Harry Potter é da exclusiva autoria da inimitavel J.K. Rowling.

Anteriormente em amor e obesseção:

-Harry, Harry acorda.

-Não..nã…NÃAAOOOO

-HARRY?!!!

Sim, ela era filha da sua Helena, ele tinha a certeza.

-Vem pequena, o teu destino aguarda.

C.p. 14 – O cerco aperta-se

Agora:

A comfusão de Harry , ao acordar, decipa-se rapidamente ao aperceber-se que este não se encontra só.

-Se…Serena?!!

-Harry, o que se passa, foi outro pesadelo sobre Cedric?

-Não foi…..Mr. WEASLLEY!!!

-Mr. Weaslley, Harry o que se passa?!

A jovem não conseguia perceber a ansiedade do seu amigo, e Mr. Weaslley (que poderia ele ter a ver com tudo isto), era a primeira vez que Harry sonhava com algo alêm de Voldemort ou a tragédia que se passara no final do ano anterior. Quanto ao garoto, apesar deste ainda não ter entendido como era possivel Serena ter-lo ouvido (pela maneira como os seus colegas de quarto continuavam a dormir profundamente, Harry tinha a certeza de não se ter esquecido de lançar o feitiço de silêncio) ele só se podia sentir calmo por a ter a seu lado nesta altura. Ela era a sua âncora no meio de uma vida que parecia fazer questão em ser tempestuosa ou no minimo turbulenta. O melhor a fazer era acalmar-se e explicar a situação a Serena, ela de certeza que o poderia ajudar a exclarecer o que se estava a passar. Mesmo agora, depois de acordado, a aterrorizadora imagem de Ms. Weaslley sendo atacado por uma enorme serpente negra persistia em permanecer fortemente impreça na sua mente.

-O meu sonho.

-O teu sonho?

-Sim, eu sonhei com Mr. Weaslley. Ele estava no que parecia ser uma grande e escura divisão com inúmeras portas, de repente uma imença serpente saiu das sombras e atacou-o pelas costas. Eu sei que foi apenas um sonho mas…parecia tão real!

-Rapido Harry, temos que nos apressar.

-Serena?!

-Confia em mim, temos que ir aos aposentos da Professora McGonagall.

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O-garoto-que-subreviveu seguia rapidamente no encalço da sua companheira, a preocupação que a joven demostrara ao descobrir o conteúdo do seu sonho fizera-o chegar á única conclusão possivel; era bastante provável que o seu sonho fosse na verdade uma visão de acontecimentos veridicos (durante o tempo que Harry conhecia Serena ele havia-se apercebido do forte sexto sentido por ela possuido que a tornava numa expécie de bússula em relação as suas decisões, ela nunca falhara em lhe apontar o norte), este pessamento vei-o abater-se sobre o adolescente como um balde de água fria, será que Mr. Weaslley…não, não podia ser, a urgência de Serena dava-lhe a esperança de que ainda não era tarde.

-Rápido Harry, por aqui.

Não perdendo tempo, ele apressa-se a seguir-la pela passagem que esta abriu por trás de uma das muitas armaduras do castelo. Ao passarem através de um arco, Harry não pode deixar de pasmar-se vendo, o que parecia ser, as paredes desintegrarem-se á sua volta deixando a descuberto uma porta que até então se mantivera secreta. O heroi do mundo magico depressa ultrapassa o seu assombro quando Serena atraveça o seu limiar indicando-lhe que a segui-se. Traspondo esta última barreira Harry depara-se com, o que á primeira vista, parecia ser uma sala de estar. Na gigantesca lareira, que parecia dominar a nova divisão, eram visiveis as brasas de um fogo ainda não totalmente extinto. Em frente a esta era possivel ver-se um sofá de aspecto confortavel e uma janela ocupava um lugar proeminente na parede da esquerda onde se podia ver uma lua quase cheia observando o seu reflexo nas negras águas do lago que, de momento, permaneciam lisas sem qualquer sinal da infame lula gigante, sobre a qual eram contadas terriveis histórias que serviam para assustar os novos estudantes. Do lado contrário via-se uma pequena mesa com apenas duas cadeiras, mesa essa que parecia a Harry estar a ser vitima de uma das constantes pesquisas de Mione de tal modo esta se encontrava completamente coberta de livros (nem as cadeiras haviam conseguido escapar á mesma sorte), logo ao seu lado havia a única porta desta ante-camara.

-Senhor Potter, Senhorita Daimond posso saber o que fazem tão tarde ou devo dizer tão cedo nos meus aposentos pessoais?

O que apanhou de surpresa o adolescente não foi o facto deste, ao que parecia, se encontrar nos aposentos pessoais da matrona Gryfinória mas sim o facto desta parecer ter-se materialisado atrás de si (esta não podia ter aparatado, afinal ele não tinha ouvido o costumeiro POP que é próprio desta magia de transporte).

-É uma ilusão Harry, mais uma das muitas defesas dos quartos da professora McGonagall. É uma magia de reflexo mais conhecida por feitiço de confusão, os feitiços mais avançados deste tipo trocam a noção da realidade mas é necessário um, demasiado grande, controlo magico para os efetuar com sucesso. Este é da mesma categoria mas de um tipo mais simplificado, ele troca a noção de navegação ou seja troca o aspecto de uma certa área. Tu pensavas que estavas de frente para a única porta desta divisão e que estavas de costas para a janela mas não podias estar mais enganado pois na verdade estavas de frente para a janela e de costas para a porta. Se fosses um inimigo terias acabado de perder a vantagem da surpresa.

-Agora Senhor Potter, se a sua curiosidade já foi devidamente saciada, importa-se de responder á minha pergunta e dizer-me o que fazem os dois aqui?

-Bem, na verdade…Balbucia Harry.

-Professora, Harry acabou de ter uma visão em que Mr. Weaslley foi atacado.

As feições até então austeras com que a rigida professora os havia comprimentado mudaram-se instantaneamente para umas de extrema urgência, como se esta tivesse retirado uma máscara, rapidamente seguindo em direcção á lareira a professora de transfiguração mete a mão num pequeno boião e retirando uma pitada do que os jovens Gryfinórios assumiram ser Pó de Flu, reaviva apressadamente o fogo atirando-o de seguida nas chamas recem-nascidas. As palavras murmuradas pela professora de transfiguração terseiam revelado dificeis de entender mesmo para a audição apurada de um lobisomem, deixando Harry na expectativa sobre quem McGonagall estava a contactar até esta assumir uma posse respeitosa e delicadamente chamar;

-Director?

Não encontrando resposta esta tenta de novo;

-Director, está aí?

Passados poucos segundos a alegre face do secular feiticeiro aparece finalmente entre as chamas.

-Áh Minerva, o que posso fazer por ti?

-Director, o momento chegou.

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Serena e Harry viram-se envolvidos pelos abraços de toda a familia Weaslley, mesmo após várias tentativas de ambos para reafirmar que não era necessaria qualquer gratificação pelo papel decisivo que os adolescentes haviam tomado na ajuda prestada a Mr. Weaslley. Vendo a quase total asfixia dos dois Gryfinórios o sempre mordás professor Snape afirma, com um sorriso desdenhoso e para total mortificação de todos os presentes, que a numerosa familia ia ser capaz de fazer o que nem o Senhor das Trevas tinha conseguido iam dar-lhe o imenso prazer de despachar o idioticamente corajoso garoto de ouro e ainda como bónus a sua totalmente insuportavel e completamente irritante namoradinha. Não será necessário pois afirmar que esta tirada do sarcástico professor foi mais do que o suficiente para fazer a familia dar um pouco de espaço a ambos.

-Pena, parece que terei de deixar os festeijos para depois.

Apesar dos insultos e do ton desdenhoso, Serena não conseguia deixar de se sentir agradecida pela ajuda detãomacamboziopersonagem, mesmo depois de todo o apoio e amizade recebidos pela garota durante os últimos mêses esta ainda se sentia bem na companhia de outras pessoas e o contacto fisico servia apenas para aumentar esse desconforto.

-Eu não sei o que faria se não fosse pela vossa ajuda. Exclama Ms. Weaslley entre soluços.

-Sim, vocês salvarão o dia. Diz por sua vez Fred.

Usando a sua, muito esperimentada, capacidade de deixar de ser o centro das atenções Serena consegue transpor a barreira formada pela agradecida familia enquanto os seus membros continuam insistindo com Harry para que este aceite, pelo menos, as suas gratidões pelo sucedido. Os acontecimentos da madrugada anterior tinham deixado a jovem mais do que esgotada; após Serena e Harry terem informado McGonagall das suas suspeitas e de esta ter contactado Dumbledore ambos haviam sido dirigidos para a casa de Sirius (para enorme alegria deste, a solidão não era de todo algo que o agradasse depois de tantos anos preso em Azkaban) vindo juntar-se a eles toda a familia Weaslley juntamente com Hermione. Os longos minutos de ansiedade passados por todos enquanto esperavam por respostas foram finalmente quebrados pela chegada de Snape e McGonagall. A respeitrada professora apressou-se a acalma-los; Mr. Weaslley realmente tinha sido atacado por uma serpente, mas a rapida actuação da Ordem tinham impedido que algo de mais terrivel acontesse-se. Desabando numa das muitas poltronas, a um canto da sala, a bela jovem só conseguia pensar em dormir o sono dos justos, enquanto a sua mente cansada a arrastava para a inconciencia ele pode ver uma figura escura dindo na sua direccção. Demasiado cansada para manre os seus ollos abertos esta só foi capaz de ouvir uma voz estranhamente terna.

-Muito bem.

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Entrando rapidamente nos apusentos do seu mestre Bellatrix Lestrange apressa-se a ajuelhar-se respeitosamente.

-Mestre, queria ver-me?

-Bellatrix ainda têns o teu espião?

-Sim meu senhor.

-Eu preciso que ele siga a garota de que me falastes como se da sua sombra se trata-se, eu quero saber tudo sobre ela até aos mais infinos pormenores. Estamos entendidos?

-É claro meu senhor.

-Retira-te.

No seu trono Voldemort chama a sua serpente para o seu lado, acto que esta apressa-se a atender.

-Divertiste-te Nagini?

Tinha sido uma pena o facto da Ordem ter chegado tão rapido ao Ministério, um pouco mais tarde e o traidor de sangue esteria agora a ser lentamente digerido no estomago do seu familiar. Mas o mais importante fora conseguido, tudo estava no seu devido lugar, agora ele só tinha que esperar.