Capítulo 14 – Cruzando linhas
~ Edward ~
Uma reunião de manhã cedo me tem acordado às 06hs. Eu me visto e como, tudo em menos de uma hora, e estou no escritório às 08hs.
Está vazio e silencioso, exatamente como eu gosto. Eu freneticamente trabalho para deixar a apresentação pronta. Às 09hs, Lauren entra no meu escritório.
"Bom dia, Sr. Cullen, você gostaria de um café?"
"Sim, obrigado, Lauren".
Ela me traz o meu café e senta-se em frente a mim. "Você quer passar por cima das reuniões e eventos da semana?" Ela pergunta.
"Parece bom." Eu olho para o meu relógio. "Os representantes da Nestlé estarão aqui em meia hora, então nós temos tempo".
Ela abre seu laptop e nós rapidamente passamos sobre tudo.
"Oh, e Lauren, eu tenho que sair mais cedo. Eu tenho uma reunião no centro da cidade com o meu pai".
Ela sorri. "Soa bem, senhor".
No meio da reunião com a Nestlé, Tanya entra, sorrindo e falando sobre o tráfego.
"Está tudo bem, Tanya, nós estamos quase finalizando aqui." Eu digo, ganhando um olhar.
"Oh, ok, bem, então eu simplesmente vou me atualizar com você sobre o projeto durante o almoço?" Ela pergunta.
"Não posso, eu tenho que estar em uma reunião de almoço com o meu pai".
Ela bufa, mas eu a ignoro e termino a reunião antes de voltar para o meu escritório.
Eu finalmente consigo um momento para verificar meu e-mail e sorrio quando vejo uma mensagem de Bella. Eu sei como tudo deve ser confuso e bagunçado para ela, e eu não quero nada mais do que aliviar sua mente. Eu bato em responder e começo a digitar quando meu telefone celular vibra.
Eu olho e vejo que é o meu pai.
"Olá".
"Olá, Edward".
"Você está bem?" Eu pergunto.
"Eu não vou mentir, estou um pouco nervoso".
"Que tal eu chegar um pouco mais cedo, e nós podemos tomar um café antes do estudo e relaxar?"
Ele solta um suspiro. "Sim, por favor, Edward, isso seria maravilhoso".
Eu desligo meu computador, sem responder a Bella. Eu acho que posso ligar para ela mais tarde e explicar por que eu não poderia almoçar com ela. Meu pai está perto de um colapso e precisa de mim.
"Vejo você daqui a pouco, estou saindo agora".
"Obrigado, Edward, eu o verei daqui a pouco".
Ele desliga o telefone. Pego minhas chaves e caminho até a mesa de Lauren.
"Eu tenho que ir, Lauren, qualquer mensagem importante, por favor, envie uma mensagem para mim imediatamente. Eu ligarei depois da minha reunião de almoço".
Ela acena. "Ok, senhor, tenha um bom tempo".
Eu rio do seu otimismo e pego o elevador para descer.
~ O ~
Vinte minutos mais tarde, Felix e eu entramos na garagem do meu pai. Minha mãe me cumprimenta com um sorriso apreensivo.
"Ei, mãe." Eu beijo sua bochecha.
"Graças a Deus você está aqui. Ele está literalmente andando de um lado a outro desde que saiu do telefone com você".
Eu passo meus dedos pelo meu cabelo e subo os degraus para o seu escritório, onde eu tenho certeza que ele está.
Eu bato uma vez e a porta é aberta. Os olhos do meu pai estão arregalados e cheios de medo, mas ele relaxa quando me vê.
"Oh, Edward, bem, você está aqui." Ele agarra meu braço e me puxa para um abraço esmagador.
"Ei, pai, acalme-se. Vai ficar bem. Nós só vamos conversar hoje, eu prometo." Eu posso sentir seu corpo tremendo começar a acalmar.
"Eu sei, eu ficarei bem".
"Sim, você ficará".
Depois de alguns minutos, nós descemos as escadas, onde Esme está segurando o casaco de Carlisle.
"Que tal nós buscarmos algo para comer, tomarmos um café e darmos um passo de cada vez, querido?" Minha mãe diz enquanto desliza o casaco nele.
"Sim, é claro, querida. Perdoe-me por ser tão ridículo".
Ela o vira lentamente para que ele esteja de frente para ela. "Agora, escute aqui, Carlisle, você não é ridículo, ou estúpido, ou qualquer coisa parecida com isso. Você é tudo pelo que eu sonhei quando menina e muito mais. Eu não me casaria com uma pessoa ridícula." Ela se inclina e coloca um beijo doce nos lábios dele.
Ele ri e a beija de volta. "Sim, querida." Ele olha para mim e revira os olhos, e eu não posso evitar as risadas que escapam.
"Ok, engraçadinhos, vamos." Ela diz, enquanto ternamente agarra a mão do meu pai e nós entramos no meu carro.
~ O ~
O consultório da Dra. Young é algo saído de uma revista Martha Stewart. Cores quentes e cristalinas, com iluminação suave e um aroma relaxante.
"Boa tarde, Sr. Cullen, Sra. Cullen." A médica só aperta a mão de Esme. Claramente, ela pode sentir a apreensão do meu pai.
Ela se vira para mim. "E olá para o outro Sr. Cullen." Ela tem um sorriso acolhedor.
"Olá, Dra. Young".
Ela gesticula para nós sentarmos, então nós sentamos, minha mãe e eu em cada lado do meu pai. E isso não passa despercebido.
"Você e sua mãe são muito protetores com o seu pai, não é?"
"Claro." Eu digo, e ela concorda.
"Eu gostaria de gravar essa discussão, se isso estiver bem?" Ela segura um gravador.
Eu olho para o meu pai, que só dá de ombros. "Tudo bem com a gente." Minha mãe responde.
"Então, nós estamos aqui para discutir o estudo." A Dra. Young começa.
"Meu pai não é um fã da ideia. O que você pode nos dizer sobre o processo?"
Eu posso sentir meu pai ficar tenso depois da minha pergunta. Claramente, ele está antecipando o pior.
"Bem, eu quero primeiro explicar por que eu abordei o seu pai como um candidato viável para o estudo".
Eu aceno e ela continua. "Eu li o processo dele quando foi dado a mim pela sua terapeuta anterior, e devo dizer, é notável. O Sr. Cullen superou muita coisa e desafiou as probabilidades. Sempre que um obstáculo foi jogado em seu caminho, ele manobrou em torno dele. Isso é maciçamente intrigante".
Meu pai não está olhando para a Dra. Young, ele está olhando para os seus dedos que se encontram em seu colo.
"Estou feliz pelo meu pai ser intrigante para você, mas ele não é um porquinho da índia, Dra. Young".
Ela balança a cabeça. "Eu sei, eu realmente sei, e eu sou toda sobre ajudar o Sr. Cullen. Mas, se você soubesse quantos adultos com diagnóstico de Síndrome de Asperger estão lá fora e não têm a vida que o seu pai tem, isso o chocaria".
"Não, não chocaria, Dra. Young." Eu fiz minha pesquisa sobre o assunto. Ela está certa; é chocante, mas não para mim.
"É justo, mas o Sr. Cullen é uma chave para a compreensão de muita coisa".
Eu aceno. "O que me traz de volta à questão, o que é o processo?" Eu pergunto.
"Há cinco médicos que administram o estudo. Um responsável comportamental, psiquiatra, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e eu".
Eu olho para o meu pai, e ele ainda está se concentrando em seus dedos. Eu sei que ele está absorvendo tudo isso, então eu não estou preocupado.
"Vá em frente." Eu digo.
"Haverá uma série de testes e perguntas. É um estudo da mente de um adulto dentro do espectro. Padrões de fala, comportamento, emoções".
"Ele teve tudo isso feito anos atrás." Estou irritado com a terapia repetitiva.
"Sim, mas ele estava procurando por um diagnóstico naquela época".
"Onde é que você se enquadra nessa grande estudo?" Eu pergunto, completamente não convencido de que esta ideia seja boa.
"Meu trabalho é entender a mente do Sr. Cullen estabelecida durante a sua infância e descobrir como ele lidou sem se desligar completamente".
Isto me choca. Investigar a infância do meu pai não acabaria bem.
"Isso é uma coisa perigosa de se fazer, Dra. Young".
Ela franze a testa. "Eu estou ciente, e esta será a parte mais difícil do estudo".
"Meu filho pode vir?" Meu pai pergunta, seus olhos ainda em seus dedos e uma expressão solene em seu rosto.
"Para o estudo?" Ela pergunta.
"Sim, eu me sentiria melhor se ele fosse capaz de estar na sala comigo".
Ela olha para mim, eu dou de ombros. "Eu sei como foi a educação do meu pai, Dra. Young. Eu não tenho certeza como isso vai ajudá-lo, mas se ele me quer lá e estiver tudo bem, eu farei isso".
Meu telefone vibra no meu bolso, mas eu ignoro e me concentro na resposta da Dra. Young.
"Eu suponho que nós podemos acomodar. Tenho que verificar com os outros médicos, no entanto".
"Então, só para eu entender, você o testará sobre as coisas que você já conhece, e então você o fará cavar fundo em seus pesadelos para descobrir o que mais o assusta no mundo. Então, depois de tudo isso, você vai mandá-lo em seu caminho pouco alegre?" O tom da minha mãe é um pouco ameaçador.
Os olhos da Dra. Young arregalam. "Sra. Cullen, eu nunca faria isso com o seu marido. É só que ele pode ajudar tantas pessoas".
"Tudo bem, eu farei isso, mas eu tenho que dizer quando acabar." Meu pai finalmente levanta a cabeça. Eu posso ver a vermelhidão nos olhos dele, e eu sei que ele esteve pensando em todas as coisas que ele evita lembrar.
"Obrigada, Sr. Cullen".
Ele bufa. "Eu sou um doutor, doutora." Ele rebate.
Ela sorri. "Na verdade você é, minhas desculpas, Dr. Cullen".
Ele balança a cabeça e volta a olhar fixamente seu dedo. Meu telefone vibra pela quinta vez. Novamente, eu o ignoro.
"Quando o estudo começa? Eu preciso resolver isso com o meu horário".
"Eu posso enviar por e-mail as datas, e nós podemos trabalhar com isso dessa forma".
Eu escrevo o meu endereço de e-mail e entrego a ela.
Depois de um pouco mais de discussão, nós saímos.
Felix sai do prédio em direção à casa dos meus pais.
"Eu não estou feliz que eu terei que falar sobre o meu pai." Carlisle diz enquanto olha para fora da janela.
"Ele não pode mais machucá-lo, querido." Minha mãe gentilmente acaricia suas costas.
"Eu sei, e eu quero ajudar outras pessoas." Ele pisca e olha para ela. "Eu acho que posso me machucar mais uma vez".
Minha mãe funga e ele limpa sua lágrima com o polegar. "Por favor, não chore por mim, meu amor." Ele beija a bochecha dela. Eu desvio o olhar e dou-lhes o momento.
Meu telefone vibrando novamente me faz lembrar de todas as interrupções durante a reunião.
Eu o puxo para fora e vejo dez mensagens de texto perdidas. Reviro meus olhos.
"Lauren claramente não entende o que 'apenas mensagens de texto importantes' significa." Eu digo para mim mesmo e abro minhas mensagens.
Sr. Cullen, a Srta. Swan veio ao escritório. Você precisa voltar para o escritório. ~ Lauren
Ela veio? Próxima mensagem.
Sr. Cullen, a Srta. Denali fez uma cena horrível, a segurança está aqui, por favor, entre em contato. ~ Lauren
Pelo amor de Deus.
Eu percorro o resto, um monte de OH MEU DEUS e o que é que eu faço.
A última é o que tem o meu sangue fervendo.
Sr. Cullen, a Srta. Swan deu um soco em Tanya, e agora Tanya chamou a polícia para prestar queixa. Posso sugerir que o Sr. vá até a Srta. Swan sobre isso antes de voltar para o escritório? ~ Lauren
"Maldição!" Eu grito, fazendo com que meus pais olhem para mim em estado de choque.
"Desculpe, eu não posso ficar depois de deixá-los em casa".
"Está tudo bem, querido?" Minha mãe estende sua mão para mim.
Eu aperto meu cabelo com raiva e emito grunhidos de frustração. "É Tanya, ela fez algo e Bella deu um soco nela. Eu preciso chegar a Bella e ter certeza que ela está bem".
Meu pai de repente explode em risos. Agora foi a minha vez de olhar para ele em choque. "Pai, isso não é engraçado".
Ele me descarta, ainda rindo.
"Carlisle, vamos lá, você não pode ver que Edward está preocupado?" Minha mãe diz com uma sugestão de um sorriso.
"Não é engraçado." Eu digo, e minha mãe começa a rir também.
"Ótimo, obrigado pelo apoio, pessoal." Eu me recosto e espero até que eles parem suas risadas insanas.
Finalmente, meu pai fala. "Estava na hora de alguém dar um soco na cara daquela bruxa." Ele diz e começa a rir de novo.
Seu sorriso despreocupado e jovial me faz sorrir em troca.
~ O ~
Depois que deixo meus pais, eu tento repetidamente ligar para Bella enquanto Felix dirige para a casa dela.
"Uhg... eu não consigo fazê-la atender." Eu grito quando bato no assento.
"Senhor, nós estaremos lá em cinco minutos. Estou dirigindo o mais rápido que eu posso." Felix diz, e eu olho para fora da janela e amaldiçôo quando ele passa um sinal vermelho.
"Por favor, não nos mate, Felix".
"Eu não matarei, senhor, eu prometo".
Felix pára abruptamente na frente da casa de Bella. Eu a vejo caída sobre os seus degraus da frente ao lado de outro homem que eu nunca vi antes, mas ele tem o braço envolto em torno dos ombros dela.
Ambas as cabeças atiram para cima na minha direção. Eu saio do carro e caminho para Bella o mais rápido que posso, ajoelhando-me na frente dela quando eu a alcanço.
"Você está bem?" Eu pego suas mãos nas minhas e as beijo. "Está doendo?" Eu vejo as contusões rosadas sobre os nós dos seus dedos.
Ela balança a cabeça. "Minha mão está bem, meu coração, meu bebê." Ela começa a chorar novamente.
Meus olhos olham para o homem estranho que não removerá o braço do ombro de Bella.
"Eu sou Edward Cullen, o namorado de Bella. Quem é você?" Eu encaro, mas ofereço a ele a minha mão, de qualquer maneira.
"Demetri Markos, o pai do filho de Bella, Sebastian." Ele diz igualmente hostil. Ele pega minha mão e nós dois balançamos com muita força.
Então este é o pai conveniente que Bella me falou. Eu tento ignorá-lo, sentando do outro lado dela e acariciando suas mãos nas minhas.
"Como está Seb?" Eu pergunto.
Ela balança a cabeça. "Ele não estava bem, ele gritou todo o caminho para casa até cerca de dois quarteirões de casa. Então ele parou e literalmente desmaiou".
"Eu sinto muito, Bella".
"Por que você sente muito?" Demetri olha para mim e depois para Bella.
"Não é culpa sua, Edward, não há nenhuma maneira que você pudesse saber." Bella diz, ignorando completamente Demetri.
"Olhe, já que Sebastian é meu filho, eu tenho o direito de saber o que aconteceu." Ele finalmente tira o seu braço de Bella.
"Vamos entrar e tomar um café. Eu quero estar lá quando Seb acordar, de qualquer maneira." Ela se levanta e caminha para dentro.
Demetri e eu ficamos ali parados em algum tipo de impasse. Há coisas que eu quero dizer, e pelo olhar em seu rosto, ele tem algumas palavras para mim também. Pela sua falta de conhecimento, eu sei que ele não tem ideia do que aconteceu no meu escritório hoje, então eu suspeito que isso ficará feio, rápido.
Demetri entra e eu sigo lentamente. Bella está fazendo o café quando entramos.
"Vamos sentar como os adultos que somos e conversar sobre isso." Ela se vira e aponta para Demetri. "Você não vai gritar, ou colocar a culpa, entendeu?"
Demetri assente. "Por que você está dizendo isso apenas para mim?"
Eu balanço minha cabeça e sento. Bella dá a cada um de nós uma caneca e se junta a nós.
Há alguns momentos de silêncio antes de Bella começar a falar e relatar exatamente o que aconteceu. Quando ela menciona o meu trabalho, a cabeça de Demetri atira na minha direção. Normalmente eu faria a ridícula coisa do macho alfa e encontraria o seu olhar, mas estou igualmente tão revoltado com o que aconteceu.
"Lauren me disse que Tanya chamou a polícia e está prestando queixa, Bella. Eu falarei com ela, para fazê-la esquecer isso." Eu estendo a mão e pego sua mão na minha. Ela sorri.
"Obrigada, mas se ela quiser prestar queixa, deixe-a. Eu não tenho medo dela".
"Olha, eu entendo o que aconteceu e por que você deu um soco naquela mulher horrível, mas eu não entendo por que Seb surtou como ele surtou." Demetri diz.
"Isso é porque você não conhece Seb." A irritação na voz dela é evidente, e o rosto de Demetri cai ligeiramente.
"Então, explique-me".
"Ele odeia confrontos, raiva e ruídos altos. Ele literalmente teve tudo isso jogado nele de uma vez. E, em cima disso, ele se sentiu ameaçado e com medo por si mesmo e por mim." Ela limpa uma lágrima frustrada do seu rosto.
"Então, o que acontece quando ele acordar?" Ele pergunta, e eu não quero admitir, mas eu também estou curioso.
Ela solta uma risada quase sinistra. "Essa é a única espontaneidade que você algum dia conseguirá de Seb. Quando ele tem um colapso, você apenas tem que esperar e ver o que vem com isso".
"Você lida muito com isso?" Demetri pergunta, e eu percebo que ele está genuinamente curioso, mas também me irrita o pouco que ele sabe sobre a sua própria carne e sangue.
"Bem, vamos ver." Ela coloca sua caneca para baixo com um pouco de força. "Sempre que você vai embora, ele tem um episódio. Às vezes, é destruição. Às vezes é um estado quase catatônico por cerca de um período de 48 horas. Talvez ele não coma, ou ele vai chorar e gritar. Talvez seja violência física." Ela encolhe os ombros. "Bem-vindo ao meu pesadelo, Demetri." Ela levanta abruptamente e sai da sala.
Ele fica sentado ali, apenas olhando para o assento vazio que Bella ocupava há poucos minutos. Eu saboreio meu café e respiro e tento me acalmar.
Tanya tentou arruinar cada parte da minha vida. Sua crueldade não conhece limites e está derramando na vida inocente de Sebastian.
Eu ouço estalos nos degraus e Bella vira a esquina um segundo mais tarde.
"Seb está começando a acordar. Dem, você pode estar pronto para ele quando ele acordar? Eu vou preparar um banho." Ela olha para mim. "Você está convidado a ficar para o jantar, Edward, eu só não sei quando isso vai acontecer. Este dia todo está destruído, eu estou apenas seguindo a liderança de Seb hoje.
Demetri se levanta em silêncio, sem dizer uma palavra, e sobe as escadas. Eu levanto e caminho em direção a Bella. Eu seguro sua cabeça em minhas mãos e olho em seus olhos feridos.
"Eu não vou a lugar nenhum, Bella. Se você me quer aqui, então eu estou aqui".
Ela suspira e acena. "Por favor, fique".
Dou a ela um sorriso e me inclino, roçando meus lábios contra os dela. Ela me beija de volta com ternura. Seus ombros começam a relaxar e um gemido feliz escapa dos seus lábios quando nos separamos.
"O que eu posso fazer?" Eu pergunto.
"Bem, talvez pedir pizza?"
Eu rio. "Ok, isso é bastante fácil. O que você gosta em sua pizza?"
"Seb gosta de queijo, eu comerei qualquer coisa, realmente, surpreenda-me".
Eu me inclino para beijá-la mais uma vez e me separo dela. "Vá cuidar do seu filho, eu pedirei a comida, minha senhora".
Ela ri e escapa para longe.
Eu peço a pizza e caminho até a sala de estar. Ouço algum farfalhar, mas nenhum grito, então eu decido ligar para Lauren.
"Agência Cullen-Denali, aqui é Lauren, posso ajudá-lo?"
"Lauren, aqui é Edward, não diga o meu nome. Tanya está por perto?"
"Oi, não, ela está no escritório dela".
"O que aconteceu com a polícia?"
"Eu não tenho certeza, mas pelo que eu posso dizer, eles disseram que falariam com a Srta. Swan e processariam a papelada".
Eu belisco a ponte do meu nariz, tentando aliviar a pressão maciça. "Tudo bem, eu não voltarei ao escritório hoje, eu ficarei na casa de Bella. Mantenha-me informado, sim?"
"É claro, como está o filho dela? Eu fiquei tão preocupada com ele." Lauren tem um bom coração, e eu odeio o pensamento dela lá sozinha com Tanya, mas eu não posso estar lá e aqui.
"Ele está tendo um tempo difícil com isso".
"Bem, eu espero que ele fique bem".
"Obrigado, Lauren".
~ O ~
Quando a pizza chega, eu a levo para a cozinha e ouço passos atrás de mim. Vejo Demetri entrar, encharcado.
"Você precisa de uma toalha?" Eu pergunto.
Ele apenas balança a cabeça, pega um pano de prato e caminha de volta para fora novamente.
"Edward, é você?" Eu ouço a voz rouca de Sebastian antes de vê-lo.
Eu me viro e vejo Bella entrar com um Seb aconchegado em seus braços.
"Ei, amigo." Eu sorrio e ele me dá um pequeno em retorno.
"Eu não sabia que você estava vindo." Ele diz.
"Eu comprei pizza, e eu disse a mim mesmo, eu me pergunto se Seb gosta de pizza também. Então, lá estava eu, pedindo muita pizza, e eu simplesmente sabia que tinha que tentar e ver se você queria um pouco." Ele ri um pouco.
"Você é tão bobo, Edward. Mas eu te amo, então, obrigado pela pizza." Essas três palavras derretem meu coração. Eu estendo a mão e cubro sua bochecha.
Ele levanta a cabeça e estende os braços para mim. Eu olho para Bella, que acena, então eu o pego em um abraço feroz. Eu pego uma caixa no nosso caminho para a sala de estar e nos sento no sofá.
"Seb, você sabia que a primeira pizzaria na América do Norte foi inaugurada em 1905 por Gennaro Lombardi?" Eu pergunto enquanto ele enfia um pedaço na boca.
Ele balança a cabeça.
"E que foram os gregos e egípcios que realmente inventaram isso, não os italianos?" Ele olha para mim com os olhos arregalados.
"Sério?"
Eu aceno. "Sério".
"Isso é muito legal. Obrigado, Edward".
Ele repousa a cabeça para trás no meu peito e continua a comer sua pizza. Migalhas e molho estão caindo por toda a minha camisa e terno. Mas eu realmente não me importo, porque Seb está feliz.
"Olha, Bella, eu tenho que correr para casa e pegar algumas roupas secas. Seb me encharcou." Eu me viro e vejo que Dem está encharcado, e Bella está suprimindo uma risada.
"Tudo bem, Dem." Ela diz.
Ele se aproxima e dá um beijo em Seb. Ele realmente não reconhece seu pai, e Dem parece bem com isso.
Depois que ele sai, Bella se senta ao meu lado.
"Como estão meus rapazes favoritos?" Ela pergunta.
"Bem." Seb e eu dissemos em uníssono.
Ela sorri e encosta a cabeça no meu ombro. Nós comemos pizza e assistimos Toy Story até que o sol se põe atrás das árvores e o ronco baixo de Sebastian enche a sala.
Nota:
Não é nada fácil a vida de Edward e Bella, não é? Mas parece que dessa vez eles conseguiram deixar Seb tranquilo.
Até o próximo capítulo.
Bjs,
Ju
Eu coloquei esses esclarecimentos no grupo do Facebook, mas, para quem não viu, aí vai:
Alguns esclarecimentos.
Ao longos das fics que tenho postado atualmente, eu já avisei que voltarei a postar as fics que estão paradas, mas, para isso, eu estou adiantando os capítulos delas para não precisar parar depois.
A situação atual delas é:
THE COCKY & THE COUGAR: já traduzi todos os 17 capítulos que faltavam.
HIGH ANXIETY: minhas parceiras já traduziram 11 capítulos dela, mas ainda faltam 21 capítulos. A média dessa fic é de umas 25-30 páginas por capítulo, e essa não é uma fic fácil de traduzir. Portanto, só voltarei a postá-la quando estiver com todos os capítulos traduzidos.
LA CANZONE DELLA BELLA CIGNA: tenho 1 capítulo dela traduzido, mas ainda faltam 16 capítulos para alcançarmos a autora. Detalhe: essa fic NÃO está finalizada e a autora tem demorado muito para postar, então não estou focando muito nela no momento.
EDWARD CULLEN, DICK FOR HIRE: tenho 1 capítulo pronto, mas ainda faltam 24 capítulos. Só voltarei a postá-la quando terminar todos eles.
Fora tudo isso, no início de julho eu entrarei de férias e vou viajar, então só voltarei a postar o que já estiver finalizado em AGOSTO.
