N/A: Tenho medo desse capítulo. Muito medo. Há shika/kure e genma/saku. E tenho medo da reaçao de vocês. (gracias Jay por me dar feedback da cena SK ^^). Boa leitura:
HOW TO SAVE A LIFE
Capítulo 14 – How it feels to be a lover II
Era principio de fevereiro. Sakura havia saído cinco vezes com Genma, ela estava aproveitando aquilo, toda vez que o via sentia um frio na barriga.
Shiranui Genma era um homem difícil de seduzir, e ela encontrara nisso uma grande motivação para seguir com o plano até ter resultados; mesmo que tivesse desistido completamente de usar o jutsu sensual desde o fatídico primeiro dia de tentativa - aquilo realmente era perigoso demais para ser usado. Sakura encontrava divertido passar o tempo com Genma, por mais que ele apenas jogasse como ela, uma provocação atrás da outra, era a sensação mais interessante que já tivera na vida – por mais que aquela noite, com Shikamaru, ganhasse fisicamente falando.
Genma lhe fazia sentir mais mulher do que nunca, por que por mais que lhe dissesse mais vezes do que era necessário que ela não passava de uma menina, ele a levava a sério, ele seguia as frases dela, ele a olhava como um homem olha uma mulher, e nunca a deixava pagar a conta.
Naquela manhã, quando ele entrou pela porta do seu consultório, ela sentiu um sorriso impróprio possuir seu rosto. Era divertido estar com ele. Então o homem apoiou as costas na porta e cruzou os braços.
- Não pense que estou correndo atrás de você – ele avisou, o senbon preso entre os lábios, oscilando – Godaime mandou te entregar isso – ele jogou o envelope encima da mesa dela.
- Eu nunca pensaria algo assim vindo de você – ela sorriu ao dizer isso e pegou o envelope.
- Acho bom – disse terminando a conversa e voltou a abrir a porta – No bosque onde você treinava com Kakashi, às 20h. Vamos ver se você é tão incompetente com os senbons como me disse.
E dizendo isso se esfumou, desaparecendo pelo corredor.
- Ele caiu? – oh sim, ele tinha aceitado, grandíssimo passo aquele.
Olhou o envelope a sua frente e parou de respirar. Seria algo em relação a Kakashi? Abriu o lacre e viu a letra de Tsunade:
Sakura,
Pakun não deixou-me em paz enquanto eu não te escrevia essa carta:
Kakashi está bem e vivo.
Tsunade.
Ela riu, seguramente sua Shishou deveria estar levemente curiosa sobre o motivo de Kakashi mandar notícias suas a Sakura regularmente. Mas, depois de se alegrar por saber que ele estava inteiro, uma alegria estranha lhe possuiu: Genma estava começando a dar espaço para ela. Isso era impagável.
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- O que é isso? – ela perguntou entrando na sala e o olhando brava.
Claro, Shikamaru também lhe pediria a chave do apartamento de volta.
- É uma carta – ele disse simples e se levantou, andando para próximo dela.
- Como assim: "Fico com Asuma dois fins de semana do mês, e quando você precisar treinar até mais tarde. E posso vê-lo quando tiver vontade." De onde você tirou a idéia que tem direito de decidir esse tipo de coisa?
- Oras, quando eu não punha regras você adorava que eu te ajudasse a cuidar dele, não é?
Kurenai bufou e jogou a carta no chão.
- Você não é o pai dele, Shikamaru! – ela exclamou.
- Mas eu adoraria ser.
Ela o olhou com raiva:
- Que raios crê que está fazendo? Quer brincar com os sentimentos do menino?
- Quem tem brincando com o sentimento dos outros todo esse tempo foi você. Você sabe que me atrai, que aos poucos eu fui me apaixonando por você, pela sua força pra criá-lo sozinha, e você me tratou bem, como se eu fosse parte dessa família, mas você não me tratava como filho, irmão ou namorado. Eu nunca tive uma posição estabelecida nessa família, e me cansei disso.
- E isso te dá direitos de colocar essas imposições numa carta e me mandar ao invés de discutir isso comigo?
- Você nunca pereceu se importar muito com o que eu queria conversar, porque sabia que ia te incomodar, Kurenai.
Ele a olhou com um pouco de raiva.
- VOCÊ NÃO PASSA DE UM MENINO, SHIKAMARU!
- Eu não sou um menino, Kurenai, e disso já faz certo tempo! Eu decidi que era minha vez de tomar responsabilidades e encarar a necessidade de ser adulto, não lembra? Eu não te disse isso? Não prometi na frente da lápide do Asuma? Não fui capaz de cumprir essa promessa e cuidei de você e do Asuma-chan todo esse tempo?
Ela ficou encarando-o:
- OU É QUE ISSO NÃO CONTA? – ele ofegou – Que meu esforço e dedicação são de um menino mimado, como você me vê?!
- Por que você não me facilita as coisas? Quer se distanciar distancie-se, mas o filho é meu e eu decidirei quando você pode vê-lo.
- Por que não tenta me ver como homem? – ele perguntou, a voz baixa, quase sumida – O que eu faço de errado, explica-me, a ver se eu posso melhorar isso.
- Já te disse que te vejo como um garoto!
Ele a puxou pelo pulso, trazendo-a mais para si. Seus rostos na mesma altura, seus lábios muito próximos dos dela:
- Eu ajo como um homem, como você não vê isso? – ele falou devagar e baixo, sentindo a respiração acelerada dela bater no seu rosto – E se realmente não quer ver, então deixa que eu me distancie da maneira que posso, mas não separe o menino de mim, porque eu posso não ter sido quem o fez contigo, mas o amo como se fosse meu.
Ela não se moveu, seus olhos vermelhos encarando os dele. Shikamaru sentiu a madeira sob seus pés e se moveu rápido, uma mão segurando a nuca dela, e a outra que estava sobre o pulso fino, não o soltou, mas a trouxe mais para si.
- Explica-me por que – ele pediu, mas ela não se moveu.
Shikamaru rompeu os centímetros entre seus rostos e juntou seus lábios, sem mover mais que isso. Seus olhos ainda abertos encaravam os dela, ela não estava surpresa, estava quieta e muda, talvez ela também quisesse, só não conseguia assumir.
Ele moveu seus lábios, sem receber nada em troca, impacientando-se com isso, segurou o rosto dela com ambas as mãos e apertou os lábios dela contra os seus. Sentindo um pouco de raiva. Sentiu um aperto na garganta com aquilo. Ele a amava tanto, ele a queria tão bem, desejava tanto sempre estar ao lado dela e poder protegê-la e cuidá-la.
Afastou o rosto do de Kurenai, sentindo os olhos arderem e o nó na garganta se fazer visível quando as lágrimas rolaram dolorosas no seu rosto. Então ele beijou a testa dela e a largou. Deixou-a livre para fazer o que queria, enquanto se jogava nas almofadas ao redor do kotatsu e soluçava e chorava como não havia feito desde a morte do seu antigo sensei.
- Shikamaru-
Ele levantou a mão, impedindo-a de continuar e fez que não com a cabeça, não precisava da pena dela, precisava de amor.
- Eu te amo, e saberei viver com isso. Compreenderei que não pode corresponder meu sentimento. Você é livre para viver sua vida em paz. Apenas deixe a chave e vá embora.
- Shikamaru-
- EU NÃO QUERO OUVIR QUE VOCÊ NÃO ME AMA! NÃO PRECISO OUVIR!
Seu grito a surpreendeu, porque ela deu alguns passos para trás, e levou a mão aos lábios.
- Não seja um menino mimado! – ela reclamou, sentando no chão, longe dele, sobre a madeira – Eu não posso te dizer isso, eu não posso dizer que não te correspondo! Eu apenas posso explicar porque não assumo meus sentimentos.
- Me dá no mesmo, se tem e não os quer assumir é pior do que se não os tivesse! – ele jogou a almofada da direção dela, falhando de propósito. Agora mesmo ele a odiava.
- O que ele pensaria? O que Asuma diria se pudesse nos dizer algo sobre isso? Ele aceitaria, ele acharia bonito eu estar com o aluno dele? Ele não pensaria que eu o estou trocando? – ela sentiu os olhos arderem, ela se perguntava isso todos os dia, mesmo antes de Shikamaru começar a deixar explícito o que sentia por ela.
- Quê?
- Ele me odiaria? – ela soluçou – Ele pensaria que sou uma má mãe, que sou um mau exemplo? Uma má mulher? O que ele diria de mim? Que sou patética por me deixar apaixonar por um menino muito mais novo que eu! Que me deixei levar, que fui estúpida!
- Não o desrespeite dessa maneira! – esbravejou – Asuma nunca diria algo assim de você! Nunca! Ele te amava de todo coração, ele saberia te compreender assim como me compreenderia! Ele diria que fosse feliz e não se martirizasse com isso!
- Mentira! – ela gritou, escondendo o rosto, chorando aos soluços – Ele não me perdoaria!
Ele se moveu rápido, chegando até onde ela estava, agarrando suas mãos. Ela estava vermelha do choro e ele teve certeza que também estaria.
- Éramos as pessoas que ele mais amava, e o estamos traindo, Shikamaru!
- Ele já não está aqui! Eu tardei a assumir isso, mas ele não está! Vai passar a vida inteira pensando nele, sendo que ele te desejava toda a felicidade do mundo? E ele confiava em mim, porque você não pode fazer o mesmo? Deixa que eu te cuide! Deixa que eu te seque as lágrimas e você as minhas! Deixa eu te amar como merece!
- Eu não posso... – murmurou num fio de voz, deixando a cabeça cair no peito dele e suas mãos se agarrarem na camiseta do rapaz – Eu não consigo... Eu sinto muito Shikamaru, é minha culpa que você me ame, eu sinto muito!
E ele chorou abraçado a ela, escutando-a soluçar seu nome e o de Asuma repetidas vezes, então ele a apertou contra o peito.
- Pede perdão a ele, pede que te permita ser feliz comigo. Pede, Kurenai, por favor.
Ela levantou o rosto, olhando-o tão frágil e desprotegida, e ele a beijou de novo, sem correspondência, e espalhou beijos por todo seu rosto avermelhado e úmido, desejando que a dor dela passasse.
- Eu te amo, Kurenai, te amo de verdade.
- Eu... Eu preciso buscar o Asuma no maternal – ela disse, levantando. Então buscou na bolsa a chave da casa e lhe estendeu.
- Fica com ela – ele murmurou, ainda sentado – Pra poder entrar quando tiver decidido.
Kurenai o olhou. Aquilo era estranho: Shikamaru era muito mais maduro que ela. Ele era um homem feito, por mais que ela não quisesse admitir.
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Quando Sakura pisou na clareira do bosque, instantaneamente esquivou um senbon que vinha na direção da sua perna.
- Queria me ferir antes de me ensinar? – ela perguntou, esperando o homem aparecer.
- Estava testando suas habilidades. Tenho que conhecê-las antes de te ensinar qualquer coisa.
Ele saltou da árvore e parou perto dela.
- Um mano a mano, te deixaria a par de muitas habilidades minhas. Mas sem senbons, apenas chakra, nenhuma outra arma – ela disse, tranqüila.
- Desde que não golpeie meu lindo rosto com sua força inumano... – ele sorriu para ela.
- Eu nunca faria isso – ela sorriu de volta, tirando a capa bege e jogando-a no chão. E aí estava ela, com sua típica roupa ninja. Os shorts, a saia branca e a camiseta vermelha de zíper.
- Você deve ter frio assim... – ele murmurou, tirando o senbon da boca e guardando-o no bolso do colete, observou as pernas dela.
- Então é bom você fazer algo pra me esquentar – ela disse com um sorrido maligno. Há quanto tempo não lutava? Há mais de um ano? Como sentira falta daquilo.
Ele riu daquilo e correu na direção dela, ao mesmo tempo em que ela acumulava o chakra nos braços e nas pernas, para poder dar bons golpes. Então ela se moveu, saltando na direção dele, o que lhe fez assustar-se um pouco, ele nunca esperou que ela o enfrentasse de frente, desde o início.
Sakura viu quando a perna dele voou na direção das costelas dela e defendeu o golpe com a mão, dando-lhe forte contra-ataque na canela, mas não o suficiente para rompê-la. Ele desequilibrou com a defesa dela e teve que saltar antes que o punho da jovem pudesse atingir a boca do seu estômago.
Genma aterrissou atrás dela, e com a mão aberta, desferiu um golpe na altura dos pulmões, fazendo-a dar alguns passos para frente sem ar ou equilíbrio. Ela fez força e girou o corpo, ficando de frente para o homem, a respiração instável, a dor no local em que ele bateu.
Ela bufou. A verdade é que havia esperado ganhar dele num mano a mano. Mas parecia que não seria assim tão fácil. Voltou a concentrar seu chakra agora na mão direita, o olhou e socou o chão, com força, rompendo a terra e fazendo um vão que chegou até ele, mas Genma saltou antes que o buraco o pudesse engolir. Ele veio para cima dela, o punho em riste, o soco deveria dar na altura do peito, e isso a machucaria bastante, mas a garota deu um golpe rápido e leve contra o braço dele com a mão esquerda, e socou o estômago do homem com força, fazendo-o voar realmente longe e chocar contra o chão com um baque surdo.
Shiranui Genma era um homem bastante magro, tinha os músculos extremamente bem definidos, ela já os havia visto enquanto o curava, mas seu físico parecia ligeiramente frágil em comparação a outros. Quando ele não levantou depois de cair no chão sem defesas, ela esperou um pouco, mas como ele não se moveu, um pânico estranho tomou conta dela, e Sakura correu até onde seu corpo estava estirado, explicitamente incômodo e ferido.
- Genma! – ela chamou, vendo que ele abriu os olhos com dificuldade – Eu... Oh céus, eu sinto muito! Desculpa, deixa-me ver, onde dói mais?
- Sakura... – a voz dele saiu fraca do fundo da garganta e ela se odiou por ter usado sua força inumana nele. A menina se aproximou mais, olhando-o de cerca, percebendo que ele respirava mal, seguramente haveria perdido a respiração ao cair de costas – Eu... Você...
- Não fale, é melhor repousar.
Ela tinha uma expressão séria e assustada, então ele fechou os olhos, respirou fundo e fez força. Num ato rápido ele a pegou pelos ombros e virou o corpo, deitando-a na grama e ficando sobre ela. Seus joelhos imobilizavam as pernas dela e uma de suas mãos segurava seus pulsos acima da cabeça, a outra se apoiava no chão.
- Achou que eu era assim tão fraco? – ele perguntou, sorrindo maldoso. Ela suspirou.
- Ainda bem... – ela murmurou fechando os olhos, uma espécie de calma lhe invadindo, mas depois voltou a abri-los – SEU FILHO DA PUTA! Achei que tinha te ferido de verdade! Não pode imaginar como me senti!
- Eu deixei você me bater – explicou – Por que sabia que você era humana demais para me deixar sofrendo jogado no chão e aconteceria exatamente o que está acontecendo agora.
- Que maldade... Da próxima vez não vou conter meu chakra para lutar com você!
Ele riu e ficou observando-a durante algum tempo. Sakura corou com aquilo, estavam numa posição um tanto quanto constrangedora para falar a verdade. Ela desviou os olhos, pensando em qualquer outra coisa que não fosse o rosto dele e o corpo extremamente próximos do seu.
- Por que está tentando me seduzir?
Ela arregalou os olhos para ele. Como um homem tão cortês quanto ele podia ser assim tão direto e explícito? Enfim, Genma sempre seria Genma, e sempre abriria o jogo, fosse qual fosse a empreitada. Sorriu de leve.
- Por que eu nunca seduzi ninguém – disse simples, era verdade não era?
- E eu te pareci um alvo fácil?
- Fácil? – ela riu – Não, definitivamente não. Pareceu-me o mais interessante.
- Defina 'interessante'.
Ela riu, dizendo isso ele parecia Shikamaru falando.
- Bonito, inteligente... Oras, interessante!
Ele a olhou sério.
- Diabolicamente sexy e atraente, malditamente inteligente e convincente. Um ótimo ninja, uma boa pessoa. Experiente...
- Então você está buscando experiência? – ele sorriu para ela e a olhou divertido.
- Não me olhe assim, me dá medo! – ele riu, mas seguiu encarando-a – Sim... Experiência.
- Você sabe que eu sou muito mais velho que você?
- Tampouco é tanto... – ele riu dela, acercando o rosto.
- São 13 anos.
Ela fechou os olhos, por que ele tinha que fazê-la se sentir ridícula? Genma nunca havia agido assim, talvez todos os avanços que ela tinha percebido não passavam de uma mera ilusão, pelo menos havia conseguido escrever bastante graças à tentativa de sedução... Talvez estivesse tudo bem ser rejeitada daquela maneira, mas não podia negar que no fundo ela havia criado esperanças, havia imaginado que, talvez, ele fosse a nova paixão da sua vida.
Que talvez ela estivesse se apaixonando pouco a pouco pela risada dele, e pela maneira como o senbon oscilava dos lábios finos dele, e como a bandana azul marinho ficava amarrada na sua testa. Merda, havia tido falsas esperanças, e agora, justo agora quando ele realmente havia mudado e lhe havia proposto ensinar a arte dos senbon, Genma mostrava sua verdadeira face, a que a mirava como uma menininha estúpida.
- Conseguiria lidar com 13 anos de diferença, se eu quisesse investir em você? – ele perguntou de supetão e ela abriu os olhos rapidamente.
- Defina "investir em você" – ela perguntou num murmúrio e ele riu.
- Ok, como definir isso? – ele olhou para o lado, seu corpo ainda imobilizando o dela, então voltou a mirá-la e sorriu, antes de deixar os lábios descerem de encontro aos dela.
Genma tinha lábios finos e frescos como a noite. E aquele beijo simples e casto que lhe deu foi como a vitória, ela havia alcançado o tão buscado tesouro.
Depois daquele dia, eles passaram a se ver mais vezes, Genma chegou a buscá-la em sua casa, e ela ficara definitivamente corada por isso, porque sua mãe lhe deu um sorriso confidente quando ela desceu as escadas com um vestidinho verde esmeralda que a deixava muito bonita.
Genma segurava sua mão enquanto passeavam pelas ruas de Konoha, e entrelaçava seus dedos, sem vergonha alguma. Aquilo a fazia se perguntar se isso era o que se chamava "namoro", porque ele passou pelo hospital e lhe deu um beijo desses que ele dava em público – os castos e retidos – no meio do corredor, na frente dos pacientes, outros médicos ninjas e enfermeiros.
- Bom partido – disse uma voz as suas costas, enquanto ela o admirava indo embora.
- Shishou! Gomen! Não vai se repetir! – disse rapidamente, olhando Tsunade com vergonha.
- Eu só disse que era um bom partido – a mulher disse, quase rindo da aluna – É bom te ver vivendo de novo. Mas se Genma começar a abrir as asinhas pode me avisar.
Elas riram e a mulher foi embora para seu escritório.
Era isso? Ela se sentia tão bem ao lado dele, a maneira que ele pescava o sushi com os hashis, o debulhava em shoyu e o metia na boca, sorrindo confidente, como se tivesse feito algo mal. E lhe levava para passear da beira do rio, e ameaçava jogá-la nas águas frias se ela lhe batesse de novo com o chakra imenso dela.
Quando estavam sozinhos ele era muito tranqüilo, a beijava com carinho e, ao mesmo tempo, tentava conter o desespero que tinha em ir um pouco mais rápido. Isso a fazia rir, mas quando decidiam passar um pouco de um beijo terno para algo um pouco mais quente, Genma sempre sabia quando havia gente se acercando, ele tinha sensibilidade para isso, havia sido treinado.
Estavam no pub dos jounin junto de Shikamaru e Naruto – que estavam desfrutando realmente da relação de Sakura e Genma, porque ela se via tão mais feliz e bonita, arrumando-se todos os dias – bebendo muito em celebração de que Naruto e Hinata haviam começado a namorar. As horas foram passando e os rapazes se retiraram já cansados de beber.
- Ge-chan – ela chamou com uma voz infantil e sensual ao mesmo tempo, fazendo-o olhá-la de maneira estranha, já também um pouco bêbado – Me leva ao banheiro? Não quero ir sozinha.
Ela estava bêbada e ele também, aquilo estava quente, ele podia sentir na voz dela um desejo novo aparecendo, e aquilo lhe fez sair de si um pouco. Levantaram-se e rumaram o banheiro. Havia apenas aquele banheiro unissex, pequeno, mas limpo, no fim do corredor que ia pra despensa.
Genma a puxou para dentro do banheiro e trancou a porta, trazendo-a para si, para um beijo mais apaixonado que o normal, mais quente, que fez os joelhos dela tremerem e surgir uma tensão no seu baixo ventre. As mãos dele passearam pelo corpo dela, sem vergonhas e a acariciaram sobre o tecido da roupa, apertando, puxando, desejando.
Os lábios dele traçaram beijos no pescoço dela, fazendo-a gemer alto, sem compostura alguma pela bebida, e aquilo o incentivou, só Deus sabe o quanto ele estava incentivado pelos gemidos dele.
- Ge-chan... – ela sussurrou no ouvido dele, enquanto ele gastava tempo lambendo o pescoço dela, e ele não pôde mais ao ouvir aquela voz dela.
O homem a virou de costas para si, beijando os ombros dela, aproveitando que seu cabelo estava preso num coque, sentindo o aroma suave do perfume dela misturado com o cheiro de álcool. Apertou-lhe os seios sobre a roupa e desceu uma mão, apertando agora o vão entre as pernas dela, e aquilo se sentia quente e convidativo, aquele calor específico da excitação.
Genma a acariciou por encima do shorts dela, vendo-a gemer e sussurrar e ronronar, seu quadril incentivando-o, fazendo-o aumentar o movimento e a pressão de seus dedos. Então ele se desesperou quando ela reclamou por ele haver parado e introduziu a mão dentro da roupa dela, dentro da calcinha e tocou, de maneira certeira, o ponto dela, fazendo movimentos rotativos e repetitivos. Fazendo-a gemer e pedir mais.
Ele beijava seus ombros e a segurava pelo seio esquerdo enquanto a outra mão lhe dava o máximo de prazer que ele poderia dar a alguém com apenas uma mão, e teve que agarrá-la firmemente quando o orgasmo dela chegou, fazendo-a ter espasmos pelo corpo e quase perder a força nos joelhos.
Ela apoiou a cabeça no peito dele, respirando fundo, tomando consciência do que haviam feito e de quanto prazer havia sentido. Virou para ele e lhe deu um beijo devagar, como se agradecesse.
- Preciso ficar sozinha um minuto, ok? – ela murmurou.
- Eu te machuquei? – ele perguntou, preocupado, encostando sua testa na dela – Eu me precipitei?
Ela riu de leve, mordendo o lábio, tímida.
- Não fez nada que eu não quisesse fazer. E, não, definitivamente a última coisa que eu poderia dizer foi que você me machucou – ela o abraçou com força, algo estranho preso no peito.
- Se precisar de algo, faz-me saber – ele murmurou rouco, ele estava definitivamente excitado, precisaria uma boa cerveja, extremamente fria.
Genma saiu do banheiro e a deixou sozinha, encarando o espelho, olhando sua imagem um pouco opaca pela bebida, mas a bebedeira havia passado com aquilo. Lavou as mãos e o rosto, a nuca, deixando as gotas escorrerem para as costas.
- Gomene, sensei.
As palavras se formaram sozinhas nos seus lábios, e o nó na garganta aumentou. Mas Sakura não saberia dizer o que estava sentindo, tampouco porque lhe importava Kakashi naquele momento. Só sabia que uma espécie de culpa assomou seu corpo e ela se permitiu chorar, antes de decidir tomar seu rumo para a mesa novamente.
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- Ótimo reporte – disse a mulher lendo as páginas – Precisa alguma ajuda médica? Algum ferimento?
- Estou bem, o ferimento que tive curaram em Suna – ela concordou com a cabeça – E Sakura, está bem?
E mulher levantou os olhos para ele, estranhando definitivamente todo aquele comportamento do jounin.
- Pergunte a Genma – disse rindo.
- Perdão?
Tsunade olhou para o homem e lembrou que ele não tinha como saber daquilo.
- Parece que andam de namorico.
- Como? – Kakashi sentiu a garganta apertar rapidamente e o sangue subir para a cabeça. De que raios Tsunade estava falando agora?
N/A: ELE VOLTOU! O/ aushaushaush xD obrigada por todos os comentarios, à todas as novas leitoras, obrigada por comentarem. Povo sumido, se vcs seguem lendo por favor: deixem-me saber o que vcs acham!
Enfim, dessa vez preciso MUITO da ajuda de vocês pq nao sei como fazer a reaçao do Kakashi? Tipo ignora o fato da aluninha amada dele estar saindo com um cara da idade dele (e que nao é ele), apoia a relaçao tipo gente boa, dá uma bronca na sacura e quebra a cara do Genma, ou qualquer outra coisa que vocês tenham idéia, ou hajam imaginado ao terminar de ler a cena acima. Pq eu tenho uma breve idéia, mas ainda nao estou muito segura, entao podia me ajudar saber o que vcs estao esperando, para eu poder vazer uma boa reaçao! ;)
É isso, minna-chan! Amo vcs! Cuidem-se muuuito! E comentem, dessa vez preciso de muuuuita ajuda xP
Beijos, Tai.
