Parte II


Capítulo 18 – O Julgamento - Parte I


Olhava o jornal a sua frente como se não pudesse acreditar no que estava vendo. Aquilo não podia estar acontecendo. Não daquela forma. Não daquele mesmo jeito.

Jogou-o em cima da mesa no mesmo instante em que uma outra mulher descia as escadas. Esta olhou da mulher que estava sentada do sofá para a edição do Profeta Diário na mesa e concluiu o que deveria ter acontecido.

− Quem foi dessa vez? – ela perguntou, sentando no sofá, ao lado da outra.

− Emmelina Vance.

− Mais uma da Ordem – completou Amélia. A outra apenas concordou – Vou ter trabalho dessa vez. Ela era chefe do St. Mungus.

− Está acontecendo de novo, Amélia.

− Pode ser apenas uma coincidência... – respondeu Amélia ao ver a loira a sua frente se levantar, aparentando bastante nervosismo – Ela era uma pessoa importante. Deve ter sido por isso que...

− E quanto a Héstia Jones? E Elifas Doge? Eles não eram pessoas tão importantes assim! – argumentou Perla, com um grande tom de raiva na voz.

− Perla, ele pode simplesmente estar querendo eliminar os membros da ordem. Ele sabe muito bem que ela oferece um risco para os seus planos.

− Como ele poderia saber quem faz ou não parte da Ordem de Fênix?

− Pettiggrew está do lado dele, não? Eles simplesmente devem estar verificando quem da lista que Pedro entregou está vivo!

− Você não está entendendo, Amélia – disse Perla, ficando frente a frente com a ministra – Héstia não fazia parte da Ordem naquela época.

− Não está achando que... – Amélia ficou surpresa – você acha que alguém estaria... pode ser uma coincidência.

− Coincidência demais para o meu gosto. E se quer saber, eu não acredito em coincidências.

− Você acha que ele poderia estar delatando a Ordem?

− Meu coração insiste em dizer que não, que Severo jamais faria isso – suspirou Perla – Mas minha mente não vê outra explicação.

− Olha Perla, eu sei que ele salvou as minhas sobrinhas da morte. E eu sou eternamente grata a ele por isso. Mas... – Amélia parou de falar e encarou Perla novamente, respirando fundo antes de continuar – para mim, um comensal nunca deixa de ser um. E se você pensar bem, ele nunca se preocupou em matar pessoas. Ele foi capaz de matar até mesmo outro comensal.

− Para salvar a minha vida! – completou Perla.

− Exatamente por isso. Ele nunca mostrou ter nenhum tipo de sentimento por qualquer outra pessoa que não fosse você. Duvido que ele teria salvado Sarah e Susana se não tivesse descoberto que ela era sua afilhada.

− Sei disso, Amélia. – respondeu Perla, colocando a mão no rosto – Por isso que é difícil demais pensar que ele possa estar envolvido nisso tudo.

As duas ficaram em silêncio. Cada uma perdida em seus pensamentos. Cada uma refletindo sobre uma possível explicação para tudo que estava acontecendo.

− Tia Amélia – falou uma garota de cabelos castanhos, quebrando o silêncio que estava no aposento.

− Susana – disse, Amélia, abraçando a sobrinha – Quando chegou?

− Meus pais acabaram de me deixar aqui – a garota respondeu sorridente – Eu atrapalho? – perguntou ao ver que Perla ainda tinha o rosto encoberto com as mãos.

− Não, querida. Essa aqui é uma amiga minha... Perla.

Perla tirou a mão do rosto ao ouvir o seu nome. Ao ver quem era a garota que estava ao lado da ministra, ela sentiu seu corpo ser invadido por uma grande felicidade e não conseguiu conter um sorriso.

− Como vai, Susana?

− Bem... – respondeu a garota timidamente, voltando a encarar a tia – Tia Amélia, você acha seguro eu voltar para Hogwarts?

− Pode ficar tranqüila, minha querida. Nada vai te acontecer enquanto você estiver na escola. Ela estará muito protegida.

− Hum... ok, então – respondeu a garota, não se convencendo – Eu vou lá pra cima separar as minhas coisas então.

Amélia apenas assentiu e a garota subiu as escadas, sendo acompanhada pelos olhares das duas mulheres.

− Ela é a cara do Ed – disse Perla, assim que a menina sumiu no andar superior.

− Acho que só consegui suportar tudo isso até hoje por causa dela.

− Imagino que sim – respondeu Perla, indo até um canto do aposento, onde havia um móvel com vários porta-retratos – Se não fosse por Sarah, eu não teria suportado.

Perla pegou um dos porta-retratos que estavam em cima do móvel e ficou encarando-o. Na foto, Amélia estava abraçada com Gideão Prewett, que era seu noivo na época. Sua amiga, Marlene McKinnon estava ao seu lado junto com o namorado Fabio Prewett. Ao lado deles estava uma amiga delas, Helen Silveran com o irmão de Marlene, David McKinnon. E por fim, Edgar Bones e sua esposa Kelly. Todos estavam felizes e sorridentes. Nenhum deles fazia a menor idéia do fim trágico que teriam tempos depois. De todos aqueles, apenas Amélia Bones sobrevivera.

Ela deixou que uma lágrima escorresse pelo seu rosto. Sentiu muito medo dentro de si ao pensar que tudo poderia estar acontecendo novamente. E ela sabia que não estava preparada para perder novamente as pessoas que amava.

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- Eu desisto – falou Sirius, olhando para a pequena garotinha em seu colo – O que mais você quer que o papai faça pra você parar de chorar?

Lily chorou com mais força ainda, deixando Sirius ainda mais nervoso.

− Vamos lá, pequena. Eu não sei mais o que fazer!

− Quem disse que era fácil cuidar de um bebê, Sirius? – falou Remo, entrando na cozinha naquele exato instante.

− Aluado, eu já fiz de tudo. Já troquei a fralda, já dei mamadeira, já vi se está com febre, já dei remédio pra cólica... e ela simplesmente não pára de chorar!

− Deve estar com saudades da mãe – comentou o lobisomem, passando a mão no cabelo da menina.

− Ela já está a dias sem ver a Perla e só hoje ela está assim – respondeu Sirius, se levantando – Vamos pequena, ajude o papai.

Lily chorou ainda mais e seu choro só aumentou quando eles escutaram a campainha tocando. Remo foi atender a porta depois de receber o sinal de que era alguém da ordem.

Ele e Sirius estavam morando na antiga casa de Perla, que tivera a segurança reforçada. Sirius não quis ficar na sede da ordem com a filha, pois achava que não era ambiente para Lily ficar. Já Harry permanecera na casa dos Weasley.

Remo não ficou surpreso ao abrir a porta e dar de cara com Thais e Sarah. As duas que estavam no antigo apartamento que pertencera a Emma, sempre apareciam por lá para ajudá-los com Lily. Thais tentou convencer Sirius a deixá-la ficar com a menina, mas o moreno argumentou que ficara tempo demais longe da filha. E como ela não queria ficar morando no mesmo lugar que Remo, acabou concordando que ele ficasse com a menina.

− Sabia que vocês viriam hoje – disse Remo, forçando um sorriso ao permitir a passagem delas.

− E pelo visto vocês estão tendo grandes problemas com a minha irmã – falou Sarah, guiando-se pelo choro da irmã até a cozinha.

− Como vão as coisas por aqui? – perguntou Thais, evitando encarar o ex-namorado.

− Nervosas. Sirius teme muito pela segurança de Lily.

− Eu também ando muito preocupada com isso. Com todas essas mortes de membros da Ordem, fico me perguntando se não seria melhor sair do país com as meninas.

− Se eles estão matando membros da ordem, vai dar no mesmo você ir ou ficar aqui – respondeu Remo com um tom de ironia na voz.

− Eu não tenho culpa se sua namorada foi uma das vítimas deles, Lupin. Portanto, não desconte sua raiva em mim!

Thais não deu tempo para que ele pudesse responder e seguiu na mesma direção que Sarah. O maroto ficou em silêncio, pensando nas duras palavras que acabara de escutar. Por algum motivo que ele não sabia explicar, sentia que ela tinha razão. Ele estava apenas tentando descontar em alguém a raiva que sentia por Héstia ter sido uma das vítimas dos comensais juntamente com Emmelina Vance.

Somente quando também foi pra cozinha, foi que Remo percebeu que Lily parara de chorar e agora brincava no colo de Sarah.

− O que foi que você fez? – ele perguntou pra Sirius, apontando pra garota.

− Nada. Sarah a pegou no colo e ela simplesmente parou de chorar. Aposto como essa baixinha estava dando todo aquele escândalo só pra me irritar.

− É normal ela estar nervosa hoje – falou Thais, passando a mão pelo cabelo da menina, que sorriu.

− Como assim "é normal ela estar nervosa hoje?" – perguntou Sirius intrigado. Remo fez cara de quem também não tinha entendido.

− Hoje é o julgamento da minha mãe – respondeu Sarah, como se isso explicasse tudo. Remo e Sirius se entreolharam, mas nenhum deles parecia ter entendido.

− Pessoas sensitivas ficam mais nervosas quando acontece algo com as pessoas que amam.

− Eu sei disso, Thais – respondeu Sirius, que não percebeu o que ela queria dizer com aquilo – Peraí, você está querendo dizer que... a minha filha... Lily... é...

− Sensitiva – respondeu Thais, rindo da cara de espanto do maroto – Ah vamos Sirius, uma filha sua e da Perla, o que você esperava?

− Mas... se ela é sensitiva... por que ela parou de chorar quando a Sarah a pegou no colo? – perguntou Sirius, que ainda estava surpreso com a revelação

− Laços de sangue, eu acho – respondeu a loira, beijando o topo da cabeça da menina.

Sirius e Remo encararam Thais. Os três sabiam que Sarah e Lily não eram irmãs de sangue. E se Lily era sensitiva, ela deveria saber disso.

− Mas eu sou o pai dela – argumentou Sirius, cobrando uma explicação de Thais com o olhar.

− Pelo visto, ela não gosta muito de você! – provocou a morena, rindo da cara que Sirius fez.

− Eu...

Sirius parou de falar ao escutar um barulho vindo da sala. Os quatro ficaram nervosos e se encararam. Em seguida, todos com exceção de Sarah, sacaram as varinhas antes de irem para sala verificar a origem do barulho.

Eles deram de cara com Harry, Rony, Hermione, Gina e o senhor Weasley, que tinham acabado de sair da lareira.

− Não esperava vocês hoje – disse Sirius, indo abraçar o afilhado. A lareira da casa dos Weasley tinha sido ligada a lareira da casa de Perla de modo que eles pudessem ir de um lugar para o outro.

− Tivemos um problema, Sirius – respondeu Arthur Weasley, aparentando nervosismo – Molly precisou ir ficar com Fred e Jorge na loja no beco diagonal. Parece que as coisas não estão muito boas por lá. E eu preciso ir para o Ministério. E como você sabe, o pessoal da ordem está meio enrolado hoje.

− Eu entendo, Arthur. Acontece que eu vou para o julgamento...

− Ótimo. Vamos todos para o julgamento – falou Harry, com um sorriso estampado no rosto.

− Nem pensar, Harry. Dumbledore disse que seria muito perigoso pra você. Os únicos lugares que você está seguro até voltar a Hogwarts é aqui ou na minha casa.

Harry encarou o padrinho, na esperança que este pudesse fazer alguma coisa. Porém, Sirius apenas balançou a cabeça negativamente, o que significava que ele não podia fazer nada pelo afilhado.

− Eu estou indo então – disse o Sr Weasley, desaparecendo pela lareira no segundo seguinte.

− Sirius...

− Eu não posso fazer nada, Harry. Isso está fora do meu alcance. É a sua segurança que está em jogo. E eu não quero perder mais ninguém – argumentou o moreno – Você fica aqui com os outros e Thais..

− Comigo? – espantou-se a morena – Eu não sei o que você tem nessa sua cabeça, Sirius, mas eu vou para o julgamento.

− Thais, alguém tem que ficar com eles e a Lily...

− E por que esse alguém tem que ser eu?

− E quem mais seria se não fosse você?

O dois se encararam e em seguida, ambos sorriram e olharam para outra pessoa.

− O que? – perguntou Remo, ao perceber que eles o encaravam – Vocês não estão pensando que eu... NÃO. Nem pensar. De jeito nenhum.

− Ah, vamos Aluado. Eu preciso ir ao julgamento. E não tem como deixar Sarah, Harry e Lily sem a companhia de um adulto responsável!

− Isso realmente explica o por que você não pode ficar com eles – provocou Thais, recebendo um olhar fulminante de Sirius.

− Você me prometeu que eu iria também – disse Sarah para Thais.

− Você fica também – foi Sirius quem respondeu – Fica com sua irmã, Harry e os outros... sob a responsabilidade do Remo.

− Mas... – falaram Harry, Sarah e Remo, ao mesmo tempo.

− Sem nenhum "mas" – cortou Sirius na mesma hora - E isso serve pra você também, Remo – completou ao ver a cara do amigo – Melhor nos apressarmos, Thais. Já está em cima da hora.

A morena assentiu e ambos se dirigiram pra lareira.

− Ministério da Magia – disse Sirius, arremessando o pó de flú. Em segundos, ele e Thais tinham desaparecido.

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Perla entrou no tribunal sentindo suas pernas pesarem a cada passo que dava. Seu coração batia acelerado, de um jeito que não acontecia a muito tempo. Mas ela sabia o que isso significava. Estava com medo, não havia como negar. Um medo que não sentira durante todos os anos que passara longe de tudo e todos.

Olhou para a cadeira no centro da sala, cujos braços eram equipados com correntes, que não se fecharam quando ela se sentou. Encarou cada um dos membros da corte ali presente para julgá-la. E não se assustou ao ver que todos os membros da Suprema Corte estavam lá. Era um julgamento de grande importância para o Ministério da Magia, já que ela era a ex chefe dos aurores.

E ela tinha feito um pedido a Ministra. Queria um julgamento a portas fechadas, sem a participação de ninguém que não fosse da Suprema Corte. A única exceção era Alvo Dumbledore, que insistiu para participar do julgamento e Amélia simplesmente se viu sem ter como impedir a participação do diretor de Hogwarts.

− Estamos aqui hoje para julgar a acusada Perla Elizabeth Stoller Montanes, pelo assassinato de Bellatrix Drusella Lestrange, cometido na escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts no dia...

As palavras se perderam na mente de Perla. Ela não conseguia mais prestar atenção no que estava sendo dito. Sua mente começou a vagar por outros pensamentos, por outra realidade. Tudo que ela mais desejava era que aquilo acabasse o mais rápido possível.

Queria lembrar de dias felizes. De dias em que nada daquilo era importante. Dias em que sua felicidade estava em passar de ano na escola, se divertir com as amigas... e principalmente, estar ao lado dele.

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(7º ano dos Marotos em Hogwarts)

- E então, na revolução de 1711, os duendes resolveram que...

A voz do professor Binns chegava até os seus ouvidos, mas ela não conseguia mais assimilar sobre o que ele estava falando. Sua mente tentava a todo custo resistir aos encantos de Morpheus, mas suas forças para isso estavam se acabando.

Ela quase caiu da cadeira quando um pedaço de pergaminho apareceu a sua frente. Lutando contra o desejo de ignorá-lo e se entregar de vez a Morpheus, Perla deixou que a curiosidade falasse mais alto e abriu o papel.

"Já disse que te amo?" - Era o que dizia o bilhete escrito numa caligrafia que era conhecia muito bem.

"Hoje ainda não. Mas se você quiser me falar isso daqui a dez minutos, eu vou adorar!" - foi o que Sirius recebeu em resposta ao seu bilhete.

"10 minutos? Pensei que você fosse querer agora!"

"Eu estou sob os encantos de Morpheus agora, Sirius!"

"Morpheus? Eu ainda quebro esse cara"

"Vai ter que morrer antes pra isso, maroto. De que outra forma você vai enfrentar um deus?"

"Esqueceu que eu sou um deus?"

Perla riu alto com o último bilhete, atraindo a atenção de alguns alunos que estavam na sala, principalmente de Lílian que olhou pra ela com seu conhecido olhar reprovador.

O sinal tocou minutos depois, anunciando o final da aula. Perla juntou todo seu material rapidamente e saiu quase correndo da sala. Mal havia chegado no corredor quando sentiu um braço envolvendo sua cintura.

− Pra quem estava sob os encantos de Morpheus, você até que se recuperou bem rápido - Sirius sussurrou em seu ouvido.

− Pra que ficar sob os encantos dele se eu tenho um deus grego bem mais perto de mim? - ela se virou, ficando frente a frente com ele.

− E convenhamos que esse deus grego aqui é muito melhor que qualquer outro - Sirius respondeu, roubando um selinho da namorada.

Nesse exato instante, alguém passou por eles, derrubando todo o material da garota no chão.

− Ei cuidado... Ranhoso - Sirius e Severo se encararam com desprezo.

− Sinto muito. Sabe como é difícil reparar em uma sangue-ruim no meio do caminho.

Sirius fechou o punho, soltando Perla e sacando a varinha. Mas a garota o segurou.

− Não, Sirius. Por favor.

− Perla, você ouviu do que foi que esse imundo te chamou?

− Eu não me importo. E se eu não me importo, você também não devia se importar - respondeu Perla, abaixando o braço do maroto.

A contragosto, Sirius seguiu a garota que o puxava na direção contrária a do sonserino.

− Eu não sei por que você o defende tanto - ele disse rispidamente.

− Não defendo. Apenas não me importo com o que ele fala.

− Eu espero que seja só isso mesmo, pequena. Eu te odiaria se você o defendesse depois de tudo que ele te fez.

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"Eu te odiaria"

Aquelas palavras martelavam na cabeça de Perla como se mil facas a apunhalassem. Tanto sacrifício, tantos anos de separação... e agora Sirius a odiava.

Dumbledore agora testemunhava a seu favor. Mas ela também não conseguia prestar atenção em nenhuma palavra do diretor. Tudo que queria era que aquilo acabasse logo. E que ela pudesse ver Sirius novamente. Nem que fosse uma última vez.

Passados alguns minutos, Dumbledore terminou de falar e Amélia recomeçou. A ministra pediu que os outros membros da corte avaliassem a situação de Perla com justiça. Ia começar uma votação entre eles quando um barulho vindo do lado de fora interrompeu o julgamento.

As portas do tribunal se abriram naquele instante, dando passagem a Sirius e Thais. Um bruxo vinha atrás deles, tentando impedir que eles entrassem, mas ambos estavam decididos.

− O que está acontecendo? - perguntou a ministra olhando para os dois recém chegados.

− Ministra, eu tentei impedi-los, mas...

− Mel, pode dizer pra esse cara que eu não vou sair daqui? - disse Sirius, deixando Amélia completamente vermelha ao ser chamada pelo apelido em pleno tribunal.

− Está tudo bem, Sullivan. Eles podem ficar.

O bruxo ficou supreso com a determinação da Minsitra, mas acatou a ordem e saiu do tribunal.

− Como eu estava dizendo, antes dessa pequena interrupção - continuou Amélia - Eu peço aos membros da Suprema Corte que...

− Amélia - chamou Sirius, sendo fuzilado pelo olhar dela - Minsitra. Eu gostaria de dizer uma coisa.

− Senhor Black, o senhor interrompe esta sessão e ainda se acha no direito de falar alguma coisa? - disse Cornélio Fugde, visivelmente irritado com as novas presenças no tribunal.

− Fudge, até onde eu sei, Amélia Bones é a ministra. Portanto, é ela quem decide se eu posso ou não falar o que eu gostaria de dizer.

− Prossiga, Black.

− Eu sei que vocês estão aqui pra julgar essa mulher por um assassinato. Sei que isso é digno de Azkaban, mas... - ele parou de falar e olhou pra Perla, que mantinha a cabeça baixa - é justo condenar uma mulher que tirou a vida de um comensal da morte? Que tirou a vida de alguém que matou dezenas de outras pessoas? Muitos de vocês com certeza perderam algum parente, amigo, conhecido pelas mãos dessa comensal ou de algum de seus comparsas. Então, é justo condenar esta mulher por tirar a vida de uma assassina? Por impedir que mais pessoas inocentes morressem por suas mãos?

− A questão não é somente essa, Black - Amélia o interrompeu - Perla nao matou apenas um comensal da morte. Ela fez o que fez com a intenção de matar Bellatrix Lestrange, fosse ela uma comensal ou não. Simplesmente por que era a única maneira de trazer você a vida novamente.

− E isso por acaso a torna uma pessoa pior? Se tornar uma assassina por amor? Para tentar trazer de volta a vida a pessoa que ela amava? Seu marido e pai de sua filha?

Houve uma grande surpresa entre os membros da corte. Para Perla a supresa maior foi Sirius dizer que ela o amava. Quando ela sabia que aquele amor ainda existia.

− Muitos de vocês não sabe, mas sim, eu e Perla somos casados. E temos uma filha. Então eu pergunto a vocês. É crime uma mãe querer trazer de volta a vida o pai de sua filha?

− Eu a avisei das consequencias de seus atos - revidou Amélia - E a senhorita Montanes... senhora Black, disse saber o que estava fazendo. E de não ter medo de enfrentar as consequencias de seus atos.

− Que seja - continuou Sirius - Tudo que eu peço é que vocês pensem no que seriam capazes de fazer por amor. Por que eu aposto como muitos de vocês fariam o mesmo que ela fez.

Uma nova onda de murmúrios percorreu os integrantes da corte. Perla continuava com a cabeça baixa. Ela não tinha coragem de encarar Sirius.

− Eu passei 13 anos em Azkaban acusado de crimes que não cometi...

− Você ainda não foi inocentado de todas as acusações - rebateu Cornélio Fudge, aumentando seu tom de voz - Você ainda é um fugitivo de Azkaban. Sem falar que também é um animago ilegal.

− Basta - falou a ministra, tentando colocar ordem na corte - Não estamos aqui pra tratar do caso Sirius Black. Isso será visto em outro dia e pode ter a certeza de que levaremos o tempo que ele passou em Azkaban sendo inocente na hora de julgá-lo por animagia ilegal - ela encarou Sirius - A questão agora é Perla Montanes, Elizabeth Stoller ou Perla Black, se preferirem. Não importa o nome. E sim o ato cometido.

− Me perdoe pela intromissão, ministra. A única coisa que peço é um julgamento justo.

− E pode ter a certeza de que ela terá, Black - disse Amélia, olhando de Sirius para Perla.

O moreno sorriu e foi se sentar ao lado de Dumbledore com Thaís. Perla apenas respirou fundo. Aquela era a hora da decisão.


Ok. São 1h19 do dia 23 de dezembro (Feliz Aniversário, Harry Judd!). São mais de 5 meses sem atualização. Então eu vou dizer. Não prometo mais que não vou demorar, por que já vi que não posso cumprir essa promessa. Mas eu prometo que essa fic não vai ficar sem final, pode ter certeza. Eu posso demorar 5 meses, um ano, o que for, mas eu atualizo (tá, não vai chegar a um ano).

O capítulo foi quebrado em duas partes. Senão, eu não teria como postar hoje. E só atualizaria no ano que vem e acho que quem le a fic, prefere um capítulo mais curto a nenhum, certo?

Gostaria de agradecer todos os comentários que recebi (não vou colocar os nomes aqui, por que eu já estou praticamente no mundo de Morpheus) mas queria dizer que cada comentário é uma alegria e um incetivo pra mim, principalmente os que eu recebi ao longo desses 5 meses me pedindo pra não desistir e me cobrando atualizações.

Dedico esse capítulo a todas essas pessoas que me incentivam a continuar essa mega história que em breve completara 3 anos de existência, por todo seu carinho e compreenssão emcada review. E também dedico aquelas que me aturam todo santo dia, que me ajudam a escrever e que não me deixam desistir: Cin (nem sei se você vai ver essa atualização agora, mas eu nunca me esqueço de vc. Eternamente no meu coração, amore), Gabi (quem atura minhas crises dia apos dia. Você sabe que eu não vivo sem vc né?), Tha (meu, essa fic não tem sentido sem vc. E juntas nós vamos conseguir chegar ao final), Lety (minha beta querida que eu nem deixei betar esse capítulo. Pessoa que mais me incentiva a escrever), Belle (que me anima todo dia com seus surtos musicais ri Tomara que ano que vem eu vá morar perto de você) e Érica (caramba, sem comentários pra força que você me dá. Obrigada por ser essa amiga mais do que especial, que eu amo e admiro, obrigada por cuidar de mim de um jeito que nunca ninguém fez)... AMO TODAS VOCÊS!!!