that you see is me
And all I truly believe

(E tudo isso você vê sou eu

E tudo em que eu realmente acredito)

Kagome saiu do elevador procurando pela chave em sua bolsa sem olhar para o rapaz que a seguia de perto.

Por que não está falando comigo? – InuYasha girou os olhos quando a viu colocar a chave na fechadura e abrir a porta sem responder – Eu não fiz nada, só estou tentando ser gentil e levá-la para jantar.

Você escondeu meus remédios. – Kagome entrou deixando a porta aberta e jogou a bolsa sobre o sofá – Ficou segurando minha maldita porta para que eu não o seguisse e – Ela entrou no quarto deixando a porta entreaberta -... praticamente me arrastou para fora do escritório.

Não vejo nada errado até ai. – Ele sentou no sofá esperando que ela se trocasse.

Sabe como as pessoas comentam tudo o que você faz. – Ela falou alto para que ele a ouvisse enquanto tirava o vestido e caminhava para o guarda-roupa procurando algo para vestir – Ainda não esqueceram da sua brincadeira com seu irmão a semana passada.

Apenas porque Miroku quase se matou na escada de incêndio... – InuYasha pegou o controle remoto da mesa de centro e ligou a tv. – Nem sabem a razão, apenas comentam.

Vocês tem que parar com isso. – Ela pegou um vestido preto e o vestiu antes de aparecer na porta do quarto – Estão lá para trabalhar, não brincar.

Bobagem, eu faço isso porque é divertido. – Ele levantou a cabeça quando a garota parou a seu lado com um pequeno sorriso.

Então deixaria tudo para trás se não estivesse mais se divertindo?

A música é tudo para mim, Kagome. – Ele sorriu ao ver os olhos azuis brilharem e levantou – Eu sempre consigo passar o que sinto através dela.

Pode fechar para mim? – Ela se virou de costas e continuou a falar enquanto sentia o tecido colando a seu corpo enquanto ele subia o zíper – Entendo, mas não seria mais fácil falar?

Você viu o que acontece quando tento falar... – InuYasha terminou de fechar o vestido e deu um passo para trás quando ela se virou de frente para ele – Eu escrevi uma música para você dizendo tudo o que sentia , fiquei o dia inteiro trabalhando naquilo e consegui estragar tudo com apenas uma frase.

Nunca vai conseguir se não tentar. – Ela ficou na ponta dos pés e deu um beijo rápido em seus lábios – Arigatou por me ajudar. Só preciso colocar os sapatos e poderemos sair.

InuYasha piscou ao vê-la se afastar rapidamente e entrar no quarto. Kagome nunca tomava a iniciativa, ele sorriu pensando que talvez ela estivesse começando a confiar nele novamente.

Estou pronta. – Ela sorriu para o rapaz parado no mesmo local em que o havia deixado minutos antes – Por que só eu tive que me trocar para irmos jantar?

Isso é simples. – Ele desligou a tv e pegou a bolsa de cima do sofá – Não acredito que alguém vá me impedir de entrar em algum lugar porque não estou vestido apropriadamente.

Vou fingir que não ouvi isso. – Ela pegou os documentos e alguns objetos da bolsa e os colocou dentro de uma menor que combinava com o vestido.

Vai fingir que não ouviu o que? – Ele abriu a porta esperando por ela.

Esse tom convencido em sua voz. – Kagome deixou a bolsa sobre o sofá e passou pelo rapaz e girou os olhos ao vê-lo sorrir

Eu fiz por merecer, Kagome. – Ele saiu e trancou a porta colocando a chave nas mãos dela antes de caminhar para o elevador.

Sim, claro. – A garota apertou o botão contendo a vontade de bater no rapaz até que ele parasse de sorrir daquele modo.

É engraçado vê-la irritada. – Ele riu baixinho quando a garota suspirou antes de entrar no elevador – Mas, sei de algo que vai fazer seu humor melhorar.

Vai parar de agir como um idiota? – Ela apertou o botão para a garagem assim que ele parou a seu lado. – Acho que realmente deve apenas cantar e não tentar falar com... – Kagome parou de falar quando sentiu os braços dele a enlaçarem puxando-a para perto do seu corpo. – O que acha que está fazendo?

Dizendo algo que vai acalmá-la.

Precisa me atacar para dizer algo? – Ela estreitou os olhos e colocou as mãos no peito dele tentando se afastar – Me solte antes que alguém entre aqui e nos veja.

Quanta preocupação com o que os outros pensam de você. – InuYasha sorriu e a abraçou mais forte – Pare de tentar se soltar e vou poder dizer o que quero.

Baka. – Ela fitou os olhos dourados sem esconder a irritação e parou de empurrá-lo – Diga de uma vez.

Se sou assim hoje devo a você...

Você se tornar um idiota convencido é minha culpa? – Ela estreitou os olhos e o empurrou novamente sem conseguir se soltar.

Vou tentar de novo – Ele suspirou e continuou a segurá-la junto a seu corpo – Se não preciso me preocupar com o que visto ou em agradar aos outros eu devo a você... melhor?

Não me deve nada, InuYasha. – Ela sorriu enquanto baixava as mãos – Apenas lhe dei a oportunidade de mostrar o que realmente era.

Exatamente por isso. – Ele sorriu deixando que ela se afastasse um pouco de seu corpo – Você viu o que todos os outros não viram.

Eu vi você. – Ela se afastou quando as portas se abriram, mas parou ao sentir a mão dele segurar seu braço impedindo-a de se afastar.

Foi o que eu disse. – Ele falou calmamente e entrelaçou os dedos nos dela apertando sua mão – Ninguém nunca realmente me viu antes de você.

Arigatou, InuYasha. – Kagome murmurou enquanto caminhavam para o carro dele ' Ninguém nunca me viu também antes de voc'

That I was born to try
I've learned to love
Be understanding
And believe in life
But you've got to make choices
Be wrong or right
Sometimes you've got to sacrifice the things you like
But I was born to try

(Que eu nasci para tentar

Eu aprendi a amar

E acreditar na vida

Mas, você tem que fazer escolhas

Sejam certas ou erradas

Algumas vezes você tem que sacrificar as coisas que gosta

Mas, eu nasci para tentar)

Kagome sorriu ao ouvir alguém entrar na sala sem bater.

Não posso parar meu trabalho toda vez que... – Ela parou de falar e o sorriso se apagou de seu rosto ao reconhecer o rapaz de longos cabelos negros em sua sala. – O que está fazendo aqui?

Você parecia tão mais amigável quando pensou que eu fosse aquele aproveitador.

Saía daqui ou eu chamo a segurança.

Não pode fazer isso. – Naraku sorriu ao se aproximar da mesa – Também trabalho para você, lembra?

Você não trabalha para mim e sim para Bankotsu. – Kagome estreitou os olhos e pegou o telefone – Tem cinco minutos antes que eu chame a segurança para tirá-lo daqui.

Por que não chama seu namorado para me tirar daqui?

InuYasha, diferente de você está ocupado.

Eu não disse que seu namorado era InuYasha... – Ele sorriu quando viu a garota corar – Acho que me deve uma.

Não devo nada a você. – Ela falou discando para o ramal da segurança – Não pode dizer que eu não avisei e... – Ela parou de falar ao vê-lo levantar e tirar o telefone de suas mãos. – O que acha que está fazendo?

Não contou a ele que fui contratado, contou? – Ele colocou o fone no gancho novamente antes de sentar calmamente - Tem certeza que quer que ele saiba das novidades agora?

E por que eu deveria me preocupar com quando ou como ele descobrirá que você trabalha para nós agora?

Acho que se você não se preocupasse não teria escondido esse fato dele.

Eu apenas não quero incomodá-lo com um detalhe tão pequeno quando estamos tão próximos do lançamento do novo cd.

Acho que vou cumprimentar meus velhos colegas... – Ele levantou da cadeira e caminhou em direção a porta.

Kagome levantou depressa e teve que se controlar para não correr atrás do rapaz para impedi-lo de sair.

Por que está fazendo isso, Naraku? – Ela perguntou em voz baixa sem se mover – Já tem o que queria. Meu primo o contratou mesmo eu sendo contra.

Quer dizer que foi contra mim? – Ele parou na porta e se virou fingindo choque – Mesmo depois de eu tê-la ajudado a conseguir o que queria?

Você nunca me ajudou em nada.

Você parece esquecer que se não fosse por mim ainda estaria na sombra enquanto seu precioso InuYasha continuaria feliz ao lado de Kikyou.

Ele está comigo porque deveria estar. – Ela fechou os olhos tentando afastar os pensamentos que as palavras dele tinham causado. – Não foi por sua causa.

Então, ficaria com ele mesmo se ainda estivesse com Kikyou?

É claro que não! – Kagome pegou o telefone novamente – Pouco me importa se ele vai saber ou não que você foi contratado, vou chamar a segurança e tirá-lo daqui.

Quanta ingratidão... – Ele balançou a cabeça sorrindo – E depois de eu ter tido tanto trabalho separando os dois para você...

Aqui é Higurashi Kagome e... – Ela parou de falar quando finalmente entendeu as palavras dele – O que você disse?

Minha intenção era apenas fazer o pequeno traidor sofrer por roubar meu lugar, mas acabei ajudando a unir vocês... – Ele sorriu sarcástico – Estou emocionado e feliz por vocês – Naraku se virou e abriu a porta – Vou deixar para falar com meus velhos companheiros outro dia.

Higurashi-sama? – O segurança chamou preocupado com o silencio – Está tudo bem? Quer que mande alguém ai em cima?

Tenha um bom dia, Kagome. – ele falou antes de fechar a porta.

Não é mais necessário, Umei – Kagome respondeu antes de desligar o telefone e sentar novamente. ' Sempre achei estranho o fato de Kikyou partir com Naraku naquele dia,mas nunca pensei...' Ela baixou a cabeça sobre a mesa sentindo a cabeça latejar . No final, ele tinha conseguido tudo o que queria. InuYasha tinha sofrido com a perda da namorada e Naraku tinha conseguido um contrato ' A vida não é justa... mas, isso não muda nada. InuYasha está bem agora e comigo... Não posso contar tudo a ele... Não agora que tudo parece estar dando certo...'

All that you see is me
All I truly believe
All that you see is me
And all I truly believe

(Tudo isso que você vê sou eu

Tudo em que realmente acredito

Tudo isso que você vê sou eu

E tudo em que realmente acredito)

N.A. – Oi minna,

Bem, eu demorei um pouquinho mais com esse capítulo. Mas, espero que gostem

Como estou com um pouquinho de pressa não vou responder a ninguém, fica para o próximo. Gomen nasai.

Arigatou a todas que deixaram review no último capítulo e lembro vagamente de alguém perguntar se eu lia reviews atrasadas. Leio todas que vocês deixam sim e fico sempre feliz ao recebê-las.

A review 300 foi da Shampoo-chan, beijos especiais a ela.

Arigatou a todas por me fazerem chegar a tal número -

Não sei se haverá atualização essa semana, mas prometo tentar, ok?

Meu aniversário está a quatro dias de distancia e mereço aproveitar um pouquinho ne? .

Espero que gostem do capítulo e me digam o que acharam

Kissus e ja ne,

Naru