Capítulo XIII – Avalanche

Narrado por Edward Cullen

Sabe quando você se sente a pior pessoa do mundo? Bom, eu estava em um estado avançado disso. Estava impossibilitado até de ir ao enterro de Charlie Swan porque eu sabia que ela estaria lá, com aquele olhar triste e distante, sem derrubar nem ao menos uma lágrima.

Isso me mataria. Eu não conseguia nem ao menos pensar nela sem sentir uma dor aguda no meu peito. Se eu a visse provavelmente ajoelharia em seus pés e pediria para que ela voltasse para mim, só que isso não era certo.

Eu não era o cara certo para ela, e apenas agora eu havia me ligado disso.

Depois de tantos planos de como eu a pediria em namoro, e de todas as fantasias loucas que a minha mente criara de um futuro feliz, eu estava despedaçado. Absolutamente sem rumo e sem saber o que fazer.

A minha cama ainda estava com o seu cheiro impregnado, me deixando embriagado e absolutamente fascinado. Desde o momento em que eu voltara do local da minha morte e tortura, eu estava deitado ali, me deliciando de memórias e sentindo o meu corpo agonizar e perder a vontade de se mexer.

Vamos! Faça alguma coisa! Reaja! Minha mente gritava em protesto.

As roupas dela estavam no exato lugar que eu as jogara no meu momento de luxuria, enquanto estava sedento por seu corpo. O seu cheiro grudado em minha pele, assim como ela estava grudada em meu coração, em minha alma.

Eu estava entorpecido, absolutamente sem reações e sem qualquer tipo de desejo. Eu não era mais um homem ou ao menos um vampiro. Eu era apenas um ser infeliz que sobrevivia, pois morrer seria algo muito difícil e cansativo.

Toc toc toc.

A porta foi aberta subitamente, passando Alice por ela.

- O que foi que você fez, hein? – Ela gritava.

Eu não ia gastar as minhas palavras com explicações. Eu estava sem saber o que dizer.

- Você devia ver o estado dela! Parada! Inerte! Parecia tão perdida e sozinha, Edward. Como sempre deve ter falado alguma besteira por culpa do seu ego gigante!

Aquelas palavras e gritos eram tranqüilizantes. Assim eu não precisava usar a minha própria imaginação para me torturar.

De repente uma imagem invadiu a minha cabeça. Isabella sentada ao lado de um caixão, absolutamente sem vida. Ela estava com os olhos para baixo, as mãos cruzadas no colo e não respondia a nada que as pessoas lhe falassem ou fizessem.

Ela estava em torpor.

Eu senti o ar faltando em meus pulmões e o meu coração enchendo-se de tristeza. Balancei a cabeça para afastar os pensamentos, implorando para o branco que era antes, ou então pelas memórias felizes que um dia haviam me alegrado.

Eu levei a mão ao peito, sentindo que poderia morrer de tanta dor. Eu me abracei com força, fechando os olhos por um instante.

- Ela está indo embora, Edward. Você precisa fazer alguma coisa. – Alice falou bem baixinho, enquanto se sentava na minha cama.

- Não dá. – Eu falei bem baixinho. – Ela não me quer, Ali. Ela não me quer mais.

Alice me abraçou, colocando a minha cabeça em seu colo.

- Escute o que eu estou te dizendo, Edward: Ela te quer, só está chateada demais para assumir isso. Eu preciso saber o que aconteceu.

A minha garganta estava seca e eu senti as lágrimas inexistentes descendo pelo meu rosto. Eu senti o meu coração se apertando cada vez mais.

- Não precisa. Porque isso não vai mudar nada. Agora.. já é tarde. – Eu falei.

- Não desista, Ed! Não faça isso.

- Saia daqui, Alice. Por favor.. eu preciso ficar sozinho. – E ela me obedeceu.

Porém me mandava visões horríveis e torturantes de Bella no enterro. Como se eu precisasse daquilo!

Ela estava indo embora. Eu conseguia ver isso nas visões de Alice, conseguia a ver subindo em um avião sem olhar pra trás. Os olhos secos e a expressão vazia, a indiferença e a mascara voltando a sua cara.

Se ela conseguia fingir estar bem, por que eu não conseguia? Por que ela simplesmente não derramava as lágrimas que eu era incapaz de derramar? Por que ela tinha de ser tão fria em relação a mim?

Por que ela não podia ao menos fingir que havia me amado uma vez? Por que?!

Uma raiva sem tamanho apossou-se de mim. E fez-me queimar de ódio. Nem eu sabia o que eu tanto odiava, a única certeza que eu tinha era que eu esqueceria Isabella Swan. Ela não merecia o meu sofrimento e as minhas lágrimas invisíveis.

Ela não merecia um centésimo da dor do meu coração.

Peguei o vinho que havíamos bebido e o virei. Estava delicioso e queimou em minha garganta, junto com a minha sede insaciável.

A sede de vingança. A sede de raiva e de desespero. A sede pelo meu amor não-correspondido.

A sede por morte.

Eu estava decidido. Poderia passar o resto dos meus dias sozinho e absolutamente triste, porém eu a esqueceria. Eu a trataria como mais uma qualquer em minha mente, e jogaria fora todas as lembranças dela.

Eu tinha que tira-la de meu coração, porque agora não havia mais volta. Ela estava indo embora.

Leave, leave,
And please yourself at the same time
Leave, leave,
I don't understand, you've already gone

And you won't disappoint me
I can do that myself
But I'm glad that you've come
Now if you don't mind

Leave, Leave.

Vá, vá,
E livre-se ao mesmo tempo,
Vá, vá,
Eu não entendo, você já se foi.

E você não vai me desapontar
Eu consigo fazer isso sozinho
Mas eu estou feliz que você veio
Agora se você não se importa

Vá, vá.

xxx

Narrado por Isabella Swan

Eu estava em choque. Absolutamente em choque desde o momento em que Jacob Black havia invadido a campina. Todas as palavras ditas e os acontecimentos sucessores foram os piores de minha vida.

Eles superavam tudo, pois além de serem dolorosos, eles cutucaram a ferida. Eles a abriram e a fizeram sangrar novamente.

E isso era cruel.

Eu fora usada novamente. Da forma mais cruel e patética que alguém pode ser. Exatamente da mesma forma que antes, só que dessa vez a ferida fora mais profunda, mais dolorosa e inesquecível.

Eu estava entregue a Edward de uma forma que eu nunca estivera antes, e depois de tantas palavras, loucuras, eu simplesmente havia levado outro tapa na cara. Outra facada nas costas.

As palavras de Jacob fizeram total sentido para mim. Quando ele começara a falar tudo foi se encaixando e foi ficando mais do que óbvio. Eu e Edward nunca passamos de uma farsa, de um jogo. Mas agora este estava finalizado.

E eu não sabia se eu ficava feliz ou triste por isso.

Minha mãe estava ao meu lado, e nós caminhávamos no aeroporto. Eu nunca ansiei tanto o colo dela, o seu apoio, porque como sempre, ela era a única capaz de juntar os meus pedaços sem quebrá-los. Deixando-os quase inteiros.

- Vai passar, meu anjo. – Ela murmurava, enquanto passava a mãos pelos meus cabelos oleosos.

Se eu disser que lembro o que fiz ontem é uma total mentira. É uma noite nula em minha mente, só lembro de ter ficado correndo por horas naquela floresta sem fim. Com as palavras finais de Jacob e Edward na minha mente, fazendo com que tudo perdesse o sentido para mim.

De repente, eu já estava no hospital, encarando Carlisle. Não me lembro exatamente como ele me disse que Charlie havia morrido, só sei que em um piscar de olhos, eu estava sentada, no enterro, vestida de preto.

Suicídio nunca havia sido tão tentador para mim. Porém a cada instante eu me lembrava de minha mãe e Phill, eles não mereciam esse tipo de sofrimento.

Edward também não. Ele não merecia a minha morte. Apesar de querê-la obsessivamente.

Eu não daria esse prazer a ele.

Eu viveria. Com toda a minha infelicidade e solidão, mas viveria. Apenas para provar que eu era forte, que não sucumbiria por culpa de um assassino ridículo. O assassino que eu estava perdidamente apaixonada.

Eu não virei para trás. Entrei no avião de cabeça erguida, pronta para recomeçar, como da outra vez. Só que agora eu não tinha mais nada a ganhar, porque eu sabia que sofreria a vida inteira por culpa daquele homem.

Eu sabia que o meu amor por ele não era juvenil e passageiro.

As lembranças de Ethan agora pareciam tão distantes. Tão tolas. As de Edward eram muito mais vivas em minha mente, muito mais dolorosas e recentes. Eu sentia que o meu peito estava aberto, sangrando.

O meu coração não existia mais.

- Bella, fale comigo. – Minha mãe me chamou.

Eu a esnobei por completo. Fechei os olhos e soltei um longo suspiro.

- Bella, por favor. – Ela implorava, enquanto acariciava o meu rosto.

- Eu preciso.. de espaço. – Eu pedi, enquanto começava a ter faltas de ar.

Minha mãe me obedeceu prontamente, afastando-se, olhando-me com aquele olhar preocupado que eu tanto conhecia. Eu apenas forcei um sorriso triste, e fechei os olhos.

Comecei a tremer e ter leves espasmos pelo corpo, exatamente como antigamente. Minha respiração ficou ofegante e eu senti as minhas mãos molhando-se de suor. A falta de ar agora era bem pior, e me faziar sugar o ar com força.

Eu fechei a minha mão em punhos e a apertei com força, esperando que o vazio e o torpor me abandonassem. Senti os cortes que se formaram pela minha unha, mas não me importei.

Eu estava voltando para casa. Eu precisava me acalmar.

"Você provavelmente não sabe o que é o pacto.. mas eu lhe explico: É uma forma de não deixar ninguém aproximar-se de sua presa.

Não existe sentimento nenhum ali no meio a não ser os instintos assassinos possessivos! Ele não a ama! Ele não a deseja! Ele apenas a usou... fazendo esse o melhor jogo de sua vida. Onde ele não ganharia apenas o seu sangue, e também o seu amor e o seu corpo.

Ele é o pior predador do mundo todo. Uma pessoa cruel. Uma pessoa que não liga para o sentimento das outras.. só quer saber de satisfazer o próprio desejo."

Mais falta de ar. Mais desespero. A sensação de perda na boca do meu estomago, fazendo com que ele se comprimisse e eu tivesse ânsias.

- Bella.. – Minha mãe sussurrou baixinho.

- Vai passar. – Eu disse, tentando convencer a mim mesma.

- O que aconteceu com você, meu amor? – Ela perguntou, enquanto me abraçava da forma que conseguia me acalmar.

Só que daquela vez não parecia ser tão confortador. Porque não eram dois braços frios me abraçando e me protegendo. Não era ele que estava ali.

Ele não me amava! Ele não gostava de mim! Ele queria ver a minha morte!

Ele queria me matar!

Mais espasmos e cortes na mão. Mais dor, e muito mais desespero. Além de tudo isso, tinha o meu pai. Que fora tirado de mim no momento mais terrível de toda a minha vida.

Deus devia me odiar! Devia ter esquecido de mim! Não era possível!

- Shi.. a mamãe ta aqui, anjo. – Ela sussurrou em meu ouvido. - Take this sinking boat and point it home …We've still got time .. Raise your hopeful voice you have a choice.. You've made it now.

Ela cantou baixinho para mim. Aquilo sim foi o suficiente para me acalmar, temporariamente. Eu respirava com mais facilidade, e sentia os meus músculos relaxarem.

A escuridão me dominou rapidamente. Porém a minha consciência ainda girava em torno dos fatos. Edward havia me traído, e ele não me amava. Agora eu estava sozinha novamente.

Sem o meu porto-seguro.

Mas eu acharia as bases da minha vida novamente, ou pelo menos tentaria. Porque era assim que sempre acontecia comigo. Um tombo atrás do outro. Eu já devia ter me acostumado.

Dessa vez não seria diferente. Eu ia superar.

xxx

Narrado por Edward Cullen

Dois dias sem Isabella Swan.

Quem era mesmo ela? Ah! Uma qualquer que sabia transar muito bem.

Tudo bem, eu confesso.. eu estava ficando louco. Eu estava depressivo e estava a vinte e sete horas cheirando a mesma calça, porque era absolutamente delicioso. Era como um calmante para mim.

Às vezes de ficar agarrado à peça de roupa há tanto tempo, em um torpor tão grande eu realmente chegava a acreditar que ela estava ali ao meu lado, apenas dormindo. E que dali a alguns instantes ela falaria o meu nome em seu sono profundo e me faria explodir de tanta alegria.

Bobagem.

Bastava apenas eu abrir os olhos, para olhar para o lado e perceber que ela não estava ali. Que aquilo não passava de uma ilusão de minha mente. E então a tristeza voltava, fazendo-me mergulhar de cabeça no desespero e na saudade.

Peguei o meu celular inúmeras vezes, absolutamente sem coragem para discar um número. Eu não agüentaria ser desprezado mais uma vez, porque apenas a ausência dela era o suficiente para me deixar maluco. Para me deixar sofrendo muito.

Duas caixas de vinho já haviam sido ingeridas pelo meu organismo morto. E vários CDs de músicas melodramáticas tocavam em meu som. Nada era capaz de me acalmar, ou de me fazer esquece-la. A sua imagem sempre voltava a minha mente, causando-me arrepios e calafrios de felicidade.

As minhas mãos tremiam. Era como se eu fosse um drogado que estava há algum tempo sem a sua droga, tendo os seus primeiros sinais de loucura causados pela dependência. Era um estado lastimável.

Foi nesse momento em que eu finalmente entendi Romeu e todos aqueles babacas românticos.

Eles enfrentavam a mesma situação que eu. A ausência da amada, que nos levava a loucura e a total insanidade, fazendo às vezes agente acreditar em uma ilusão, apenas para esquecer a dor por uns instantes.

Caçar não me atraia. Vinho não me atraia. Mulheres não me atraiam. Tudo o que eu queria estava em Phoenix. A mulher que me fazia suspirar e que fazia meu coração de pedra se amolecer, voltando a bater depois de décadas apagado, frio.

Eu estava amando, e era por isso que eu estava sendo um idiota total.

O amor é tão forte dentro de mim que eu me sinto capaz de fazer qualquer coisa por ele. Eu não tinha mais vontade e nem forças para viver, porque eu sabia que nada mais valia a pena sem ela ao meu lado. Eu estava pior do que aqueles caras ultra-românticos do Byronismo.

Apesar de pensar que suicídio não valeria a pena, pois não a traria de volta para mim.

Patético, eu sei.

Como uma pessoa, como eu, acaba em um estado desses? Bom, a culpa é de ninguém menos que a minha mini irmã. Que planejou tudo isso. Provavelmente na minha carta de despedida, antes de ir ao hospício, eu a culpe e estrague a sua existência.

Seria uma coisa morbidamente divertida de se fazer. Quero dizer, tem tantas coisas para se fazer no meu quarto. Eu posso cheirar as roupas de Isabella, contar os fios de algodão delas, ou simplesmente contar os azulejos do banheiro.

Iupi! A minha vida é uma maravilha.

Estou pensando seriamente em beber mais um vinho e depois ligar para um bordel próximo. Se eu não a tenho, posso simplesmente pedir para uma vadia vestir as suas roupas e gemer como ela.

É, essa idéia é perfeita.

Quem ia imaginar uma situação dessas? O Edward malvado sanguinário apaixonado pela doce, mortal e fugitiva Isabella.

A vida é uma merda.

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Narrado por Isabella Swan.

- Bom dia a todos. Essa aqui é Isabella Swan, a nova aluna de Direito. Espero que vocês a tratem bem, ela acabou de passar por uma situação difícil e precisa do apoio de vocês. – Era o direitor da Universidade de Phoenix, ele agia como se eu não estivesse escutando.

Argh!

- Seja Bem vinda, Isabella. – Disse uma menina. Eu nem a encarei, simplesmente passei reto em direção a minha mesa, alheia demais para prestar atenção nos meus novos colegas.

Isabella. Minha mente repetiu. Exatamente da mesma forma que ele me chamava. Eu soltei um longo suspiro.

Aquilo estava ficando insuportável. Tudo que acontecia a minha volta eu relacionava com a existência de Edward Cullen. Absolutamente tudo.

Isso só fazia a dor em meu peito aumentar, fazendo-me correr ao banheiro para vomitar, ou simplesmente ter que me esconder para agachar e ficar me abraçando com força, enquanto cantava "Falling Slowly" baixinho.

Esse era o meu mantra. Somente assim eu ficava calma novamente. Tendo a capacidade de andar sem sentir dores enormes, sem ter ânsias ou simplesmente sem tentar me matar.

Em forma de homenagem ao meu pai eu estava na Universidade de Phoenix, realizando o seu sonho de ter uma filha advogada, apesar de odiar a profissão. Eu devia isso a ele, pelo menos uma vez ter uma forma de orgulhá-lo. De não ser a filha estranha da hippie maluca.

- Oi. Meu nome é Mike, se precisar de qualquer coisa, pode me ligar. – Então um papel foi colocado em minha mesa, e um menino loiro de olhos azuis, piscou para mim.

Eu o encarei com repulsa. Será que eu deveria escrever na minha testa "Eu não estou querendo olhar e nem conversar com o sexo masculino. E nem feminino"?

Por que era tão difícil ver um homem na minha frente? Isso devia me animar. Pelo menos é um que não me olhou e pensou, "Rá! Vou tirar proveito dessa retardada aí".

Hm.. talvez esse Rike tenha pensado nisso também, mas isso não vem ao caso.

O professor começou a sua aula e eu fiquei alheia a tudo. Apenas passando a minha mão pelos meus cortes na palma da outra, me tranqüilizando com isso. A minha respiração estava calma, e no momento eu não sentia a imensa vontade de me jogar pela janela.

Foi então, que olhando por esta, eu observei um casal rolando na grama, lá embaixo. Eles pareciam felizes, eu era capaz de escutar as suas risadas escandalosas. Aquilo foi o suficiente para me enlouquecer.

Para a saudade se apertar em meu peito, para que o mundo parasse ao meu redor e restassem apenas as lembranças dos melhores dias da minha vida.

Eu levantei a mão desesperada.

- Professor? – Eu chamei. E ele virou-se para mim, juntamente com toda a classe.

- Sim?

- Eu não estou passando bem. Posso ir ao banheiro? – Falei com velocidade. Ele acenou com a cabeça.

Eu não esperei outro sinal positivo e saí correndo da sala. A mão na boca, o vomito subindo pelo meu corpo, enquanto os espasmos e a falta de ar me acercavam.

Eu vomitei todo o pouco que havia comido no café.

- Ótimo. – Eu resmunguei, enquanto chutava a privada em profundo desgosto.

Ao sair do box do banheiro, percebi que havia uma menina ali. Ela me encarava com os olhos bondosos, e de repente esticou uma coisa para mim. Era um maço de cigarros.

- Pelo visto você está precisando de um. – Ela disse com simplicidade.

Eu não hesitei em pegar, foi algo sem pensar e instintivo.

Nunca fora uma menina de fumar ou fazer esses tipos de loucura. Era absolutamente contra isso, porém para se acabar com um vicio, tem que se repor com outro. Era a minha chance perfeita.

Ela me passou o isqueiro depois, e eu acendi o meu primeiro cigarro da vida. Instintivamente eu o traguei, tendo uma sensação boa, fazendo com que eu relaxasse por uns instantes.

Era bom e ruim ao mesmo tempo.

- Uau. – Eu murmurei extasiada.

- Eu sei.. é uma delicia. – Ela afirmou. – A propósito, sou Ângela.

- Bella. – Murmurei depois de uma longa tragada.

Soltei a fumaça com vontade, sentindo o meu pulmão arder graças à nicotina.

Essa era uma forma boa de se matar. Era lenta e dolorosa, além disso, ninguém poderia te culpar diretamente. Não se você escondesse o fato de fumar. Seria uma boa saída.

Ângela parecia ser uma menina legal, não me pressionou para saber nada, havia simplesmente me ajudado, sem querer nada em troca. Era esse tipo de pessoa que eu precisava na minha vida. Não aquelas que só se aproximam para te fazer sofrer, tendo o intuito final de te matar por puro prazer egoísta.

O meu coração se apertou e eu logo balancei a cabeça para afastar os pensamentos.

- Como agente consegue esquecer um vicio? Quero dizer, como agente deixa de ser dependente de alguma coisa? Isso é possível? – Perguntei de repente, enquanto me encostava na parede.

- Algo ilícito? – Ela perguntou meio assustada.

- Oh, não. É algo meio estranho e bizarro. – Eu sussurrei.

Não sei porquê mas uma imensa vontade de falar e de me rebelar apossou-se de mim.

- Bizarrice é comigo mesmo. – Ela sorriu.

- Eu estou viciada em um menino. – Confessei, corando em seguida.

Ela me olhou com compreensão nos olhos, e então de repente me deu o maço de cigarros inteiro.

- Você vai precisar. – Ela afirmou.

- Eu estou tão mal assim?

- Quando viciamos... já era. Eu sei exatamente o que você passa. – Ela abaixou a cabeça e levou a mão ao pescoço.

Parecia que cada uma das amantes não-correspondidas tem uma espécie de tique. Pelo menos, eu não era a única no mundo.

Eu aceitei o maço de cigarros, guardando-o em meu bolso, logo depois de pegar mais um.

- Apenas aceite o fato de amá-lo, mesmo que você sofra com isso. Com o tempo você se acostuma e a dor vira rotina.. você nem mais percebe que está queimando por dentro. – Ela confessou, enquanto acendia o cigarro.

- É, complicado.. – Mais uma tragada relaxante. Era engraçado como eu sentia a minha mente mais leve e afastada dos problemas.

De repente o meu celular começou a tocar em meu bolso e eu dei um pulo.

- Alô? – Falei com a voz monótona.

- Filha! Como vai no primeiro dia de aula? – Reneé. Como sempre fazendo o seu papel perfeito de mãe.

- Hm.. legal. – Falei sem emoção.

- Andei pensando.. que tal agente sair para jantar hoje? Eu, você, Phill e o sobrinho lindo dele, o tal de Matt.

Eu senti a bile subindo pela minha garganta, e eu a engoli com força, enquanto levava a mão ao peito.

- Er.. não dá, mãe. Eu tenho muita lição. – Inventei uma desculpa rapidamente.

- Carlisle te ligou, filha. – O meu coração acelerou, e eu almejei por noticias dele. Mesmo que isso fosse absurdamente errado da minha parte.

Por mais que eu tentasse negar, eu queria continuar a jogar com ele, porque essa história de caça e caçador era excitante.

Apesar de no final eu não restar para contar a história. Pelo menos eu morreria feliz, sem saber que fora enganada.. achando que ele me amava.

- Ele está bem? – Perguntei, parecendo curiosa pela primeira vez.

- Está preocupado com você. Disse que sente a falta de sua ajuda no hospital. – Ela falou com calma, parecia estar esperando a minha reação.

- Só isso? – Perguntei desapontada.

- Ah, não! Tinha mais alguma coisa.. era algo de um dos filhos dele. –Meu coração pulou no meu peito e eu senti a esperança me dominar.

- O quê?

- Hm.. Alice disse que estava com saudades. É, era isso. - A decepção me encheu novamente, fazendo eu soltar um longo suspiro.

Aquela família não merecia ter um integrante tão monstruoso como ele. Eles não mereciam o egoísmo e a mediocridade dele. Ele devia ser aquele tipo de pessoa sozinha que só se ferra. Isso mesmo!

- Ah, certo. Eu preciso ir, mãe. Tchau. – Desliguei rapidamente.

Dei uma última tragada no cigarro, e eu o apaguei na parede, jogando-o em seguida no lixo.

- Obrigada pelos cigarros, Ângela. Eu preciso ir.. sabe, fazer o tipo de que eu estou ligando para esse lugar. – Falei com sinceridade.

Ela me deu um sorriso.

- Foi bom conversar com você, Bella.

Eu saí do banheiro apressada, dirigindo-me para o meu carro. Precisava ficar sozinha por uns instantes, ouvindo Beatles, apenas para esquecer da minha infelicidade.

Como se isso fosse possível.

xxx

You're moving too fast for me
And I can't keep up with you
Maybe if you slowed down for me
I could see you're only telling
Lies, lies, lies
Breaking us down with your
Lies, lies, lies
When will you learn?

Você está indo muito rápido para mim
E eu não consigo te acompanhar
Talvez se você tivesse ido um pouco mais devagar
Eu poderia ter visto que você só estava dizendo
Mentiras, mentiras, mentiras.
Acabando conosco com as suas
Mentiras, mentiras, mentiras.
Quando você vai aprender?

Essa sou eu sem você. Uma pessoa vazia e oca. Isso foi apenas o que restou de mim depois de você ter passado por minha vida e ter destruído tudo.

Eu odeio te amar como te amo. Eu odeio esse poder que você tem sobre mim, Edward Cullen.

Mas eu o amo. E sempre amarei. Sempre.

xxx

Dez dias depois..

Eu já estava cansado de tantas prostitutas. De tantas mentiras que a minha mente maluca criava para eu esquece-la. Eu estava cansado de tantas ilusões.

Mas era impossível deixar de permanecer assim.

Por mais que eu procurasse, o prazer nunca mais fora o mesmo. Ele nem se aproximava do quanto eu sentia com ela. Ele era tão mecânico e praticamente monótono.

Por pura raiva, eu havia jogado todas as caixas de chocolate fora. Aquilo era uma lembrança dela que eu não queria guardar.

Eu queria esquecê-la de qualquer forma.

As garrafas de vinho já não me saciavam mais, me deixavam com sede e vontade de sangue humano. O meu pênis já estava cansado de tanto ser utilizado com pessoas desmerecedoras. Ele só a queria, assim como eu.

Eu estava definhando, aos poucos.

Hoje, eu havia acordado com uma disposição diferente, estava a fim de fazer algo com aventura. Gostaria de desgastar os meus músculos cansados. Eu precisava correr como nunca correra, para esquecer de todos os meus problemas.

O meu quarto era sagrado. Ninguém podia entrar nele, para que o cheiro dela não saísse ou se misturasse com o das outras pessoas. Eu só comia as putas no bordel, e depois de deixá-las desmaiadas no colchão velho e podre, eu simplesmente ia embora nada satisfeito.

O meu corpo implorando pelo dela. E o meu coração em chamas.

Pulei a minha janela com agilidade, indo em direção a floresta com velocidade. Alice estava parada do lado de fora da nossa casa, me olhando. Ela já sabia que eu iria correr, e então não decidiu me acompanhar.

Eu não estava sendo uma companhia muito boa nos últimos dias. Na realidade eu era quase intragável. Chegando até a ser um pouco grosso.

O vento batendo em meu rosto me tranqüilizou um pouco, fazendo com que eu suspirasse aliviado. Todo o meu medo e insegurança abandonaram o meu corpo, deixando apenas a sensação de liberdade.

Eu abri os braços e permaneci correndo, como se eu quisesse voar.

Cheiros invadiam a minha narina, mas eu estava completamente alheio a eles. As lembranças voltavam a minha mente, mas pela primeira vez elas não causaram dor, apenas saudades.

Por que eu havia sido tão tolo? Era óbvio que ela precisava de segurança, que eu precisava prová-la que a desejava mais que tudo no mundo.

Mas não, como sempre o meu orgulho e a minha estupidez falaram mais alto.

Agora eu estava ali, sozinho, correndo em uma floresta como um idiota, porque o meu coração estava despedaçado. A vida é irônica. Para uma pessoa que não tinha amor algum no coração até que eu estava me saindo um belo de um romântico de carteirinha.

Eu estava indo bem. Nem parecia que era iniciante no assunto.

Hm.. delicioso. Isso, Jake! Você é demais! Um pensamento súbito me invadiu e me fez brecar com pressa.

Eu conhecia aqueles pensamentos.. e aquele cheiro nojento! Eu rosnei alto e fui guiado por todos os meus instintos. Eu estava próximo, muito próximo da minha vítima.

Jacob Black estava caçando, totalmente concentrado. Estava em sua forma de lobo, deixando assim como eu, os instintos o guiarem.

Eu não pude de deixar de sorrir ao vê-lo.

- Você tem muita sorte, Black. – Eu falei irônico, fazendo questão de mostrar todos os meus dentes. – Foi logo me encontrar no dia em que eu estou com vontade de matar.

Não, eu não o matei, mas posso garantir que foi por muito pouco. Jacob parecia estar um pouco fraco, ou distraído demais para se defender. Eu estava tão entediado que foi só por esse motivo que eu o espanquei.

Tentei esquecer por alguns instantes que ele era o culpado de toda a minha dor, e tentei o tratar apenas como um saco de pancada inanimado.

Eu tenho orgulho de mim mesmo ao dizer que o machuquei bastante. Deixando-o inconsciente caído no meio da floresta. Por pura maldade, eu o peguei e o arrastei pelo rabo até a minha campina, e o deixei ali.

Não iria matá-lo, queria que a mãe natureza fizesse isso por si só. Ela que decidiria se ele ia sobreviver ou não. Isso já estava fora de minhas mãos.

Eu não posso dizer que isso acalmou a minha alma, ou me deixou com menos dor, porque é mentira. A dor ainda estava ali em meu peito, insuportável e constante. Porém havia sido uma forma de me distrair e de passar o tempo.

Caminhei para casa sem me dar ao trabalho de me limpar de seu sangue. Eu não estava preocupado com nada, queria apenas chegar ao meu quarto e sentir o cheiro de Bella mais uma vez, para não me esquecer daquele odor perfeito e maravilhoso.

Passei reto por toda a minha família, que me encarava com medo e repugnância nos olhos. Não estava com vontade de conversar com ninguém. Queria apenas a solidão e o seu cheiro para me acalmar.

Eu não queria prostitutas fingindo que era ela. Eu não queria mais vinhos. Eu não queria mais viver.

Eu só a queria. Com toda a minha alma. Mas eu não podia tê-la, porque ela simplesmente não me queria mais.

Também.. quem gostaria de ter um monstro como amante? Ninguém. Absolutamente ninguém.

O monstro sempre é aquele que morre sozinho. Sem dó e nem piedade dos outros.

O monstro nunca é amado. É sempre o odiado e o vilão da história.

O monstro nunca é feliz. E nunca será.

xxx

- Senhorita Swan, você sabe por que está aqui, não sabe? – Aquela voz tediosa me fez soltar um longo bocejo.

- Acho que sim. – Murmurei enquanto me acomodava em minha cadeira, a frente de sua mesa.

- Você acha? – Ele parecia meio irritado.

- Olha, Senhor Marks, vamos fazer um combinado. Eu venho para cá, fico deitada aqui, calada, enquanto o senhor faz o que tem que fazer. Aí depois.. quando me perguntarem eu simplesmente respondo: Senhor Marks é um ótimo profissional. Ele me ajudou muito. – Eu tomei um ar e sorri cinicamente. – Que tal?

- Não. Não. Não. – Ele discordou, me encarando por trás de seus óculos redondos. – Eu já estou cansado de te atender aqui. Você simplesmente não melhora, Isabella.

John Marks era o psicólogo da escola. E também o médico que atendia os alunos. Aquela já era a terceira vez que eu ia parar naquele lugar, e em todas vezes isso não se devia ao fato de eu estar passando mal. E sim por mau comportamento.

Mau comportamento para eles, adultos conservadores. Eu só queria ficar fumando no banheiro curtindo a minha desgraça. Será que nem isso eu poderia fazer?

- Eu não quero melhorar, John. – Falei o seu nome propositalmente. – Eu estou bem assim.

- Ah, eu estou vendo. – Ele zombou, enquanto me lançava um olhar profundo. – Me dê o maço de cigarros.

Ele estendeu a mão bem na minha frente.

- Não existe nenhuma lei que me proíbe fumar! Eu sou maior de idade! Eu posso fumar! Eu necessito fumar! – Eu gritei, irritada.

- O maço de cigarros, Isabella Swan. – Ele falou com a voz mais grossa e sem paciência.

Eu joguei o maço nele e me levantei, indo em direção a porta.

- Eu já estou cansada desse lugar! Eu estou cansada de tudo isso. – Murmurei irritada.

- Sente-se, por favor. – Ele pediu com delicadeza.

Mas eu estava descontrolada.

- Eu não agüento mais! Eu não agüento mais essa vida! Eu não agüento mais a idéia de meu pai ter morrido! Eu não agüento mais a idéia de Edward me odiar! – Eu gritava.

Eu caí no chão, sentindo o buraco do meu peito aumentar e as minhas faltas de ar ficarem fortes demais para agüentar. A tontura e enjôo deixaram a minha vista desfocada, eu não via nada com clareza, apenas senti duas mãos me erguendo.

- Ah! – Eu gemi baixinho, levando a mão à boca. – Eu vou vomitar.

Eu estava deitada em uma maca de barriga para cima. Senti algo úmido encostando a minha testa e todo o desconforto foi sumindo aos poucos. A respiração foi voltando ao normal e enjôo foi amenizando.

- Eu estou vendo o que quanto você está bem. – Senhor Marks zombou.

Eu soltei um grunhido frustrado. E cobri o meu rosto com as mãos.

- Não tire conclusões precipitadas. Eu estou bem, foi apenas um.. ataque de anemia. – Foi a primeira desculpa que veio em minha mente.

- Bella.. não se esqueça que você está conversando com um médico. – Ele disse comum a voz convencida.

Instintivamente a imagem de Edward no hospital adentrou a minha mente e me fez gemer de frustração e tristeza.

Por que tudo tinha que lembrar ele?

Eu abri os olhos e o encarei encabulada.

- Desculpa por isso.

- Já está melhor? – Ele parecia preocupado. Ficou fazendo aquela pose de médico experiente e demais.

Eu revirei os olhos. Ele não chegava nem perto de Carlisle.

- Eu estou ótima. São apenas.. colapsos repentinos. – Sentei na maca e senti um pouco de zonzeira.

- Você tem isso com freqüência? – Ele dirigiu-se a sua mesa e passou anotar algumas coisas em um papel.

- Não. Foi apenas o nervoso do momento, Senhor Marks. – Eu me levantei ainda cambaleante, mas fui me dirigindo a porta com rapidez. – Eu preciso ir.. tenho uma aula importante.

Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa eu já estava fora da sala, andando apressada. Era estranho como eu não conseguia ficar muito tempo em um ambiente com pessoas. Era doloroso demais.

A minha vida havia era apenas: Fumar, fingir estudar, fingir comer, fingir sorrir, pensar, fumar, dormir, sonhar com Edward, e fumar.

Apenas isso. Sem hobbies, sem lazeres, sem risadas e sem conversas.

Eu havia virado uma apaixonada masoquista de terceiro grau.

Fui andando em direção a sala. Nesse mesmo instante um pensamento estranho adentrou a minha mente: E se nada disso tivesse acontecido, o que eu estaria fazendo?

Bom.. provavelmente eu estaria na sala particular, simplesmente me agarrando com Edward. Ou então, estaria trabalhando para Carlisle, pensando na noite do dia anterior.

Era engraçado como a minha vida de uma hora para outra só girava em torno de Edward Cullen. Eu não conseguia pensar mais em faculdade, trabalho, comida, homens. Era só ele o tempo todo.

Quantas noites eu havia acordado pensando que ele estava em meu lado? Várias. E então, eu abria os olhos e me deparava com o vazio. Isso fazia com que tudo ficasse pior, mais difícil.

Deixei a minha mente vagar por toda a minha vida. Analisando cada fato, cada problema e cada loucura. Como eu sentia falta da época em que era criança e simplesmente não tinha de me preocupar com nada.

Como eu gostaria de voltar no tempo e de não ter conhecido Edward Cullen e nem Ethan Woods.

Mas isso era impossível.

Antes de entrar na sala de aula, eu virei para o banheiro mais próximo, pegando o único cigarro que eu havia conseguido tirar do maço antes de entregar para o Senhor Marks. Eu teria que me contentar com aquilo.

Quando dei a primeira tragada senti o meu corpo relaxar um pouco. Senti a ardência habitual no meu pulmão e sorri satisfeita.

Eu estava morrendo. Aos poucos, mas estava. Isso já era o suficiente para mim, por enquanto.

Fim do Capítulo XIII

N/A: Ufa! Semana de provas é fogo, viu. Eu estou ACABADA! De verdade.. portanto não vou conseguir responder review por review, vou apenas colocar os nomes. Tentarei responde-las no próximo capítulo +_+.

Bom.. o que acharam? Bastante sofrimento, né? Eu ODEIO ver eles dessa forma, e escrever foi bem ruim. Foram necessárias centenas de músicas dramáticas, acreditem. AHUAHAUAHUAH.

Espero que estejam gostando. Capítulo que vem tem uma surpresa e é MEGA importante.

Adivinhem? HISTÓRIA DA BELLA! *-*

Isso mesmo. Portanto sejam bonzinhos e generosos e apertem bastantes vezes o botãozinho verde.

Agora vamos aos agradecimentos.

Agradecimentos: Como sempre.. agradeço a todos que lêem e se divertem com essa fic. Ela é apenas um lapso mental e fico muito feliz que pessoas gostem dela. HAUAH. Sério.. isso me anima *-*

Bom.. àqueles que mandaram review, um grande beijo no coração. Eu leio a review de vocês e piro aqui.. dando risada, e xingando os personagens junto. Isso é MUITO importante pra mim. Vocês não fazem idéia.

Eu até poderia responder uma por uma, só que o capitulo demoraria cada vez mais para sair. E olha que já está demorando.

Obrigada especialmente à vocês: Bia Swan , Hinata Weasley , Dani Cullen.94, Lucia Almeida , Andy Hastings, Ale Cullen, Larissa Motoko, Babisy, Lakina e Mandiz, Tata Black, Oráculo, Re Lane Cullen, Jad Malfoy , Mione03 , Line Teles, Naati, Gabriella Swan, Carol Venâncio, Mahzinha C. , Lady Sanctorum , Gi Pizzol , Bells C. , Melyssa, Naty, Ninha Cullen, Carol, Nayfa, Raquel Cullen, Lily.

Bom.. deixem reviews. E até a próxima, que será em breve.

Beiiiiijocas!

Ari Cullen.