Te esquecer Nunca.

Tinham passado duas semanas desde aquela noite. Severus finalmente tinha encontrado uma casa e para dita de Harry encontrava-se realmente cerca da Toca, isso fez ganhador ao mais velho de um arrebatador beijo em frente ao arrendatário que os levou à conhecer.

Alina mostrou-se feliz com a eleição. Teria uma habitação no alto de uma torre circular à que se chegava por meio de uma escada de caracol. Tinha janelas que mostravam paisagens para todos os pontos cardinais. As paredes recobertas de madeira que desprendiam um cheiro muito agradável enquanto os andares tinham sido estofados por um delicado tapete verde pálido, quase parecia uma extensão dos prados que apareciam depois dos cristais das janelas. Também desde aí podia olhar ao longe a colina onde repousava A Toca, e supôs que desde lá poderiam distinguir quando sua torre, terminada em forma de pirâmide, se alumiava pelas noites.

O quarto matrimonial estava localizada mais dois andares abaixo, era realmente enorme, praticamente podia considerar-se um apartamento no que se dividiam vários compartimentos que eles planejaram para organizar seus despachos, sobretudo agora que Harry estava considerando retomar seus estudos.

Entre eles e a habitação de sua filha se encontrava um andar com vários quartos ainda desocupados. Severus assumiu que podiam as usar como biblioteca, sala de estar ou uma cava. Mas Harry desistiu, tinha espaço suficiente na primeira planta para tudo isso, e assegurou que esses quartos seriam para seus filhos.

Severus não respondeu nada, esquivou a mirada de seu esposo tomando da mão para descer as escadas pretextando lhe ir mostrar a cozinha, em realidade é que já não queria se fazer ilusões, senão sempre viria a tristeza de saber que nunca conseguiria ampliar sua família com um filho que compartilhasse seu sangue com Harry.

Dumbledore tinha aceitado encantado que Severus retomasse seu posto como Professor de Poções, nenhum outro catedrático podia considerar a seu nível. No entanto, teriam que esperar até o seguinte início do curso escolar, o qual lhe dava a Harry e Severus quase oito meses para eles sozinhos.

A primeira noite que passaram no Pináculo, como decidiram chamar a seu lar fizeram um jantar na que convidaram a todos seus amigos.

Severus teve que se morder o lábio inferior várias vezes para não rir enquanto Lucius olhava quase aterrorizado como os Weasley apareciam por todos lados. O loiro se sobressaltou sem remédio no momento em que George quase o atropela enquanto corria levando a Alina em seus ombros.

— Como pode suportar isto? —questionou-lhe em um discreto sussurro enquanto sustentava em sua mão a taça de vinho que Severus lhe servisse depois de jantar. Ambos se encontravam de pé junto à enorme lareira que enfeitava a peça principal.

— Olha a Harry… pelo que está fazendo é que tudo vale a pena.

Lucius obedeceu e buscou ao jovem com a mirada encontrando-o ao outro extremo do Salão, rindo abertamente com Hermione e Ginny sobre algo que tinha a Draco e Fred discutindo com paixão. Nem Severus e Lucius podiam imaginar-se o que aqueles dois tinham em comum, mas a ambos se lhes notava francamente emocionados com seu conversa, tanto, que ao Slytherin se lhe tinham esquecido as normas de etiqueta e se tinha sentado sobre uma de suas pernas em um dos cômodos cadeirões junto ao terraço.

— E daí faz Potter? Só ri.

— Isso é o mais maravilhoso, o ver feliz.

Lucius cuspiu o vinho que bebia, lhe foi impossível não rir ante essas palavras. Nem fixou-se que sua explosão chamou a atenção dos demais, inclusive de Remus quem conversava com o casal Weasley, todos olharam intrigados como o aristocrata ria a gargalhadas.

— Perdão, Severus… —desculpou-se dificultosamente enquanto secava elegantemente sua boca com um guardanapo. —… mas o que acaba de dizer é o mais sentimental que tenho escutado em minha vida.

Severus estreitou os olhos fingindo molestar-se, nesse momento nada poderia enturvar a dita que teria. Harry decidiu abandonar a seus amigos e ir para eles, muito orgulhoso de seu esposo lhe abraçou se enfrentando ao loiro.

— É provável que tenha escutado ou pronunciado, poucas coisas sentimentais em sua vida, Malfoy… —sibilou Harry com uma maliciosa sorriso. —… suponho que me alegra o saber e confirmar que graças a isso, Severus tem conseguido esta formosa casa… para mim.

Severus empalideceu ao escutá-lo enfatizar as duas últimas palavras. Lucius tossiu um pouco e Remus foi a seu auxilio indo por ele e conseguindo que a tensão no ambiente minguasse e regressassem os risos.

— Sabia? —perguntou Severus quando Harry se girou se colocando de em frente a ele, sem deixar do abraçar e lhe sorrindo para lhe motivar a que o mais velho também não deixasse do fazer.

— Supunha-me… vocês dois têm uma amizade demasiado íntima. —confessou encolhendo-se de ombros, restando-lhe importância ao sucedido.

— Não te molesta?

— Em realidade, às vezes quero arrancar-lhe todo esse cabelo até o deixar calvo, mas não, acho que não me molesta sobremaneira… Sei que me ama e o de vocês foi na escola, assunto terminado.

— E posso saber como se inteirou?

— Foi em sétimo, um fim de semana que baixei a seu despacho para as sessões de treinamento, o vi sair daí… acho que me deu curiosidade, me conhece, e pois me pus a averiguar, fazer perguntas por aqui e por lá, e essa foi a conclusão à que cheguei. —disse voltando a encolher-se de ombros.

— Oh vá. —murmurou surpreendido de saber que Harry se tinha interessado por ele em algum momento.

— Já o tinha esquecido também, mas quando o escutei te aconselhando que buscasse um medimago para mim… Então sim que me lembrei quão mau costumava me cair antes!

— E já não?

— Não, já não… apesar do odioso e exageradamente atraente, acho que me agrada que seja seu amigo.

— Sabe uma coisa? —disse, sorrindo-lhe. — Gostei muito ver-te de zeloso. Isso sim que não tem preço!

— Malvado, mas o bom é que Remus o tem bem anelado. Eu acho que Malfoy mente e é um doce cordeirinho quando ninguém o escuta… tão só o olha.

Severus volteou para onde Lucius continuava bebendo de sua taça, mas sua mão supostamente livre, estava enlaçada com a de Remus quem não deixava de conversar com Arthur enquanto mantinha a seu companheiro disciplinadamente calado a seu lado.

Discretamente baixou seu rosto para beijar a testa de Harry pensando que essa pele era a única que sempre quereria provar.

—000—000—000—

Quando por fim se foram todos os convidados, Alina correu para as escadas, estava ansiosa de provar sua nova cama, seus pais subiram depois dela tomados da mão e entre ambos lhe colocaram o pijama e acomodaram seus mantas para que dormisse quente.

— Segura que não quer que fiquemos contigo esta noite? —perguntou Severus recostando-se a seu lado. — É normal que te intimide uma casa nova.

— Não, estarei bem… a não ser que tenha tormenta. —concluiu cautelosa, pensando que nessa habitação tão enche de janelas, os relâmpagos poderiam se ver realmente tenebrosos.

— Bom, se chega-nos a precisar tão só arroja esta esferinha aos lumes.

Severus colocou uma esfera do tamanho de uma caneca sobre um pedaço de madeira que a mantinha a salvo na cabeceira junto à cama. Assinalou para a lareira para que a menina soubesse que eles estariam em um segundo a seu lado. Tinham-se assegurado que a lareira de seu quarto estivesse ligada só ao seu, como uma espécie de alarme.

Alina assentiu, mas nem olhou demasiado tempo a esfera, confiava que a essas alturas do ano não choveria, e pelo momento estava ansiosa de ficar sozinha em sua nova habitação.

Harry e Severus trocaram um sorriso de orgulho ante a valentia de sua pequena, e decidiram comprazê-la deixando-a estreando seu quarto.

Quando a porta de madeira se fechou depois de seus pais, Alina suspirou longamente enquanto olhava a imensidão do céu estrelado resplandecendo depois de suas janelas.

Um ruído fazer sobressaltar-se de repente…

— Papi? —sussurrou incorporando-se sobre seus cotovelos.

— Sim, pequena, sou eu.

— Estava preocupada, não sabia se daria com a nova casa.

— Prometi-te que não me iria até conhecer sua nova habitação. —assegurou Ron recostando-se junto à menina.

— Sei-o, mas ainda queria passar esta última noite contigo, dá medinho dormir aqui pela primeira vez e não quisesse baixar a interromper a meus papais, me parece que querem estar sozinhos… Te conto como esteve o jantar?

— Claro.

— E também te contarei um sonho lindo que tive! Foi sensacional!

Ron aconchegou a Alina em seu peito enquanto escutava atenciosamente o relato de sua filha. Ia doer-lhe despedir-se muito dela, mas sabia que ficava nas melhores mãos… e seu amor sempre a cuidaria.

—000—000—000—

Severus sorriu quando, ao se estar desabotoando a camisa depois da ter afrouxado de sua calça, sentiu uma mão se deslizar baixo desta e subir calidamente por todas suas costas.

— Pressinto que tramas algo, Bicho. —sibilou sem girar-se a buscar a seu esposo.

— Gosto de acariciar-te. —arquejou Harry alçando-se de pontas dos pés para conseguir que seu fôlego colasse na orelha de Severus.

— Nada mais?

— Sim… você dirá se com isso se conforma, ou quer algo como isto.

Harry introduziu sua outra mão aproveitando que a camisa do mais velho já estava aberta e lhe dava mais margem de movimento. Introduziu-se baixo a teia percorrendo com seus lábios e a ponta de sua língua a coluna vertebral de seu esposo.

— É muito suave… —sussurrou quase para si mesmo. —… poderia te estar tocando e beijando toda minha vida.

Levando suas mãos para a cintura de Severus, conseguiu um profundo suspiro de prazer deste, de modo que continuou desenhando o contorno de sua figura, sem nenhuma pressa, tão só tocando a cada parte de pele descoberta até que teve que o abraçar para chegar a sua umbigo e brincar com ele.

Severus sentia de repente muito calor, fechou os olhos sentindo que não demoraria em excitar-se tanto que lhe seria impossível se conter, pelo cedo mantinha seus olhos fechados e os lábios apertados desfrutando da deliciosa tortura.

Esteve a ponto de abri-los quando se sentiu de repente abandonado, mas o fez, e satisfeito sentiu como Harry tinha retomado seus caricias se colocando em frente a ele. Como o jovem era mais baixinho, sua altura lhe ajudava a ter em frente a sim duas pequenas doces que sempre se lhe apeteciam.

Estendeu seu pescoço para trás ao sentir uma pequena língua lambendo seu mamilo esquerdo, o mais sensível, e o que delatava seus batidos apressados. Arquejou quando foi mordido e puxado com deliciosa macieza.

— Merlin, Harry… —gemeu quase dolorido pela tensão em sua entreperna.

Harry não respondeu, mas abandonando os mamilos seguiu baixando. Severus acariciava lhe seu rebelde cabeleira tentando que o fizesse mais de pressa, mas o jovem moreno se tomou seu tempo, se detendo um pouco mais no umbigo que acariciasse um pouco dantes. Aí novamente sua língua fez seu trabalho, umedecendo-o, fodendo desesperantemente lento.

— Mais! —suplicou Severus tentando retroceder. A cama chamava-lhes para fazê-lo mais cômodo, mas Harry sujeitou-lhe pelo quadril para impedir-lhe mover-se, tendo cuidado de que seus dedos se afirmassem sobre os glúteos de seu esposo. —Harry…

A língua de Harry percorreu a linha média, essa macieza morena quase imperceptível, até que a textura mudou se convertendo em uma aveludada tapete escuro. Suas mãos abandonaram os quadris de Severus para desabrochar sua calça, já podia o sentir extremamente endurecido, e quando a poderosa ereção se viu libertada, Harry a cheirou profundamente.

— Poderia embotelhar este cheiro? —arquejou relambendo-se.

— Céu, em outro dia pede o que queira… agora meu membro te precisa.

— Gosta se faço disto? —perguntou deslizando sua língua ao redor da ponta, saboreando as primeiras gotas que já saíam.

— Muito!

— E isto? —questionou sedutoramente enquanto tentava introduzir sua língua no estreito buraco, não precisou resposta, o tremor nas fortes pernas de seu esposo foi a melhor contestação.

Severus sentia que em qualquer momento seus joelhos lhe trairiam e cairia ao andar pressionado por tanto prazer. Mais ainda quando Harry invadiu seu intimidem introduzindo seu membro até o fundo de sua garganta e aspirando tão forte que foram necessárias tão só um par de sucções mais e todo seu sêmen saiu explodindo fortemente.

— Sinto muito… —desculpou-se envergonhado. —… Não queria terminar tão cedo.

— E quem diz que temos terminado?

Harry pôs-se de pé, ainda lambendo os restos de sêmen que escorregavam por seus comissuras, e beijando a seu esposo lhe empurro para a cama. Severus nunca achou que poderia ser estimulado tão cedo, mas foi questão de escassos minutos quando Harry já lhe tinha provocado uma nova dureza que aproveitou se sentando sobre ele, se movendo em rápidos círculos que alternava com subidas e baixadas.

O jovem não continha nenhuma exclamação de prazer, seu rosto estava umedecido de suor, mas não parava, e era comprazido com ver a Severus se remover desesperado, ambos tentando prolongar o segundo orgasmo do mais velho, até que por fim, os lábios de Harry tremeram exalando um grito de prazer no momento em que seu próstata sentia uma forte estocada.

Ejaculou tão forte que a mão que lhe masturbava quase se perdeu entre a viscosidade aperolada de seu sêmen.

No entanto, Severus ainda não terminava, desta vez tinha conseguido aguentar mais, e Harry se apressou a se colocar de bruços e abrir seus nádegas em um franco oferecimento.

— Se quer posso arranjar isto por mim mesmo. —sugeriu Severus pensando que quiçá já não resultaria tão agradável para Harry.

— Já te disse antes que eu jamais termino sem ti, e se se atreve alguma vez a fazer algo sem mim, não amanhece completo, Snape… de modo que, quero estar presente até para masturbar-te depois de algum sonho úmido alguma objeção?

Sorrindo enquanto exalava um "Nenhum" Severus se colocou em posição enquanto ia penetrando lentamente pela cálida cavidade que lhe abraçava. Harry arquejou delatando seu prazer e foi ajudando a seu esposo movendo seu quadril ao mesmo ritmo que o mais velho começava a investir.

Severus surpreendeu-se que no momento em que impregnava a Harry, este arqueava suas costas molhando copiosamente as cobertas com chorros de sua própria ejaculação.

Estava tão cansado ao terminar, ambos o estavam, que só se abraçaram e ficaram dormidos, sem fazer nenhum comentário sobre a fogosidade daquela noite.

—000—000—000—

Quando Severus abriu os olhos, se surpreendeu de ver a Harry sentado sobre suas pernas, em cima da cama. Estava-lhe olhando de tal maneira que Severus sentiu que suas bochechas ardiam.

— Que faz aí? —perguntou talhando-se os olhos, fingindo sonolência quando o que mais lhe preocupava era ocultar o vermelho que deviam estar suas pálidas bochechas.

— Esperando que acorde.

— Para que?

Por toda resposta, Harry alongou sua mão para atingir a varinha de seu esposo, a qual descansava sobre o criado-mudo.

— Poderia fazer-me o feitiço agora?

Os olhos negros se entornaram confundidos, mas notando que a mirada de Harry revelava uma impaciente ilusão, compreendeu ao momento a que feitiço se referia. Incorporou-se sentando-se em frente a ele, sustentando das mãos com imenso carinho.

— Harry, bicho… não acha que já é tempo do assimilar?

— Sei que tínhamos dito que nos tomaríamos com acalma, e que se um bebê não estava em nosso futuro o aceitaríamos, mas algo me diz que agora pode resultar positivo.

— Entendo que queira manter a ilusão, pequeno, no entanto isto poderia se tornar a cada vez mais doloroso.

— Faz favor… só uma vez mais. Eu sei que te vai surpreender a resposta que teremos hoje. —suplicou apaixonado. — Desde que abri os olhos esta manhã tive o pressentimento de que devíamos formular o feitiço.

— Já o fizemos muitas vezes, nos submetemos a tratamentos, poções, feitiços, ritos… porque teria de ser diferente agora?

— Porque sinto que estamos em nosso melhor momento. Escuta, temos um novo lar, já não há segredos entre nós, temos regressado ao país onde nascemos, cerca de nossos amigos… Tudo é perfeito para um bebê, Severus. Eu sinto como se ele tivesse estado esperando que tudo estivesse bem para vir conosco.

Severus suavizou suas facções enternecido pela vívida emoção do jovem, por sua forma de olhar a seu redor com doce otimismo. Não pôde seguir se negando e assentiu.

Harry arquejou feliz, e rapidamente se recostou de costas sobre a cama, baixando a calça de seu pijama até sua pélvis, descobrindo seu branco ventre que não podia luzir mais plano.

— Está pronto? —perguntou Severus ajoelhando a seu lado.

— Pronto e ansioso por ver esse resultado.

— Harry… qualquer coisa que passe, eu quero que saiba que te amo igual.

— Eu te amarei mais. —riu emocionado e comovido pelo nervosismo que a ambos estava lhes inundando.

Severus assentiu sorrindo também, mas em seguida deixou de fazer para se concentrar em formular o feitiço que confirmaria uma gravidez ou como sempre sucedia, o negava. Não queria nem recordar no tempo em que faziam isso a diário, tão emocionados e esperançados por obter um resultado positivo, e ao final tendo que se consolar o um ao outro.

Moveu sua varinha em círculos sobre o abdômen que subia e baixava rapidamente manifestando a ansiedade de Harry. Pronunciou as palavras adequadas, e de repente, o jovem calou um soluço com suas duas mãos, podia senti-lo já, algo diferente a todas as ocasiões em que tinham formulado o feitiço… era um calor muito confortante que saía de seu ventre para o resto do corpo.

Então uma tênue luz violeta destelou sobre a pele de Harry enredando-se em halos sobre as mãos de Severus, prodigando-lhe a ele também da tibieza que lhe acompanhava.

Em completo silêncio Severus rompeu o feitiço e foi sentar-se ao outro extremo da cama, abraçando suas pernas com a mirada perdida no nada. Harry acomodou-se a roupa para em seguida ir fazer-se um espaço acomodando-se recostado no peito de seu esposo, sorria mais feliz que nunca, orgulhando das lágrimas que escorregavam pelas bochechas de Severus.

"Será Slytherin"… pronunciaram em uma mesma voz.

—000—000—000—

A meio dia, Harry e Severus chegaram à Toca, precisavam deixar a Alina ao cuidado de Molly para eles poder ir com um medimago que certificara que a gravidez de Harry levasse um bom progresso. Surpreenderam-se de encontrar-se a Draco e Hermione aí, tomando chá tranquilamente com os Weasley… novamente Draco e Fred tinham uma conversa quase exclusiva.

— Não nos esperávamos te ver por aqui, Draco. —comentou Severus entornando os olhos enquanto deixava que Molly tomasse a Alina em braços.

— Fred comentou-me de alguns projetos que têm em matéria de seus produtos. —informou sobriamente. — Acho que alguns deles têm um bom futuro no mercado se se lhes sabe promocionar adequadamente.

— Draco pensa que podemos inclusive exportar. —interveio Fred emocionado, seu gêmeo tão só assentiu, notava-lhe igualmente interessado no tema, mas a ele lhe apaixonava mais o processo criativo que o econômico.

— Em sério vão fazer negócios juntos? —quis saber Harry, parecia-lhe que os negócios de Draco não tinham nada que ver com as bromas de seus amigos.

— Por suposto, Potter, tenho bom olho para saber que podia ser uma brincadeira investimento. —respondeu sorrindo-lhe mordaz. — E a propósito, meu oferecimento para que te unas a nossas empresas vai em sério, por se quer o considerar, sobretudo agora que ficará a viver na Inglaterra.

— O pensarei. Em realidade acho que é interessante, mas não saberia te dizer quando poderia começar… É que, Severus e eu temos uma notícia para todos.

— Sim, vamos ter um bebê! —exclamou Alina de repente, conseguindo roubar-se a atenção de todos.

Harry e Severus trocaram uma mirada, ainda não lhe tinham comentado nada à menina pelo que foi tão supressivo para eles como para os demais sua brilhante exclamação. Molly titubeou um pouco antes de conseguir falar.

— É verdadeiro?

Harry repôs-se de sua surpresa para assentir olhando à ruiva. Severus então foi a recuperar a sua filha enquanto esta, parecia se estar dando conta de sua indiscrição.

— Adivinhei? —perguntou querendo dissimular.

— Pois, parece que sim.

Alina aplaudiu continuando com sua infantil atuação, preferia não dizer nada a seus pais ainda sobre o sonho que tinha tido. Volteou a olhar um quadro que agora estava pendurado sobre a lareira, desde aí Ron lhe sorriu se mostrando orgulhoso de ter podido dissimular, tal como o fez em uns dias antes na loja dos gêmeos, quando a imagem do ruivo tinha aparecido fugazmente.

Quando Alina lhe tinha contado a seu pai sobre o sonho, este lhe sorriu compreendendo que não tinha sido um sonho qualquer, lhe pediu que falasse com seus pais ao respeito depois de que estes lhe confirmassem a notícia, no entanto, Ron se mostrou muito aturdido… nunca se imaginou que sua filha pudesse ter esse dom perceptivo, mas poderia ser a causa de que o visse ainda quando isso supostamente era impossível.

Com mais razão agora que tinha rompido sua conexão com Harry.

Não recordava que essa habilidade estivesse presente quando soube o que poderia ocorrer no futuro dessa família. Pensou que quiçá tinha sido desatada quando ancorou sua magia à de Harry para poder lhe apresentar, isso provavelmente afetou também a magia da menina… após tudo, era a mistura de ambos.

—000—000—000—

Pouco mais tarde, Harry e Severus chegavam ao cemitério onde repousavam os restos de Ron. O jovem tinha querido ir aí antes de passar a seu cita com o medimago, levava um ramo de alcatrazes que deixou em um formoso jarro de porcelana branca que enfeitava a tumba.

Colocou um feitiço sobre as flores para permitir que durassem por muito tempo.

Severus esperava-lhe um par de passos atrás, com o semblante sério, não podia se sentir cômodo aí, mas também não lhe desagradava que Harry tivesse querido conhecer a tumba.

Por uns minutos Harry permaneceu ajoelhado olhando o sepulcro, ainda que seu esposo estava seguro de que mantinha uma conversa silenciosa com seu ex noivo. Sorriu para si mesmo ao notar que não sentia nenhuma classe de ciúmes.

Finalmente Harry levantou-se e ao girar para seu esposo, sorriu-lhe apaixonado. Severus foi mais feliz que nunca ao não encontrar na verde olhada nenhum rastro de nostalgia ou tristeza.

— Já podemos nos ir… Obrigado por aceitar me acompanhar. —disse-lhe Harry tomando da mão para empreender o caminho para a saída do cemitério.

— Por nada, sempre pode contar comigo se precisa falar.

— Já tudo está dito. —assegurou suspirando satisfeito, sem nenhuma necessidade de regressar ao passado.

Ao chegar ao arco de pedra que flanqueava a entrada, Severus se deteve de improviso se girando para olhar de novo para trás. Desde aí podiam ver a tumba do ruivo, seus pais tinham conseguido situar em uma colina baixo a sombra de uma macieira que rompia a sobriedade da paisagem.

— Que passa, Severus? —perguntou Harry olhando também para a tumba, tudo parecia estar normal.

— Não posso imaginar o difícil que tem de ter sido para ele invocar o obliviate.

— Sim, ainda não sei como pôde o fazer. —respondeu assombrado.

— Em seu lugar, não sei se teria podido. —confessou afligido. — Quiçá sou demasiado egoísta, mas não suportaria que chegasses a te esquecer de mim.

— Você não é egoísta, é o ser mais nobre e justo que tenho conhecido, sempre a seu lado me senti amado e protegido… acho que por isso foi que minha mente te levou consigo a uma nova vida onde ninguém mais tinha conseguido sobreviver. Sim, Severus, sei que meu coração soube que poderia viver sem as lembranças do mundo inteiro, mas só teve um ao qual não podia renunciar… Ao seu.

— Isso que diz é formoso, Bicho.

Harry sorriu compreensivo, e fazendo girar a seu esposo para que lhe olhasse direto aos olhos, lhe disse…

— Está comprovado, Severus, se um obliviate não conseguiu apagar de minha vida, nem mais mil poderiam o fazer… Simplesmente a ti, te esquecer nunca.

E com um beijo, selou sua promessa.

—000—000—000—

FIM

—000—000—000—

Nota tradutor:

Finalmente o fim, espero que tenha gostado de ler essa fic...

Aqui deixo os meus sinceros sentimentos para quem tem parentes e amigos vivendo entre as estrelas!

Vejo vocês nos reviews

E nas minhas próximas traduções que ainda estão em curso

Ate breve

Fui…