OIII GENTEEEEEEEE:D
tudoo bom?:P
bem, muito obrigada pelas reviews mesmo viu!! tô amandoo!
ah e sobre meu nome não aparecer, eu também não faço a mínima idéia do que pode estar acontecendo;/
mas eu leio sim viu!
bom cap pra todos!
CAP-20
Meu coração está martelando no peito enquanto eu o encaro passando pela porta de vidro. Ele estende a mão, a porta solta um ping e de repente ele está dentro do café.
Enquanto ele anda para a nossa mesa eu tremo de emoção. Esse é o homem por quem eu pensei que estava apaixonada. É o homem que me usou completamente.
Agora que o choque inicial diminuiu, todo o antigo sentimento de dor e humilhação está ameaçando tomar conta e me transformar em geléia de novo.
Mão não vou deixar. Vou ser forte e digna.
- Ignorem – digo a mamãe e papai.
- Quem? – pergunta papai, virando-se na cadeira. – Ah!
- Sakura, eu quero falar com você – afirma Sasuke, com o rosto sério e inexpressivo como sempre.
- Bom, eu não quero falar com você.
- Desculpem interromper. – Ele olha para mamãe e papai. – Se a gente pudesse ter um momento...
- Eu não vou a lugar nenhum! – exclamo, ultrajada. – Estou tomando um café com meus pais.
- Por favor. – Ele se senta a uma mesa perto. – Eu quero explicar. Quero pedir desculpas.
- Não existe explicação que você possa me dar. – Olho ferozmente para mamãe e papai. – Finjam que ele não está aqui. Continuem.
Há um silêncio. Mamãe e papai estão trocando olhares, e eu posso perceber mamãe murmurando alguma coisa. Ela pára abruptamente quando me vê olhando-a, e toma um gole de café.
- Só vamos... conversar! – peço, desamparada. – E aí, mamãe?
- Sim? – diz ela esperançosa.
Minha mente está vazia. Não consigo pensar em nada. Só consigo pensar que Sasuke está sentado a pouco mais de um metro.
- Como está o golfe? – pergunto finalmente.
- Está... é... ótimo, obrigada. – Mamãe lança um olhar para Sasuke.
- Não olha para ele! – murmuro. – E... e papai? – pergunto em voz alta. – Como está o seu golfe?
- É... também está bem – responde papai, sem jeito.
- Onde vocês jogam? – pergunta Sasuke educadamente.
- VOCÊ NÃO ESTÁ NA CONVERSA! – grito, virando-me furiosa na cadeira.
Há um silêncio.
- Minha nossa! – exclama subitamente mamãe, numa voz teatral. – Olha só a hora! A gente deveria estar na... na... exposição de esculturas.
O quê?
- Foi um prazer ver você Sakura...
- Vocês não podem ir! – exclamo, em pânico. Mas papai já está abrindo carteira e pondo uma nota de vinte libras na mesa, enquanto mamãe se levanta e veste o casaco branco.
- Escuta o que ele tem a dizer – sussurra ela, curvando-se para me dar um beijo.
- Tchau, filha – diz papai, e aperta minha mão sem jeito. E no espaço de uns trinta segundos eles sumiram.
Não acredito que fizeram isso comigo.
- Então – diz Sasuke quando a porta se fecha.
Giro decididamente a cadeira, para não vê-lo.
- Sakura, por favor.
Ainda mais decididamente giro a cadeira de novo, até estar olhando direto para a parede. Isso vai mostrar a ele.
O problema é que assim eu não alcanço o cappuccino.
- Aqui.
Olho em volta e vejo que Sasuke colocou sua cadeira perto da minha e está estendendo minha xícara.
- Me deixa em paz! – exclamo com raiva, saltando de pé. – Nós não temos nada para conversar. Nada!
Pego minha bolsa e saio do café para a rua movimentada. Um instante depois sinto uma mão no ombro.
- A gente podia ao menos discutir o que aconteceu...
- Discutir o quê? – eu me viro para ele. – O modo como você me usou? Como me traiu?
- Certo, Sakura. Sei que deixei você sem graça. Mas... foi realmente tão grave assim?
- Tão grave? – grito incrédula, quase derrubando uma mulher com um carrinho de compras. – Você entrou na minha vida. Inventou pra mim um romance gigantesco e incrível. Fez com que eu me apai... – Paro abruptamente, ofegando um pouco. – Disse que ficou ligado em mim. Fez com que eu... me importasse com você... e eu acreditei em cada palavra! – Minha voz está começando a embargar traiçoeiramente. – Eu acreditei em tudo, Sasuke. Mas o tempo todo você tinha outro motivo. Estava me usando para sua pesquisa estúpida. O tempo todo só estava... me usando.
Sasuke me encara.
- Não. Não, espera. Você entendeu mal. – Ele segura meu braço. – Não foi assim. Eu não decidi usar você.
Como ele tem o desparate de falar isso?
- Claro que decidiu! – exclamo, soltando meu braço e apertando o botão de uma travessia de pedestres. – Claro que sim! Não negue que você estava pensando em mim. – Sinto um novo espasmo de humilhação. – Cada detalhe era eu. Cada porcaria de detalhe!
- Certo. – Sasuke está segurando a cabeça. – Certo. Escute. Eu não nego que estava pensando em você. Não nego que você acabou entrando no... Mas isso não quer dizer... – Ele levanta os olhos. – Eu estou pensando em você na maior parte do tempo. Essa é a verdade, eu penso em você.
A travessia de pedestres começa a apitar, mandando que a gente atravesse. Esta é a minha dica para sair correndo e ele vir correndo atrás – mas nenhum de nós se mexe. Eu quero sair correndo, mas de algum modo meu corpo não obedece. De algum modo meu corpo quer ouvir mais.
- Sakura, quando Naruto e eu começamos a Corporação Panther, sabe como a gente trabalhava? – Os olhos escuros de Sasuke estão cravados em mim. – Sabe como a gente tomava as decisões?
Dou de ombros minusculamente, tipo "conte se quiser".
- Instinto puro. Será que a gente compraria isso? Será que a gente gostaria disso? Será que a gente toparia isso? Era o que cada um perguntava ao outro. – Ele hesita. – Nas últimas semanas eu mergulhei nessa nova linha feminina. E tudo que eu me pegava perguntando era... será que Sakura gostaria? Será que a Sakura beberia? Será que ela compraria? – Sasuke fecha os olhos um momento, depois abre. – É, eu estava pensando em você. É, você entrou no meu trabalho. Sakura, minha vida e meu trabalho sempre foram misturados. Sempre foi assim. Mas isso não significa que minha vida não seja real. – Ele hesita. – Não significa que o que tivemos... o que temos... seja menos real.
Ele respira fundo e enfia as mãos nos bolsos.
- Sakura, eu não menti pra você. Eu não inventei nada. Fiquei ligado em você no momento em que a conheci naquele avião. No minuto em que você me olhou e disse: "Eu nem sei se tenho um ponto G!" Eu fui fisgado. Não por causa dos negócios... por causa de você. Por causa de quem você é. Cada detalhezinho. – O tremor de um sorriso cruza seu rosto. – O seu horóscopo predileto de manhã. A carta que você escreveu ao Sr. Jiraiya. Até seu plano de exercícios na parede. Tudo.
Seu olhar está fixo no meu, e minha garganta fica apertada, e a cabeça toda confusa. E por um instante me sinto hesitando.
Só por um instante.
- Isso tudo está muito bem – digo com a voz trêmula. – Mas você me envergonhou. Você me humilhou! – giro nos calcanhares e começo a andar de novo.
- Eu não queria dizer aquilo tudo. – Sasuke vem atrás de mim. – Não queria dizer nada. Acredite, Sakura, eu lamento tanto quanto você. No minuto em que paramos eu pedi para cortar aquela parte. Eles prometeram que iriam cortar. Eu fui... – Ele balança a cabeça. – Não sei, instigado, fui levado...
- Você foi levado? – Sinto um novo espasmo de ultraje. – Sasuke, você expôs cada detalhe a meu respeito!
- Eu sei, e peço desculpas...
- Você contou ao mundo inteiro sobre minha roupa de baixo... e minha vida sexual... e minha colcha da Barbie, e não disse que era uma ironia...
- Sakura, desculpe...
- Você revelou meu peso! – Minha voz sobe até um guincho. – E falou errado!
- Sakura, verdade, eu sinto muito...
- Sentir muito não basta! – giro furiosamente para encará-lo. – Você arruinou minha vida!
- Arruinei sua vida? – Ele me dá um olhar estranho. – Sua vida está arruinada? É um desastre tão grande assim as pessoas saberem a verdade sobre você?
- Eu... eu... – por um momento fico à deriva. – Você não sabe como foi pra mim. – continuo, num terreno mais firme. – Todo mundo ficou rindo de mim. Todo mundo ficou zombando de mim, em toda a empresa. A Karin ficou zombando de mim...
- Eu demito a Karin – interrompe Sasuke com firmeza.
- E Nick zombou de mim.
- Eu demito Nick também. – Sasuke pensa um momento. – Eu demito todo mundo que zombou de você. (*-* morri)
Dessa vez não evito um riso alto.
- Você vai ficar sem empresa.
- Que seja. Isso vai me ensinar. Isso vai me ensinar a não ser tão insensível.
Por um momento nós nos encaramos ao sol. Meu coração está batendo depressa. Não sei bem o que pensar.
- Quer comprar um trevo da sorte?
Uma mulher de suéter cor-de-rosa enfia subitamente um ramo enrolado em papel de alumínio na minha cara, e eu balanço a cabeça irritada.
- Trevo da sorte, senhor?
- Fico com o cesto inteiro – responde Sasuke. – Acho que estou precisando. – Ele enfia a mão na carteira, dá duas notas de cinquenta libras à mulher e pega o cesto.
O tempo todo seus olhos estão fixos nos meus.
- Sakura, eu quero consertar isso – afirma ele enquanto a mulher se afasta rapidamente. – A gente pode almoçar? Tomar uma bebida? Um... um suco? – Seu rosto se franze num sorriso minúsculo, mas eu não sorrio de volta. Estou confusa demais para sorrir. Sinto que parte de mim começa a se desdobrar; sinto que parte começa a acreditar nele. Querendo perdoá-lo. Mas minha mente continua atravancada. As coisas continuam erradas em algum lugar.
- Não sei – respondo, coçando o nariz.
- As coisas estavam indo tão bem, antes de eu estragar tudo.
- Estavam?
- Não estavam? – Sasuke hesita, me olhando por cima dos trevos. – Eu achei que estavam.
Minha mente está zumbindo. Há coisas que eu preciso dizer. Há coisas que eu preciso pôr às claras. Um pensamento se cristaliza na minha cabeça.
- Sasuke... o que você estava fazendo na Escócia? Quando nos conhecemos.
Imediatamente a expressão de Sasuke muda. Seu rosto se fecha e ele desvia o olhar.
- Sakura, acho que não posso contar isso.
- Por que não? – pergunto tentando parecer despreocupada.
- É... complicado.
- Certo, então. – Penso um momento. – Para onde você foi correndo naquela noite com o Sven? Quando teve de interromper o nosso encontro.
Sasuke suspira.
- Sakura...
- Que tal a noite em que você recebeu todos aqueles telefonemas? Eram sobre o quê?
Dessa vez Sasuke nem se incomoda em responder.
- Sei. – Empurro uma mecha rosa para trás, tentando ficar calma. – Sasuke, você já pensou que, em todo o tempo que passamos juntos, você praticamente não falou nada sobre você mesmo?
- Eu... acho que sou uma pessoa fechada. Isso é um problema muito grande?
- Para mim é bem grande. Eu compartilhei tudo com você. Como você disse. Todos os meus pensamentos, todas as minhas preocupações, tudo. E você não compartilhou nada comigo.
- Isso não é verdade... – Ele se adianta, ainda segurando o cesto incômodo, e vários ramos de trevo caem no chão.
- Praticamente nada, então. – Fecho os olhos brevemente, tentando desemaranhar os pensamentos. – Sasuke, todos os relacionamentos têm a ver com confiança e igualdade. Se uma pessoa compartilha, a outra deve compartilhar também. Puxa, você nem me contou que ia aparecer na televisão.
- Era só uma entrevista idiota, pelo amor de Deus! – Uma garota com seis bolsas de compras derruba mais trevos ainda do cesto de Sasuke, e frustrado ele o coloca no bagageiro de um motoboy que vai passando. – Sakura, você está exagerando.
- Eu contei todos os meus segredos – insisto, teimosa. – Você não me contou nenhum.
Sasuke dá um suspiro.
- Com o devido respeito, Sakura, acho que é um pouco diferente...
- O quê? – Encaro-o chocada. – Por que... por que seria diferente?
- Você precisa entender. Eu tenho coisas na vida que são muito delicadas... complicadas... muito importantes...
- E eu não? – Minha voz explode como um foguete. – Você acha que os meus segredos são menos importantes do que os seus? Você acha que eu fico menos magoada por você esparramar todos eles na televisão? – Estou tremendo inteira, com fúria, desapontamento. – Acho que é porque você é tão enorme e importante, e eu... o que eu sou mesmo, Sasuke? – Posso sentir os olhos se enchendo de lágrimas. – Uma garota sem nada de especial? Uma "garota comum, sem nada de especial"?
Sasuke se encolhe, e dá para ver que acertei o alvo. Ele fecha os olhos por longo tempo e eu acho que ele não vai falar.
- Eu não quis usar essas palavras – murmura ele franzindo a testa. – No minuto em que falei, tive vontade de retirá-las. Eu estava... eu estava tentando evocar alguma coisa muito diferente disso... uma espécie de imagem... – Ele levanta a cabeça. – Sakura, você tem de saber que eu não queria...
- Vou perguntar de novo! – interrompo, com o coração martelando. – O que você estava fazendo na Escócia?
Há silêncio. Quando encontro o olhar de Sasuke, sei que ele não vai dizer. Ele sabe que isso é importante para mim, e mesmo assim não vai dizer.
- Ótimo – minha voz falha ligeiramente. – Tudo bem. É claro que eu não sou tão importante quanto você. Sou só uma garota engraçada que lhe proporciona diversão nos vôos e dá idéias para os negócios.
- Sakura...
- O negócio, Sasuke, é que esse não é um relacionamento de verdade. Um relacionamento de verdade é uma via de mão dupla. E tem de ter confiança. – Engulo o nó na garganta. – Então, por que não vai procurar alguém do seu nível, com quem você possa compartilhar seus segredos preciosos? Porque estou vendo que você não pode compartilhar comigo.
Viro-me depressa antes que ele possa dizer mais alguma coisa e vou andando, com duas lágrimas descendo pelas bochechas, pisoteando os trevos da sorte.
Só chego em casa bem no fim da tarde. Mas ainda estou fervendo por causa da discussão. Tenho uma dor de cabeça latejante e estou à beira das lágrimas.
Abro a porta do apartamento e encontro Tenten e Ino numa discussão em escala total sobre os direitos dos animais.
- O vison gosta de virar casacos de pele... – está dizendo Ino quando eu abro a porta da sala. Ela pára e levanta os olhos. – Testuda! Você está bem?
- Não. – Afundo-me no sofá e me embrulho em uma manta de chenile que a mãe de Tenten deu para ela no Natal. – Tive uma briga tremenda com o Sasuke.
- Com o Uchiha?
- Você se encontrou com ele?
- Ele foi... bem, se desculpar, eu acho.
Tenten e Ino trocam olhares.
- O que aconteceu? – pergunta Tenten, abraçando os joelhos. – O que ele disse?
Fico quieta por alguns segundos, tentando lembrar exatamente o que ele disse. Agora está tudo meio embaralhado na minha cabeça.
- Ele disse... que nunca pensou em me usar – conto enfim. – Disse que vive pensando em mim. Disse que demitiria todo mundo na empresa que zombasse de mim. – Não consigo evitar um risinho.
- Verdade? – espanta-se Tenten. – Nossa. Isso é bem român... – Ela tosse e faz cara de arrependimento. – Desculpa.
- Ele disse que sentia muito pelo que aconteceu, e que não pretendia falar tudo aquilo na televisão, e que o nosso romance era... Pois é. Ele disse um monte de coisas. Mas depois disse... – Meu coração bate com nova indignação. – Disse que os segredos dele eram mais importantes do que os meus.
Há um gigantesco som ofegante, de ultraje.
- Não! – reage Tenten.
- Sacana! – exclama Ino. – Que segredos?
- Eu perguntei sobre a Escócia. E por que ele saiu correndo do encontro. – Capto o olhar de Tenten. – E todas as coisas das quais ele não queria falar comigo.
- E o que ele disse? – pergunta ela.
- Ele não quis me dizer. – Sinto outra pontada de humilhação. – Falou que a coisa era "muito delicada e complicada".
- Delicada e complicada? – Ino está me olhando, hipnotizada. – o Uchiha tem um segredo delicado e complicado? Você nunca falou disso antes! Sakura, isso é totalmente perfeito. Você pode descobrir o que é, e depois revelar!
Encaro-a com o coração batendo forte. Meu Deus, ela está certa. Eu poderia fazer isso. Poderia me vingar de Sasuke. Poderia fazer com que ele sofresse como eu sofri.
- Mas eu não faço idéia do que seja – digo finalmente.
- Você pode descobrir! – exclama Ino. – Isso é bem fácil. O fato é que você sabe que ele está escondendo alguma coisa.
- Com certeza há algum tipo de mistério – comenta Tenten, pensativa. – Ele recebe um monte de telefonemas dos quais não quer falar, sai correndo misteriosamente do encontro...
- Ele saiu correndo misteriosamente? – reage Ino com avidez. – Onde? Ele disse alguma coisa? Você ouviu alguma coisa?
- Não! – respondo, ruborizando um pouco. – Claro que não. Eu não... eu nunca ficaria xeretando a conversa dos outros!
Ino me dá um olhar atento.
- Não venha com essa. Você ouviu sim. Ouviu alguma coisa. Anda, testuda. O que foi?
Minha mente volta àquela noite. Sentada no banco, bebendo o coquetel cor-de-rosa. A brisa sopra no meu rosto, Sasuke e Sven estão falando atrás de mim, em voz baixa...
- Não foi grande coisa – digo com relutância. – Eu só o ouvi dizendo alguma coisa sobre ter de transferir algo... e Plano B... e que algo era urgente...
- Transferir o quê? – diz Tenten cheia de suspeitas. – Fundos?
- Não sei. E eles disseram alguma coisa sobre ir de novo a Glasgow.
Ino parece fora de si.
- Sakura, não acredito. Você tinha essas informações o tempo todo? Isso tem de ser alguma coisa suculenta. Tem de ser. Se ao menos a gente soubesse mais. – Ela exala, frustrada. – Você não tinha um gravador nem nada?
- Claro que não! – respondo com um risinho. – Era um encontro! Você leva um gravador para um... – Paro incrédula diante da expressão dela. – Ino, você não leva.
- Nem sempre – responde ela, dando de ombros, na defensiva. – Só se achar que pode ser... Pois é. Isso é irrelevante. O fato é que você tem informações, Sakura. Você tem poder. Descubra o que é isso. E então exponha. Isso vai mostrar ao Uchiha quem é o chefe. Vai ser sua vingança!
Encaro de volta seu rosto decidido, e por um momento sinto uma empolgação pura, poderosa, borbulhando através de mim. Isso faria Sasuke pagar. Isso mostraria a ele. Então ele iria lamentar! Então ele veria que eu não sou apenas um zero à esquerda, uma ninguém. Então ele veria. Então ele veria.
- E... – lambo os lábios. - Como eu faria isso?
- Primeiro temos de deduzir o máximo possível sozinhas – propõe Ino. – Depois, eu tenho acesso a vários... várias pessoas que podem ajudar a conseguir mais informações. – Ela me dá uma piscadela. – Discretamente.
- Detetives particulares? – exclama Tenten, incrédula. – Está falando sério?
- E então poderemos expor o Sasuke! Mamãe tem contatos em todos os jornais...
Minha cabeça está martelando. Estou realmente falando em fazer isso? Estou realmente falando em me vingar de Sasuke?
- Um bom lugar para começar são as latas de lixo – acrescenta Ino com ar de conhecedora. – Você pode achar todo tipo de coisas só remexendo no lixo dos outros.
E de repente a sanidade entra voando pela janela.
- Latas de lixo? – digo horrorizada. – Eu não vou olhar em nenhuma lata de lixo! Na verdade, não vou fazer nada disso, e ponto final. É uma idéia maluca.
- Você não pode ficar toda cheia de frescuras agora, Sakura! – cutuca Ino em tom cortante, jogando o cabelo para trás. – De que outro jeito você vai descobrir qual é o segredo dele?
- Talvez eu não queira descobrir o segredo dele – respondo, sentindo uma ferroada de orgulho. – Talvez eu não esteja interessada.
Enrolo a manta de chenile em volta do corpo com mais força ainda e olho para os dedos dos pés, arrasada.
Então Sasuke tem algum segredo enorme que não pode me contar. Bem, ótimo. Que fique com ele. Não vou me diminuir correndo atrás. Não vou começar a remexer em latas de lixo. Não me importa o que seja. Não me importo com ele.
- Quero esquecer disso – digo com o rosto fechado. – Quero ir em frente.
- Não quer não! – retruca Ino. – Não seja idiota, Sakura. Esta é a sua grande chance de vingança. Nós vamos mesmo pegar o cara. – Nunca vi Ino tão animada na vida. Ela pega sua bolsa e tira um minúsculo caderno da Smythson e uma caneta Tiffany. – Certo, então o que nós sabemos? Glasgow... plano B... transferência...
- A Corporação Panther não tem sede na Escócia, tem? – pergunta Tenten pensativamente.
Viro a cabeça e a encaro incrédula. Ela está escrevendo num bloco jurídico, com exatamente o mesmo ar preocupado que tem quando está resolvendo um dos seus quebra-cabeças de nerd. Posso ver as palavras "Glasgow", "transferência" e "Plano B", e um lugar onde ela embaralhou todas as letras de "Escócia" e tentou formar uma nova palavra com elas, ao estilo de Robert Langdon.
Pelo amor de Deus.
- Tenten, o que você está fazendo?
- Só... rabiscando – responde ela, e fica vermelha. – Eu poderia procurar alguma coisa na Internet, só por curiosidade.
- Olha, parem com isso, vocês duas! Se sasuke não quer me contar qual é o segredo dele... eu não quero saber.
De repente me sinto totalmente esgotada pelo dia. E meio irritada. Não estou interessada na vida misteriosa do Uchiha. Não quero mais pensar nisso. Quero tomar um banho longo, ir para a cama e esquecer que o conheci.
aiiiin;/ que dor.
quanto a esse cap, o começo dele é super fofo! mas depois, eu fiquei com muita raiva do sasuke
e sim, estamos chegando a reta final da fic;/
BEIJOS E ATÉ MAIS! E DE NOVO, OBRIGADA PELAS REVIEWS!!!!!
