Capítulo 20: Cuidando do príncipe

Remus seguiu a Severus e a Voldemort através de o portal, chegando a um lugar impressionante.

Em frente a eles se elevava a construção, mas magnifica que tivesse visto até o momento (deixando de lado Hogwarts, claro).

Remus pensava que pelo menos devia ter três andares. Jardins formosamente decorados, como se o lugar o fosse habitar uma família real ou algo parecido. As paredes brancas, o imenso obelisco de água que se atingia a ver desde o frontal da mansão. Só lhe indicava que o lugar teria que ser incrivelmente glamoroso por dentro, mas ainda antes de mais nada o abrumado que se sentia ao ver um lugar assim, se perguntou a quem tinha pertencido tão magnifico lugar.

— A quem tiraram-lhe este lugar? —Viu como o Lord seguia seu caminho. A cama de Harry levitava atrás de si, mas Severus se volteou.

—Esta é a mansão do amo…

—É a nova mansão de meus herdeiros.

Ambos homens ficaram impressionados ante as palavras do Lord.

— Meu senhor? —Perguntou-lhe Severus, estranhado das palavras de seu amo. —Não entendo a que se refere.

—A isso mesmo, Severus —lhe disse apontando à entrada com sua varinha, para que as portas se abrissem de par em par e por ela poder entrar o corpo de seu filho. — Harry é meu herdeiro e seus filhos o serão também.

— Harry não é seu herdeiro! —Remus já estava farto de todo o que tinha escutado desde que chegaram com Harry — Ele é filho de James e Lily Potter!

—Harry é meu filho. O filho que tivemos com James.

— Isso é mentira! —Sentia que seu sangue buía e isso não era bom para ninguém.

—Lupin, controla-te. —a voz pausada de Severus, rogava-lhe que deixasse sua fúria para depois.

—Não me importo o que me digas… —esteve a um segundo de atacar, mas o craque de um aparecimento ressoou a um metro deles.

Sirius apareceu em frente a Remus, Snape e o Lord.

Não queria pensar mais no que tinha passado na mansão Malfoy. Deixou de escutar quando Draco saiu do salão dando um estrondo digno de seu sangue arrebatado. Por isso estava aí. Tinha-lhe pedido a Malfoy pai que o levasse com Remus e Harry e muito aos problemas que tinha posto o aristocrata, terminou por maculando algo que não terminou por entender e o sustentou de um braço para os aparecer aí.

—Remus, Onde esta Harry?

O licantropo teve a intenção de abrir a boca, mas o gemido que proveu da garganta do animago, lhe deteve. Sirius já tinha visto a Harry.

—Nem ocorra-se-te acercar-se, Black. —Disse-lhe a voz profunda do Lord, cortando o caminho do moreno ao instante — O único que se acercasse a Harry será Severus.

O pocionista sentiu como se lhe removia o chão, mas não se ia negar a uma ordem de seu senhor.

—Como você ordene, meu Lord.

Sirius apertou os punhos de maneira altaneira, sem importar nesse minuto desafiar a quem seja. Ele queria ver a Harry e nem sequer Lord Voldemort o deteria.

O Lord entendeu em seguida as intenções de Black, de modo que tomou cartas no assunto, e sua carta, estava parada junto ao homem.

—Tire-o daqui, Lucius, por que se não o fazes, deixar a teu filho órfão.

A ameaça foi certeira, Lucius deu um passo adiante e sustentou novamente seu braço com a intenção de sacá-lo daí, mas viu como os olhos azuis resplandeciam ante o temor de que o separasse de seu suposto afilhado.

—Faz favor… não me interporei —lhe disse ao Lord. — Só lhe rogo que não me afaste dele. Não quero o perder a ele… também.

Lucius sentiu uma pulsada ao recordar a Draco. Teria que falar seriamente com seu herdeiro. A atitude que tinha tido com Black não lhe podia tolerar.

O Lord viu com deleite como sua intenção de romper a Black se cumpria amplamente, pelo que simplesmente seguiu caminhando ao interior da casa.

Remus queria falar com seu amigo. Algo não encaixava aí. Era como se todo mundo soubesse algo que ele não.

Severus seguiu ao Lord. Subiram à segunda planta, deixando atrás os corredores de estilo clássico, ao igual que a habitação que acabava de passar, para poder subir pelas formosas escadas de mármore branco.

Chegaram a uma habitação, que podia se comparar facilmente com o despacho de Dumbledore em comparação de porte. Como imaginou. As paredes de pulcro branco ao igual que o andar alfombrado. Era fofo e sentia que caminhava sobre nuvens. A cama de duas praças, com doseies extraordinariamente bordados. Imaginava-se que a habitação seria assim de estrambótica, mas isso não lhe servia nesse momento.

—Deixo-te com ele, Severus. Quero um reporte à cada hora com seus avanços.

O Lord saiu da habitação, enquanto Severus fazia uma reverência.

Severus olhou ao corpo sobre a cama e com um passe de sua varinha, levitou o corpo, com o maior cuidado possível. Situou o corpo na cama, que se afundou levemente pelo peso que exercia o jovem corpo ao ser depositado.

Viu como se queixava e pelo menos isso lhe demonstrava que não estava inconsciente como em algum momento o pensou.

— Que foi o que te fizeram, Potter?

Acercou-se com cuidado e passou sua varinha pelo corpo do menor.

—Muggle idiota. —refunfou ao encontrar mais danos dos que tinham encontrado os médicos muggle.

Encontrou, além dos danos anteriores, uma grande hemorragia interna, um troço de osso ancorado no pulmão direito, o que seguramente lhe traria problemas depois.

Saiu rapidamente da habitação, tratando de não se encontrar com ninguém no caminho, para meter por uma muralha falsa e caminhar uns quantos metros através de um corredor. Chegou a um improvisado laboratório que o Lord tinha mandado a fazer para que pudesse ter todas as poções que se precisassem à hora da batalha e posterior a esta.

Dirigiu-se rapidamente ao armário e começou a coletar todo o que creu, precisaria para o garoto. Sacou frascos a mais, mas isso não se importava, tinha que cobrir todas as possíveis lesões que poderiam aparecer após o primeiro tratamento.

Quando voltou ao quarto, não pôde evitar se estremecer ao contemplar a Harry. O garoto estava demasiado ancorado em sua vida como para ignorar neste estado.

Sua formosa cara, agora se encontrava inchada pelos golpes que lhe administraram. Sua branca pele, agora enrijecida e marcada.

Queria saber que é o que lhe tinha passado, que era o que lhe tinham feito.

Caminhou rapidamente até a cama e com um cuidado imenso elevou um pouco sua cabeça sustentando da nuca. Com sua mão livre, levou um dos frascos a sua própria boca para descorcharão e depois o aproximo à boca do menor.

O líquido foi entrando pela garganta de Harry e boa parte dela se saiu pela comissura de seu lábio.

Severus engoliu com dificuldade. O garoto estava inconsciente, ferido, sangrando, mas ainda assim não perdia seu encanto.

Voltou-o a acomodar. Essa poção lhe diria quantas lesões tinha no corpo e poderia começar às curar apropriadamente.

Mas precisava como enfrentar o que fosse quando o garoto acordasse.

Tomou sua varinha e com a outra mão, abriu um olho de Harry.

- Legeremens!

Continuará…

N/T

O que será que Severus vai encontrar na mente de Harry?

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Ate breve!