CAPÍTULO 14

Olho para a revista com os pensamentos galopando. O que será que Mike pensou? Que eu estava planejando me casar com ele? Ou que eu tinha mania de vestido de noiva?Volto para o sofá e me enrosco nas almofadas, tentando decifrar aquela coisa toda.

Ó Meu Deus, ele deve ter pensado que era uma reprise do filme Atração fatal. Provavelmente em um pub está agora com uma garrafa de brandy ao lado, contando para um barman simpático que conseguiu escapar da armadilha. Um gemido escapa dos meus lábios; cubro o rosto com as mãos e sinto um tremor quando um dos meus dedos passa pelo olho machucado.

Vou telefonar para Mike e explicar tudo, isso é o que eu vou fazer, penso, me ajeitando no sofá. Vou telefonar e explicar que as revistas são de Alice. Mas me afundo de novo no sofá e fico pensando, desanimada, se ele vai acreditar em mim. Alice nem está noiva, e essa escapada rápida de Mike veio logo depois que os meus pais apareceram na minha casa, engalanados, ansiosos para conhecer o futuro genro. Mesmo que a realidade não tenha sido essa, deu a impressão de ser. E agora mais essa!

Mas ele precisa acreditar em mim. É a verdade, pelo amor de Deus! Uma vozinha persistente no fundo da minha cabeça pergunta: "Por que, afinal de contas, ele é tão avesso à idéia de casamento? E por que com você? Será que ele correria um quilômetro se Cindy Crawford dissesse: 'E aí, garotão, que tal a gente fugir para se casar?' Ou será que a mera idéia de casamento, com quem quer que seja, o deixa em pânico? Será que eu realmente quero um homem que treme só de ver uma revista de noiva?"

Não sei. Só sei que não vou agüentar terminar nosso caso assim. Não vou agüentar deixar Mike pensando que eu preparei todo um esquema para fisgar um marido. "E o que você faria?" diz a vozinha persistente, "Se vocês terminassem? Iria despencar no chão ou, no fundo do coração, ficaria um pouco aliviada? Não teria mais de ficar esperando por ele nos sábado à noite. Não teria mais conversas fascinantes sobre Jonny Wilkinson."

Sacudo a cabeça resolutamente. Será que estou maluca? Não quero terminar o nosso namoro. Qualquer menina faria tudo para sair com um garotão assim. Seus ombros, seus olhos, seu físico lindo. Não, não. Cerro os dentes, determinada. "Pode ir dando o fora, meninas!", digo para um bando imaginário de águias voadoras. "Ele é meu e as coisas vão continuar como estão. Com Jonny Wilkinson ou sem o maldito Jonny Wilkinson."

Pego o telefone, decidida, e disco o número dele. Provavelmente Mike não chegou em casa ainda, mas estou ansiosa demais para esperar. Ninguém responde. Coloco o fone no gancho e fico andando nervosa para cima e para baixo durante uns dez minutos. Disco para ele de novo, mas ninguém responde. Ligo a televisão para tentar me distrair um pouco, mas meus pensamentos voltam a toda hora. É melhor explicar logo para ele, digo para mim mesma. Ele vai ter de entender, pois é a verdade.

Ao todo eu ligo pelo menos dez vezes. Toda vez o telefone toca, mas ninguém rende. Onde ele está? Onde terá se metido? A meia-noite desisto e vou para cama. Puxo o edredom até o queixo e fico deitada de lado, em posição fetal, rezando para dormir. Desejando me esquecer de tudo. Finalmente acho que cochilei, pois sou acordada com uma campainha estridente e persistente. Olho o relógio e vejo que não está ainda na hora do despertador tocar. Quando percebo que é a campainha da porta, dou um pulo e corro para o hall. Deve ser Mike! Ele deve ter visto que cometeu um erro e voltou antes de ir para o trabalho. Não conseguiu passar o dia todo sem se desculpar! Pego o interfone.

-- Alô? – digo ansiosa.

-- Bella?

--Sim

--É Edward.

-- Edward?

-- Aperte o botão do interfone.

Faço o que ele diz. Ouço seus passos na escada e vou correndo para o quarto, visto o roupão e volto para o hall a tempo de abrir a porta.

-- Edward? O que você está fazendo aqui?

--Houve mais um assalto. Desta vez alguém se feriu. Você está... bem? Quer dizer, fora o problema do olho? – ele pergunta, olhando fixo para mim.

Ponho a mão no rosto. –Eu... estou bem. Acho que estou. Eu me visto em dois segundos. Tome um xícara de chá, se quiser. – Mostro o caminho da sala e da cozinha.

-- Obrigado.

Volto para o quarto e,quando e olho no espelho, levo um susto. Ele tinha mesmo razão de se espantar comigo. Meu olho roxo está praticamente fechado, rodeado de faixa multicores. O outro está mal também, inchado de dormir.O cabelo está partido ao meio, com uma mecha caída na orelha esquerda, e estou pálida e com ar cansado. Nada que algumas horas em um bom salão de beleza não consertasse, mas infelizmente não tenho tempo para isso.

-- Como você descobriu onde eu moro? – gritei do quarto para a cozinha.

--Rose me disse! – É claro, Rose. Será que ele ainda está tendo um caso com ela? Ou sou eu, a moralista antiquada, que acha que ele tem de terminar com ela antes do casamento?

– Quer um pouco de chá? – ele pergunta.

-- Por favor.

Não tenho tempo para tomar uma ducha. Visto uma calça preta grossa e suéter preto com gola pólo em vez da minha habitual saia justa e um top. Com aquele olho roxo estou mesmo uma figura! Dou uma ajeitada na cara e no cabelo e vou par a cozinha descalça, procurando sapatos apropriados. Edward me passa uma caneca de chá.

-- Eu só consegui encontrar esse horrível chá Earl Grey.

-- É só do que gosto.

-- Oh!

Tomamos o chá encostados no balcão.

-- Como está o olho? – ele pergunta.

-- Bem, obrigada. Mas não muito atraente. A vítima está muito ferida? A que foi assaltada?

-- Não sei, está no hospital. O turno da noite atendeu o chamado, mas como acharam que poderia ser o mesmo ladrão resolveram me chamar. O Chefe quer que eu dê prioridade a esses assaltos agora. Desculpe acordar você, as achei que não ia querer perder isso.

-- Obrigada.

Junto minhas coisas e pegamos o carro para ir ao hospital.

-- Você está muito quieta. Tem certeza de que está bem? Será que teve alguma concussão ou coisa parecida? – ele pergunta.

Por um instante me sinto tentada a despejar todos os meus problemas, contar que Mike pensa que eu estou armando um plano para me casar com ele. Mas não creio que Edward possa entender esse tipo de coisa. Ele acabaria pensando que eu estava mentindo sobre as revistas de Alice etc. Então decido ficar calada.

-- Não, não – digo com o canto da boca. Além do mais, Edward tem seus próprios problemas de casamento agora. Vai se casar dentro de algumas semanas e a pobre Rose deve estar desesperada.

No caminho ele liga para a delegacia para pedir que a períciavá à casa onde ocorreu esse último assalto. Quando desliga o celular eu pergunto:

-- Você acha que é o Raposa de novo?

-- Raposa?

-- É assim que eu chamo o ladrão no meu diário. Acha que é a mesma pessoa que assaltou a sra. Stephens e o sr. Forquar-White?

-- Não sei. Mas espero que Aro encontre alguma coisa. Pelo menos, até chegarmos ao estacionamento do hospital.

Edward pára o carro e puxa o freio de mão.

-- Bella?

Eu olho para ele com o ar indagador e levanto a sobrancelha.

-- Você se importa de pôr os óculos escuros? As pessoas podem pensar que eu bati em você, ou coisa parecida.

-- Mas você bateu – eu digo, fingindo não perceber aonde ele quis chegar.

-- Mas não foi de propósito.

-- Tem certeza de que não foi?

-- Ponha esses malditos óculos escuros.

Dentro do hospital pedimos para ver o Sr. Williams e seguimos para um labirinto de corredores na direção indicada. O Sr. Williams parece estar dormindo quanto entramos no quarto. Por um instante penso que está morto. Duas senhoras sentadas ao seu lado levantam quando chegamos. A mais velha, eu concluo, é a esposa do Sr. Williams. Está com ar desesperado, chorando muito, e a toda hora leva aos olhos o lenço branco que tem nas mãos. Mostramos as nossa credencias e fazemos nossas apresentações de praxe, e Edward sugere que a gente vá tomar uma xícara de chá na cantina que fica logo adianta do quarto. A Sra. Williams dá instruções a Sra. Mais moça, que deve ser sua filha pela semelhança com ela, e nos acompanha pelo corredor.

Edward e a Sra. Williams sentam-se em uma das mesas de fórmica e eu vou até o balcão pedir três chás. Volto para a mesa carregando a bandeja com as xícaras, ansiosa par ouvir a conversa toda. Edward está sentado ao lado da senhora, com o braço em volta da cadeira. Ela está de cabeça baixa, chorando em silêncio. Ele olha pra cima quando coloco a bandeja com cuidado na mesa e sorri para mim.

-- Obrigado, Bella. Tome uma xícara de chá, sra. Williams. Vai se sentir melhor com um chá quente. Quer que eu telefone para alguém vir cuidar da senhora?

Ela assoa o nariz e aceita a xícara de chá.

-- Minha filha está lá no quarto. Ela veio passar uns dias comigo. De qualquer forma, muito obrigada.

-- Eu vou mandar uns peritos para a sua casa, pode ser? Fui informado de que seu vizinho está lá. – Ela faz que sim e Edward continua. – Quando a senhora espera que seu marido tenha alta do hospital?

-- Ele está aqui para observação. Talvez tenha alta amanhã.

-- Então precisamos conversar com ele hoje. É realmente importante tomar o depoimento dele o mais breve possível. Sr.a Williams, sei que é difícil para a senhora, mas também vou precisa de uma lista de tudo que foi levado da sua casa. Seria possível enviar essa lista para o meu escritório hoje à tarde? – Ela faz que sim. Edward passa o número do seu faz e começa a lhe fazer umas perguntas, mas é claro que a pobre senhora não está disposta a falar muito.

Voltamos para o quarto do sr. Williams, que continua de olhos fechados. A moça pede licença e sai do quarto, Edward fala com a voz bem alta: -- Sr. Williams? – O homem abre os olhos devagar. Ele deve estar em idade de se aposentar, como meu pai. Nem gosto de pensar que aquele homem idoso e frágil levou uma pancada na cabeça. Sua testa está enfaixada e o olho esquerdo, roxo. É horrível ver aquele homem machucado daquele jeito.

Edward Cullen faz as apresentações apropriadas, e o sr. Williams se senta e pega uma jarra ao lado da cama para tomar um gole de água. Então Edward começa a fazer as perguntas.

-- O senhor pode nos relatar os acontecimentos da noite passada?

-- Vou tentar, mas está tudo um pouco confuso na minha cabeça. Acordei com um barulho por volta das três horas da manhã. Não era um barulho forte, mas eu tenho sono leve, compreende? Por causa da minha próstata. Preciso acordar para ir ao banheiro várias vezes durante a noite. Bem, eu olhei as horas no relógio e fiquei atento para ver se ouvia mais barulho. Não ouvi nada, mas tive a sensação de que alguma coisa estava errada e desci para dar uma busca. Acho que depois de ler sobre o Raposa fiquei nervoso. Não mencionei nada para Marjorie, minha esposa, mas eu estava com um certo medo. Marjorie herdou a casa da mãe com tudo dentro, e nós temos alguns objetos bastante preciosos; pelo menos foi o que a companhia de seguros nos disse. Ela não quer vender a casa de jeito algum. Diz que isso será um passo para um lar de idosos. Ela diz...

-- Sr. Williams, o senhor estava contando o que aconteceu na noite passada. – Diz Edward, gentilmente.

-- Ah, sim. Desculpe. Eu desci, acendi as luzes e percorri todas as salas. O homem estava na sala de jantar. Acho que estava escondido atrás da porta, porque assim que me virei para sair senti um deslocamento de ar e uma terrível dor na cabeça. Depois não vi mais nada e vim parar aqui. Marjorie disse que eram mais ou menos seis horas quando ela me encontrou no chão, e chamou a ambulância imediatamente.

-- Então o senhor não viu a cara do homem?

O sr. Williams sacudiu a cabeça. – Não, sinto muito.

Edward deu m suspiro. – Muito obrigado, Sr. Williams, pela sua ajuda. Prometo que faremos todo o possível para encontrar o culpado.

Eu me inclinei espontaneamente sobre a cama para alisar a mão do Sr. Williams. Ele olhou para mim e sorriu.

--O que aconteceu com você, querida? – perguntou, apontando para os óculos escuros.

Tirei os óculos. – Uma batida forte.

-- Como conseguiu fazer isso?

-- Ele me deu uma cotovelada no rosto. – O Sr. Williams olhou para Edward horrorizado e um pouco confuso.

-- Foi um acidente. – diz Edward com calma, pela centésima vez.

Aguardo no corredor enquanto Edward tenta saber exatamente quando o Sr. Williams terá alta.

-- Alô! Que prazer ver você aqui! – diz uma voz simpática por trás de mim, eu me viro.

-- Dr. Kirkpratick! –Tenho vontade de dizer que ele é um colírio para os olhos, pois é mesmo. Seu cabelo preto está um pouco caído na testa, de uma forma sexy, e seu sorriso é calmo como seus olhos.

-- Acho que não é tanta surpresa, considerando seu passado recorde de automutilação.

-- A gente faz o que pode. – eu digo rindo, encantada com aquele tom de flerte.

-- Por que você está aqui desta vez?

-- Assunto profissional.

-- Tem certeza? – ele pergunta apontando para os óculos escuros.

-- Ah! – Tiro os óculos e mostro meu olho inflamado. – Desta vez não fui eu que fiz isso.

-- Assunto profissional?

-- É. O sargento-detetive Cullen bateu no meu olho acidentalmente. – O dr. Kirkpatrick me leva para uma cadeira e senta-se ao meu lado para examinar meu olho. Estou a ponto de desmaiar.

-- Hummm, parece está tudo bem. Tenho acompanhado o seu diário, sabia?

-- É mesmo? – Infelizmente minha voz sai com um tom esganiçado.

-- É. Virou uma mania para mim.

-- O sr. vai poder ler tudo sobre o que aconteceu com o Sr. Williams no episódio de hoje.

Ele dá um risinho. – Vou ler.

-- Bella! – Edward me faz dar um pulo e o Dr. Kirkpatrick se levanta. Os dois se cumprimentam calorosamente.

-- Eu estava examinando o olho da Bella. Foi uma boa cotovelada que você deu nela!

-- Não foi de propósito – diz Edward com os dentes cerrados. Ele olha para mim com quem se falasse "Se você contar isso para mais alguém...."

Digo brincando para o dr. Kirkpatrick que prometo que vou me acidentar de novo em breve. Infelizmente, ele não imagina como é fácil fazer uma promessa assim. No caminho para o carro compro o Bristol Gazette na loja do hospital. Hoje foi o primeiro dia em que as fotos apareceram. No carro passo direto para a página do diário.

-- O que é isso? – pergunta Edward.

-- As fotos de Vince ontem.

-- Estão boas? – pergunta, tentando dar uma olhada enquanto dirige.

-- Boas. Há uma grande do seu cotovelo batendo na minha cabeça. – Levanto o jornal para ele ver.

-- Que droga! Deve ter doído bastante!

-- Doeu mesmo.

-- Acho que você deve ter algum problema na cabeça.

-- Por que está dizendo isso?

-- Ninguém pode ter tanta falta de coordenação assim.

–- Eu sou assim mesmo?

-- É, sim. – O celular de Edward toca e nos interrompe.

Fecho o jornal e olho pela janela. Edward fala aos berros ao telefone enquanto tento concentrar nos meus pensamentos. Mike, Raposa, Sr. Williams, Dr. Kirkpatrick. Todos giram na minha cabeça sem parar. Tenho impressão de que estou numa montanha-russa e não consigo descer.

Ainda estamos no meio da manhã quando chegamos à delegacia. O sargento da recepção, com o seu humor habitual, me ignora por completo e pela saúde de Edward. Subimos para o escritório, e no caminho somos parados pelos oficiais de várias mesas querendo saber como está o meu olho e censurando Edward por ter me machucado. Olho para Edward, imaginando quanto tempo seu humor vai agüentar essa pressão. Ao que parece ele está tolerando tudo bastante bem. Emmett não está por ali, mas me comprou de brincadeira um tapa-olho de pirata e deixou em cima da minha mesa com um bilhete.

Estou decidida a resolver o assunto da revista de noiva com Mike o mais cedo possível. Tenho uma oportunidade de escapar quando Edward está sentado à sua mesa. Vou até o corredor e disco o número do trabalho de Mike no meu celular. Ele atende.

-- Mike, sou eu.

-- Oi – ele diz meio sem jeito.

-- Mike, eu sei por que você foi embora lá de casa tão de repente na noite passada, e estou telefonando para explicar...

Conto toda a história da fantasia de Alice com seu casamento e digo que aquelas revistas são dela.

--... eu não tenho interesse algum em me casar com você. Nunca pensei nisso. Não que eu não queira me casar com você um dia ou que... – digo atropelando.

-- Eu acredito em você, Bella. Desculpe ter entendido mal as coisas.

-- Está bem – digo aliviada, soltando os ombros. Não havia notado como estava tensa.

– Certo. – Não consegui pensar em nada mais para dizer e, como meu método de me manter distante começou a funcionar, achei melhor terminar a conversa o mais rápido possível. -- Muito bem! Que bom que esclarecemos as coisas! Agora tenho de ir, até outro dia. – Nós nos despedimos e desligamos. Estou voltando para a minha mesa quando o celular toca. Olho o número e atendo.

-- Alice? Tudo bem?

-- Eu sei que você não gosta de ser interrompida no trabalho, mas tinha de telefonar para dizer que as fotos ficaram fabulosas! – Sua voz tem um tom agudo de excitação.

Sorrio, muito contente. – Oh, obrigada.

-- E você, como vai?

-- Ok. – digo com um ar cansado.

-- O que aconteceu? – Então conto que Mike encontrou as revistas de noiva e chegou à conclusão errada.

-- Desculpe. – Alice diz com sinceridade.

-- Acho que acertamos os ponteiros agora.

-- Desculpe, as revistas eram minhas.

-- Eu sei disso. – digo meio ressentida. – Mas não se preocupe. Agora tenho de desligar. Você vai aparecer hoje à noite?

Ela diz que sim e eu volto para a minha mesa.

Um pouco depois começo a digitar no laptop o diário para entregar no fim da tardem usando o tapa-olho do Emmett para implicar com Edward. Vince foi chamado para tirar umas fotos do sr. Williams no hospital. Edward está ao telefone falando com o laboratório de DNA. Ouço a conversa sem muito interesse, mas começo a prestar mais atenção quando alguns detalhes chegam aos meus ouvidos.

-- Meu Deus, sinto muito. Não, não fazíamos a menor idéia. É claro que Aro não poderia saber... Eu também não percebi. Eu sei quanto tudo isso custa. Sim. Obrigado de novo. Tchau.

-- O que houve? – pergunto com o olho bom arregalado, assim que ele coloca o fone no gancho.

-- O cabelo que mandamos para o teste de DNA é pêlo de gato.

-- Pêlo de gato?

-- Pêlo de gato.

Nós nos olhamos intrigados por um instante, depois começamos a rir.

-- Eles estavam furiosos, me acusaram de jogar o tempo e os recursos deles fora.

-- Você acha que Aro saberia a diferença entre pêlo de gato e cabelo humano?

-- Você saberia, não é?

-- Não sei.

-- Você não vai publicar isso, vai?

Sorrio. – Nosso segredo. A propósito, qual era a cor do pêlo?

-- Amarelo-avermelhado.

-- Pena você não poder digitar isso no computador. Criminosos conhecidos, com um tom amarelo-avermelhado.

Ele dá um sorriso forçado, mas em seguida fecha a cara.

-- Droga, era a nossa única pista sólida. Falei com Aro hoje de manhã. Aquela substância peculiar estava só em uma maçaneta no terceiro assalto. Alguém entrou em todas essas casas antes de roubá-las. Como fizeram isso? Quem teve permissão para entrar? – Ele pega uma caneta e um bloco de notas para fazer uma lista.

Fico quebrando a cabeça.

-- Ei, pode ser gente da companhia de gás, de luz e de telefone. Ou pedreiros, Ou afiadores de piano. – Ele levanta a sobrancelha quando digo isso, mas acaba anotando tudo. -- ... Vendedores, agentes financeiros para tratar deproblemas de pensão ou no gênero. Contadores. Não me lembro de mais ninguém.

Nós nos olhamos por um instante, ele acrescenta umas idéias próprias e guarda a caneta.

– Precisamos de uma ligação entre todas essas casas. Vamos – diz Edward levantando-se.

-- Vamos para onde?

-- Voltar ao começo de tudo.

-- Podemos usar a sirene desta vez?

-- NÃO!


N/a: Depos de bilhões de anos estou aqui postando três capitulos de uma vez, então eu acho que compensa, certo?

A postagem é dedicada á julia. miranda, pois a mesma me implorou por poste (talvez, apenas um talvez, eu esteja exagerando). Ta ai três capitulos de uma vez, feliz?

Aos que me mandaram parabens mutio obrigada =D. E mais um obrigado por mandarem reviews *---*

Sobre os capitulos , acho que ninguem tem o que reclamar, né?

Respostas aos reviews

Deah Ricz : Ela caindo foi realmente hilario UHASUHAS', tinha que ser a Bella. E esse negocio de Edward e Rose, né? Verdade, o sabotador de Bella... Será Edward mesmo *roi as unhas*? E eu estou tentando ler sua fic, mas eu não consigo ç.ç. Uma hora é por causa da escola, outra por que estou escrevendo as minhas fics e adaptando essa e na outra hora é por que estou er.... "aproveitando" a vida, não comentou nada sobre essa ultima :X. Até, amore e prometo ler uma fic sua só deixa eu criar vergonha na cara (eu tenho que descobrir o que eles comem) e ter um tempinho ;D

Anna Paula : Muito obrigada Anna, me diz quando chegar perto do seu aniversario para eu devolver o parabens ;D. Espero que goste dos capitulos, foram três de uma vez, você não tem do reclamar... Certo? Até a proxima ;*

julia. miranda : Você não tem direito de reclamar, viu? Dediquei a postagem a você ;D! Dessa vez eu postei três de uma vez, então se descabela de felicidade ai aushaushahu'. Obrigada pelo "feliz aniversario *--*". E ai o que achou dos capitulos?

Michelle R.M : Bom vc não sacou bem, a noiva do Edward é a Tanya e Bella acha que Edward e Rose tem um caso, entendeu? É otimo que vc esteja gostando da fic, os creditos são interamentes da Sarah Mason, eu só tive cara de pau de adaptar tudo. Eu ri alto com essa parte, ela falando e ele ouvindo tudo. Ta postado e bonitinho ai =D, espero que tenha apreciado

Obrigada pela favoritada:

Naila Neves de jesus, Michelle R.M, julia. miranda e Bee Stewart

Ao alerta agradeço:

julia. miranda

...

Bom, até o proximo capitulo

Até logo

Maça ;*