N/A: Como prometido, aqui está um capítulo quentinho! As pontas soltas começam a se encaixar e fazer sentido (espero). A contagem regressiva já começou, e tudo pode acontecer. ^^

Agradecimentos a:

Nao-chibi – hauhauhauhauh eu faço a mesma coisa! XD Geralmente eu só acesso a internet a noite, mas mesmo assim é comum eu visitar o mesmo fandom várias vezes. Na maioria das vezes eu me sinto uma idiota tipo : 'Você acabou de checar essa categoria, ÓBVIO que não vai ter nenhuma atualização!' maas eu não resisto. Aiai, o vício é algo tão triste.


Unio

- capítulo 13 -

- Mas majestade, aquela coisa sequer é um de nós!

- Silêncio. – Akunankamon pediu com frieza, encarando seus sacerdotes mais leais – Minha palavra é lei.

- Sabemos disso, majestade. – outro sacerdote interveio, parecendo tão chocado quanto o primeiro – Porém aquele...ser é muito inferior. Porque desperdiçar tal honra com alguém que jamais irá entender?

- Não interessa. Preparem-no. – o rei levantou de seu trono, seu tamanho somando a sua face inexpressiva criando uma imagem ainda mais ameaçadora. Os sacerdotes logo entenderam e partiram apressadamente, deixando a câmara com passos rápidos, quase temerosos.

Sozinho na sala do trono, Aknankamon sorriu, satisfeito com a inesperada – porém nunca indesejada – vingança que os deuses colocaram em seu caminho.

-x-

Yami nunca pensou que um dia visitaria as câmaras sagradas. Mesmo sendo um escravo desde seus primeiros dias e conhecendo cada sombra daquele palácio, aquelas câmaras estavam simplesmente fora de seu alcance. Apenas a realeza – a verdadeira realeza – poderia entrar e nem mesmo seus membros possuíam livre acesso. Não, aquele era um lugar sagrado, onde o rei e seus descendentes diretos se preparavam para cerimônias destinadas aos deuses.

Diziam às lendas que rei Atem, o poderoso mago que reinara muitos e muitos anos no passado, passou dez dias entre aquelas modestas paredes de pedra, jejuando e se banhando para purificar seu corpo e alma e assim invocar os próprios deuses. Se ao menos um décimo da história fosse verdade então alguém tão inútil como Yami só poderia sonhar em entrar ali e ver por si mesmo, certo?

Certo.

Então como raios acabava ali, entre aquelas paredes sagradas, banhando-se na água mais pura de todo o reino?

Yugi... – chamou, desejando aquela luminosa presença mais que tudo. Se ao menos seu pequeno salvador dissesse que sim, era certo estar ali, então Yami poderia finalmente relaxar. Porém, não importava o quanto precisasse, tudo que recebeu foi silêncio. Estaria seu precioso aibou ainda inconsciente? Seria alguém forte o bastante para bloquear o link? No fim, que diferença faria? Só o que precisava saber é que estava sozinho, sendo preparado para algo que não conhecia.

Cansado de correr em círculos, o príncipe fechou os olhos, se deixando afundar na água cristalina. Por um instante, sua mente ficou totalmente vazia, entretanto, mesmo a pureza do lugar não era o bastante para afastar as dúvidas. E elas eram tantas...

Primeiro Atra surgia, não para matá-lo, mas para levá-lo de volta. Era claramente trabalho demais para recuperar um escravo inútil. Depois, ao invés de ser punido pelas tantas tarefas que deixara de fazer enquanto no mundo humano, Yami era levado para um lugar sagrado e ordenado que se arrumasse impecavelmente. Raios! Estava com os olhos abertos desde que voltara e ninguém, nem mesmo seu pai, lhe castigara! O que estava acontecendo?

Minha vida não pode voltar ao normal? – não queria voltar aqueles dias de dor e medo, mas não conseguia ignorar o pânico que crescia em si. Independente do que seu pai fosse pedir, falhar era inevitável. E, quando isso acontecesse, o esquecido príncipe sabia que tudo iria ruir.

Porém, no passado, estava sozinho.

No passado, seria apenas a sua vida.

Yami emergiu, incapaz de dizer se o que escorria por seu rosto era apenas água. Como se preocupava com Yugi! A última vez que vira seu pequeno salvador ele estava inconsciente, seu corpo parecendo ainda mais frágil enquanto dois guardas o arrastavam pelas asas, pouco se importando com as penas brancas que eram deixadas no caminho. Yami tentara pegar uma mas Atra o impedira, o segurando pelo braço e o jogando aos pés do rei. Aknamkanon, porém, não fizera nada que não lhe dar o sorriso mais cruel que já vira e ordenar que fosse levado as câmaras sagradas para purificação.

Agora, um bom tempo depois, continuava sem ter idéia do que acontecia e, principalmente, se seu inocente salvador estava bem. O irônico era ter finalmente se tornado útil aos olhos de seu pai.

Mas, se eu puder usar isso... – secou-se com uma toalha, olhando as roupas que lhe foram separadas. Eram de um tecido caro e bem trabalhado, com intrincados arabescos. Até mesmo jóias foram separadas, nada menos que rubis finamente incrustados em ouro. Mas o luxo chegara tarde demais. Agora tinha algo mais importante.

Meu pai precisa de mim, ou não teria mandado Atra me buscar. Deve ser algo importante, algo que só eu posso fazer. Se diz respeito até mesmo aos deuses, então deve ser mais que o bastante para trocar pela vida de Yugi! – esperança brilhou nos olhos vermelhos, a mente ágil enfim desperta de seu torpor. Porém, jamais poderia ser tão simples, poderia? Não com Aknamkanon envolvido, e perceber isso quase deixou Yami de joelhos.

Ele vai usá-lo...se eu me negar, meu pai vai ameaçar Yugi. A vida dele está em suas mãos! Eu não posso...Mas o que me resta? Quem garante que Yugi não será condenado junto a mim quando tudo isso acabar?

O príncipe não percebeu quando a porta foi aberta e Atra lhe conduziu de volta aos corredores. Não percebeu sequer que se vestira, ou os olhares incrédulos e desejosos que ganhava a cada passo. Não tinha tempo para isso. Precisava de uma saída, e rápido.

Porque seu inocente salvador lhe perdoaria. Chegava até mesmo a achar que ele preferiria desse jeito, um fim bruto em troca de uma eternidade cruel. A grande questão era: poderia se perdoar?

-x-

A primeira coisa que Yugi percebeu foi o estranho e doloroso peso em suas asas. A sensação era tão incômoda que se infiltrou na mente do anjo antes mesmo que este pudesse abrir os olhos, forçando a consciência de volta a realidade. Grunhiu algo inteligível, abrindo os olhos e tentando focá-los.

Onde...? – as paredes eram de tijolos de pedra cinza, assim como o chão. O frio era intenso e um cheiro estranho parecia impregnado em todo o lugar, mistura pesada que Yugi achou melhor não tentar identificar.

- Já acordou? – a voz desconhecida fez o anjo pular, sentando-se com o máximo de rapidez que seu corpo recém desperto conseguiu usar, o que se provou um grande erro, quando sentiu algo perfurando suas asas. Gemeu.

- Calma. Se se mover muito será pior. – o desconhecido tornou a falar, seu tom parecendo um pouco mais amável que da última vez.

Uma pena que Yugi estivesse irritado demais para notar.

- O que você quer? – rosnou, virando o rosto com cuidado, tentando ver não apenas sua companhia, como o que quer que feria suas asas. Porém, quando conseguiu, não sabia se ficava mais surpreso por ver a alta e estranha figura em trajes roxos parada no canto mais sombrio de sua cela, ou por ver as correntes com espinhos que envolviam suas asas e que já invocavam sangue em alguns pontos.

- Quero saber o que um Illuminare está fazendo no Shadow Realm.

As ametistas piscaram confusas, tentando ignorar a face inexpressiva do ser enquanto digeria a pergunta.

Shadow Realm? Então, eu consegui? – sentiu os lábios tremerem e quase sorriu, pelo menos, pelo meio segundo que demorou para lembrar de sua missão – Yami!

- Você conhece Yami? Sabe onde ele está? – perguntou aflito, ignorando o fato de que não simpatizara com o estranho ser.

Olhos frios se arregalaram, ganhando um pouco de sentimento. Mahado avançou com cuidado, ajoelhando-se perto do anjo.

- Como você o conhece? – mesmo que o ser a sua frente não parecesse uma ameaça, não conseguiu evitar indagar, desconfiado. Nunca vira alguém se dirigir ao príncipe bastardo com tanta preocupação e carinho. Tal estranho e luminoso ser saberia onde se envolvera? A quem estava dirigindo seu afeto?

Yugi ponderou por um segundo antes de suspirar. Que diferença faria agora? Isso, e algo lhe dizia para confiar na incomum criatura.

- Nós nos conhecemos no mundo humano. Vivíamos juntos até aquele cara aparecer e arrastar Yami de volta.

- E você veio junto? – olhos azuis se arregalaram. Sabia que Atra recebera ordens de trazer o príncipe de volta, mas apenas o príncipe, ninguém mais – De livre e espontânea vontade?

- Ei! Eu não podia deixar ele voltar sozinho! – Yugi se revoltou, não gostando do tom com que era tratado. Sentia-se repreendido por um erro que sequer sabia que tinha cometido – Eu posso não entender muito desse mundo, mas eu não vou ficar sentado e deixar o rei ou quem quer que seja fazer Yami se sentir inútil de novo!

Mahado sorriu, nada mais que um leve torcer de lábios, mas que fez o anjo se calar de imediato. Por mais que o ser fosse pequeno, o mago jamais vira tamanha determinação, principalmente por alguém que tantos rejeitavam.

- Você é o novo mestre? – perguntou, escondendo a felicidade. Tinha certeza que, se fosse posto sobre as ordens de alguém que apreciasse seu trabalho, Yami cresceria até se tornar o mago capaz que sabia estar oculto sobre medo e humilhação.

- Não. – a resposta fora tão direta, quase raivosa, que pareceu reverberar pelas paredes frias mais forte que qualquer grito.

- Então como...?

- Eu sou o parceiro de Yami. – Yugi estufou o peito, carregando o título com orgulho, encarando a criatura a sua frente de igual para igual pela primeira vez – Sou seu aibou.

Naquele instante, depois de tantos anos, Mahado sorriu. Não o mero torcer de lábios, mas um verdadeiro sorriso. Porque, depois de toda uma vida de expectativas e pena, em que se escondera nas sombras apenas para estender a mão, fugindo do que todos os outros pensavam e da punição que lhe aguardava caso fosse descoberto. Depois de acompanhar de perto seu melhor amigo sofrer dia após dia, num ciclo sem sentido muito menos fim, o frio mago finalmente viu esperança no futuro do infeliz príncipe.

Infelizmente, antes que pudesse fazer qualquer coisa, uma porta foi aberta ao longe, dando passagem a passos pesados e resmungos indistintos. Mahado arregalou os olhos, levantando e voltando para as sombras com uma velocidade e silêncio tamanhos que Yugi não teria acreditado, caso não houvesse visto com os próprios olhos.

- Espere! – pediu, o tom forçadamente baixo para não apressar seu fim.

- Não posso ficar. – Mahado hesitou. Sabia que não adiantaria nada ser pego ali, mas algo parecia empurrá-lo de volta para o pequeno anjo.

- Eu sei. – Yugi ergueu a mão, feliz quando alcançou o pingente. Depois de tanta coisa, era um milagre ainda não ter perdido o que um dia fora o poderoso lacre de seu avô. Com um puxão firme, arrancou o cordão, o jogando para a criatura que acabara de conhecer – Se o encontrar...

O mago pegou o pingente, o segurando com firmeza em sua palma. No fundo de sua alma, algo trincou, espalhando tristeza por todo o seu ser. Aquele era um presente de despedida, um adeus.

- E o que devo dizer a ele?

Yugi sorriu, lágrimas se acumulando em seus olhos ametista. Estava tão triste por ter de se despedir assim. Porém, não era tolo como tantos insistiam em pensar. Sentia o poder que antes transbordava em si agora sufocado, drenado pelas sombras que envolviam o lugar. Por mais que lhe doesse admitir, sabia que havia voltado ao patético patamar que ocupava antes de toda a confusão começar. Se nem mesmo voar poderia mais, que esperança lhe restava? Jamais conseguiria fugir.

Ao menos assim conseguiria se despedir.

- Diga..que são lindos.

Os passos pararam. A porta foi aberta com violência, seu metal rugindo como um animal ferido. Um ser que em muito lembrava um grande corvo entrou, agarrando Yugi pelo que sobrara de sua camisa e o arrastando para fora. Já esperando um tratamento parecido, o anjo rapidamente se pôs de pé, tentando mover suas asas o mínimo possível enquanto acompanhava as largas passadas de seu guia. Não perdeu tempo olhando para trás. Sabia que não veria ninguém.

-x-

As portas pesadas foram abertas, dando passagem a um ambiente denso e mais antigo que o próprio tempo. Yami arregalou os olhos, não acreditando onde estava. A clareira era ampla e vazia, iluminada apenas pela luz da lua que não conseguia penetrar a barreira de árvores secas e retorcidas ao redor. O chão era um grande círculo de pedra clara, assim como a pequena escada que levava ao simples altar de pedra cinzenta, quase negra, em seu topo. Diante deste estavam três enormes tabletes de pedra, cada um com uma figura minuciosamente esculpida.

Não pode ser... – mas era, e Yami sabia disso. Aquele era o primeiro templo! O local onde tudo começara, e onde Atem invocara os deuses.

Passos foram ouvidos e o príncipe virou, assustado. Atrás de si, entrando em trajes cerimoniais e de cabeça baixa, estavam todos os sacerdotes de seu pai. Nem mesmo Mahado fora excluído dessa vez, ainda que seguisse como o último da longa procissão, mãos escondidas em suas longas vestes.

Eles vão... – a importância da situação tomava conta da mente do rapaz lentamente. A necessidade de trazê-lo de volta, a preparação meticulosa, os magos...O cântico sequer começara, e Yami já sabia o que aconteceria.

Os deuses seriam invocados.

E eles exigiam um sacrifício.

O príncipe bastardo fechou os olhos com força. Depois de toda uma vida, esse era o valor do sangue que corria em suas veias? Sua realeza não passava de uma oferenda? Um engodo para poupar Aknankamon e Atra?

Yugi... – chamou, mas não havia ninguém para responder a sua prece. Ninguém a lhe sorrir, lhe dizer útil, querido...

Tão distraído que estava, o jovem praticamente pulou quando sentiu algo ser empurrado em seu punho cerrado. Abriu os olhos assustado, mas só o que viu foi Mahado passando por si.

- Ele disse...que são lindos. – o mago lhe sussurrou, tão baixo e discreto que Yami duvidaria que realmente ouvira algo. Pelo menos até abrir sua mão e ver o conhecido pingente de ametista rachado ao meio.

Naquele instante, o mundo de Yami parou. Ele não sentiu Atra lhe puxando pelo braço, o arrastando até o altar. Não ouviu as palavras de reverência que sempre acompanhavam a chegada de seu pai. Não percebeu os magos assumindo as posições, o cântico que começava a ecoar.

Não ouviu o baque abafado e metálico em algum lugar a sua esquerda...o gemido estrangulado...

Akunankamon caminhou até o altar, deixando que sua posição anterior fosse substituída por seu filho e herdeiro. Galgou os poucos degraus e ficou ao lado do bastardo que sempre quisera dar fim, mas que nunca encontrara uma desculpa convincente. Sorriu, desembainhando a adaga ritualística, e segurou o pulso de sua preciosa oferenda.

Os olhos vermelhos continuavam fixos no nada.

Ele...Yugi está... – a mente tentava inutilmente encaixar as informações, parecendo ferir seu peito ainda mais fundo no processo. Podia ver claramente aquela face angelical lhe sorrindo triste, dizendo aquelas palavras enquanto grossas lágrimas rolavam das mais que perfeitas jóias que eram aqueles olhos – Por isso não há resposta? O link...Aibou...

Yami não viu o sorriso satisfeito de seu pai. Não sentiu a lâmina cortando seu pulso. De que adiantaria? O único que se importava não estava mais nesse mundo.

Porque não partir também?

Atra sorriu, parecendo tão satisfeito quanto seu pai enquanto observava o desenrolar da cerimônia. Ouviu um gemido leve e olhou para o chão, vendo o ser estranho que encontrara envolto em correntes aos seus pés. Seu sorriso se alargou e o príncipe mais velho se ajoelhou, erguendo o menor pelos cabelos, o forçando a encarar o altar.

- Melhor se despedir. – provocou, já imaginando como se divertiria após o ritual – Depois que os deuses aceitarem, não sobrará nada de seu precioso Yami.

Os olhos ametista se encheram de lágrimas, presos naquele que mais amava, e que agora jazia como que morto na frente do altar. Até então, uma pequena parte de si ainda resistia, tentando desesperadamente achar uma saída. Mesmo que seu corpo agora estivesse coberto por correntes com pequenos espinhos a lhe cortar a pele – além das que já cobriam suas asas – e uma apertada gargantilha de metal lhe impedisse de falar, o pequeno anjo se agarrara as últimas migalhas de esperança para suportar a dor e buscar uma saída.

Mas agora, vendo Yami ali, sem qualquer vontade ou consciência...Apesar das sombras não deixarem mais as mentes se alcançarem, Yugi podia sentir tristeza e culpa emanando do príncipe, maior do que jamais sentira. Maior ainda do que quando tudo começara, e seu Yami não passava de uma chama cinza doente e assustada.

- ...a...mi... – forçou a voz, lágrimas rolando por seus olhos. Porque não podia salvar seu amado? Porque não podia fazer a diferença, pelo menos uma vez?

Mas um milagre não iria acontecer. Não quando Yami já havia desistido.

Perdão.

Yami levantou a cabeça, olhos arregalados em choque. Mas não era pelo tablete de pedra que brilhava, indicando que seu sangue fora aceito. Não era pelas sombras que os magos manipulavam, unindo-se até serem fortes o bastante para darem passagem ao divino. Não era sequer pelo sangue que corria livre por seu pulso, trazendo a vida o mais que antigo selo entalhado no altar em troca da sua. Não. O motivo era muito mais simples.

O pingente em sua mão estava quente. Havia energia ali. O toque quente e puro que por tanto tempo tentara lhe convencer a sair da escuridão.

Yugi!

Virou o rosto, seus olhos buscando o pequeno anjo com afiada precisão. Os olhares se encontraram e, por um instante, tudo pareceu perfeito. Pelo menos, até o selo ser totalmente tingido pelo rubro.

A partir daí, só restou o caos.


Novamente um capítulo curto. Desculpem. i.i

Mas, se serve de consolo (ou não), o próximo é o último.