Olá leitores!
Vocês nem sabem quanta consideração eu tenho por vocês. Nesse sábado chuvoso, estou eu aqui no meu trabalho postando fic para vocês, porque sei que na maioria dos estados está chovendo, então nada melhos do que uma boa estória para entreter. rsrs.
Esse capítulo está grandinho e carregado de emoções. Ele dá continuidade aosacontecimentos do capítulo anterior.Espero que gostem.
Boa leitura!
Depois de fechar a porta, coloquei minha bolsa sobre o sofá e caminhei até a cozinha. Minha intenção era preparar um chá e levá-lo até o quarto de Kagome para que o tomássemos juntas.
Enquanto aguardava que a água para o chá entrasse em ebulição eu pensava em tudo o que estava acontecendo e em tudo o que ainda estava por vir. Pensei em minha conversa com Sesshoumaru, no modo aparentemente tranqüilo com que ele recebeu a notícia sobre a gravidez e voltei a me imaginar grávida de um filho dele.
Voltei de meus pensamentos ao perceber que a água já fervia. Apaguei o fogo e coloquei o líquido quente no bule sentindo logo o cheiro agradável da infusão. Arrumei em uma bandeja o bule, e duas xícaras, caminhando logo depois para fora da cozinha e subi as escadas.
Ao chegar ao quarto de Kagome, abri a porta lentamente, ela não estava dormindo como eu imaginei, mas estava encolhida na cama e quando percebeu minha presença voltou seu olhar para mim. Logo que vi sua face percebi que ela andara chorando novamente e assim que coloquei a pequena bandeja que trazia sobre o criado mudo me sentei ao lado dela e a abracei.
Kagome voltou a chorar por longos minutos e devo dizer que aquilo parecia muito estranho a mim, porque ela sempre foi a mais forte de nós duas, sempre foi positiva e corajosa, mas agora parecia extremamente frágil e perdida. Depois de algum tempo consolando-a, vi Kagome levantar o rosto para me fitar mais uma vez.
- Inuyasha ligou. – Ela disse.
- E?
- Eu não queria atender, quando peguei meu celular vi que havia mais de vinte chamadas perdidas.
- Kagome?! – Falei com pesar – não faça isso com ele, não é justo.
- Eu acabei atendendo, do contrário ele viria até aqui.
- E o que você disse?
- Disse que estava na casa de uma amiga fazendo um trabalho importante e que iria dormir por aqui mesmo. – Kagome parecia muito triste, era óbvio que não se sentia bem em enganar o namorado. – Ele ficou furioso Rin. Brigou comigo de novo e gritou dizendo que não ia aceitar que eu o fizesse de idiota.
- Sesshoumaru me disse que ele acha que você não o quer mais, que quer terminar com ele por isso está fugindo.
- Como ele pôde pensar uma coisa dessas? – Indagou indignada.
- Ah Kagome! Você sabe o quanto Inuyasha é passional e ele está totalmente no escuro. Num momento vocês estavam bem e no outro você faz todo o possível para não ver ou falar com ele. Coloque-se no lugar dele, é bem provável que você imaginasse o mesmo ou coisa pior.
- É verdade.
Kagome ficou pensativa por um momento e enquanto isso eu nos servia de chá.
- Kagome você precisa resolver isso. Eu sei que está nervosa e com medo e não tiro o mérito disso, mas o Inuyasha tem direito de saber o que está acontecendo, você não está sendo justa com ele.
- Você acha que eu não sei disso Rin? Eu sei, mas eu não consigo criar coragem, principalmente porque não sei o que farei daqui pra frente, como vou viver minha vida.
- Kagome estar grávida não é o fim do mundo. Não é como se você vivesse em uma sociedade onde as jovens que engravidam sem planejar sejam marginalizadas ou algo assim e você tem família, não vai estar sozinha nessa.
- Eu sei que não vou ser abandonada a minha própria sorte, mas como vou prosseguir com meus planos estando grávida? – Ela parecia desalentada.
- Ouça bem Kagome. Você sempre foi corajosa e determinada, sempre encarou tudo de frente e agora mais do que nunca você precisa agir dessa forma. Você vai continuar com a sua vida, vai continuar com a faculdade até o último minuto que faltar para esse bebê nascer, daí quando ele vier ao mundo você terá apenas que dar uma pausa, adiar um pouco seus planos até essa gracinha estar mais crescida e você poder retomar tudo novamente.
Não é o fim do mundo Kagome, milhares de mulheres no mundo todo são casadas, têm filhos e nem por isso deixam de correr atrás de seus sonhos e objetivos, com você não será diferente.
- É o que eu espero Rin-chan. Eu espero ter forças para enfrentar tudo o que vem por aí, a começar pela minha mãe e meu avô.
- Tenho certeza que a tia vai ficar encantada com a idéia de ser avó. Vai se assustar no início, é óbvio, mas com certeza vai amar.
- Minha mãe é super coruja, não é? – Kagome disse esboçando um sorriso.
- É. Você também tem que ser. Kagome não dá pra você começar a ficar feliz, pelo menos um pouquinho, por ter um bebê aí na sua barriga? Imagine como será quando ela ficar maior, as compras que nós teremos que fazer, aquelas roupinhas lindas.
Finalmente consegui arrancar um sorriso verdadeiro de minha prima depois de dias sem ver um.
- Você acha que será menino ou menina? – perguntei.
- Não faço idéia. – Ela respondeu docemente acariciando o ventre. – mas não importa, será meu filho e do meu Inu, isso já é o suficiente para eu amá-lo muito.
- Assim que se fala!
- Amanhã eu vou ligar pra ele e marcar alguma coisa. Eu vou contar Rin, seja o que Deus quiser.
- Boba! Ainda acho que a reação dele vai te surpreender.
Nós duas rimos e continuamos tomando chá e conversando. Especulávamos sobre o sexo do bebê e sobre com quem ele se pareceria. Conversamos até bem tarde e depois fomos dormir.
No dia seguinte, acordamos mais tarde que o normal já que era sábado e nenhuma de nós duas teria o que fazer tão cedo.
Por volta das 10hs00 saí do meu quarto e fui até a cozinha preparar o café da manhã. Ao passar pela sala vi que a luz da secretária eletrônica estava piscando, havia uma mensagem ali. Apertei o botão para ouvir e era Sesshoumaru, dizendo que estaria no escritório durante toda a manhã resolvendo problemas relativos a um contrato, soube nesse momento que só o veria no final da tarde ou à noite.
Retomei meu trajeto até a cozinha e logo depois Kagome apareceu. Ela parecia bem mais disposta naquela manhã e isso me deixou muito satisfeita. Terminei de preparar o café e nós fizemos a refeição enquanto conversávamos, Kagome fazia planos de entrar em contato com Inuyasha o mais cedo possível, mas eu a alertei sobre o problema com o contrato sabendo que com certeza meu amigo também estaria na empresa trabalhando.
Enquanto isso na Taisho Inc. Uma reunião ocorria com vários membros da diretoria e como tal os irmãos Taisho estavam presentes.
Eles discutiam algo sério podia-se perceber pelo semblante de cada um, falavam e gesticulavam enquanto Sesshoumaru observava toda a movimentação, sentado de forma imponente na cabeceira da mesa. Em dado momento o presidente da empresa que vestia o habitual terno e gravata, mesmo sendo aquele um sábado se pronunciou.
- Já chega. – Falou sem se alterar. A voz grave chamou a atenção dos presentes ali e todos se voltaram para fitá-lo. – Ter que lembrar aos senhores de que quem toma as decisões nesta empresa sou eu, é algo que está começando a me cansar.
- Eu não entendo o porque desse contrato não ter sido assinado ainda, talvez você possa me esclarecer meu jovem. – um homem de já certa idade que parecia representar a outra parte interessada no contrato questionou Sesshoumaru com extrema arrogância.
- Que parte de "o orçamento previsto não está de acordo com o empreendimento" o senhor não entendeu? – Inuyasha interveio mostrando-se estranhamente irritado. Todos ficaram em silêncio após a explosão do jovem.
Sesshoumaru se levantou de sua cadeira e passou a caminhar pela sala às costas dos homens que estavam ali. Ao passar pelo irmão levou sua mão direita ao ombro dele e o apertou levemente em um aviso silencioso para que ele se calasse, ao que o mais novo logo compreendeu e acatou, embora sua face ainda demonstrasse toda irritação que aquela discussão lhe causava.
- Senhor Takahashi, a assinatura desse contrato é tão interessante para mim quanto é para os senhores. – O executivo voltou a falar calmamente. - mas esses termos são inaceitáveis. Eu quero que um perito de minha confiança refaça os cálculos e busque alternativas para esse orçamento, se ele concordar com esse parecer, então nós fechamos o acordo. Sejamos razoáveis e vamos aguardar um curto período de tempo que poderá ser crucial para que não haja arrependimentos no futuro. Eu não sei quanto aos senhores, mas eu não estou acostumado a perder e só invisto em algo quando tenho certeza que meu retorno será elevado e garantido.
Um burburinho surgiu na sala enquanto Sesshoumaru alcançava novamente seu lugar na mesa, permanecendo de pé.
- Pois bem Sesshoumaru-sama, de quanto tempo estamos falando? – Um outro homem mais moderado perguntou.
- Duas semanas no máximo. Eu exigirei todo o empenho de meu perito para essa verificação e tenho certeza que ele fará no tempo em que eu solicitar.
Todos concordaram e após mais algumas considerações feitas por ambas as partes, a reunião foi finalmente encerrada. Os homens se retiraram restando ali apenas Sesshoumaru, Inuyasha e Totousai e os dois últimos ainda estavam sentados em seus lugares.
- Que diabos foi aquilo Inuyasha? – Sesshoumaru questionou demonstrando irritação. – Você ficou maluco, acha que isso aqui ainda é a faculdade?
- Aquele velho já estava me irritando. Era mais do que óbvio o motivo pelo qual você não aceitou aquela porcaria de contrato.
- Não interessa que ele estivesse se fingindo de cego ou idiota, desacatando-os, você pode colocar toda a negociação a perder. Esse comportamento é inaceitável Inuyasha.
- Eu sei. Droga! – O Taisho mais novo gritou o que fez o irmão arquear a sobrancelha e apoiar as mãos sobre a mesa para fitá-lo com mais atenção.
- Acalmem-se rapazes. – a voz conciliadora do velho Totousai pôde ser ouvida. – Tudo está bem, no final vocês conseguiram o que queriam. – concluiu otimista.
- Inuyasha vá para casa agora. Eu não sou obrigado a aturar o seu mau humor quando tenho que trabalhar em pleno sábado. – Sesshoumaru disse após analisar o irmão por alguns instantes. Sabia bem o motivo da irritação dele.
Inuyasha saiu da sala bufando e batei aporta atrás de si, em segundos alcançou a garagem do prédio pegando logo seu carro e saindo em disparada dali. O irmão mais velho permaneceu por mais um tempo na empresa trocando idéias com o conselheiro Totousai e também para localizar e passar as informações ao perito de sua confiança que morava em Xangai.
Eram três horas da tarde daquele sábado quando Sesshoumaru deixou a empresa dirigindo seu carro e no caminho fez uma ligação para mim.
- Moshi moshi! – Atendi preguiçosamente deitada no sofá onde assistia tv.
- Olá minha Rin! – Ouvi a voz dele me chamando assim instantaneamente fazia um sorriso surgir no meu rosto.
- Oi! – Respondi sorridente.
- Estou saindo da empresa agora, posso passar aí ou você ainda está ocupada?
- Pode vir, eu não estou fazendo nada.
- E a Kagome?
- Ela está melhor, mais animada. Decidiu contar tudo ao Inuyasha hoje.
- Ótimo, porque suportar o humor dele estava se tornando uma tarefa impossível. – Eu ri com o que ele disse sem imaginar como meu amigo estava se sentindo realmente.
- Eu vou ficar esperando. Estou com tanta saudade e se tudo correr bem ainda posso saldar minha dívida com você hoje. – Ele sorriu com a minha sugestão eu pude perceber.
- Essa é uma excelente notícia. Eu chego em meia hora no máximo.
- Tudo bem, até mais.
- Até.
Não demorou muito e Sesshoumaru já tocava a campainha da minha casa. Eu o recebi na porta com um sorriso fácil no rosto e o beijei.
- Oh coitadinho! Trabalhando em pleno sábado?!
Sesshoumaru sorriu e me abraçou fortemente enquanto eu dava passos para trás nos conduzindo ao interior da casa. Quando chegamos à sala retirei o terno dele e o depositei no encosto do sofá.
- Quer beber alguma coisa ou comer? – Ele negou com um gesto de cabeça. – Quer tomar um banho? – repetiu o gesto e eu arqueei as sobrancelhas ao vê-lo me agarrar pela cintura e levar os lábios ao meu ouvido.
- Eu quero você. – Sussurrou.
Dessa vez eu fiz um gesto negativo com a cabeça o que fez meus longos cabelos que estavam presos em um coque frouxo se soltarem.
- A Kagome está aqui Sesshoumaru.
- E daí?
- Daí que é melhor esperarmos ela sair. – Ele bufou levemente ao ouvir isso. – Ela está tentando falar com seu irmão e assim que conseguir, eles vão sair juntos e nós ficaremos sozinhos. Não faz essa carinha Sesshy, isso é covardia.
- Covardia é o que você está fazendo comigo.
Kagome apareceu na sala com o telefone em mãos vindo da cozinha e isso fez com que nos afastássemos.
- Oi Sesshoumaru. – cumprimentou o cunhado calmamente.
- Oi Kagome.
- Eu não estou conseguindo falar com o Inuyasha, o celular está dando desligado. – Ela falou se dirigindo a mim.
- Tentou ligar para casa? – Sesshoumaru indagou da poltrona onde agora estava sentado. – eu o mandei para casa assim que a reunião terminou, estava com o humor insuportável. Ele deve estar lá.
- Não. Eu liguei e falei com uma das empregadas, ela me disse que ele não apareceu lá desde que saiu pela manhã. Onde será que ele se meteu? – Perguntou mais para si mesma.
- Não se preocupe Kagome, quando ele chegar em casa darão o recado de que você o procurou. – Eu falei e ela concordou com um aceno.
- Eu vou para o meu quarto enquanto isso.
- Tudo bem.
Kagome subiu as escadas lentamente enquanto eu fui até o sofá e me sentei ao lado de Sesshoumaru que me olhou de soslaio.
- O que foi? – Perguntei com um sorriso travesso na face e ele estreitou os olhos se virando para mim, mas seu gesto foi interrompido.
A campainha tocou uma vez, e de novo, e novamente de forma frenética.
- Kami-sama! Já estou indo. – Falei alto enquanto me levantava do sofá para ir abrir a porta cuja campainha voltava a soar incessantemente. – Pronto! – Gritei assim que abri a porta e me assustei com o que vi.
- Rin-chan, eu quero ver a Kagome agora. Onde ela está?
- Inuyasha, o que aconteceu? – Perguntei preocupada ao ver o estado dele.
- Cadê ela Rin? – ele praticamente gritou. – Eu quero falar com ela agora.
A voz alterada de Inuyasha chamou a atenção do irmão mais velho que estava na sala. Sesshoumaru veio até a porta e olhou para o irmão ficando tão surpreso quanto eu com o que via.
- Inuyasha você está bêbado. – ele afirmou.
- Claro que não. – falou sério enquanto afrouxava ainda mais a gravata azul que antes estava atada ao seu pescoço. – Eu quero falar com a Kagome. Quem ela pensa que é pra fazer isso comigo? Ela acha que eu sou algum idiota? – a voz dele estava alterada pelo efeito do álcool e seus olhos me pareceram tão tristes.
- Inuyasha, calma. Você não está em condições de conversar com a Kagome agora. Você precisa ficar bem, daí depois vocês conversam.
- Não Rin. Eu quero falar com ela agora. KAGOME! – ele gritou, o que chamou a atenção de minha prima e ela desceu as escadas correndo.
- O que está acontecendo? – Minha prima perguntou assim que chegou ao nível inferior da casa e seus olhos demonstraram toda a surpresa que sentiu ao fitar Inuyasha.
- O que está acontecendo? O que ... está acontecendo? Eu é que pergunto... Kagome o que você está fazendo? Por que está fazendo isso comigo?
Inuyasha tentou alcançá-la, mas foi impedido por Sesshoumaru e barrou sua passagem.
- Me deixe passar Sesshoumaru. Eu quero falar com ela. – A expressões de Inuyasha oscilavam entre a raiva e a tristeza.
- Você não está em condições de falar com ninguém irmãozinho.
- Ela quer me fazer de idiota e eu tenho que aturar isso é o que você está me dizendo? ELA QUER ME FAZER DE IDIOTA – gritou. – Eu não vou deixar Kagome, você não vai brincar comigo, está ouvindo? Não vai.
Kagome ficara parada no mesmo lugar durante todo o tempo e chorava. Eu fui até ela e a abracei.
- Kagome, vamos sair daqui venha. – Pedi a ela, mas Kagome não se moveu, continuava a encarar a face transtornada do namorado.
- Já chega Inuyasha, nós vamos para casa agora. – Sesshoumaru falou em um tom imperativo.
- Não, eu não vou.
- Veremos se você vai ou não. Se eu tiver que te dar uma surra pra te tirar daqui eu o farei.
Os orbes dourados do mais novo se fixaram no do irmão vendo a seriedade com que ele falava.
- Pare com essa palhaçada agora e vamos embora.
Inuyasha finalmente cedeu e Sesshoumaru ajudou o irmão a caminhar até o próprio carro e o colocou no banco do passageiro voltando logo depois para a casa. Kagome eu observávamos enquanto ele inclinava o corpo e apoiava a cabeça no painel do carro provavelmente não controlando a tontura que sentia.
- Ele veio dirigindo? – Kagome perguntou preocupadíssima.
- Não senhorita, eu o trouxe. – Disse um homem que apareceu de repente e chamou nossa atenção. – Eu o trouxe de táxi.
- Eu vou acertar com o senhor. – Sesshoumaru disse. – deixe-me pegar minha carteira. – Ele entrou novamente na casa e pegou seu terno saindo logo a seguir. Pegou o dinheiro pagando o débito com o taxista e depois olhou para minha prima e eu.
- Eu sabia que ele iria explodir a qualquer momento, só não esperava que fosse dessa forma.
- Ele vai ficar bem? – Kagome perguntou com as lágrimas ainda escorrendo pela face alva.
- Vai sim. Terá uma bela ressaca pela manhã, mas só isso. Eu vou levá-lo para casa, depois ligo para dar notícias. – Disse e logo depois beijou levemente meus lábios e tocou o ombro de Kagome a consolando. – Fique calma.
Os dois partiram no carro de Sesshoumaru e eu levei Kagome de volta ao quarto dela e a coloquei na cama.
- Eu nunca vi o Inu desse jeito Rin. – Falou triste.
- Ele está frustrado e triste. Você viu o olhar dele?
- Vi. – Falou chorosa.
Mais tarde, pouco antes das seis da tarde, o céu já se tornara escuro e o frio havia aumentado. Sesshoumaru me ligou para dar notícias de Inuyasha.
- Oi Sesshy! Como ele está?
- Dormindo agora. Eu o joguei embaixo do chuveiro frio e depois na cama.
- Como seus pais reagiram ao vê-lo assim? – Perguntei vendo a ansiedade no rosto de Kagome.
- Eu o trouxe para minha casa, preferi poupar os velhos do espetáculo.
– Entendo. Sesshy cuida dele direitinho, ele está precisando do irmão mais velho. – Sesshoumaru sorriu com o que eu disse depois respondeu.
- Eu estou cuidando bem dele Rin do mesmo jeito que ele cuidaria de mim.
Pensei por um momento se ele estava sendo irônico ou se realmente tinha certeza da reciprocidade do irmão.
- Ele falou mais alguma coisa com você?
- Não. Ficou quieto até chegarmos aqui, reclamou e xingou quando o fiz tomar um banho quase frio, depois chorou feito uma criança até dormir. Pode dizer a sua prima que ela fez um belo estrago no meu irmãozinho.
- Inuyasha está bem, está dormindo agora. – Avisei a Kagome e ela ficou aliviada. – Tudo bem então, qualquer coisa você me liga?
- Ligo sim pode deixar, mas ele vai dormir até amanhã com certeza.
- Rin-chan? – Kagome chamou minha atenção.
- Espera um instante Sesshy. O que foi Kagome?
- Pergunte a ele se eu posso ir até lá? Eu quero ver o Inuyasha. – Meu olhar foi compassivo ao fitar minha prima, ela estava com remorso por ter, sem querer, feito Inuyasha pensar que ela não o queria mais.
- Ela que ir até aí. Pode ser?
- Por mim tudo bem.
- Certo. Eu vou arrumar algumas coisas e nós já vamos.
- Venham de táxi, não é uma boa vocês duas virem dirigindo a essa hora da noite.
- Tudo bem.
Oi gente!
Então, o que acharam?
Eu fiquei com pena do Inu, coitadinho está cheio de minhocas na cabeça e acabou perdendo o controle.
Eu notei que a gravidez da Kagome causou muitas discussões, no bom sentido da palavra, e eu gosto disso. Muita gente é da opinião de que a vida dela vai acabar por causa da gravidez, ela inclusive pelo que pudemos ver, outros pensam como a Rin e acham que ela pode sim continuar com seus planos e lutar pelo seu futuro mesmo com um bebê.
Eu honestamente não sei como reagiria no lugar dela. Eu penso, penso, mas não consigo saber exatamente como agiria. Enfim o capítulo foi longo, mas ainda não conteve a tão esperada conversa entre o casal, ela estará no próximo, eu prometo.
Agradeço a todas pelos reviews enviados e pelo debate saudável que eles suscitaram. Eu quero mais.
Beijos!
