N/A no começo geralmente não significa boa coisa, né? Mas hoje vai ser um pouco diferente.
Eu vim me desculpar com vocês. Não sei se isso vai fazer muita diferença com as pessoas cri-cris (eu mesma não sou o tipo que acredita em desculpas impessoais), mas é de verdade. E pra tudo tem um motivo.
Tinha uma menina tosca no twifics que não sabia comentar direito. I MEAN, me respondam vocês o que significa zilhões de comentários com "Mais! Mais!", cuz I dont get it u_u Porque quando a gente vem, dedica tempo pra escrever e, mais que isso, publicar, a gente espera que o retorno dos leitores seja no mínimo com mais significado. Vocês entendem?
E olha, não foi por falta de pedido indireto carinhoso (?) pra ela compactar todos os comentários dela em um só não. Quando eu fui postar o cap 12, foi a minha cota. Chutei o pau da barraca u_u
O pior é que a menina do twifics não é a única. GRAZADELS que o nyah e o tem um sistema de só poder comentar uma vez porque se não eu ia ficar LOUCA, sério. Mas ainda existem as pessoas que acham que a gente não faz mais nada da vida e só vem perguntar quando vamos att isso ou aquilo. QUER DIZER
O ponto é que ta, eu sei que se a pessoa comenta um "Mais! Mais!" significa que ela gostou e quer mais. Mas se eu posto capítulo por capítulo, minha intenção é que os meus leitores INTERAJAM comigo, expressem sua opinião sobre o que eu escrevi, digam o que têm vontade de ver na história (apesar que, na maioria das vezes – como nessa história –, eu não faço mudanças no plot por causa do que os leitores dizem '-'), enfim.
Foi por isso que eu virei a pá no último cap e mandei o recado pra geral, pra todo mundo ficar de sobreaviso. E, bom... Quem precisava de uma chamada individual, levou a chamada individual, não se preocupem.
Eu sei que teve gente que parou de ler a fic por (frescura) causa do meu surto, mas o mais importante é que quem realmente está aqui afim de ler uma boa história, permaneceu. Nas palavras da Madu "Os importantes ficaram".
E que bom que vocês não desistiram de mim *-* Principalmente no nyah, onde as pessoas sempre me surpreendem. Eu sei que vocês mereciam explicações – apesar de eu ODIAR ficar me explicando.
Os agradecimentos individuais virão no final do capítulo que, a propósito, está sem betagem – perdoem-nos. É por uma boa causa. E desculpa se eu insultei alguém (?)
A fic está caminhando para o final e espero que eu esteja me redimindo com esse capítulo.
Aguardo comentários produtivos e sinceros.
Have fun ;D
Força
"A dor é inevitável. O sofrimento é opcional"
Drummond
Eu não tinha um destino quando bati a porta do carro e disparei para a estrada. Na verdade eu estava surtando. Minhas mãos tremiam, as lagrimas pareciam uma correnteza. Chegou num ponto que eu precisei parar no acostamento, porque eu já nem enxergava a estrada.
Eu só conseguia sentir aquele peso esmagador em meu peito, aquele que eu achei que nunca mais iria sentir. Novamente tudo que eu havia construído estava desmoronando.
Tudo.
Despertei com o toque suave de Helena em meu ombro e tentei focalizá-la. Ela não precisou fazer muita coisa. Apenas soltou o cinto e pulou pro meu colo, me abraçando e dizendo uma única palavra enquanto passava sua mãozinha em meu rosto.
-Mamãe.
Abracei-a, aninhando-a em meus braços pelo que, de acordo com meus planos, seria uma das ultimas vezes.
Doía de mais, mas eu havia decidido. Havia decidido da primeira vez que não passaria por isso de novo do mesmo jeito, que eu iria embora. Não seria agora que eu mudaria essa decisão, principalmente porque eu não conseguiria fazer igual. E porque já tinha Jake de mais em mim.
Mesmo com Helena ali, em meus braços, eu não conseguia pensar diferente e apegar-me ao fato de que, cedo ou tarde, ela iria embora também estava me ajudando bastante.
-Helie. – Chamei e ela desencostou a cabeça do meu ombro, me olhando nos olhos. Engoli o choro. – Você sabe que a mamãe te ama, né? – Ela fez que sim. – E mesmo quando a mamãe for embora, ela vai continuar te amando.
-Como Taha Aki e a terceira esposa?
Fiquei surpresa com a citação, mas balancei a cabeça negativamente.
-Não?
-Não. Mais que Taha Aki e a terceira esposa. Porque eles eram marido e mulher e você é minha filha, meu sangue. Entendeu?
Parecia que não, seus olhos estavam confusos. Mas ela balançou a cabeça que sim, ajeitando o cabelo.
-Senta lá bonitinha. A gente vai pra casa da vovó.
-Ok.
---
-Leah, não faça nenhuma besteira, pelo amor de Deus...
-Mãe. – Cortei, trocando Helena de braço. – Não adianta, eu já decidi. Você sabe o que fazer, ok?
Mamãe suspirou. Ela odiara a ideia. Como odiara secretamente quando eu decidira sair de La Push pela primeira vez. Suspirou, olhando o carro da monstra.
-Não precisava ser desse jeito, vou conversar com ela...
-Não! Mãe, não se meta. A pirralha tem pai e mãe, não temos nada com a criação dela. Apenas faça o que eu falei, ok?
Dona Sue balançou a cabeça em negativa.
-Mãe...
-Mas eu vou fazer, você sabe. Mesmo não gostando nada disso.
-Obrigada. – Desabafei.
Ela me abraçou sentida e me deu um beijo na bochecha.
-Não faça nenhuma besteira, filha.
-Não farei.
Dirigi pra casa repassando minha rotina. Eu devia deixar Helena na cama e pegar a estrada imediatamente, mas não faria isso. Eu precisava descansar, porque minha alma estava em chamas, eu estava enjoada com tudo.
Por isso cheguei em casa, troquei Helena ainda dormindo e deixei-a na cama. Sair pela porta daquele quarto nunca foi tão difícil ou doeu tanto, mas o fiz.
Fui pro meu quarto, tomei um banho. Foi mais ou menos por aí que ouvi o carro do Jake parando na frente de casa. Me apressei. Tirei do closet a mala grande e comecei a jogar minhas coisas nela. Separei a bagagem de mão e tinha acabado de voltar pra malona quando Jacob entrou no quarto.
Ele ficou um minuto inteiro parado à porta vendo o que eu fazia. Não parei, eu não ia parar. Então ele se mexeu, entrando de uma vez e fechando a porta. Foi direto para minha mala.
-Ta fazendo o quê?
-Não é óbvio? Vou embora pela manhã, antes da Helena acordar.
-Não vai não. – Afirmou, começando a tirar da mala o que eu já havia posto.
-Claro que vou.
-Não. Você não pode ir.
Ignorei-o, continuei o que fazia. Por um instante achei que tinha funcionado, porque Jacob parou, mas ele me surpreendeu fechando a mala e segurando meus pulsos.
-Não Leah.
Seu toque quente me gelou. Tinha tanto tempo que ele não me tocava de jeito nenhum que eu quase me esquecera do poder que ele tinha sobre mim. Me flagrei com os olhos cheios de lágrimas, o peito voltando a queimar.
-Pra quê? – Perguntei, olhando-o nos olhos. – Pra viver tudo outra vez? Ver novamente o homem que eu amo indo embora com outra? – Falei entre dentes. Eu não tinha controle sob as lágrimas novamente. – Eu não posso, Jake. Não posso ter tudo isso diante dos meus olhos novamente.
-Você não vai, - Ele falou decidido, soltando meus pulsos. – Tem razão, não precisa e não vai.
Baixei os olhos para a mala novamente, balancei a cabeça e peguei uma roupa que ele tinha jogado no chão.
-É. Então deixe-me terminar... EI! – Ele me parou no meio do movimento, me segurando pelo braço com força.
-Leah, eu já falei que não. Só me escute, ok? Depois você faz o que quiser.
Com muita dificuldade, voltei a olhá-lo. Tinha uma faísca ali, algo parecido com esperança, não dava pra saber ao certo. Ele não soltou meu braço, só afrouxou o aperto.
-Você sabe tanto quando eu que eu nunca quis isso, a impressão. Continuo não querendo. – Desviei os olhos e ele segurou meu queixo, me forçando. – É absurdo, é... Eu não quero, Lee, viver como uma marionete. E você conhece a Ness, eu não gosto disso.
-Jake... – Comecei, mas ele não me deixou continuar.
-Gosto de decidir por mim mesmo, você sabe. O que torna o ultimo mês e meio uma tortura. O que quero dizer – Continuou quando fiz menção de cortá-lo novamente. – é que esse negócio nem sempre acerta. Nessie não tem nada a ver comigo, a impressão está errada. Porque Leah, eu posso ter nascido para liderar, posso ter sido um lobo enorme. Mas eu não nasci para ter minhas escolhas tiradas de mim.
-Jacob, onde você quer chegar? – Perguntei com desespero. Eu não tinha absorvido metade do que ele dissera.
Ele me soltou e puxou o ar com força. Parecia estar prestes a fazer algo muito além do que sua força física permitia e, provavelmente, muito além de sua forma mental.
-Eu não quero a Nessie, esse é meu ponto. Ela é uma estranha, eu não a amo. Toda essa palhaçada... Não é nem de longe amor. Sabe por quê? – Balancei a cabeça que não. – Porque eu conheço o amor de verdade, Leah. O que sinto pelo meu pai, minhas irmãs, meus sobrinhos. É amor de verdade. Helena. Nunca o amor fora tão puro. E mais que isso, Lee. – Ele colocou as mãos em meu rosto. Eu nem percebera que tinha voltado a chorar. – Mas do que isso, eu te amo. Do jeito que vem do coração, eu. Te. Amo. Preciso de você, Leah, é a minha vez.
Balancei a cabeça de leve, confusa. Meio não entendendo essa última parte, meio não absorvendo nenhuma palavra.
(N/A: Ouçam a música http:/ /www. youtube. com/ watch?v =ypr-RyrzQPw)
-De quê? – Perguntei sem voz.
-Há sete anos – Ele falou muito próximo, ainda segurando meu rosto. – Você veio até mim cheia de sinceridade me fazer um pedido. Me pediu para que eu a ajudasse a vencer as lendas da nossa tribo, para ter a chance de novamente viver uma vida normal. – Fiz que sim com a cabeça. – Agora sou eu quem está te pedindo, Leah.
Vi com surpresa que também haviam lágrimas nos olhos dele que não demoraram pra escapar. Aquilo mexeu comigo.
-Leah... – Sua voz tremeu. – Por favor. Por favor, não vai embora. Eu preciso de você, eu escolho você. Pela minha saúde mental, pela Helena, pelo que nós construímos juntos. Mas principalmente pelo que está por vir. É pra você que eu fui feito, não pra ela. Lee, eu estou implorando: fica. Porque com você eu sei que funciona, eu quero que funcione. Já fizemos isso antes. Nós já vencemos as lendas uma vez e nós vamos vencer de novo. Mas não dou conta sem você, Leah, por isso preciso que você fique, porque eu te amo mais que tudo, pelo amor de Deus, fala alguma coisa.
Ele me soltou, passando as mãos nos cabelos. Puxei uma lufada de ar, meus pulmões estavam protestando. Eu nem me dera conta de que deixara cair o que estava segurando, porque eu não conseguia acreditar no que tinha acabado de ouvir.
-Você quer... – Comecei, sem complemento pra frase. – Como? Ninguém...
-Ninguém realmente desejou ficar livre da impressão como eu desejo, Leah. Porque eu já tenho tudo que preciso bem aqui.
Cada uma dessas palavras ele falou baixo, carregadas de verdade – quase dava para apalpá-la. Um soluço escapou do meu peito.
-Mas a pirralha...
-A pirralha, - Ele falou firme, se aproximando novamente. – como você bem sabe, é maluca. Não creio que ela esteja mesmo disposta a ficar comigo mais do que eu queira estar com ela, entende? – Balancei a cabeça que sim. – Leah...
Suspirei ainda desacreditada com a conversa que estava tendo e segurei sua camisa.
-Jacob...
Foi com muito prazer que senti seu toque novamente em meu rosto, me fazendo fechar os olhos por alguns instantes e quase ronronar.
-Você me ajuda? – Perguntou, me fazendo abrir os olhos.
Eu não tinha resposta em palavras. Apertei os dedos em sua camisa, me aproximando ainda mais. Inalei seu cheiro de alfa que me agradou desde o inicio e subi em meus pés para beijá-lo.
Ele não retribuiu de imediato. Ficamos só colados pelos lábios como da primeira vez que eu o beijei. Na época, não houve retribuição de imediato por surpresa. Dessa vez... Devia estar analisando minha reação, eu suponho.
Dei-lhe outro selinho já começando a acreditar que nem mesmo se ele quisesse, poderia se desprender desse negócio de impressão quando ele me puxou pela cintura, me beijando de verdade.
Foi automático. Minhas mãos voaram pro cabelo dele, impedindo-o de se afastar enquanto eu retribuía com entusiasmo o beijo que estava preso há semanas. Semanas. Duas e meia, para ser mais exata, que ele não me tocava com essa paixão.
Ele tirou minha calça de pijama – porque eu tinha escolhido o pijama comprido para aquela noite – e minha calcinha com uma habilidade que eu estava morta de saudades. Tirei também sua camisa e abri sua calça, ao mesmo tempo que ele tentava tirar minha blusa.
Vou te contar, não demorou meio minuto para estarmos totalmente despidos e tombarmos na cama, jogando tudo que eu tinha espalhado no meu momento de fuga incompleto. E nós estávamos tão afoitos que eu quase não percebi quando ele afastou minhas pernas e me penetrou.
Quase. Porque não é fácil ignorar o Jacob.
E intenso. Nós estávamos bem ocupados em tocar um ao outro, estávamos com saudades.
Mas de repente, no meio daquela agitação toda, alguma coisa deixou o ambiente absolutamente calmo e nós realmente passamos a sentir o outro, entender o momento.
A realidade me invadiu como o mar invade a praia em dia de maré alta ali, enquanto Jacob estocava em mim com os lábios nos meus, com nossos gemidos fazendo parte do cômodo. Ele me escolhera. Ele fizera as coisas mudarem porque ele queria a mim, me amava. E isso era mais, muito mais do que eu achei que alguém faria por mim, porque eu já estive na cabeça dos caras imprintados e sei o trabalho duro que é ficar longe dos seus respectivos imprints.
Jacob quebrara isso. Por mim.
Deve ter sido essa a principal razão das lagrimas terem voltado. Eu me dar conta de todo esse sentimento, isso realmente me pegou de jeito, de modo que, quando terminamos, Jake não saiu de dentro de mim e ficamos nos olhando até eu decidir falar.
-Jake...
-Sim?
-O que mudou?
Seus olhos escuros faiscaram e ele respondeu muito sincero, enxugando uma lágrima minha.
-Eu só consigo te amar mais.
Aquilo encheu meu peito de alegria e eu o beijei. Fora um remake mil vezes mais emocionante do nosso primeiro Dia de Ações de Graças longe da família.
Eu tinha chegado mais cedo do escritório onde trabalhava, tomei banho, fiz o jantar. A comida estava quase pronta quando ele chegou da oficina. Me deu um beijo na testa como "oi" e foi pro banheiro. Quando voltou, devidamente cheiroso, sentamos e jantamos em silencio. Ele lavou a louça e eu deitei na cama-sofá (porque o quarto era também a sala e nós achamos que uma cama era mais confortável que um sofá-cama), colocando num canal de filmes.
Em cerca de dez minutos, Jacob se juntou à mim e rimos da comédia romântica que passava – Four Christmas.
A coisa toda de verdade começou no comercial. Jacob me chamou com um "psiu" e me beijou totalmente diferente de todas as vezes quando eu me virei. Obviamente retribuí, em troca de uma das melhores transas da minha vida. Na verdade, ela só perdia para essa de hoje e nem é por causa da posição no Kama Sutra. É por causa do depois.
Porque, quando terminamos, ficamos olhando um pro outro desse jeito de hoje e eu fiz uma pergunta.
-O que mudou?
Jake me encarou por um enorme segundo antes de responder.
-Eu te amo.
Não sei o que deu em mim exatamente, mas eu sorri feito uma boba. E uma enxurrada de lágrimas se acumulou em meus olhos.
-Quero fazer isso certo, Lee. – Ele continuara. – Quer casar comigo?
Foi a minha cota para as lágrimas ganharem vida própria e minha voz sumiu para essa resposta. Eu segurei seu rosto e o beijei nos lábios enquanto balançava a cabeça positivamente.
-Eu te amo. – Sussurrei naquela noite.
Hoje não tinha como ser diferente.
-Não tem como. – Jacob reafirmou. – Eu só consigo te amar mais.
Sorri, segurando seu rosto e o beijando.
-Eu te amo. – Sussurrei.
N/A: Agradecendo ^^
thamy-black, heri, Aklm, paular_GTJ, PaahCP, pam_kinjo, Melina Black, Anna R, madu, Dessa_Carol, angelgirl2008, Mychele Day, Sully, sweet lips, Reh Cullen,mariajulia_09, lupa, kinhaneck e julyporto do nyah; vanessa nogueira, zuzuziinha, Janete Alves, cacau, camis, Pam, Veve Kawaii e Ingrid F. do e BeBeSantos e Pam do twifics. Não sei se devo agradecer à alana e Maaah porque eu não sei se elas vão ou não continuar lendo QUER DIZER o_o
Enfim, capítulo sem betagem, quando a Juu ressuscitar (?) eu reposto com a nota dela ;D
Aguardo comentários ^^
B
