Episódio Dezenove.
A polícia.

- Claro que pode! – disse Harry sorrindo – E como foi a viagem?

- Foi boa. – comentou Zabini entrando e apertando a mão de Harry, os dois tinham a mesma idade e nasceram quase na mesma época.

Padfoot, o cachorro negro e peludo já foi entrando pela sala e saltou na direção de Tiago para dar umas boas lambidas em sua cara, na tentativa de roubar a comida em suas mãos.

- Sai, sai! – disse Tiago tentando afastar inutilmente o cachorro com um de seus braços – Essa comida é minha, pega a do Harry!

O cachorro pareceu entender perfeitamente bem, deu meia volta, saltou na direção do aparador, com as duas patas apoiadas ele começou a lamber a caixa a fim de que ela caísse, e aconteceu, o cachorro, então, pode se deliciar de comida japonesa.

Sirius e Tiago se cumprimentaram com um forte abraço, afinal, foram amigos de infância.

- O que houve? – perguntou Tiago curioso.

- Acho que é o fim do casamento – disse Sirius passando as mãos pelos cabelos – Já não estava bom faz tempo! Não nasci para ficar amarrado.

Harry deu um sorriso, mas não queria que isso acontecesse com os seus pais, no fundo. Zabini era o filho do casal Sirius e Katarine. Mas eles nunca se deram bem mesmo, Sirius sempre muito brincalhão, e Katarine odiava que ele levasse tudo na brincadeira, até mesmo suas broncas.

- E... Então, você tem muitas amigas por aqui, Harry? – perguntou Sirius esfregando as mãos – Quero aproveitar essa vida de solteiro, nunca se sabe quando vai terminar... – e riu.

Harry também, Zabini parecia meio transtornado mas levava tudo na brincadeira, sorte ter puxado ao pai.

- Quer? – ofereceu Tiago mais por educação.

- Claro! Estou morto de fome! – Sirius pegou o copinho de papelão das mãos de Tiago e começou a comer, sentado no braço do sofá da sala – E cadê a Lílian? Vai dizer que você também viu um solteirão?

Tiago riu e sacudiu a cabeça.

- Não, na verdade... Ela está em uma reunião de professores, e a propósito, estamos muito bem casados – e quando disse isso, olhou para os próprios pés. Harry sabia que quando ele fazia isso, só significava uma coisa: era mentira!

Padfoot lambeu os beiços após comer até mesmo a caixa no chão e olhou na direção de Harry pedindo mais.

- Sinto muito, mas não tenho comida para cachorro! – disse Harry.

- Não, tudo bem, ele se contenta em devorar sua geladeira inteira! – comentou Sirius.

Harry deu uma risadinha de lado, não tinha muita coisa na geladeira também, sua mãe tinha combinado de fazer compras com Tiago assim que chegasse da reunião, o que aconteceria em breve, de acordo com o relógio.

- Na verdade, estamos meio sem nada para comer – comentou Harry sacudindo os ombros – Mas podemos esperar, né?

- Se Padfoot não começar a fazer xixi pela casa inteira como uma forma pirracenta de não ter comida, tudo bem! – ele sacudiu os ombros – Se tiver alguns camundongos, pode ser também, ele gosta!

Harry sacudiu a cabeça e bagunçou os pêlos do cachorro na cabeça.

- Não vai não, ele é bonzinho! – brincou Harry dando um forte abraço no cachorro em seguida. Padfoot na verdade tinha sido de Harry, mas como eles iam mudar para Nova York, o cachorro teve que ser entregue a Sirius ainda filhote para que se acostumasse com o novo dono, porque Lílian não queria um cachorro em casa para bagunçar, até porque estava combinado de mudarem para um apartamento, mas como os planos mudaram rapidamente, Harry não pôde pegar de volta depois que o cachorro tinha crescido e acostumado com o velho dono.

- Qual foi o motivo da briga dessa vez? – perguntou Tiago.

- Ah, sei lá – ele sacudiu os ombros – Acho que ela finalmente entendeu que meus hormônios adolescentes estão ainda se aflorando!

Harry riu pelo nariz, Sirius parecia mesmo um adolescente.

- Quer ajuda para subir as malas? – perguntou Harry educadamente.

- Se você tiver um guindaste sobrando aí... – brincou Zabini tirando as palavras da boca do pai – Brincadeira! São só vinte e sete malas, vamos lá! – ele deu um soquinho em Harry e os dois correram para o carro, e Padfoot atrás como se estivessem apostando corrida, e latindo para os dois que estavam trapaceando.

xxXXxxXXxx

Narcisa repassou o batom nos lábios e virou-se na direção da mesa, havia mais de quinze advogados, todos vestidos com os seus trajes sociais, olhando seriamente para ela, todos pertencentes ao escritório de Potter, que agora tinha Narcisa como chefe, mantinha como sempre um olhar cobrelo.

- Eu fiz essa reunião para comunicá-los de que as coisas não andam bem – ela olhou seriamente para os olhos de cada um deles, ali, sentados.

Alguns se remexeram inquietos, outros engoliram em seco.

- É lógico que isso não é culpa de apenas uma pessoa e sim do grupo inteiro, porque somos uma equipe de futebol, se um não está bem, todos não estão também! – ela deu outra olhada para os demais, incluindo Tiago que estava quieto em sua cadeira, bem desconfortável com o ambiente – E a partir de agora, a empresa vai começar a demitir quem não estiver colaborando nessa batalha!

Tiago concordou com a cabeça, embora seu emprego estivesse garantido, e ele sabia muito bem o porquê.

- A idéia é essa, e infelizmente não há mais nada a fazer – ela cruzou os dedos em frente à barriga, ainda encarando todos – Vamos falir se continuarmos nesse ritmo, portanto, quero que todos acelerem. Refaçam os artigos, estudem todo o conteúdo dado na faculdade, porque isso pode ajudar e muito na nossa carreira profissional.

Eles concordaram e assentiram.

- Quero resultados dentro de dez dias! Roubem clientes, façam o que for preciso, mas não podemos falir! – ela disse batendo as duas mãos sobre a mesa e dando um berro final, todos assustados continuaram a concordar – Dou a reunião por encerrada! – e virou as costas e saiu andando.

Os advogados se encararam de modo estranho na sala, todos muito apreensivos.

xxXXxxXXxx

Hermione guiou Rony para fora do hospital, o garoto tinha tido muita sorte, estava saindo somente com uma tipóia, depois de tudo o que passou, considere isso como um milagre.

- O que você quer fazer? – perguntou Hermione – Pode dizer o que quiser, eu te levo aonde for! – ela sacudiu as chaves na mão – Estou motorizada agora!

Rony sorriu e disse.

- Quero ir para a Europa! – brincou.

- Ah! Tudo bem... Vai entrar um pouquinho de água pelas janelas, mas se você não se importar... – ela deu o troco da brincadeira e ele caiu na gargalhada.

Hermione abriu a porta para o banco de passageiro, e Rony se sentou. Ela correu para o volante e olhou no fundo dos olhos dele.

- Algum lugar em especial?

Ele sacudiu a cabeça.

- Quero que siga as minhas instruções e garanto que você vai ver o pôr-do-sol mais lindo do mundo!

Ela engoliu em seco, sabia que seria ruim uma cena romântica com o amigo, ainda mais agora que ela estava pouco a pouco se envolvendo com Harry. Rony não devia nem sonhar com esse tipo de coisa.

- Tudo bem – concordou ela animada – Vou seguir as suas instruções, capitão Ronald!

Eles foram andando até que pegaram uma estrada meio esquisita, cheia de árvores e estrada de terra, Rony lamentou por não ter asfalto, mas disse que na volta eles pegariam um caminho mais longo porém com asfalto para não sujar o carro da amiga.

- Pode estacionar aqui – ordenou Rony e Hermione o fez – Vem aqui! – disse ele com a mão livre pegando no braço de Hermione e puxando entre as árvores.

E quando as árvores acabaram, havia uma visão de outro mundo: O horizonte mostrava todo o oceano e bem no fundo, o som se pondo, dando várias cores roxas ao céu.

- É lindo! – disse ela com os olhos brilhando e viu também alguns caranguejos afastados, escondendo-se do sol – É realmente muito maravilhoso aqui!

Rony deu uma risadinha vitoriosa.

- Acho que pela primeira vez na vida acertei em alguma coisa...

- Você acertou em várias outras coisas também – disse Hermione e de repente caíram em silêncio.

Ele aproximou alguns passos e ficou frente a ela, passou o dedo por sua franja para enxergar melhor os seus olhos castanhos e suas sardas.

- Você sabe muito bem porquê eu trouxe você aqui!

Ela sacudiu a cabeça, negando.

- Não acho legal a gente voltar no passado, Rony... – ela recuou alguns passos.

Rony passou a mão pelos cabelos dela e disse.

- Mas eu te amo. Você não pode ter esquecido de mim assim tão fácil!

- Mas, eu não esqueci – disse ela séria – Eu apenas... Eu apenas... Não quero voltar, as coisas andam meio complicadas para mim!

Rony mostrou o braço.

- Acha que é mais complicado do que isso? Quase fui morto! Mas o destino me deu outra oportunidade, e eu não quero desperdiçá-la dessa vez! – com uma mão Rony puxou o queixo de Hermione para mais perto do seu, e seus lábios selaram em um selinho.

- Não, eu não quero, Rony! – ela disse séria afastando.

- Se eu tivesse morrido...

- Não use a chantagem emocional! – disse ela mantendo o humor.

- Você poderia ter me perdido para sempre! – ele disse sério.

Hermione deu um suspiro, aproximou alguns passos e com as duas mãos pelo rosto do amigo, ela o beijou.

xxXXxxXXxx

A primeira coisa que Hermione fez ao deixar Rony, foi pegar o celular e discar para o telefone de Harry, mas assim que ele a atendeu, ficou pensando.

"Eu quero ver a reação dele, e pelo celular não vai ser muito legal" e desligou.

Girou o volante e rumou para a casa do rapaz, estacionou e bateu à porta.

- Oi! – disse Sirius atendendo a porta.

- Bati na casa errada? – perguntou ela erguendo as sobrancelhas.

- Gatinha desse jeito, não – disse ele sorrindo – Pode entrar, fica à vontade.

Hermione amarrou a cara com a "cantada", mas era o jeito de Sirius.

- Quero falar com o Harry! – disse autoritária.

Sirius não teve tempo de responder, Harry apareceu descendo as escadas.

- Chamou-me? Eu vi uma ligação perdida sua! – disse ele mostrando o celular – Vem, vamos subir!

Hermione limpou os pés e entrou, Sirius ficou para trás para fechar a porta e berrou quando o casal estava sumindo na escadaria.

- Usem camisinha!

Hermione corou até as raízes do cabelo, mas não disse nada sobre, Harry levou-a para o seu quarto e perguntou o que era.

- O Rony... Ele está bem!

- Que bom – disse Harry animado.

- E... – ela continuou como se não fosse interrompida – A gente se beijou!

Os olhos de Harry viraram duas bolas de tênis.

- Ah! Legal... – disse ele coçando a nuca – Foi bom?

- Foi como o nosso primeiro beijo – disse ela eufórica, piscando várias vezes.

Harry sentou na escrivaninha e ficou olhando Hermione.

- Legal, né? Agora você pode beijar os dois amigos e se divertir – disse comentando aleatoriamente, meio irônico.

- O que você quis dizer com isso? – perguntou ela esperta, sentindo a alfinetada.

- Ora, é isso! Quando você não agüentar mais as birras de Rony e se sentir carente, você pode vir até a minha casa, me beijar! Me usar, sabe? Mas...

- EU NÃO TE USEI! – disse ela ficando de pé com um sobressalto e nervosa ao mesmo tempo.

Harry coçou o queixo, mantendo a pose de tranqüilidade.

- Ah. Não? Então... Aquele beijo só foi um teste, você queria saber se eu beijava bem ou não?

Hermione ficou vermelha e encarou Harry com fúria.

- Você é idiota! Não se contenta em eu estar com Rony, mas você sabia desde o começo que eu sempre gostei dele!

- A questão não é essa! – disse ele saltando da escrivaninha e ficando de pé – Você só veio me beijar porque estava sem o Rony! E não sabe o quanto isso pode abalar a nossa amizade!

Ela soltou o riso pelo nariz.

- Você acha que o nosso beijou só abalou a sua amizade com a dele? E a minha amizade com a dele, você não parou para pensar sobre isso? – ela cruzou os braços – Eu o conheço há muito mais tempo que você!

Harry sacudiu a cabeça.

- Quer saber... Nós prometemos esquecer isso! E precisamos colaborar – ele abriu a porta do quarto – Vamos facilitar as coisas, vá embora! – e apontou para a saída.

- Está me expulsando? – perguntou ela com lágrimas nos olhos – Está me expulsando por causa de um ciúme bobo?

- Estou! – disse ele afirmando sério.

Hermione deu um suspirou e não implorou para ficar, não era sua índole. Estava se sentindo mal pelas palavras grotescas do amigo, virou o rosto para o chão e saiu com as duas mãos no rosto.

xxXXxxXXxx

A campainha tocou várias vezes, uma pessoa provavelmente muito apressadinha estava querendo entrar, Harry correu na direção da porta e arreganhou-a, já que Sirius estava ocupando dando banho em Padfoot no fundo do quintal.

- Cho? – perguntou Harry assustado com a garota parada em sua parte, carregando malas com as duas mãos – O que está fazendo aqui? – ela tinha lágrimas nos olhos.

- Eu... Eu vim para cá – disse ela ainda parada – Será que cabe lugar para mais um?

A verdade devia ser dita, NÃO! Sirius estava ocupando um quarto, Zabini o outro, e o Padfoot os outros restantes, ele era bem folgadinho para ser sincero, o cachorro adorava dormir nas outras camas sem ser convidado. Ok, ok, sinceramente, tinha lugar sim, mas como a visita veio de forma inesperada, o quarto de hóspedes não estava preparado. Mas como Harry era um bom namorado...

- Claro, o que houve?

Ela deixou as malas caírem, ergueu alguns centímetros e se enroscou no pescoço de Harry.

- A quimioterapia está me matando! Dói muito!

- Mas... É necessário, amor!

Ela limpou as lágrimas com as mãos e Sirius entrou na sala vestindo um avental cor-de-rosa.

- Quem é ele? – perguntou Cho vendo-o por cima do ombro.

Harry a soltou para conferir, ele estava todo molhado e cheio de espumas.

- É o meu padrinho – e olhou para o avental – Sabe, ele está experimentando os dois lados da moeda, digo, homem e mulher, então não liga não!

- Se eu fosse você não falaria isso de mim, afilhado – disse Sirius olhando para o casal – Eu ainda posso roubá-la de você – e ele desceu os olhos pela cintura – Lógico que não nesse estado e com esse aventalzinho tipo "Eu sou a Britney Spears" mas... Ainda tenho meus dotes de xaveco!

Cho deu uma risadinha abafada por trás da mão.

- Sou Cho Chang, namorada de Harry!

- Mas claro, lembro de você em Nova York, mas ainda não era namorada do Harry – ele deu uma risada – Que partidão, hein garoto? Esse é dos meus! Você tem alguma irmã gêmea? Sabe, para mim...

Harry corou de leve.

- Sirius, vai terminar de lavar o Padfoot! – ordenou Harry rindo.

- Oh! É verdade, ele está cheio de sabão! – e antes que Sirius terminasse a fala, o cachorro veio aos pulinhos na direção da cozinha, todo cheio de espuma pelos pêlos negros.

- NÃO! DE NOVO NÃO! – gritou Harry prevendo o que ele ia fazer.

E como se fosse em câmera lenta, o cachorro levemente começou a se sacudir, espirrando água e sabão para todos os lados da cozinha, Harry colocou o braço em frente o rosto para proteger os olhos.

Sirius se atirou na direção do cachorro mas o animal foi mais esperto e correu de volta para o quintal e se jogou na piscina, como se fosse uma criança.

- Você só precisa acostumar com os novos hóspedes – aconselhou Harry para Cho – Ou você entra na onda deles, ou você pira!

Cho concordou com a cabeça e Harry estendeu um pano para ela.

- Me ajuda a limpar toda essa bagunça? Assim a gente já treina para o nosso casamento!

Cho concordou novamente e beijou Harry nos lábios e sussurrou.

- Obrigada por ser o melhor namorado do mundo! Vamos terminar logo essa bagunça para pegarmos uma sessão de cineminha!

xxXXxxXXxx

Harry convenceu de deixar Cho dormindo um pouco mais enquanto ele ia ao mercado da esquina fazer compras para sua mãe já que a empregada estava grávida e a nova apareceria na outra semana.

Durante o caminho, Harry passou por um banco e quando viu Cedrico saindo de lá, todo engravatado, com o seu rosto habitualmente risonho. Parecia ter superado a morte de Simas após tanto tempo. Também, não é para menos...

- Harry! – lembrou ele vendo o garoto de longe.

- Cedrico! – disse Harry apertando a mão dele com um toque jovial, mas o rapaz mais alto foi mais afetivo e o puxou para um abraço – Como estão as coisas?

- Bem, na medida do possível e com você?

- Tudo bem também! – embora não fosse verdade, apenas por educação mesmo – Eae, trabalhando firme?

- É a vida, né? – disse ele rindo – Faz parte...

Harry riu.

- Quer tomar um café, alguma coisa? – ofereceu o amigo ajeitando o cabelo liso.

- Não, obrigado, só estava de passagem!

Cedrico colocou as duas mãos no bolso, pigarreou e perguntou:

- É verdade que a Weasley foi para o exterior?

- É sim – confirmou Harry com um aperto no peito – Ela se foi!

Cedrico concordou com a cabeça.

- E... Ela já superou?

- Parece que já – disse Harry concordando com o lábio mordido, não queria dizer a verdade que estava com ela.

- Vocês estão juntos, não estão? – ele perguntou já sabendo a resposta.

- Na verdade, não... – disse sinceramente – A gente ficou uma vez só!

- Ah! Suspeitei que acabariam juntos! – disse Cedrico jogando os ombros – Ela superou bem rápido, não acha?

Foi a vez de Harry jogar os ombros, não saberia responder, não por enquanto que não tinha perdido nenhuma namorada.

- Devemos continuar, né? – respondeu.

Cedrico passou o dedo pelos olhos e eles estavam ficando avermelhados.

- As coisas não são assim... De verdade! – Harry odiava ver um amigo chorando em sua frente.

Harry passou o braço pelos ombros de Cedrico e apertou o amigo contra o peito.

- Cara, vai ficar tudo bem! Você precisa andar mais, sair mais, e vai ver que a vida continuar, não podemos estacionar no tempo!

Ele concordou e começou a chorar ao mesmo tempo.

- Eu... Eu sei que vou!

- Ora, ora... O novo casal de Nova York! – murmurou uma voz desdenhosa e arrastada.

Harry ergueu os olhos e viu Draco com as duas mãos na cintura encarando a cena, vendo malicia, provavelmente.

- Vá se ferrar! – murmurou Harry prevendo que a cena não estava fazendo bem a Cedrico – Ninguém te chamou aqui!

- Mudando de lado, Potter? Quem diria, hein? O garoto popular do time de vôlei...

Harry fez algo que a muito tempo vinha evitando fazer; largou os ombros de Cedrico e voou no rosto de Draco, enchendo-o de porradas, os dois caíram no chão, rasgando as roupas e dando pontapés. Nesse meio tempo, todos os seguranças de dentro do banco saíram para separar a briga, aparentemente, Draco tinha levado a pior, mas era só porque sua pele era branca e marcava mais fácil, já Harry estava cheio de hematomas e as roupas tinham virado trapos.

- Isso vai ter volta! – murmurou Harry passando a mão pelo rosto e vendo o sangue escorrer.

xxXXxxXXxx

Voltando para casa, e usando as roupas para limpar o sangue percorrendo pela face, Harry avistou o carro da polícia parado em frente a sua casa, ficou na dúvida se alguém tinha aprontado alguma coisa.

"Será que vão levar Sirius por algum motivo inútil?" pensou e sentiu um assombro de saudade do padrinho, não podia deixar ninguém levá-lo.

Harry correu na direção da casa e viu os policiais parados em frente.

- Tenho certeza de que estão enganados! – esclareceu Lílian aos policiais – Harry é tão inofensivo quanto qualquer outro adolescente!

- O que está havendo? – perguntou Harry aparecendo, e ainda "naquele" estado deplorável.

- Se envolvendo em brigas? – perguntou um dos policiais com sorriso falso no rosto e com os braços cruzados – Acho que isso pode facilitar algumas coisas.

- O que está havendo? – repetiu Harry furioso.

- Você está preso em nome da lei! – disse o policial mais alto e mais gordo – Você foi acusado de atirar em Rony Weasley!

Nota do Autor: Estou viajando só passei aqui super rápido para desejar um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo, estou viajando de novo! (Fui para minha avó, para minha tia e agora estou descendo para a praia, mega beijocas!).