Antes de mais nada quero agradecer a todos que leem a fic e comentam e acompanham mesmo depois de eu demorar um século pra continuar. Também quero pedir desculpas e também a compreensão de vocês, porque não é por má vontade que demoro a postar, mas infelizmente tenho que trabalhar, estudar, escrever uma droga de TCC, e em meio a tudo isso sempre aparecem problemas familiares. Além disso, tenho alguns amigos no mundo não-virtual que adoram reclamar por não me verem com frequência, e por isso me arrastam às suas casas, rs(essa parte não é tão ruim). Por isso peço que compreendam a minha demora. Só quero deixar claro que eu não desisto das minhas fanfics. Pode demorar um pouco, mas vou continuar todas elas. Por isso não desistam de mim ainda, ok? Arigatou! Bjaoo...

Capítulo 14 – A Gente Voltou

Polícias abaixem as armas
E troquem carícias
Que a gente voltou

Inuyasha dormiu na casa de sua mãe e pela manhã buscou Kagome na casa dela. A jovem o acompanharia à casa de seu pai para que ele buscasse suas coisas. Isso significava mais um dia sem aula, mas um dia a mais ou a menos não faria diferença. Além disso, Sango e Mirok, que estavam a par de tudo, anotariam a matéria para eles.

O meio-youkai e Kagome seguiram para a casa do pai dele de moto. Kagome sorria, abraçada a Inuyasha. Estava muito feliz por estar junto dele novamente. Fora uma idiota ao cair no golpe de Kouga e Kikyou, mas nunca mais cairia numa armadilha dessas. Nunca mais agiria como uma louca sendo guiada pelo medo de que seu passado se repetisse.

Inuyasha também estava radiante. Dava graças aos céus por ter superado seu orgulho e ter ido atrás da jovem. Sem ela sua vida era monótona e sem sentido. E sentia calafrios ao pensar que poderia ter destruído sua vida por se deixar levar pelo ódio de Kouga e Kikyou. Provavelmente Narak também estava envolvido... Mas isso agora não importava mais. Só o que importava era ele e Kagome.

Bandidos de gorro
Não subam o morro, relaxem
Que a gente voltou

Chegando a casa de seu pai, Inuyasha guiou Kagome até a sala, onde Sesshoumaru lia um jornal.

- Olá, irmãozinho. – Disse o youkai baixando o jornal. – Pensei que tivesse fugido de casa. – Nesse momento ele viu Kagome.

- Oi, Sesshoumaru. – Respondeu o meio-youkai sorrindo. – Esta é Kagome. Minha namorada.

- Oi. – Sesshoumaru se aproximou da jovem e lhe estendeu a mão. – É um prazer conhecê-la.

- O prazer é meu. – Respondeu Kagome um pouco vermelha e apertou a mão dele. Sesshoumaru era muito parecido com Inuyasha.

- Se sente prazer em me conhecer, então Inuyasha não deve ter falado muito sobre mim. – A morena sorriu e Inuyasha revirou os olhos.

Mas e se a gente separa
Se a gente para e se parará
Para que se a gente para
O mundo acabou

- Não começa, Sesshoumaru. – Falou Inuyasha começando a subir as escadas. – Só vim pegar minhas coisas e depois vamos embora. – Sesshoumaru balançou a cabeça como se dissesse que o irmão era um caso perdido.

- Pelo menos deixe a garota almoçar. Já está quase na hora mesmo. – O youkai ofereceu o braço a Kagome, que aceitou um pouco envergonhada, e levou-a para a sala de jantar, o que fez Inuyasha arregalar os olhos em surpresa. Parece que a noiva de seu irmão realmente estava mudando o jeito dele de se comportar. – Desculpe o meu irmão. Ele nunca teve muita educação. – Sesshoumaru e Kagome deixaram Inuyasha para trás, ainda observando-os incredulamente. – Além disso, assim teremos tempo de contar à Kagome suas histórias de infância e mostrar algumas fotos. – O meio-youkai franziu o cenho revoltado e seguiu os dois. É claro que tinha que haver um motivo oculto por trás da gentileza de Sesshoumaru.

Médicos nas UTIs
Larguem seus bisturis
Que a gente voltou

Depois do almoço, Inuyasha pegou suas coisas e ele e Kagome se prepararam para partir.

- Obrigada pela hospitalidade, Sesshoumaru. – Disse a jovem ao sair da casa.

- De nada. – Respondeu o youkai com as mãos nos bolsos da calça. – Volte quando quiser.

- Está doente hoje, Sesshoumaru? – Perguntou Inuyasha se aproximando do irmão com uma cara preocupada. – Deve estar com febre. – Ele testou a temperatura de Sesshoumaru colocando a mão na testa dele.

- Não seja ridículo, Inuyasha. – Respondeu o youkai com um olhar entediado. O meio-youkai afastou a mão rindo. Kagome observava os dois com um sorriso. – E não pense que não percebi que você está tentando fugir do casamento.

- Calúnia! – Respondeu Inuyasha indignado. – Eu venho no dia do casamento. Mesmo que tenha que usar terno.

- Acho bom que cumpra sua palavra. – Disse Sesshoumaru. – Você também está convidada Kagome. Pela primeira vez nossa família vai ver Inuyasha acompanhado. – O youkai deu um sorriso cínico para o irmão. – Sabe o que isso significa, irmãozinho? Você vai poder acabar com todos aqueles boatos sobre sua sexualidade. – Inuyasha suspirou fingindo aborrecimento.

- Alguns de nós nunca crescem. – Respondeu enquanto sentava na moto. – Acho melhor irmos agora, Kagome. Assim não pegaremos trânsito. – A jovem concordou com a cabeça e sentou atrás dele. – Até logo, Sesshy. – Isso fez com que o youkai estreitasse os olhos. Inuyasha sabia como esse apelido irritava o irmão.

- Até, Inu-kun. – Agora foi a vez de Inuyasha estreitar os olhos. O que fez Sesshoumaru rir. – Tchau, Kagome.

- Tchau. – E assim os dois partiram.


Pacientes à beira da morte
Reparem que sorte:
A gente voltou

Inuyasha e Kagome chegaram por volta das três na casa dele, onde encontraram sua mãe.

- Quer dizer que vocês conseguiram se acertar? – Perguntou ela ao ver os dois entrarem na casa de mãos dadas. A jovem assentiu sorrindo e soltou a mão do meio-youkai para se aproximar de Izayoi.

- Muito obrigada por me ajudar no outro dia. Se não fosse a conversa que tive com a senhora não sei o que teria feito. – A jovem abraçou a mãe de Inuyasha, que corou com o gesto. Não estava acostumada a ser tratada com tanta gentileza.

- Ora, o que é isso? – Disse Izayoi correspondendo ao abraço, um pouco sem jeito. – Não foi nada. – Kagome se afastou e sorriu novamente para ela.

- Foi sim. – Inuyasha também se aproximou e abraçou sua mãe.

- Dessa vez, não vou mais embora. – Izayoi sorriu.

- Obrigada, filho.


Pacientes à beira da morte
Reparem que sorte:
A gente voltou

Mais tarde Inuyasha e Kagome encontraram Mirok e Sango numa lanchonete para poderem contar tudo o que acontecera no dia anterior. Os amigos ficaram aliviados com as notícias.

- Ainda bem que vocês se entenderam. – Disse Sango sorrindo. – Eu estava me sentindo péssima com o que aconteceu. – Mirok concordou.

- Sango tem razão. Era uma situação horrível. – Ele tomou um gole de seu suco. – Vocês vão para a faculdade amanhã?

- Com certeza. – Respondeu Inuyasha sorrindo para Kagome. – Nós queremos muito ver a cara que Kouga e Kikyou vão fazer ao perceberem que seu plano não deu certo.

- Ah! Eu também quero muito ver a cara daquela bruxa ao encontrar vocês juntos. – Disse Sango animada. Mirok e os outros não puderam deixar de rir. O dia seguinte prometia ser um dia empolgante.


Você que tá no titanic
Parou o chilique
Que gente voltou

A primeira aula já estava quase acabando e Kagome e Inuyasha ainda não haviam chegado. Sango e Mirok começavam a ficar preocupados.

- Viram só? – Disse Kikyou a seus amigos, que incluíam Kouga. – Aquela idiota não teve coragem de vir hoje de novo. Também, depois do que fizemos com ela. – Kouga riu.

- O meio-youkai nunca mais apareceu. – Disse o youkai lobo. – Deve ter percebido que seu lugar não é aqui. – Todos do grupo riram.

Não entra na bad, Romeu
Julieta morreu
Mas a gente voltou

De repente a porta se abriu e Inuyasha entrou de mãos dadas com Kagome, deixando a turma toda boquiaberta.

- Vocês estão atrasados. – Disse o professor como rosto sério. – E têm faltado muito ultimamente.

- Desculpe, professor. – Pediu Inuyasha. – Eu tive alguns problemas familiares e Kagome me apoiou nesse momento difícil. – O meio-youkai ergueu a mão da jovem e a beijou. – Ela tem sido um anjo.

- Hm. Espero que faltar aulas não se torne um hábito para vocês.

- Com certeza não, professor. – Respondeu Kagome, puxando Inuyasha para seus lugares. – Vem Inu-chan. – Kikyou, Kouga e o grupo deles pareciam não acreditar.

- Não pode ser! – Gritou Kikyou levantando enfurecida de sua carteira.

- Senhorita Kikyou, acho melhor que você se retire da sala, já que parece não ser capaz de agir com educação. – Falou o professor.

A jovem bufou e saiu da sala batendo a porta com força.

Para que se a gente para o mundo
Para que se a gente para
Para que se a gente para o mundo
Para que se a gente para
Para que se a gente para o mundo para.

[A Gente Voltou – Clarice Falcão]


Agradecimentos:

nane-chan3

Priy Taisho

Agome chan

Kah

Guest