Amoras, quase que esse capítulo não sai :v
Estive escrevendo ele totalmente no caderno e batia aquela preguiça de passar pro Word que parecia que eu estava possuída pelo espírito de porco da preguiça :v (qqqq?)
Mas aqui está, lindo demais e todo prontinho para ser devorado por vocês s2
Amoras, o próximo capítulo também vai demorar para ficar pronto pois estou bastante atarefada quanto à faculdade: tenho uma prova, uma prévia de seminário, duas leituras para terça-feira, mais uma bem extensa para a terceira semana do mês e estou toda enrolada kkkkkkkkkkkk to rindo, mas to preocupada :/ espero contar com a compreensão de vocês :3
Agradecimentos a luanesilva, LadyHakuraS2 e Felícia Malfoy pelos comentários no capítulo anterior 3
A música que embala o capítulo é muito especial para Rodolfo e Hermione, de verdade: foi com If You Only Knew, do Shinedown, que tive o primeiro lampejo dos dois juntos (quem quiser, escrevi uma oneshot deles ano passado inspirada nessa música), então nada melhor do que voltar a imaginar os dois ao som dela 3
Apreciem a leitura!
I still hold on to the letters you returned
You helped me live and learn
Observou Rodolfo comer tudo o que via pela frente nos dias após despertar, o corpo dele estava se readaptando a estar acordado e agradecia por nada de pior ter acontecido com ele. Ainda o testaria para ter certeza se não havia ficado com alguma sequela. O que ele passou recentemente mais todos os anos em Azkaban devem ter mexido em alguma coisa dentro do seu marido e descobriria se fosse o caso.
Parecia que conseguia ouvir cada pensamento que se passava pela cabeça de Rodolfo. Algo de muito complexo deveria estar se passando pela cabeça dele para que ficasse ainda mais desligado do mundo. Era como se ele estivesse perdido em uma dimensão completamente diferente da que estava naturalmente. Estava mais distante, mais introspectivo.
Primeiro pensou que fosse a tal crise de meia idade batendo à porta do marido. Só depois percebeu que se tratava de algo extremamente mais complicado. Notou que ele estava assim mesmo antes de todo o acontecido na Mansão Malfoy. Agora Rodolfo estava pior, emocionalmente, se pudesse definir assim.
O cheiro do jantar estava dando voltas no seu estômago e já estava passando da hora de visitar um medibruxo ou mesmo um médico trouxa, Rodolfo não se oporia a isso. Não havia conseguido colocar nada no estômago o dia inteiro e sabia que tinha alguma coisa de errado consigo. Tomou uma poção e melhorou. Jantou sozinha, mesmo que pouco, e nada de Rodolfo sair do quarto que outrora pertencera ao seu irmão, Rabastan. Estava mais nostálgico que nunca e pouco falante. Isso a feria de algum modo, queria estar com ele, saber o que se passava. Alguma coisa de muito grave acontecia e precisava saber o que era.
Subiu para o quarto que um dia foi de Rabastan Lestrange e encontrou Rodolfo sentado no chão, com a sua garrafa de uísque de fogo a tiracolo. Não bebia do gargalo, tampouco havia menos conteúdo, isso significava que que o álcool estava lá apenas como uma medida de segurança, uma precaução. Isso era uma atitude autodestrutiva. Se sentou ao lado dele e tocou a garrafa, segurando-a. rapidamente Rodolfo tomou a garrafa da sua mão, como se estivesse prevendo que se serviria e beberia com ele.
"Você não pode", Rodolfo falou.
"Mas eu não iria", retorquiu. "Por que eu não posso?"
"Você apenas não pode. Está se sentindo melhor?"
"Um pouco. Eu sinceramente não sei o que possa estar acontecendo comigo. Preciso ir ao medibruxo com certa urgência".
"Eu também acho isso. Alef vai providenciar isso para logo", ele falou deixando a garrafa de lado. "Andei pensando em uma coisa nesses últimos dias. Você considera os Weasley a sua própria família, eu não posso privar você de vê-los. Podemos pegar uma chave de portal, você não parece muito bem para aparatar".
"Nem para uma chave de portal, nem para flu. Podemos ir de carro, garanto que sentirei menos enjoos", confessou. Gostaria de andar de carro novamente, fazia muito tempo desde a última vez. "Mas é sério, eu poderei visitar os Weasley?"
"Sim, você precisa disso. Eu só relutei bastante até entender".
"Por que isso agora?", insistiu.
"Você vai precisar deles mais do que imagina, Hermione".
Não falou mais nada, Rodolfo estava emblemático demais, tão metafórico. Se conseguisse refletir um pouco mais sobre as palavras dele, poderia extrair algo mais. Levantou e foi em direção ao banheiro do quarto. Duvidava um pouco que pudesse viajar desse modo, mal conseguia comer sem colocar tudo para fora. Agora o jantar que Alef havia feito com tanto esmero jazia longe daquela casa. Agora desconfiava que pudesse ser algum tipo de virose, algo de verão, não mais só a fraqueza por causa da situação de Dolfo. Quando voltou, viu que ele não estava mais lá.
Foi para o seu quarto e notou que Rodolfo já estava deitado na cama, esperando para dormir. Se deitou ao lado dele e se cobriu com um lençol fino, sendo abraçada fortemente pela cintura. Nada foi dito, achava que ele só precisava desse conforto para poder descansar de verdade. Esperou ele dormir para poder se desvencilhar e colocar os pijamas. Havia tirado o gosto amargo da boca lá mesmo, no banheiro de Rabastan, quando conjurou a sua escova de dentes. Voltou para a cama e percebeu Rodolfo em um sono pesado.
A sociedade purista era tão fortemente ligada a valores de honra e dever que duvidava bastante que em um cenário comum fosse se casar com um homem como Rodolfo Lestrange. Até a última fuga em massa, todas essas pessoas eram vistas como párias, marginais no sentido literal da palavra, à margem da sociedade. Excluídos. Trancafiados por crimes que muitas vezes foram obrigados a cometer. Ele ainda não havia falado muito sobre.
Talvez o que faltasse fosse um pouco mais de atenção para com essas pessoas. Alguns mereciam a chance de se reinserir na sociedade. Rodolfo parecia ser um desses, pelo menos era o que acreditava pelo pouco que agora conhecia do homem. Sentia, no seu íntimo, que Rodolfo Lestrange poderia ter tido um destino completamente diferente desse que o forçavam até hoje.
Rodolfo se mexeu ao seu lado e resmungou, parecia que algo doía no seu corpo. Com ele deitado de peito para cima, era mais fácil se aconchegar nele, transmitir algum tipo de segurança a ele se era isso que ele procurava.
Dormiu a noite toda com a cabeça apoiada no peito de Rodolfo e só percebeu tal fato quando sentiu os dedos dele emaranharem ainda mais os seus cabelos rebeldes. Isso ainda era paradoxal: sentia conforto vindo da parte dele mesmo ainda não parecendo certo. Aproveitou um pouco mais daquele silêncio amigável antes que fizessem vários nadas durante o dia.
"Eu tenho uma motocicleta guardada no porão. Rabby apareceu com ela depois do seu aniversário de dezesseis anos. Ele me ensinou a andar naquilo. Chegaremos mais rápido com ela em Ottery St. Catchpole.
Tinha medo de perguntar aonde ele arranjava essas informações.
"Estou com fome", falou. E estava. Só não sabia se conseguiria segurar uma refeição completa dessa vez.
"Vou pedir para Alef trazer, não precisamos descer hoje. Você precisa descansar bastante", Rodolfo se levantou e afofou um travesseiro para colocar sob os seus pés, elevando os seus tornozelos. Se assustou ao perceber que ele notou que estava andando mais descalça porque os seus sapatos incomodavam. "Eu preciso cuidar de você. Agora mais que nunca".
Ainda não conseguia entender o que ele dizia. Como ele tinha se fechado no seu mundo particular, introspecto, nada fazia muito sentido ultimamente. Continuariam lá até que começasse tudo novamente. Inclusive, o seu estômago revirava de novo.
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Rodolfo escolheu um dia aleatório em que Hermione estivesse se sentindo um pouco melhor, menos doente. Só havia um detalhe crucial: ela não estava doente de verdade, só estavam concretizando os planos do Lorde das Trevas e não sabia lidar com isso. Se se afastasse, não veria os primeiros sintomas do seu filho no corpo de Hermione e nada disse pareceria real. Só estava se enganando assim.
Hermione o mataria quando soubesse e não demoraria para descobrir. A qualquer momento a verdade poderia ser revelada e sabia que estava sujeito à ira de Hermione Granger.
Um dos pedidos da tal Lei de Casamento, sancionada para encobrir que os amigos de Harry Potter haviam sido levados como reféns, era de que o primeiro filho do casal seria anunciado em até cinco anos. Logo, depois da filha de Ronan, seriam um dos primeiros pares a darem certo.
Ainda sentia fortes dores de cabeça por causa da tortura. Não foi somente torturado em sua mente, Rowle o havia feito de boneca de pano e fez o que quer que quisesse com o seu corpo, inclusive quebrou suas costelas e deslocou o seu ombro. Hermione havia feito um excelente trabalho o consertando todo mesmo não sendo uma medibruxa. Achou descuidado da parte dela fazer tudo sozinha, até imprudente, mas tinha que dar o braço a torcer de que os cuidados de Hermione haviam sido mais atenciosos do que qualquer atendimento em St. Mungus.
Não estava completamente consciente naqueles dias, contudo, se lembrou que realmente ouviu a sua garota lhe professar algumas coisas durante o tempo que ficou acamado. Por que fez isso comigo? ou Não se atreva a morrer, Rodolfo Augusto Lestrange!. O que fez despertar a sua atenção de volta para tudo foi o Você não pode morrer e me deixar sozinha aqui, Dolfo. Isso o fez despertar lentamente alguns dos seus sentidos.
Já havia chorado bastante, sozinho, no escuro do quarto do seu irmão. Ver tudo acontecer e não saber como contar o que estava havendo com ela. Estava com as mãos atadas entre proteger Hermione e ver o seu casamento acabar. Principalmente o seu casamento acabar agora que havia considerado que ele de fato havia começado.
Estava terminando de se vestir quando Hermione se aprontou. Ela ainda parecia extremamente doente. Só queria que isso passasse logo. De certo modo, parecia como a sua mãe havia ficado quando engravidou pela última vez, alguns anos depois de Rabby ter nascido só queria que ela não sentisse isso. Tocou o ombro dela, depois de colocar os casacos e descer. Já havia avisado Alef que não voltariam cedo e que ele poderia soltar Leaf nos jardins para brincar já que estava mais quente.
Desceu até o porão sendo seguido de perto, passando pela parte de fora da residência. Tomaram cuidado com a rampa e viu, lá no fundo, a única coisa lembrança física que havia sobrado do seu irmão mais novo. Lembrou do dia em que ele havia aparecido com essa motocicleta em casa. O seu pai havia surtado quando viu, disse que era mais um passo para o abismo de trouxas o qual Rabastan estava pulando. Ele quase foi deserdado naquela tarde. Não muito depois ele tomou a Marca Negra, à força. Tirou de cima o grosso lençol sujo de poeira e revelou uma motocicleta antiga.
"Rabby me ensinou a andar nisso, acho que ainda sei mexer nesse negócio", falou.
"Ela voa?", ouviu a pergunta.
"Como você sabe?", a olhou com incredulidade.
"A maior parte dos bruxos não conhecem muito bem o conceito de combustíveis, então é mais fácil fazerem um carro ou motocicleta voar do que entender que esse tipo de transporte precisa de gasolina", ela parecia falar outro idioma, não entendeu nada.
Andou com aquela coisa até o lado de fora. Bateu com a varinha algumas vezes para poder fazê-la pegar. Subiu, acionou o motor com um feitiço e deu algumas voltas para poder esquentar, estava parada há quinze anos. Gostava de sentir o vento no rosto, por isso adorava voar de vassoura. Chamou Hermione e ela hesitantemente se aproximou. Parecia apreensiva e com um pouco de medo. Não tinha certeza, mas tinha convicção de que tudo daria certo dessa vez. Seria a primeira vez para tão longe de casa, precisava respirar fundo e ir em frente.
"Eu não suporto voar, Dolfo", Hermione disse. Estava começando a se acostumar com a ideia de ser chamado assim, Dolfo. Não parecia ser tão infantil como Roddy, era um apelido que condizia mais com o seu eu adulto. Nem a sua mão o chamou de Roddy.
"Você está segura comigo. Suba", Hermione subiu e se agarrou com à sua cintura. "Você pode apertar mais um pouco, Mione, eu ainda estou respirando", brincou.
"Desculpe", Hermione pediu. "Posso mesmo me agarrar mais forte?"
"Sim, pode".
Não deu tempo de resposta, arrancou com o veículo e logo subiram, passando pelas alas de segurança e indo rumo ao vilarejo que os Weasley moram. Hermione gritou no seu ouvido com toas as forças do pulmão dela e sentia que poderia parar de respirar a qualquer momento se ela continuasse a lhe sufocar desse modo.
Não demorou tanto quanto imaginou para chegar, vendo de longe uma construção disforme e que achou feia. A Toca não era a casa mais bonita do mundo, mas era o que a sua esposa considerava por lar. Desceu a motocicleta devagar e pararam bem longe da casa. Respirou fundo e retirou o capacete que um dia foi de Rabastan.
"Já pode me soltar, Hermione. Chegamos", falou.
Hermione o soltou depressa e desmontou da moto. Quando ela se deu conta, já tinha ficado um pouco trêmula só de ver de longe a casa da família que considerava a sua própria.
"Vá, Hermione. Eu vou estar aqui para você, quando quiser ir embora. Não tenha medo", encorajou a sua garota enquanto ela concordava.
A viu ir devagar e passar pelos feitiços de proteção sem problema algum. Logo viu Molly e Arthur Weasley vindo para fora da casa, correndo. E ela correu até eles, se reunindo novamente com aqueles que ela amava, assim como o próprio Rodolfo se sentia sobre ela.
(If You Only Knew – Shinedown)
Eu ainda me volto para as cartas que respondeu
Você me ajudou a viver e aprender
Reviews
luanesilva: Awn, amora, desculpa a demora :/ eu realmente estive bem enrolada com a faculdade e vou continuar até pelo menos o final da semana :v mas não pretendo parar de escrever, pode deixar ;) obrigada pelo seu carinho e espero ver você mais vezes aqui s2
Felícia Malfoy: Amora, estou daquele jeito: o clima fica louco, a minha saúde não melhora de jeito maneira :v #TodosSomosRodolfo no quesito dormir de boca aberta kkkkkkkkk / Agora vamos ver de fato a trajetória do #BabyLestrange (não deu tempo em Strange, Love) e acho que ele e o Teddy vão ser grandes amigos :3 / amora, foi quase esse eu te amo, mas foi tão quase que o Rodolfo pelo menos realizou isso s2
LadyHakuraS2: Amora, desculpa responder por aqui, mas como já estou com a mão na massa, vamos lá XD / O que você acha de um capítulo com pequenos momentos entre os outros casais? To pensando nisso há tempos e acho que agora vai pra frente kkkkkk / vamos manter o foco em Rodmione dando aquela variada às vezes :v / Sim, concordo perfeitamente que foi bastante imprudente da parte da Mione cuidar dele sozinho. E se algo desse errado? Fica aí o questionamento –q / Sim, finalmente veremos esse desenvolvimento do #BabyLestrange já que não pudemos ver isso em Strange, Love senão perderia muito o foco :v / Até a próxima :3
Me deixem saber se gostaram :)
