You're just like Mars

Zarpei para a cozinha com a cabeça borbulhando e a minha garganta seca, pedindo por uma bebida.

E vi um milagre.

E o milagre me viu.

Um milagre dentro de uma garrafa de vidro que brilhava como diamante sob a luz ardente do sol, e que continha uma tarja com as letras v-o-d-k-a.

Deus falou comigo naquele momento.

- Uow mocinha – e me separaram do meu milagre.

Comecei a pular e circular James para reconquistar o meu néctar divino.

- Isso não é pra você – até o presente segundo ele estava obtendo sucesso em me manter distante.

Acredito que vislumbrei um par de chifres vermelhos e uma cauda de igual tonalidade saírem do corpo dele.

Sabia, só podia ser coisa do demo.

- Você comprou isso? – James não precisava se esforçar para cumprir seus objetivos diabólicos, em outras palavras: manter o meu pobre e indefeso milagre seqüestrado por suas garras das trevas.

Carlo apoiara os cotovelos no balcão de granito e assistia a tudo com uma expressão monótona.

Era para ele ser o anjo que me ajudaria? Estava mais para parceiro preguiçoso do Potter...

- É proibido? – ele perguntou sem realmente se importar e acrescentou – Não sabia que você, Lily... – cravou seus olhos em mim, desafiador -... deixaria James mandar e desmandar na sua vida.

- Ele não manda.

- Eu não mando.

Dissemos ao mesmo tempo.

Retornei aos meus pulos, satisfeita e animada.

- Você não vai gostar, é amargo – James comentou ao fazer uma careta para ilustrar seu ponto de vista.

- Você vai gostar, lhe fará esquecer de quem é noiva – Carlo interpôs, antes que eu dissesse qualquer coisa, ao erguer as sobrancelhas cheio de segundas intenções.

- Não quero beber por causa disso – neguei a teoria de Carlo, ofendida de certa forma e ambos aguardaram que eu continuasse.

Aproveitei o silêncio para obter o efeito que desejava.

- É pra esquecer que tenho duas pestes como primos – finalizei irritada.

Os dois gargalharam.

Sem efeito desejado.

- Ela encena super bem.

- Me orgulha.

Uma gota de suor escorreu pela minha nuca.

Eles se merecem.

- Eu não preciso que você me dê a garrafa Potter – e andei despreocupada para o meu quarto, demonstrando que estava convicta do que afirmava – Posso comprar – lhe pisquei marotamente e tranquei a porta.

- Me diga que você tem uma chave sobressalente – ouvi Carlo usar de uma entonação entre suplicante e mandatória ao falar com James.

- Lily Evans Gaiardoni destranque esta porta!

James não tinha.

- Isso. Obedeça ao seu... – tentativa falha em abafar uma risadinha de escárnio, advinda do Carlo -... noivo.

E ele acabou estourando em gargalhadas.

Qual a graça nisso?

Eu e James estamos noivos, de mentirinha, e não vejo nada cômico aí.

Na verdade... Eu vejo... I see dead people

- Cale a boca sem teto – as risadas morreram instantaneamente depois dessa, James não havia me esquecido, estava mais determinado, para ser sincera – Lily abra a porta e eu lhe deixo provar a bebida – ele contemporizou.

Era impressão minha ou ele estava negociando?

- Provar quanto?

Que vergonha, eu estava me vendendo por um mísero gole de vodka. Pior que isso é nunca ter tomado uma gota de álcool. E vinho não conta, não conta porque nunca consegui contrabandeá-lo da cozinha de qualquer parente meu. É, quão lerdada eu sou...

James não demorou pouco mais que alguns segundos para me responder.

- Quantidade equivalente ao tamanho do nariz do Carlo.

- Ah seu fudido... – Carlo reclamou e escutei o estalar de um tapa.

- Mas o teu nariz é grande – Jay se defendeu, como se usasse implicitamente da frase é-óbvio-não-é-e-não-tô-mentindo, num volume mais baixo devido estar se afastando da porta do meu quarto.

- Você me chamou de nariz de batata? De nariz tão grande que esconderia uma baleia?!

Uhh... Carlo estava inflando como um balão.

E olha que o nariz dele nem é grande, está na média. Mas ele sempre se irritou, desde os tempos de garoto, quando James o chamava de tromba de elefante, cabideiro de bustela e etc.

Olhei cautelosamente para o corredor através da tímida brecha que criei.

- Cara, se não agüentas uma brincadeirazinha inocente, como pretendes preservar um círculo de amizades? – James apelou para a razão, cada vez mais distante de mim.

Ele estava com... medo?

Que hilário, James amedrontado.

Eu poderia filmar e mostrar para as gerações posteriores que os homens das cavernas viveram até recentemente, contradizendo a história. Porém, a sujeira teria que ser limpa por mim e o ombro para consolar aqueles dois, também seria o meu. Ou seja, Lily Evans agiria como o único ser maduro e pensante que convive com essas duas difterias.

- Hey, hey, hey meninos... – interferi antes que eles se atracassem como duas trepadeiras.

De repente aquilo me pareceu tão... sexy.

Suma pensamento slash!

- O que é?! – ambos retorquiram, aborrecidos.

Eu deveria deixá-los se agarrarem e me divertir, sinceramente...

- Minhas amigas podem vir fazer o trabalho da universidade aqui?

De onde isso saiu?!

Eles se afastaram e James me analisou, pensativamente.

Isso é que dá. Faço as coisas sem pensar e acabo realizando a gafe de convidar minhas amigas para virem para cá. Muito inteligente essa sua, Lily.

Eu mesma me dei os parabéns com um peteleco mental.

- Hoje é a noite do poker – Carlo rebateu, esquecendo da discussão anterior com James.

- Como se você fosse o dono da casa – disse, sem refletir uma segunda vez.

Droga, eu deveria ter aceitado essa na boa.

Mas... Se já tá no inferno, abraça o capeta.

- Por falar nisso, o que você faz da vida, hein?

James virou de costas para nós e seus ombros se mexiam ininterruptamente, resolvi não ligar.

- Olha o seu tom de voz comigo ruiva – Carlo advertiu – E eu trabalho, só estou aqui de férias – disse orgulhoso.

- Trabalha em que? – não lhe dei tempo para respirar ao encará-lo como quem está prestes a descobrir uma cigarra se fingindo de formiga.

E de cigarra na morada da formiga Potter já basta eu aqui. Se bem que, eu consegui um emprego. Ou seja, eu sou uma formiga também! Agora mesmo que não vou querer alimentar essa cigarra chamada Carlo. Não mesmo.

Um tenso vinco se formou no meio da sua testa e o seu punho com uma veia pulsante se fletiu na minha direção.

Ele estava nervosinho, uhh...

- Tá falando sério sua piveta?!

- Para vagabundos que nem você, a vida deve ser uma brincadeira... – sorri maquiavelicamente, como quem sabe das coisas.

Temi que James estivesse tendo algum tipo de choque ou coisa assim, ele estava se sacudindo todo, freneticamente.

- James! Diz pra ela, diz! – vociferou Carlo.

Potter levou meio minuto se contorcendo, até se imobilizar. Então se aproximou de nós com as feições compenetradas ao suspender os óculos com o dedo indicador sobre a haste central da sua armação (N/A: Cacto-sama, isso n foi tão Ishida? xD).

- Ele trabalha na empresa concorrente da minha e realmente está de férias.

- Humpf! – Carlo me olhou vitorioso como se dissesse engolhe-essa.

- Okay... – admiti minha aparente derrota, como boa perdedora.

Se bem que... Eu poderia pedir mesada para Carlo!

Meus olhos brilharam.

- Nem pense ruiva – Carlo desmanchou os meus sonhos de montes e montes de dinheiro como se lesse meus pensamentos.

Injustiça...

- Suas amigas podem vir. Vocês fazem o trabalho no seu quarto – James permitiu e colocou a mão no ombro esquerdo do Carlo num gesto consolador e amigável – Você não tem nariz de batata.

Carlo me fitou quatro vezes mais convencido.

Ignorei.

- É de melão – James se corrigiu e correu.

Acidentalmente esqueci meu pé no caminho do Carlo quando ele resolveu perseguir meu primo moreno.

Meus ouvidos não captaram as suas reclamações e fui confirmar com as meninas que o trabalho seria aqui, do telefone do meu quarto, lugar racionalmente mais seguro e longe desses dois.

Elas viriam depois do almoço e pedi ao meu anjo da guarda que me protegesse somente mais uma vez, porque após esse pedido eu nunca mais lhe rogaria por coisas absurdas como: transformar o meu pé de tomate preferido num marido para mim.

- O nariz tá pesando tanto assim?

Hum... Isso me lembra que não temos almoço pronto.

- Potter vai tomar por onde o tomate sai!

Barulho de coisas se partindo de encontro ao piso.

Talvez ainda não fosse uma boa hora para sair do meu quarto.

Ouvi as risadas maleficamente escabrosas de James.

Até o último pêlo do meu corpo ficou em pé.

- Lily socorro!

Acorri para a minha porta, a fim de fazer uma barreira poderosa, óbvio. E antes que conseguisse empurrar o meu criado mudo para lá.

BAM.

Já era.

- O que deu nele?? – Carlo estava tremendo de pavor.

Ainda bem que não resolvi espiar, se meus olhos se deparassem com James, eles se negariam a ver outra vez.

- Quando ele bebe, fica pior – me lembrei de uma única vez em que ele apareceu porre na minha presença.

- Ugh... – chacoalhei todo o meu esqueleto para que a lembrança saísse de mim.

Sendo menos egoísta, observei o meu primo ruivo.

- Você devia ter pensando uma segunda vez antes de vir passar as suas férias aqui – retorqui com uma das mãos na cintura e o indicador da outra apontando para o peito dele.

Sim, era um sermão.

E Carlo usava o próprio corpo como segunda barreira para impedir a entrada de James no meu quarto. Atitude em vão, James parecia satisfeito com o resultado de sua risada de bruxo e com certeza estava se ocupando com qualquer coisa.

Quem sabe até a televisão enorme da sala e o sofá fofinho... Safado.

- Fala sério. Passar as suas férias em Londres? Você é louco ou o quê?! – o deixei sozinho na tarefa de sustentar a porta e comecei a arrumar a bagunça que estava o meu quarto.

- Você estava aqui, por isso vim.

- Okaaaay – reconheci que ele tinha mais um parafuso a menos – Significa que se eu estivesse atrás das grades no Uzbequistão, você também estaria?

Eu preciso lhe impor um pouco de lógica, ele é meu parente! Por mais que isso não me agrade.

Carlo coçou a nuca.

- Pelo menos lhe pagaria uma visita.

Ainda existe salvação para ele.

- O ponto é que eu estava com saudades Lily – ele se aproximou e pousou a mão sobre a minha, ao utilizar de um modo sussurrante na sua voz.

Olhei para baixo.

- Tire a mão daí.

Não era bem na minha mão que ele estava pegando. Enquanto organizava a confusão de roupas e etc. do meu quarto, uma peça íntima havia sido esquecida por aí...

O que foi?! Essas coisas acontecem nas melhores famílias. Dá licença.

- Você não sentiu saudades uns aninhos mais cedo? – eu não caio nessa, anos de aprendizado, anos.

- Estava cego por falsos amores.

- E se tocou exatamente agora?

- Não quero envelhecer sozinho – rá! Já sei onde isso vai dar.

- Não serei a sua última opção para servir de empregada.

- Eu não quero isso – todos dizem isso.

- Se corrija.

- Você é o amor da minha vida. Não quero outra.

- Continue – eu preciso massagear o meu ego, ele tem sofrido umas dores musculares muito sacanas ultimamente.

- Minha musa, minha deusa, minha vida, meu tudo...

- Seja original – dores musculares e fraturas.

-... Meu tesouro...? – essa não foi muito inteligente.

- Não tenho dinheiro.

- Tenho de sobra.

- Ah... Então me empresta? – sorriso cintilante e praticamente irresistível da ruiva.

- Você faz o almoço?

- Seu prato preferido.

- Você sempre foi minha prima favorita.

Não disse, tudo são negócios.

Eu poderia dar umas aulas: sente e aprenda com a ruiva.

Batida na porta – Lily, o Carlo tá aí? – James pode ser bem persistente quando quer.

- O que eu ganho se responder a sua pergunta?

Carlo me perfurou o coração com seu olhar de pobre homem traído.

- Diga a ele que a Zia está lhe chamando no celular.

U-uh... Tá ferrado.

Carlo levou as unhas à boca. Primeiro sintoma de angústia.

- Sai logo daqui e atende a droga do celular – tentei lhe mover, mas ele era pura pedra.

- O que eu digo a ela Carlo? Que você tá trancado no quarto com a Lily? – James soou casual e como um parente humanizado do Macaco Louco das Meninas Super Poderosas.

Nuss... Até parece. Zia não acreditaria.

- Meu Deus homem, recomponha-se – lhe estapeei as bochechas.

- Potter! Se isso for mentira você vai se ver comigo – bradei enfurecida, com um primo próximo a um ataque de nervos para sustentar.

Porque o pepino estava sobrando pra mim. E se fosse mais um joguinho dele para aporrinhar o ruivo do lado de cá, ele estava comprando briga com a ruiva do lado de cá também. Ruivos, uni-vos!

James silenciou.

Hn! O poder dos ruivos subjugou o dos morenos.

- E agora... – Jay continha uma comoção na voz, indicando estar originalmente surpreso com o que estava nos relatando -... é uma tal de Bárbara.

- Quem é Bárbara? – escrutinei o rosto de Carlo.

Affes, não sei por qual motivo ainda me importo. Esses dois não prestam.

- Vou fazer o almoço, se vira seu galinha – lhe larguei de mão e abri a porta.

- E agora... É a Carol... – James me fitou por um segundo e fixou seu olhar surpreso em Carlo.

Forcei o ar para que saísse ruidosamente pelas minhas narinas.

- Todo seu Jay – disse sem emoção ou arrependimento no meu coraçãozinho ao assinalar Carlo.

- Esquece, não tem mais graça – Potter mudou de idéia ao ver que a alma de Carlo estava para fora de sua boca, suspensa por um frágil fio.

Continuei no meu caminho para a cozinha.

- Você ainda vai acabar como ele – ressaltei para James, o qual olhava por cima do meu ombro e para dentro da geladeira, que era mantida aberta por mim, ao procurar ingredientes para preparar o almoço.

- Impossível. Tenho uma noiva agora – ele disse tão naturalmente que me fez corar.

- Você não devia dizer essas coisas com tanta facilidade – enfiei minha cara dentro da geladeira, quase que minha bochecha grudava no pote de picles.

James sonorizou um monossílabo qualquer para registrar que havia me escutado, entretanto não ligava, ele já havia falado e, se afastou de mim.

- O que você fará?

- O prato favorito do Carlo.

- Por que não o meu?

- Porque ele me pagou.

- Mas você está usando os meus utensílios, estabelecimento e matéria-prima.

- Simples: me pague também.

Eu ficaria milionária.

Explorando primos, rá!

- Você é minha noiva, faça a minha comida preferida.

Filho da mãe... Capetinha... Infeliz sem rab...

- Claro Jimmierruxo! – esganicei a minha voz que nem a da Narcisa e joguei minhas madeixas para longe dos meus ombros ao me debruçar sobre o balcão, imitando uma biscate.

- Nem perto. Ela tem mais classe – ele nem piscou – Agora faça a minha comida.

Ahhhh!

- Te odeio Potter.

- Eu sei. Faça a minha comida.

- Pare de repetir como um disco quebrado – protestei com a minha colher de pau apertada contra o peito.

- Então faça a minha comida, estou com fome.

- Eu também. O que vai ser? – Carlo sentou ao lado de James.

Não pari esses dois homenzarrões para servir de mãe para eles. E muito menos tenho semelhança com uma babá.

- Vamos pedir pizza – declarei irredutível.

Até parece que iria esquentar minha barriguinha branca no fogão. Tenho cara de otária por um acaso?

- Nem pensar. Quero comer da sua comidinha caseira, minha noiva.

Carlo deu um pedala em James.

- Ela não é sua noiva de verdade – olhar gelado – Na realidade, Lily vai se casar co. mi. go – sorriso confiante.

- Se eu tiver a minha cabeça arrancada por um dragão.

- Acho que isso foi um não – James cantarolou mais do que seguro de si.

- E com James se o Michael Jackson levantar do túmulo cantando Thriller.

- Bowahahaha! Isso é mais impossível que um dragão arrancar a cabeça dela – riu Carlo.

Revirei meus olhos.

- É, porque aí ela estaria morta - James rebateu.

Silêncio sepulcral.

- Poxa Lily, sacanagem sua! – Carlo soltou um muxoxo de decepção.

- Ohh... Campainha, eu atendo – entreguei a colher para James e fingi não ver seu olhar de revolta e que queria me pregar ao fogão para fazer a sua maldita comida.

- Priminha! – Sirius me abraçou antes que eu pudesse dizer "Pindamonhangaba".

- Oi Lily – Remus juntou, um pouco atrás e lançando seu olhar de reprovação pelo comportamento do amigo mais alto.

- Ahm... Deixem-me adivinhar... Poker? – falei.

- Vai jogar conosco? – Sirius parecia extasiado, acho que ele já estava pintando um quadro onde eu e ele fazíamos uma dupla do barulho e imbatível.

- Não posso, trabalho da universidade.

- Hey Prongs, trouxemos almoço – Remus avisou após pedir licença.

Ele era tão educado... Quem dera que meus primos fossem assim.

- Só vão jogar vocês quatro? – inquiri descrente.

- Você queria que eu chamasse o Malfoy? – James me jogou contra um iceberg usando somente o seu olhar duro.

- He... Hehe... – ele não cedeu a pressão – Não. Definitivamente não.

- O que há com vocês? – Sirius enroscou amigavelmente suas mãos no meu braço e no de James, descontraindo o ambiente – Até parece que estão juntos ou algo assim...

Abri minha para negar veementemente.

- Estamos noivos – James largou a bomba de supetão.

Tanto amor... Eu pude sentir isso a quilômetros de distância, com certeza.

Outro silêncio sepulcral, Remus deixou cair o almoço (pobre almoço...) e Sirius parecia o retrato da morte.

- Oh... Campainha de novo – fugi.

- Meninas! Não marcamos depois do almoço? – indaguei sentindo minhas tripas darem nós.

Eu estava vendo tudo, não faríamos merda nenhuma de trabalho, acabaríamos todos bêbados jogando poker com cuecas nas nossas cabeças, enquanto cantávamos "we are the champions".

- São duas e meia Lily – Lice me mostrou o seu relógio de pulso.

- Nos deixe entrar, as minhas sobremesas estão me congelando os dedos – Samy pediu ao evidenciar as vasilhas que segurava.

Eu automaticamente fiz o que ela me pediu, quem não faria?

- As sobremesas da Samy são divinas, nós provamos no caminho – confidenciou Aline enquanto eu fechava a porta – Não, não, não! Espera o Eddie, ele está vindo – ela me impediu ao me segurar o braço.

Ouvi um barulho de algo caindo.

Meu Deus, Samara...

- O que aconteceu? – corri para a cozinha onde o caos havia se instalado.

Torta de limão esparramada pelo chão, Sirius Black encarando a mão melada de cobertura de torta da minha amiga como quem pretende realmente lambê-la, Carlo despejando o que juntou do piso dentro da pia e James lhe ajudando (mais que burros...), Alice encarando um pedacinho do doce perfeito com cara de choro e Remus tentando consolá-la (é só um pedaço de torta, senhor...) e a Aline... Cadê a Aline?!

Grudada no braço do Edgar.

Previsível, eu tive uma síncope.


N/A: V6 foram mt bondosos, mas eu... mas eu... NÃO CONSEGUI UM INGRESSO PRO FILME DE HP! Buá, ainda estou tentando me recuperar... Então, por favor, me consolem i.i

Mudando de assunto... O que Jaque? Era isso que vc tinha em mente como pervo?! Que coisa mais sem sal, vamos deixar de ler a sua fic! ºOº Ainda mais que temos o filme (buá) de HP para ver e vc não, sua loser!

Eu me recuso a pensar no filme, é demais até pra mim...

Reli o capítulo passado e realmente, se formos atentar para os detalhes, parece que o Carlo tá afim do James... Mas não é isso (apesar de que a imagem deles dois juntos fazendo coisas indevidas me agrada... ui). Quanto as três moças que requisitaram o uso do ruivo e seus dotes, a gente pode acertar meio que... um revesamento? Caso não, vamos clonar! Eu podia sugerir um zerinho ou um, mas as outras opções são tão mais impossivelmente atraentes, né?

R&R.